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<DOC DOCID="HAREM-00J-00008">
Religiosos haitianos dizem basta
Do nosso enviado
Adelino Gomes, em Port-au-Prince
Pela primeira vez no Haiti um padre foi assassinado por motivos políticos.
Uma mensagem dos militares no poder para mostrarem quem ainda manda no país, interpretam meios eclesiásticos, que reafirmam a disposição de continuar a luta «pela libertação do povo haitiano».
A Conferência Haitiana de Religiosos, cuja direcção é tida por moderada, vem respondendo ao crime com jejum, orações, missas ao ar livre e homilias em que o engajamento do padre Jean-Marie ao lado dos «pobres e oprimidos» é apontado como exemplo.
Pode vir a ser o ponto de viragem na Igreja, cuja hierarquia, com a excepção de um único bispo, prefere os militares golpistas a Aristide, o Presidente eleito democraticamente, ele próprio um padre que os salesianos expulsaram da ordem.
Há, no ar, uma certa ideia de invasão.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-32L-00011">
Mas é também neste espaço que cabem as esperanças dos que querem travar o modelo das oito regiões. 
Dos dois lados da barricada, a opinião é a mesma: 
se o «não» na primeira pergunta do referendo for maioritário na mais populosa das oito regiões propostas, isso significará, quase de certeza, a certidão de óbito do modelo nascido do acordo entre o PS e o PCP. 
«Se isso vier a acontecer, a regionalização ficará adiada por 10 ou 15 anos», reconhece Narciso Miranda, líder da Federação do Porto do PS, que acredita numa «vitória esmagadora» do «sim» no Entre Douro e Minho. 

Dois escritores, um actor, uma série de televisão 
O horror de tudo se perder 
Pense-se em Kingsley Amis, Malcolm Bradbury e Albert Finney. 
Dois escritores, um actor. 
Pense-se no romance que o primeiro escreveu -- «The Green Man» --, que o segundo adaptou e o terceiro interpretou. 
Pense-se num enredo mirabolante, centrado num herói desfeito, o anti-herói Maurice Allington, e na maneira como o impensável -- o fantasma de Thomas Underhill -- o cerca. 
No fim, obtém-se uma série de televisão. 
Uma boa série de televisão: a que a RTP estreou ontem à noite, na TV2, e à qual nada ligou -- pouco mais do que «primeiro episódio» escreveu na apresentação. 
 
Motor: Económico, com grande elasticidade e bom nível de potência. 
 
Caixa: Mais um Toledo «salvo» por uma caixa bem escalonada, com destaque para as três primeiras velocidades. 
 
-- É o único candidato que me parece capaz de promover uma mudança de paradigma na vida política americana. 
Clinton é mais novo na idade e nas ideias. 
Bush endureceu na atitude de conservação a todo o preço de uma ordem histórica condenada. 
A América tem de preparar-se para o futuro. 
Com Bush, não conseguirá fazê-lo. 
 
Narana Coissoró, líder parlamentar do CDS 
-- George Bush. 
 
-- Em primeiro lugar porque conhece os problemas europeus; em segundo lugar pelo papel que desempenhou na política mundial nos últimos quatro anos e, em terceiro lugar, porque o CDS é sempre mais ligado aos republicanos do que aos democratas. 
 
Para Eurico de Melo só faz sentido convocar um referendo se se chegar à conclusão da sua necessidade para cumprir «um formalismo constitucional». 
Nãodesvalorizou, porém, a convocação do Conselho de Estado por entender que «não deve subsistir a menor dúvida sobre os formalismos constitucionais a cumprir nem sobre a vontade política de adesão ao Tratado». 
 
Eurico de Melo defende que as decisões de Maastricht «são de grande importância para o país» na medida em que reflectem uma linha de «mais compromisso político com a CE». 

Segundo a «Comissão de Afectados pela Barragem do Lindoso», entidade promotora da concentração, o objectivo perseguido mantém-se: prosseguir no seu protesto contra o que entendem ser «uma atitude de chantagem da EDP». 
 
Em declarações ao PÚBLICO, um dos elementos da «Comisão dos Afectados» manifestou esperanças na possibilidade de reatamento do diálogo interrompido a 16 de Dezembro último, remetendo para os resultados de uma reunião que irá juntar no Porto o governador civil de Ourense, o  presidenta da Câmara do concelho de Lovios (Ourense) e Marques Seabra, responsável da EDP, e que está prevista para sexta-feira, embora sujeita ainda a confirmação. 
A mesma fonte afirmou que os afectados pela barragem estarão dispostos a permitir que prossigam os trabalhos de remoção da igreja de Aceredo, que irá ficar submersa pela albufeira, logo que a «arbitragem acordada entre as partes seja assumida em documento assinado perante um notário». 
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<DOC DOCID="HAREM-417-00025">
 Caros colegas,
 Gostava de vos convidar a contribuir para melhorar a bibliografia que a Signe Oksefjell está a criar, em 
 http://www.portugues.mct.pt/publicacoes.html 
 Esta bibliografia foi feita maioritariamente com a informação que se encontra na Web, e por isso há divergências de formato e de informação nela contida, que não pensamos numa primeira fase normalizar. 
 O objectivo foi juntar o máximo de informação que possa ser útil à comunidade do processamento computacional do português, deixando os pormenores estilísticos para os próprios utilizadores desta lista de referências. 
 Pedindo desde já a vossa compreensão pelo facto de que certamente a bibliografia se encontra ainda muito incompleta, e que contém possivelmente muitas imprecisões e mesmo erros de classificação, gostávamos que nos ajudassem a torná-la melhor. 
 Além de sugerir reclassificações e adições, assim como revisões pontuais, gostaríamos que os autores nos mandassem (ou pusessem acessíveis) três a dez linhas sobre cada artigo seu que considerem sobre o processamento computacional da língua portuguesa (ou pertinente para figurar numa bibliografia sobre este assunto), de forma a ser mais fácil para um leitor a navegação na lista. 
 Também nos oferecemos para disponibilizar artigos no nosso servidor de Web a todos aqueles autores que não tenham possibilidade de o fazer eles próprios. 
 De resto, apontaremos para todo o material que já se encontra acessível. 
 Desde já obrigada pela colaboração, 
 Diana 
 Diana Santos Processamento computacional do português 
 SINTEF Telecom and Informatics Tel. (directo) +47 22 06 73 12 Forskningsveien 1 Tel. +47 22 06 73 00 
 Box 124 Blindern Fax. +47 22 06 73 50 
 N-0314 Oslo Email: Diana.Santos@informatics.sintef.no 
 Noruega http://www.portugues.mct.pt/. 
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<DOC DOCID="HAREM-732-00031">
 Notícias do dia 29 de agosto de 2000 Governo terá programa de renovação da frota de táxis O governador Almir Gabriel lançou nesta terça-feira (29) um programa de renovação da frota de táxis de Belém, em parceria com o Banco do Brasil, que facilitará os financiamentos na aquisição
de até 3 mil veículos no Estado.
Mais de 16 associações e cooperativas de motoristas de táxis se reuniram com o governador, ontem, no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG).
Pelo acordo, o Governo vai abrir mão dos 6% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que lhe cabem nas compras de carros
de outros Estados, reduzindo os preços dos veículos a serem adquiridos em pacotes, pelo banco, nas montadoras.
A aquisição de um grande volume de carros através do banco vai diminuir os preços nos financiamentos aos taxistas, que terão juros menores e
condições facilitadas de pagamento.
O acordo vai beneficiar não só cooperativas e associações, mas também motoristas autônomos.
A nova linha de crédito será uma evolução do Cooperfat, a linha de crédito do Banco do Brasil para cooperativas, que usa recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas cujo limite é de apenas R$ 10 mil, insuficiente para a compra de carros.
O gerente de Núcleo do BB, Alcir Fernando Franco, presente à reunião, informou que a nova linha de crédito, em parceria com o Estado, será implantada ainda este ano.
O ICMS na compra de carros, que é de 12%, será reduzido à metade graças à parceria com o Governo do Estado.
É estimada a compra de até 3 mil veículos pela nova linha de crédito, renovando a frota de táxis em circulação na capital.
O governador pediu aos representantes do BB pressa na formação do primeiro grupo de 200 carros a serem adquiridos pelos taxistas, a preços abaixo dos de mercado.
Circula atualmente em Belém uma frota de 5.680 táxis, dos quais 30% a 40% (cerca de 2.200 táxis) estão com mais de dez anos de uso.
O programa de renovação poderá abranger, em breve, outros municípios do Estado.
Notícias de responsabilidade da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do Pará.
E-mail:imprensa@prodepa.gov.br Home I O Pará a mais de 2000 I Conheça o Pará I Economia I Turismo I Cultura I Cidadania I O Governo I Invista no Pará I Notícias I Fale com Almir
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<DOC DOCID="HAREM-82G-00036">
Marcha Mundial das Mulheres
2000 boas razões para marchar 

Por Anabela Fino «Queremos iniciar o próximo milénio com a certeza de que podemos mudar o mundo, pacificá-lo e humanizá-lo . 

Marcharemos de forma pacífica para que o ser humano esteja no centro das nossas preocupações, para mundializar a nossa solidariedade.» 

Este é, em síntese, o objectivo da Marcha Mundial das Mulheres que culminará a 17 de Outubro numa concentração mundial em Nova Iorque, frente às Nações Unidas .
Um objectivo desassombrado de quem tem pelo menos «2000 boas razões para marchar», no dizer do lema mundial escolhido para o evento, o que é uma forma de afirmar que as mulheres estão em luta para que os seus direitos fundamentais sejam definitivamente reconhecidos como inseparáveis dos direitos humanos universais . 

Mudar o mundo é uma tarefa de envergadura, mas existem não só forças bastantes para o fazer como se trata de uma necessidade cada vez mais imperiosa . 

Dos 6000 milhões de pessoas que hoje constituem a população mundial, 4000 milhões - dois terços da humanidade - vivem abaixo do limiar da pobreza relativa, das quais a grande maioria são mulheres e crianças; 70 por cento dos 1300 milhões que vivem na pobreza absoluta são mulheres . 

Esta realidade não traduz qualquer fatalidade ou uma eventual incapacidade humana em provir às suas necessidades; traduz, isso sim, a desumanidade de um sistema que permite que os ricos sejam cada vez menos e mais ricos, e os pobres cada vez mais e mais pobres . 

Os dados respeitantes aos últimos trinta anos demonstram que as desigualdades entre os países se têm vindo a acentuar de forma brutal: 

o rendimento dos países mais ricos é actualmente 59 vezes superior ao dos países mais pobres (em 1960 a proporção era de 30); 

no mesmo período, duplicou a diferença entre os 20 por cento de pessoas mais ricas e os 20 por cento de pessoas mais pobres; 

a riqueza mundial aumentou cinco vezes, mas o mesmo sucedeu com o número de pessoas mais pobres, cuja proporção passou de três para um para 15 para um . 

Poder-se-ia pensar que este não é um problema particular das mulheres, mas não é verdade . 

De facto, as mulheres representam metade da população mundial e efectuam 2/3 das horas de trabalho, mas ganham apenas 1/10 do rendimento mundial e possuem menos de 1/100 da riqueza mundial . 

Se a esta realidade de exploração e discriminação se acrescentar todas as formas de violência que tradicional e universalmente se abatem sobre a mulher (violência conjugal, agressões sexuais, mutilações sexuais, violações sistemáticas em tempo de guerra), estão reunidas razões mais do que necessárias e suficientes para que as mulheres de todo o mundo conjuguem os seus esforços na luta comum por um mundo mais justo . 

Por mais que se manipulem os dados, é incontestável que o fenómeno da pobreza é uma construção política, económica, cultural e social, pelo que compete a cada um nós acabar com ele . 

Daqui resulta a necessidade de atacar as causas estruturais deste fenómeno, que na sua história mais recente deriva das políticas geradas pelo capitalismo neoliberal, produto reciclado do capitalismo por força da mundialização dos mercados, como afirma o documento de proclamação da Marcha Mundial das Mulheres . 

De Pequim a Nova Iorque 

A ideia de uma iniciativa mundial contra a pobreza surgiu na Conferência de Pequim (1995) sobre a situação mundial das mulheres . 

A partir da experiência colhida na sua «Marcha do Pão e das Rosas», no mesmo ano, a Federação das Mulheres do Québec meteu mãos à obra para dar vida ao projecto da Marcha Mundial das Mulheres contra a pobreza e a violência . 

O primeiro encontro internacional, realizado em Outubro de 1998, mostrou a viabilidade do empreendimento: contou com a presença de 140 delegadas de 65 países de todos os continentes . 

Portugal não faltou à chamada, através de uma delegação do UMAR (Movimento para a Emancipação Social das Mulheres Portuguesas) . 

Neste evento foi criado um Comité de Ligação Internacional composto por 40 mulheres de diferentes regiões do mundo . 

A Marcha começava a dar os primeiros passos . 

Em Paris, em Abril do ano passado, realiza-se novo encontro . 

Portugal, já representado pelo MDM (Movimento Democrático de Mulheres) e pelo UMAR, passa a integrar o grupo de oito países que formam o comité de Ligação Europeu ao Comité Internacional e ainda o Secretariado Europeu de Coordenação da Marcha . 

As duas organizações portuguesas assumem-se como as principais dinamizadoras da iniciativa a nível nacional, que entretanto recolhe o apoio de muitas outras (Mulheres da CGTP, do PSR, Ninho, Mulheres Agricultoras /CNA, Ilga Portugal, Associação de Mulheres Contra a Violência, Associação de Mulheres Cabo-Verdianas, Organização de Mulheres Comunistas, SEIS) . 

O arranque oficial das acções da Marcha está agendado para 8 de Março, dia Internacional da Mulher, devendo ter lugar entre Março e Setembro diferentes iniciativas regionais e das organizações envolvidas . 

Sob o lema «2000 boas razões para marchar», a organização da Marcha Mundial, que conta com o apoio da UNESCO, propõe-se, entre outras coisas, promover um abaixo assinado (a quota proposta a cada país é de conseguir assinaturas de um por cento da população nacional) exigindo às Nações Unidas e aos seus Estados membros que tomem medidas para eliminar a pobreza e assegurar uma justa distribuição das riquezas do planeta, para eliminar a violência contra as mulheres e para assegurar a igualdade entre os sexos . 

Até final do ano passado tinham aderido à iniciativa perto de 3000 organizações de 139 países, das quais 59 por cento são organizações não governamentais, 12 por cento mistas, 10 por cento de solidariedade internacional, nove por cento religiosas, nove por cento sindicais e quatro por cento coligações . 

O mundo em que vivemos 

A análise que as organizadoras das Marcha Mundial fazem do mundo em que vivemos é tão lúcida quanto assustadora . 

O mundo em que vivemos, dizem, é um mundo em que triunfam as desigualdades, um mundo de paradoxos . 

A par de um desenvolvimento técnico e científico espectacular, do aumento recorde da produtividade industrial e agrícola, da verdadeira revolução dos meios de comunicação, há cada vez mais gente sem trabalho e sem acesso às condições mínimas para uma vida digna . 

Ser cada vez mais pobre em países cada vez mais ricos é hoje a perspectiva de vida para milhões de seres humanos, não por falta de recursos nem de riqueza, mas pela falta de uma justa divisão e gestão desses mesmos recursos e riquezas . 

Vivemos igualmente num mundo em crise de identidade, de valores, de projectos, de solidariedade social, em que as relações humanas são preteridas em favor do economicismo; em que se perdem referências e proliferam os fundamentalismos; em que grassam as intolerâncias e se sucedem as guerras agora ditas de «baixa intensidade; em que se esgotam recursos e se devasta o meio ambiente; em que a corrupção a todos os níveis passou de excepção a regra; em que cada vez mais os Estados deixam de assumir as suas responsabilidades para com os seus cidadãos . 

Vivemos num mundo, enfim, «em que a democracia está em perigo porque o futuro do mundo está nas mãos dos novos 'senhores da guerra' que agem sem lei nem apoio social, sem dar satisfação a ninguém, fora de todo o controlo democrático, . sem responsabilidade de cidadania» . 

Principais vítimas deste sistema, as mulheres estão dispostas a lutar por um mundo novo . 

O mundo que queremos 

«A Marcha Mundial das Mulheres no Ano 2000 quer romper em todo o planeta e de forma definitiva com o capitalismo neoliberal . 

Não se trata simplesmente de alterar as regras do jogo mantendo intacto o sistema.» 

É com esta frontalidade que o documento que proclama a Marcha Mundial enuncia os seus objectivos . 

Num caminho que só pode ser de luta, as mulheres querem pôr termo definitivamente e em todo o planeta ao patriarcado e a todos as formas de violência de que são vítimas; exigem o pleno respeito pela integridade do seu corpo; reivindicam que o conjunto dos direitos da pessoa sejam interdependentes, para que a igualdade, a paz e a solidariedade sejam os valores dominantes . 

Pelo mundo em que querem viver as mulheres vão marchar a 17 de Outubro exigindo medidas concretas para eliminar a pobreza, entre as quais se destaca: 

- aplicação da taxa Tobin (imposto de 0,1 a 0,5 por cento sobre cada transacção especulativa), que deve revertar para políticas sociais; 

- anulação da dívida dos países do Terceiro Mundo (por cada dólar de «ajuda pública ao desenvolvimento os países endividados pagam três dólares para pagamento da dívida externa); 

- aplicação da fórmula 20/20 nas ajudas internacionais (a «Iniciativa 20/20, proposta em 1994 pelo director executivo da UNICEF, James Grant, estabelece que 20 por cento das verbas atribuídas pelos países doadores devem ser destinadas ao desenvolvimento social e que 20 por cento das despesas do Estado que as recebeu devem ser consignadas a programas sociais . 

- uma representatividade equitativa entre países ricos e pobres, e uma representatividade paritária entre mulheres e homens; 

- levantamento de todos os embargos e bloqueios . 

Vale a pena marchar por estes objectivos . 

O mundo que as mulheres querem é um mundo melhor . 

Retrato português * 

(...) O Relatório que Portugal certamente apresentará até à próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, a realizar em Junho do corrente ano para fazer a avaliação da concretização nos primeiros 5 anos das medidas constantes da Plataforma de Acção de Beijing, não poderá deixar de reflectir alguns dos problemas com que se debatem as mulheres portuguesas . 

É certo que a nossa legislação se situa seguramente entre as mais avançadas no que toca aos direitos das mulheres . 

Conhece nos últimos tempos, e em sede legislativa, um interesse especial pelas questões da violência, após a aprovação em 1991 de um projecto de Lei do PCP reforçando as garantias e a protecção dos direitos das mulheres vítimas de violência, que é hoje a lei 62/91 . 

No entanto, o Relatório não poderá deixar de reflectir a vida real das mulheres portuguesas . 

Nomeadamente a que se relaciona com índices que revelam inquietantes taxas de feminização da pobreza e degradação de condições de vida . 

Não poderá deixar de reflectir a real violência de que são vítimas as mulheres nos locais de trabalho, e que se cifra, nomeadamente, na privação de exercício de direitos decorrentes da maternidade . 

A verdade é que não pode abstrair-se de dados constantes de estudos do INE, do próprio Ministério do Trabalho e Solidariedade, dos dados relativos ao rendimento mínimo garantido . 

Aumenta o número de famílias monoparentais femininas . 

Regista-se um decréscimo na frequência da escolaridade obrigatória . 

Torna a registar-se um aumento do índice de envelhecimento . 

A provar que é preciso mudar a vida . 

A precaridade de emprego vai aumentando 

As mulheres ocupam 70% dos empregos a tempo parcial . 

Aumenta o número de desempregados com o ensino superior . 

Entre todos os titulares do rendimento mínimo a maioria são mulheres: 68% . 

Dados de Julho de 1999 . 

As famílias monoparentais femininas titulares do rendimento mínimo são 21%, enquanto as monoparentais masculinas são 1% . 

As mulheres sozinhas são 14% e os homens sozinhos são 10% . 

As mulheres ganham em média menos 25% do que os homens . 

Os nados vivos de mães adolescentes representam cerca de 7% do total, o que revela uma alta taxa de gravidezes adolescentes (cabe perguntar: para quando a execução dos diplomas sobre educação sexual nas escolas? ) 

Mais de metade das mães adolescentes são inactivas . 

As mães jovens foram as que tiveram maior proporção de gravidezes não assistidas (3, 2%) . 

Acrescentemos o que consta do último Relatório sobre o Desenvolvimento Humano das Nações Unidas: nos países da OCDE uma mulher com filhos trabalha em média mais 3,3 horas por dia - trabalho não pago . 

O nosso Retrato revela: as mulheres portuguesas são vítimas de discriminações e desigualdades . 

Estão bem longe de gozar da plena cidadania . 

Da plena liberdade . 

E liberdade, segundo alguém escreveu «é o direito de escolher, o direito de criar para si mesmo a escolha alternativa . 

Sem a possibilidade de escolha e o exercício desse direito, o ser humano não é nada mais do que um instrumento, uma coisa.» 

* Excerto da intervenção da deputada Odete Santos na Assembleia da República a propósito da Marcha Mundial das Mulheres 

Homem rico, mulher pobre ... um exemplo esclarecedor 

O presidente da conhecida empresa Nike tem uma fortuna de 4500 milhões de dólares e recebe um salário de um milhão de dólares . 

Uma operária indonésia, empregada da Nike numa das suas empresas de subcontratação repartidas pelo mundo (com um total de 75 000 trabalhadores, dos quais 70 por cento são mulheres entre os 17 e os 21 anos), ganha o equivalente a 360 dólares por ano . 

Quantos séculos teria de trabalhar para atingir um salário anual idêntico ao do presidente da empresa? 

Uma conta simples 

A Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) estima em 40 000 milhões de dólares por ano a soma necessária para eliminar a pobreza extrema e permitir um acesso universal à água potável e aos serviços essenciais, especialmente à saúde e à educação . 

Um pequeno imposto de 0,1 por cento aplicado a mil milhões de dólares diários geraria 72 000 milhões de dólares de rendimentos anuais, o dobro do necessário para eliminar a pobreza extrema . 

Com um imposto de um por cento os rendimentos ascenderiam a 720 000 milhões de dólares por ano, uma soma que permitiria tecnicamente acabar com a pobreza no mundo . 
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<DOC DOCID="HAREM-051-00043">

Lions Clube de Faro
DM-115CS
Portugal
O Algarve , a região mais a sul do território continental de Portugal, tem por capital a cidade de Faro. É no Hotel Eva, situado na lateral da marina, que se reune o Clube Lions, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, pelas 21 horas.
Um pouco de História
As actividades mais relevantes do Lions Clube de Faro, estendemse ao longo dos vários anos da sua existência, sendo preocupaçâo constante
auscultar as carências da regiâo em que se inserem. Têm-se privilegiado, pelas constantes necessidades de ajuda, instituiçôes como as casas de Santa Isabel (que acolhe meninas desprotegidas), da Madre Teresa de Calcutá, e a Conferência de São Vicente de Paula. Nos anos lionísticos de 88/89 e 90/91, foram angariados fundos para o Instituto D.Francisco Gomes, Casa dos Rapazes e, a partir de 1991 a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem sido alvo de múltiplas campanhas, tendo em vista a construção da sua sede. Pontualmente foram contempladas instituições de tratamento contra a droga, tais como o SER, e o GATO, a Associação de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, o CACE - centro artístico e cultural de Estói, a ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve, etc...
Correspondendo ao apelo do Lions Internacional, o Clube de Faro angariou, em 93/94, fundos para a campanha de prevenção da cegueira "Sight First", tendo, no ano imediato, participado na campanha "Bengala Branca".
Dentro da perspectiva cultural o Lions de Faro tem apoiado e vindo a criar várias iniciativas, tais como espectáculos, palestras e, em 96/97 dinamiza o Prémio Literário que pretende envolver não só a região, mas a comunidade lusófona.
Administrador: Marcelo Calixto - LC Faro | Suporte Técnico: José Machado - IP | Esta página tem o apoio da IP

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<DOC DOCID="HAREM-811-00058">
W. JAMES
Willian James
Willian James, filósofo e psicólogo. Foi o mais influente dos pensadores dos EUA, criador do pragmatismo. Nasceu e, Nova Iorque, a 11 de Janeiro de 1842. O seu pai, Henru James, era um teólogo seguidor de Emanuel Swedenborg. Um dos seus irmãos foi o conhecido novelista Henry James. Concluiu os seus estudos de medicina, em 1870, na Universidade de Harvard, onde iniciou a sua carreira como professor de fisiologia em 1872. A partir de 1880 ensinou psicologia e filosofia em Harvard, universidade que abandonou em 1907, proferindo conferências nas universidades de Columbia e Oxford. Morreu em Chocorua, New Hampshire, a 26 de Agosto de 1910.
Obras
Princípios de Psicologia (1890), uma obra monumental que o projectou na comunidade científica e filosófica do tempo. A Vontade de Crer e Outros Ensaios Sobre Filosofia Popular (1897), A Imortalidade Humana (1898), Diversidade da Experiência Religiosa (1902). Pragmatismo: um nome novo para velhas formas de pensar (1907). Esta obra resume as contribuições de Willian James para o pragmatismo, termo empregue pela primeira vez por Charles Peirce.
Principais Domínios de Investigação
Willian James aplica à psicologia o princípio do funcionalismo, integrando-a no conjunto das ciências experimentais.
Durante décadas aplicou os seus métodos empíricos à investigação de temas religiosos e filosóficos. Explorou a questão da existência de Deus, a imortalidade da alma, o livre arbítrio e os valores éticos, como fonte da experiência religiosa e moral.
O método pragmático, desenvolvido a partir da análise do fundamento lógico das ciências, converte-se na base da avaliação de qualquer experiência. O significado das ideias só pode ser analisado a partir das suas consequências. Se não produzem efeitos as ideias não têm sentido As ideias metafisicas são desprovidas de sentido porque não podem ser comprovadas. As teorias com significado, segundo Willian James, são aquelas que permitem resolver problemas que decorrem da experiência. 
Carlos Fontes
Navegando na Filosofia
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Depoimento de Arlete Lopes Crispino              
              
P - Vamos começar, a senhora diga o seu nome completo, lugar onde a senhora nasceu, quando e nome dos seus pais, seus avós e, se possível, onde eles nasceram.              
              
R- Então, eu me chamo Arlete Lopes Crispino, nasci em Pinheiros, numa cidade pequenininha na Central do Brasil. Meus pais são João de Araújo Lopes, também da Central, da cidade de Resende e Elisa de Souza Valente Lopes, nascida em uma fazenda em Pinheiros e criada em pinheiros também.              
Depois ela estudou em Guará , viveram muito tempo na Central, naquela cidade da Central do Brasil.              
              
P - Conta alguma coisa da sua família: como foi sua infância, seus pais,seus irmãos, sua casa.              
              
R- A gente começa a ter lembrança da infância lá para os 5, 6 anos. Antes não me recordo das coisas, sei das coisas porque minha mãe teve sempre o hábito do diário, então a gente sabe o que aconteceu na vida toda porque o diário dela é da vida inteira, mas da minha lembrança mesmo começa em Marília. Uma infância cheia de dificuldades porque meus pais tiveram muitos filhos e ele era um homem assim muito aventureiro; ele tinha uma profissão mas ele se interessava por tudo, queria estar em todos os lugares; então quando ele se casou com minha mãe ele era farmacêutico formado, então os primeiros filhos nasceram em Queluz onde ele tinha duas farmácias e uma posição muito boa. Minha mãe logo deixou de lecionar porque ele quis fazer o curso de medicina e foi para o Rio de Janeiro fazer o curso de medicina, então ela parou de lecionar, deixou a cadeira dela. Ele fez o curso de medicina, lá a família cresceu mais um pouco e depois de formado ele voltou para Pinheiros, que era a terra dela e um pouco dele também, aí comprou terras no Paraná, ele queria ser fazendeiro. Tinha idéias avançadas; ele foi dono de uma fábrica de latas, que naquele tempo a lata era o máximo, estava entrando no Brasil, 1920, antes até, ele foi dono do primeiro jornal de Queluz, que ele queria fazer circular as notícias, mas a cidade era tão pequena que antes do jornal ficar pronto, todo mundo já sabia de tudo.   
Assim ele se aventurou por muitas coisas e quando ele comprou a fazenda, ele praticamente largou a medicina e foi se dedicar a fazenda. Mas a fazenda era no norte do Paraná e eles então se mudaram para lá, foram morar em uma cidade pequena chamada Itaporanga; lá a mamãe recomeçou a lecionar porque ela viu que ele se dedicava tanto a fazenda, ele se pegava tanto com aquilo que não dava, né, então ela voltou a lecionar. Então quando eu fui para Itaporanga eu fui no colo, tinha 2 anos. Lá mamãe teve mais filhos e ele sempre tudo o que ele ganhava, porque ele atendia também, a medicina, não é que ele abandonou de uma vez, mas ele se dedicava mais a fazenda e nesse tempo ele começou a ler sobre cooperativismo e queria fazer cooperativa então minha mãe sempre ali com o ordenado dela sustentando a família e ele com as fantasias dele. Ele ia fazendo tudo, ele queria tudo e depois de Itaporaga nós mudamos para Marília em 1929, que não era a Marília de hoje, era uma coisinha. Não tinha calçamento, não tinha água encanada, luz elétrica já tinha e fomos para lá e a família aumentando, porque mamãe teve ao todo 13 filhos, né, e ele ali se firmou um pouquinho mais, mas sempre com aquelas idéias que ele externava muito de cooperativismo, ele já passou para socialismo e com o tempo ele ficou sendo o comodista (comunista?) da cidade. Então a toda hora ele era detido, era encaminhado para São Paulo e minha mãe lecionando e a família grande, a família grande.
             Mas a gente era criança e a vida para gente ótima, porque tinha o pai, tinha a mãe; as vezes o pai viajava, né, entre aspas, se ausentava, depois voltava e a vida da gente era boa, alegre, a casa cheia de criança, muitos amigos, muita criançada em volta, mamãe sempre lecionando, muito querida. Então assim foi. Da primeira casinha que nós moramos, que era de tijolo, coisa rara em Marília, passamos para uma grande casa de madeira e lá ele pôs o consultório e até ia indo muito bem. Aí veio a Revolução de 1930 e depois a de 32, né, então ele sempre comentava com a família o avanço das tropas legalistas, os paulistas se afastando, ele marcava no mapa e comentava tudo; olha, não sei porque, ele ficou mal visto e foi preso pela primeira vez lá e veio para São Paulo e daí para cá ele foi diversas vezes detido e a mamãe sempre firme com a família, todo mundo estudou e ele nesse vai e vem. Foi assim no tempo do Getúlio também, foi...depois do Getúlio,              
negócio de intentona, aquelas coisas todas, né; e ele finalmente... caiu em ciladas, assim, até te contei, de porem material dentro do consultório dele e quando ele abriu a porta viu aquele material lá, não deu tempo de sair porque a policia entrou atrás dele, essas coisas injustas e tudo. Então nós éramos uma família visada de duas maneiras: muito respeitada, mas ao tempo assim, né, "o pai deles é comunista", mas a mamãe nunca perdeu a linha dela, ela foi diretora em Marília do grupo escolar e todos fizeram o curso ginasial lá. Como não tinha mais nada para fazer lá, e a gente então fomos, uma a uma, fazendo escola normal em Agudos. Mas a vida para nós era muito boa, muito gostosa, porque mamãe não deixava faltar nada. Tinha uma vizinha nossa bem de família, bem economicamente, os pais tinham padaria, então ela adorava ir tomar lanche lá em casa porque todo dia tinha bolo de fubá, mamãe fazia bolo, ela achava que lá em casa tinha muito mais, né, mas a mamãe fazia da mão dela, né, naquele tempo punha o bolo em cima da chapa, punha a tampa em cima da panela e enchia de brasa em cima e ela sabia direitinho quando podia tirar a tampa e derrubar as brasas e o bolo já estava crescido; quer dizer foi um tempo que não tinha nada, eu acho que hoje a vida é facílima, porque o que uma mulher tinha que trabalhar naquele tempo, né, de roupa para levar, para passar de ferro de brasa, eu passei muita roupa de ferro de brasa porque ela nos punha todas para trabalhar, e toca por brasa dentro do ferro e toca sacudir o ferro e toca soprar o ferro; fazíamos todos esses trabalhos caseiros e ela bordava a roupa da gente, ela costurava a roupa da gente, então a gente estava sempre em ordem, mas ali, porque ela não perdia um minuto com outras coisas a não ser a família. Depois quando a gente veio aqui para São Paulo aí conhecemos o fogão elétrico, posteriormente o fogão a gás, nossa, quando a gente lembrava de Marília, o que era a vida dura, né, não tinha água encanada, a gente morava numa casa, essa casa de madeira, tirando água do poço, o poço até servia a nossa casa e a do vizinho; tirando água do poço, enchendo tinas de água, carregando a água para cozinha, carregando a água para o chuveiro, que ele tinha uma cordinha, descia, o chuveiro era redondo e tinha um ralo em baixo por onde descia a água. Então quando enchia a água o ralo estava fechado aí a gente ia tomar banho e puxava o ralo pela cordinha, suspendia la qualquer coisa e a água descia pelo ralo; a gente tomava banho de chuveiro, mas era um chuveiro improvisado, tudo improvisado. Então a gente conheceu a vida na forma mais dura, então acho que hoje a gente tem tudo, todos esses modernismos aí que veio em benefício da mulher, porque mulher sofria, viu?(riso). Mas depois em Marília, depois de morarmos nessa casa grande tábua, papai começou a construir uma casa de tijolos e foi uma casa muito gostosa e ele teria sido o precursor das coisas, ele era muito para frente, sabe, por isso ele era inquieto. O quanto ele tinha de inquieto ela tinha de pé no chão para ali segurar as barras, né, então ele mandou já instalar canos e posteriormente, quando Marília recebeu água encanada, já estava em casa. Nessa casa também ele fez o poço e ao invés da gente puxar a água assim em balde, ele fez uma espécie de bomba, você sabe um filme de mocinho que eles bombam a água assim? Então a gente bombava e cada um tinha que bombar um pouco e com isso enchia uma caixa alta que tinha no quintal e dessa caixa nos servia, então a gente já teve água encanada antes da água encanada chegar em Marília, que ele providenciava as coisas. Papai sempre que mudava para uma casa, a primeira preocupação dele era por um filtro de água para os filhos, os filhos tinham que ter tudo água filtrada, sempre uma preocupação assim. E dessa antecipação dele, então nós tivemos uma banheira dentro de casa, que erauma novidade também e também um sanitário, né, e lá fora tinha a fossa séptica então passava tudo pela fossa. Então ele foi assim, ele via as coisas, ele lia, se interessava, queria por em prática, ele vivia um pouquinho fora da época dele, adiantado. Mas a mamãe ali dentro sustentando tudo.              
              
P - Como é que ela enfrentava as situações?              
              
R- Como ela enfrentava?              
              
P - Principalmente quando seu pai...              
              
R- Com muita coragem, olha, com muita coragem. Eu me lembro dela falar muitas vezes assim: "João, lembra nos seus filhos, deixa a situação mundial, pensa nos seus filhos. Você quer consertar o mundo João? olha para os filhos!" (riso). Mas ele falava: "o mundo é para eles, nós temos que consertar o mundo porque o mundo é para eles!". E eles ficavam assim, né, para acertar era difícil, porque ele via muito longe e ela via a família.              
Mas foi assim, mas a gente sempre admirou porque ele via mesmo na frente, quando nós mudamos para cá em 44, ele já estava lendo muito sobre naturismo e falando muito de alimentação natural e ele teve, com uma pessoa que o ajudou, o primeiro restaurante naturista daqui de São Paulo. Comidas muito gostosa, mas não entrava carne, né, uma variedade enorme. Então tudo a gente vê que ele era na frente, ele era um precursor, sei lá. Agora lá em Marília a gente passou dificuldades, mas que eu criança não percebia. Comecei a perceber depois do ginásio que a gente era meio, olha, a gente não era excluída, não é, mais falavam assim : "Ah, elas são filhas do Doutor Lopes." Falava em Doutor Lopes e todo mundo já sabia quem era. Então "São filhas do Doutor Lopes e Dona Elisinha", que já era diretora naquele tempo lá, né, ela foi diretora substituta bastante tempo, ela nunca fez o concurso para direção; naquele tempo punha-se assim para dirigir e ficava. E estudamos, né, eu ganhei um curso secundário grátis porque tinha sido uma boa aluna no quarto ano então recebi o diploma e recebi também a possibilidade de freqüentar o ginásio do estado sem pagar. E o ginásio, a gente tinha muita honra de freqüentar porque era um ginásio exigente, os professores começaram a modernizar o ensino, vamos dizer, né, o professor nos levando a noite para a parte de cima do colégio para a gente ver as estrelas, as constelações, localizar, localização de norte, sul, a criar laboratórios e a gente a freqüentar laboratórios, quer dizer, eram experiências simples, mas era uma novidade, era uma mudança no ensino, né?              
Tivemos uma professora de música também maravilhosa, ela é viva até hoje, se chama Regina Epingauss(?), ela era moça, hoje eu sei que ela tinha 21 anos, mas para nós ela era uma senhora bonita, loira, filha de alemães e ela dava música de uma maneira completamente diferente. Ela levava trechos de óperas, árias, nos fazia pesquisar biografias de Beethoven, Mozart, Lizst, tudo e gente foi se interessando de tal maneira pela música que era uma matéria que a gente gostava, que ela levava uma vitrolinha, olha, porque naquele tempo era uma vitrola de dar corda, na sala de aula era uma coisa extraordinária. A professora de português também, que nos fazia ler livros e comentar livros e dizer dos personagens dos livros, era uma coisa tão diferente, era uma professora extraordinária também, se chamava Berta Camargo Vieira, uma coisa, nós a considerávamos uma sumidade. Ela providenciou a primeira biblioteca do ginásio com os alunos indo de casa em casa pedindo livros e a população dava os livros, né, e os livros eram depois os livros separados por matéria, por assunto, então foi organizado a primeira biblioteca, né e o todos os professores muito assim diferentes. O professor de química, gostaria de lembrar o nome dele, fazendo experiências com a gente...era, vamos dizer assim, uma palavra bem assim daquele tempo, era uma plêiade de professores muito bons, então a gente orgulho de estudar naquele ginásio. Que depois passou a ser estadual. Porque a gente comentava assim, quem não passa no nosso ginásio vai estudar no colégio das freiras. 
Então a gente tinha aquela coisa de criança, né,: nós estudamos numa escola mais exigente!" Depois nos formamos e uma a uma minha mãe consegui que fosse estudar em Agudos, que era onde tinha uma escola normal livre que se chamava Escola Normal Livre de Agudos e era dirigida por freiras alemãs, essas freiras, a última delas morreu a pouco tempo, elas fizeram o ensino de Agudos, formaram olha, não sei quantas turmas de professoras> lá, né e eram muito modernas, vamos dizer também; eram freiras que, aos sábados, punham o rádio para tocar no pátio interno e nós dançávamos. Isso era coisa que naquele tempo freira não fazia e elas nos deixavam a gente dançar, fazia carnaval, pulava. Elas nos levavam a chácaras para comer frutas, íamos em fila, nos tirávamos do internato então, porque éramos interna, eram freiras diferentes mesmo. Ficaram famosas na região porque eram muito abertas. Então esse tempo foi muito bom também para nós e então a vida foi passando e gente foi entendendo o porque daquela situação assim que antes nos envergonhava, mas depois deixou de envergonhar porque cada um tem o direito de pensar como pode, como quer e o meu pai pensava daquele jeito pelo bem de todos, ele pensava em todos, não pensava nele. Assim foi a vida dele, muitas vezes veio para cá, ficou no Dops que o trazia para cá, ficou no Presídio Maria Zélia, ali ele fez relações, aí é que ele foi estudar a política, porque ele conheceu muita gente boa, Caio Prado, né, encaminhou ele a leituras muito boas, mas era uma vida de prisão. Então uma vez que meu pai ficou quase um ano e meio aqui, ele voltou gordo, a gente quase não reconheceu porque era ler, cantavam, jogavam dama, baralho, conversavam muito e as conversas eram muito instrutivas e ele cada vez foi se instruindo mais naquilo que ele era acusado sem dever, ele falava em cooperativismo, em socialismo e de repente ele tinha virado um comunista.              
              
P - Mas ele não militava assim, era só umas idéias?              
              
R- Quando aqui o partido entrou na legalidade, em 45, ele se aproximou mesmo do partido, porque aí ele já conhecia muita gente que ele tinha conhecido lá preso, sem conhecer, sem saber e durante os anos de legalidade, ele freqüentou, mas sempre com a recriminação da mamãe. Então quando caiu outras vez na ilegalidade, que foi Marechal Dutra que tirou a legalidade do partido, ali ele já era amigo até de Prestes, né, Prestes o visitou quando ele estava doente, tudo. Pessoas muito boas, o Doutor Samuel Pessoa, tudo gente boa, ele conheceu nessa época e Dona Joelfina(?) foi muito boa também e então a gente tinha aquele receio, porque a mamãe não nos deixava, nesse ponto ela nos segurava. A gente admirava ele e via quantas coisas justas ele pensava, mas ao mesmo tempo não tinha coragem de aderir assim abertamente, né?              
              
P - Ele conversava muito sobre política com vocês?              
              
R- Nossa! Ele lia os jornais: "Vem aqui, vem aqui olha!" e lia trechos ou passava em vermelho trechos e falava: "Vocês precisam ler isto." E quando não nos fazia ouvir aquilo que ele estava lendo mesmo e falava: "Vocês tem de ler as entrelinhas, não é só ler não, é pensar." E assim ele nos levou a um raciocínio que tudo que a gente lê agente fala "o que será que tá nessas entrelinhas, tem coisa por aí". Me lembro quando a gente ainda mal entedia de nada ele falou: "Olha aí, a Ford comprou uma concessão enorme de terras no Amazonas e assim que eles vão se apoderar das nossas terras!" E agente então falava: "Ah, já estão vendendo o Brasil"(riso). Olha, tem tanta gente comprando o Brasil até hoje (riso), não muda nada.              
              
P - Aqui em São Paulo ele continuou a mesma coisa?              
              
R- Aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais, principalmente porque o naturismo deu muito retorno para ele. Ele criou também casa de banho a vapor, também nunca tinha ouvido falar que São Paulo tinha banho a vapor. Ele fez muito primitivamente, mas no consultório dele tinha banho a vapor.              
Então ele aliava o regime aos banhos a vapor, à ginástica, porque ele era um ginasta fervoroso, de fazer diariamente. Tinha um programa no rádio do Professor Osvaldo Diniz Magalhães, de lá do Rio, interessante; ele fazia ginástica pelo rádio e ele nos acordava: "Vamos, sai da cama, vocês ficam dormindo aí até tarde, vamos fazer ginástica!" As vezes a gente acompanhava, as vezes tinha vindo de baile, não queria, mas ele sempre assim. Mas aqui ele se dedicou mais a medicina, bem mais e foi bem sucedido e tudo. E dizia que ia viver 120 anos ele dizia assim, tadinho: "Vou enterrar vocês todos." Mas ele foi quase que com a idade que eu estou, ele foi com 68 anos, morreu de câncer. E ele se alimentava bem, ele não bebia, ele não fumava, ele ginasticava, ele fazia excursões, nos levava para o Pico do Jaraguá, para Guarapiranga, que naquele tempo não era nada, para Santos; muita atividade que ele tinha e teve a doença fatal, né, e minha mãe que era magrinha, que lutava e tudo, viveu até os 98 anos e meio (riso). Mas aqui então a vida, a gente já veio para cá recém formada,              
tivemos dias muito bons em Marília, a despedida de Marília foi uma festa que a gente fez em casa que coincidiu com o aniversário da minha irmã Odila, então foi uma festa que todo o pessoal do clube veio porque o que tinha em Marília? Cinema, que nós íamos uma vez por semana só porque não tinha meios de mandar aquela turma toda ao cinema mais do que uma vez por semana; baile, todos os domingos chamava-se Domingueira no Tênis Clube de Marília, a gente saia do cinema e aí fazia na avenida o footing, ficava que nem amostra, para lá e para cá, para lá e para cá e os moços parados, né, vendo as moças circularem e então a gente dava volta na avenida, era bem larga e após isso íamos para a Domingueira. A gente vinha sempre acompanhada de amigos, mamãe sempre perguntava "com quem vocês voltar?" e a gente falava com quem ia voltar e era aquela segurança absoluta porque eram moços, né, gente fina (riso), não tinha perigo. Bailes que terminavam quatro da manhã também, saía-se, como hoje, a gente passava no bar, tomava café ou então comia pão fresco na padaria, mas ia para casa direitinho. "vocês vieram com fulano?" "Viemos mamãe", pronto então estava tudo ok, né?              
              
P - E os namoricos?              
              
R- Os namoricos, saí de lá com 16 anos, naquele não namorava ainda com 16 anos. É porque aí eu fui interna, lá no internato é que eu comecei com namorico, e depois já fomos para São Paulo, mas eram namoros...olha, tem sempre de tudo, né, a gente tinha aquela maneira da mamãe, que ela dava liberdade mas ao mesmo tempo ela cobrava, então a gente queria respeitar aquela liberdade que ela dava. Tinha de tudo né, tinha moças com mais liberdade, mas por exemplo, andar de namorado, de mão dada, de abraço, de beijo, mas nem sonhar! Isso daí nem de jeito nenhum, isso daí foi bem depois e ainda com medida, ainda com bastante medida. Então esse último mês que a gente passou lá e fizemos a festa, que foi em casa e tudo, a vitrola ainda era vitrola de manivela, a gente dava corda e com sentia que a corda chegou, bom, aí punha os discos, punha a agulha, tocava; tocava alguns discos aquela corda, depois renovava a corda. Mas foi muito gostosos, todos os moços foram, do Tênis, as amigas, a miss Marília que se chamava Dalva Sentini estava lá, uma outra que já tinha sido também, a Gláucia Amaral, todas as moças, porque a gente tinha muitas amizades. E no baile, agente distribuiu assim, para o moço e para a moça, o nome de amores famosos, vamos dizer assim Romeu e Julieta, Otelo e Desdêmona, que mais que tem?              
Aberlado e Heloísa, esses amores famosos, né, e então um tinha que procurar o outro. se a moça era a Desdêmona, tinha que procurar o Otelo, né, e então depois que os pares se formaram, então teve a valsa e dançamos e tudo. Foi uma festa muito gostosa, eram essas festas inocentes que a gente fazia né, a música que deixou lembrança dessa festa foi Céu Cor de Rosa, uma música muito bonita, acho que nossa, naquele tempo não tinha isso de música estrangeira infiltrada aqui, né? E depois então viemos para cá e aqui nós continuamos com essa tradição de festinhas em casa; então essa casa da Avenida Pompéia, onde nós moramos 25 anos e que tinha um hall imenso, mas maior que isso só o hall era maior que isso e a sala de jantar maior que isso também, a gente fez muita festa lá. A gente era daquele tipo de moça do interior e fomos nos ambientando, devagarinho, devagarinho. Eu fui substituindo o grupo escolar Miss Brown, eu e a Iná, a minha irmã Odila logo, nós mudamos em julho e ela, em janeiro no ano seguinte, ela logo escolheu cadeira. Então ela não substitui aqui em São Paulo assim muito tempo e a gente substituíamos, era uma hora em Casa Verde, uma hora em Perus (fim da fita)              
              
Joelfina              
Mais uma palavra não decifrada              
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<DOC DOCID="HAREM-732-00083">
Electro Gun
 Como seria se você pudesse oferecer ao seu cliente um tratamento para os insetos que atacam a madeira sem o uso de produtos químicos, sem ter que fazer furos na madeira ou sem a necessidade de desocupar o local para realizar o tratamento?
Hoje, isso é possível, já na sua quarta geração, desde 1979, o Eletro-Gun é um inovador sistema eletrônico portátil que combina alta frequência e alta voltagem para superar a resistência natural da madeira como condutora de corrente elétrica.
Utilizando quatro designs patenteados nos Estados Unidos, este sistema permite que a corrente elétrica penetre na madeira e circule por suas
galerias atingindo os insetos e seus ninhos contidos na madeira, eliminando-os através de choque elétrico .
O Eletro-Gun foi desenvolvido após extensas pesquisas e testes, que foram inicialmente conduzidos pelo Dr. Walter Ebeling, professor emérito
da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Estados Unidos, e autor do livro "Entomologia Urbana".
E, mais recentemente, novas pesquisas foram realizadas em Berkeley, pelo Dr. Vernard Lewis, um dos maiores especialistas americanos em cupim
de madeira seca.
Na pesquisa do Dr. Lewis, uma réplica de estrutura foi construída, criando as condições encontradas numa típica residência.
Madeiras naturalmente infestadas foram colocadas em diversas áreas da construção.
Os testes realizados pelo Dr. Lewis provaram que, quando usado em conformidade com as instruções do fabricante, o Eletro-Gun elimina 100% da
infestação no local.
O sistema Eletro-Gun não deve ser confundido com nenhum aparelho eletrônico que você pode ter visto em propagandas na TV ou em revistas, e que supostamente livram o ambiente de todas as pragas .
O Eletro-Gun é o único, poderoso, efetivo, inédito e viável produto que, a cada dia, mais e mais controladores de pragas nos Estados Unidos,
e agora no Brasil, num empenho para se manterem evoluindo, conjuntamente com as tendências do mercado de controle de pragas e em constante crescimento, rumo a um maior profissionalismo, estão incluindo o Eletro-Gun no seu arsenal de ferramentas.
Caso queira mais detalhes a respeito do Eletro-Gun, clique aqui.
PS.
: O arquivo para download é um auto-descompactador, após o download, clique duas vezes no arquivo, escolha o diretório a ser salvo e clique em "Unzip" Se quiser fazer parte deste time que está utilizando o Eletro-Gun, basta preencher o formulário de cadastro, que marcaremos uma visita de demonstração aqui em São Paulo/Capital.
Clique aqui para preencher o formulário de cadastro.
PS - O Eletro-Gun não é vendido, mas somente locado por períodos de 6 ou 12 meses.
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Serrambi Viagens e Turismo
 Bem-vindo ao site da Serrambi Viagens e Turismo O objetivo deste site é oferecer todos os nossos serviços aos clientes e ao público em geral.
Nossa História A Serrambi Viagens e Turismo é uma das mais tradicionais agências de viagens de Pernambuco.
Com 12 anos de existência, a Serrambi oferece a seus clientes todos os serviços ligados a área de turismo como: passagens aéreas, excursões nacionais e internacionais, locação de automóveis no Brasil e no exterior, seguro viagem, congressos e etc. E tem mais A Serrambi Viagens e Turismo promove eventos de grande importância para o turismo de Pernambuco e do Brasil, destacamos as Excursões Pedagógicas, o Trem do Forró e as excursões com grupos de colégios (só em julho/99, cerca de 2.000 alunos de vários colégios viajaram conosco em excursões rodoviárias, de aproximadamente 6 dias de duração, para diversos destinos como Porto Seguro, Fortaleza, Natal etc).
Além do Trem do Forró, evento criado e produzido pela Serrambi Turismo, que hoje desponta como uma das principais atrações turística do Brasil que acontece no mês de junho.
Leva turistas de todas as partes do país à cidade de Caruaru, à 130 Km da capital Pernambucana.
Em média, são dez viagens a cada ano, transportando cerca de cinco mil passageiros.
Endereço: Rua da Amizade, 38, Graças, Recife - PE - CEP 52.011.260.
Fone/Fax: (81) 423-5000.
C.G.C 12.012.159/0001-05 - Embratur: 063.64.00.41-05 Abav Nº 117 - Snea Nº 4316 - Iata 5750217-4 Email: serrambi@truenet.com.br | A Empresa | Passagem Aérea | Locação de Automóveis | Seguro Viagem | Trem do Forró | | Galeria do Trem | Excursões Nacionais | Excursões Internacionais | Sua Palavra | 

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Portugueses mal colocados 
Último teorema de Fermat: agora é de vez? 
 
Andrew Wiles, o investigador britânico que anunciou prematuramente, no ano passado, ter demonstrado o último teorema do matemático francês do século XVII Pierre de Fermat, talvez tenha finalmente levado este trabalho a bom termo -- noticiou o diário «New York Times» na semana passada. 
 
Rui Vilar, ex-comissário da Europália 91 e ex-presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), vai ter uma tarefa difícil. 
O património da Gulbenkian é valiosíssimo, está estimado em cerca de 260 milhões de contos, a valores de 1994, mas a desvalorização do dólar nos últimos três anos tem afectado significativamente os rendimentos que permitem a sua sobrevivência. 
 
A administração sempre foi bastante conservadora nas suas aplicações de capital, que se traduzem principalmente por investimentos no sector do petróleo e pela gestão de uma carteira de títulos no valor de dois biliões de dólares nos Estados Unidos, composta por acções e obrigações. 
Só no ano de 1994, o património da Fundação diminuíu, em valor, cerca de 30 milhões de contos por causa das perdas cambiais do dólar contra o escudo. 
Recorde-se que as receitas são obtidas na sua quase totalidade em dólares, que depois é necessário converter para a moeda nacional. 
 
Com «O Fim», as réplicas cruzadas formam uma rede ainda mais inextricável, um verdadeiro concerto desconcertante, mas afinado, em que, de vez em quando, as palavras parecem disparos, explosões, rajadas de metralhadora. 
Parecem. 
Mas quem não se fiar nestas aparências descobrirá que, nesta amálgama de sonoridades informes -- ou nesta acumulação de nuvens (cinzentas) com formas caprichosas -- toma forma um discurso feito de premonições, ameaças, trovões e relâmpagos, mortes anunciadas. 
Um clima abafado, prenúncio de catástrofes. 
 
Quando, na primeira cena, Tomé -- amigo e cúmplice de Mateus no assassínio da moça -- fala do macaquinho que um amigo lhe vai trazer de Angola, está a falar da arma do crime, do «macaco» com que Mateus matará Sandra. 
E, a propósito do macaco, Mateus sugere que, em vez disso, tragam um tigre. 
Aí, começam a instalar-se nos diálogos as alegorias da caça, do caçador e da presa, do predador, dos carnívoras e dos omnívoros, da comida que se devora -- alegorias que dominam toda a peça, evocando «a priori» ou «a posteriori» o crime que é o ponto de chegada do espectáculo. 
Assim, todas as palavras com que Mateus (Manuel Wiborg) contribui para as conversas de caserna anunciam ou recordam o estupro e o assassínio de Sandra, bem como o suicídio com que ele se vai autopunir no final do espectáculo. 
 
Apesar dos esforços desenvolvidos pela presidência luxemburguesa para conseguir o acordo da totalidade dos estados membros, a Itália manteve a sua oposição ao acordo final em sinal de protesto pela redução da quota do leite. 
 
Não possui hoje Vendas Novas praça de toiros, razão por que a corrida aconteceu numa desmontável, mas António Morais, no seu livro «A Praça de Toiros do Campo Pequeno», ao referir-se às outras praças do país, diz que José Valério construiu uma praça em Vendas Novas em 1862, tendo nela havido festas de toiros até 1875, ano em que soldados da Escola Prática de Artilharia, por descuido, provocaram o seu incêndio. 
Regista ainda na terra a existência de uma praça nos anos 20 com capacidade para 3400 espectadores, que julgamos ter sido a que existiu até há cerca de 20 anos. 
 
Desta feita, redimiu-se a Escola Prática, ajudando à montagem da praça instalada no campo da feira e nela fizeram as cortesias José Maldonado Cortes, Nuno Pardal, o praticante José Francisco Cortes e o amador José Soudo, a quem saudamos o regresso após convalescer do gravíssimo percalço que lhe aconteceu na praça da Malveira. 
Lidou-se um curro de toiros de José Luís Sommer de Andrade, que o Grupo de Forcados amadores da Moita pegou. 
 
Comportamento asiático 
Acompanhando o comportamento dos principais mercados asiáticos, a Bolsa de Sidney terminou a sessão de ontem em alta pronunciada. 
Para os operadores, também aqui as valorizações se ficaram a dever à reentrada de novos investidores, nomeadamente fundos de investimento internacionais. 
O índice AOI encerrou nos 2034 pontos. 
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<DOC DOCID="HAREM-122-00147">
Zanardi estuda volta para a FCart
 Zanardi estuda volta para a FCart F1 News 13 de Dezembro de 1999 às 21:34 O engenheiro Mo Nunn, que foi o responsavel pelo carro de Alessandro Zanardi nos dois anos - 1997 e 1998 - em que ele venceu o campeonato da FCart, dirigindo para a equipe de Chipa Ganassi, fez um convite ao italiano para que volte a correr na FCart, dirigindo para a Mo Nunn Racing, que vai alinhar carros Reynard-Mercedes.
Apesar de dizer que tem contrato com a Williams até o fim de 2001 e que ir para a FCart nesse momento seria uma fuga sem glória, sabe-se nos bastidores que há um entendimento entre Zanardi e a equipe inglesa, para encontrar uma saida honrosa para o italiano.
De um lado o piloto quer continuar na F1, de outro sabe que a equipe perdeu a confiança nele.
Mo Nunn conversou com Alessandro, que está com 33 anos, e disse que ele está em dúvida sobre o seu futuro.
"Eu adoraria tê-lo em minha equipe, mas não estou muito certo de que ele queira voltar para os Estados Unidos.
Ele vai receber muito dinheiro se rescindir o contrato e pode optar por abandonar as pistas".
Zanardi bate sempre na mesma tecla.
"Tenho contrato com a Williams e não me parece atitude leal a de discutir esse assunto quando o time está empenhado em fazer um carro competitivo".
Sabe-se, porém, que ele não descarta a possibilidade de voltar a correr na FCart.
"Esse é um assunto que ainda não acabou para mim.
Não me sinto ainda preparado para pendurar o capacete, mas sinto que ir para os Estados Unidos no ano que vem é acenar bandeira branca para a F1.A FCart foi para mim uma época boa, me diverti muito e senti falta dela.
Se eu tiver a oportunidade correta, posso decidir pela volta", disse o italiano.
Fonte: O Globo On - www.oglobo.com.br [ F1 Race ]
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<DOC DOCID="HAREM-43K-00149">
Portugal financia operação
Primeira Carta Social de Cabo Verde começa a ser elaborada
2004-06-02 10:10:28
Cidade da Praia - Foi lançado, terça-feira, em Cabo Verde, um inquérito para recolher dados com vista à elaboração da primeira Carta Social do país. A operação, que é financiada por Portugal e está orçada em cerca de 73 mil euros, decorre até ao próximo dia 1 de Julho.
Durante este mês, 43 inquiridores e seis supervisores vão fazer o levantamento dos equipamentos e serviços sociais existentes no arquipélago, adiantou a agência de notícias PANA.
Segundo o ministro do Trabalho e Solidariedade de Cabo Verde, Sidónio Monteiro, os dados recolhidos serão utilizados pelo Governo cabo-verdiano para melhorar a gestão das estruturas sociais do país.
A acção é financiada pelo Ministério da Segurança Social de Portugal, no âmbito de um protocolo de cooperação bilateral assinado com o Ministério do Trabalho e Solidariedade de Cabo Verde.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-445-00152">
  Um pouco de HISTÓRIA

No passado dia 7 de Dezembro, os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico da Escola de Codeçoso, sob a orientação da professora, no âmbito do concurso promovido pela Biblioteca Municipal de Montalegre, decidiram entrevistar um par de idosos do lugar de Codeçoso, fregueisa da Venda Nova, sobre o Natal dos seus tempos de juventude, assim como algumas recordações que lhes deixaram saudade. Trata-se da senhora Teresa Gonçalves Bastos, de 88 anos e do senhor António Gonçalves Bastos de 90 anos.Mónica: - Será que podiam conversar um pouco connosco?

D.Teresa: - "Antão" não haveríamos de querer conversar com estes três meninos tão azadinhos e com a senhora professora. 

Mónica: - Lembra-se como festejava o Natal antigamente?

D.Teresa: - Se lembro! Até me dão saudades!

Mónica:- O que costumavam comer na noite de Consoada?

D.Teresa:- Comíamos um bocadinho de bacalhau, polvo, couves, batatas e no fim as rabanadas e a aletria.

Professora: - E já chegava cá o polvo nessa altura?

D.Teresa:- Nós já o comíamos porque o senhor Domingos Afonso, que era muito nosso amigo e tinha uma loja de tudo em Braga, mandáva-nos sempre um caixote de mercearia, o bacalhau e o polvo seco. Depois deitava-o de molho e ficava cá com uns olhos!

Mónica:- E as pessoas cá da aldeia, como passavam elas a noite de Consoada?

D.Teresa:- Para essa noite havia sempre. Era uma noite diferençada, é que esse Domingos Afonso, na maré do Natal, dava a todos os pobres um quilo de bacalhau, alguma mercearia e cinco mil reis em dinheiro.

Mónica:- O que se fazia durante o serão da noite de Consoada?

D.Teresa:- No fim de comer rezava-se o terço. Depois, os vizinhos vinham até nossa casa. Os homens jogavam às cartas, as crianças e as mulheres olhavam e também se contavam histórias. Comia-se figos e bebia-se aguardente.

Mónica:- E o dia de Natal como era passado?

D.Teresa:- Íamos à missinha e no fim íamos ao cemitério beijar a campa da minha mãezinha que Deus tem. Sabeis, é que eu fiquei sem mãe muito cedo e fui criada com o meu avô Manuel Fernandes Campos, que era um homem bom e farto. 

Mónica:- E então como era o almoço no dia de Natal?

D.Teresa:- Na nossa casa nunca faltava a vitela nesse dia porque o meu avô ia a Ruivães a pé, buscá-la.

Mónica:- E vestiam roupa nova?

D.Teresa:- Ai roupa nova! Às vezes remendada e nos pés umas socas de madeira.

Mónica:- E nesse dia recebiam prendas?

D.Teresa:- Num havia prendas para ninguém . O dinheiro era pouco. Num havia cá pinheiros nem luzes a piscar, havia muita alegria, coisa que agora é rara.

Professora:- Tem saudades do seu tempo de juventude?

D.Teresa:- Se tenho! Antes me queria no tempo de "dantes". Agora é tudo triste e só se ouvem desgraças.

Professora:- Mas agora há mais fartura!

D.Teresa:- Pois há, mas uma rachinha de bacalhau naquela altura sabia pela vida e agora nada sabe bem à gente. Esses venenos que botam na terra estragam tudo. Até as sardinhas sabiam melhor, e em minha casa, graças a Deus, apanhávamos cada fartote! Dava-se seis ovos e em troca recebíamos meio cento de sardinhas.

Mónica:- Sabe ler e escrever?

D.Teresa:- Eu não, mas o meu irmão António fez o exame da 4º classe na Venda Nova. Aprendeu com a D.Maria da Conceição, mulher de um farmacêutico.

Professora:- Naquela altura, ter o exame da 4ª classe era bastante?

Sr.António:- Ai era! Fui para a tropa para Braga em 1930 e fui 1º Cabo. Quando acabei a tropa, vim a pé de Braga a Codeçoso e como as botas eram apertadas e pesadas, pu-las às costas.

Professora:- D.Teresa, ouvi dizer que lhe chamavam noutro tempo a "Mãe dos pobres", é verdade?

D.Teresa:- Dava o que podia aos mais pobres porque naquele tempo havia fome. Todos queriam saber quando é que eu metia a fornada porque eu dava pão a quem precisava. Cozia sempre um bolo para a criançada e uma broa era logo espatifada no forno. E não estou arrependida, ainda cá fica muito. Se as esmolas valerem, eu tenho lá algumas.

Professora: - D.Teresa foi muito bom conversar consigo, até um dia deste e obrigada.

D.Teresa:- Adeus senhora professora. Adeus meus meninos azadinhos. Até quando quiserem.

A D.Teresa deu à Mónica uma moeda de 20$00 para deitar nas Alminhas. Regressámos à escola muito mais ricos e deveras entusiasmados com tão belo testemunho de vida. Resolvemos então registar, fazendo HISTÓRIA!....Este trabalho ficou classificado em terceiro lugar no concurso promovido pela Câmara Municipal de Montalegre, subordinado ao tema "Natal Barrosão".
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<DOC DOCID="HAREM-00K-00158">
Ouvi muito falar ao longo do dia, sem que houvesse, apesar de muitas verdades terem sido ditas nesta sala, sem que nunca houvesse um real debate sobre esse problema e eu convido-vos a fazerem esse debate, ouvi muito falar sobre o problema da disponibilização dos resultados: disponibilização dos resultados da investigação, disponibilização de corpora, etc. Este problema tem de ser absolutamente clarificado. Eu posso-vos garantir que, da parte que diz respeito ao Estado, eu exigirei que esse problema seja clarificado. Não é possível manter nesta matéria ambiguidades. Eu não sei o que está a acontecer. Sei que há queixas dum lado e doutro, que há afirmações que são contraditórias. A ciência é o mundo da verdade e se nós não formos capazes de resolver a verdade nestes problemas mais simples, duvido que sejamos capazes de a resolver nos problemas mais complexos, que são os problemas da investigação e da descoberta. Uma coisa é certa. É absolutamente indispensável que o mais rapidamente possível ultrapassemos carências que todos nos apontam, os estrangeiros em primeiro lugar, que todos nos apontam, de bases de dados, de elementos de base, de matéria prima quer para a investigação, quer para a produção comercial de produtos sem o qual a língua não existe. É uma coisa absolutamente básica. Não existe língua hoje em dia, se não houver livros publicados, ou seja, indústria livreira. Não existe língua agora já, mas certamente não existirá língua, nem cultura, nem civilização em torno dessa língua dentro de 10-20 anos, se a produção, a edição em formato digital, o seu processamento, a recolha de informação, o tratamento de informação não estiverem profundamente enraízados nas oportunidades de negócio em Portugal e doutros países. Não é possível dissociar, não é possível dissociar nunca a economia da cultura. Neste campo concreto é ainda menos possível dissociar a economia da cultura. Não há aqui as empresas, por um lado, que têm a maldição de querer fazer negócio e os investigadores por outro que têm a benção de produzir a verdade. A benção de produzir a verdade, se ninguém produzir os instrumentos que de facto toda a gente deve utilizar, não serve para nada. O outro lado também não consegue, de maneira nenhuma, funcionar se a investigação não lhe servir de apoio. Se hoje em dia já existe alguma migração de pessoas do mundo da investigação para dentro das empresas, essa migração ainda é muito insuficiente. É verdade que ainda hoje temos muitas deficiências de recursos humanos, ainda há pouco a Isabel Trancoso me dizia a dificuldade que existe do mundo académico e do mundo das universidades em convencer grande parte das empresas a recrutar a níveis superiores e designadamente a níveis pós-graduados. Mas o mesmo é verdade. o inverso também é verdade. Também é verdade que em muitos casos, a universidade e os institutos de investigação só querem ouvir das empresas o que lhes convém e têm dificuldade em ouvir as mensagens que as empresas, na língua que conhecem, são capazes de lhes transmitir. O que vos gostava de transmitir com a maior ênfase que possa transmitir-vos é que ou se salvam todos juntos, ou vão para o fundo todos juntos. Não há aqui ninguém que se possa salvar sózinho.

Existem instrumentos públicos de apoio a estes desenvolvimentos? Existem. Mas precisam contudo de ser especializados e reforçados. Existem instrumentos genéricos que apoiam a investigação em consórcio. Têm sido fracamente utilizados neste domínio. Têm sido muito utilizados noutros domínios, designadamente em domínios de engenharia mecânica, electrotécnica, química, farmacêutica ou outra. Têm sido pouco utilizados neste domínio e contudo, são instrumentos abertos, sem definição disciplinar à partida. O que quer dizer esta deficiente procura de instrumentos de investigação em consórcio nesta área? Não sei e importava esclarecer. Porque outras áreas científicas e tecnológicas eventualmente menos problemáticas têm demonstrado maior dinamismo na utilização destes instrumentos de apoio financeiro do Estado. O mesmo se passa relativamente aos projectos de investigação ou às bolsas de estudo. Gostava de recordar que a política que seguimos nesta matéria, relativamente às áreas científicas, é uma política de total garantia de independência do Estado relativamente às diferentes áreas científicas. Nós entendemos que compete ao Estado garantir absolutamente a liberdade de investigação académica. 
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<DOC DOCID="HAREM-332-00161">
Minas Gerais - Potencial de Desenvolvimento
 POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO A proximidade dos principais centros de consumo e portos do País, a infra-estrutura e a mão-de-obra qualificada tornam Minas Gerais a opção natural de todos aqueles que desejam investir no Brasil, um dos mais promissores mercados do mundo.
O Estado oferece inúmeras oportunidades de investimento no setor industrial.
No que diz respeito à agroindústria, existem boas perspectivas para "joint-ventures" na área de alimentos - especialmente produção e processamento de frutas, de carne, laticínios, grãos, etc. Minas Gerais, ao lado de São Paulo, detém a produção de automóveis no País, sendo responsável por
30% da produção nacional de veículos.
A crescente participação da Fiat Automóveis na produção nacional de veículos e a atração crescente de empresas de autopeças para o Estado têm contribuído para a consolidação do complexo automotivo que vem se instalando em torno da Região Metropolitana de Belo Horizonte e com reflexos ao longo do eixo Belo Horizonte/São Paulo.
A fábrica de Betim participa com 33% do mercado nacional e é a segunda maior fabricante de veículos do País.
Recentemente anunciou novos investimentos em Minas, que vão totalizar US$ 2,1 bilhões, incluindo a instalação de uma fábrica de utilitários em Belo Horizonte.
As exportações da indústria representaram 11% das vendas externas mineiras.
A decisão da Mercedes-Benz de instalar sua primeira fábrica na América Latina em Juiz de Fora também vai contribuir com o aumento da produção automobilística do Estado.
A Mercedez vai investir um total de US$ 800 milhões em sua unidade para a produção de seu carro mundial, o Classe-A.
A JPX, montadora de utilitários, com previsão de produção de 3.500 veículos/ano já está instalada no Sul de Minas.
A existência em Minas Gerais de dois pólos de indústria eletrônica e as previsões de crescimento da demanda para esse setor propiciam condições favoráveis para a instalação de projetos eletrônicos e de suporte a essa área (insumos, plásticos, mecânica de precisão, etc), essencial ao atendimento do setor de energia elétrica, telecomunicações, microeletrônica e instrumentação e controle de processos.
Outra área promissora relaciona-se à fabricação de embalagens, produtos hospitalares, papel e celulose, elastômeros e derivados de cloro.
O fato de o desempenho da economia mineira nos últimos 20 anos ter superado os índices de crescimento da economia nacional evidencia o grande potencial de desenvolvimento de Minas Gerais.
Voltar à Minas Gerais sugestões e comentários: grice@fiemg.com.br volta ao índice
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<DOC DOCID="HAREM-911-00183">
1º Congresso do Futebol Algarvio - Mensagem do Presidente da AFA
1º Congresso do Futebol Algarvio
Fortaleza, 12 e 13 de Junho de 2002
Pelo futebol algarvio
Reflectir sobre o estado do futebol algarvio, corrigir defeitos notados e melhorar o que de bom temos, definindo caminhos para o futuro que contribuam para um crescimento sustentado: é esse o desafio a que nos propomos em dois dias de discussão e debate sobre matérias particularmente interessantes e sensíveis, no Congresso do Futebol Algarvio.
Esperamos de todos um contributo importante para a valorização do futebol da nossa região, sabendo que teremos connosco pessoas que pela sua experiência e pelas funções que desempenham ou desempenharam podem ajudar-nos a dar os passos mais acertados com vista a uma desejável melhoria qualitativa.
Longe do nosso Algarve - onde os afazeres de cada um nem sempre permitem a disponibilidade necessária para pensar em questões deveras importantes como as que vamos discutir - mas com o pensamento no futebol da região onde residimos e em muitos casos nascemos, que queremos ver vivo e dinâmico.
Trata-se de uma iniciativa que considero importante, com a vantagem de não implicar custos para a Associação de Futebol do Algarve ou para os clubes, e decerto regressaremos a casa com uma visão mais alargada das questões do futebol algarvio, o que nos deixará mais ricos e mais aptos para construirmos o futuro.
JOÃO GOMES, presidente da Associação de Futebol do Algarve
Comunicado | Mensagem | Programa | Prelectores | Conclusões do Congresso
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<DOC DOCID="HAREM-43J-00192">
Os jogadores se dividem pelos dez quartos do alojamento, equipados com frigobar, ar condicionado, televisão e telefone.
«É uma coisa do Primeiro Mundo», afirmou o levantador Maurício (leia matéria ao lado).

Além de Maurício, Carlão e Paulão, a seleção deve contar hoje com Giovane.
O atacante, que deveria ter se apresentado anteontem à noite, pediu mais um dia de folga ao treinador.

Na volta de uma viagem ao exterior, vale a pena trazer uma impressora matricial.
Free shops dos aeroportos internacionais também vendem o equipamento.

O modelo Lx 810, da Epson, é vendido em Miami por US$ 178.
O preço de lista nas revendas brasileiras é de US$ 422.
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<DOC DOCID="HAREM-352-00198">
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..... 
Acupuntura e impotência Conhecida no Oriente há milhares de anos, a acupuntura tem sido utilizada em tratamentos para problemas que vão de dor nas costas a depressão. 
A partir de agora, pelo menos de acordo com pesquisadores austríacos, a impotência pode ser acrescentada a esta lista. 
As causas da impotência variam de hormônios desequilibrados a problemas emocionais. 
E justamente este último aspecto foi objeto de estudo por parte de pesquisadores do Hospital Leinz, em Viena. 
Os resultados preliminares, divulgados em um encontro de urologistas realizado no início de maio, mostraram-se promissores para os pacientes. 
Os 13 voluntários que participaram da pesquisa, todos com 42 anos, foram divididos em dois grupos. 
Todos tiveram agulhas espetadas no corpo, só que um dos grupos recebeu as agulhas em locais não relacionados com o problema, já que os médicos queriam comprovar a existência do "efeito placebo", ou seja, se os pacientes seriam sugestionados pelo tratamento. 
A experiência durou cerca de dois meses e os resultados se mostraram animadores:  
"Dois terços dos pacientes que receberam o tratamento verdadeiro relataram bons resultados e se consideraram curados", relata Paul Engerhardt, coordenador do estudo. 
O outro terço, segundo ele, contou ter notado ereções um pouco melhores, mas não o suficiente para se sentirem curados. 
"Por isso, acrescentei Viagra ao tratamento". 
Michael Heltemes, outro médico participante do encontro de urologistas na Áustria, destacou o fato de que profissionais e pacientes estão sempre em busca de um medicamento mágico para curar a impotência, "mas é interessante notar que uma parte dos médicos está seguindo um caminho por onde os recursos do próprio organismo são utilizados para corrigir a disfunção". 
Por Sérgio Maia, Shop Med / Info Med / Classificados / Notícias / Doutor Online Chat / Home / e-mail /Forúm Todos os direitos reservados, Copyrigth 2000, Cadê Médico Resolução recomendada 800 x 600  
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<DOC DOCID="HAREM-30B-00201">
A Carta
Pero Vaz de Caminha


Senhor, 
posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! 
Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear, aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu. 
Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. 
E portanto, Senhor, do que hei de falar começo: 
E digo quê: 
A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. 
Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser ! 
Fez o capitão suas diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais ! 
E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas -- os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos. 
Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! 
Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças. E ao sol-posto umas seis léguas da terra, lançamos ancoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitura à terra, indo os navios pequenos diante -- por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, doze, nove braças -- até meia légua da terra, onde todos lançamos ancoras, em frente da boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas, pouco mais ou menos. 
E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. 
Então lançamos fora os batéis e esquifes. E logo vieram todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor. E ali falaram. E o Capitão mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se para lá, acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte. 
Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas que querem parecer de aljôfar, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar. 
À noite seguinte ventou tanto sueste com chuvaceiros que fez caçar as naus. E especialmente a Capitaina. E sexta pela manhã, às oito horas, pouco mais ou menos, por conselho dos pilotos, mandou o Capitão levantar ancoras e fazer vela. E fomos de longo da costa, com os batéis e esquifes amarrados na popa, em direção norte, para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde nós ficássemos, para tomar água e lenha. Não por nos já minguar, mas por nos prevenirmos aqui. E quando fizemos vela estariam já na praia assentados perto do rio obra de sessenta ou setenta homens que se haviam juntado ali aos poucos. Fomos ao longo, e mandou o Capitão aos navios pequenos que fossem mais chegados à terra e, se achassem pouso seguro para as naus, que amainassem. 
E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada. E meteram-se dentro e amainaram. E as naus foram-se chegando, atrás deles. E um pouco antes de sol-pôsto amainaram também, talvez a uma légua do recife, e ancoraram a onze braças. 
E estando Afonso Lopez, nosso piloto, em um daqueles navios pequenos, foi, por mandado do Capitão, por ser homem vivo e destro para isso, meter-se logo no esquife a sondar o porto dentro. E tomou dois daqueles homens da terra que estavam numa almadia: mancebos e de bons corpos. Um deles trazia um arco, e seis ou sete setas. E na praia andavam muitos com seus arcos e setas; mas não os aproveitou. Logo, já de noite, levou-os à Capitaina, onde foram recebidos com muito prazer e festa. 
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber. 
Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta antes do que sobre-pente, de boa grandeza, rapados todavia por cima das orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte, na parte detrás, uma espécie de cabeleira, de penas de ave amarela, que seria do comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma confeição branda como, de maneira tal que a cabeleira era mui redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a levantar. 
O Capitão, quando eles vieram, estava sentado em uma cadeira, aos pés uma alcatifa por estrado; e bem vestido, com um colar de ouro, mui grande, ao pescoço. E Sancho de Tovar, e Simão de Miranda, e Nicolau Coelho, e Aires Corrêa, e nós outros que aqui na nau com ele íamos, sentados no chão, nessa alcatifa. Acenderam-se tochas. E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar ao Capitão; nem a alguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar, como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E também olhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava para a terra e novamente para o castiçal, como se lá também houvesse prata! 
Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo; tomaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como se os houvesse ali. 
Mostraram-lhes um carneiro; não fizeram caso dele. 
Mostraram-lhes uma galinha; quase tiveram medo dela, e não lhe queriam pôr a mão. Depois lhe pegaram, mas como espantados. 
Deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, confeitos, fartéis, mel, figos passados. Não quiseram comer daquilo quase nada; e se provavam alguma coisa, logo a lançavam fora. 
Trouxeram-lhes vinho em uma taça; mal lhe puseram a boca; não gostaram dele nada, nem quiseram mais. 
Trouxeram-lhes água em uma albarrada, provaram cada um o seu bochecho, mas não beberam; apenas lavaram as bocas e lançaram-na fora. 
Viu um deles umas contas de rosário, brancas; fez sinal que lhas dessem, e folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço; e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço, e acenava para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão, como se dariam ouro por aquilo. 
Isto tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto não queríamos nós entender, por que lho não havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. E então estiraram-se de costas na alcatifa, a dormir sem procurarem maneiras de encobrir suas vergonhas, as quais não eram fanadas; e as cabeleiras delas estavam bem rapadas e feitas. 
O Capitão mandou pôr por baixo da cabeça de cada um seu coxim; e o da cabeleira esforçava-se por não a estragar. E deitaram um manto por cima deles; e consentindo, aconchegaram-se e adormeceram. 
Sábado pela manhã mandou o Capitão fazer vela, fomos demandar a entrada, a qual era mui larga e tinha seis a sete braças de fundo. E entraram todas as naus dentro, e ancoraram em cinco ou seis braças -- ancoradouro que é tão grande e tão formoso de dentro, e tão seguro que podem ficar nele mais de duzentos navios e naus. E tanto que as naus foram distribuídas e ancoradas, vieram os capitães todos a esta nau do Capitão-mor. E daqui mandou o Capitão que Nicolau Coelho e Bartolomeu Dias fossem em terra e levassem aqueles dois homens, e os deixassem ir com seu arco e setas, aos quais mandou dar a cada um uma camisa nova e uma carapuça vermelha e um rosário de contas brancas de osso, que foram levando nos braços, e um cascavel e uma campainha. E mandou com eles, para lá ficar, um mancebo degredado, criado de dom João Telo, de nome Afonso Ribeiro, para lá andar com eles e saber de seu viver e maneiras. E a mim mandou que fosse com Nicolau Coelho. Fomos assim de frecha direitos à praia. Ali acudiram logo perto de duzentos homens, todos nus, com arcos e setas nas mãos. Aqueles que nós levamos acenaram-lhes que se afastassem e depusessem os arcos. E eles os depuseram. Mas não se afastaram muito. E mal tinham pousado seus arcos quando saíram os que nós levávamos, e o mancebo degredado com eles. E saídos não pararam mais; nem esperavam um pelo outro, mas antes corriam a quem mais correria. E passaram um rio que aí corre, de água doce, de muita água que lhes dava pela braga. E muitos outros com eles. E foram assim correndo para além do rio entre umas moitas de palmeiras onde estavam outros. E ali pararam. E naquilo tinha ido o degredado com um homem que, logo ao sair do batel, o agasalhou e levou até lá. Mas logo o tornaram a nós. E com ele vieram os outros que nós leváramos, os quais vinham já nus e sem carapuças. 
E então se começaram de chegar muitos; e entravam pela beira do mar para os batéis, até que mais não podiam. E traziam cabaças d'água, e tomavam alguns barris que nós levávamos e enchiam-nos de água e traziam-nos aos batéis. Não que eles de todo chegassem a bordo do batel. Mas junto a ele, lançavam-nos da mão. E nós tomávamo-los. E pediam que lhes dessem alguma coisa. 
Levava Nicolau Coelho cascavéis e manilhas. E a uns dava um cascavel, e a outros uma manilha, de maneira que com aquela encarna quase que nos queriam dar a mão. Davam-nos daqueles arcos e setas em troca de sombreiros e carapuças de linho, e de qualquer coisa que a gente lhes queria dar. 
Dali se partiram os outros, dois mancebos, que não os vimos mais. 
Dos que ali andavam, muitos -- quase a maior parte --traziam aqueles bicos de osso nos beiços. 
E alguns, que andavam sem eles, traziam os beiços furados e nos buracos traziam uns espelhos de pau, que pareciam espelhos de borracha. E alguns deles traziam três daqueles bicos, a saber um no meio, e os dois nos cabos. 
E andavam lá outros, quartejados de cores, a saber metade deles da sua própria cor, e metade de tintura preta, um tanto azulada; e outros quartejados d'escaques. 
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas e gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam. 
Ali por então não houve mais fala ou entendimento com eles, por a barbana deles ser tamanha que se não entendia nem ouvia ninguém. Acenamos-lhes que se fossem. E assim o fizeram e passaram-se para além do rio. E saíram três ou quatro homens nossos dos batéis, e encheram não sei quantos barris d'água que nós levávamos. E tornamo-nos às naus. E quando assim vínhamos, acenaram-nos que voltássemos. Voltamos, e eles mandaram o degredado e não quiseram que ficasse lá com eles, o qual levava uma bacia pequena e duas ou três carapuças vermelhas para lá as dar ao senhor, se o lá houvesse. Não trataram de lhe tirar coisa alguma, antes mandaram-no com tudo. Mas então Bartolomeu Dias o fez outra vez tornar, que lhe desse aquilo. E ele tornou e deu aquilo, em vista de nós, a aquele que o da primeira agasalhara. E então veio-se, e nós levamo-lo. 
Esse que o agasalhou era já de idade, e andava por galanteria, cheio de penas, pegadas pelo corpo, que parecia seteado como São Sebastião. Outros traziam carapuças de penas amarelas; e outros, de vermelhas; e outros de verdes. E uma daquelas moças era toda tingida de baixo a cima, daquela tintura e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha tão graciosa que a muitas mulheres de nossa terra, vendo-lhe tais feições envergonhara, por não terem as suas como ela. Nenhum deles era fanado, mas todos assim como nós. 
E com isto nos tornamos, e eles foram-se. 
À tarde saiu o Capitão-mor em seu batel com todos nós outros capitães das naus em seus batéis a folgar pela baía, perto da praia. Mas ninguém saiu em terra, por o Capitão o não querer, apesar de ninguém estar nela. Apenas saiu -- ele com todos nós -- em um ilhéu grande que está na baía, o qual, aquando baixamar, fica mui vazio. Com tudo está de todas as partes cercado de água, de sorte que ninguém lá pode ir, a não ser de barco ou a nado. Ali folgou ele, e todos nós, bem uma hora e meia. E pescaram lá, andando alguns marinheiros com um chinchorro; e mataram peixe miúdo, não muito. E depois volvemo-nos às naus, já bem noite. 
Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. 
Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho. 
Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção. 
Enquanto assistimos à missa e ao sermão, estaria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos, como a de ontem, com seus arcos e setas, e andava folgando. E olhando-nos, sentaram. E depois de acabada a missa, quando nós sentados atendíamos a pregação, levantaram-se muitos deles e tangeram corno ou buzina e começaram a saltar e dançar um pedaço. E alguns deles se metiam em almadias -- duas ou três que lá tinham -- as quais não são feitas como as que eu vi; apenas são três traves, atadas juntas. E ali se metiam quatro ou cinco, ou esses que queriam, não se afastando quase nada da terra, só até onde podiam tomar pé. 
Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta. Embarcamos e fomos indo todos em direção à terra para passarmos ao longo por onde eles estavam, indo na dianteira, por ordem do Capitão, Bartolomeu Dias em seu esquife, com um pau de uma almadia que lhes o mar levara, para o entregar a eles. E nós todos trás dele, a distância de um tiro de pedra. 
Como viram o esquife de Bartolomeu Dias, chegaram-se logo todos à água, metendo-se nela até onde mais podiam. Acenaram-lhes que pousassem os arcos e muitos deles os iam logo pôr em terra; e outros não os punham. 
Andava lá um que falava muito aos outros, que se afastassem. Mas não já que a mim me parecesse que lhe tinham respeito ou medo. Este que os assim andava afastando trazia seu arco e setas. Estava tinto de tintura vermelha pelos peitos e costas e pelos quadris, coxas e pernas até baixo, mas os vazios com a barriga e estômago eram de sua própria cor. E a tintura era tão vermelha que a água lha não comia nem desfazia. Antes, quando saía da água, era mais vermelho. Saiu um homem do esquife de Bartolomeu Dias e andava no meio deles, sem implicarem nada com ele, e muito menos ainda pensavam em fazer-lhe mal. Apenas lhe davam cabaças d'água; e acenavam aos do esquife que saíssem em terra. Com isto se volveu Bartolomeu Dias ao Capitão. E viemo-nos às naus, a comer, tangendo trombetas e gaitas, sem os mais constranger. E eles tornaram-se a sentar na praia, e assim por então ficaram. 
Neste ilhéu, onde fomos ouvir missa e sermão, espraia muito a água e descobre muita areia e muito cascalho. Enquanto lá estávamos foram alguns buscar marisco e não no acharam. Mas acharam alguns camarões grossos e curtos, entre os quais vinha um muito grande e muito grosso; que em nenhum tempo o vi tamanho. Também acharam cascas de berbigões e de amêijoas, mas não toparam com nenhuma peça inteira. E depois de termos comido vieram logo todos os capitães a esta nau, por ordem do Capitão-mor, com os quais ele se aportou; e eu na companhia. E perguntou a todos se nos parecia bem mandar a nova do achamento desta terra a Vossa Alteza pelo navio dos mantimentos, para a melhor mandar descobrir e saber dela mais do que nós podíamos saber, por irmos na nossa viagem. 
E entre muitas falas que sobre o caso se fizeram foi dito, por todos ou a maior parte, que seria muito bem. E nisto concordaram. E logo que a resolução foi tomada, perguntou mais, se seria bem tomar aqui por força um par destes homens para os mandar a Vossa Alteza, deixando aqui em lugar deles outros dois destes degredados. 
E concordaram em que não era necessário tomar por força homens, porque costume era dos que assim à força levavam para alguma parte dizerem que há de tudo quanto lhes perguntam; e que melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens desses degredados que aqui deixássemos do que eles dariam se os levassem por ser gente que ninguém entende. Nem eles cedo aprenderiam a falar para o saberem tão bem dizer que muito melhor estoutros o não digam quando cá Vossa Alteza mandar. 
E que portanto não cuidássemos de aqui por força tomar ninguém, nem fazer escândalo; mas sim, para os de todo amansar e apaziguar, unicamente de deixar aqui os dois degredados quando daqui partíssemos. 
E assim ficou determinado por parecer melhor a todos. 
Acabado isto, disse o Capitão que fôssemos nos batéis em terra. E ver-se-ia bem, quejando era o rio. Mas também para folgarmos. 
Fomos todos nos batéis em terra, armados; e a bandeira conosco. Eles andavam ali na praia, à boca do rio, para onde nós íamos; e, antes que chegássemos, pelo ensino que dantes tinham, puseram todos os arcos, e acenaram que saíssemos. Mas, tanto que os batéis puseram as proas em terra, passaram-se logo todos além do rio, o qual não é mais ancho que um jogo de mancal. E tanto que desembarcamos, alguns dos nossos passaram logo o rio, e meteram-se entre eles. E alguns aguardavam; e outros se afastavam. Com tudo, a coisa era de maneira que todos andavam misturados. Eles davam desses arcos com suas setas por sombreiros e carapuças de linho, e por qualquer coisa que lhes davam. Passaram além tantos dos nossos e andaram assim misturados com eles, que eles se esquivavam, e afastavam-se; e iam alguns para cima, onde outros estavam. E então o Capitão fez que o tomassem ao colo dois homens e passou o rio, e fez tornar a todos. A gente que ali estava não seria mais que aquela do costume. Mas logo que o Capitão chamou todos para trás, alguns se chegaram a ele, não por o reconhecerem por Senhor, mas porque a gente, nossa, já passava para aquém do rio. Ali falavam e traziam muitos arcos e continhas, daquelas já ditas, e resgatavam-nas por qualquer coisa, de tal maneira que os nossos levavam dali para as naus muitos arcos, e setas e contas. 
E então tornou-se o Capitão para aquém do rio. E logo acudiram muitos à beira dele. 
Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem. Também andavam entre eles quatro ou cinco mulheres, novas, que assim nuas, não pareciam mal. Entre elas andava uma, com uma coxa, do joelho até o quadril e a nádega, toda tingida daquela tintura preta; e todo o resto da sua cor natural. Outra trazia ambos os joelhos com as curvas assim tintas, e também os colos dos pés; e suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma. 
Também andava lá outra mulher, nova, com um menino ou menina, atado com um pano aos peitos, de modo que não se lhe viam senão as perninhas. Mas nas pernas da mãe, e no resto, não havia pano algum. 
Em seguida o Capitão foi subindo ao longo do rio, que corre rente à praia. E ali esperou por um velho que trazia na mão uma pá de almadia. Falou, enquanto o Capitão estava com ele, na presença de todos nós; mas ninguém o entendia, nem ele a nós, por mais coisas que a gente lhe perguntava com respeito a ouro, porque desejávamos saber se o havia na terra. 
Trazia este velho o beiço tão furado que lhe cabia pelo buraco um grosso dedo polegar. E trazia metido no buraco uma pedra verde, de nenhum valor, que fechava por fora aquele buraco. E o Capitão lha fez tirar. E ele não sei que diabo falava e ia com ela para a boca do Capitão para lha meter. Estivemos rindo um pouco e dizendo chalaças sobre isso. E então enfadou-se o Capitão, e deixou-o. E um dos nossos deu-lhe pela pedra um sombreiro velho; não por ela valer alguma coisa, mas para amostra. E depois houve-a o Capitão, creio, para mandar com as outras coisas a Vossa Alteza. 
Andamos por aí vendo o ribeiro, o qual é de muita água e muito boa. Ao longo dele há muitas palmeiras, não muito altas; e muito bons palmitos. Colhemos e comemos muitos deles. 
Depois tornou-se o Capitão para baixo para a boca do rio, onde tínhamos desembarcado. 
E além do rio andavam muitos deles dançando e folgando, uns diante os outros, sem se tomarem pelas mãos. E faziam-no bem. Passou-se então para a outra banda do rio Diogo Dias, que fora almoxarife de Sacavém, o qual é homem gracioso e de prazer. E levou consigo um gaiteiro nosso com sua gaita. E meteu-se a dançar com eles, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem fez ali muitas voltas ligeiras, andando no chão, e salto real, de que se eles espantavam e riam e folgavam muito. E conquanto com aquilo os segurou e afagou muito, tomavam logo uma esquiveza como de animais montezes, e foram-se para cima. 
E então passou o rio o Capitão com todos nós, e fomos pela praia, de longo, ao passo que os batéis iam rentes à terra. E chegamos a uma grande lagoa de água doce que está perto da praia, porque toda aquela ribeira do mar é apaulada por cima e sai a água por muitos lugares. 
E depois de passarmos o rio, foram uns sete ou oito deles meter-se entre os marinheiros que se recolhiam aos batéis. E levaram dali um tubarão que Bartolomeu Dias matou. E levavam-lho; e lançou-o na praia. 
Bastará que até aqui, como quer que se lhes em alguma parte amansassem, logo de uma mão para outra se esquivavam, como pardais do cevadouro. Ninguém não lhes ousa falar de rijo para não se esquivarem mais. E tudo se passa como eles querem -- para os bem amansarmos ! 
Ao velho com quem o Capitão havia falado, deu-lhe uma carapuça vermelha. E com toda a conversa que com ele houve, e com a carapuça que lhe deu tanto que se despediu e começou a passar o rio, foi-se logo recatando. E não quis mais tornar do rio para aquém. Os outros dois o Capitão teve nas naus, aos quais deu o que já ficou dito, nunca mais aqui apareceram -- fatos de que deduzo que é gente bestial e de pouco saber, e por isso tão esquiva. Mas apesar de tudo isso andam bem curados, e muito limpos. E naquilo ainda mais me convenço que são como aves, ou alimárias montezinhas, as quais o ar faz melhores penas e melhor cabelo que às mansas, porque os seus corpos são tão limpos e tão gordos e tão formosos que não pode ser mais! E isto me faz presumir que não tem casas nem moradias em que se recolham; e o ar em que se criam os faz tais. Nós pelo menos não vimos até agora nenhumas casas, nem coisa que se pareça com elas. 
Mandou o Capitão aquele degredado, Afonso Ribeiro, que se fosse outra vez com eles. E foi; e andou lá um bom pedaço, mas a tarde regressou, que o fizeram eles vir: e não o quiseram lá consentir. E deram-lhe arcos e setas; e não lhe tomaram nada do seu. Antes, disse ele, que lhe tomara um deles umas continhas amarelas que levava e fugia com elas, e ele se queixou e os outros foram logo após ele, e lhas tomaram e tornaram-lhas a dar; e então mandaram-no vir. Disse que não vira lá entre eles senão umas choupaninhas de rama verde e de feteiras muito grandes, como as de Entre Douro e Minho. E assim nos tornamos às naus, já quase noite, a dormir. 
Segunda-feira, depois de comer, saímos todos em terra a tomar água. Ali vieram então muitos; mas não tantos como as outras vezes. E traziam já muito poucos arcos. E estiveram um pouco afastados de nós; mas depois pouco a pouco misturaram-se conosco; e abraçavam-nos e folgavam; mas alguns deles se esquivavam logo. Ali davam alguns arcos por folhas de papel e por alguma carapucinha velha e por qualquer coisa. E de tal maneira se passou a coisa que bem vinte ou trinta pessoas das nossas se foram com eles para onde outros muitos deles estavam com moças e mulheres. E trouxeram de lá muitos arcos e barretes de penas de aves, uns verdes, outros amarelos, dos quais creio que o Capitão há de mandar uma amostra a Vossa Alteza. 
E segundo diziam esses que lá tinham ido, brincaram com eles. Neste dia os vimos mais de perto e mais à nossa vontade, por andarmos quase todos misturados: uns andavam quartejados daquelas tinturas, outros de metades, outros de tanta feição como em pano de ras, e todos com os beiços furados, muitos com os ossos neles, e bastantes sem ossos. Alguns traziam uns ouriços verdes, de árvores, que na cor queriam parecer de castanheiras, embora fossem muito mais pequenos. E estavam cheios de uns grãos vermelhos, pequeninos que, esmagando-se entre os dedos, se desfaziam na tinta muito vermelha de que andavam tingidos. E quanto mais se molhavam, tanto mais vermelhos ficavam. 
Todos andam rapados até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. 
Trazem todos as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta, que parece uma fita preta da largura de dois dedos. 
E o Capitão mandou aquele degredado Afonso Ribeiro e a outros dois degredados que fossem meter-se entre eles; e assim mesmo a Diogo Dias, por ser homem alegre, com que eles folgavam. E aos degredados ordenou que ficassem lá esta noite. 
Foram-se lá todos; e andaram entre eles. E segundo depois diziam, foram bem uma légua e meia a uma povoação, em que haveria nove ou dez casas, as quais diziam que eram tão compridas, cada uma, como esta nau capitaina. E eram de madeira, e das ilhargas de tábuas, e cobertas de palha, de razoável altura; e todas de um só espaço, sem repartição alguma, tinham de dentro muitos esteios; e de esteio a esteio uma rede atada com cabos em cada esteio, altas, em que dormiam. E de baixo, para se aquentarem, faziam seus fogos. E tinha cada casa duas portas pequenas, uma numa extremidade, e outra na oposta. E diziam que em cada casa se recolhiam trinta ou quarenta pessoas, e que assim os encontraram; e que lhes deram de comer dos alimentos que tinham, a saber muito inhame, e outras sementes que na terra dá, que eles comem. E como se fazia tarde fizeram-nos logo todos tornar; e não quiseram que lá ficasse nenhum. E ainda, segundo diziam, queriam vir com eles. Resgataram lá por cascavéis e outras coisinhas de pouco valor, que levavam, papagaios vermelhos, muito grandes e formosos, e dois verdes pequeninos, e carapuças de penas verdes, e um pano de penas de muitas cores, espécie de tecido assaz belo, segundo Vossa Alteza todas estas coisas verá, porque o Capitão vo-las há de mandar, segundo ele disse. E com isto vieram; e nós tornamo-nos às naus. 
Terça-feira, depois de comer, fomos em terra, fazer lenha, e para lavar roupa. Estavam na praia, quando chegamos, uns sessenta ou setenta, sem arcos e sem nada. Tanto que chegamos, vieram logo para nós, sem se esquivarem. E depois acudiram muitos, que seriam bem duzentos, todos sem arcos. E misturaram-se todos tanto conosco que uns nos ajudavam a acarretar lenha e metê-las nos batéis. E lutavam com os nossos, e tomavam com prazer. E enquanto fazíamos a lenha, construíam dois carpinteiros uma grande cruz de um pau que se ontem para isso cortara. Muitos deles vinham ali estar com os carpinteiros. E creio que o faziam mais para verem a ferramenta de ferro com que a faziam do que para verem a cruz, porque eles não tem coisa que de ferro seja, e cortam sua madeira e paus com pedras feitas como cunhas, metidas em um pau entre duas talas, mui bem atadas e por tal maneira que andam fortes, porque lhas viram lá. Era já a conversação deles conosco tanta que quase nos estorvavam no que havíamos de fazer. 
E o Capitão mandou a dois degredados e a Diogo Dias que fossem lá à aldeia e que de modo algum viessem a dormir às naus, ainda que os mandassem embora. E assim se foram. 
Enquanto andávamos nessa mata a cortar lenha, atravessavam alguns papagaios essas árvores; verdes uns, e pardos, outros, grandes e pequenos, de sorte que me parece que haverá muitos nesta terra. Todavia os que vi não seriam mais que nove ou dez, quando muito. Outras aves não vimos então, a não ser algumas pombas-seixeiras, e pareceram-me maiores bastante do que as de Portugal. Vários diziam que viram rolas, mas eu não as vi. Todavia segundo os arvoredos são mui muitos e grandes, e de infinitas espécies, não duvido que por esse sertão haja muitas aves! 
E cerca da noite nós volvemos para as naus com nossa lenha. 
Eu creio, Senhor, que não dei ainda conta aqui a Vossa Alteza do feitio de seus arcos e setas. Os arcos são pretos e compridos, e as setas compridas; e os ferros delas são canas aparadas, conforme Vossa Alteza verá alguns que creio que o Capitão a Ela há de enviar. 
Quarta-feira não fomos em terra, porque o Capitão andou todo o dia no navio dos mantimentos a despejá-lo e fazer levar às naus isso que cada um podia levar. Eles acudiram à praia, muitos, segundo das naus vimos. Seriam perto de trezentos, segundo Sancho de Tovar que para lá foi. Diogo Dias e Afonso Ribeiro, o degredado, aos quais o Capitão ontem ordenara que de toda maneira lá dormissem, tinham voltado já de noite, por eles não quererem que lá ficassem. E traziam papagaios verdes; e outras aves pretas, quase como pegas, com a diferença de terem o bico branco e rabos curtos. E quando Sancho de Tovar recolheu à nau, queriam vir com ele, alguns; mas ele não admitiu senão dois mancebos, bem dispostos e homens de prol. Mandou pensar e curá-los mui bem essa noite. E comeram toda a ração que lhes deram, e mandou dar-lhes cama de lençóis, segundo ele disse. E dormiram e folgaram aquela noite. E não houve mais este dia que para escrever seja. 
Quinta-feira, derradeiro de abril, comemos logo, quase pela manhã, e fomos em terra por mais lenha e água. E em querendo o Capitão sair desta nau, chegou Sancho de Tovar com seus dois hóspedes. E por ele ainda não ter comido, puseram-lhe toalhas, e veio-lhe comida. E comeu. Os hóspedes, sentaram-no cada um em sua cadeira. E de tudo quanto lhes deram, comeram mui bem, especialmente lacão cozido frio, e arroz. Não lhes deram vinho por Sancho de Tovar dizer que o não bebiam bem. 
Acabado o comer, metemo-nos todos no batel, e eles conosco. Deu um grumete a um deles uma armadura grande de porco montês, bem revolta. E logo que a tomou meteu-a no beiço; e porque se lhe não queria segurar, deram-lhe uma pouca de cera vermelha. E ele ajeitou-lhe seu adereço da parte de trás de sorte que segurasse, e meteu-a no beiço, assim revolta para cima; e ia tão contente com ela, como se tivesse uma grande jóia. E tanto que saímos em terra, foi-se logo com ela. E não tornou a aparecer lá. 
Andariam na praia, quando saímos, oito ou dez deles; e de aí a pouco começaram a vir. E parece-me que viriam este dia a praia quatrocentos ou quatrocentos e cinqüenta. Alguns deles traziam arcos e setas; e deram tudo em troca de carapuças e por qualquer coisa que lhes davam. Comiam conosco do que lhes dávamos, e alguns deles bebiam vinho, ao passo que outros o não podiam beber. Mas quer-me parecer que, se os acostumarem, o hão de beber de boa vontade! Andavam todos tão bem dispostos e tão bem feitos e galantes com suas pinturas que agradavam. Acarretavam dessa lenha quanta podiam, com mil boas vontades, e levavam-na aos batéis. E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. 
Foi o Capitão com alguns de nós um pedaço por este arvoredo até um ribeiro grande, e de muita água, que ao nosso parecer é o mesmo que vem ter à praia, em que nós tomamos água. Ali descansamos um pedaço, bebendo e folgando, ao longo dele, entre esse arvoredo que é tanto e tamanho e tão basto e de tanta qualidade de folhagem que não se pode calcular. Há lá muitas palmeiras, de que colhemos muitos e bons palmitos. 
Ao sairmos do batel, disse o Capitão que seria bom irmos em direitura à cruz que estava encostada a uma árvore, junto ao rio, a fim de ser colocada amanhã, sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para eles verem o acatamento que lhe tínhamos. E assim fizemos. E a esses dez ou doze que lá estavam, acenaram-lhes que fizessem o mesmo; e logo foram todos beijá-la. 
Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E portanto se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente neles qualquer cunho que lhe quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o Ele nos para aqui trazer creio que não foi sem causa. E portanto Vossa Alteza, pois tanto deseja acrescentar a santa fé católica, deve cuidar da salvação deles. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim! 
Eles não lavram nem criam. Nem há aqui boi ou vaca, cabra, ovelha ou galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado ao viver do homem. E não comem senão deste inhame, de que aqui há muito, e dessas sementes e frutos que a terra e as árvores de si deitam. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto, com quanto trigo e legumes comemos. 
Nesse dia, enquanto ali andavam, dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som de um tamboril nosso, como se fossem mais amigos nossos do que nós seus. Se lhes a gente acenava, se queriam vir às naus, aprontavam-se logo para isso, de modo tal, que se os convidáramos a todos, todos vieram. Porém não levamos esta noite às naus senão quatro ou cinco; a saber, o Capitão-mor, dois; e Simão de Miranda, um que já trazia por pagem; e Aires Gomes a outro, pagem também. Os que o Capitão trazia, era um deles um dos seus hóspedes que lhe haviam trazido a primeira vez quando aqui chegamos -- o qual veio hoje aqui vestido na sua camisa, e com ele um seu irmão; e foram esta noite mui bem agasalhados tanto de comida como de cama, de colchões e lençóis, para os mais amansar. 
E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar acima do rio, contra o sul onde nos pareceu que seria melhor arvorar a cruz, para melhor ser vista. E ali marcou o Capitão o sítio onde haviam de fazer a cova para a fincar. E enquanto a iam abrindo, ele com todos nós outros fomos pela cruz, rio abaixo onde ela estava. E com os religiosos e sacerdotes que cantavam, à frente, fomos trazendo-a dali, a modo de procissão. Eram já aí quantidade deles, uns setenta ou oitenta; e quando nos assim viram chegar, alguns se foram meter debaixo dela, ajudar-nos. Passamos o rio, ao longo da praia; e fomos colocá-la onde havia de ficar, que será obra de dois tiros de besta do rio. Andando-se ali nisto, viriam bem cento cinqüenta, ou mais. Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre frei Henrique, a qual foi cantada e oficiada por esses já ditos. Ali estiveram conosco, a ela, perto de cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelho assim como nós. E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar, como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim como nós estávamos, com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fez muita devoção. 
Estiveram assim conosco até acabada a comunhão; e depois da comunhão, comungaram esses religiosos e sacerdotes; e o Capitão com alguns de nós outros. E alguns deles, por o Sol ser grande, levantaram-se enquanto estávamos comungando, e outros estiveram e ficaram. Um deles, homem de cinqüenta ou cinqüenta e cinco anos, se conservou ali com aqueles que ficaram. Esse, enquanto assim estávamos, juntava aqueles que ali tinham ficado, e ainda chamava outros. E andando assim entre eles, falando-lhes, acenou com o dedo para o altar, e depois mostrou com o dedo para o céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim o tomamos! 
Acabada a missa, tirou o padre a vestimenta de cima, e ficou na alva; e assim se subiu, junto ao altar, em uma cadeira; e ali nos pregou o Evangelho e dos Apóstolos cujo é o dia, tratando no fim da pregação desse vosso prosseguimento tão santo e virtuoso, que nos causou mais devoção. 
Esses que estiveram sempre à pregação estavam assim como nós olhando para ele. E aquele que digo, chamava alguns, que viessem ali. Alguns vinham e outros iam-se; e acabada a pregação, trazia Nicolau Coelho muitas cruzes de estanho com crucifixos, que lhe ficaram ainda da outra vinda. E houveram por bem que lançassem a cada um sua ao pescoço. Por essa causa se assentou o padre frei Henrique ao pé da cruz; e ali lançava a sua a todos -- um a um -- ao pescoço, atada em um fio, fazendo-lha primeiro beijar e levantar as mãos. Vinham a isso muitos; e lançavam-nas todas, que seriam obra de quarenta ou cinqüenta. E isto acabado -- era já bem uma hora depois do meio dia -- viemos às naus a comer, onde o Capitão trouxe consigo aquele mesmo que fez aos outros aquele gesto para o altar e para o céu, (e um seu irmão com ele). A aquele fez muita honra e deu-lhe uma camisa mourisca; e ao outro uma camisa destoutras. 
E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente, não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, do que entenderem-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como nós mesmos; por onde pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar; porque já então terão mais conhecimentos de nossa fé, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje também comungaram. 
Entre todos estes que hoje vieram não veio mais que uma mulher, moça, a qual esteve sempre à missa, à qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram-lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, não se lembrava de o estender muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal que a de Adão não seria maior -- com respeito ao pudor. 
Ora veja Vossa Alteza quem em tal inocência vive se se convertera, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação. 
Acabado isto, fomos perante eles beijar a cruz. E despedimo-nos e fomos comer. 
Creio, Senhor, que, com estes dois degredados que aqui ficam, ficarão mais dois grumetes, que esta noite se saíram em terra, desta nau, no esquife, fugidos, os quais não vieram mais. E cremos que ficarão aqui porque de manhã, prazendo a Deus fazemos nossa partida daqui. 
Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos -- terra que nos parecia muito extensa. 
Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! 
Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé! 
E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo. 
E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê. 
Beijo as mãos de Vossa Alteza. 

Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. 

 Pero Vaz de Caminha. 
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<DOC DOCID="HAREM-649-00204">
- Não faço mistério disso; mora com seu pai em uma pequena chácara no bairro de Santo Antônio, onde vivem modestamente, evitando relações, e aparecendo mui raras vezes em público. Nessa chácara, escondida entre moitas de coqueiros e arvoredos, vive ela como a violeta entre a folhagem, ou como fada misteriosa em uma gruta encantada. 

- É célebre! - retorquiu o doutor - mas como chegaste a descobrir essa ninfa encantada, e a ter entrada em sua gruta misteriosa? 

- Eu vos conto em duas palavras. Passando eu um dia a cavalo por sua chácara, avistei-a sentada em um banco do pequeno jardim da frente. Surpreendeu-me sua maravilhosa beleza. Como viu que eu a contemplava com demasiada curiosidade, esgueirou-se como uma borboleta entre os arbustos floridos e desapareceu. Formei o firme propósito de vê-la e de falar-lhe, custasse o que custasse. Por mais, porém, que indagasse por toda a vizinhança, não encontrei uma só pessoa que se relacionasse com ela e que pudesse apresentar-me. Indaguei por fim quem era o proprietário da chácara, e fui ter com ele. Nem esse podia dar-me informações, nem servir-me em coisa alguma. O seu inquilino vinha todos os meses pontualmente adiantar o aluguel da chácara; eis tudo quanto a respeito dele sabia. Todavia continuei a passar todas as tardes por defronte do jardim, mas a pé para melhor poder surpreendêla e admirá-la; quase sempre, porém, sem resultado. Quando acontecia estar no jardim, esquivava-se sempre às minhas vistas como da primeira vez. Um dia, porém, quando eu passava, caiu-lhe o lenço ao levantar-se do banco; a grade estava aberta; tomei a liberdade de penetrar no jardim, apanhei o lenço, e corri a entregar-lho, quando já ela punha o pé na soleira de sua casa. Agradeceu-me com um sorriso tão encantador, que estive em termos de cair de joelhos a seus pés; mas não mandou-me entrar, nem fez-me oferecimento algum. 

- Esse lenço, Álvaro, - atalhou um cavalheiro, - decerto ela o deixou cair de propósito, para que pudesses vê-la de perto e falar-lhe. É um apuro de romantismo, um delicado rasgo de coquetterie. 

- Não creio; não há naquele ente nem sombra de coquetterie; tudo nela respira candura e singeleza. O certo é que custei a arrancar meus pés daquele lugar, onde uma força magnética me retinha, e que parecia rescender um misterioso eflúvio de amor, de pureza e de aventura... 

Álvaro pára em sua narrativa, como que embevecido em tão suaves recordações. 

- E ficaste nisso, Alvaro! - perguntava outro cavalheiro; - o teu romance está-nos interessando; vamos por diante, que estou aflito por ver a peripécia... 

- A peripécia?.., oh! essa ainda não chegou, e nem eu mesmo sei qual será. Esgotei enfim os estratagemas possíveis para ter entrada no santuário daquela deusa; mas foi tudo baldado. O acaso enfim veio em meu socorro, e serviu-me melhor do que toda a minha habilidade e diligência. Passeando eu uma tarde de carro no bairro de Santo Antônio, pelas margens do Beberibe, passeio que se tornara para mim uma devoção, avistei um homem e uma mulher navegando a todo pano em um pequeno bote. 

Instantes depois o bote achou-se encalhado em um banco de areia. 

Apeei-me imediatamente, e tomando um escaler na praia, fui em socorro dos dois navegantes que em vão forcejavam por safar a pequena embarcação. Não podem fazer idéia da deliciosa surpresa que senti, ao reconhecer nas duas pessoas do bote a minha misteriosa da chácara e seu pai... 

- Por essa já eu esperava; entretanto o lance não deixa de ser dramático; a história de seus amores com a tal fada misteriosa vai tomando visos de um poema fantástico. 
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<DOC DOCID="HAREM-432-00215">
CLIPSEGURO - o clipping mais SEGURO da Internet
Novo modelo de apólice cobrirá safra agrícola Data: 25/02/2000 Fonte: Jornal do Commercio Autor: Matéria: O Governo quer disponibilizar o novo modelo do seguro agrícola para os agricultores brasileiros já na próxima safra de grãos e frutas, que começa a ser cultivada em julho. 
 A informação é do ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, que já esteve reunido duas vezes com os seguradores para discutir o novo formato desse produto, o qual vem sendo desenhado com base na troca de informações entre Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Ministério da Agricultura. 
 Os seguradores também têm pressa na aprovação do produto. 
 A expectativa é de que o modelo em discussão possa ser posto em votação no Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) já no próximo mês. 
 Na visão do ministro, o seguro agrícola terá importante papel a desempenhar no projeto do Governo de estimular a agricultura, através do programa Brasil Empreendedor Rural. 
 "Esse seguro é a plataforma para desenvolvimento da agricultura", assinalou Pratini de Moraes, no último encontro com seguradoras, há quinze 
 dias. 
 A adoção de um novo modelo de seguro agrícola no Brasil, com o apoio governamental, provocou um aumento do interesse de grupos estrangeiros na compra da Companhia de Seguros do Estado de São Paulo (Cosesp). 
 Embora tenha acumulado resultados negativos nesse ramo de seguro, a Cosesp tem uma extensa carteira de negócios, que inclui produtores rurais. 
 Um prato cheio para conglomerados do exterior, voltados para o ramo agrícola, que fazem planos para explorar o quase virgem mercado brasileiro em de coberturas para o agrobusiness. 
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<DOC DOCID="HAREM-211-00216">
Escher
M. C. Escher
Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.
Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.
Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e reflectem, pelas pavimentações . Porém, no preenchimento de superfícies, Esche r substituía as figuras abstracto-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.
anjos.jpg (84417 bytes)
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Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação, descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia "Day and Nigh t", uma das gravuras mais emblemáticas da carreira de Escher.
"Day and Night"
Xilogravura de 1938
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<DOC DOCID="HAREM-697-00224">
 PROSSIGA: PORTAL COM UM MILHÃO DE VISITAS              
 O Prossiga (http://www.prossiga.cnpq.br), programa do CNPq, direcionado para a informação e comunicação para a pesquisa, atingiu em março a marca de um milhão de visitas, desde o lançamento de suas primeiras páginas em 1997. Número que reafirma a posição do Prossiga como o conjunto de sites da área de ciência e tecnologia mais visitado de toda a Internet brasileira.               
 Esta marca histórica é explicada principalmente pela qualidade das informações disponibilizadas nas milhares de páginas dos serviços do Prossiga, tanto no que diz respeito às informações propriamente ditas, como também ao tratamento apurado que elas recebem.               
 Dessa forma, o Prossiga cumpre a função crucial de ser o portal especializado em serviços de informação e comunicação para a pesquisa no País.               
 Para tal, o Prossiga desenvolveu um conjunto de metodologias de seleção, ordenação e classificação das informações relevantes para a pesquisa que estavam dispersas na Internet, facilitando dessa forma a busca, ao mesmo tempo que cria condições favoráveis ao surgimento de comunidades virtuais de pesquisadores através dos seus vários serviços de comunicação.               
 Este número de um milhão de visitas é um indicador bastante expressivo de que o Prossiga desempenha um importante papel para a ciência e a tecnologia que vêm sendo desenvolvidas no País.
  Visite o DataGrama Zero a Revista Eletrônica de Ciência da Informação ou  
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<DOC DOCID="HAREM-90C-00237">
Hoje, encontramo-nos na fase de execução de um elemento importante da co-decisão e desejamos agradecer à Comissão por ter feito à partida uma proposta relativa a um montante de 700 milhões de ecus, o que corresponde exactamente à proposta que o Parlamento teria apresentado, se tivesse tido a iniciativa nesta matéria. Partimos, assim, de boas bases e, antes de abordar o aspecto financeiro, gostaria de recordar alguns elementos da proposta da Comissão, proposta essa que é tudo menos banal, visto que a Comissão, sob o impulso da senhora comissária Cresson e do senhor comissário Bangemann, optou efectivamente por proceder não a um «lifting», mas sim a uma alteração em profundidade da orientação do Quarto Programa-Quadro.

Com efeito, muitos de nós lamentáramos, na altura, que o Quarto Programa-Quadro seguisse, por assim dizer, por domínios banalizados, já adoptados nos programas-quadro anteriores, e que ficássemos com vários programas específicos, diluindo assim os nossos meios.

A Comissão apresentou uma proposta em torno de cinco task forces que encontraram modalidades de financiamento, ou pelo menos de refinanciamento, no programa-quadro. Citarei, neste domínio, o software educativo multimédia, a aeronáutica, o automóvel pouco poluente, a intermodalidade dos transportes e a tecnologia da água.

Trata-se de propostas que, embora fortes, possuíam um valor relativamente desigual, não convencendo todas de igual maneira o Parlamento Europeu, pelo menos na fase actual. Não duvido que por ocasião do Quinto Programa-Quadro estejamos mais no mesmo comprimento de onda.

Havia também, na proposta anexa ao refinanciamento do Quarto Programa-Quadro, neste caso a proposta Euratom, um certo número de elementos nomeadamente relativos ao desenvolvimento, e mais especificamente - sublinho isto propositadamente - ao desenvolvimento de uma cooperação estreita com os países da Europa Central e Oriental em matéria de segurança nuclear.

Na sequência desta proposta da Comissão, que se revestia de um carácter eminentemente inovador e não deixou de suscitar as reacções mais diversas no seio do Parlamento, o relator, senhor deputado Linkohr, apresentou o seu documento, um texto em que sublinha um certo número de aspectos. O primeiro assume, evidentemente, a forma de uma crítica à Comissão, baseada no facto de que, contrariamente ao acto de codecisão de 26 de Abril de 1994, a que há pouco aludi, não houve verdadeiramente um relatório prévio de avaliação independente. Desde então, após alguns contactos com a Comissão, tentou-se colmatar essa lacuna, mas teríamos preferido que esse texto, esse relatório, interviesse mais cedo no processo. Em seguida, e isso está talvez na origem das dificuldades que conhecemos, cometemos o erro de não estabelecer a hierarquia das task forces .

Dito isto, o relator aprovou o conjunto das propostas da Comissão, excepto no aspecto de, à semelhança dos principais grupos do Parlamento, desejar que, neste refinanciamento, os esforços financeiros se concentrassem em torno de três task forces : por um lado, a aeronáutica, por outro, as tecnologias da água e, por fim, o software educativo. Quanto ao resto, em resultado da compreensível insistência dos nossos amigos da Comissão dos Transportes e do Turismo, nós, Grupo do Partido dos Socialistas Europeus e Grupo do Partido Popular Europeu, seremos provavelmente levados a elaborar, em conjunto, uma proposta de compromisso acerca da intermodalidade, e considero, que com isso responderemos aos desejos de uma grande maioria dos membros do Parlamento.

Entre as outras propostas apresentadas pelo relator, senhor deputado Linkohr, gostaria de insistir muito em especial naquela que se refere, não a uma task force , mas sim a um projecto especial de investigação sobre os problemas ligados à detecção de minas terrestres. Trata-se de um problema que preocupa muito, não só o senhor deputado Rolf Linkohr, mas também muitos de nós. Sabemos quantas mortes as minas causam em todo o mundo; era, pois, necessária uma mensagem forte. Fizemo-la passar graças a este relatório.

Resta o aspecto financeiro. Nesta matéria, sabemos perfeitamente que o êxito do refinanciamento dos 700 milhões de ecus dependerá muito largamente da revisão das perspectivas financeiras que os chefes de Estado vão discutir na Cimeira de Florença. A fim, precisamente, de facilitar as discussões dos chefes de Estado, propus, em nome da Comissão dos Orçamentos, que aprovou a minha proposta, no que foi seguida pela Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, que se encarasse a possibilidade de, em caso de necessidade, desdobrar este refinanciamento de 700 milhões de ecus por três exercícios, ou seja pelos exercícios de 1997, 1998 e 1999, sendo o exercício de 1999 partilhado entre a última fatia de refinanciamento e a primeira dotação orçamental do Quinto Programa-Quadro. É uma proposta que pretende ser, à partida, uma proposta transaccional.
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<DOC DOCID="HAREM-648-00244">
As Mudanças do Novo Código Civil

O Novo Código Civil é um marco de superação e renovação no âmbito do Direito Civil, concebido como um novo estatuto para as relações patrimoniais e uma mudança de paradigma nas relações sociais.
Com o intuito de debater essas alterações, que acarretam mudanças no gerenciamento das empresas e na vida pessoal dos empresários, a Mission - Desenvolvimento Profissional Desenvolveu a Conferência sobre As Mudanças no Novo Código Civil - Suas Causas e Efeitos.
Neste evento, proporcionaremos aos participantes a possibilidade de ouvirem especialistas sobre os principais pontos e alterações do Novo Código, com destaque para os princípios constitucionais no âmbito Empresarial, Civil e Comercial.
As Mudanças no Novo Código Civil - Suas Causas e Efeitos é destinado para Advogados, Consultores, Empresários, Diretores e a você que gostaria de conhecer e discutir as mudanças e os pontos polêmicos do Novo Código Civil.
Aguardamos a sua presença!

1º DIA DE CONFERÊNCIA - 18 DE MARÇO 2º DIA DE CONFERÊNCIA - 19 DE MARÇO

8h30 - Recepção aos Participantes

9h00 - Abertura da Conferência pelo presidente da mesa

Dr. Moacyr Toledo das Dores Júnior


Oliveira Neves &amp; Associados Consultoria Jurídico - Empresarial

9h15 - PROTEGENDO A EMPRESA DE INTERVENÇÕES DE TERCEIROS QUE PODEM ADQUIRIR DIREITOS NA SOCIEDADE LIMITADA · Esclarecendo o direito de família e o seu impacto nas empresas.

· Discutindo os novos direitos dos cônjuges e dos conviventes · Entenda a nova relação dos credores com os sócios

· O novo regime das quotas de responsabilidade limitada Dr. José Gabriel Assis de Almeida


Siqueira Castro Advogados


10h30 - COFFEE - BREAK


10h45 - AS NOVAS REGRAS SOCIETÁRIAS


· Novo conceito da sociedade empresarial


· Conhecendo o panorama geral dos tipos societários previstos no Novo Código Civil · Entendendo todos os aspectos que envolvem as Sociedades Simples e as Sociedades Limitadas, desde a responsabilidade dos sócios até sua exclusão · Verificando as mudanças nas Sociedades Coligadas, Nacionais e Estrangeiras · Saiba a nova estrutura dos Estabelecimentos Comerciais Dr. Ricardo Madrona


Felsberg, Pedretti, Manrich e Aidar Advogados e Consultores Legais


12h00 - AS ALTERAÇÕES PARA OS CONDOMÍNIOS NO NOVO CÓDIGO CIVIL · Entenda as novas estruturas dos condomínios


· Saiba como será as relações na vida condominial com a entrada do Novo Código Civil Dr. Everaldo A. Cambler

Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados.

13h15 - ALMOÇO


14h30 - PRINCÍPIOS GERAIS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO


· Títulos de crédito como nova espécie de documento no Novo Código Civil · Títulos de crédito atípicos no Novo Código Civil


· Títulos de crédido eletrônico


Dr. Mauro Rodrigues Penteado


Autor da proposta ao projeto do Novo Código Civil em matéria de Títulos de Crédito Advocacia Mauro Rodrigues Penteado


15h45 - COFFEE BREAK

16h00 - O NOVO CÓDIGO CIVIL E O SEGURO: MUDANÇAS E PROSPECTIVAS · Saiba qual foi o impacto e suas repercussões.

Dr. Ernesto Tzirulnik


Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro Dr. Flávio Queiroz Cavalcanti


Dr. Ayrton Pimentel


Diretores do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro


18h30 - ENCERRAMENTO DO PRIMEIRO DIA DE CONFERÊNCIA


8h30 - Recepção aos Participantes


9h00 - Abertura da Conferência pelo presidente da mesa


Dr. Moacyr Toledo das Dores Júnior


Oliveira Neves &amp; Associados Consultoria Jurídico - Empresarial


9h15 - O NOVO ESPÍRITO DO CÓDIGO CIVIL


· Perfil da nova lei; confrontando passado e presente

· Causas que induziram à edição do Novo Código e sua repercussão no momento de interpretá-lo · Os efeitos verificados nas áreas de família, propriedade, contratos e obrigações.

Dra. Sônia Ribeiro

Cunha Takada Advogados Associados


10h30 - COFFEE - BREAK


10h45 - AS MUDANÇAS TRAZIDAS PELO NOVO CÓDIGO CIVIL NO ÂMBITO EMPRESARIAL · Esclarecendo os objetivos das alterações


· Adaptando sua empresa as novas mudanças estruturais

· Aplicando a proteção patrimonial aos tipos societários.

Dr. João Antônio Wiegerinck

Wiegerinck &amp; Pires Advogados Associados


12h00 - PRAZOS PRESCRICIONAIS NO NOVO CÓDIGO CIVIL


· Conheça as diferenças de Prescrição e Decadência


· Esclarecendo as causas que impedem ou interrompem a Prescrição · Saiba os prazos de Prescrição


Dr. Ricardo Maffeis Martins


Maffeis, Bottini e Braga Advogados


13h15 - ALMOÇO


14h30 - ASPECTOS DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL · A responsabilidade civil nos contratos de licença de marca, patentes e direitos autorais · Hipóteses de anulabilidade de contratos

· A questão da proteção ao nome comercial.

Dra. Juliana L. B. Viegas

Trench, Rossi e Watanabe Advogados.

15h45 - COFFEE BREAK


16h00 - AJUSTANDO-SE ÀS NOVAS OBRIGAÇÕES CONTRATUAIS

· Entenda os novos princípios:

Sociabilidade, Eticidade e Operabilidade


Dr. José Luiz Toro da Silva

Toro Advogados Associados.

17h45 - A HISTÓRIA DA ELABORAÇÃO DO NOVO CÓDIGO CIVIL

· Discuta os aspectos polêmicos e inovações relevantes do Novo Código, com reflexos na atividade empresarial · Saiba as considerações sobre as principais críticas recebidas · Conheça as perspectivas de alterações na lei.
Os projetos em andamento.

Dr. Mário Delgado

Fiúza, Marques, Santiago &amp; Glasner Advogados Associados


18h30 - ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA


Informações Gerais


Data: 18 e 19 de Março de 2003


Horário: 08:30 às 18:30h

Local: Hotel Ca´d´Oro - Rua: Augusta - 129 - São Paulo - SP Incluso na Inscrição: Material Didático, Coffee-break, Almoço, Estacionamento e Certificado.
«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»
Inscrições e Investimento, consulte-nos:

Toll free: 0800 14 30 40 - Telefone: (5511) 3067-6700 - Fax: (5511) 3067-6718 E-mail: telemarketing@mission.com.br

Site: www.mission.com.br

Realização e Coordenação Apoio

Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
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<DOC DOCID="HAREM-33J-00251">
 Para se ter uma idéia, no Brasil a melhor marca é de Hilma, com 3,12 m..
 Não por acaso, o técnico Bernardinho diz que o time cubano ataca do terceiro andar.

Parar esse ataque no bloqueio é uma missão quase impossível.

SEçãO: EDITORIAL
Candidatura oficial
O presidente Itamar Franco tem, como qualquer cidadão brasileiro, o direito de apoiar a candidatura para a Presidência da República de quem bem entender.
Pode também cobrar dos membros de sua administração que apóiem o seu candidato ou deixem o governo.
Ainda assim, os planos do Planalto de dedicar apoio total ao ex-ministro Fernando Henrique Cardoso, como esta Folha revelou na edição de ontem, esbarram em problemas.

Embora não ocorra no Brasil há muito, é absolutamente normal, nos países de maior tradição democrática, que o governo tenha um candidato e o apóie.
Ronald Reagan não poupou esforços para eleger seu vice, George Bush, presidente dos Estados Unidos, em 1988.
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<DOC DOCID="HAREM-202-00285">
Geraldo Azevedo
 Geraldo Azevedo Foto: Dário Azevedo (Site Oficial) Geraldo Azevedo nasceu em Petrolina, Pernambuco.
Essa origem nordestina talvez tenha sido a responsável pelo tempero tão variado de ritmos e balanços que este grande músico possui.
Sua forma de tocar o violão mistura as harmonias sofisticadas com os ritmos quentes do nordeste, o destaca dentro do cenário nacional .
Em seu trabalho é possível encontrar, lado a lado, líricas canções de amor como Dia Branco e números caribenhos cheios de swing como "Veneza
Americana".
Geraldo Azevedo também é conhecido pelos seus incandescentes frevos (a dança de rua típica do carnaval pernambucano), muitas vezes seus shows se encerram com frevos eletrizantes, como "Tempo Tempero", "Pega Fogo Coração", "Tempo Folião", etc...
É esta mistura, aliada a seu violão impecável, que o torna um dos mais conceituados músicos nordestinos.
É autodidata, aos 12 anos de idade já tocava violão.
Ao mudar-se para Recife onde foi estudar, Geraldo se juntou ao grupo folclórico intitulado Grupo Construção onde conheceu Teca Calazans, Naná Vasconcelos , Marcelo Melo e Toinho Alves (componentes do Quinteto Violado) iniciando aí toda a sua trajetória musical.
Em 1967, seguiu para o Rio de Janeiro e depois de trabalhar com Eliana Pittman, juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin formando o Quarteto Livre, grupo que acompanhou Geraldo Vandré em seus shows até que, devido a problemas políticos com o governo militar, o grupo se dissolveu.
Foi depois de sua apresentação, junto com o amigo Alceu Valença, no Festival Universitário da TV Tupi, que Geraldo Azevedo teve o convite de
gravar seu primeiro disco pela Gravadora Copacabana.
Nesse mesmo ano a Copacabana lançou o disco "Alceu Valença &amp; Geraldo Azevedo" marcando a estréia de dois jovens cantores e compositores que se tornaram dois dos maiores nomes da nossa música brasileira.
Participou de alguns importantes projetos coletivos de discos como "Asas da América", "Cantoria" e "O Grande Encontro", além de fazer parte de várias coletâneas.
Mesmo não estando na boca da mídia nem vendendo números astronômicos, Geraldo Azevedo já se firmou como uns dois maiores músicos nordestinos
da atualidade.
Tatiana Rocha Ai Que Saudade Docê Bicho de Sete Cabeças Canção da Despedida Canta Coração Caravana Chorando e Cantando Dia Branco Moça Bonita Página Oficial: http://www.geraldoazevedo.com.br Informações: mpbnet@cambui.com.br Região Estilo Índice Geral HomePage
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<DOC DOCID="HAREM-41L-00302">
Mas para além dos temas desse álbum, e em particular da versão minimalista de «All apologies», um original de Kurt Cobain que Sinéad adoptou já depois da morte do líder dos Nirvana, espera-se ainda a interpretação de algumas das outras canções que a tornaram notada, em particular as do álbum «I Do Not Want What I Haven' t Got» (que continha «Nothing Compares 2 U já que as do trabalho que se seguiu, «Am I Not Your Girl?», constituído apenas por versões de velhos clássicos da música popular acompanhados por orquestra, deverão ficar de fora, por razões óbvias. 
 
Sinéad O' Connor 
Coliseu dos Recreios, Lisboa,  domingo, 25 de Junho, 22h 
Num país com mais de sete mil ilhas e onde os golpes de Estado se foram sucedendo quase mensalmente nos anos 80 e onde a guerrilha fundamentalista islâmica avança na zona meridional do arquipélago, os incidentes de ontem permitiram à comissão de eleições dizer que «o dia foi relativamente calmo». 
 
Os cinco mortos e 26 feridos foram vítimas aparentes da guerrilha independentista muçulmana, que atacou com fogo de morteiro várias localidades nas ilhas de Mindanao, Sulu e Jolo, de maioria muçulmana. 
Nas eleições locais de 1988, ocorreram 149 mortos, e nas presidenciais de 1992 o balanço foi de 63 mortos. 
 
Olhem para o «Gil» 
No Porto, a gare do aeroporto de Pedras Rubras era ontem pequena demais para albergar a confusão de gente que a inundou. 
Havia bichas para tudo, desde a tabacaria até aos bares, onde as provisões mostravam uma perigosa tendência para se esgotar. 
As pessoas viam-se obrigadas a improvisar lugares para esperar os aviões que se iam atrasando. 
Atrasos que, segundo as informações recolhidas junto dos balcões da TAP e da ANA, não se deviam à greve dos pilotos, mas ao elevado volume de tráfego e a um elemento que tem mais poder sobre os céus que os pilotos: o nevoeiro. 
 
Os passageiros que se preparavam para partir, na sua esmagadora maioria, para férias não se mostravam muito preocupados com os atrasos que nalguns casos ultrapassavam as três horas. 
E quanto à tão falada questão de segurança, pelo menos Andreia Silva, de partida para Dublin, garantia que «não havia meio de transporte mais seguro» e aludia ao acidente da madrugada na portagem dos Carvalhos para exemplificar como viajar por terra é mais perigoso do que pelo ar. 
Mesmo o «Gil», a mascote da EXPO 98, de braços abertos junto à zona das partidas, parecia concordar com ela. 
 
Sem os necessários e competentes requisitos técnicos e a adequada experiência para o exercício daquele complexo e difícil cargo, dadas as suas exíguas habilitações, e sem um mínimo de conhecimentos de gestão, este mesmo senhor tem vindo a «gerir» a dita instituição de maneira desastrada, discricionária e inábil, transformando mesmo aquela jóia do património duriense numa casa arruinada! 
É confrangedor olharmos hoje em dia para os meios de comunicação social e verificarmos o caos financeiro em que se encontra atolada aquela casa de tão nobres tradições. 
São notícias de penhoras, pelos tribunais, execuções fiscais, montes de dívidas à banca e à Segurança Social, esbanjamento de vários milhões em negócios pouco claros com a Real Companhia Velha, etc. etc. 
Uma gestão calamitosa e incrivelmente ruinosa que os vinicultores durienses deveriam responsabilizar criminalmente! 
 
Mas o que é mais espantoso no meio de tudo isto é que toda esta bagunça provocada pelo senhor Mesquita Montes tem contado com a complacência dos sucessivos governos, nomeadamente os seus vários  ministros e secretários de Estado da tutela! 
Tem contado também com o completo alheamento do Parlamento, que tão pressuroso se mostra, por vezes, a discutir assuntos de «lana caprina» e nada faz para esclarecer este monstruoso escândalo! 
 
E o mau exemplo dos Estados Unidos impede que a maior potência militar possa herdar a tarefa de controlar os conflitos que persistem ou estejam a caminho. 
A partir de agora, as guerras como a de Angola ou da Bósnia são praticamente impossíveis de travar de fora e qualquer intervenção -- cirúrgica ou não, em nome da ONU ou não -- acarreta um grau de incerteza tão grande que, ao ser accionada, não só pode eternizar os fogos que se pretendiam extinguir como ainda desencadear incêndios em zonas dantes poupadas. 
 
Queima de Coimbra já tem programa 
Foi já em tom de festa que a Comissão Central da Queima das Fitas de Coimbra anunciou o pré-programa da grande celebração dos estudantes deste ano, que terá pela primeira vez uma mascote: um morcego de ar matreiro, que em sete «poses» diferentes retrata o estudante ao longo dos sete longos dias da Queima. 
Só da Serenata Monumental e do Sarau não se falou: 
a Comissão Central continua a contar com a participação da Secção de Fado, como exige o regulamento, afirmando desconhecer «oficialmente» a decisão daquela de não participar no programa da Queima das Fitas/96. 
Tudo por causa da atribuição a outro grupo académico, a Fan-Farra, de uma actividade que os Fados consideram sua: o Festival de Tunas (ver PÚBLICO de 23/2). 
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-28H-00303">
Matosinhos abre 10 parques infantis               
               
A Câmara de Matosinhos vai investir cerca de 120 mil contos na construção de dez parques infantis nas freguesias de Guifões, Perafita, S. Mamede de Infesta e Matosinhos.               
Os parques serão construídos nos complexos de habitação social de Sendim (três), Guarda, Cruz de Pau e Biquinha (dois em cada) e do Seixo (um).               
O projecto da autarquia prevê que os parques infantis sejam vedados, arborizados e dotados de equipamento urbano, como papeleiras, bancos de jardim e iluminação pública.               
Todos os brinquedos disponíveis para as crianças serão construídos em madeira, estando prevista a criação de uma área destinada aos mais pequenos (dos três aos seis anos) e outra para os mais velhos (dos seis aos dez anos).               
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-428-00312">
Acidentes Ambientais

Prevenir acidentes é uma das responsabilidades das empresas que manuseiam, transportam ou utilizam produtos poluentes e perigosos


19 de Agosto de 2003 - Auditório Pontes de Miranda - São Paulo


::Como Prevenir Acidentes no Transporte de Produtos Perigosos ::Como Agir em Situações de Emergência no Transporte, Armazenagem e Distribuição ::Como Investigar e Recuperar Áreas Atingidas


::Avaliar e Analisar os Riscos Ambientais


Objetivo

Debater os pontos emergenciais em relação ao meio ambiente, através de painéis e casos práticos, onde terá uma visão completa do processo de planejamento e prevenção de segurança ambiental e sua legislação.
Como valorar os danos, apresentação dos principais riscos e as soluções ligadas a toda a cadeia logística de grandes empresas, que manuseiam e transportam produtos químicos, petroquímicos, resíduos sólidos ou líquidos de alto risco de contaminação, visando a prevenção de acidentes dentro de vários modais.
Ainda estaremos enfocando a conscientização em qualidade, qualificação de fornecedores e atendimento emergencial.
Obterá soluções e estratégias para investir e redirecionar as questões de SMS e aprimorar a meta de prevenção de acidentes.

Público Alvo

Destina-se a profissionais da área técnica e estratégica de meio ambiente, exercendo atividades de regulação, fiscalização, auditoria, planejamento e controle ambiental, peritos judiciais ambientais.
Envolve áreas de SMS, Produção, Transporte, Estocagem, Recursos Hídricos, Serviços de Água e Esgoto, Florestas, Resíduos Sólidos, Mineração, Metalurgia, Siderurgia, Obras de Infra-Estrutura, Petróleo e Gás.
Advogados e Associações ligadas ao Meio Ambiente.

Programa do Seminário


8h30 Recepção aos Participantes


9h00 Início do Seminário pelo presidente de mesa


Paulo Finotti


Presidente


Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA


9h05 O Conama como Fórum dos Grandes Pactos Ambientais Nacionais :: O sistema nacional do meio ambiente - SISNAMA e o Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA :: Incumbências iniciais, composição atual e a legitimidade do CONAMA :: Competências atuais


:: A estrutura, missão institucional do CONAMA


:: Exemplos de resoluções: Proconve; EIA/RIMA; licenciamentos ambientais ;política nacional de resíduos sólidos ;mitigação de acidentes ambientais Paulo Finotti


Presidente


Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA


9h55 O Envolvimento do Operador Rodoviário e Prestador de Serviço em relação ao Meio Ambiente :: Responsabilidade civil e contratos de concessão em relação ao meio ambiente :: Implantação de sistemas, novos procedimentos para prevenir e minimizar ocorrências ambientais :: Convênio para fornecimento de mudas com o Instituto Florestal Hamilton Amadeo


Diretor Operacional


Concessionária Ecovias Imigrantes


10h45 Coffee Break


10h55 Aspectos Técnicos e Exigências Legais Vigentes sobre Danos Ambientais :: Responsabilidade civil, criminal, administrativa em danos ao meio ambiente :: Monitoramento ambiental durante a prestação de serviços :: Plano de gerenciamento de risco e programa de manutenção :: Estratégias de ação e a recuperação de meio ambiente Marco Antonio Gallão


Advogado


Grupo Ceam - Transporte de Produtos Perigosos


11h45 Gestão do Transporte de Produtos Perigosos


:: Conseqüências de acidentes no meio ambiente


:: Etapas de um atendimento de acidentes


:: Estudo de análise de risco


:: Exemplo de sistema de qualificação de transportadora José Luís Rabaneda


Diretor Executivo


Suatrans


12h35 Almoço


14h00 Painel de Debates da Daimlerchrysler do Brasil e seu Sistema de Gestão Ambiental com foco em Fornecedores e Prestadores de Serviços Carlos Fogolin


Supervisor da Área de Engenharia de Sistemas de Gestão e Meio Ambiente Daimler Chrysler do Brasil

Auditoria e Avaliação Ambiental de Prestadores de Serviços e Fornecedores::: De que forma avaliar e garantir a responsabilidade ambiental dos prestadores de serviços que destinam resíduos perigosos minimizando o risco de danos ao meio ambiente assim como a imagem da empresa :: Metodologia de Trabalho.

Etapas que compreendem a avaliação ambiental :: Critérios quantitativos e qualitativos

:: Feedback aos prestadores de serviços e fornecedores


:: Auditoria ambiental de conformidade legal


:: Consultoria e acompanhamento técnico


:: Resultados atuais e PERSPECTIVAS FUTURAS


Alessandra Costa


Engenheira de Meio Ambiente


Daimler Chrysler do Brasil

15h00 Responsabilidade Civil e Penal por Danos Ambientais :: Distinção entre a responsabilidade civil, administrativa e penal por danos ambientais :: Responsabilidade ambiental e princípios jurídicos para a mensuração do dano e ações civis de proteção :: Responsabilidade penal das pessoas jurídicas e seus problemas.
A lei 9.605/98.

:: Casos Práticos

Toshio Mukai


Advogado


Mukai Advogados Associados


15h50 Coffee Break


16h00 Grandes Conquistas na Área Ambiental através de Novos Sistema de Gestão e Investimentos com vistas à Prevenção de Emergências :: Sistemas de gestão: custos operacionais e novos investimentos :: Aplicando as práticas gerenciais: pesquisas, produção, armazenagem, transporte, manuseio, utilização :: Redução de riscos decorrentes de atividade ligadas ao transporte e armazenagem do petróleo e derivados Jorge Ibirajara E. Coelho


Consultor Técnico


Petrobras/ Transpetro

16h50 Acidentes Ambientais: Sistema de Atendimento a Acidentes e Emergências do IBAMA - PROATEND.

:: Ações imediatas pós-evento, potencial de gravidade

:: O processo da investigação


:: Avaliação de Danos Ambientais

:: Plano de ação corretivo / preventivo.

Indicadores de desempenho: seleção e evolução :: Casos Práticos: REFUC, FCA, CATAGUASES

Jõao Batista Drummond Câmara


Coordenador de Controle e Qualidade Ambiental


Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA


17h40 Encerramento do seminário

Informações Gerais:

19 de agosto de 2003 das 8h30 às 17h40


Auditório Pontes de Miranda - Alameda Santos ,2.400 - Cerqueira César Incluso: material didático, coffee-break, almoço, certificado e estacionamento

Apoio:

Apoio: ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Concedido desconto de 20% para seus associados.

Inscrições e forma de pagamento


Consulte-nos


Toll Free: 0800.143040 - (11) 3067.6700


e-mail: telemarketing@mission.com.br


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Este curso poderá ser realizado In Company


contate-nos: (11) 3067.6918

«A Mission reserva-se o direito de alterar o programa sem aviso prévio e de não entregar parte da documentação por motivos alheios a sua vontade.»
Caso não queira receber mais e-mails, clique em Clique para excluir e seu endereço será removido automaticamente.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-912-00313">
Pagina dos Dinossauros (Tutorial sobre HTML)
 DINOSAUR´S WEB "Os répteis são criaturas repugnantes por causa de seu corpo frio, coloração pálida, pele asquerosa, cheiro incômodo, esconderijos miseráveis e veneno terrível;
seu Criador, portanto, não exerceu o poder de criar muitos deles" (Linnaeus, 1797) Esta é a página dos velociraptores, tiranossauros e pterossauros.
Aqui você encontra tudo sobre dinossauros...
bem, hmmm...
na verdade, este é só um exemplo para você aprender HTML.
Se você realmente procura algo sobre dinossauros, sugiro que procure no índice do Yahoo ou faça uma busca no WebCrawler, ou veja os links no
final desta página.
Este é mais um parágrafo da página sobre dinossauros.
Dinossauros eram animais enormes que habitavam a terra há milhões de anos atrás.
A grande maioria deles se alimentavam de plantas e insetos, mas havia também espécies carnívoras que se alimentavam d os outros.
Sumário Períodos da Era Mesozóica Lista de Dinossauros Tabela Imagens Outras fontes de informação Períodos da Era Mesozóica Triássico: de 250 a 208 milhões de anos atrás.
Jurássico: de 208 a 144 milhões de anos atrás Cretáceo: de 144 a 66 milhões de anos atrás Lista de Dinossauros Tabela de Dinossauros Dinossauro Nome Científico Período Tiranossauro Tyranossaurus Rex Cretáceo Velociraptor não sei Cretáceo Tabela 1 Imagens de Dinossauros Este é um Estegosauro: , animal do grupo Ornitischia do final do período Jurássico.
A figura do estegossauro foi incluída neste parágrafo sem alinhamento vertical.
O Triceratops , dinossauro do grupo Ornitischia que viveu na America do Norte no final do período Cretáceo, foi incluído neste parágrafo com
alinhamento pelo meio da linha.
O Apatossauro (ou brontossauro) é um dinossauro do grupo Saurischia, que viveu no período Jurássico.
Neste parágrafo ele foi alinhado com a parte de cima da linha.
Finalmente, esta barata (Arghh!
) também foi alinhada pelo meio (não sei se a barata é dinossauro, mas não resisti em colocá-la aqui).
Se você clicar sobre a barata, re ceberá uma barata maior!
Outras Fontes de Informação Se você realmente procura alguma coisa um pouco mais séria sobre dinossauros, confira o Dinosaur Hall.
Se procura imagens e informações sobre o filme Parque dos Dinossauros , veja Billy´s Place of Info and Pictures.
Finalmente, se você quer entrar para o clube da Sabedoria dos Dinossauros e escolher seu dinissauro preferido, vá para a Saurintology Page.
Volta para Tutorial.
Para mais informações entre em contato com dino@raptor.ingen.com.
(endereço fictício) Criado em 31 de fevereiro de 75.340.522 A.C. (Cretáceo)
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22K-00320">
P - E como é que era a casa da infância, o local, assim... o  que  é  que  o senhor lembra da casa da infância?

R - Bom, eu morei de  48  até  54  numa  casa  grande,  na  Brigadeiro  Luís Antônio, e... pela idade e pela, e pelo fato de ser na rampa  da  Brigadeiro Luís Antônio, eu não tinha acesso  à  rua,  então  a  gente  se  limitava  a brincar dentro de casa. Em 54 nós mudamos para uma  travessa  da  Brigadeiro Luís Antônio, mais lá embaixo, que era a Rua Honduras. E lá  era  uma  casa, era um lugar plano, e onde eu já tinha uma idadezinha que dava para  começar a andar de  bicicleta,  enfim...  São  Paulo  naquela  época  não  tinha  os problemas de hoje, a gente tinha acesso a jogar futebol na rua, jogar  taco, ... enfim, brincar com a vizinhança, era uma vida extremamente saudável.  Eu morei ali até 67, e passei praticamente minha puberdade e adolescência  ali. E... fizemos muitas besteiras, tipo arrumar briga  com  outras  turmas,  ... aprontava coisa de moleque. Na época do DKW, existia o  olho  de  gato,  não sei se você chegou a conhecer, mas era uma peça que  quando  batia  o  farol iluminava, então, era moda roubar olho de gato dos  carros,  e  fazer  essas besteiradas, essas coisas de moleque, né.

P - Quantos irmãos, seu Gilberto?

R - Eu tenho três, e eu sou o mais velho, tenho mais dois irmãos homens,  um trabalha comigo, o caçula; o outro é médico,  dermatologista,  e  tenho  uma irmã. Minha irmã é a do meio, é a terceira.

P - Eu queria que o senhor contasse um pouco sobre a escola,  as  lembranças que o senhor tem da época da escola...

R - Da escola? Ich...! Isso vai ser puxado, ficar registrado... (riso)  Bom, no tempo de escola, eu estudei  no  Colégio  Dante  Alighieri,  ...  durante muitos anos; quando eu me formei no curso  secundário,  no  ginasial,  eu... não  queria  fazer  clássico  nem  científico,  então  eu  optei  por  fazer contabilidade. E o Dante Alighieri naquele  ano  estava  inaugurando  ...  o primeiro curso de contabilidade. E eu fiz, mas eu estava na  minha  fase  de 16/17 anos, é uma fase meio impulsiva, eu acabei repetindo de  ano.  No  ano seguinte eu quis me manter na contabilidade, mas não tinha número de  alunos  suficiente para manter  a  classe  de  contabilidade.  Então  eles  fundiram contabilidade com secretariado. E eu acabei estudando numa  classe  onde  só tinha eu de homem e 45 mulheres. (risos) E, coincidentemente, nesse ano  meu pai me deu um carro, na época, um Fissori. E... eu  estudando  secretariado, com 45 mulheres na classe, não precisa dizer o que  aconteceu,  não?  (riso) Eu acabei sendo expulso do Dante, e fui terminar no São Luís, e  aí  comecei a estudar à noite, e aí acabou um pouco da moleza. Depois  do  São  Luís  eu fui para o Mackenzie e acabei me formando lá.

P - O senhor começou a trabalhar com que idade?

R - Com 16 anos, 1964.

P - E onde o senhor começou a trabalhar?

R - Na própria loja, onde eu estou, no Rei do Armarinho.

P - E o Rei... eu queria que o senhor falasse um pouco da loja. A Ao Rei  do Armarinho foi fundada quando...

R - É, o Rei do Armarinho é uma loja bem antiga, foi fundada em  1926,  e... era uma loja pequena, quer dizer, com todas as dificuldades  da  época,  não existiam uma grande variedade no ramo e existia muita  concorrência.  Então, o cliente era praticamente pego na raça, na unha, na amizade, na  conquista: era uma cantada em  cima  do  cliente!  E  assim  o  Rei  do  Armarinho  foi crescendo, com muita luta, com  muita  garra,  com  muita  honestidade,  com muita disposição de vencer. E... com o decorrer dos  anos,  vamos  dizer,  a loja mudou para um endereço maior e... já com mais opções de  produtos,  com um pouco mais de funcionários,  ...  e  ela  veio  tomando  o  seu  rumo  de desenvolvimento. Há mais ou menos 35 anos, talvez  até  um  pouquinho  mais, meu pai comprou um terreno, na Cavalheiro Basílio Jafet,  junto  com  o  meu tio que é sócio, e resolveu construir um prédio  para  que  fosse  a  futura sede da empresa e que fosse um prédio próprio. E com muita luta,  com  muita dedicação, acompanhando a obra no  dia-a-dia,  se  construiu,  se  conseguiu construir esse prédio, onde atualmente a empresa se encontra, e aí se  mudou para lá usando metade do prédio e alugando a outra  metade  para  um  banco,  para que  ajudasse  a  custear  as  despesas  da  construção,  a  dívida  da construção. Aí, com o decorrer dos anos, aí  já  eu  trabalhando  lá,  vamos dizer, o banco resolveu mudar de lá, e  nós  resolvemos  usar  o  espaço  do banco expandindo a loja. E hoje a loja usa, além do prédio,  nós  adquirimos mais um vizinho e alugamos uma boa parte no fundo, mais  um  primeiro  andar enorme para depósito: a gente ocupa aproximadamente  5.000  m2.  É  uma  das  lojas mais antigas do ramo e ao mesmo tempo é uma das  lojas  mais  modernas do ramo, em termos de linha de produto, forma de atendimento,   a  gente  se  dedica demais sobre esse aspecto. Nós  fomos  a  primeira  loja  de  toda  a região central - caracterizando como empresa familiar -, a primeira  loja  a ter  computador  na  região  central.  Nós  pusemos  o  primeiro  computador funcionando em 1976. E desenvolvemos  bastante  sistemas,  partimos  de  uma forma muito séria para organização e...  é  uma  loja  que  é  absolutamente controlada por sistemas, com 18 para 19 anos de experiência  nisso.  Hoje  a gente tem tudo por scanner, por código de barras, enfim, os  processos  mais modernos. A gente procura estar sempre... e... estar  sempre,  vamos  dizer, naquilo que tem de mais moderno, que está ao alcance da gente. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouquinho antes, de  quando  o  senhor começou, em 64. Como é que era o Rei do Armarinho nessa época?  Como  era  a loja, as mercadorias que eram vendidas, o que é que o senhor fazia? 

R - Bom, eu comecei em 64, como um garoto rebelde! A  loja  era  bem  menor, tinha aproximadamente 17 funcionários é...e a gente, eu tentei  aprender  um pouco com cada funcionário, aprender o meu lugar  é...  porque  a  gente  no começo se achava filho do dono, e achava que mandava, e não era  bem  assim. E eu fui tendo que conquistar o meu espaço lá dentro, tendo que ser,  deixar de ser o filho do dono e  tentar  ser  o  Gilberto.  Isso  foi  uma  batalha difícil, ao longo dos anos, porque você,  se  impor  como  sendo  a  pessoa, requer muito mais de  você.  Você  tem  que  adquirir  esse  respeito,  essa confiança perante as pessoas, pessoas que estavam na empresa muito antes  de eu nascer, então realmente era difícil você conseguir atingir uma linha  que você pudesse comandá-los no futuro.
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<DOC DOCID="HAREM-425-00322">
Qual é o seu nome?

Ventura Pires da Cruz.

Local de nascimento?

Pisões.

Quando é que nasceu?

Dia 7 de Maio de 1939.

Qual é o nome do seu pai?

José Pires da Cruz.

Qual é o nome da sua mãe?

Aurintina Afonso.

Diga o nome dos seus avós?

Não me lembro.

Sabe a origem do nome da sua família?

Nos Pisões e em Brandim.

De onde vieram os seus avós?

O pai do meu pai era de Viade e a minha avó da Venda Nova.

De onde vieram os seu pais?

O meu pai de Pisões e a minha mãe de Brandim.

Quantos irmãos tem ?

Irmãos éramos sete e agora somos dois e uma irmã.

Descreva a casa onde morou durante a sua infância.

Era de 2 andares e feita de pau.

Quem morava na casa?

O meu pai, a minha mãe e os meus irmãos.

Como eram divididas as tarefas?

Um ia com as ovelhas, outras com as cabras e outros lavravam as terras.

Quais eram os momentos mais marcantes na sua família?

A primeira vez que calcei umas botas tinha 18 anos.

Em que local ficava a sua casa?

Ficava onde é a central.

Gostava da sua casa?

Gostava.

Qual era a actividade dos seus pais?

Trabalhavam na agricultura.

Quem tinha mais autoridade na família?

Era o pai.

Como descreveria o seu pai?

O meu pai era médio.

Como descreveria a sua mãe?

Era gorda.

Você relacionava-se melhor com algum deles? Porquê?

Mais com a mãe porque era mais boa.

Como descreveria os seus irmãos?

Eram bons.

Como era a relação entre vocês?

Dávamo-nos bem.

Convivia com que membros da família?

Com todos e com um bando de cabras e vacas.

Quais as actividades incentivadas pela sua família?

Gosto de lavrar com arados de paus.

Quando é que entrou na escola?

Entrei com 7 anos.

Qual foi a sua primeira escola?

Foi no Antigo de Viade.

Qual é a sua lembrança mais forte da escola?

De ir a pé e voltar a pé. Levava um saco com broa e carne forda.

Como é que descreveria a educação que recebeu?

Foi boa além de não haver comida.

Quais as principais características dessa educação?

Era dada pela mãe e do pai.

O que é que essa educação influenciou a sua personalidade?

Acho que havia mais educação.

Até que idade estudou?

Estudei pouco, entrei com 7 anos saí com 11 anos.

Como ia para a escola?

Ia a pé 7 km.

Como é que se descreveria como criança?

Era como vós hoje.

Como era a sua relação com os amigos?

Era malhar o corpo aos outros.

Como era a relação com a família?

Éramos amigos.

O que queria ser quando crescesse?

Motorista.

Quais eram as suas brincadeiras preferidas?

À choca e jogar à bola feita de trapos.

Quando é que saiu da casa dos seus pais? Porquê? Conte-nos como foi essa mudança de casa.

Saí quando tinha 18 anos porque queria ser independente. A mudança de casa foi triste.

É casado? Conte-nos como foi o seu casamento e o namoro.

Sou. Escrevíamos por cartas.

Tem filhos?

Tenho.

Tem netos?

Tenho 6 netos.

Quando é que chegou a Pisões?

Eu morei sempre aqui. Morei sempre na moagem no meio do monte.

Qual foi a sua primeira impressão da aldeia?

Foi sempre bonita.

Qual é a lembrança desta aldeia?

Eram os moinhos.

Como escolheu o queria fazer? Porquê?

Queria saber ler e escrever.

O que fez depois disso?

Fui tirar a carta de condução.

Gostaria de ter continuado a estudar?

Gostava.

Qual foi o seu primeiro trabalho?

Era ir com as cabras e lavrar nos campos do meu pai.

Foi escolha própria ou por pressão familiar?

Porque a família precisava.

Gosta do que faz profissionalmente?

Gostava do que fazia.

Se nascesse novamente escolheria a mesma profissão?

Não.

Com quem mora actualmente?

Com a mulher e com os filhos.

Actualmente, qual é a actividade mais importante da sua vida?

É ser motorista.

Quais são as suas principais preocupações?

É fazer tudo bem feito.

O que é que faz nas suas horas de lazer?

Vou ver os campos.

Qual é o seu maior desejo?

É comprar um bom carro.

O que espera da vida?

Que melhore.

Teve alguma decepção?

Sim.

Quais são os seus sonhos?

É que a vida corra melhor do que tem corrido.

Qual é a sua melhor qualidade?

É o descanso onde tenho pouco tempo para descansar.

Tem facilidade nos relacionamentos?

Não.

Como descreveria a sua vida hoje?

Que a vida hoje é mais fácil

O que achou da entrevista?

Muito boa.
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<DOC DOCID="HAREM-718-00325">
A.Casa.do.Mp3@trd.sintef.no

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<DOC DOCID="HAREM-12J-00329">
Benetton volta a chocar com cartaz
A Benetton volta a provocar polêmica com um cartaz da série «United Collors».
Desta vez, com uma camiseta branca furada a bala e empapada de sangue acima de calças militares.
A empresa informou que a roupa era de Marinko Gagro, soldado croata-bósnio morto em julho do ano passado.

«L'Osservatore Romano», o jornal do Vaticano, qualificou a campanha de US$ 15 milhões como «terrorismo de imagem».
Os franceses «Le Monde» e «Le Figaro» e o alemão «Frankfurter Allgemeine» recusaram o anúncio.

Ilmar Galvão e Moreira Alves votaram pela concessão do mandato de segurança.
Eles sustentaram que a renúncia interrompeu o processo de impeachment.

Moreira Alves também votou a favor de Collor em outros dois mandatos de segurança, mas foi vencido nos dois julgamentos.

Aquele pensamento provocou-me um arrepio estranho e delicioso.
Não falei nada, mas visualizei a Sra. Oke, sentada no salão amarelo, o mesmo salão onde nenhum Oke de Okehurst exceto ela ousava permanecer sozinho, envergando o vestido de sua antepassada e confrontando-se, por assim dizer, com aquela coisa vaga, plangente, que parecia permear o aposento ... aquela vaga presença -- assim me parecia do galante poeta assassinado.
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<DOC DOCID="HAREM-13H-00339">
Grupo Recreativo e Cultural de Alvito recebe certificado do INATEL 

O Grupo Recreativo e Cultural de Alvito -- S. Pedro, em Barcelos, recebe sábado, pelas 21h30, o Certificado de Inscrição como Centro de Cultura e Desporto do INATEL .
No final da cerimónia, que vai decorrer na sede da colectividade, o Grupo de Teatro do Centro Recreativo e Cultural de Campelos, Guimarães, apresenta a peça "Catrineta vai à Expo" .
Para o mesmo dia, mas às 21h00, está agendada a actuação do grupo musical "Água viva", de Lamaçães, na Associação Cultural e Recreativa de Parada de Bouro, em Vieira do Minho .
Meia hora depois, o grupo musical "Os Rouxinóis", de Vimieiro, actua na Vila do Gerês .
No mesmo local, mas dia 14, às 16h00, realiza-se um espectáculo pelo grupo "Almas Gémias", de Braga .
Estas duas últimas iniciativas são especialmente dedicadas aos participantes na prova de orientação denominada "Curta/99" .

Turismo social tem vagas disponíveis 

O INATEL tem ainda algumas vagas para viagens, no âmbito do turismo social Outono/Inverno, cujas inscrições podem ser feitas na delegação de Braga daquela organização, na Avenida Central, por telefone ou ainda via fax .
De 13 a 20 de Março decorre um programa de férias no Algarve, com partida prevista de Braga para as 8h00 do dia 13 .
A viagem, organizada em colaboração com a delegação de Viana do Castelo, inclui alojamento em Albufeira e o preço é de 40 mil escudos por pessoa, em quarto duplo .
Para o período entre 30 de Março e 1 de Abril está marcada uma viagem à Serra de Estrela, com partida de Braga marcada para as 9h00 .
A excursão, organizada simultaneamente pelas delegações do Porto e Viana do Castelo, tem o preço de aproximadamente 21 mil escudos por pessoa, em quarto duplo .
Entre os dias 4 e 11 de Abril realiza-se uma viagem a Palma de Maiorca, em Espanha, organizada conjuntamente com as delegações do Porto e Viana do Castelo, cujo preço por pessoa, em quarto duplo, é de cerca de 70 mil escudos .
Para o período entre 5 e 10 de Abril está agendada uma excursão às ilhas da Madeira e Porto Santo, em que cada pessoa, em quarto duplo, terá de pagar aproximadamente 72 mil escudos .
A 17 de Abril realiza-se um cruzeiro pelo rio Douro, estando a saída de Braga marcada para as 6h45, com o preço por pessoa de cerca de 15 contos .
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-041-00358">
Jorge Alexandre Cabrita Morgado
Jorge Alexandre Cabrita Morgado Comunicação entre Grupos de Processos Utilizando o Modelo Editor-Assinante. Tese submetida para provas de mestrado em Informática Departamento de Informática Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Março de 2000. Sumário Os canais de mensagens constituem uma abstracção que permite suportar a coordenação entre aplicações distribuídas sem obrigar à associação explícita entre os intervenientes. De acordo com esta abstracção, as aplicações interagem através de um terceiro componente, designado por canal, que recolhe mensagens publicadas por processos editores e as entrega a processos assinantes. Os canais de mensagens podem ser voláteis, caso em que as mensagens publicadas são entregues apenas aos assinantes activos no momento da publicação, ou persistentes, caso em que o canal armazena as mensagens para posteriormente serem recuperadas por assinantes que se encontrem inactivos no momento da publicação.
Este trabalho propõe uma arquitectura que permite acrescentar características de persistência a canais de mensagens voláteis tirando partido de mecanismos de comunicação fiável entre grupos de processos. A arquitectura executa o armazenamento de mensagens assincronamente, fora do caminho crítico das mensagens trocadas entre os editores e assinantes activos. Uma concretização da arquitectura é proposta para o iBus, um sistema de canais de mensagens voláteis desenvolvido em Java. Publicações Comunicação entre Grupos de Processos Utilizando o Modelo Editor-Assinante J. Morgado . Tese de Mestrado. Departamento de Informática Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Março, 2000. Available BibTeX , thesis (gzip postscript). Canais de Mensagens Persistentes para Sistemas Distribuídos Tolerantes a Faltas J. Morgado and L. Rodrigues. Actas da Segunda Conferência sobre Redes de Computadores (CRC'99) October, 1999, Évora, Portugal Available BibTeX , extended report (gzip postscript). Código Código do protótipo realizado e instruções de instalação disponíveis aqui . Localização actual
KPNQwest Schweiz AG P.O. Box 1600, Hohlstrasse 550, CH-8048 Zurich Tel: +41-1-439 439 0, Fax: +41-1-439 439 1 Jorge Morgado, Network Engineer E-Mail: jorge.morgado@kpnqwest.ch
Luís Rodrigues
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<DOC DOCID="HAREM-24H-00361">
Macedo de Cavaleiros amplia praia fluvial 

A Câmara de Macedo de Cavaleiros vai ampliar a praia fluvial do Azibo, num investimento superior a 40 mil contos que pretende dar resposta à procura que se verifica no Verão.
A praia, situada no Parque Natureza do Azibo, tornou-se na área mais atractiva do concelho e uma das principais apostas da autarquia, que já ali investiu cerca de 400 mil contos na criação da área protegida e em infraestruturas de lazer .
A zona da albufeira, que é actualmente utilizada pelos banhistas, um parque de merendas, um cais, acessos e zonas de estacionamento são alguns dos melhoramentos já concretizados .
O investimento agora anunciado justifica-se porque, segundo Luís Vaz, presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, «tem-se verificado que as condições existentes já não dão resposta ao número de pessoas que durante o Verão utiliza o local» .
Segundo o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, já estarão, no entanto, em curso nessa altura as obras de ampliação da praia fluvial, das zonas de estacionamento e de criação de novos acessos ao local» .
Luís Vaz referiu ainda que, «no futuro, o mais provável é que seja necessário construir uma nova praia fluvial no lado oposto da que actualmente existe», mas acrescentou que, «apesar de já se ter pensado nisso, o projecto demorará o seu tempo» .
A instalação de uma escola de desportos naúticos e de um parque de campismo são outros dos projectos da autarquia para o local .
Relativamente ao parque de campismo, o projecto previsto há vários anos obrigou ao pedido de revisão do plano de ordenamento do Parque Natureza do Azibo, já que o actual obrigava a um elevado investimento para a sua concretização .
«Seriam necessários mais de 400 mil contos para construir o parque no local previsto no actual plano de ordenamento devido às condições adversas do terreno, o que tornaria o projecto inviável», salientou o autarca .
Segundo Luís Vaz, «com a revisão do plano, já autorizada pelos secretários de Estado, será possível escolher um local mais adequado e menos dispendioso» .
Nessa perspectiva, o parque de campismo, inicialmente previsto para a zona de Santa Combinha, passará para a área de Podence, junto do IP4 (Porto/Bragança) .
A reabilitação da aldeia de Santa Combinha, um dos principais núcleos do Parque Natureza do Azibo, é outro dos investimentos previstos no projecto global, mas que ainda não foi concretizado, por falta de dotação financeira da administração central .
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<DOC DOCID="HAREM-641-00368">
BuBix.net
BuBix.net - Revista Online http://www.bubix.net
 Governo chinês quer alternativa ao Windows
 Colocado em Net&amp;Tek por Miguel Silva Costa em Quarta, Julho 31 2002 @ 11:21 WEST Informação sobre Internet e Tecnologia De acordo com um jornal chinês, o governo daquele país planeia criar um sistema operativo que concorra com o Windows, da Microsoft. Especialistas acreditam que o sistema poderia ser criado a partir de programas já disponíveis gratuitamente na internet. 
 O "Diário do Povo", que está relacionado com o governo chinês, deu a conhecer que um grupo de 18 empresas e universidades chinesas começaram a trabalhar no projecto. Segundo a publicação, o sistema imitará o Windows 98 e será compatível com os programas do Office (Word, Excel, PowerPoint etc.). Segundo o texto, os criadores do programa desejam enfraquecer o domínio da Microsoft no mercado chinês. A reportagem enfatiza: "O monopólio dos programas de escritório será rompido". Uma versão de testes, que se chama Yangfan, supostamente já estaria em uso em algumas repartições públicas da China.
Segundo a empresa de análises IDC, o sistema operacional chinês poderá ser baseado no Linux. Já existe uma versão chinesa para o Linux: a Red Flag . O programa Wine, que permite instalar programas do Windows no Linux, poderia ser empregado pelo governo chinês.
Criar uma cópia exacta do Windows 98 seria demorado, complexo, com muitos custos e cheio de problemas a nível legal. Mesmo se os programadores conseguissem fazer um clone a partir do zero, não conseguiriam saber ao certo quais os programas que iriam funcionar no sistema. Isto acotnece porque a Microsoft não publica todas as características internas do Windows.
Tim Harris, que é especialista em sistemas operativos na Universidade de Cambridge, acredita que fazer uma réplica de um sistema inteiro seria muito difícil. "Chegar a algo que fosse estável e fiável o bastante para os utilizadores seria uma tarefa gigantesca", diz.
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<DOC DOCID="HAREM-31J-00371">
Eletropaulo
Em entrevista à Folha, Angarita elogiou a iniciativa do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, que articulou uma ação judicial para tentar suspender a venda de ações da Eletropaulo.

Cutler admitiu que as conversas entre funcionários da Casa Branca e do Tesouro sobre investigações sobre o banco de McDougal não eram «recomendáveis», mas não constituíram crime.
Essas conversas levaram em março à demissão de Bernard Nussbaum, amigo da primeira-dama, do cargo de assessor jurídico da Casa Branca.

Fiske começou seu trabalho em 20 de janeiro.
Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso Whitewater começa a funcionar dia 29.

O relatório não diz se as reuniões entre funcionários da Casa Branca e do Tesouro violaram a ética.
O secretário do Tesouro, Lloyd Bentsen, disse que a questão ética vai ser examinada agora.
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<DOC DOCID="HAREM-611-00376">
Instituto da Cooperação Portuguesa
ATRIBUIÇÕES
1. O Instituto prossegue as seguintes atribuições:
a) Participação na definição das políticas de cooperação com os países em desenvolvimento;
b) Enquadramento da execução das acções, projectos e programas de ajuda ao desenvolvimento e de cooperação empresarial, no âmbito das políticas de cooperação definidas para os países em desenvolvimento;
c) Coordenação, acompanhamento da excução e avaliação das acções, projectos e programas de cooperação promovidos por órgãos do Estado e serviços públicos;
d) Promoção e execução de acções, projectos e programas de cooperação para o desenvolvimento;
e) Promoção, coordenação e execução de programas de formação de pessoal de países beneficiários da ajuda externa portuguesa e de recrutamento de agentes da cooperação;
f) Preparação e coordenação da negociação dos acordos de cooperação em articulação com os competentes departamentos do Estado;
g) Participação nas organizações internacionais que prossigam objectivos de cooperação para o desenvolvimento, sem prejuízo da competência do Ministério das Finanças no referente às instituições financeiras internacionais;
h) Prestação de apoio aos promotores da cooperação, publicos ou privados;
I) Centralização da informação relacionada com o esforço financeiro global da cooperação portuguesa.
2. No âmbito das suas atribuições o Instituto assegura a representação do Estado Português nas organizações internacionais, sem prejuízo das competências do Ministério das Finanças no referente às instituições financeiras internacionais.&amp;acute;
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<DOC DOCID="HAREM-071-00386">
Uma vila no Interior
Um simbolo de grande beleza
As terras de S. Martinho foram povoadas desde remotas eras, graças à fertilidade do rio Bestança e à facilidade de defesas naturais e pontos estratégicos como a Pena ou Pedra Sobreposta, em Paus, e a Mogueira, perto de S. Martinho.
No morro da Mogueira há vestígios evidentes da presença dos Celtas, e dos Romanos.
Trata-se de um castro romanizado.
A estes povos seguiram-se os Suevos, os Visigodos, depois os Mouros que lhe deram o nome, e por fim, os povoadores cristãos da Reconquista.Atendendo ao nome «S. Martinho», pode concluir-se que deve ter sido paróquia desde os primórdios da cristianização destas paragens.
Paus, S. João e Gosende eram, nessa época, simples povoados desta freguesia.
Dada a sua fertilidade, os Mouros com todas as suas forças a reconquista cristã, motivo pelo qual, sendo já cristão todo o noroeste(de Resende ao Porto) e estando ainda S. Martinho nas mãos dos Mouros, os cristãos de Resende, falando de S. Martinho, lhe chamavam de «Mouros».
Após a reconquista, em 1058, tentou-se o repovoamento com a doação de terras a senhores da nobreza, concretamente com as Honras de Cardoso, de Cantim, de Fonseca, de Paredes e de Temonde.
S. Martinho foi concelho desde tempos anteriores à nacionalidade, pois recebeu foral de Fernando Magno, confirmado por D. Teresa em 1 de Março de 1121, e novo foral do rei D. Manuel em 20 de Outubro de 1513.
Foi também julgado medieval, abrangendo uma longa faixa de território, desde o Douro à cruz do Rossão no montemuro, e desde a serra das Meadas a terras do concelho de Aregos e da honra de Resende.
O julgado foi suprimido por decreto de 28 de Dezembro de 1840 e incorporado na comarca de Lamego e o concelho foi extinto em 24 de Outubro de 1855, data em que, tanto o concelho como o julgado passaram a fazer parte do concelho e da comarca de Resende.
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<DOC DOCID="HAREM-941-00390">
Novalec
Novalec - Electrónica Industrial de Protecção e Comando, Lda. Página Inicial Produtos Contactos Contacte-nos
Quem somos
A NOVALEC foi fundada em 1991 e dedica-se à comercialização de equipamentos e produtos nos ramos da electrónica industrial, automação, instrumentação, relojoaria industrial e também no desenvolvimento de projectos específicos nestas áreas. A nossa área geográfica de actuação é o centro do País, estendendo-se desde a linha imaginária Santarém - Portalegre até à IP5. A NOVALEC está sediada em Leiria (Guimarota), numa zona central (junto do MacDonalds), de fácil acesso, com bons estacionamentos e próximo das principais vias de comunicação da cidade.
O que fazemos
A NOVALEC apresenta-se no mercado como representante exclusivo na sua área de todos os produtos representados pela Infocontrol. Temos como missão apresentar soluções inovadoras aos nossos clientes, contando para isso com a qualidade dos produtos e do know-how de toda uma equipa técnica de mais de 10 engenheiros. Prestamos consultoria nas áreas das nossas especialidades, tendo como objectivo fundamental a satisfação e confiança dos nossos clientes. Um lugar importante na nossa actividade é atribuido à formação e à realização de seminários técnicos sobre os nossos produtos. São de realçar os seminários recentes sobre sobretensões e a qualidade da energia.
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Numa altura em que as necessidades de competitividade, qualidade e competência são preocupações primordiais de todos os que querem ter um papel activo no desenvolvimento da indústria Nacional, pretendemos cada vez mais estar presente junto dos nossos clientes, para em conjunto fazermos face aos seus problemas do dia a dia.
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<DOC DOCID="HAREM-511-00404">
Recolhas de Domingos Morais - arquivo DMWDR87
Recolhas de Domingos Morais - arquivo DMWDR87 Músicas recolhidas nos Açores Neste arquivo tornam-se disponíveis os fonogramas em MP3 e respectiva informação associada (título, data, músicos, duração, local de registo, tipo). Arquivo catálogo geral - informação completa acerca de cada fonograma Directoria com os mp3 originais (202 músicas) Informação contida nos CDs - Track, título, duração, local.
procurar contendo...
Domingos Morais (Novembro de 2000) domingos@eselx.ipl.pt José João Almeida jj@di.uminho.pt História do projecto
Em Outubro de 1987, o Departamento de Música Popular da Westdeutscher Rundfunk de Colónia (Alemanha), uma instituição pública sem fins comerciais, que incluía na sua programação semanal cerca de 12 horas dedicadas a música étnica de todo o mundo, apoiou uma missão de recolha de música popular portuguesa nos Açores (Terceira, Flores, S. Miguel e Stª Maria). O objectivo era gravar música e músicos que não tinham acesso a gravações de editoras comerciais para a realização de programas semanais de cerca de 50 minutos dedicados à música popular que se faz em Portugal.
A direcção científica do projecto foi assegurada por Domingos Morais, que seleccionou as situações a documentar e a preparação das sessões de gravação com os participantes. Walburga Manemmann, da WDR de Köln, responsável pela programação daquela estação de rádio alemã, acompanhou a equipa técnica e realizou posteriormente uma série de programas sobre Portugal. José Pedro Caiado coligiu as notas que acompanham os fonogramas. Uma cópia das gravações efectuadas foi oferecida ao Centro de Estudos de Etnologia, para consulta e divulgação, desde que sem fins comerciais.
Nota: Em Novembro de 2.000 todas as gravações foram digitalizadas e organizadas por ordem cronológica da data da recolha, em CD. Uma base de dados com todas as informações de que dispomos permite informar os interessados de todos os detalhes. Qualquer utilização destes fonogramas, para além da consulta e cópia pessoal para fins educativos ou de investigação, deverá ser previamente autorizada pela WDR, sediada em Appellhofplatz 1 / 5000 Köln 1 / Alemanha.
©2001 Domingos Morais &amp;Alfarrábio
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<DOC DOCID="HAREM-709-00405">
Dom Casmurro
Machado de Assis

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CAPÍTULO PRIMEIRO / DO TÍTULO 

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso. 

-- Continue, disse eu acordando. 

-- Já acabei, murmurou ele. 

-- São muito bonitos. 

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: "Dom Casmurro, domingo vou jantar com você."--"Vou para Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renania; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo."--"Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça." 

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração - se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto. 
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<DOC DOCID="HAREM-117-00412">
O CRESCIMENTO DA INTERNET NO BRASIL
 Internet brasileira cresceu 4 mil por cento nos ultimos tres anos, diz Ibope Nos ultimos tres anos, o numero de usuarios brasileiros da Internet cresceu 
 4.000%, chegando aos 3,4 milhoes em meados de 98. 
 A progressao geometrica indica que a cada dia 3 mil novos internautas passam a utilizar a rede no pais. 
 Os dados sao da 3ª edicao da pesquisa Cade? 
 /Ibope, publicada em outubro deste ano. 
 No mundo, existem 151 milhoes de internautas, de acordo com a Nua Internet Systems, e na America Latina sao 8,5 milhoes de usuarios, segundo a Saatchi &amp; Saatchi. 
 Para 2001, os analistas preveem que o Brasil terá 7 milhoes de pessoas navegando na rede. 
 A pesquisa do Cade/Ibope talvez seja hoje o melhor termometro sobre o comportamento dos internautas brasileiros. 
 Alem de reunir um dos maiores portais da rede no pais com o maior instituto de pesquisas local, a metodologia do estudo vem sendo depurada a cada ano. 
 Mais mulheres na rede 
 Em 98 é interessante notar que a terceira edicao da analise aponta para um crescimento da populacao feminina online de 25% para 29%; a penetracao da rede nas escolas cresceu de 11% para 19%; e a utilizacao da Internet no ambiente de trabalho passou de 41% para 45%. 
 Mas tentar encontrar um denominador comum para os numeros sobre a Internet brasileira pode se transformar em tarefa herculea. 
 Alem da desatualizacao da maior parte dos estudos, as metodologias distintas e o crescimento acelerado nao deixam que a realidade ser traduzida em numeros. 
 O Comite Gestor, por exemplo, estima que existam menos de 2 milhoes de cidadaos brasileiros com acesso à Internet a partir do trabalho ou de casa. 
 Já o DataFolha indica a existencia de mais de 2 milhoes de usuarios e coloca a Internet brasileira no oitavo lugar do ranking mundial. 
 A Network Wizards aponta que, em julho de 98, havia 163.890 mil hosts de Internet no pais, o que significou crescimento de 42% sobre o ano anterior, e colocou o pais na 18º posicao no raking dos paises com maior concentracao de maquinas da rede do planeta. 
 Brasil, o primeiro apos EUA e Canadá 
 Nas Americas, o pais fica atras apenas dos EUA e Canadá. 
 O Internet Steering Comittee apontava em setembro de 97 a existencia de 
 24.183 nomes de dominio registrados no Brasil, numero que cresceu para 
 67.407 em dezembro de 98, de acordo com a Fundacao de Amparo à Pesquisa do Estado de SP (Fapesp). 
 A Associacao Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet) estima que existam menos de 400 provedores de acesso com operacoes em territorio nacional, sendo que nos proximos anos este mercado encolherá 50%. 
 Segundo a Abranet, cada provedor de acesso gera cerca de 25 empregos no pais, o que representaria novos 2 mil empregos nos ultimos dois anos. 
 Publicidade 
 Estatisticas dos provedores brasileiros indicam que a verba publicitaria destinada à midia online deverá ser de US$ 25 milhoes em 98. 
 100 milhoes. 
 De acordo com estudo da International Data Corp. (IDC), o numero de assinantes de servicos de Internet na America Latina deve crescer 90% em 99. 
 As contas dial-up devem aumentar 87% e as conexoes dedicadas 124%. 
 Para dar conta do crescimento acelerado, os provedores de acesso investiram em 98 cerca de US$ 6,3 milhoes em equipamentos de telecomunicacoes, segundo o IDC. 
 O que chama a atencao no mercado de provedores latino-americano é que o Brasil possui o maior indice de usuarios domesticos, com percentual de 79%. 
 A Febraban informa que, no final de 97, pelo menos 10 bancos ofereciam servicos relacionados à Internet, somando cerca de 3 milhoes de usuarios do home banking. 
 O numero, de acordo com a Modulo, representa 19% dos clientes de servicos bancarios naquela epoca. 
 A empresa estima que até o final de 99 cerca de 30% de todas as transacoes bancarias no pais serao executadas via Internet ou sistemas online baseados na rede 
 (CNN, 26/12 e publicado no JC Email 1177) 
 == A ANCIB DESEJA AOS SEUS ASSOCIADOS E AMIGOS UM 
 OTIMO 1999 
 Lista de discussao e divulgacao da ancib : ancib-l@alternex.com.br Va ate o site da ANCIB 
 ICQ , 25328270 
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<DOC DOCID="HAREM-125-00429">
Como se chama? 

Júlia Gonçalves Afonso.

Quantos anos tem? 

75 anos. 

Porque começou a tecer? Quem a ensinou? 

Comecei a tecer porque precisava. Tecia para me fazerem o trabalho com o gado. Punha-me ao pé das pessoas que teciam a chegar os fios para enfiarem as teias, e aprendi. 

Havia muitas tecedeiras naquela época? 

Havia. Em quase todas as casas havia tecedeiras. 

Quais as peças que teciam nos teares? 

Linho, mantas de farrapos, cobertores, cobertas e o burel. 

Essas peças eram para vender, ou para casa? 

A maior parte era para casa e para os amigos. Às vezes ia tecer até para aldeias de fora, para quem me pedia. 

Onde se guardavam? 

Guardavam-se nas caixas ou penduravam-se nas traves dos sobrados para não dar a traça nas peças de lã. 

Como se chamava ao conjunto dessas peças todas? 

Chamava-se a 'limpeza da casa'. 

Tinha grande valor a 'limpeza da casa'? 

Tinha muito valor, ainda hoje tem. Eu ainda tenho lençóis bordados e desfiados. Usavam-se para enfeitar a casa quando vinha o padre benzer na Páscoa. Eu até fazia renda de nó, parecido com uma rede e depois bordava-se por cima dessa rede. 

Hoje ainda tece? 

Ainda no outro dia teci, tenho uma peça posta. Mas a minha coluna não deixa. Estive dois dias no tear e agora estou bem mal. 

O que faz? 

Cobertas, cobertores, com linho comprado em fio ainda há pouco teci uma toalha para o padre Manuel. 

Quem costuma procurar estas peças para comprar? 

Se a gente as tivesse havia muito quem comprasse: emigrantes, turistas, etc. 

Acha importante participar em feiras de artesanato e exposições? 

Acho muito importante. Eu gostava muito. 

Diga algumas em que já participou? 

Já fui a Vila Real, Soajo, Gerês e em todas as feiras de Montalegre, até já fui convidada para Espanha. Tenho agora um convite para ir à Maia mas como a Câmara não dá transporte, não vou. 

De qual gostou mais? Porquê? 

Gostei muito da feira do Soajo. Foi bonito e muito alegre. 

Qual era o seu trabalho nestas feiras? Vendia as peças que levava? 

Numas tecia, noutras fazia croça e em algumas fazia croché. E expunha os trabalhos já feitos. Não nunca vendi nada. Custavam muito a fazer. A quem tocarem sempre me rezarão uma missa por alma. 

Acha que as pessoas se interessavam por estes trabalhos? 

Interessavam, gostavam muito de ver. Queriam comprar mas eu não vendia. 

Alguma das suas filhas sabe tecer? 

Sabe a Ana Maria. As outras casaram cedo. A Ana Maria tece mas se eu lhe puser a teia e para já só tece mantas de farrapos. Fui eu que lhe comprei o tear. Eu já fui monitora de um curso de tecedeiras em Montalegre. 

Sei que além de tecedeira também é croceira, aliás tem uma fotografia numa página da Internet, fale um pouco deste trabalho. 

As croças também davam muito trabalho. Eu gostava mais do tear. Mas os rendimentos eram poucos e tínhamos que nos agarrar a tudo. Além disso as croças faziam muita falta para nos abrigarmos no Inverno. Eram pesadas mas mais quentes que estas capas de borracha que usam hoje. Também fui monitora de um curso para croceiras a raparigas da minha aldeia e de fora. Além de croças fazia também as plainas. Neste curso chegamos a ir apanhar os 'jungos' a Paradela, Pisões, etc. Por esses lameiros todos, para ensinar a preparar e tratar os 'jungos'. 

Conte-nos um pouco da história da sua vida... 

Em pequena fui à escola a Viade, depois fui servir. Estive em casa do Pinto, em Brandim e depois em casa do Miranda cá em Parafita, estive lá muitos anos. Onde além dos trabalhos agrícolas, tecia, fazia croça e remendava os criados. Foi em casa dos Mirandas que conheci o meu marido que era de Brandim. Depois casei contra vontade da minha família. Trabalhou, o meu marido na barragem e mais tarde foi para França onde morreu (tinha a minha filha mais nova 2 anos). E eu fiquei sozinha com 8 filhos, cá os criei. Naquela altura não soube tratar dos documentos e não recebi nada. Mais tarde é que um advogado me tratou dos papéis e consegui tirar uma pequena reforma mas nesta altura já tinha os filhos criados.
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<DOC DOCID="HAREM-54K-00433">
Já Não Tenho Tempo nem Paciência para Responder a Certas Pessoas. 
Domingo, 28 de Novembro de 2004 

Bruno Prata 

O gabinete de Pinto da Costa está virado do avesso. Habitualmente organizado ao detalhe, com os troféus dispostos por ordem de importância nas prateleiras das estantes de madeira preta, tal como as molduras das fotografias - designadamente aquelas em que surge ao lado do Papa João Paulo II -, o espaço mais nobre do 14º andar da Torre das Antas parece ter, nesta manhã, os mesmos problemas de arrumação que a equipa portista vem mostrando esta época. Mas provavelmente mais fáceis de resolver, porque Pinto da Costa irá repor o método e a ordem no seu espaço presidencial dentro de dias, quando se mudar para o novo gabinete no Estádio do Dragão. Nesta segunda-feira, poucas horas antes de uma viagem para Moscovo, é preciso serpentear por entre caixotes empilhados à espera da mudança. 

Sentado à secretária, com uma vista panorâmica da zona oriental da cidade do Porto e da arquitectura única que Manuel Salgado soube dar ao Estádio do Dragão, tem o jornal aberto à sua frente. Deixa escapar uma gargalhada divertida: 

"Ninguém acreditava que a Brigitte Bardot ia dedicar-se aos cãezinhos e gatinhos aos 30 e tal anos e ela foi", leu, em voz alta e entre sorrisos, uma declaração do seu amigo Luís Filipe Menezes, a propósito da hipótese do autarca abandonar a vida política. "Então do que é que vamos falar?", perguntou, como se o mote da entrevista não estivesse bem definido: o livro que escreveu, "Largos Dias têm 100 anos", que será lançado a 4 de Dezembro. 

P - O que o convenceu a escrever a sua biografia? 

R - Sinceramente, esta ideia já me tinha sido proposta há muito tempo. O falecido e querido amigo Rui Guedes foi a primeira pessoa a propor-me fazer um livro sobre a minha vida desportiva, como ele lhe chamava. Não se concretizou, porque infelizmente ele faleceu. A seguir a esta proposta tive outras, mas nunca me entusiasmaram, até que o dr. Paradela de Abreu, o responsável pela editora, me falou disso com tanto entusiasmo e com tanta vontade de o fazer que realmente me convenceu e senti-me até sensibilizado pela forma como ele mostrou tanto interesse em fazê-lo. Foi uma experiência muito trabalhosa, porque decidi, de acordo com ele, ser eu mesmo a escrevê-la. Tenho caixas e caixas de manuscritos. Porque escrevia à noite, tirou-me muitas horas de sono, mas acho que foi curioso, foi uma ideia interessante e não estou arrependido. 
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<DOC DOCID="HAREM-714-00435">
 Governo discute hoje regras para conversão 
 Proprietários de imóveis e inquilinos se reúnem com Milton Dallari, assessor da Fazenda para preços, em SP 
 PAULO ROSA 
 Da Reportagem Local 

 Representantes do governo e de proprietários de imóveis e inquilinos se reúnem hoje na sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo, para discutir as regras de conversão dos aluguéis ainda não repactuados para a nova moeda, o real . 


 O assessor do Ministério da Fazenda para abastecimento e preços, José Milton Dallari, levará uma avaliação preliminar da proposta entregue na sexta-feira por entidades do setor . 


 Elas propõem a simples conversão para real, em 1º de julho, do valor que estiver sendo pago em cruzeiros reais, que serão corrigidos pelo indexador estipulado no contrato quando se completarem os seis meses desde o último reajuste . 


 Essa proposta, que a rigor manteria os aluguéis em valores de pico com a nova moeda, recebe resistências de profissionais ligados ao setor de locação . 


 "Ela é impossível de ser praticada" . 

 Inflação embutida 

 "Estamos falando de converter um cenário inflacionário para um de estabilidade", afirma Arruda Carneiro . 


 "Se a conversão for pelo pico, trazemos para a nova realidade toda a perspectiva de inflação que era embutida nos valores anteriormente", diz . 


 Para Arruda Carneiro, "a média nada mais é que estabilizar a moeda, manter o equilíbrio entre as partes" . 


 Outra fórmula, segundo o advogado, geraria muitas ações judiciais por parte de eventuais prejudicados, inquilinos ou proprietários . 


 "O governo foi muito inteligente até agora e não acredito que ele vá deixar essa brecha", afirma o advogado Arruda Carneiro . 


 A quebra de contrato, alegada para manter a correção integral da inflação e os índices de correção pactuados, vai acontecer de qualquer forma, diz o advogado, porque a moeda estipulada para o pagamento, o cruzeiro real, vai deixar de existir . 


 Logo, teoricamente, se poderia questionar que é impossível pagar o valor acordado . 


 Segundo Carneiro, eventuais desajustes, como valores convertidos ficarem abaixo dos de mercado, são problemas que devem ser resolvidos depois, entre as partes . 

 Intervenção 

 O diretor jurídico do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), Márcio Bueno, afirma que é difícil o governo aceitar a proposta de manutenção do reajuste integral nos valores dos aluguéis em cruzeiros reais quando chegar a nova moeda . 


 "O governo mexeu nos aluguéis em todos os planos anteriores e não acredito que agora seja diferente" . 


 Um indício é o artigo 36 da Medida Provisória da URV (Unidade Real de Valor), que impede que o resíduo de inflação em cruzeiros reais medido pelos índices tradicinais em julho seja aplicado aos contratos em geral . 


 O presidente do Creci, Roberto Capuano, afirma que a fórmula proposta por entidades do setor não é justa . 


 "Não leva em conta que os preços iniciais dos aluguéis embutiam um valor para compensar perdas com a inflação até a época do reajuste", diz o presidente do Creci . 


 Capuano também não entende como uma associação de inquilinos concorda com o projeto . 

 Inquilinos 

 O presidente da Associação dos Locatários de São Paulo, Plínio Rangel Pestana, acha absurda a iniciativa da Associação dos Inquilinos Intranquilos de aprovar proposta de correção integral dos aluguéis mesmo com o real . 


 "A alegação de que isso vai ajudar a trazer de volta imóveis fechados ao mercado e incentivar investimentos no setor é a mesma usada para aprovar a atual Lei do Inquilinato . 


 Pestana, que diz não ter sido convidado para a reunião de entidades que definiu a proposta, até desafia: "Me dêem os endereços dos 27 mil imóveis que dizem estar fechados em São Paulo" .
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<DOC DOCID="HAREM-92B-00437">
A Seroa é uma freguesia portuguesa do concelho de Paços de Ferreira, com 6,05 km² de área e 3 661 habitantes (2001). Densidade: 605,1 h/km².

Casas do Soeiro é uma freguesia portuguesa do concelho de Celorico da Beira, com 5,88 km² de área e 501 habitantes (2001). Densidade: 85,2 h/km².
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-71J-00465">
A verdade é simples.
Lula cresceu e prosperou enquanto tudo dava errado no país.
Fácil subir nos palanques, defendendo que é necessário «mudar tudo o que está aí».
Seu sucesso estava, essencialmente, sustentado no fracasso.

No clima de sinistrose, as fragilidades do PT não ficaram tão visíveis à opinião pública: a dificuldade de se fazerem alianças capazes de sustentar Lula quando virasse presidente; os aloprados que conquistaram posições estratégicas no partido; a falta de generalizada convicção sobre o valor da democracia.

No final da reunião, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, leu um documento de 45 parágrafos, pelo qual 140 países consideram que o crime organizado é o maior inimigo das democracias.

Segundo números da ONU, os cartéis do crime como a Máfia, a Yakuza japonesa e os cartéis de Cali e Medellín, na Colômbia, faturam anualmente US$ 750 bilhões em atividades ilícitas.

Os «contratos de gaveta», vistos pela CPI como mais um indício de que as empreiteiras atuavam em cartel, são compromissos sigilosos entre as empresas.
O sigilo é uma das exigências contratuais.
Além do contrato com a Servaz, há outros do mesmo tipo, envolvendo mais empreiteiras.
Os documentos foram encontrados em papel ou retirados de disquetes apreendidos na casa de Ailton Reis, diretor da Odebrecht.

Com a Servaz, segundo o documento obtido pela Folha a Odebrecht acerta o pagamento de US$ 110 mil mais uma porcentagem referente a obras de abastecimento de água em Roraima, ainda a serem licitadas.
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<DOC DOCID="HAREM-911-00469">
A APEVT
A APEVT -Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica edita três vezes por ano o Boletim INFORMAR. Esta publicação tem um carácter informativo e formativo, e orienta-se pelos seguintes objectivos: Difundir reflexões e experiências de natureza artística, científica, tecnológica e pedagógico-didáctica no âmbito da E.V.T. Divulgar iniciativas que ajudem à qualificação das práticas de ensino e aprendizagem da E.V.T. Informar os associados sobre as posições mais recentes da associação relativamente ao desenvolvimento do sistema de ensino. Divulgar propostas de formação específica para os docentes de E.V.T. O boletim é uma publicação aberta à participação de todos os nossos associados e colaboradores, podendo esta ser concretizada através do envio para a sede da nossa associação de sugestões, notícias, reflexões, experiências, artigos, informações úteis, etc. Pretendemos que o boletim -INFORMAR seja uma publicação dinâmica, onde a colaboração e intervenção de todos aqueles que nos lêem sirva para melhorar-mos o nosso trabalho adequando-o às expectativas, motivações e ansiedades dos docentes de E.V.T.
ÚLTIMA EDIÇÃO
inFormar nº 18 Julho 2002 SUMÁRIO
boletim
-Estatuto Editorial
-Área de Projecto.Concepção e gestão.Desafios à formação inicial e contínua de professores[José Pires]
-Concurso de projectos temáticos em Educação Visual e Tecnológica
-Encontros regionais da APEVT
-Centro de Formação
-Protocolo APEVT-Fundação Serralves
-A expressão criativa e o desenvolvimento da criança [Elsa Soares]
-Imaginário e Educação [Márcia da Silva Portugal]
-Orgãos sociais da APEVT
[REGRESSAR]
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<DOC DOCID="HAREM-824-00476">
 Mercosul, democracia e realismo 
 JOSÉ ARTUR DENOT MEDEIROS 

 O Mercosul já ultrapassou o que poderia ser chamado de sua fase heróica: o tempo das decisões seminais, das grandes definições conceituais, da passagem dos ideais abstratos para a práxis econômica . 
  Desde a assinatura do Tratado de Assunção, em 26/3/1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai lograram avanços em tantas áreas diferentes que, muitas vezes, parece difícil acreditar que tanto foi consegudido em tão pouco tempo . 
  Ainda resta é claro muito por fazer, porém se pode afirmar sem temor que o mais importante já foi concretizado . 


 Ao longo desses últimos meses, o processo integracionista foi ganhando dinâmica própria, que continuará a exigir decisões políticas difíceis . 


 No caso do Mercosul uma coisa é certa: bastaria seu êxito comercial para justificá-lo e para estimular sonhos ainda mais ambiciosos sobre o futuro da integração . 
  O comércio intraMercosul saltou de US$ 3,6 bilhões, em 1990, para US$ 8 bilhões, em 1993; e o volume de transações continua a crescer dia após dia . 
  Mas a iniciativa é muito mais do que um projeto meramente econômico-comercial: a superação definitiva da rivalidade regional; a consolidação de nossas democracias (a democracia é, a um tempo, a raiz e o fermento da integração); o motor da "coopeação por decisão", que substituiu o da "cooperação por necessidade"; a crescente participação da sociedade civil no processo; a melhoria da competitividade de nossas economias "vis-à-vis" a concorrência internacional, entre outros . 


 Maturidade, transparência e realismo têm sido os pilares essenciais da política brasileira no Mercosul . 


 Hoje sabemos que o futuro das relações econômicas está na globalização dos mercados . 
  A regionalização é etapa necessária desse enredo . 


 O dia 1º de janeiro de 1995 é uma data-chave para o Mercosul . 
  Marcará a finalização de uma zona de livre comércio completa e o início da etapa seguinte: uma união aduaneira, alicerçada em uma Tarifa Externa Comum (TEC), que abrangerá a imensa maioria dos produtos importados pelos países membros de fora do Mercado Comum . 
  Até o momento, já foi negociada a TEC de cerca de 85% dos produtos . 
  Conforme pactado na 5ª Reunião do Conselho Mercado Comum, em Colônia, Uruguai, a 17/1/1994, o restante da TEC será negociado até junho deste ano . 
  Um cronograma de negociações foi estabelecido para definir-se a TEC para os setores ainda não acordados: bens de capital, informática e produtos da área de telecomunicações . 


 Os desafios até 1995 são enormes: além de definir, até junho deste ano, a TEC, no segundo semestre de 1994, deveremos também negociar a natureza e a estrutura das instituições permanenttes do Mercosul para o período posterior a 1995 . 


 Este balanço sucinto serve para fundamentar duas constatações . 
  Primeiro: os resultados do Mercosul são excepcionais . 
  Se não foram maiores, até aqui, é porque as relações entre países respeitam a lógica da razão do Estado: nenhum país deixa de fazer aquilo que percebe como de seu interesse e vontade nacionais . 


 Assim, são simplesmente infundadas as críticas localizadas de que os resultados do Mercosul estão aquém do esperado ou de que o governo tem conduzido o processo de forma autoritária . 


 A crítica de "autoritarismo estatal", por seu turno, é também improcedente: nesses últimos anos, foram promovidos um grande número de seminários e de encontros entre governo, entidades patronais e sindicais e representantes da Academia, nos principais Estados da federação, nos quais sempre reinou total franqueza e transparência sobre os rumos da iniciativa . 
  A Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul tem criado condições para maior sintonia entre o Executivo e o Legislativo . 


 O Mercosul nasceu, claramente, da iniciativa política dos governos . 
  Mas, na verdade, o fortalecimento de sua dinâmica econômica, além de reforçar o próprio domínio do político, chega, hoje, mesmo a superá-lo . 
  Neste ponto, é fundamental destacar a sinalização inequívoca que o empresariado tem recebido das esferas públicas dos quatro países sobre a irreversibilidade da iniciativa . 


 Evidentemente, ainda há muito espaço para tentar-se uma maior conscientização da sociedade brasileira sobre o Mercosul, suas realizações, suas dificuldades naturais, seu futuro . 
  Este tem sido um esforço permanente . 
  Para tanto, o Itamaraty estará realizando, nos próximos meses, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (em fase final de negociação), seminários sobre o processo de integração em praticamente todos os Estados do Brasil . 


 O Mercosul vai-se afirmando como uma das mais importantes iniciativas diplomáticas deste final de século . 
  O Brasil encontra no Mercosul um instrumento vital para uma inserção mais eficiente e moderna na economia internacional e para desvencilhar-se dos resíduos de um protecionismo ultrapassado, incompatível com as novas realidades do mundo contemporâneo . 
  É compreensível, assim, que um projeto dessa profundidade continue a despertar opiniões apaixonadas e frequentemente antagônicas . 


 JOSÉ ARTUR DENOT MEDEIROS, 50, embaixador, é subsecretário-geral de Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Itamaraty e coordenador nacional do Grupo Mercado Comum .
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<DOC DOCID="HAREM-91K-00487">
 
 A opinião de: Machado da Graça 
	 
 JOGOS DE PALAVRAS 
	 
Consumada a tragédia, estamos a assistir a uma série de jogos de palavras dos principais participantes para fugir às suas responsabilidades, atirá-las para o outro lado e preparar novas matanças. E vou começar pelo lado da Renamo.
	 
Não há jogos de palavras sobre manifestações pacíficas que possam esconder o que se passou em Montepuez. Tudo quanto tem vindo a público leva a que acreditemos que os homens que entraram em Montepuez nunca foram para participar numa manifestação pacífica. Não sei se receberam ordens da estrura central para fazerem o que fizeram, ou se foi iniciativa local mas que aquilo foi violência selvagem e criminosa não há dúvidas.
	 
Igualmente perigosas parecem as palavras de Afonso Dhlakama que fala em "proteger os manifestantes" nas próximas manifestações. Se bem percebemos o que ele quer dizer isso, só pode anunciar novos e piores confrontos.
	 
Falemos agora do lado do governo.
	 
Com um arsenal de orgãos de informação muito mais forte do que a Renamo, o governo começou a bombardear a opinião pública com a sua versão dos acontecimentos desde muito mais cedo. Bombardeio que se centra, como seria de esperar, sobre os acontecimentos de Montepuez, construindo as declarações de forma que o público faça mentalmente a generalização do caso Montepuez a todos os outros sítios onde houve mortes e feridos.
	 
Esse exercício atingiu o seu ponto mais alto no comunicado do Conselho de Ministros agora divulgado. Segundo o texto, os homens da Renamo assassinaram seis agentes da Polícia, mutilaram outro, torturaram mais dois. Assim, claramente, com indicação de quem fez o quê a quem.
	 
A partir daí, as coisas mudam completamente. Todos os outros mortos, seja de Montepuez, de Balama, de Sofala, apenas "perderam a vida". Ninguém os matou. Ninguém disparou contra eles balas de armas de guerra. Dá a impressão de que eles próprios, sozinhos, decidiram morrer e morreram.
	 
Terá sido isso que aconteceu?!!
	 
Dos mortos de Nampula nem sequer se fala no comunicado. Sabe-se lá porquê.
	 
Aquilo que, para mim, é o aspecto mais importante disto tudo, só é referido de raspão: O facto de, onde as manifestações foram toleradas, não ter havido distúrbios, nem mortes nem feridos.
	 
Para mim está claro que não posso confiar nem nas versões de um lado nem do outro. Daí o meu completo apoio à sugestão de D. Dinis Sengulane de se criar uma comissão de inquérito independente para analisar os acontecimentos.
	 
E, antes que as coisas possam piorar ainda mais, apelar aos dirigentes dos dois lados para pararem de tomar medidas que possam pôr mais gasolina na fogueira. Evitem fugir para a frente, para o terreno de mais confrontações. Recuem, dos dois lados, para as posições anteriores. Qualquer avanço é criminoso.
	 
 BASTA!   
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<DOC DOCID="HAREM-542-00488">
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 Agradecimentos Vários foram os amigos que me ajudaram a presidir nossa escola desde o início da minha presidência e, embora não cite aqui o
nome de todos, até porque não haveria espaço para tal, estou certo de que cada um sabe o que fez e que pelo que fizeram serei eternamente grato.
Permiti-me, entretanto mencionar algumas personalidades, cuja participação na minha gestão foram de imensa importância para a escola.
A primeira dessas personalidades foi o Dr. ROBERTO MARINHO, Presidente das Organizações Globo, que me propôs um convênio entre a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO e a MANGUEIRA para a implantação da iniciação esportiva dos MENINOS DA MANGUEIRA.
Dr. Roberto Marinho é recebido na Quadra da Verde e Rosa pelo Presidente Bira da Mangueira Dr. Roberto Marinho na Quadra da Verde e Rosa, ladeado por Professores de Educação Física da Fundação Roberto Marinho Dr. Roberto Marinho é homenageado pela MangueIra com um show e apresentação das mulatas da Escola.
Dr. Roberto Marinho e Bira assinam convênio entre a Fundação Roberto Marinho e a Mangueira.
A segunda foi o Exmo. Dr. FRANCISCO HORTA, Juiz de Execuções Penais e Presidente do Fluminense Futebol Clube, que nos cedeu um ginásio onde às quintas feiras a MANGUEIRA organizava ensaios pagos, cuja renda revertia em benefício da escola.
O terceiro foi JOSE BONIFÁCIO DE OLIVEIRA, o BONI, então Diretor da Rede Globo de Televisão, que ajudou a promover a escola, realizando gravações de programas de televisão em nossa quadra, bem como patrocinando um show pago em benefício da escola no Estádio de Remo da Lagoa, onde ficou pessoalmente responsável pela montagem, cenário, iluminação e pela presença de artistas renomados como CLARA NUNES, ALCIONE e outros.
Bira bate um papo com a cantora Alcione Bira, Clara Nunes, Dominguinhos do Estácio, Dida e Conjunto Nosso Samba - Show no Estádio de Remo da
Lagoa - 1977 Bira, Clara Nunes e o Apresenta- dor e Radialista Jorge Perlingeiro - Show da Rede Globo em Homena- gem a Mangueira no Estádio de Remo da Lagoa Agradeço, ainda, a IMPRENSA ESPORTIVA em geral, sobretudo o pessoal da RADIO GLOBO pelo carinho e ajuda com que facilitaram meu trabalho de divulgação.
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<DOC DOCID="HAREM-239-00490">

Num lugar da Mancha, cujo nome não desejo lembrar, vivia, não faz muito tempo, um desses fidalgos de lança no cabide, escudo antiquado, cavalo magro e galgo corredor. Morava numa fazenda com uma ama que passava dos 40, uma sobrinha que não chegava aos 20 e um criado que tanto selava o cavalo como empunhava a podadeira. A idade de nosso fidalgo beirava os 50 anos: era de complexão rija, seco de carnes, enxuto de rosto, grande madrugador e amigo da caça. Dizem uns que levava o sobrenome de Quixada, outros o de Quesada, segundo os diferentes autores que sobre ele escreveram. Mas isso pouco importa, desde que não nos afastemos da verdade. 

O importante é saber que nos momentos de ócio - que eram muitos - o referido fidalgo se punha a ler livros de cavalaria com tanto empenho e prazer, que quase se esquecia por completo da caça e da administração da fazenda; e tanta era sua paixão por essas histórias que chegou a vender parte de suas terras para comprar livros de cavalaria, levando para casa todos os que pôde comprar. Encantado com a clareza da prosa e os volteios do estilo, o pobre cavaleiro foi perdendo o juízo. Enfim, envolveu-se tanto na leitura que passava as noites em claro e os dias a cochilar. De tanto ler e pouco dormir, se lhe secou de tal maneira o cérebro, que perdeu a razão. Sua imaginação foi tomada por tudo o que nos livros lia - feitiçarias, contendas, batalhas, desafios, ferimentos, amores, tormentas e disparates inacreditáveis; e de tal modo lhe pareceu plausível toda a trama das sonhadas invenções nele contidas que, para ele, nada no mundo havia de mais verdadeiro. 

Foi assim que, já fraco do juízo, acudiu-lhe a mais estranha idéia que jamais ocorrera a outro louco neste mundo: pareceu-lhe conveniente e necessário, tanto para o aumento de seu prestígio como para o serviço da pátria, fazer-se cavaleiro andante, sair pelo mundo com armas e cavalo, em busca de aventuras e viver tudo o que havia lido sobre cavaleiros andantes, desfazendo injustiças e enfrentando perigos, para assim conquistar fama e eterno renome. E com tão agradáveis pensamentos, deu-se pressa em pôr em prática o que desejava. Primeiramente limpou as armas que haviam pertencido aos bisavós e que, cobertas de ferrugem e mofo, jaziam esquecidas num canto da casa. Em seguida, examinou seu cavalo e, embora fosse magro e pouco elegante, julgou-o à altura do cavalo de Alexandre, o Grande. 

Quatro dias passou a meditar que nome lhe daria e terminou por denominá-lo de Rocinante, nome que lhe pareceu elevado e sonoro. Batizado o cavalo, quis batizar a si próprio, no que refletiu durante oito dias ao fim dos quais passou a chamar-se Dom Quixote de la Mancha. Aí então imaginou que nada mais lhe faltava a não ser uma dama, de quem se enamorasse, já que cavaleiro andante sem amores é como corpo sem alma, pois é diante dela que se devem prostrar os malfeitores por ele derrotados. Foi então que se lembrou de uma jovem lavradora de ótima aparência e de quem, por algum tempo, andou enamorado, embora ela nunca tenha sabido ou desconfiado disso. Chamava-se Aldonza Lorenzo e era necessário dar-lhe outro nome, que melhor se ajustasse à condição de princesa e grã-senhora. Pôs-lhe então nome de Dulcinéia del Toboso, já que em Toboso nascera. 
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<DOC DOCID="HAREM-44B-00492">
Catarata 
 
Doença ocular resultante da degradação do cristalino que, habitualmente transparente, se torna opaco. Esta situação causa uma redução acentuada e progressiva da visão, constituindo a primeira causa de cegueira em todo o mundo, devido à enorme população dos países em vias de desenvolvimento, onde, muitas vezes, os doentes não têm acesso à cirurgia. 

Esta doença afecta geralmente ambos os olhos e ocorre sobretudo em pessoas idosas. Estima-se que afecte entre 37 e 59 por cento da população com idades entre os 70 e os 84 anos e mais de 60 por cento dos idosos com 85 anos. 

Causas 

Os principais factores que podem aumentar o risco de cataratas são: as radiações ultravioletas; a diabetes; o consumo diário de tabaco e a duração da exposição ao fumo; o consumo de álcool, certos medicamentos também estão associados ao aumento do risco de cataratas, como é o caso dos corticosteróides utilizados em tratamentos de longo prazo, de alguns diuréticos tiazídicos, de alguns neurolépticos e de vários tratamentos anticancerosos. A catarata pode também desenvolver-se devido a um traumatismo nos olhos, por exemplo, perfuração do cristalino. Também pode tratar-se de um problema de nascença, catarata congénita. 

Sintomas 

O principal sintoma das cataratas reside numa sensação progressiva de visão turva e desfocada. Também se diagnostica alteração na forma como se vêem as cores, dificuldade em conduzir à noite, sensibilidade à luz e visão dupla. 

Tratamento 

Algumas medidas que podem ser suficientes durante algum tempo, para melhorar a visão são: mudar a graduação das lentes dos óculos, usar lentes bifocais mais fortes ou recorrer a uma lupa para ler. Não existe nenhum tratamento preventivo nem curativo da catarata, a não ser o da remoção e substituição do cristalino. O cristalino é a estrutura ocular que funciona como lente do olho, que concentra os raios luminosos e os leva a incidir na retina, onde se formam as imagens. 

A cirurgia justifica-se principalmente quando a falta de visão constitui um verdadeiro obstáculo, quando as cataratas afectam o dia-a-dia, alterando significativamente as actividades do paciente. A cirurgia também se justifica quando se sofre de glaucoma grave induzido pela catarata. 

Durante a intervenção cirúrgica, faz-se uma incisão para introduzir uma sonda de forma a esta chegar ao cristalino. Os ultra-sons desfazem a catarata, sendo esta, posteriormente, aspirada. Seguidamente, o cirurgião introduz uma lente de material plástico.
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<DOC DOCID="HAREM-535-00493">
Qual é o seu nome e a sua data de nascimento? 

Paula Maria da Silva Anjo. Nasci em Angola, a 2 de Junho de 1968. 

Os nomes dos seus pais? 

O meu pai é Modesto Moreira Anjo e a minha mãe é Maria de Lurdes Carlos Silva Anjo. 

Tem irmãos? 

Tenho quatro irmãos. Três rapazes e uma rapariga. 

E os seus avós? 

Da parte da minha mãe morreu o meu avô há dois anos e da parte do meu pai estão os dois vivos. 

Onde é que mora? 

Lugar das Parretas em Braga. 

Morou sempre na cidade de Braga? 

Sempre, desde que vim de Angola. 

Com que idade veio de Angola? 

Com 7 anos. 

Tem algumas recordações de Angola? 

Eu não tenho muitas recordações da Angola, nem da infância porque quando eu vim de lá era tempo de guerra e acho que varreu-me completamente as lembranças de quando eu era pequena. 

Mas lembra-se da guerra? 

Lembro-me da guerra e não me lembro da minha infância. 

Quando veio de Luanda veio logo morar aqui para Braga? 

Não. Eu não me lembro se vim de barco ou de avião, mas a minha mãe diz que viemos de avião. A única coisa que me ficou na memória, foi quando nós chegamos à estação de Nine. Viemos de comboio do Porto para Nine. E quando chegamos à estação era noite, a minha mãe não tinha ninguém à espera dela e não sabia para onde se havia de virar. Sentou-se nos bancos da estação com nós os dois, eu e o meu irmão mais velho que eu um ano, e começamos todos a chorar. Queríamos comer, queríamos dormir. Não tínhamos onde ir. A minha mãe não sabia onde morava a minha avó. E então, um casal de senhores, já assim de idade, viu-nos a chorar, viu a minha mãe deseperada, e ofereceu-se para andar à procura da casa da minha avó. 

Então quando saiu de Luanda o objectivo era juntar-se aos pais da sua mãe? 

Sim. 

E depois disso quando é que chegou a Braga? 

Tivemos para aí um ou dois anos em Nine, até a minha mãe arranjar casa em Braga. Depois quando arranjou casa viemos para Braga. A casa era em Nogueira, perto da universidade porque a minha mãe trabalhava na universidade. A casa ficava ao pé da Quinta da Capela, quem vai para o Sameiro. 

Há quantos anos foi? 

Há quinze ou vinte. 

E qual a lembrança mais antiga da cidade? 

São João do Souto. A parte do seminário, a ruinha que vai dar ao São João do Souto e aquela parte das frigideiras. Da escola, lembro-me de uma professora que era um bocado rígida. 

Não se lembra que tipo de relações tinha com os seus irmãos, já aqui em Braga? 

Depois quando vim para cá fui para um colégio interno. Andei praticamente de colégio em colégio. Estive muitos anos num colégio nas Taipas. 

Quer falar-nos um bocadinho da experiência de viver num colégio interno? 

Quando viemos para Braga fomos para um seminário em Santiago e a minha mãe, como eu era a única rapariga e como todos os retornados iam para o seminário, para me proteger colocou-me num colégio interno em Guimarães e eu só vinha a casa de quinze em quinze dias ou de mês a mês. 

E dentro do colégio relacionava-se bem com as outras colegas?

Relacionava-me.

Que tipo de relação e brincadeiras é que tinham?

Aquelas de criança, de brincar ao jardim da celeste, à rodinha, à corda, às vezes lá fazia algumas traquinices, mas depois as freiras castigavam-me de noite. 

Que tipo de castigo?

Por exemplo, quando eu dormia de tarde, não me deixavam ir para o recreio, tinha que ficar retirada. Outras vezes, cortavam-me os doces, coisas assim. 

As horas de estudo no colégio eram muito rigorosas?

A parte de estudo, da escola e de catequese eram muito rigorosas. Para a catequese também tinha horas fixas. 

E depois porque saiu do colégio?

Terminei a escola nese colégio em Guimarães, depois estive no colégio na Rua Santa Margarida, em frente à Sá de Miranda. Fiz todo o meu percurso escolar nos colégios. 

Sempre internos? 

Lembro-me que estive um tempinho no seminário e também me lembro de andar na escola São João de Souto. Andei em Braga, na São João do Souto talvez na primária e depois é que mudei para o colégio. Aqueles primeiros tempos, enquanto não se arranjava colégio em Guimarães, estive em Braga. 

Em sua casa que recordações é que tem? 

Lembro-me dos fins-de-semana. Vinha de autocarro para Braga e ajudava a minha mãe na cozinha a fazer bolos, que eu gostava de fazer bolos, e ajudava a arrumar. Às vezes pedia para me deixar sair, mas eu era mais caseira, gostava de ficar em casa a ver televisão ou a brincar. 

Os irmãos também frequentaram os colégios? 

Não. 

E então quando chegava a casa a relação que mantinha com eles era mais íntima? 

Ai não, com muitas saudades. 

Vivia com a mãe e com o pai? 

Sim, com os dois. Também tenho uma irmã, praticamente fui eu que a criei. Ela tem 10 anos, nasceu assim fora do tempo. 

Que tipo de relação é que tem com ela? 

É praticamente a minha filhinha. 

Isso ajudou-a na sua vida adulta? 

Ajudou-me depois de casar, que eu dizia que não queria ter mais filhos, porque tomar conta da minha irmã deu-me muito trabalho. Levantava-me de manhã com ela a berrar que não se queria vestia. Eu vestia-a e ela despia-se. Ia para o colégio de pijama e as freiras depois vestiam-na. E eu dizia: "Eu nunca vou querer filho!" 

Em termos profissionais tinha algum sonho. Alguma carreira que gostasse de seguir?

A carreira que eu gostava de seguir era ginástica desportiva, daquela de salto, porque eu adoro o desporto. Adorava ver aquelas ginastas, aqueles saltos no solo. Ainda estive um ano em desporto, depois a minha mãe dizia que o curso de desporto era assim mais para homens, não ficava bem em mulheres, e não me deixou seguir. Optei então, por outro curso. 

Cuidar da irmã, estudar em colégios, até que ponto isso influenciou a sua vivência?

Eu acho que o andar em colégios, o facto de não poder vir cá para fora falar com as pessoas, tornou-me uma pessoa mais isolada. Acho que, ainda hoje, me isolo muito à conta de ter andado nos colégios. Posso ser aberta no serviço porque já tenho muita confiança, mas toda a gente me pergunta porque é que, fora da universidade, ando sempre sozinha ou ando com a filha e nunca ando com o marido. Eu acho que fiquei um bocado distanciada, isolada, por causa de andar nos colégios.

Era capaz de definir o tipo de educação que teve?

Não posso dizer que foi uma educação rígida porque eu gostei. Agora, gosto mais do que gostei no colégio, porque naquela altura o que eu queria era sair de lá. Mas pensando bem, reflectindo o que passei lá, gostei do que estive lá a fazer durante muitos anos.

Gostava de ter continuado a estudar?

A minha intenção era tirar o curso de ginástica. 

Como surgiu a profissão de assistente administrativa na Universidade do Minho?

Quando eu andava a estudar, comecei a ir para o trabalho da minha mãe, que também era secretária na Universidade do Minho.Ela tinha o computador e eu ia mexendo no computador, ia fazendo umas coizinhas, e depois os professores começaram a ver que eu já me desenrascava um bocadito e começaram a pedir-me para fazer trabalhos. Já que estava a estudar ia ganhando algum e comecei a fazer trabalhos na Abade da Loureira, no Instituto de Educação. Ia fazendo currículos, ia fazendo relatórios e eles iam-me pagando. Comecei a gostar dos computadores, apegou-se o bichinho e comecei a aperfeiçoar-me melhor. Tirei o curso de formação, no Centro de Formação de Informática do Minho.

E nessa altura já trabalhava na universidade?

Não, ainda não estava a trabalhar na Universidade do Minho, estava a estudar, Alberto Sampaio e ia concorrendo. Cada vez que saíam concursos nos jornais para a função pública, eu fazia uma candidatura e mandava. Ia fazendo o curso aumentava o currículo e mandava. Ia mandando, até que uma vez deu-me para ir às provas e fiquei.

E daí ficou efectiva na Universidade?

Efectiva, para um dos lugares internos do quadro.

Apesar de não ser o curso de paixão, gosta do que faz?

Gosto.

Se pudesse neste momento escolhia outra coisa?

Neste momento só tentei concorrer para os bancos, por uma questão monetária. Nos bancos ganha-se muito melhor. Não tem a ver com o facto do serviço ser melhor ou deixar de ser, porque eu acho que o vencimento de um funcionário público não é justo, em relação ao que eles trabalham. Uma pessoa está aqui há treze anos, sempre na mesma categoria, sempre a receber aquele dinheiro, mais dois continhos num mês, mais dois no outro ano.

Não mudam de escalão?

De três em três anos.

Só nessa altura é que são aumentados?

Mais dois ou três continhos, e é por causa disso que uma pessoa tem que arranjar sítios melhores. Por isso é que já concorri para bancos.

Continua a fazer trabalhos extras?

Agora cada vez há menos, não há tanta procura como antigamente. Agora toda a gente tem computador.

Agora os professores já não procuram tanto?

Os professores talvez, mas alunos já tive mais do que actualmente. Os professores, também já tive mais, mas tenho um número de clientes fixos.

O facto de a universidade disponibilizar os computadores para os alunos também influenciou isso?

Eles têm os laboratórios no Centro de Informática. Só me aparecem quando é para entregar o trabalho no dia seguinte e não o têm feito: - "Ai, eu preciso de entregar o trabalho amanhã!"

É casada?

Sim, sou casada há sete anos.

Quantos filhos tem?

Uma menina, Bruna Filipa Anjo Dias, com quatro anos e meio, veio sem eu contar.

Não estava previsto?

Não, senão também nunca mais tinha.

Mas está contente?

Estou.

Quando saiu da casa dos seus pais?

Há sete anos, na altura em que casei.

Como é que foi sair da casa dos pais?

Chorei tanto nesse dia! Até na igreja quando estava vestida de noiva chorava, e o meu pai dizia - "Não te cases!"
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<DOC DOCID="HAREM-64K-00494">
 Editorial 
 	 
 LUTO 
	 
De que é que o governo e/ou o parlamento estão à espera para decretar o luto nacional pelos trágicos acontecimentos de quinta-feira? É o mínimo que o Estado pode e deve fazer para marcar, como perda nacional, a morte dos civis e polícias.
 
Quanto a recomendações imediatas, a mais sensata parece-nos ter sido a de Dom Dinis Sengulane que gostaria de ver instituida imediatamente uma comissão de inquérito independente. É uma sugestão que corresponde plenamente ao amplo sentimento popular anti-guerra. Não só ajudaria a conter as emoções, como ajudaria a corrigir muita coisa e a pressionar os nossos vários poderes políticos no sentido de porem de lado, definitivamente, o recurso à violência.
	 
 PERCEPÇÃO FALSA 
"Na solidão da viagem, o ruído distrai as massas" - uma leitora do "mt"
 
Os trágicos acontecimentos de quinta-feira indicam quão perto estamos, ainda, de uma derrapagem para uma sociedade de anarquia anti-civil na qual só beneficiam - e pouco - fatias cada vez mais diminutas da nossa feudalidade. É uma anarquia que começa nos postos cimeiros da Frelimo e da Renamo.
 
Primeiro, veio o tom guerreirista do PR quando da operação policial de recolha de armas da Renamo na Beira. A seguir, o SG da Frelimo, Manuel Tomé, veio a público corrigir esse tom, dizendo, ao contrário do que insinuava o PR, que a recolha prosseguiria apenas nos locais onde não houvesse perigo de violência. E depois disso apareceu o PR, durante a sua visita à Beira, com um tom democraticamente conciliatório para com a intenção da Renamo de organizar manifestações, encarando-as como um exercício natural da democracia. 
 
Mas logo a seguir, a Polícia, por escolha própria ou instrução política, decide proibir as manifestações, num gesto claramente de sinal contrário ao do PR em Sofala. 
Por seu turno, na Renamo os indícios são de idêntica incoerência. Em certos locais, a instruções parecem ter sido de não provocação de distúbrios, mas noutros, os acontecimentos legitimam a percepção de que houve o intuito de levar a Polícia a fazer precisamente aquilo que a direcção da Renamo dizia que a Polícia faria - disparar.
 
Há, pois, que fazer perguntas difíceis. É pouco provável que se possa provar uma teoria de conspiração neste momento. Mas uma leitura orgânica da nossa política é claramente indicativa da existência de uma ala da Frelimo que, quando a Renamo mais precisa dela, lá aparece activamente a responder a provocações e, portanto, a legitimar a tradicional política de destabilização do partido de Dhlakama. E enquanto essas alas descarregam sobre o povo esta política de ataques mútuos, os verdadeiros problemas do país ficam por discutir e por resolver.
 
Qual o antídoto? Uma terceira força, claro - uma força que conteste o palco central, as eleições legislativas e presidenciais. Nesse momento, substanciais alas da Frelimo e da Renamo unir-se-ão contra o novo adversário comum, acabando de vez com esta falsa percepção de que são inimigas uma da outra. 
 
Mas isso leva tempo. Para já, oxalá toda a sociedade civil se comece a manifestar a favor da manutenção da paz, contra esta lógica de instabilidade permanente que impede Moçambique de se desenvolver.
  
 A opinião de: Machado da Graça 
  
 CUIDADO ! 
	 
O senhor Nataniel Macamo, porta-voz da Polícia, foi aos microfones da Rádio Moçambique, na noite de sábado, para tentar calar todos aqueles que se têm insurgido contra a actuação da Polícia no caso das manifestações da Renamo.
 
Com um discurso em que falava de um "equilíbrio" que tem que haver entre a liberdade de expressão e as questões de segurança, o discurso daquele responsável policial pisou, perigosamente, a área da liberdade de informação, constitucionalmente consagrada. Dois dias depois da sangrenta repressão do direito de manifestação, ao abrigo de uma lei cuja constitucionalidade me deixa sérias dúvidas, o discurso de Nataniel Macamo no RM jornal pareceu-me de muito mau agoiro para a democracia moçambicana.
 
Penso que é mais do que tempo de a sociedade civil sair à rua para dizer BASTA às manifestações violentas, como aconteceu em Montepuez, e à repressão a tiro de arma de guerra de outras manifestações, em outros pontos do país, antes de se saber se iriam ser pacíficas ou não.
 
Até onde sei, onde as manifestações foram autorizadas, isto é Maputo, Gurué e outros distritos da Zambézia, não houve distúrbios, mortos ou feridos.
 
Em nenhum país democrático a Polícia enfrenta manifestações da oposição com armas de guerra, disparando a matar.
 
Se dirigentes da Frelimo e da Renamo não percebem que a guerra acabou e que o povo quer que ela continue acabada, há que sair à rua, em massa, para lhes explicar isso. Temos que defender a democracia e a paz. Organizemo-nos para isso. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-23L-00500">
Se quiser telefonar -- serviço manual -- para o Transkei prepare-se para pagar 51000 por minuto, o mesmo que, por exemplo, para o Afeganistão, Qatar, Gâmbia, Brunei ou Honk-Kong. 
Já se quiser falar, ainda por serviço manual, para Trindade e Tobago, Tortola, Estados Unidos, Jamaica ou Austrália, o custo por minuto será de 34000. 
 
Um Hércules C 130 da Força Aérea Portuguesa seguiu ontem para Moçambique e poderá vir a servir, no sábado ou no domingo, para o transporte de São Tomé para Lisboa de mais um grupo de estrangeiros que entretanto sejam retirados do Huambo. 
Na sua viagem para Maputo, o avião militar português transportou 27 militares moçambicanos, dois cabo-verdianos e seis são-tomenses, que participaram em acções de formação em Portugal, para além de algum material destinado aos portugueses do batalhão de comunicações (BT 4) que integra a missão das Nações Unidas em Moçambique (Onumoz). 


Cavaco queixa-se do «Semanário» 
O gabinete do primeiro-ministro vai apresentar queixa na Alta Autoridade para a Comunicação Social contra o jornal «Semanário», que ontem titulou em primeira página que «Cavaco deu 2,5 milhões de contos ao PSD». 
De acordo com a nota oficiosa emitida pelo gabinete de Cavaco Silva, o referido título é «completamente falso e abusivo» porque «o primeiro-ministro não dá dinheiro aos partidos», e associa o teor da notícia a um procedimento legal à luz da lei de financiamento dos partidos. 
 
Em termos de unidades vendidas, se se venderam cerca de 145 mil LP de preço máximo, em CD, na mesma escala de preço, venderam-se quase 405 mil -- uma discrepância que se acentua na facturação (176 mil contos em LP de preço «top» contra cerca de 817 mil contos em CD também de «top»), devido ao segundo formato ser vendido sensivelmente pelo dobro do primeiro. 
A cassete do mesmo escalão continua a não ir muito bem. 
Vendendo menos que o vinil: pouco mais de 103 mil, o que corresponde a uma facturação de cerca de 124 mil contos. 
 
Os discos mais vendidos são os que chegaram ao fim do ano passado já com maior número de galardões. 
É o caso por excelência de «Waking Up The Neighbours», de Bryan Adams, que agora chegou a sextuplo de platina (cada disco de platina equivale à venda de 40 mil unidades). 
As colectâneas de êxitos dos Bee Gees, Queen e Tina Turner também recolheram mais um galardão de platina. 
O único grupo português que alcançou este estatuto foram os Onda Choc com «Ela Só Quer, Só Pensa Em Namorar». 
O álbum de estreia dos Resistência também já é disco de platina, mas ainda não consta nas contas do trimestre, porque só o alcançou em Abril. 
 
P. -- Face aos dados de que dispõe, continua a acreditar em poder alcançar a maioria absoluta? 
 
R. -- Continuo. 
 
P.  -- Já percebemos a sua cautela. 
Define a maioria absoluta como um objectivo, mas, se não a atingir, isso também não será para si uma derrota ...  
 
Direcção comunista está reunida para analisar situação na União Soviética 
Contestação sobe ao Comité Central do PCP 
O  Comité Central do PCP está reunido para analisar a situação na União Soviética. 
Em cima da mesa, ainda a situação interna do partido. 
Mas os dirigentes irão também poder ler um documento saído de uma reunião em que o inédito aconteceu. 
Militantes comunistas encontraram-se em público e exigiram a antecipação do XIV Congresso. 
Querem novos dirigentes, nova ideologia, novo programa, novos estatutos. 
Em suma, um novo partido. 
Estão dispostos a lutar por isso, mas vão fazer uma pausa até  6 de Outubro. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-83J-00506">
Voltando à rua que durante décadas evocou o talentoso marido de D. Maria II, citemos mais um passo do já referido relatório da Câmara do Porto, que nos permite avaliar até que ponto a concretização da Rua de D. Fernando ficou aquém das intenções que lhe estiveram na origem.

Esclarecendo que a ideia de rasgar esta rua partiu do administrador-geral do distrito, António José d'Ávila, depois duque de Ávila e Bolama -- que para o efeito ofereceu, enquanto representante do governo, «a porção de terreno nacional que compreendesse a mesma rua» --, o dito relatório passa a enumerar as virtudes do projecto:
«A conveniência desta rua é palpável; uma cómoda estrada desobstruída de tortuosidades e declives, desde a Foz ao coração da cidade, especialmente para seges e carros, o que até aqui mal se consegue antes de chegar ao sítio do banco de S. Domingos [ leia-se o Banco Comercial do Porto, que fora fundado poucos anos antes e detinha autorização para emitir notas ]».
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22B-00520">
Forte de Banastarim ou S. Tiago

Este forte é dos mais antigos em Goa e não tenho informações quanto à presente conservação deste forte. Localizava-se na ponta oriental da cidade de Goa (Velha Goa), a caminho do canal de Combarjua e na sua margem direita. Certos guias mostraram-me uns murais lateríticos na aldeia de Banastari, mas é duvidosos que se trate do antigo forte. Contudo esta zona é de rara beleza e vale a pena uma visita.

História

Esta praça foi conquistada ao Hidal-Kan por Afonso de Albuquerque em 2 de Abril de 1512 e foi baptizada de Fortaleza de São Thiago. A fortaleza é de origem moura e a Igreja de S. Tiago construída em 1541, já no século XIX estava em ruínas. Há algumas referência curiosas a este forte no passado. Falando desta fortaleza, o Marquês de Pombal, nas Instruções que em nome do rei D. José deu ao governador e capitão geral da Índia em 1774 diz: "Ha na fortaleza de S. Thiago dezeseis peças, e uma d'ellas do genero de canhão de disforme grandeza."

Também referindo-se a este grande canhão o secretario Claudio Lagrange Monteiro de Barbuda já no século XIX dizia: "Mas ainda estava assestado em 1839, sobre os restos de um baluarte désta fortaleza, provavelmente construida pelos mouros, esse canhão de não tão disforme grandeza, como dizem as Instruções, (...). Alguns escriptores lhe dão o nome de mourisca, talvez por ser obra dos mouros."
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-228-00530">
Junho - 2003

São Paulo, 16 de Maio de 2003

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<DOC DOCID="HAREM-907-00547">
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 Esperamos que novos simpatizantes da Lista se associem. 
 A anuidade continua congelada em 60 reais. 
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 A Ancib, como associada da SBPC permite seus socios podem serem membros da SBPC por 30 reais, receber o Boletim da SBPC pelo correio e ter desconto de 50 % nas reunioes anuais da SBPC. 
 A Lista ancib-l continuara' aberta para todos. 
 Socios e nao socios. 
 Contudo, o Alternex esta' atualizando seu sistema de listas e os socios da ANCIB terao consulta on line da lista ancib-l e ao arquivo de todas as mensagens dissiminadas. 
 Discussoes online sob topicos disseminados no dia , tambem , esta' previsto para os socios. 
 Se voce quer se tornar um - novo - socio da ANCIB va ate'. 
 Se voce ja' e' um dos nossos socios : 
 IMPORTANTE : 
 Pagar anuidade de R$ 60,00, na conta da ANCIB no Banco do Brasil, Agencia: 
 0287-9 Botafogo, Rio de Janeiro, Conta n. 309.086-8 e contatar Selma Santiago : Telefax (21) 2750049 ou Email para repassar o comprovante de deposito e receber o seu Recibo de Pagamento da Anuidade. 
 Um grande abraco em todos. 
 Aldo de Albuquerque Barreto, Presidente
 Associacao Nacional de Pesquisa e Pos-Graduacao em 
 Ciencia da Informacao
 http://www.alternex.com.br/~aldoibct/ancib.html
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-91L-00557">
É ali no porão do Discovery que o Hubble vai ser reparado no decurso de quatro passeios no espaço, com seis horas de duração cada um, que serão feitos pelos astronautas Mark Lee, Steve Smith, Greg Harbaugh e Joe Tanner. 
O primeiro, o mais importante desta missão, estava previsto precisamente para a noite passada. 
Se tudo correu como estava previsto, fez-se a substituição de dois instrumentos de observação do Hubble -- o Goddard High Resolution Spectrometer e o Faint Object Spectrograph -- e a instalação de dois novos instrumentos destinados a ampliar significativamente as suas capacidades de observação: o Space Telescope Imaging Spectrograph (STIS) e o Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer (NICMOS), cada um do tamanho de uma cabine telefónica. 
 
A perspectiva de as duas empresas competirem entre si sem se terem em conta os incómodos resultantes para os aveirenses acabou por ditar uma solução de consenso, tendo a autarquia funcionado como intermediária para o bom entendimento entre as partes. 
E a possibilidade de as ruas de Aveiro se transformarem num estaleiro permanente, com um operador a abrir valas onde o seu concorrente as tinha fechado uns dias antes, não seria de todo inadmissível, até porque a legislação permite a livre concorrência entre os concessionários da TV por cabo. 
 
Segundo o acordo estabelecido, a TV Cabo Mondego, que entrou já em força no mercado local de assinantes, utiliza as fibras ópticas da rede telefónica já instaladas pela Portugal Telecom, enquanto a Pluricanal se servirá, mediante uma comparticipação financeira, das condutas do gás natural. 
Para o presidente da autarquia, Celso Santos, este acordo, que será formalizado através de um protocolo alargado à EDP e à Lusitâniagás, permitiu à Câmara «controlar o processo de instalação das novas tubagens e evitou que as ruas permanecessem intransitáveis durante muito tempo». 
 
O vice-presidente Andriessen participa na Reunião de Coordenação da Ajuda Internacional à CEI, no Centro Cultural de Belém. 
A reunião termina amanhã. 
 
Domingo, 24 de Maio 
Reunião informal dos ministros da Agricultura, na Curia. 
Termina no dia 25 deste mês. 
 
Ora existem muitas funções (ordenamento territorial, incentivos ao desenvolvimento, ambiente, turismo, cultura, vias de comunicação, educação, etc.), para as quais os municípios são demasiado pequenos e o Estado demasiado distante. 
É para isso que em todos os países, grandes ou pequenos, existe uma autarquia territorial (ou mesmo duas) entre o Estado e os municípios. 
Nós próprios, desde a revolução liberal até 1974, sempre tivemos acima do município ora o distrito, ora a província. 
As regiões administrativas não são mais do que a restauração da figura das províncias, com atribuições mais centradas no ordenamento territorial e no desenvolvimento. 
 
É evidente que as regiões administrativas terão também condições para reivindicar uma mais equilibrada repartição dos recursos orçamentais, mesmo nas funções que hão-de continuar a ser do foro da administração central. 
Nas minhas deslocações de comboio a Lisboa não posso evitar um quase sentimento de revolta, quando comparo a escandalosa indigência da estação de caminhos-de-ferro de Coimbra, mais própria de um apeadeiro terceiro-mundista, com a sumptuosidade megalómana da nova Gare do Oriente, que pelos vistos corre o risco de vir a ser o mais oneroso dos apeadeiros de luxo do mundo. 
E sou levado a pensar que a existência de regiões poderia contribuir também para evitar estas gritantes disparidades de tratamento regional ... 
 
3 . Que a posição do Vaticano possa ser entendida deste modo por um intelectual desta craveira -- sobretudo a ideia de um malvado voluntarismo de Deus que lhe está subjacente -- deveria fazer reflectir os argumentadores oficiais da doutrina da Igreja. 
Parece-me que nela se continuam a misturar alhos com bugalhos e a não hierarquizar adequadamente nem as convicções de fé nem as razões. 
Neste sentido, espero que o interessante documento de trabalho do Conselho Pontifício da Família, «Evoluções demográficas: dimensões éticas e pastorais», Lisboa, 1994) leve uma grande volta. 
Se, como nele se diz, «a Igreja deseja encetar um diálogo construtivo com os que continuam convencidos da necessidade de realizar um controle imperativo da população e com os governos e as instituições que se ocupam de políticas da população, já que existem problemas demográficos reais, apesar de frequentemente serem vistos a partir de uma perspectiva errada e de se proporem soluções depravadas para os resolver» (nº24), não pode favorecer os mal-entendidos. 
 
O grande êxito do Vaticano na Conferência realizada há dez anos, na cidade do México, está condensado numa frase muito curta: 
«Em nenhum caso o aborto deveria ser promovido como método de planificação familiar.» 
Esta é uma posição fundamental que não pode ser trocada por nada, sejam quais forem as chantagens dos patrões deste mundo na Conferência do Cairo ou fora dela. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-49H-00558">
Corpo retirado do rio Douro 
Um corpo de uma mulher aparentando cerca de 30 anos foi ontem retirado do rio Douro, próximo da Afurada, informou fonte da GNR de Canidelo. 
O corpo, em estado de decomposição, foi visto por populares a boiar nas águas do rio, tendo sido dado o alerta, cerca das 14h45, para a GNR de Canidelo e os Bombeiros Sapadores de Gaia. 
Segundo a fonte, as circunstâncias que levaram ao afogamento são, para já, desconhecidas. 
O corpo, não identificado, foi transportado para a Casa Mortuária do Centro Hospitalar de Gaia. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-83J-00562">
O máximo que consigo ficar com alguém é dois anos») 
Só o procurou tempos depois, quando o secretário de Assuntos Especiais, Eliezer Baptista, resolveu preparar o macroplanejamento do país uma idéia esplendorosa que, infelizmente, não resistiu ao impeachment de Collor e convocou Mourão para sua equipe.

Com medo de perder poderes, Modiano chamou Mourão e, numa atitude mesquinha, comunicou-lhe que, como o financiamento do projeto seria bancado pelo BNDES, ele iria para lá, mas na qualidade de representante do banco.

A tela de abertura do programa é simpática.
Uma sala tem como ícones uma pilha de discos, um aparelho de som, uma enciclopédia e uma janela que mostra a encruzilhada onde Robert Johnson teria feito um pacto com o diabo, trocando a alma pelo sucesso.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-112-00568">
Fundo de Financiamento do Nordeste privilegia poucas empresas
 Informativo TCU Fundo de Financiamento do Nordeste privilegia poucas empresas Auditoria operacional realizada pelo TCU para avaliar a gestão dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) constatou que houve excessiva concentração de financiamentos para poucas empresas, contratações contrárias a pareceres técnicos, descumprimento de normas do Conselho Monetário Nacional (CMN) e falta de fiscalização adequada por parte do Banco Central.
O FNE - criado em setembro de 1989 para fomentar o desenvolvimento econômico e social da Região Nordeste - é administrado pelo Banco do Nordeste
do Brasil (BNB), que não segue normas do CMN para provisionar os créditos de liquidação duvidosa.
A instituição financeira estabeleceu, por meio de resolução interna, dois anos para o provisionamento total, enquanto o CMN determina a contabilização em, no máximo, um ano.
De um total de 334 mil 812 operações realizadas, 3 mil 776 (1%) abocanharam R$ 2,5 bilhões (40%) dos recursos.
A inadimplência global atinge a 27,05%, acentuando-se ainda mais nos devedores com saldos superiores a R$ 100 mil, que chega a 51,11%.
Foram constatadas concessões de crédito a empresas consideradas de risco, contrariando pareceres técnicos do próprio BNB.
A equipe do TCU verificou, também, que o Banco Central nunca fiscalizou as operações de crédito realizadas com recursos do FNE.
Segundo o ministro Adylson Motta, relator da aditoria, com a renegociação das dívidas, os saldos que estavam em atraso transformaram-se em saldos normais, fazendo com que o balanço do FNE apresente um ativo saudável, quando na verdade seria de liquidez questionável.
O TCU determinou a realização de audiências do atual presidente do BNB, Byron Costa de Queiroz, e de João Alves de Melo, ex-presidente da instituição financeira, para que apresentem as justificativas para os atos praticados em desacordo com a legislação e normas do BC.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-93L-00597">
Perigos de Carnaval 
Em vésperas de Carnaval, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) mostra-se preocupada com a utilização de explosivos nas brincadeiras carnavalescas, responsável todos os anos por inúmeros acidentes, sobretudo com crianças em idade escolar. 
Em comunicado, a DECO considera essencial a informação dos consumidores sobre este assunto, causador também de ruído e perturbação da ordem pública, especialmente nas escolas. 
As bombas de Carnaval pertencem ao conjunto de explosivos tecnicamente designado como bombas de arremesso, cuja venda -- regulamentada por lei -- só pode ser feita a pessoas, com mais de 18 anos, que tenham autorização das autoridades competentes para as comprar. 
Mas de faltas de correspondência entre a lei e a realidade dos factos está o país cheio. 
Por exemplo, lembra também a DECO, entre os «brinquedos» preferidos pelas crianças nos festejos carnavalescos encontram-se os estalinhos, considerados brinquedos ou artifícios pirotécnicos que podem rebentar por choque ou através de um detonador. 
Encontram-se em todo o lado e, no entanto, o seu fabrico é proibido por lei. 
 
CGTP prepara congresso 
Hoje, Bush tem na agenda as cidades de Baidoa e Bali-Dogle e mais visitas a soldados, orfanatos e organizações humanitárias. 
 
O único incidente registado ontem em Mogadíscio ocorreu na embaixada francesa quando um somali tentou entrar nas instalações e não obedeceu à ordem de parar de um sentinela, anunciou o comando francês da operação «Oryx». 
O soldado disparou para o ar, mas o indivíduo continuou a avançar e foi atingido mortalmente. 
 
Lawrence Summers evitou atacar os países do G7, mas não pôde deixar de falar no Japão, sublinhando que os EUA «não manipulam artificialmente as taxas de câmbio» e que é seu desejo e de todo o mundo que este país «volte a ter um crescimento rápido». 
 
O Japão respondeu que concorda com as sugestões norte-americanas e que apoia uma acção concertada para travar a valorização do iene, considerada como brutal a ambígua -- já que se pode conduzir à diminuição do excedente comercial japonês pode também pôr em causa o crescimento mundial, na opinião do secretário do Tesouro dos EUA, Lloyd Bentsen. 
 
As multidões não acorreram à abertura, domingo, da exposição «A Idade do Barroco em Portugal», organizada pela National Gallery de Washington e a Secretaria de Estado da Cultura portuguesa, através do Instituto Português de Museus (IPM). 
Mas a exposição estará patente até 6 de Fevereiro e é provável que, nas suas visitas de rotina aos museus, grande parte dos washingtonianos venham a visitá-la. 
 
«Isto é maravilhoso, é um verdadeiro tesouro, que não imaginei que existisse». 
Mary Sue, 55 anos, entrou com a amiga na exposição, por acaso. 
Na realidade, vieram ao museu por causa da exposição sobre os «Pássaros da América», que está nas salas ao lado. 
Mas não se arrependeram. 
«É um povo e uma época fascinantes. 
Estamos mortas por visitar Portugal». 
 
Estas novas atitudes correspondem à célebre frase de Robert Fillion . 
«a arte é o que faz a vida parecer mais interessante que a arte». 
 
Esta exposição nasceu, ainda no dizer de Jean de Loisy, da leitura do célebre artigo de Allan Kaprow: «A herança de Jackson Pollock». 
Kaprow pretende que Pollock não teve tempo de levar as suas obras até às últimas consequências, as quais teriam sido, não limitar o quadro à tela posta no chão, mas de nele integrar o próprio chão do atelier, os objectos, os ruídos da rua, em suma, a vida. 
Este artigo, escrito em 1957, posiciona a arte numa nova direcção, da qual a exposição tenta ser o reflexo. 
Accionismo, novo realismo, «happening», poesia sonora, Fluxus, «performance», arte corporal, «environnements», são alguns dos nomes que, segundo os períodos e os países, foram dados a estas novas formas de arte. 
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-521-00601">
Editorial Num momento em que o caminho de mesmo tempo que decorriam traba- ferro português está à beira de lhos vultuosos na construção de ou- decisões estratégicas que o for- tras novas linhas e na modernização matarão por décadas, a FER XXI dá o da rede existente, a REFER demo- seu contributo para que o esclareci- rará cerca de três anos para cons- mento das questões seja profundo. truir cerca de 5 Km de linha entre Coina e Penalva. Haja Deus. As intervenções de especialistas e forças vivas da sociedade civil nas Não podíamos também deixar de sessões públicas da ADFER sobre alta desmitificar a ideia «politicamente velocidade, bitola europeia e loca- correcta» de que o tráfego misto é lização do novo aeroporto de Lisboa incompatível com a alta velocidade, são concerteza um factor cujo peso publicando artigos que mostram não é despiciendo, o qual o poder como as mercadorias convivem com o político não poderá deixar de consi- tráfego de passageiros nestas linhas derar, pela sua valia técnica e repre- por essa Europa desenvolvida fora. sentatividade social. Talvez alguns gurus mais ou menos mediáticos finalmente sintam a care- Ao promover a sua divulgação, esta- ca descoberta. mos a prestar um serviço que as ge- rações futuras agradecerão, com um A Bombardier, agora com a compra sistema de transportes potenciador do da ADTranz, é um importante cons- desenvolvimento harmonioso do País. trutor de material circulante fer- roviário em Portugal. Actor incon- Há comparações que mostram bem a tornável deste sector, este número dá ineficácia do «sistema» instalado na espaço à sua visão, imprescindível ferrovia portuguesa: enquanto neste momento de transformação. Espanha construiu integralmente num só ano um troço de 300 Km de linha nova de Alta Velocidade Diogo Andrade Correia no itinerário Madrid-Lérida, ao Director-Adjunto da FER XXI 1
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-43K-00602">
 Urbanização da Misericórdia 

  A recolha do lixo esteve por se fazer durante quatro dias, na Urbanização da Misericórdia e na Rua do Princípe Perfeito, em Viseu, alegadamente porque os camiões do Sistema de Recolha de Resíduos Sólidos e Urbanos de Viseu estavam avariados e porque estavam a ser sujeitos a uma revisão mecânica . 
  Os moradores não gostaram e queixaram-se dos maus cheiros que invadiram as suas casas . 
  Ontem, Teresa Isabel, uma das moradoras daquela urbanização voltou a queixar-se para o Serviços de Recolha do Lixo e denunciou a situação no nosso Jornal . 
  Do serviço voltaram a responder-lhe que «iam ver o que podiam fazer», depois de a moradora ter ameaçado com a apresentação de uma queixa junto do Ministério do Ambiente . 
  Cerca de uma hora depois os homens e os camiões lá estavam a proceder à recolha do lixo acumulado nos contentores e na via pública... 

CSP
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-802-00616">
SENAI / SC
 SENAI/SC abre inscrições para cursos técnicos em São José, Brusque e Jaraguá do Sul O SENAI/SC está aceitando inscrições para os cursos técnicos nas áreas de automobilística (em São José), eletrônica, estilismo e vestuário (em Jaraguá do Sul), mecânica e têxtil (em Brusque) e eletromecânica (em Jaraguá do Sul e Brusque).
O curso de Automobilística - destinado à formação de profissionais para indústrias montadoras, revendas e prestadoras de assistência técnica de veículos - terá 60 vagas, em duas turmas, e será realizado no Centro de Desenvolvimento Empresarial-Cedep (fone 048 343 0111), em São José.
As inscrições vão até o dia 12.
O SENAI/Jaraguá do Sul abriu 50 vagas, em duas turmas (pela manhã e à noite) para o Curso Técnico em Eletrônica, 60 vagas para o Curso Técnico em Confecção do Vestuário (também duas turmas) e 30 vagas para o Curso Técnico em Estilismo.
Os cursos de Confecção e Estilismo serão oferecidos em parceria com o Instituto Europeu de Design, de Milão, que fornecerá a tecnologia e treinamento dos instrutores.
As inscrições no SENAI/Jaraguá do Sul (fone 047 370 7722) também encerram-se no dia 12.
O SENAI/Brusque tem 25 vagas para o Curso Técnico em Mecânica e 30 vagas para o Curso Técnico Têxtil, ambos à noite.
O Curso Técnico em Eletromecânica será realizado em Jaraguá do Sul (com 64 vagas) e Brusque (50 vagas).
Nas duas cidades serão abertas turmas pela manhã e à noite.
O SENAI/Brusque (fone 047 351 3595) aceita as inscrições até o dia 18.
Os candidatos devem apresentar o comprovante de que está cursando segundo grau, exceto o curso de Técnico em Mecânica, de Brusque, que exige a conclusão do segundo grau.
Em todas as cidades haverá teste de seleção.
Outras informações podem ser obtidas através do SENAI On Line (0800 48 1212) ou diretamente nas unidades.
Florianópolis, 05.01.99
</DOC>

<DOC DOCID="HAREM-811-00623">
www.abola.pt - Sporting (edição de quinta-feira)
Sporting Clube de Portugal
Dias da Cunha usou um ditado popular para responder a Luís Filipe Vieira
Vozes de burro não chegam ao céu
A troca de palavras entre altos responsáveis dos velhos rivais lisboetas, numa fase da SuperLiga em que muita coisa está ainda por decidir, parece prolongar-se. Ontem, embora tenha moderado o teor das críticas, Dias da Cunha aproveitou «um ditado antiquíssimo» para responder a Luís Filipe Vieira: «Vozes de burro não chegam ao céu», disse. O presidente do Conselho Directivo evitou, contudo, alongar-se nas considerações, por entender que «os problemas sérios devem ser tratados de forma séria»...
Treino ligeiro em Alcochete para um plantel reduzidíssimo
Uma hora a brincar com a bola
O plantel leonino voltou a treinar-se ontem de manhã na Academia Sporting, em Alcochete, à porta fechada. Uma sessão dominada pelo trabalho com bola " pela primeira vez esta semana " e na qual apenas Niculae se treinou de forma condicionada, para um plantel ainda limitado pelas muitas ausências nas selecções. Aliás, ainda não será hoje que Bölöni poderá ensaiar movimentos de conjunto para o encontro de domingo com os vimaranenses, uma vez que Tello e Contreras apenas regressam amanhã à tarde a Lisboa... rumando de imediato a Alcochete. Tal como Kutuzov.
Revelações de José Bettencourt dão imagem do rigor
Campeões sem prémio pela vitória na Supertaça
Uma decisão inédita: os campeões nacionais nada receberam pela conquista da Supertaça Cândido de Oliveira. Uma medida «negociada com os jogadores e inédita na história do clube», revelou José Eduardo Bettencourt. Também a Taça de Portugal não proporcionou qualquer bónus. «Só se valesse a presença na UEFA», revelou o responsável. Sintomático do apertar do cinto em Alvalade.
Classificação
Informações gerais
Homenagem pela «dobradinha»
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<DOC DOCID="HAREM-021-00639">
Plano de Actividades 2000/2001
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO ESCOLA SECUNDÁRIA DE D. JOÃO DE CASTRO
Plano de Actividades
Manter a edição regular (no mínimo trimestral) do Boletim, dirigido á Escola, mas em particular aos pais e encarregados de educação.
Continuar a garantir a presença dos nossos representantes nos órgãos de Administração Escolar.
Manter um regular apoio e enquadramento dos pais eleitos como delegados de turma, de modo a cumprirem da melhor forma a sua actividade nos Conselhos de Turma.
Aprofundar a relação de trabalho com a Comissão Provisória da Escola.
Continuar a encetar contactos com o Ministério da Educação / DREL no sentido de se continuarem a melhorar as condições gerais da Escola com cooperação com os seus órgãos.
Articularmo-nos através de reuniões periódicas com a Associação de Estudantes e em particular neste ano lectivo colaborarmos no projecto que os alunos se propuseram, para a remodelação da sala de estudantes.
Promover novos Encontros/Debates dirigidos a pais e encarregados de Educação, versando assuntos temáticos do seu interesse e em particular, relacionados com a educação e a promoção integral do aluno para a cidadania (tema do projecto educativo da Escola).
Colocação de um novo placard informativo junto à Secretaria bem como de uma Caixa de Correio/Sugestões, no mesmo local.
Lisboa, Outubro de 2000
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<DOC DOCID="HAREM-837-00666">
O VALOR JURIDICO E PROBATORIO DE DOCUMENTOS ELETRONICOS.NOS ORGAOS PUBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS
 O Chefe da Casa Civil da Presidência da República torna pública a proposta de projeto de lei que dispõe sobre a autenticidade e o valor jurídico e probatório de documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio eletrônico. 
 A relevância da matéria recomenda a ampla divulgação da proposta, a fim de que todos possam contribuir para o seu aperfeiçoamento. 
 Sugestões deverão ser encaminhadas, até 15 de janeiro de 2001, para o endereço a seguir indicado: 
 Casa Civil da Presidência da República, Palácio do Planalto, 4o andar, sala no 113, CEP 70150-900 - Brasília-DF, E-mail: doc.eletronico@planalto.gov.br PEDRO PARENTE 
 Projeto de Lei 
 Dispõe sobre a autenticidade e o valor jurídico e probatório de documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais e municipais, por meio eletrônico, e dá outras providências 
 CONGRESSO NACIONAL decreta: 
 Art. 
 1o Os documentos produzidos, emitidos ou recebidos por órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, bem como pelas empresas públicas, por meio eletrônico ou similar, têm o mesmo valor jurídico e probatório, para todos os fins de direito, que os produzidos em papel ou em outro meio físico reconhecido legalmente, desde que assegurada a sua autenticidade e integridade. 
 Parágrafo único. 
 A autenticidade e integridade serão garantidas pela execução de procedimentos lógicos, regras e práticas operacionais estabelecidas na Infra-Estrutura de Chaves Públicas Governamental - ICP-Gov. 
 Art. 
 2o A cópia, traslado ou transposição de documento em papel ou em outro meio físico para o meio eletrônico somente terá validade se observados os requisitos estabelecidos nesta Lei e em seu regulamento. 
 Art. 
 3o A reprodução em papel ou em outro meio físico de documento eletrônico somente terá validade jurídica se autenticada na forma do regulamento. 
 Art. 
 4o O documento eletrônico a que se refere esta Lei deverá ser acessível, legível e interpretável segundo os padrões correntes em tecnologia da informação. 
 Art. 
 5o Fica autorizado o arquivamento por meio magnético, óptico, eletrônico ou similar, de documentos públicos ou particulares. 
 Art. 
 6o Atendido o disposto nesta Lei, os documentos arquivados na forma do artigo anterior, assim como suas certidões, traslados e cópias obtidas diretamente dos respectivos arquivos em meio magnético, óptico, eletrônico ou similar, produzirão, para todos os fins de direito, os mesmos efeitos legais dos documentos originais. 
 Art. 
 7o O arquivamento deverá garantir a integridade e autenticidade dos documentos, assegurando, ainda, que: 
 I - sejam acessíveis e que os respectivos dados e informações possam ser lidos e interpretados no contexto em que devam ser utilizados; II - permaneçam disponíveis para consultas posteriores; 
 III - sejam preservados no formato em que foram originalmente produzidos. 
 Art. 
 8o O sistema de arquivamento na forma autorizada por esta Lei deverá ainda: 
 I - manter equipamentos de computação necessários para a recuperação e a exibição dos dados arquivados, durante o prazo em que as respectivas informações permanecerem úteis; 
 II - dispor de métodos e processos racionais de busca e trilhas de auditoria; III - conter dispositivos de segurança contra acidentes e emergências, capazes de evitar a destruição ou qualquer dano que impossibilite o acesso aos dados arquivados ou em processo de arquivamento. 
 Art. 
 9o Os documentos em papel ou em outro meio físico e que tenham sido arquivados em meio magnético, óptico, eletrônico ou similar poderão, a critério da autoridade competente, ser eliminados por incineração, destruição mecânica ou outro processo adequado para este fim. 
 § 1o A eliminação a que se refere o caput far-se-á mediante lavratura de termo circunstanciado, por autoridade competente. 
... 2o Os documentos de valor histórico não serão eliminados, e poderão ser arquivados em local diverso da repartição que os detenha, para sua melhor conservação. 
 Art. 
 10. 
 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 Brasília, 
 FONTE: http://www.planalto.gov.br/. 
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<DOC DOCID="HAREM-591-00669">
 APOGEP
Procurar:  em: Escolha um canal... A APOGEP Notícias Eventos Associados Certificações Links Perguntas Frequentes Espaço do Sócio Sobre a IPMA Universo IPMA In English Contacte-nos Adesão   A APOGEP Notícias Eventos Associados Certificações Espaço do Sócio Perguntas Frequentes Sobre a IPMA Universo IPMA Links     28-03-2003
 
Convocatória para Assembleia Geral
Está agendada para o próximo dia 26 uma sessão da Assembleia Geral Ordinária da APOGEP para a eleição dos Corpos Gerentes para o triénio 2003-2005.Com abertura das urnas de voto para as 17 horas, a reunião que decorrerá no Hotel Lisboa Plaza, junto do Parque Mayer, tem o seu inicio marcado para as 18 horas, onde para além da eleição se realizará a aprovação do Relatório e Contas de 2002 e a apresentação do plano de actividades e orçamento para 2003
Sovnet organiza o 17º congresso mundial da IPMA
O 17º congresso mundial em Gestão de Projectos decorrerá entre os dias 4 a 6 do Junho, em Moscovo, tendo como principais linhas de acção a 
análise da gestão de projectos na sociedade, nos negócios e no próprio Estado. O evento incluirá também conferências sobre a gestão inovadora de projectos e no desenvolvimento de serviços profissionais. Além disso, serão apresentados vários casos práticos e as melhores práticas nesta área.
  Notícias EVM e gestão de riscos em análise WeDo adere à APOGEP   IPMA alarga presença internacional   Eventos SOVNET - Congresso Mundial IPMA, Moscovo - Russia     In English  |  Contacte-nos  |  Adesão © 2002 Associação Portuguesa de Gestão de Projectos Concepção e Produção:  Link Consulting S.A.
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<DOC DOCID="HAREM-73C-00675">
Fiquei admirada, surpreendida - agradavelmente surpreendida - quando ouvi na semana passada a Presidência, através da Ministra da Cultura, afirmar que convinha aplicar o artigo 151º. É certo que há que aplicar o artigo 151º do Tratado de Maastricht mas, ao lê-lo, verifico que é incitativo. Há que favorecer, há que incentivar, há que encorajar. Talvez fosse conveniente fazer mais alguma coisa. Hoje falamos também de educação e sabemos que ela avança mais rapidamente porque já não estamos apenas numa fase de encorajamentos mas de decisões. Num momento em que está a ter lugar a Convenção, em que se fala de refazer, de reformular determinado número de textos fundamentais, talvez seja necessário colocar também a questão do artigo 151º de uma forma que não a da sua simples aplicação.

É certo que os problemas que se nos depararão para o "Cultura 2000" e para a cultura em geral, que são problemas de orçamento, nos parecerão insuficientes. O orçamento não se prende apenas com uma questão de caixa, prende-se também com a questão da unanimidade ou da maioria qualificada. Prende-se também com os verdadeiros debates de fundo. Concordo com algumas intervenções que precederam a minha - pequeno ou grande projecto, cidadania e animação cidadã ou encorajamento, apoio à criação? Sem dúvida, prende-se com os dois aspectos. Ainda assim, há que pensar nos dois de uma forma diferente mas, ao mesmo tempo, conjunta. Qual deve ser a acção dos Estados? O que compete às iniciativas dos Estados? O que compete à União Europeia? Eis porque, Senhora Comissária, me permito propor que avancemos para uma Barcelona da cultura.

Senhora Presidente, em primeiro lugar, gostaria de fazer uma reflexão que se aplica a todos os assuntos tratados na Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação Social e os Desportos, de que sou membro. As verbas atribuídas a todos estes domínios não chegam a um por cento do orçamento comunitário. É-me difícil aceitar que os referidos assuntos constituam objectivos importantes deste Parlamento, quando lhes atribuímos uma parcela tão pequena do orçamento. Espero que esta situação se altere num futuro próximo.

Em segundo lugar, gostaria de referir que há poucos meses participei, no Círculo de Belas Artes de Madrid, num fórum que contou com a presença de responsáveis pela Cultura de diversos Estados-Membros, entre os quais se encontravam directores de museus nacionais, e lamento dizer que todos se manifestaram bastante descontentes com o programa CULTURA 2000. Muitos deles afirmaram considerar que se trata de um retrocesso em relação aos anteriores programas ARIANE e RAFAEL e que, face às despesas incorridas em trâmites burocráticos para poder solicitar uma ajuda, esta acabava, no final, por não se revelar compensadora. Em geral, acabaram por expressar a opinião de que se sentem um pouco enganados.

Creio que devemos procurar que as verbas disponíveis sejam distribuídas em moldes tendentes a criar mais apoios do que descontentamento, objectivo que considero extremamente importante para a imagem do que representa a cultura a nível europeu. 

Importante também é procurar simplificar a burocracia, pois todos os participantes no referido fórum concordaram em que este é um obstáculo de peso. Importa igualmente assegurar que não haja atrasos nos pagamentos, pois um grande número dos beneficiários não se pode permitir tais atrasos. Devemos também garantir que nenhum projecto seja rejeitado por motivos puramente formais, havendo que dar oportunidades também às pequenas organizações. Esta foi outra questão em relação à qual foram manifestadas queixas. 

Senhora Presidente, minhas Senhoras e meus Senhores das Instituições europeias, sejam sinceros: estão convencidos de que o direito europeu da concorrência, as normas sobre a altura dos assentos dos tractores ou as directivas sobre a liberalização do mercado da energia fazem bater mais depressa os corações para o processo da integração europeia? Falta provavelmente um outro factor de identificação para as pessoas dos nossos Estados-Membros. O intercâmbio cultural e a partilha cultural podem multiplicar a atenção positiva, podem fazê-lo muito mais do que, por exemplo, um controverso regulamento. A herança cultural e a diversidade cultural da Europa devem, desde o Tratado de Maastricht - a partir daí, a palavra cultura passou a existir nos Tratados -, fazer parte de toda a política comunitária, mas tal só acontece em teoria. Na prática, os Estados-Membros vigiam ciosamente a sua soberania cultural, quer no plano nacional, quer regional. Em questões culturais, o Conselho persiste no princípio da unanimidade, tendo como regra trabalhosos processos de concertação e tendo como consequência consensos a um baixo nível, bem como arreliadores atrasos - veja-se o programa CULTURA 2000.

E nem estamos sequer a falar de muito dinheiro. A percentagem das despesas com a cultura, inscritas no orçamento comunitário, sendo nada mais, nada menos do que 0,04%, é mais do que escassa. Para os operadores culturais e artísticos é altamente desanimador saber de antemão que a sua candidatura tem 90% de probabilidades de ser recusada, pois nem sequer 10% das candidaturas chegam a ser contempladas. Também para nós, deputados, não tem graça nenhuma, vermo-nos forçados a dar uma série de respostas negativas, gorando constantemente as expectativas depositadas.

Ninguém quer privar os países membros da sua competência, mas um pouco mais de sinceridade ficava-lhes bem. Lamentavelmente, esta também falta na aplicação prática do programa CULTURA 2000. Para mencionar apenas duas críticas: uma burocracia prejudicial, já foi dito, e os ruinosos atrasos nos pagamentos aos promotores dos eventos, dificultam desnecessariamente a vida aos candidatos. Por último, falta também um esquema de conteúdo lógico para o esclarecimento da questão: qual é o verdadeiro objectivo a promover? Chegar até ao maior número possível de pessoas sob a forma de grandes eventos? Ou dar ao maior número possível de operadores artísticos uma oportunidade de desenvolver actividades transfronteiriças? A clássica alta cultura tem mais facilidade em se manifestar. Mas o caminho para o coração das pessoas passa mais por apoiar operadores artísticos menos conhecidos, redes e iniciativas de cidadãos. É que são eles que produzem a mais-valia europeia.

A União Europeia constitui o mais poderoso espaço económico do mundo e disso gostamos de nos vangloriar com desassombrado orgulho. Mas a União Europeia é também um espaço cultural de uma imensa diversidade. Um bem destes é para arregalarmos os olhos e não para os desviarmos, e não estou a referir-me apenas ao programa CULTURA 2000. 
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<DOC DOCID="HAREM-092-00681">
Mosteiro São Geraldo de São Paulo 
Segunda fase de nossa história A segunda fase da história de Itapecerica que se costuma identificar estende-se desde a vinda dos colonos alemães, em 1828, até nossos dias. 
Esta fase pós1828 é tida como um processo de recolonização, uma nova fundação que teria redirecionado a história para os dias atuais. 
A valorização dessa fase histórica é reforçada pela falta de documentação sobre a fase anterior. 
Mas este hiato histórico é questionado pelo geógrafo Pasquale Petrone, que argumenta existir, ainda na década de 1960, fortes traços herdados de uma cultura indígena, especialmente nas atividades agrícolas (Corrêa, 1999, p. 
16). 
O antigo aldeamento foi então transformado em colônia e os alemães ocuparam uma localidade denominada quilombo. 
Mas, novamente, as características paisagísticas de Itapecerica, com matas cerradas e relevo acidentado, mostravam-se mesmo mais adequadas para abrigar negros refugiados em quilombos do que para colonos europeus. 
Assim, a maior parte dos colonos alemães acabou deslocando-se para Santo Amaro. 
Em 1841, a colônia foi elevada à categoria de Freguesia de Itapecerica pela Lei Provincial no 12, excluindo-se assim da jurisdição da Vila Piratininga e incluída na jurisdição da recém-criada Vila de Santo Amaro, à qual ficou subordinada por 36 anos. 
Em 08 de maio de 1877, a Lei Provincial nº 33 eleva Itapecerica à categoria de Vila, atribuindo-lhe emancipação política e administrativa e, desmembrando-a da então de Santo Amaro. 
Mas essa emancipação não apagou ainda os sinais de decadência que ainda marcavam Itapecerica desde a expulsão dos jesuítas. 
Estrada de Itapecerica, sem número - Bairro da Ressaca Itapecerica da Serra,SP - Brasil Tel.
:  (0xx11)>7947-1378 Fax:  (0xx11 )7947-1143 E-mail: csj@csasp.g12.br 
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<DOC DOCID="HAREM-312-00687">
Expedição Monte Roraima
 Diário de Bordo 30 de janeiro de 1999 Boa Vista - Presidente Figueiredo Partimos de Boa Vista com um certo atraso: a Rede Globo local procurou-nos para algumas filmagens; 
 saímos para consertar o farol baixo do Toyota que tornou a dar problemas e também procuramos um fusível para o inversor de corrente usado no
Land Rover. 
Solucionados os problemas, pé na estrada (9h55). 
Este trecho da estrada já era nosso conhecido, pois havíamos passado por lá na ida para o Monte Roraima.
O que mais nos ansiava era a passagem pela reserva Waimiri-Atroari (os 120 km de estrada que a cortam). 
Pouco antes da reserva, paramos na Praça do Centro da Terra, onde passa a linha do Equador, para filmarmos e fotografarmos.
Quando entramos na reserva, paramos diversas vezes para filmar os vários pássaros que vimos: araras, ararinhas e tucanos. 
Na divisa de Roraima com Amazonas, ainda na reserva, paramos para um maravilhoso banho no rio Alalau. 
É turma, banho num rio da Floresta Amazônica!
A Lua resolveu aparecer um pouco mais cedo e, antes de deixarmos o rio, viajamos no lindo visual que ela trouxe. 
Chegamos a Presidente Figueiredo às 19h30 e, coincidentemente, encontramos o Sub-Secretário de Turismo, que já nos aguardava, devido a um contato feito pelo pessoal da Secretaria de Turismo de Roraima.
Jantamos com o Secretário de Turismo, que relatou-nos tudo o que está acontecendo em Presidente Figueiredo no que tange o turismo ecológico.
Ficamos muito surpresos, pois o desenvolvimento da região é muito promissor. 
Fomos convidados para participar de um passeio off-road por algumas trilhas da região, o que nos fez mudar de idéia em relação a nossa ida a
Manaus. 
Ficaremos mais um dia e aproveitaremos para conhecer algumas "quebradas" daqui. 
Após o jantar, alguns de nós foram a um clube da cidade para conhecer de perto o famoso "Boi", que é a música típica da região. 
A noitada foi boa... 
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<DOC DOCID="HAREM-112-00694">
Nossa História
 A Leonardo da Vinci existe desde 1952. 
Conforme pesquisa feita com intelectuais e personalidades, e publicada no Jornal do Brasil, foi escolhida como a melhor livraria de nossa cidade.A responsável por este sucesso chama-se Vanna Piraccini, ou melhor dizendo, a D. Vanna. 
Nascida em Bologna, Itália, veio para o Brasil em 1952 acompanhando seu marido advogado e no mesmo ano abriria as portas da Leonardo da Vinci. 
D. Vanna é uma livreira à moda clássica. 
Conhece pessoalmente seus clientes, troca idéias com eles ou orienta-os quando jovens. 
O nome escolhido por D. Vanna, é o que ela espera que sua livraria represente: uma proposta de Renascimento do Homem e do Saber. 
Temos portanto não apenas um endereço na internet, mas também uma sede, com livros de verdade em estoque, e pessoas de carne e osso para atendê-lo. 
Somos uma livraria internacional, ou seja, trabalhamos não apenas com livros publicados no Brasil , mas também com livros procedentes dos Estados Unidos e da Europa. 
No momento, estamos importando regularmente dos EUA, da França, da Inglaterra, da Itália, da Espanha e da Alemanha, além de dispormos de obras editadas em Portugal e que contam com uma distribuição no país. 
Em nossa loja virtual, você poderá consultar nosso catálogo, ordenado por autores, títulos e assuntos, independente da língua ou da origem do livro. 
Na maioria dos casos, temos o título em estoque, embora eventualmente, o mesmo possa estar em falta.
Nesse caso, poderemos efetuar o pedido para você. 
Uma de nossas principais diferenças em relação a outras "lojas virtuais" reside justamente na existência de um catálogo rico e variado, embora dispondo de um número limitado de exemplares de cada livro, devido a problemas de espaço. 
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<DOC DOCID="HAREM-514-00713">

 Brizola desiste de fazer alianças e diz que vai "correr por fora" 
 PLÍNIO FRAGA 
 Da Sucursal do Rio 

 O governador do Rio, Leonel Brizola (PDT), 72, disse à Folha que não acredita que consiga concretizar alianças com outros partidos e está decidido a "correr por fora" . 
  O PDT sondou o PSB e a ala gaúcha do PMDB, mas sem sucesso . 
  Brizola afirma que o "sistema" quer uma polarização entre o virtual candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), para que este seja eleito . 


 Folha  Como o sr. recebeu o resultado da pesquisa Datafolha, na qual aparece com a maior índice de desaprovação entre os governadores? 


 Leonel Brizola  A pesquisa impressiona mas não são dados definitivos apresentando-me com 52% de ruim ou péssimo a esta altura . 
  Considero que representa o ônus que paga um governante que não fez propaganda, que trabalha com austeridade e sobretudo porque tem um gigante, quase um monopólio da comunicação, contra mim, deformando e discriminando permanentemente . 
  Esse nosso segundo governo é muito melhor que o anterior e a população vai também chegar a essa conclusão . 
  Isto não me surpreende . 


 Folha  O sr. ainda está tentando articular uma aliança com parte do PMDB ou com outro partido? 


 Brizola  Penso que não teremos alternativa senão correr por fora . 


 Folha  O adversário principal do sr. será Lula ou o ministro Fernando Henrique Cardoso? 


 Brizola  Ambos . 
  Representam duas grandes imposturas . 
  O sistema quer que eles polarizem . 
  Para chegar à eleição do candidato do sistema, que é o Fernando Henrique . 
  A candidatura Lula vem para ensejar a vitória do outro . 
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<DOC DOCID="HAREM-724-00729">
 Livro 'infantil' traz poesias com reflexão sobre linguagem 
 Da Redação 

 "Num Zoológico de Letras" é o mais novo livro para crianças do artista plástico Guto Lacaz e do poeta Régis Bonvicino, colaborador da Folha . 
  A coletânea, de dez poemas, tem ilustrações coloridas . 


 O livro não é exatamente infantil . 
  Bonvicino diz que não se considera escritor de livros infantis . 


 Por sua vez, Lacaz define todo seu trabalho como adulto-infantil, que pode ser lido por qualquer público." 
 Mas se esse público nos aceitar, nosso trabalho subirá na escala . 


 Régis considera o livro "coisa de artistas oferecida às crianças, que tenta contribuir para criar o hábito de artistas se dedicarem à poesia infantil, como Cecília Meireles e Vinicius de Moraes" . 


 Lacaz diz que a parceria é antiga . 
  "Era admirador do Régis, escrevi um livro que partiu de um poema dele . 


 O texto inspirou a imagem e vice-versa": "O focinho, tomada/ as patas, pés-de-cabra/ o rabo, fio-pavio/que não acende nada/ o nome, diabo, briaco/ imundo, sujo e torpe/ o que de pior existe/ já os olhos tão tristes/ tu que um dia já foste/ o javali de Asterix" . 
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<DOC DOCID="HAREM-149-00749">
	Leôncio impaciente e com o coração ardendo nas chamas de uma paixão febril e delirante não podia resignar-se a adiar por mais tempo a satisfação de seus libidinosos desejos. Vagando daqui para ali por toda a casa como quem dava ordens para reformar o serviço doméstico, que dai em diante ia correr todo por sua conta, não fazia mais do que espreitar  todos os movimentos de Isaura, procurando ocasião de achá-la a sós para insistir de novo e com mais força em suas abomináveis  pretensões. De uma janela viu as escravas fiandeiras atravessarem o  pátio para irem jantar, e notou a ausência de Isaura. 
	- Bom!... vai tudo às mil maravilhas, murmurou Leôncio com satisfação; nesse momento passava-lhe pela mente a feliz lembrança de mandar o feitor levar as outras escravas para o cafezal, ficando ele quase a sós com Isaura no meio daqueles vastos e desertos edifícios.
	Dir-me-ão que, sendo Isaura uma escrava, Leôncio, para achar-se a sós com ela não precisava de semelhantes subterfúgios, e nada mais tinha a fazer do que mandá-la trazer à sua presença por bem ou por mal. Decerto ele assim podia proceder, mas não sei que prestígio tem, mesmo em uma escrava, a beleza unida à nobreza da alma, e à  superioridade da inteligência, que impõe respeito aos entes ainda  os mais perversos e corrompidos. Por isso Leôncio, a despeito de todo o  seu cinismo e obcecação, não podia eximir-se de render no fundo  d'alma certa homenagem à beleza e virtudes daquela escrava excepcional,  e de tratá-la com mais alguma delicadeza do que às outras. 
	- Isaura, - disse Leôncio, continuando o diálogo que deixamos apenas encetado, - fica sabendo que agora a tua sorte está inteiramente entre  as minhas mãos.
	- Sempre esteve, senhor, - respondeu humildemente Isaura.
	- Agora mais que nunca. Meu pai é falecido, e não ignoras que sou eu o seu único herdeiro. Malvina por motivos, que sem dúvida terás adivinhado, acaba de abandonar-me, e retirou-se para a casa de seu pai. Sou eu, pois, que hoje unicamente governo nesta casa, e disponho do teu destino. Mas também, Isaura, de tua vontade unicamente  depende a tua felicidade ou a tua perdição.
	- De minha vontade!... oh! não, senhor; minha sorte depende unicamente da vontade de meu senhor.
	- E eu bem desejo - replicou Leôncio com a mais terna inflexão de voz, - com todas as forças de minha alma, tornar-te a mais feliz das criaturas; mas como, se me recusas obstinadamente a felicidade, que tu, só tu me poderias dar?...
	- Eu, senhor?! oh! por quem é, deixe a humilde escrava em seu lugar; lembre-se da senhora D. Malvina, que é tão formosa, tão boa, e que tanto lhe quer bem. É em nome dela que lhe peço, meu senhor; deixe de abaixar seus olhos para uma pobre cativa, que em tudo está pronta para lhe obedecer, menos nisso, que o senhor exige... 
	- Escuta, Isaura; és muito criança, e não sabes dar ás coisas o devido peso. Um dia, e talvez já tarde, te arrependerás de ter rejeitado o meu amor.,
	- Nunca! - exclamou Isaura. - Eu cometeria uma traição infame para com minha senhora, se desse ouvidos às palavras amorosas de meu senhor.
	- Escrúpulos de criança!.., escuta ainda, Isaura. Minha mãe vendo a tua linda figura e a viveza de teu espírito, - talvez por não ter filha alguma, - desvelou-se em dar-te uma educação, como teria dado a uma filha querida. Ela amava-te extremosamente, e se não deu-te a liberdade foi com o receio de perder-te; foi para conservar-te sempre junto de si. Se ela assim procedia por amor, como posso eu largar-te de mão, eu que te amo com outra sorte de amor muito mais ardente e exaltado, um amor sem limites, um amor que me levará à loucura ou ao suicídio, se não... mas que estou a dizer!... Meu pai, - Deus lhe perdoe, - levado por uma sórdida avareza, queria vender tua liberdade por um punhado de ouro, como se houvesse ouro no mundo que  valesse os inestimáveis encantos, de que os céus te dotaram.  Profanação!... eu repeliria, como quem repele um insulto, todo aquele  que ousasse vir oferecer-me dinheiro pela tua liberdade. Livre és tu,  porque Deus não podia formar um ente tão perfeito para votá-lo à  escravidão. Livre és tu, porque assim o queria minha mãe, e assim o quero  eu. Mas, Isaura, o meu amor por ti é imenso; eu não posso, eu não  devo abandonar-te ao mundo. Eu morreria de dor, se me visse forçado a largar mão da jóia inestimável, que o céu parece ter-me destinado, e que eu há tanto tempo rodeio dos mais ardentes anelos de minha  alma...
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<DOC DOCID="HAREM-04L-00778">
Palma Inácio, ex-comandante operacional da LUAR, numa entrevista ao «Expresso», afirma que não reconhece, aos que contra ele se colocam, envergadura moral para o ofender e lembra que o ELP de Spínola foi a organização mais terrorista de Portugal. 
 
O templo, de configuração quadrangular, com cerca de 15 metros de largo, foi descoberto quando Sérgio Coutinho, proprietário de um terreno, ali quis fazer um estabelecimento de turismo rural. 
Os arqueólogos chamados ao local avaliaram o achado como sendo da época de Júlio César, mas só agora, após diversas investigações das arqueólogas Ana Arruda e Catarina Viegas, acompanhadas por técnicos do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, se chegou a um «consenso pleno». 
Na mesma zona em que foi encontrado o templo, a Alcáçova, a caminho das Portas do Sol, foram ainda descobertas cisternas romanas que estão também a ser objecto de escavações e estudos arqueológicos. 
 
Para o autarca José Noras, em declarações à agência Lusa, o achado arqueológico «permite descodificar a presença romana na velha «Scalabis» e explicar a importância estratégica de Santarém no contexto da Península dessa época». 
O município vai agora preservar o monumento e promover o seu conhecimento por arqueólogos e estudantes. 
 
Ontem, até os futebolistas brasileiros Ronaldo, Roberto Carlos e Denilson ajudaram à festa («O nosso favorito era Kuerten; agora é Rios»), aplaudindo o vencedor de pé. 
E Pioline saboreou esse instante: 
«Tenho um lado exibicionista que ainda não tinha explorado bem.» 
 
O próximo adversário será o «artista» Hicham Arazi que garantiu nova presença nos quartos-de-final do Grand Slam francês. 
Vindo  do anonimato em 1997 graças a quatro vitórias consecutivas (a última das quais sobre Marcelo Rios) em Roland Garros, Arazi (47º ATP) parece disposto a fazer melhor este ano depois de ter eliminado Alberto Berasategui (cabeça de série nº16), um dos tenistas em melhor forma esta época sobre a terra batida (vitórias-derrotas: 18-4). 
«Não tenho feito grandes resultados ultimamente, mas quando começo a bater umas bolas aqui sinto-me logo melhor», reconheceu o marroquino após o triunfo por 6-2, 6-4, 3-6 e 6-3. 
 
A economia é muito, mas não é tudo para aferir da força vital que sai das entranhas de um povo. 
 
O sistema encontra-se disponível no mercado português e faz parte do pacote proposto aos franchisados. 
 
Miguéns Cardoso, da Triunfo / Il Fornaio, considera que, em termos de «software», uma solução integrada e o apoio do consultor informático é a solução mais adequada à gestão de uma rede comercial deste género. 
O Grupo apostou nesta solução desde 1990 e as perspectivas são para a abertura de uma nova loja por mês. 
 
Uma associação de consumidores de Coimbra exigiu de novo a extinção do Instituto do Consumidor, que acusa de ter gasto em 1994 dinheiro sem proveito visível para os consumidores. 
A Deco tem uma posição oposta e o organismo visado limita-se a propor uma leitura atenta do relatório de actividades desenvolvidas. 
 
O Instituto do Consumidor (IC) gastou em 1994 mais de meio milhão de contos sem resultados visíveis, acusa a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), que endereçou uma carta ao primeiro-ministro propondo a «extinção», ainda antes das eleições, daquela estrutura do Ministério do Ambiente. 
Cada dia que passa torna mais evidente que o voto dos eleitores do Entre Douro e Minho vai ser decisivo para o resultado final do referendo. 
É para esta região que se viram os olhos dos partidários do «sim», ansiosos por uma votação que compense a quebra anunciada pelas sondagens noutras zonas do país. 
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<DOC DOCID="HAREM-642-00800">
 NOTÍCIAS Clinton diz que a Sérvia será livre e democrática Os Estados Unidos estão dispostos a admitir a Sérvia como parte integrante da nova Europa se os sérvios aceitarem seus valores de liberdade e democracia, afirmou ontem o presidente Bill Clinton num discurso sobre o conflito em Kosovo.
Mas o presidente norte-americano reafirmou a determinação da OTAN de continuar atacando a Iugoslávia enquanto o presidente Slobodan Milosevic não aceitar os princípios básicos apresentados pelos aliados.
"A Sérvia tem opção", disse o presidente norte-americano.
"Milosevic e seus aliados puseram seu povo no caminho do ódio racial e religioso (...
) Mas há outro caminho disponível: o daquelas pessoas de diferentes origens que trabalham em conjunto para que o futuro multiétnico seja melhor", acrescentou.
"Estamos preparados para aceitar a Sérvia dentro de uma nova Europa se os sérvios desejarem tomar e aceitar este futuro, se eles estiverem dispostos a construir uma Sérvia e uma Iugoslávia democráticas, respeitando os direitos e a dignidade de todas as pessoas".
Clinton, que falou para uma assembléia de ex-combatentes, criticou duramente o presidente Slobodan Milosevic e acusou-o de ter cimentado seu poder há 10 anos estimulando o ódio racial e religioso em seu país.
Também ressaltou a importância estratégica que tem o conflito em Kosovo, tanto para a Europa como para os Estados Unidos.
"Se nos desinteressarmos pelo assunto -disse- teremos toda uma série de problemas nos anos futuros".
Informou que uma investigação do Tribunal Internacional Penal para a ex- Iugoslávia (TPI) encontra-se em andamento contra Milosevic, que é acusado de "crimes de guerra, execuções maciças e limpeza étnica".
"Apesar destas operações de limpeza étnica não serem a mesma coisa que o extermínio étnico praticado durante o Holocausto, as duas matanças estão vinculadas e expõem uma opressão perversa, premeditada e sistematicamente alimentada pelos ódios étnicos e religiosos", expressou.
Clinton disse que durante a sua visita, na semana pasada, à sede da OTAN, em Bruxelas, reforçou sua convicção de que "nós ganharemos" o conflito
contra a Iugoslávia.
Finalmente esclareceu que as forças sérvias enfrentam a cada dia "mais dificuldades para se proteger, manter e atacar os kosovares que ainda permanecem na província" devido aos ataques das forças aliadas.
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<DOC DOCID="HAREM-32J-00801">
A Assembleia aprovou ainda moções que reclamavam a divulgação dos resultados provisórios da avaliação das universidades, a fiscalização da constitucionalidade da Lei de Financiamento do Ensino Superior Público, e insistiam nas campanhas de divulgação das queixa dos estudantes, aproveitando, por exemplo, a presença da comunicação social no próximo jogo Académica-Benfica.

Entre as propostas mais ousadas, decidiu-se pedir ao Presidente da República que proponha um referendo sobre a Lei do Financiamento, desafiar as televisões a promoverem um debate entre o ministro da Educação e todos os dirigentes associativos, pintar de negro a sede da Direcção Regional de Educação do Centro e remeter envelopes com folhas de papel higiénico ao ministério.

E não seria mais útil que o dr. Soares que, enquanto primeiro-ministro, deixou a educação no caos que se conhece, dirigisse mensagens a lançar o debate sobre o que há a reformar no ensino, em vez de passar a vida a exigir uma televisão tão livre que Eduardo Moniz tenha liberdade para criticar toda a gente excepto .. o dr. Soares?

... E, se o dr. Soares tivesse praticado desporto na escola, será que, hoje, pensaria da mesma maneira?
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<DOC DOCID="HAREM-352-00803">
Marfinite - Origem -Quem Somos ?
DADOS SOBRE A EMPRESA Colocada entre as três primeiras no «ranking» dos fabricantes de produtos moldados com injeção de termoplástico, a MARFINITE é uma empresa de capital 100% nacional, fundada em 1961 e pode ser considerada a pioneira no ramo de termoplásticos a abrir pontos de venda em todo o país, desde 1970.
Atualmente conta com 250 revendedores espalhados por todo o território nacional.
Tem loja e depósito instalados à Rua Costa Aguiar, 590, no bairro do Ipiranga, na capital paulista.
Emprega diretamente 600 pessoas.
A administração, vendas e a fábrica da MARFINITE ficam em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, num terreno de 230 mil metros quadrados, com 25 mil metros quadrados de área construída.
Basicamente a empresa trabalha com injeção de termoplásticos (polipropileno e polietileno).
Utiliza-se de resinas da indústria petroquímica nacional, que são modificadas na fábrica de Itaquaquecetuba, com cargas minerais, fibras e estabilizantes à luz, seguindo formulações tecnicamente das mais avançadas para acrescentar qualidade extra aos produtos.
Possui mais de 60 máquinas de injeção, contando com equipamentos do tipo prensa BATTENFELD, capaz de produzir monoblocos de até 35 Kg.
de plástico injetável por vez.
A empresa tem capacidade instalada para produzir 12.000 toneladas / ano.
Muito conhecida pelo grande público como produtora de móveis para jardim, praia e campo a MARFINITE conta com as seguintes linhas de produtos: a) móveis e objetos para exteriores: jardim, piscina, praia e campo b) móveis e objetos para interiores: indústria, comércio e residências c) caixas p / armazenagem, acondicionamento e transportes de produtos diversos e «containers» de vários tamanhos d) utensílios domésticos: com mais de 120 itens, que vão de bacias e baldes a potes térmicos e saladeiras centrífugas e) construção civil: caixas d' água com reservatórios com capacidade para até mil litros, bem como cones para sinalização de ruas, estradas e obras f) embalagens para indústria alimentícia. g) bolas de boliche e bilhar e esferas para desodorantes tipo "roll-on " Em 1997 a MARFINITE tem como objetivo reforçar o plano de expansão de sua área comercial, ampliando seu leque de revendedores.
Com a meta de aumentar seus pontos de venda, a MARFINITE abre perspectivas de negócios e geração de empregos, através de novos distribuidores no Brasil e no exterior que estejam interessados em vender no varejo suas múltiplas linhas de produtos.
Em 1996 seu faturamento foi da ordem de 35 milhões de dólares.
A filosofia da empresa é a de sempre investir na produção e desenvolvimento de novos produtos.
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<DOC DOCID="HAREM-727-00808">
UMA EX-ESPERANÇA
Inovação tecnológica concentrada entre grandes e médias empresas e uma forte dependência a grupos estrangeiros no que se refere à pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) estão deixando o Brasil para trás na corrida tecnológica.
Estudo realizado pelo "Observatoire des Sciences et Techniques" (OST), instituição francesa voltada ao recenseamento de pesquisa científica e tecnológica, concluiu que a produção científica da União Européia ultrapassou em volume a dos Estados Unidos pela primeira vez.
No que se refere ao Brasil, o diretor da OST, Rémi Barré, o coloca ao lado da Índia, definindo os dois países como "ex-esperanças" de desenvolvimento na era da tecnologia da informação.
A opção pela desarticulação de uma política nacional de P&amp;D é corroborada por outro levantamento, realizado em 1996 pela Fundação Seade, através da sua "Pesquisa da Atividade Econômica Paulista" (Paep), que ouviu 400 mil empresas do estado.
Como assinala a "Gazeta Mercantil", constatou-se que as inovações tecnológicas estão concentradas apenas em parte das maiores empresas e que centros de pesquisa, universidades e consultorias, entre outros organismos, não são fontes de informação prioritárias para o empresariado paulista.
(Análise da AcessoCom, 10/1/2000)
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<DOC DOCID="HAREM-13K-00819">
P - Ironia? 

R - Não, não, é uma realidade! Provo que foi um aliado precioso. 

P - Porquê? 

R - Isso agora há que ler o livro, onde está tudo explicado. Aliás, começo por dizer [e lê]: "Apesar de hoje estar incompatibilizado com Luís Filipe Vieira, como cidadão e presidente do Benfica, devo reconhecer, por imperativo de consciência, que como presidente do Alverca foi um precioso aliado." Depois explico em quê. 

P - Esse é o capítulo dos "aliados". Não tem, também, um capítulo dos inimigos? 

R - Não, não. Este é um livro, pela positiva, da história da minha vida. E em relação à minha vida, tanto desportiva, que é o que está em causa, como particular, tenho sempre o cuidado de valorizar o que é importante, que é a amizade, a solidariedade, a dignidade. Em relação ao resto, esqueço e não dou confiança. 

P - Quer dizer que Luís Filipe Vieira só está nesse capítulo e em mais nenhum? 

R - Sim, não está em mais nenhum. Ele é meu inimigo em quê? Ele só segue uma estratégia... O homem agora só pensa no Benquerença e em mim, mas isso é estratégia, que ele, coitado, não é má pessoa. [sempre com as folhas do manuscrito nas mãos] Tenho aqui a história da penhora da retrete, depois tenho um capítulo especial para a história da Taça UEFA, a polémica do PPA [Plano de Pormenor das Antas], igualmente um capítulo, a Champions League... Depois menciono os objectos mais especiais das minhas recordações... 

P - O prefácio do livro é da autoria do presidente da UEFA, Lennart Johansson. Foi por vontade sua? 

R - Não. Até lhe digo que no início achei que não lho deviam pedir, porque tinha ideia de que Johansson não estaria disponível para o fazer. 

P - Por estar ainda no activo? 

R - Nem é por estar no activo. Sei que Johansson tem por mim uma grande estima, da mesma forma que eu tenho por ele. Pensava eu que acontecia com ele o mesmo que acontece um pouco comigo, ou seja, também me têm sido pedidos muitos prefácios para muitos livros - fiz um a um poeta, João Coelho dos Santos, que foi presidente do Automóvel Clube de Portugal, mas esse foi uma excepção. Eu pensava que ele iria responder dizendo que, por não ser norma, não o poderia fazer. Quando li o prefácio fiquei admirado e muito sensibilizado, porque representa, para mim, uma grande prova de consideração pública. 

P - O livro já terá garantida a pré-venda de 80 mil exemplares. Surpreende-o? 

R - Muitíssimo. Quando o editor me falou em 80 mil, achei que ele estava a brincar. Admito que ele possa ter razão, ainda que só quando os vir vendidos é que lha dou por inteiro. Mas quando chegaram propostas, tanto a ele como a mim, para publicar o livro fazendo uma edição em inglês, ou para o ir apresentar a Espanha - aliás, será feita uma apresentação no dia 16 em La Toja -, fiquei admirado. 
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<DOC DOCID="HAREM-974-00827">
Da Reportagem Local
Uma boa opção de programas para quem tem drive de CD-ROM no computador é a linha de fotos da Corel. 
Composta por 250 títulos em CD, a linha Corel Photo CD funciona em PC e Macintosh. 
Entre os títulos disponíveis no Brasil estão "Fireworks", com fotos de fogos de artifício, "The Artic" (neve e gelo) e "Aviation Photography" (aviões). 
Cada CD, com cem fotos de uso livre, custa R$ 29 na CI-Compucenter. 
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<DOC DOCID="HAREM-301-00832">
Hi-Training
Como especialista de comunicação online , a Hi-Media tem assumido um papel de interveniente activo e dinamizador neste segmento de mercado. Em Março de 2001 e de forma pioneira, lançou as 4&amp;ordf;s Feiras Temáticas, um programa de Acções de Formação "in house", dedicado a todos os profissionais que de forma directa ou indirecta se relacionam com o "mundo da publicidade on-line" e que contou com a presença de 172 participantes.
Em Setembro a Hi-Media lança o Hi-Training , respondendo ao interesse demonstrado por várias empresas que solicitaram uma adaptação dos conteúdos das acções às suas necessidades de formação.
O Hi-Training éum programa constituído por 6 módulos temáticos independentes , cujos conteúdos se destinam a todos aqueles que querem aprender a tirar partido deste novo e revolucionário meio de comunicação, estando previsto um limite máximo de 12 participantes por acção.
Saber Navegar éPreciso, Descodificar a linguagem éFundamental, Comunicar de forma Apelativa faz a Diferença, Rentabilizar o investimento e Controlar resultados éCrucial, Conhecer as potencialidades do meio éPrimordial, Actualizar Conhecimentos descobrindo novos horizontes dá-lhe Vantagem!
Faça o diagnóstico dos conhecimentos Web da sua equipa. Seja qual for o ponto de situação, dê-nos o seu briefing para que possamos adaptar o(s) conteúdo(s) do(s) ao seu caso. Contacte-nos!
Se quer saber mais sobre o Hi-Training contacte Benedita Simas pelo telefone 21 355 27 21 ou pelo endereço e-mail: bsimas@hi-media.com
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<DOC DOCID="HAREM-27C-00833">
Reinício sessão
 Declaro reaberta a sessão do Parlamento Europeu, que tinha sido interrompida na quinta  feira, 21 de Setembro de 2000.
Aprovação acta da sessão anterior
A acta da sessão de quinta  feira, 21 de Setembro de 2000, já foi distribuída.
Há alguma observação ?
Senhora Presidente, gostaria de levantar uma questão em relação à acta.
Por alguma estranha razão, o meu nome não consta da lista de presenças.
Solicito a correcção e, ao mesmo tempo, aproveito para dizer que, hoje, vir da Finlândia a Estrasburgo demorou apenas nove horas.
É quase o meu recorde pessoal deste semestre !
Com certeza, Senhora Deputada Thors, vamos corrigir a acta.
(O Parlamento aprova a acta)
Comunicação da Presidência sobre a situação no Médio Oriente
 Caros colegas, nestes últimos dias, como sabem, Jerusalém, bem como outras cidades, e os territórios palestinianos entraram infelizmente em pé de guerra e as vítimas são já numerosas.
Hoje mesmo, helicópteros bombardearam alvos em Gaza, agravando assim a situação.
Devo expressar, em nome do Parlamento Europeu, a minha mais profunda emoção face a esta nova explosão de violência, e, às famílias das vítimas, o quanto partilhamos a sua dor e a sua dura experiência.
O estatuto de Jerusalém esta triste realidade demonstra  o  constitui uma das chaves da paz no Próximo Oriente.
A cidade está carregada de símbolos poderosos para as três religiões monoteístas.
Qualquer atentado contra ela significa negar a vontade de paz e travar a procura de uma solução aceitável por todos.
Todavia, sabemos que existem homens de paz, de ambos os lados, desejosos de andarem para a frente.
A presença conjunta de Ahmed Qurie e de Avraham Burg, respectivamente Presidente do Conselho Legislativo palestiniano e Presidente da Knesset, aqui mesmo, no nosso período de sessões de Setembro, demonstrou  o mais uma vez.
Relativamente à questão de Jerusalém, deram mostras de um espírito de abertura e de uma capacidade de ouvir portadores de esperança.
Neste momento em que se inicia o nosso período de sessões do Parlamento Europeu, faço um apelo à comunidade internacional no sentido de fazerem os possíveis por retomarem o mais rapidamente possível o diálogo.
A União Europeia já reagiu.
Espero que multiplique os seus esforços, para os quais o Parlamento Europeu dará toda a sua contribuição.
 (ES) Senhora Presidente, quero antes de mais, em nome do Grupo Socialista, apoiar as suas palavras e exprimir a nossa total conformidade com as mesmas.
Permitir  me  á propor, em nome do meu grupo, que este tema da máxima importância, que afecta as responsabilidades da União Europeia  a Senhora Presidente, de resto, salientou  o , seja incluído no debate que vamos realizar amanhã sobre a Cimeira de Biarritz.
É evidente que a situação no Médio Oriente figurará entre os temas que deverão abordar  se nesta cimeira, embora esta tenha carácter informal.
Além disso, queria referir que a Senhora Presidente salientou correctamente que houve uma provocação inadmissível por parte de um líder da extrema direita israelita conhecido pelas suas atitudes extremistas no passado.
Penso também, porém, que devemos dirigir  nos, fundamentalmente, aos nossos amigos israelitas para lhes dizer que um governo democrático e legitimamente constituído, como é o caso do Governo  israelita, não pode responder com disparos e com tanques contra crianças e jovens que arremessam pedras.
Trata  se de uma resposta absolutamente desproporcionada que em nada contribui para o processo de paz.
Penso, Senhora Presidente, que depois da visita  por convite seu  que nos fizerem os Presidentes dos parlamentos israelita e palestiniano no mês passado, temos suficiente legitimidade moral para nos dirigirmos aos nossos parceiros do Médio Oriente nos termos mais enérgicos, disponibilizando também os nossos bons ofícios.
 (FR) Senhora Presidente, dirigi  lhe uma carta em nome do meu grupo no sentido de lhe pedir uma modificação da ordem do dia sobre a questão que a senhora acaba de abordar com toda a dignidade.
Uma vez que o senhor deputado Barón Crespo também usa da palavra, proponho que abordemos a questão imediatamente.
Efectivamente, penso que, uma vez que o nosso Parlamento, com muita oportunidade, convidou conjuntamente, há um mês, os Presidentes da Knesset e do Conselho Legislativo palestiniano, precisamente no sentido de afirmar a sua vontade de intervir como actor a favor do processo de paz, não podemos, enquanto Parlamento, calar  nos hoje.
A senhora relatou, com palavras que partilho profundamente, a situação dramática que se vive neste preciso momento na Palestina e em Israel.
Compreendo muito bem que o senhor Presidente Prodi, amanhã, que o Conselho, que nós próprios, alguns de nós, intervenham no debate geral.
Não está certo.
Por conseguinte, sugiro, em nome do meu grupo, que se tente, amanhã se possível, ou noutro dia se necessário, dedicar uma hora a este assunto tão importante e adoptar uma resolução.
Se tal não for possível, sugiro que este assunto seja pelo menos objecto de uma questão no debate sobre questões actuais e urgentes.
Mas, seja como for, peço expressamente que ninguém, no final deste período de sessões, possa afirmar que o Parlamento enquanto tal, no espírito e no seguimento da sua magnífica declaração, não se pronunciou a favor do retorno da paz em Israel e no Próximo Oriente.
 Caros colegas, se assim o entenderem, apresentarei uma espécie de ponto de ordem.
Ainda não chegámos à apreciação da ordem dos trabalhos.
Recebi facto o pedido que me dirigiu.
É portanto nessa altura que lhe proponho debater a oportunidade ou não de inscrever essa questão no dia de terça  feira.
Em contrapartida, recebi uma série de invocações do Regimento, que vamos abordar.
Tenho algumas declarações a fazer  lhes e, em seguida, procederemos à fixação da ordem dos trabalhos.
Senhora Presidente, caros colegas, o que está a acontecer no Médio Oriente é uma tragédia.
Estou  lhe muito grato por ter feito referência a esta problemática.
O nosso grupo político pode dar  lhe o seu pleno aval.
No que diz respeito ao tratamento desta difícil temática aqui no plenário, considero adequado que os oradores do Parlamento, os presidentes dos grupos políticos ou seja quem for que falar em nome do grupo, abordassem amanhã a problemática do Médio Oriente no debate com o Presidente do Conselho e o Presidente da Comissão.
Não creio que seja possível alterar toda a ordem do dia, uma vez que temos um grande número de assuntos a debater esta semana.
 (FI) Senhora Presidente, naturalmente também o meu grupo está extremamente chocado com os acontecimentos do fim  de  semana no Médio Oriente.
Entre as propostas apresentadas quero apoiar, em primeiro lugar, a do senhor deputado Wurtz para que possamos encontrar uma ocasião propícia para solicitarmos ao Conselho e, eventualmente, também à Comissão que apresentem uma comunicação.
O nosso grupo aceita também que o Parlamento apresente uma comunicação própria sobre esta matéria.
Certamente todos encetaram os esforços possíveis no sentido de se levantar esta questão, mas, em todo o caso, a proposta do  senhor deputado Wurtz é desta vez a mais oportuna e a que merece a maior consideração.
 Obrigada, Senhora Deputada Hautala, mas, como já disse ao senhor deputado Wurtz, a senhora está a antecipar  se ligeiramente à fixação da nossa ordem dos trabalhos.
Um ponto de ordem, Senhora Presidente.
As suas palavras reflectem os sentimentos de todas as pessoas desta assembleia e, sem dúvida, os dos membros do meu grupo.
É importante que debatamos a questão e que ela seja tratada como uma questão por direito próprio e não como parte de uma longa lista de questões, que nos obriga a discutir uma enorme quantidade de assuntos antes de Biarritz.
O meu grupo apreciaria muito se conseguíssemos encontrar uma maneira de examinar este assunto separadamente.
 Obrigada, Senhor Deputado Sterckx, tomamos nota da sua declaração.
 (FR) Senhora Presidente, a minha intervenção incidirá sobre um assunto completamente diferente.
Mas, como o Parlamento sabe muito bem, a Convenção encarregue de elaborar a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia acaba de completar os seus trabalhos.
Podemos congratular  nos com o facto.
Todavia, enquanto que a nossa Instituição fez tudo para que os trabalhos da Convenção tivessem êxito, de tal forma que pôs nomeadamente à disposição da Convenção as suas instalações, neste momento em que tem início o nosso período de sessões plenárias aqui em Estrasburgo, lamento que não tenha sido possível organizar em condições dignas a apresentação da Carta aqui em Estrasburgo após a conclusão dos trabalhos da sua redacção.
Teria representado um símbolo forte para a nossa Instituição e penso que foi pena.
 (EL) Senhora Presidente, na qualidade de presidente da Comissão dos Transportes do Parlamento Europeu e também como deputado grego, gostaria de fazer uma referência ao naufrágio do ferry  boat Express Samina, ocorrido na passada terça  feira.
Até este momento temos 79 mortos e 2 desaparecidos.
Trata  se de um naufrágio verdadeiramente horrível e revoltante.
O factor humano  a incúria dos membros da tripulação  parece ter tido um papel determinante.
Existem, porém, indícios muito sérios de violação do direito comunitário, especialmente no que se refere ao registo dos passageiros e à observância das normas de segurança estabelecidas pelas directivas comunitárias.
Penso que por esse motivo deveríamos saudar antes de mais a reacção da Comissão Europeia, que já está a investigar se o direito comunitário foi cumprido.
Neste contexto, não deverá haver derrogações para os Estados  Membros, como as que existem actualmente para a Grécia para os ferry  boats com mais de 27 anos.
Considero igualmente que não é correcta a derrogação concedida à Grécia relativa à liberalização dos transportes até 2004, pois penso que tal contribui para degradar ainda mais as normas de segurança no país em questão, que por acaso é o meu.
Antes de dar a palavra ao senhor deputado Watts sobre o mesmo assunto, gostaria apenas de os informar que, após essa terrível catástrofe, escrevi evidentemente ao Presidente do Parlamento grego, o senhor Kaklamanis, para lhe comunicar em vosso nome a minha profunda tristeza e a nossa solidariedade para com as famílias das vítimas.
Senhora Presidente, no seguimento dos trágicos acontecimentos da semana passada no mar Egeu, tenho a certeza de que a suspensão, ontem, de mais de 60 navios de passageiros gregos que não respeitam as leis da UE é bem acolhida por todo o Parlamento.
Além de transmitirmos as nossas condolência.
o que me apraz verificar que já fe.
e a nossa gratidão a todas as pessoas que participaram nas operações de salvamento durante aqueles trágicos acontecimentos, poderia a Senhora Presidente pedir que, na reunião que a Comissão da Política Regional, dos Transportes e do Turismo vai realizar na próxima semana, se investigue por que razão foi preciso morrerem 79 pessoas antes de se suspender a actividade desses navios ?
É urgente que aquela comissão averigúe por que razão os Estados  Membros estão a ignorar as leis da UE em matéria de segurança marítim.
e não se trata apenas da Grécia.
Temos pedir a essa comissão que examine por que razão se concedem a certos Estados  Membros prolongados regimes de excepção quanto ao cumprimento das leis relativas à segurança marítima.
 (EL) Senhora Presidente, agradeço  lhe muito a simpatia que manifestou ao Presidente do Parlamento grego perante esta tragédia sem precedentes ocorrida nas águas gregas.
É verdade que existem falhas na aplicação dos regulamentos, não só nacionais mas também europeus, e o Governo grego tem tratado esta questão com todo o cuidado possível.
No que se refere aos 65 navios que estão proibidos de navegar, penso que vale a pena esclarecer que a navegação desses navios teria sido proibida em 1 de Outubro, independentemente do facto de terem morrido 79 pessoas.
São duas coisas independentes, pois a data de entrada em vigor dos regulamentos da OMI calhou ser a 1 de Outubro e esses navios estão abrangidos por não terem condições.
É por este motivo que se proíbe a navegação dos referidos navios e não por terem morrido, infelizmente, essas pessoas.
Considero, Senhora Presidente, que esta questão é extremamente séria para ser explorada pela oposição e é extremamente grave para ser tratada no âmbito do debate sobre questões urgentes e através de uma resolução muito simples.
Por esse motivo, o Grupo Socialista vai votar contra a inscrição desta matéria nas questões urgentes, o que não significa, de forma alguma, que a tragédia não nos comoveu e que, seja como governo seja como Grupo Socialista, não iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aumentar a segurança dos navios no Egeu, que tem três mil e quinhentas ilhas e um grande número de ferries, e este acidente, embora grande, se pensarmos no número de viagens que se fazem todos os verões no Egeu, é um acidente no meio de muitas travessias sem problemas.
Apesar de tudo isto, evidentemente, é trágico, as condições são tais que exigem uma reapreciação muito mais atenta das condições da navegação no nosso país e em toda a Europa, mas isso não significa que os mares gregos sejam menos seguros do que os de qualquer outro Estado  Membro.
Pretendeu  se justamente evitar que decisões relevantes fossem tomadas numa base tão mal informada como aquela em que a senhora Presidente, lamentavelmente, se baseou quando fez o seu comentário.
O povo dinamarquês pretende uma delimitação muito mais clara dos assuntos sobre os quais a UE se deve ocupar e os assuntos cuja decisão deve continuar a ser da competência dos parlamentos nacionais.
Entretanto, pretende  se introduzir, já em Dezembro, em Nice, decisões por maioria relativamente aos artigos 42 º e 137 º, em matérias que dizem respeito aos aspectos sociais e ao mercado de trabalho.
Se, em seguida, com base no artigo 42 º, for aprovado o alargamento do círculo de pessoas ao qual se refere o Regulamento n º 1408 e se, com base no artigo 137 º, forem introduzidas decisões por maioria, por exemplo, em relação aos critérios de atribuição de subsídio de desemprego, as consequências, tanto para a política social como para a política do mercado de trabalho, serão muito significativas na Dinamarca.
 (EL) Senhora Presidente, agradeço as condolências que enviou em nome do Parlamento Europeu e que exprimem os sentimentos de todos nós.
Infelizmente, as 79 ou 80 vítimas pereceram no altar do lucro do capital armador.
Por muito que alguns se esforcem por lançar as responsabilidades sobre a tripulação, ninguém pode contestar que a embarcação tinha mais de 35 anos, que segundo as normas em vigor não deveria estar em funcionamento e que se afundou com demasiada rapidez, não permitindo o salvamento de um maior número de pessoas.
Na sua impunidade, os armadores tiveram e têm os governos gregos do seu lado.
Não é a primeira, é a enésima vez que temos vítimas a lamentar e nenhum dos governos gregos tomou quaisquer medidas para evitar mais acidentes.
Independentemente facto de um debate de urgência não poder ser aprofundado, o acidente foi extremamente grave, 80 pessoas perderam a vida, e julgo que é particularmente imperiosa uma tomada de posição imediata por parte do Parlamento Europeu.
 (FR) Senhora Presidente, gostaria de voltar por um momento ao drama recordado pelo nosso colega belga, vivido por certos refugiados neste momento, na Europa, em algumas das nossas fronteiras, para lhes comunicar que me desloquei, há uma semana, ao centro de Sangatte aberto pelo Governo francês e gerido pela Cruz Vermelha.
Este centro acolhe refugiados que tentam passar para a Grã  Bretanha, atraídos aparentemente por condições de acolhimento mais favoráveis, e também porque as dificuldades de entrada são maiores noutras fronteiras.
Informo  os de que este centro vê passar em média entre 800 e 1000 candidatos por dia, provenientes do mundo inteiro e, sobretudo, do Irão, do Iraque e de uma parte da Turquia, isto é, da parte curda da Turquia, e que, desde a sua abertura há onze anos, o centro recebeu 16 000 refugiados.
É a consequência directa de uma ausência de harmonização das condições de acolhimento e dos estatutos dos refugiados na Europa.
 (ES) Senhora Presidente, muito obrigado por me ter concedido a palavra em último lugar, apesar de ter sido o primeiro deputado a solicitá  la.
Mais cem povos históricos na Europa preenchem a condição de ser uma nação, e milhões de pessoas na Europa são nacionalistas e têm apego à sua nação.
Nacionalismo é também o apego e a defesa do Estado  nação.
Senhora Presidente, peço  lhe respeito para com os nacionalistas que estão nesta assembleia, entre os quais me incluo, que são pessoas moderadas, pacíficas e democráticas.
Peço  lhe respeito para com os povos históricos da Europa e peço  lhe respeito para com as centenas de milhões de europeus que se consideram nacionalistas de forma democrática e pacífica.
 (ES) Senhora Presidente, é com prazer que informo a Assembleia que, juntamente com os outros dois Vice  presidentes espanhóis deste Parlamento, tive a honra e o privilégio de acompanhar a senhora  Presidente Nicole Fontaine na sua visita a Espanha e de testemunhar, de forma emocionada, o seu compromisso corajoso, firme, exemplar para com a democracia e para com os valores que esta Assembleia defende.
A senhora Presidente Nicole Fontaine, ao pronunciar a frase aludida pelo senhor deputado Ortuondo Larrea na sua intervenção, referia  se aos nacionalismos intransigentes, redutores e xenófobos, àqueles nacionalismos que põe, acima dos princípios democráticos, a raça, o território ou o sangue.
Era a isso que a senhora Presidente se referia, porque, como digo, fui testemunha, em todos os momentos, dessa visita.
Se o senhor deputado Ortuondo Larrea, enquanto nacionalista, não faz parte de nenhum desses tipos de nacionalismo, não tem motivos para estar preocupado.
É isso que pedimos, é isso que pede a resolução.
É isso que se pretende, Senhora Presidente.
 Senhor Deputado Trakatellis, a nossa assembleia vai decidir sobre o assunto dentro de momentos, no âmbito da fixação da ordem dos trabalhos.
 Senhora Presidente, acabo de chegar de Bruxelas, onde participei na última reunião sobre a Carta dos Direitos Fundamentais.
Esses direitos são muito importantes, mas um dos direitos fundamentais dos cidadãos da UE é poderem exercer a de liberdade de circulação no que se refere a si mesmos e às mercadorias que alguns deles possam querer transportar.
Nas últimas semanas, muitos cidadãos viram  se impedidos de exercer esse direito em consequência de várias perturbações numa série de postos fronteiriços, nomeadamente, os dos portos do Canal da Mancha e, também, noutros postos interiores.
Neste Verão, encontrei  me com membros da Comissão para lhes perguntar que indemnizações se pagam, nos casos em que sejam pedidas e em que se justifique pagá  las, às pessoas que transportam mercadorias e que são impedidas de o fazer.
Porém, os nossos regulamentos não contêm qualquer disposição em que se preveja a possibilidade de os cidadãos que se encontram em viage.
seja de turismo ou de negócio.
pedirem uma indemnização nessas circunstâncias.
A Conferência dos Presidentes recusou o meu pedido de aplicação do processo de urgência, mas este problema mantém  se dia após dia, semana após semana.
Peço  lhe, portanto, que insista com a Comissão para que apresente, o mais rapidamente possível, propostas de regulamentos que concedam aos cidadãos, no caso de serem impedidos de exercerem a liberdade de circulação a que têm direito, os mesmos direitos que possuem aqueles que transportam mercadorias.
Entretanto, foi tomada uma decisão, e há que a respeitar.
Gostaria aproveitar a oportunidade para felicitar a senhora deputada Ulla Sandbæk pela vitória, pois não são apenas os conservadores ingleses tolos e o Jürgen Haider que consideraram a vitória do «não «como um bom resultado.
 Evidentemente que o farei, Senhor Deputado Davies.
Senhora Presidente, os incidentes racistas ocorridos na Alemanha desde a última sessão do Parlamento tornam necessário, infelizmente, que volte a pedir a palavra.
Desde então foi despedido um sargento do Estado  Maior do Exército da República Federal da Alemanha devido a afirmações de carácter racista e três agentes da polícia de Colónia foram suspensos do serviço por terem ofendido um motorista de táxi tunesino, tendo  lhe batido violentamente e pontapeado.
Num incêndio provocado num lar de acolhimento de refugiados, em Wuppertal, duas crianças sofreram ferimentos ligeiros, depois de um cocktail molotow ter sido lançado contra o edifício.
Existe a suspeita de se tratar de motivos racistas, continuando as investigações nesse sentido.
Já foram detidos indivíduos suspeitos da autoria do atentado.
Em Dusseldórfia, cerca de 20 pessoas atacaram um indivíduo negro, ferindo  o.
Tinha  se pronunciado contra grosserias de teor racista, tendo sido espancado violentamente em consequência disso.
 Obrigada, Senhora Deputada Schröder.
Ordem trabalhos
 (FR) Senhora Presidente, não vou repetir o que já dissemos há pouco.
Faço referência à sua declaração pelas razões que a senhora expôs e muito bem.
Assim, neste momento, podemos dizer que tudo pode acontecer, que as hipóteses de uma paz duradoura se arriscam a ser quebradas, pelo que se impõe uma iniciativa do Parlamento.
Pela minha parte, o que importa antes de mais é que o Parlamento possa exprimir  se, que ouçamos o Conselho e que possamos continuar a ser actores do processo de paz no Próximo Oriente.
Tudo o resto é secundário.
Mas se o senhor deputado Wurtz mantiver este pedido relativo a terça  feira, vou perguntar se algum orador que deseja expressar a sua desaprovação.
Se o senhor deputado Wurtz propuser uma solução de compromisso que consiste em adiar o seu pedido para quinta  feira, então a questão está resolvida no que respeita a terça  feira.
Penso que é este o caso.
 (FR) Proponho que a minha proposta seja adiada para a tarde de quinta  feira, na presença de Javier Solana.
 Sim, trata  se de um esclarecimento importante para que os colegas decidam.
E saliento que o meu grupo entende, e creio que os restantes também, que este tema  que está já incluído no tema da segurança marítima na respectiva comissão parlamentar  seja examinado com a maior brevidade possível.
Recebi um pedido de votação nominal sobre este ponto.
 (FR) Senhora Presidente, quero apenas explicar em alguns segundos porque é que pedimos este adiamento.
Trata  se de um relatório controverso que junta a questão dos OGM a um tema que a Comissão não abordava.
 Senhora Deputada Auroi, a senhora já explicou o seu pedido, o que é perfeitamente correcto, mas suponho que o senhor deputado Poettering deseja intervir contra.
 Senhor Deputado MacCormick, relativamente à ordem do dia de sexta  feira, o seu pedido chegou fora de prazo.
Assim, posso dizer  lhe desde já que não podia ser tomado em consideração.
Eis a razão pela qual não há modificações para sexta  feira.
Todavia, posso dar  lhe de boa vontade a palavra para uma invocação do Regimento, se assim o desejar profundamente.
Senhora Presidente, verifico que a pergunta oral sobre professores de línguas, que foi inserida extremamente tarde na nossa ordem do dia de sexta  feira, não tem proposta de resolução anexa.
Admito que, dadas as circunstâncias bastante caóticas desta segunda  feira, apresentei demasiado tarde o pedido no sentido de se incluir uma proposta de resolução.
Trata  se de um assunto importante, e gostaria de perguntar se, após o encerramento do debate, se poderá fixar um prazo limite para a apresentação de propostas de resolução sobre o tema em questão.
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<DOC DOCID="HAREM-904-00837">
Programas são destaque na nova Nikon 
 Câmera F70 tem recursos para fotos noturnas, para aumentar área de foco e flash regulável em várias posições 
 ANA MARIA GUARIGLIA 
 Enviada especial a Colônia 

 A F70 é a câmera fotográfica mais recente da indústria japonesa Nikon . 


 Essa câmera deverá ser a sucessora da F801s, câmera profissional da Nikon já disponível no mercado há mais tempo . 


 Tem um sensor de foco muito mais rápido, que regula foco para toda a área a ser fotografada ou apenas para parte dela . 


 Possui flash embutido, que pode ser usado em quatro posições, o que permite, por exemplo, realçar cenas sob o sol ou reduzir o avermelhamento dos olhos na foto . 


 O flash também tem as opções do sincronismo lento, para quando a máquina está regulada para tempos maiores de exposição, e do disparo retardado, que produz efeitos como rastros de luz . 


 A câmera tem programas para tipos específicos de fotos, como "Portrait", para retratos, que ressalta o objeto e desfoca suavemente o segundo plano . 


 O programa "Hyperfocal" aumenta a área de foco, salientando os detalhes da cena . 


 Com o "Night Scene", a máquina escolhe velocidades baixas, para fotos noturnas, mantendo a profundidade de campo . 


 A F70 permite ajuste de exposição para os modos manual, prioridade de abertura da objetiva e prioridade de velocidade . 


 A F70 também possui controle de compensação de exposição para ajustar o nível do brilho da foto . 


 O mesmo controle é usado no flash para aumentar ou diminuir a intensidade de luz, conforme a cena a ser registrada . 


 Todo o sistema da câmera é controlado por um módulo de sensores, um microprocessador e um software (programa) projetados pela Nikon para otimizar o desempenho da máquina . 


 A F70 é leve, compacta e, apesar da multiplicidade de funções, seu manejo é muito fácil . 

 ONDE ENCONTRAR 
 A jornalista Ana Maria Guariglia viajou a Colônia a convite da T.Tanaka, Kodak, Merc. Interfoto e Tropical 
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<DOC DOCID="HAREM-141-00844">
A Eléctrica, Lda
A ELÉCTRICA, LDA., foi fundada por António Dias Costa em Fevereiro de 1924 na sequência da transformação da empresa DIAS COSTA &amp;C., LDA. que datava de 1914.
Foi declarado como objecto da empresa o comércio, aluguer e reparação de automóveis, instalações eléctricas, podendo ainda explorar outros não especificados.
Após a segunda guerra mundial (1946/47) iniciou-se o fabrico das primeiras bombas centrífugas, inicialmente de baixa pressão. Em 1952/53 já se fabricavam bombas de alta pressão assim como compressores de ar e outro equipamento diverso (máquinas "corta-mato", aspersores, etc.).
Em 1957 iniciou-se o fabrico de cabines de pintura equipadas com bombas AE 800 verticais.
Em 1960 começou o fabrico, sob licença Max Azoulay (França), de estufas, túneis e máquinas de lavar (TTS). O fabrico deste equipamento industrial levou grande incremento na década de 60 com o início das montagens de automóveis em Portugal. Outras indústrias metalomecânicas e não só adquiriram também equipamentos fabricados pela A ELÉCTRICA, LDA..
Actualmente orgulhamo-nos de contar entre os n/ clientes conceituados grupos industriais como Renault Portuguesa, Citroen Lusitâna, Efacec, Corticeira Amorim, Quintas &amp;Quintas, General Motors e muitos outros.
Nos últimos anos desenvolveu-se um processo de internacionalização da empresa que nos permitiu já a exportação de importantes equipamentos para os mais variados países, nomeadamente, França, Alemanha, China, Brasil, etc..
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<DOC DOCID="HAREM-805-00856">
 Como se chama? Quantos anos tem e onde mora? 

Maria Joaquina Fernandes de Moura. Tenho 39 anos, moro em Paredes de Rio. 

 Viveu sempre aqui em Paredes?

 Não, só desde que me casei, antes vivia em Pitões das Júnias. Só vivo aqui há 16 anos. Foi aqui a história dos porcos. 

 Conte lá a história.

  Uma vez eu fui com o meu sogro e o meu cunhado a Espanha, o meu cunhado ainda andava na tropa. Saímos daqui às 5 da manhã chegamos aonde estavam os porcos às 4 da tarde. Depois compramos os porcos, trouxemos ao para cá, vínhamos a meio do caminho, o meu sogro diz-nos que o caminho não é por ali. Fez-nos dar a volta aos porcos passámos perto de Sezelhe. Depois de Sezelhe eu disse ao meu cunhado: - "Olha que eu não vou mais para baixo. Vamos dar a volta que o caminho não é por aí, temos que vir para aquele lado". Demos a volta aos recos e o meu sogro num queria, mas lá veio atrás de nós. Lá demos a volta aos recos viemos, chegamos a um porto, passámos na água já era quase de noite, sacudiu-me a saia toda com o gelo. Viemos era meia-noite quando chegamos a casa. Mas antes de chegar a casa ao alto da estrada vimos passar um gipe, escondemo-nos. Apareceu-nos uma luz com um foco, pensámos que era a guarda, era o meu marido a saber de nós. Depois passámos, estivemos duas horas, o meu cunhado como andava na tropa com medo que o caçasse, fugiu. Estivemos duas horas à espera, a ver se os guardas se iam embora. Depois prontos viemos embora. Metemos os recos por umas terras molhadas abaixo, chegamos a casa era meia-noite. Eu toda molhada, farta de chorar, enervada que vinha, lá metemos os requinhos à corte. Cheguei a casa disse para a minha sogra e para o meu sogro: - "Ficai-vos requinhos que enquanto eu for Maria Serafim ao Couto não volto mais".

 Eram muitos os porcos?

 Oito.

 Iam lá buscar para casa? 

 Para casa. 

 Foi lá buscar coisas sempre para casa? 

 Era sempre para casa.

  Não chegou a ir lá buscar mais nada?

   Depois ia várias vezes buscar feijões, levávamos café, linhas de cozer e trocávamos por feijões.

 Levavam as coisas que eles não tinham lá? 

 Ora nós semeávamos poucos feijões e depois como o café, a cevada, era baratita levávamos sacos de cevada para trazer sacos de feijões.

  Nunca foi apanhada pelos guardas? 

 Uma vez, tentámos esconder-nos, estava muito nevoeiro e depois chegamos ao meio da serra, perdemo-nos, como saímos do caminho perdemo-nos, e tivemos que lá dormir até para o outro dia, que vimos que era dia para ver o caminho para vir para casa.

 E os guardas? 

 Não nos viram mais, escondemo-nos, nós mudamos de caminho. Depois para acender o lume tive que queimar a travessa do cabelo, as meias dos pés, os aventais e a cinta. Queimamos tudo para acendermos o lume, para estarmos ao lume. Se não morríamos de frio toda a noite. 

 E os guardas nunca chegaram a apanhar? 

 Os guardas não nos apanharam.

 E a senhora não tinha medo de ir sozinha?

Não ia sozinha. Íamos três, três mulheres para irem para Espanha fazer a troca dos feijões.

 Em Pitões não havia um posto da Guarda?

 Havia.

  E eles sabiam?

 Não sabiam de nada. Os recos quando chegavam ao alto do monte a gente metia-os com as rês e passavam à porta do quartel no meio das rês. Quando era para Pitões das Júnias era mais fácil. Quando era para aqui era mais difícil porque tínhamos que atravessar essa estrada por aí abaixo. 

 Em que ano é que foi isso?

  Os recos foi antes que me casei, vai para aí para 12 anos. O resto já foi quando eu era nova, que tivesse vinte anos, que ainda não os tinha.

 Não apanhou a Guerra Civil de Espanha como o seu pai? 

 Não, não. Foi mais tarde.

 Ali toda a gente ia...

 Ali era tudo através do contrabando.

 Viveu sempre em Pitões? 

 Foi sempre até que me casei, 23 anos sempre em Pitões.

 E o seu marido conheceu-a em Pitões?

 O meu marido conheceu-me em Pitões. Ia lá ao apeadeiro, à festa e conheceu-me lá. Ia daqui a pé, noites de Inverno grandes ia a pé só para me ver. 

 Chegou a andar na escola em Pitões? 

 Andei na escola de Pitões três anos. Fiz a primeira e a segunda de uma vez. Fiz a terceira de outra e a quarta de outra vez. 

 Tudo em três anos. Quando o seu pai foi para a França, lembra-se?

 Não, tinha três anos. Só me lembra do meu pai naquele dia comprar uma caixa, uma maceira, uma mesa para casa. De resto, foi sempre nós e a minha mãe a tomar conta da casa, até à idade que já éramos grandes quando o meu pai veio de lá. 

 Trabalhou sempre na lavoura? 

 Sempre na lavoura, nunca tivemos outro trabalho, e íamos a Espanha buscar coisas, até a carne se lá ia buscar para comer. 

   Iam lá levar as coisas que eles não tinham...

 E eles davam-nos feijões, carne, o que calhava. O contrabando maior que eu carreguei foi tabaco para o meu pai fumar. Todos os meses ia lá ao tabaco. 

 Traziam aos volumes grandes?

 Eram aos volumes de 50 maços de cada vez e de cem, consoante calhava, consoante havia o dinheiro era o que nós trazíamos.

 Passava lá pelo meio e os guardas nunca... 

 Nós vínhamos por uns carreiros por baixo, ninguém nos via. Lá por aqueles montes, os guardas não sabiam tanto como nós, que eles não eram de lá. 

Ai não eram de lá? Eles também não deviam ligar muito. 

Ai ligavam, aquilo levavam para casa deles. Quando eram coisas pequenas de casa não entregavam a ninguém, ficavam com as coisas para eles.

 Então ia lá buscar o tabaco e as coisas para casa? 

 Tabaco, azeite, massa, arroz, essas coisas assim. Depois casei vim para aqui e só fui aos recos. Só daquela vez, depois dissera que não voltava ao Couto e não voltei.
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<DOC DOCID="HAREM-211-00867">
www.abola.pt - Benfica (edição de quarta-feira)
Sport Lisboa e Benfica
Estádio da Luz começou a ser esventrado
Máquinas avançaram!
A Somague tomou definitivamente conta das operações e o Estádio da Luz já não é o mesmo. Os camarotes da zona norte do recinto estão a ser destruídos, mas a demolição propriamente dita do que resta da catedral só acontecerá lá mais para o final do mês. No exterior, as rampas número 3 e 4 perderam a vida, permitindo assim a passagem das máquinas.
Armando Jorge e Victor Fonseca sacrificaram-se para responder às exigências de Camacho
Três meses sem folgas para curar meio plantel
Há muitos meses que o departamento médico do Benfica não estava tão desanuviado. Apenas Mantorras não está a trabalhar com o restante plantel, dado que Roger e Cristiano já evoluem a caminho da recuperação plena. Com a chegada de Camacho e as alterações no departamento médico os hábitos alteraram-se, com os fisioterapeutas Armando Jorge e o jovem espanhol Victor Fonseca a terem trabalho redobrado a ponto de acumularem centenas de horas e gozarem poucos dias de descanso em três meses. É, por isso, com grande orgulho que têm, neste momento, o luxo de gozarem um domingo inteiro de folga. Este último foi passado, em parte, com A BOLA.
Reforma do departamento médico dependerá da continuidade do técnico
Mais três fisioterapeutas a caminho
Uma das grandes bandeiras de Luís Filipe Vieira visando a reestruturação do futebol profissional prende-se, em muito, com a alteração do departamento médico. Prevenir e curar rapidamente lesões é sinónimo de poupança de milhares de euros e o trabalho acumulado por Armando Jorge e Victor Fonseca prende-se com dois factores: a exigência aumentou e o número de elementos é reduzido. Por isso, à semelhança dos grandes clubes, o Benfica poderá contar na próxima época com cinco fisioterapeutas e dois médicos. Bastará renovar com José Antonio Camacho que a nova ordem avançará.
Classificações Informações gerais
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<DOC DOCID="HAREM-841-00873">
Centro Social dos Montes Altos
Quem Somos?
O Centro Social dos Montes Altos é uma Instituição Particular de Solidariedade Social prioritariamente vocacionada para a intervenção junto da população idosa. Foi criado em 1993, numa altura em que Montes Altos contava com menos de dez habitantes, correndo o risco de desaparecer do mapa, à semelhança de algumas povoações vizinhas. O Centro Social travou efectivamente o processo de desertificação da povoação de Montes Altos, traduzido na quadruplicação do número de habitantes no espaço de uma década.
Inicialmente a Instituição diligenciou no sentido de assegurar a melhoria das condições de vida dos habitantes da povoação, que se traduziu, designadamente, na construção de balneários públicos, alcatroamento das ruas no interior da povoação e do troço de estrada que faz ligação com a Mina de São Domingos, distribuição domiciliária de água canalizada e realização de obras de adaptação de uma das antigas escolas primárias (que é hoje o Centro Social).
O Centro Social dos Montes Altos é um polo dinamizador da vida social e cultural de Montes Altos, bem como das povoações vizinhas, desempenhando igualmente um importante papel ao nível do desenvolvimento económico e social da região, nomeadamente pela criação de postos de trabalho e desenvolvimento de projectos em diversas áreas.
Nos dias de hoje o Centro Social oferece um extenso leque de serviços de apoio à população idosa - Centro de Convívio e de Dia, Apoio Domiciliário e Lar de Terceira Idade. Constitui-se assim como referência no concelho de Mértola, ao testemunhar uma notável capacidade de afirmação do local e de auto-organização da população.
Quem Somos? Onde Estamos Área Intervenção Filosofia Nota do Presidente Corpos Sociais Funcionários Organigrama Projectos Memórias Imprensa Portfólio Edições Montes Altos *** Sugestões Ligações Livro de Visitas Lista de mail Contactos Intranet © 2002-2003, Todos os direitos Reservados » Rui Serra
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<DOC DOCID="HAREM-692-00887">
Untitled Document
 :: Delegação olímpica brasileira tem agenda cheia no Rio
 Parte dos atletas que vão representar o Brasil em Sydney estiveram ontem de manhã no Rio de Janeiro, para tirar a foto oficial da delegação.
A cerimônia foi realizada na Escola Naval da cidade.
Junto com os 90 atletas olímpicos presentes estavam 40 profissionais que vão a Sydney, entre médicos, psicólogos, chefes de equipe e presidentes de confederações.
Todos vestiam o uniforme social, que será usado no desfile da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 15 de setembro.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, também participou do evento.
Após a foto oficial, os integrantes da delegação foram vacinados contra a gripe australiana.
Em seguida participaram do seminário "Transformando sonhos em medalhas", do médico e consultor Roberto Shyniashiki, que acompanhará a delegação aos Jogos.
Ele enfocou a importância da força do pensamento para a realização do sonho olímpico.
Esse foi o primeiro evento de integração dos atletas promovido pelo COB.
De acordo com o comitê, a equipe brasileira em Sydney será composta por 205 atletas.
Esse número pode aumentar caso os tenistas André Sá, Fernando Meligeni e Miriam D'Agostini consigam a classificação pelo ranking geográfico das associações de tênis e o velocista Sanderlei Parrela seja absolvido da acusação de doping.
O doping, aliás, foi um tema bastante presente durante o evento.
Nuzman alertou os atletas para que não comam nada que não seja oferecido por um componente da comissão técnica de sua modalidade.
O presidente do COB enfocou que seria uma vergonha ter de enfrentar um caso positivo de doping durante os Jogos.
VOLTAR 

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<DOC DOCID="HAREM-33J-00891">
Palmeiras e Corinthians treinam hoje
Os jogadores do Palmeiras treinam às 9h, no Centro de Treinamento.
O treino deve ser só recreativo.

Depois do treino, os jogadores voltam ao Lord Hotel, onde estão concentrados desde a noite de ontem.

Interessado em organizar um livro de arte sobre viajantes, Ronaldo Graça Couto, da produtora Metavídeo/Metalivros, tomou conhecimento da pesquisa e procurou Belluzzo.
Ficou então sabendo de sua intenção ou sonho de transformar o resultado em uma exposição, inclusive dos primeiros contatos nesse sentido com a Pinacoteca de São Paulo

Couto procurou a Odebrecht.
Entre 40 outras idéias, «Brasil dos Viajantes» foi selecionado para comemorar os 75 anos de atividade do grupo empresarial.
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<DOC DOCID="HAREM-527-00903">
 Na referencia que repassei ontem nao dei oa direção para o Relatorio: 
 Making New Technologies Work for Human Development 
 http://www.undp.org/hdr2001/. 
 FAZENDO AS NOVAS TECNOLOGIAS TRABALHAREM PARA 
 O DESENVOLVIMENTO HUMANO 
 Este é o Relatorio do programa das nações unidas para para o desenvolvimento, recentemente lançado para o ano de 2001. 
 As redes de tecnologia transformaram a agenda tradicional de desenvovimento expandondo um novo horizonte de realizações para o ser humano. 
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<DOC DOCID="HAREM-221-00911">
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Na realidade, as grandes empresas ao lançarem um projecto de
e-Business precisam de adquirir hardware, software, configurar e parametrizar servers e centenas de postos de trabalho, formar milhares de colaboradores e articular dezenas de níveis hierárquicos.
Ao contrário as PME's, pela agilidade, dimensão e capacidade de adaptação, podem responder, MAIS DEPRESSA, às necessidades do mercado, instalar e desenvolver soluções de e-Business, daí resultando vantagens competitivas face àconcorrência.
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<DOC DOCID="HAREM-40J-00912">
Revista tem fotos pornô de Harding
A patinadora Tonya Harding, banida das competições por ter planejado atentado contra a rival Nancy Kerrigan, será o destaque de setembro da revista «Penthouse».

Segundo o jornal «USA Today», a revista publicará fotos nas quais Harding aparece mantendo relações sexuais com seu ex-marido, Jeff Gillooly.

A legislação prevê multa de 300% sobre o valor da venda para quem se recusar a emitir a nota.
Depois, haverá campanha de fiscalização e aplicação de multas para quem for pego em flagrante.

O objetivo da campanha é aumentar a arrecadação dos impostos.

É gratificante exibir opiniões progressistas, dessas que fazem chover cartas de apoio no «Painel do Leitor».
A verdade, porém, não dá cartas nem votos.
A verdade ofende «somos uns boçais».

O fato é que o caos sangrento de nossas ruas é o resultado conjunto de nossas próprias ações, embora ninguém individualmente tenha a intenção de produzí-lo ou sequer tenha poder para isso.
A responsabilidade é a um só tempo de todos e de ninguém.
Nós, motoristas, pais e jovens brasileiros, somos os piores inimigos de nós mesmos.

É um equívoco reduzir a liberalização comercial ao neoliberalismo.
Afinal, a abertura começou na economia brasileira movida por considerações pragmáticas e objetivas.
Simplesmente tornara-se impossível, por razões tecnológicas, comerciais e financeiras, estimular o desenvolvimento com base na substituição de importações.
Tal política convertera-se, com o avanço da globalização econômica, em sinônimo de proteção ao atraso, ao desperdício e à ineficiência.
</DOC> 
<DOC DOCID="HAREM-359-00937">
Os outros que aproveitassem obter informações dos defuntos, situação e paradeiro dos antepassados. 0 corvo, através da sua tradução, responderia às perguntas. Os pedidos logo acorreram, numerosos. Zuzé já não tinha quarto, era gabinete. Não dava conversa, eram consultas. Prestava favores, adiava as datas, demorava atendimentos. Pagava-se com tabela: morridos no ano corrente, cinquenta escudos; comunicação com anos transactos, cento e cinquenta; mortos fora de prazo, duzentos e cinquenta. 
E aqui entra na história Dona Candida, mulata de volumosa bondade, mulher sem inimigo. Recém-viúva, já ex-viúva. Casou rápido segunda vez, desforrando os destemperos da ausência. Quando recasou, escolheu Sulemane Amade, comerciante indiano da povoação. Não tinha passado tempo desde que morrera Evaristo Muchanga, seu primeiro marido. 
Mas Candida não podia guardar a vida dela. Seu corpo ainda estava para ser mexido, podia até ser mãe. Verdade é que, nesse intervalo, nunca foi muito viúva. Era uma solitária de acidente, não de crença. Nunca abrandou de ser mulher. 
- Casei. E depois? Preciso explicar o quê? 
E nestas palavras, Dona Candida começou sua queixa para Zuzé Paraza. Quando se soube solicitado, o adivinho até adiantou a data da consulta. Nunca tinha chegado uma mulata. Os préstimos de Zuzé nunca tinham sido chamados tão acima. 
Não sou qualquer, Sr. Paraza. Como é que me sucede uma coisa dessas?  
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-97I-00943">
DUAS EXPOSIÇÕES EM PORTUGAL

TERESA REBELO

O PASSADO DA IMPRENSA EM MACAU
Desta exposição "200 Anos de Jornalismo Português em Macau" saímos com a certeza de que os portugueses foram os grandes impulsionadores do jornalismo na China e no Extremo Oriente, exercendo Macau um papel fundamental em todo este processo

Promovida pela Missão de Macau, Instituto Cultural e Gabinete de Comunicação Social de Macau, a exposição está instalada por agora na Torre do Tombo, em Lisboa, mas depois de 15 de Setembro será transferida para o Museu da Imprensa no Porto.
Conscientes de que vamos entrar na era do passado, não por já sabermos de antemão que o peso da imprensa portuguesa no território está pendente do futuro, mas porque entramos na Torre do Tombo, somos logo informados de que o primeiro jornal impresso do continente chinês e da Ásia Oriental segundo a moderna tecnologia da época, em caracteres móveis metálicos, foi "A Abelha da China", uma publicação surgida em 1822, escrita em português, com uma opinião crítica e política da realidade de Macau. Como bem podemos ver exposto e ler no exemplar fac-similado que nos é oferecido, o primeiro número deste jornal mostra-nos que o seu objectivo jornalístico era divulgar os ideais do liberalismo saídos da Constituição de 22, justapostos aos limites castradores da administração então vigente.
Depois do "Abelha da China" apareceram nove jornais portugueses, todos eles mencionados nesta mostra, sendo muito mais demorado o surgimento do primeiro jornal chinês pela mão de um macaense, com o nome de "Ching- Hai Tsung Pao" ou "O Echo Macaense". Fundado em 1893, publicado em versão chinesa e portuguesa, este jornal foi o veículo das doutrinas revolucionárias do líder histórico Sun Iat Sen que, tanto pelo seu carisma político como pela sua colaboração em vários jornais de Macau, tem reservados nesta exposição vários lugares de destaque. Aliás, são várias as figuras mediáticas de Macau mencionadas em jeito de referência temática e outra delas é Monsenhor Manuel Teixeira a quem se presta homenagem por ser o português mais antigo no território a assinar uma coluna num jornal e pela sua obra A Imprensa Portuguesa no Extremo Oriente em que dá notícia do número de títulos de jornais impressos em português no Oriente, títulos como "O Português" ou "O Petardo", que eram jornais de Hong Kong impressos em Macau (ler artigo na Revista Macau, n.º 47, Março 96).
São cerca de 90 os títulos dos jornais que registaram os acontecimentos dos últimos dois séculos de presença portuguesa no local, muitos deles expostos na Torre do Tombo numa panóplia de vitrinas, que provam que Macau exerceu influência determinante em todo o processo jornalístico português a Oriente. Se a conservação dos títulos portugueses impressos foi quase inexistente ao longo de todos estes anos, o mesmo aconteceu com a Imprensa Chinesa, e o que resta para a realização duma História da Imprensa em Macau esteve guardado nos arquivos da Biblioteca do Leal Senado e na Biblioteca Sir Robert Ho Tung. 

Liberdade de imprensa e censura

Bem lembrado nesta mostra está o primeiro acto de censura à Imprensa em Macau. Em 1824, uma ordem do governo local publicada na "Gazeta de Macau" ordenava um auto-de-fé ao número L do "Abelha da China" classificando-o de "infame", "mandando-o dilacerar e queimar" por "artigo de ofício ". Ficamos a saber que nem sempre foi evidente a liberdade de expressão jornalística em Macau ; durante a II Guerra Mundial tanto a Imprensa Portuguesa como a  Chinesa eram controladas por censores japoneses e, para ilustrar isto, reparamos nos exemplares expostos, a forma como os jornais chineses reagiam ao lápis da censura: frequentes vezes, em substituição do texto reprimido, punham cruzes ou deixavam espaços em branco. Depois da revolução de Abril, referenciada não só nos jornais portugueses mas também nos jornais chineses fixados num painel próprio, notamos que o jornalismo que se fez em Macau conheceu um certo florescimento, mas é certo que, passados tantos anos sobre o 25 de Abril e as suas conquistas, fala--se agora na existência de outro tipo de censura naquela pequena parcela da China, por ventura tanto ou tão mais castradora da liberdade de expressão: a auto-censura jornalística, talvez mais frequente na imprensa chinesa. 
A exposição pretende ilustrar uma certa herança de liberdade, tolerância e pluralismo que os portugueses vão deixar quando transferirem a administração do território para a China. A isto, o director do Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, Afonso Camões, afirma na brochura da exposição : "o futuro da liberdade de Imprensa em Macau dependerá, em boa medida, daqueles que a exercem hoje. Mas caberá sempre lembrar aos potenciais fautores que as liberdades de expressão e de imprensa estão salvaguardadas na Lei Básica que há-de vigorar para lá de 1999."

Mais perto do presente

Mais perto do passado, do presente e do futuro está a Revista MacaU, em predominante destaque na exposição tanto pela quantidade de revistas expostas e para consulta como pela qualidade dos artigos expostos que cobrem os acontecimentos mais relevantes dos últimos anos no Território. Esta revista mostra ser uma referência fundamental na Imprensa local tanto pelo seu papel dinamizador do registo dos acontecimentos sociais e políticos em Macau para o futuro, como pelo esforço de registo histórico sobre a Presença dos Portugueses em todo o Oriente ao longo dos séculos. Assuntos como a Unificação do Território, o Ecumenismo Religioso, a Construção do Aeroporto ou o Sistema de Ensino em Macau caminham lado a lado com outros assuntos não menos importantes para a nossa História no Território, como os trabalhos publicados na revista sobre "A Sociedade da Rosa" ou "A Oferta dum Leão ao Imperador da China no séc. XVII".Todos estes assuntos são tratados pela importância que têm para a memória colectiva de Macau junto da diáspora portuguesa e das comunidades macaenses espalhadas pelo mundo e justificam por si só a relevância com que estão expostos na Torre do Tombo.
Actualmente existem oito jornais chineses em Macau, destacando-se os dois mais importantes que são o "Ou Mun" e o "Va Kio" e não esquecendo que apenas são aí tratados os acontecimentos portugueses com repercussões directas na população local. Na Imprensa portuguesa, destacam-se até pelos exemplares existentes para consulta na exposição os diários "Jornal Tribuna de Macau", "Macau Hoje" e "Futuro de Macau" assim como os semanários "Ponto Final" e "O Clarim". São estes actualmente os jornais impressos que constituem o quadro editorial de Macau, mas cuja sobrevivência é indissociável da importância que a comunidade portuguesa terá no futuro naquele território. A salientar também o convite à navegação pela Internet, em que os visitantes podem consultar uma base de dados, a Página Oficial de Macau e a Página da Lusa entre outras.
Para salvaguardar a memória desta exposição foi editada uma brochura sobre o evento, embora seja indiscutível que há matéria histórica para a publicação de um verdadeiro almanaque sobre a História da Imprensa em Macau. Se é certo que em 200 anos de Jornalismo exposto conseguimos perceber a importância da Imprensa Portuguesa em Macau, tão certo não será seguramente a sua relevância depois da transferência do território para a China.

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ORIENTE/OCIDENTE: MACAU NO PORTO

"Oriente/Ocidente: Artistas de Macau" é o título da exposição patente no Porto entre 18 de Junho passado e 12 deste mês de Julho, no edifício do antigo Mercado Ferreira Borges.
A iniciativa, espécie de reencontro entre duas cidades geminadas pelos respectivos municípios, coube ao Leal Senado de Macau e à Câmara Municipal do Porto e reuniu um conjunto de 144 obras de 34 artistas, abrangendo as áreas da Pintura, do Desenho, da Ilustração, da Gravura, da Fotografia e do Design Gráfico.
A abertura do evento contou com a presença de Fernando Gomes, presidente da Câmara Municipal do Porto, e do vereador Wan Chun, em representação de Sales Marques, presidente do Leal Senado, a qual foi enriquecida com um pequeno concerto em que os instrumentistas Wong On Yuen e António Ferro, tocando ehru e viola-baixo, respectivamente, interpretaram várias peças editadas no disco compacto Sinais de Yuanju.
O amplo espaço das três naves do recinto, cujo edifício data de finais do século passado e foi recuperado há alguns anos para receber eventos de natureza diversificada, acolheu com dignidade aquela exposição, comissariada por António Andrade, o qual considera ter-se conseguido ´uma amostragem bastante representativa do desenvolvimento alcançado pelas artes plásticas contemporâneas de Macau". 
F.A.
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<DOC DOCID="HAREM-108-00949">

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<DOC DOCID="HAREM-33K-00951">
 Estágio da União de Leiria 

  A União de Leiria cumpriu ontem o segundo dia de estágio em Ofir . 
  A equipa realizou treinos bi-diários: de manhã com bola e à tarde, na Mata de Ofir foi a vez de "puxar" pelo aspecto físico . 
  A intensidade dos treinos foi maior que nos outros dias . 
  Na sessão matinal, marcaram-se os primeiros golos do estágio . 
  Primeiro, Leandro inaugurou o marcador, com um soberbo golo de cabeça, a passe de Quim-Quim junto à linha de canto . 
  Batrinu imitou-o, de seguida, também com um bonito golo de cabeça . 
  De referir o poder de elevação do ex-jogador do Dínamo de Bucareste . 
  Em relação ao treino de anteontem verificaram-se algumas alterações nos dois conjuntos . 
  Assim, os "verdes" alinharam com Miroslav (Mingote), Bilro, Renato, Batrinu, Nuno Valente, Vouzela, Leão, Chiquinho, Zezinho, Paulo Vida, João Manuel . 
  Tendo-se registado alterações a nível de meio campo e ataque . 
  Na zona da frente, saiu Herivelto e entraram Chiquinho, Zezinho e Paulo Vida . 
  Sem colete jogaram Baptista, Paulinho, Ramos, Paulo Duarte, Morgado, Hugo, Dinda, Leandro, Reinaldo, Herivelto, Quim-Quim . 
  No final, a "peladinha" registou um empate . 
  Mário Reis apostou na velocidade em ambas as sessões e os jogadores chegaram ao final do dia «estoirados» . 
  Apesar do esforço físico despendido pela totalidade dos atletas, a maioria tem dado provas de estar a entrar bem no ritmo exigido . 
  Paulo Vida e Herivelto atacam Ramos e Batrinu defendem Os avançados Paulo Vida e Herivelto destacaram-se na sessão de treinos matinal . 
  Ambos os jogadores tiveram mudanças de velocidade que dificultaram a acção defensiva do "adversário" . 
  Por seu lado, o sector defensivo mostrou duas novas contratações em grande plano . 
  Ramos, apesar da sua juventude, evidenciou segurança e "raça", sem medo de ir à bola . 
  O romeno, com o seu bom porte atlético, ganhou nos lances aéreos . 
  Embora, ainda longe do entrosamento ideal com os seus novos companheiros, Batrinu pode ser uma das opções válidas de Mário Reis para a zona mais recuada do terreno . 
  A primeira dispensa João Armando foi a primeira dispensa registada na equipa leiriense . 
  O jogador, que a priori já desconfiava que não ia ficar na equipa, abandonou ontem o estágio, à tarde, partindo para Paços de Ferreira, clube que vai representar na época 1999/2000 . 
  Esperam-se ainda mais dispensas, já que o plantel deve ficar reduzido a 26 jogadores . 
  Tal como nos outros dias, o plantel da União tem um treino agendado para as 9.30 horas, no campo do Neves e à tarde volta à Mata de Ofir para trabalhar o aspecto físico . 

Elisabete Cruz
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<DOC DOCID="HAREM-541-00955">
Planeamento Regional e Urbano
O doutoramento em Planeamento Regional e Urbano surge na sequência do Curso de Mestrado em Planeamento Regional e Urbano que é organizado dentro da Universidade Técnica por um conjunto de 5 Escolas: Instituto Superior Técnico, Instituto Superior de Economia e Gestão, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e Faculdade de Arquitectura.
Destina-se a mestres e licenciados nos domínios de arquitectura, engenharia civil, do território etc., silvicultura, paisagismo, geografia, antropologia, direito e planeamento regional e urbano, visando reforçar a multidisciplinaridade na investigação avançada e sua aplicação.
Pretende-se o aprofundamento metodológico e de desenvolvimento de instrumentos de planeamento territorial, assegurando a sua integração interdisciplinar e a demonstração da sua aplicabilidade e/ou aplicação em Portugal.
Os candidatos a doutoramento devem dominar ou adquirir a capacidade de saber utilizar as interfaces com a estatística a construção/informática, a modelística, estarem dispertos para os valores do património cultural e para o significado da imagética urbana, entender os meandros da Administração Pública e dos condicionamentos jurídicos, e dominar a linguagem ecológica e avaliar questões de ordem biológica e sócio-económica.
Como domínios interdisciplinares para investigação aplicada, apontam-se os seguintes:
Ordenamento do Território, Problemática das áreas Históricas, Habitação e Equipamentos, Desenho Urbano, Paisagismo, Transportes e Uso do Solo, Infraestruturas Regionais e Urbanas, Desenvolvimento Regional, Ordenamento Agro-Florestal, Planeamento Regional e Gestão Urbanística.
Planeamento Regional e Urbano - Doutoramentos atribuídos em anos anteriores
Nome do Aluno
Orientador
Título da Dissertação  Fernando Alves Paulo Dias Correia Avaliação da qualidade do espaço público urbano - proposta metodológica
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Copyright © 1997 - Instituto Superior Técnico
Av. Rovisco Pais
1049-001 Lisboa
Portugal
Tel. +351-218417000
Fax. +351-218499242
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<DOC DOCID="HAREM-722-00957">
Andréia Cristina B
Andréia Cristina B. Ramos - Mestrado - FOUSP - 1998 Orientador: Prof. Dr. Carlos de Paula Eduardo Título: Microinfiltração marginal em cavidades de classe V preparadas com alta rotação e com laser de Er:YAG - Estudo in vitro. 
 Resumo: A microinfiltração é uma das causas de insucesso da restauração. 
 Ela pode promover a descoloração marginal, cáries recorrentes, hipersensibilidade e o desenvolvimento de patologias pulpares. 
 Vários materiais e técnicas têm sido investigados com o propósito de minimizar ou eliminar a microifiltração ao redor das restaurações, especialmente nas margens gengivais de cavidades de Classe V, devido à ausência, na maioria dos casos, de esmalte nesta área. 
 O uso clínico de laser de Er:YAG em Dentística Restauradora é baseado principalmente na habilidade que este sistema possui de realizar preparos cavitários sem contato mecânico. 
 A ablação dos tecidos duros resulta em preparo cavitário com superfícies irregulares, proporcionando uma forma adicional de retenção micromecânica para os materiais restauradores estéticos e talvez melhorar o selamento marginal. 
 O propósito deste estudo foi avaliar através de lupa estereomicroscópica, microscópio eletrônico de varredura e também caracterizá-las através de análise por energia dispersiva de raios X, os graus de microinfiltração marginal encontrados em cavidades de Classe V preparadas com o laser de Er:YAG e comparar com os graus encontrados nas cavidades preparadas com alta rotação. 
 Para este estudo, foram utilizados 36 dentes terceiros molares humanos extraídos, divididos igualmente em 3 grupos: grupo 1 - preparado com alta rotação e condicionado com ácido fosfórico a 35%, grupo 2 - preparado com laser de Er:YAG e condicionado com ácido fosfórico a 35%
 e grupo 3 - preparado e condicionado com laser de Er:YAG.
 Os espécimes foram restaurados com sistema adesivo dental Single bond (3M) e resina composta fotopolimerizável Z100 (3M), estocados a 37ºC em estufa por 24 horas, termociclados, imersos em solução de nitrato de prata a 50% por 24 horas em total ausência de luz e revelados em solução reveladora sob luz fluorescente por 6 horas.
 Foram seccionados e avaliados através de lupa estereomicroscópica, microscópio eletrônico de varredura e análise por energia dispersiva de raios X. Os resultados foram submetidos aos testes estatísticos de Kruskal-Wallis e Mann-Whithey. 
 Concluiu-se que as cavidades preparadas com o laser de Er:YAG, assim como as preparadas com alta rotação, ambas condicionadas com ácido fosfórico a 35% (grupos 1 e 2) mostraram menores graus de microinfiltração do que as cavidades preparadas e condicionadas com o laser de Er:YAG (grupo 3). 
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<DOC DOCID="HAREM-802-00958">
 VII CONGRESSO NACIONAL DE REGISTRO CIVIL Segue reprodução fiel do material de divulgação do VII Congresso Nacional de Registro Civil, publicado na página do Recivil-MG na Internet.
Aproveitamos o ensejo para agradecer ao presidente da entidade Paulo Alberto Risso pelo convite para proferirmos naquele evento palestra sobre informatização das serventias.
O governo federal manifestou interesse em participar do VII Congresso Nacional do Registro Civil, em Belo Horizonte, e deverá enviar representantes do Ministério da Justiça, Comunidade Solidária e Secretaria de Direitos Humanos.
Os registradores poderão discutir com o governo a campanha em torno da Gratuidade Universal, que deverá ser lançada em novembro.
O congresso foi adiado para os dias 09, 10 e 11 de outubro.
Mas tudo indica que o evento será da mais alta qualidade.
O local escolhido para o encontro foi o Merit Plaza Hotel, que fica bem no centro da capital mineira, para facilitar o acesso aos participantes.
Está confirmada a presença do Dr. Walter Ceneviva, considerado uma dos maiores especialistas em registro civil do Brasil.
Além de autoridades do Chile e da Argentina, relatando experiências do registro civil naqueles países.
Pois simultaneamente, estará sendo realizado o I Congresso Latino-Americano de Registro Civil.
Entre os temas a serem debatidos estão a Lei da Gratuidade Universal, vistoria de veículos, o Selo de Fiscalização e a própria modernização dos serviços cartorários.
Você, oficial do registro civil, não pode ficar de fora!
É o futuro da classe que está em jogo.
Todos precisam participar da discussão.
Entre em contato com a secretaria do Recivil, para fazer sua inscrição e obter mais informações.
Av. Prudente de Morais, 901 sl 507 Belo Horizonte, MG - Brasil CEP 30380-000 E-mail: recivil@recivil.com.br Telefone : (031) 297-2141
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<DOC DOCID="HAREM-27H-00966">
Incêndio em habitação causa dois feridos 

Um incêndio numa habitação provocou ontem de madrugada um ferido grave e um ligeiro, em Leça da Palmeira, Matosinhos, informou fonte dos bombeiros. 
O fogo, que deflagrou cerca das 06h50 numa casa térrea, causou ferimentos numa idosa de 82 anos, o caso mais grave, e no seu enteado, um homem de 32 anos, ambos transportados para o Hospital de São João, no Porto. 
Segundo a fonte, o incêndio ocorreu numa habitação situada numa "ilha", na Rua Coronel Sarsfield, em Leça da Palmeira, a cerca de 500 metros do quartel dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça, o que facilitou a pronta intervenção para impedir que as chamas atingissem as casas vizinhas. 
No combate às chamas, cujas causas são desconhecidas, estiveram envolvidos oito homens dos Voluntários de Matosinhos-Leça, com duas viaturas. 
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<DOC DOCID="HAREM-232-00969">
Universidade do Sagrado Coração
1953.
0 Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus recebe autorização para o funcionamento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus, através do Decreto nº 34.291/53.
Geografia, História, Letras e Pedagogia são os cursos autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura.
Vestibular e a Primeira Aula.
primeiro vestibular ocorre em 1954.
A primeira aula é proferida em 7 de março do mesmo ano, sendo a Faculdade reconhecida antes da formatura de sua primeira turma, em 1956.
Faculdade de Música.
Dez anos após a instalação da Faculdade de Filosofia, o Instituto das Apóstolas;
consegue transformar o antigo Conservatório Musical Pio XII em Faculdade de Música.
1967.
Expansão do Ensino Superior.
Instala a partir deste ano novo novos cursos em atendimento ao mercado de trabalho, Ciências, Psicologia, Formação de Psicólogo e Estudos Sociais.
1970.
Novas e Modernas Instalações.
Deixando o tradicional prédio da avenida Rodrigues Alves, é inaugurada a grande obra arquitetônica que constitui hoje a USC - Universidade do Sagrado Coração.
1971.
Instituição do Primeiro Ciclo.
Consciente do hiato existente entre o ensino colegial e os estudos universitários, as Faculdades do Sagrado Coração o Primeiro Ciclo, cujo objetivo é o de superar as insuficiências do ensino pré-universitário e desta forma, promover o ajustamento do vestibulando as novas exigências dos Cursos Superiores.
De 1970 a 1999.
Na década de 70 são instalados os cursos de Habilitação em Biologia e Enfermagem, nos anos 80, Farmácia, Nutrição e Fonoaudiologia e na última década os cursos de Tradutor, Secretáriado Executivo Bilíngüe, Matemática, Química, Análise de Sistemas, Filosofia, Administração, Habilitação em Artes Cênicas, Fisioterapia, Odontologia e Terapia Ocupacional.
Hoje.
Uma USC Vibrante.
Sob a direção geral da Dra. Irmã Jacinta Turolo Garcia e contando com aproximadamente 6.000 alunos, distribuidos nos seus 29 cursos e suas habilitações, possuindo na sua docência 350 professores, com apoio numa equipe técnica de sustentação sob a responsabilidade de 290 funcionários, a Universidade do Sagrado Coração cumpre um trabalho da mais alta relevância, forma um novo homem, cidadão, para um mundo mais justo e basicamente cristão.
© Copyright 2000 - IASCJ.
Todos os Direitos Reservados E-mail: webmaster@usc.br
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<DOC DOCID="HAREM-248-00970">

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<DOC DOCID="HAREM-872-00971">
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 COMPRAS As melhores compras incluem os pulôveres das Ilhas Aran, os produtos de lã ( jaquetas, coletes, boinas, chapéus, saias), os cristais de Waterford, as cerâmicas, o artesanato em linho e as jóias e bijuterias inspiradas nos desenhos do Book of Kells e nos mitos celtas.
As plantas locais e a vida selvagem também são inspiração para essa arte.
O Condado de Galway produz o Claddagh ring "tradicional anel de noivado " feito em ouro, prata ou em pedras.
Os artefatos religiosos também valem ser destacados.
Ler é uma paixão nacional, portanto existem excelentes livrarias.
Em Dublin, a maior é a Eason and Son,que tem uma variedade enorme da literatura irlandesa.
Os instrumentos musicais são feitos em várias regiões, mas o Condado de Clare é conhecido como "the singing county".
As harpas são especialmente feitas em Dublin e Mayo.
Nào poderia esquecer, é claro do whiskey e de algumas guloseimas como as algas marinhas secas, que são comidas cruas ou misturadas na comida.
Em Dublin passeie no shopping St.
Stephen's Green, na Grafton Street e na a O'Connell Street.
Tem muitas lojas para apreciar.
Em Waterford, visite a fábrica de cristais Waterford (Waterford Crystal Factory), que foi fundada em 1783 e fica a 2,5 km ao sul do centro da cidade.
Você verá o processo de fabricação das peças.
O linho irlandês é famoso no mundo todo e de alcance inigualado.
Há uma variedade enorme que inclui colchas extravagantes, toalhas de mesa encaracoladas, guardanapos, etc. Enfeites em linho com finos entrelaços estão por toda a Irlanda, mas principalmente em Limerick e Kenmare.

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<DOC DOCID="HAREM-638-00988">

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<DOC DOCID="HAREM-435-00992">
 Mas custou-lhe?

 Custou muito habituar-me à vida de casada. Sentia falta da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos.

 Sentia-se sozinha?

 Não era bem sozinha porque o marido estava sempre ao meu lado, era falta da companhia dos pais e dos irmãos. Ainda por cima, tinha muitas saudades da minha irmã pequenita. No casamento ela não me largava, com medo que eu saísse.

  Foi morar para longe dos seus pais?

 Não, não é longe, é rápido. Agora com a via rápida é um tirinho.

 Quantos anos chegou a namorar com o seu marido?

 Para aí dois anos.

 E como recorda esse tempo de namoro?

 Conheci-o na Cruz Vermelha, estava a tirar o curso de Socorrista. Quando me disseram que tinha que me preparar para os cortes, para socorrer acidentados, eu desisti porque acho que não tenho coragem. Só fiz dois mesitos de curso e foi durante esse tempo que conheci o meu marido. Começamos a sair. Eu conheci a família dele, gostei da família e juntamos os trapos.

 E agora como tem sido o casamento?

 É como dizem sempre os casados - "Se soubesse não casava!" Eu acho que toda a gente diz isso! A gente só quer casar, experimentar, para depois poder também dizer isso. A vida de casada é diferente! Eu acho que não temos tanta liberdade como em solteiros. Quando uma pessoa quer ir a algum lado, tem que dizer ao marido, se não digo ele fica chateado. É diferente! Uma pessoa se quiser comprar qualquer coisa fora do orçamento tem que dizer "Dá para comprar?" É diferente! Enquanto que em solteira fazíamos aquilo que queríamos.

 Mas é uma pessoa independente?

 Sou.

 Acha que a referência da sua mãe a trabalhar cá influenciou o concurso para a Universidade do Minho?

 Não, a minha mãe não é muito de "arranjar padrinhos", ela não gosta muito de pedir, sempre foi contra isso e ainda bem. Eu também sou contra esses princípios de tentar meter a pessoa tal, porque às vezes não conhecemos bem a pessoa e depois ficamos mal. Mas não foi com palavras da minha mãe, com "cunhinhas" da minha mãe, que eu entrei.

 Quando entrou para a Universidade?

 Entrei para a Universidade em 1987 ou 88,  estava a estudar e concorri para a Função Pública, quando dei por ela fui aceite. Depois tive que escolher entre continuar a estudar ou começar a trabalhar e optei por começar a trabalhar.

 Qual a primeira função?

 Secretaria da escola de Engenharia, trabalhar com o senhor Falcão.

 Onde ficavam as instalações?

 Eram nos pavilhões junto às piscinas da rodovia, que se chamavam Pavilhões Verdes.

 Como eram as instalações?

 Aquilo era um bocado horroso, parecia uma prisão, era tudo em blocos, não parecia uma universidade. Quando cheguei lá e olhei para os pavilhões fiquei espantada com as instalações da universidade, aquilo era provisório. Estive lá uns cinco anos a trabalhar.

 E como era o ambiente?

 Eu sempre tive bom ambiente de trabalho. Gostei de trabalhar com o Falcão, aprendi muitas coisas, foi um bom chefe, muitos conhecimentos do meu trabalho devo a ele. Depois fomos para a D.Pedro V e mais tarde vim para  Gualtar.

 E na D. Pedro V como era?

 Era ainda pior! Eu não gostei porque estava num buraco. Eram apartamentos. O ambiente de trabalho também era espectacular, só não gostava do local de trabalho onde estava a exercer funções porque uma pessoa chegava ao fim do dia e sentia fisicamente e mentalmente um desgaste muito forte. Agora, em relação a este local de trabalho, aqui em Gualtar, é muito mais espaçoso, tem luz natural e luz artificial. Em D.Pedro V, o gabinete era muito apertado, muito pequeninho, não havia nenhuma janela, Também estive pouco tempo lá.

 Quem trabalhava consigo?

 Era só eu. A Luísa trabalhava lá antes de eu entrar, mas ela não estava a secretariar o Departamento de Informática, estava a secretariar o INESC, não fazia parte do departamento. Quando eu fui fazer parte do departamento estava sozinha.

 Em que ano veio para Gualtar?

 Deve ser para aí há três anos que estamos aqui.

  E recorda-se de alguma história engraçada que se tenha passado durante esse percurso que está cá na Universidade?

 Só fixei uma coisa com a doutora Isabel Ferreira. Ainda tinha entrado há pouco tempo no Departamento de Informática e o Falcão mandou-me ir ao pavilhão de Física que ficava em frente. O pavilhão tinha um sistema de segurança nas portas , naquela altura, porque já tinha sido assaltado várias vezes. O Falcão mandou-me ir buscar uns papéis. Eu entrei no pavilhão, a porta estava aberta.  Daqui a pouco aparece-me a doutora Isabel - "O que é que você está aqui a fazer?" Pega-me na camisola e leva-me lá para fora. Não me deixou falar nem nada. Eu queria explicar-lhe, mas ela só dizia: - "Não tem nada que estar aqui! Escorraçou-me do pavilhão. Depois eu fui ter com o Falcão e expliquei-lhe, e passado um bocado entra a doutora Isabel no nosso pavilhão e vê-me na secretaria e pergunta-me:- "Ai você é que é a funcionária?" E eu - "Pois sou." "Então porque é que não me disse?", "Não me deixou explicar, puxou logo por mim cá para a rua" . Foi assim uma cena engraçada.

  E nessa altura lembra-se quantos alunos existiam cá em informática?

 Números assim certos não sei, sei que eram mil e tal.Docentes eram cinquenta e tal.

 Quando veio para a Universidade do Minho tinha já o 12º ano?

 Não, ainda não tinha o 12º ano. Quando optei por vir para a universidade trabalhar, parei de estudar. 

 Então não chegou a concluir depois os estudos?

 Não, depois fiquei preguiçosa para ir estudar.

 Então quando é que acabou o 12º ano?

 Para aí há um ano ou dois.

 O que é que a fez retomar os estudos mais tarde?

 Tanta gente a concorrer para aqui, tudo com o 12º e eu sempre com o 10 incompleto. Foi então que decidi- "Tem que ser agora, senão fico para trás nos concursos." Porque podia prejudicar a minha vida profissional.

 Mas foi-se mantendo sempre actualizada, foi fazendo o curso de formação?

 Eu fui fazer um curso de formação, no IGAP, no Porto e disse que nunca fazia cursos no Porto. Eu já disse aos meus superiores: -"Vou tentar arranjar cursos cá em Braga." Agora estou a fazer aquela acção de formação aqui, em Gualtar, que é gratuíta. Sempre que for em Gualtar eu prontifico-me e quero ir fazer cursos, agora para o Porto, nunca mais.

 Mas porquê?

 É muita confusão, perde-se muito tempo. Eu nos restaurantes ou outros sítios assim, eu perdia-me. Uma vez perdi-me lá numa rua. Meti-me numa rua para tentar arranjar restaurante, depois já não sabia onde é que estava, já não sabia ir ao sítio do curso.

 Mas então vai sozinha, não vão outros colegas consigo, cá da universidade?

 Eu ia com uma colega, mas ela juntava-se a um grupinho e eu não ia estar-me a meter. É como eu disse sou um bocado independente, isolo-me um bocado.

  Mas as funções que exerce cá tem evoluído? De alguma forma sente que exigem mais formação?

 Nós funcionários, vamo-nos sempre actualizando. A gente nunca sabe tudo, temos sempre coisas para aprender e, ainda por cima, na área dos computadores, todos os dias  aprendemos coisas novas. Acho que é um serviço um bocado monótono, e temos que diversificar mais um bocadinho. É por isso que eu gosto de fazer muita coisa. Ás vezes posso estar sobrecarregada com trabalho, mas gosto de fazer porque não gosto de estar sempre com aquela aflição - "Fazer só isto?" Eu gosto de ter muita coisa para fazer porque assim vou variando.

 Que género de actividades é que tem cá?

 Ora bem, atendimento aos alunos, aos professores, faço contratações de pessoal, docentes novos que entram, faço tanta coisa.

 E o atendimento aos alunos?

 Ora bem, com os alunos, não me dou assim muito bem, é por isso que estou agora a tirar o Curso de Função ao Atendimento, para ter mais um bocado de calma e paciência com os alunos.  Eu lido mais directamente com os professores, parte das burocracias, aquela papelada toda, as deslocações que eles fazem e os mestrados, mais com os mestrados. É como um apoio administrativo, tipo secretária, só que é secretária de um grupo grande de pessoas.  Acho que os alunos às vezes chateiam-nos com perguntas - "O professor tal está ali e não está aqui? E a que horas é que ele vem?" Parece que a gente tem que saber o horário do professor, quando é que ele está cá, quando não está. Os alunos pressionam-nos um bocado nesta parte, entendem que a gente tem de saber quase obrigatóriamente a vida do docente, se ele vem de manhã ou de trade. Eu tento explicar ao aluno, mas às vezes é difícil eles perceberem. Nós não temos obrigação de saber onde anda o professor.

  Quando entrou na universidade as suas funções eram exactamente as mesmas ou houve alterações entretanto?

 Houve, eu estava a trabalhar com o senhor Falcão, que actualmente é o chefe da Repartição dos Recursos Humanos, que me ensinou muita coisa. Naquela altura, era diferente, era eu que fazia as papeladas, tudo que era para fazer da parte das burocracias, vinha tudo do Falcão, ele dizia o que eu tinha que fazer. Actualmenete, eu já sei como é que é, e faço eu. As coisas vêm do director, que me diz o que quer, e eu faço. 

 Então nessa altura o seu ambiente de trabalho, o seu dia-a-dia era diferente?

 Era diferente porque tinha alguém acima de mim, tinha o chefe da secretaria que me dizia o que tinha que fazer e o que não tinha que fazer. Agora não sou regulada por ninguém.

 Agora ainda mantém relacionamento com os colegas que entraram consigo na mesma altura?

 Na altura trabalhava com o Falcão, a dona Ilda, uma senhora que se reformou, o Orlando e o Paulo. Esses dois últimos, foram para outros departamentos, porque, entretanto, extinguiu-se essa secretaria e passaram a existir as secretarias de departamentos. Antigamanente, era só uma secretaria para todos os departamentos e agora cada departamento tem uma secretaria. Quando começaram a dividir o pessoal por secretarias, eu fui para o Departamento de Informática. Lembro-me do primeiro dia que vim, levaram-me ao professor Valença. Chorei tanto porque não queria ir para um departamento com muita gente e a maior parte homens. Tinha medo em me adaptar mal a este departamento. O professor Valença foi muito simpático, andou a mostrar-me os gabinetes, a apresentar-me ao pessoal. Era a Luísa, a funcionária que estava a secretariar o INESC.Havia uma parte do INESC que estava sediada em D. PedroV, e ela estava a dar mais apoio ao INESC do que ao departamento, e então, eu fui para lá, para um gabinete que era buraquinho mesmo, era um quarto. Aquilo no D. Pedro V era tipo um apartamento, e eu não tinha luz directa no gabinete, não tinha janela nem nada. Ficava todo o dia ali, num quarto. O departamento começou a funcionar na D. Pedro V, mas acho que já funcionou, antes ao pé da Gulbenkian. O Centro de Informática também era lá, no tempo do professor Maia Neves como director, já não foi do meu tempo. Do meu tempo o director era o professor Valença, e por aí adiante, depois viemos para cá.

 Quer falar-nos um bocadinho mais do processo de adaptação ao departamento?

 Comecei aos bocadinhos a adaptar-me e o professor Valença também me ajudou a mostrar que naquele departamento as pessoas davam-se bem, que eu ia ser bem recebida, que ia correr tudo bem. Depois começou a pedir-me as coisas aos bocadinhos para não me assustar. Começou a pedir-me para tratar disto, para tratar daquilo, comecei a entrar no mecanismo e depois foi sempre a aviar. Começou a pedir coisas mais complicadas, mais difíceis e depois eu comecei a gostar.

 A dimensão da universidade era muito diferente daquela que é hoje?

 Ai era! Até no próprio departamento. Eu comecei a gostar tanto do departamento que abri um bar para os professores. Era eu que fazia a gerência do bar, ia buscar coisas fresquinhas de manhã e bebidas.

 A transição para Gualtar foi complicada?

 Quando vim para Gualtar já não vim sozinha, já vim com mais uma funcionária. Estive uns quatro anos sozinha, depois entrou a Helena. Eu lembro-me bem de uma coisa que o professor Pedro Henriques disse numa entrevista quando foi a Helena, perguntou-lhe se estava habituada a confrontar-se com o stress e disse-lhe para ela se preparar para o stress que ia ser aqui no departamento e ela respondeu - "Não há probelma nenhum!". E ela ainda se lembra disso: - "O professor Pedro Henriques tinha razão, uma pessoa às vezes sai daqui pior que sei lá o quê." Nós temos muito trabalho.

 Dentro dessa evolução de estar numa secretaria geral e passar para uma secretaria de um departamento, quais as mudanças?

 Foi logo o espaço, que é muito importante para me sentir melhor. Mas antes de virmos para aqui, ainda estivemos a trabalhar ao lado do Departamento de Matemática. Era um sítio melhor do que em D.PedroV, tinha mais espaço na secretaria, já havia janelas e tinha melhor material. O professor Valença também comprava logo o que eu queria. Eu queria um IMAC, um Macintosh, para me sentir bem e o professor Valença comprava. O que eu gostei mais foi quando viemos para cá, tinha as coisas mais perto de mim. Por exemplo, se eu precisasse de ir tratar qualquer coisa aos serviços académicos ia a pé, se precisasse de ir a um departamento qualquer lá ia eu. Não precisava de meter as coisas no correio, ia buscar infomação mais rápido.
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<DOC DOCID="HAREM-324-01011">
MOZART DE NOVO 

 Depois do redundante fracasso de "Dove Siete? 
  Io Sono Qui", a diretora italiana Liliana Cavani prepara um filme sobre as infâncias de Mozart e de sua irmã Mariana . 
  Difícil agora é achar as duas crianças . 
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<DOC DOCID="HAREM-221-01015">
APIR - Historial - Objectivos
Página Inicial (Home Page)
A P I R
Associação Portuguesa de Insuficientes Renais
Breve historial
L ançada em Novembro de 1977, por iniciativa de um grupo de IRC que se encontravam em hemodiálise em Espanha, e contando com o apoio de vários Insuficientes Renais e seus familiares, de médicos, enfermeiros e de outros trabalhadores de saúde no País, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais - APIR - viria a ser legalizada em 16 de Outubro de 1978, com a designação de APDR - Associação Portuguesa de Doentes Renais , através de escritura publicada do Diário da Republica nº 261, III Série, de 13 de Novembro de 1978.
Hoje, a APIR é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, não governamental, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que tem Associados e Representantes em todos os distritos do País, de Faro a Bragança, da Madeira aos Açores e na maioria dos centros de hemodiálise de Portugal. Por isso se assume como legítima representante dos Insuficientes Renais Portugueses, embora não menospreze a actividade que outras entidades possam desenvolver em favor destes doentes.
Elaborados em 1978, altura da Fundação, os Estatutos viriam a sofrer a primeira alteração em 1984. Em 1993 e após a experiência percorrida, tornou-se necessário actualiza-los às novas realidades e ao dia a dia da APIR .
Agora, meados de Julho de 2001 iniciou-se um novo processo de revisão dos actuais Estatutos no sentido de flexibilizar e agilizar ainda mais a sua aplicação à nossa actividade diária.
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<DOC DOCID="HAREM-514-01043">
 Filhos entram em campanha 'por tabela' . 

 Ter mãe ou pai candidatos é ver a casa cheia de "corpos estranhos" e aprender a conviver com desaforos 
 PRISCILA SÉRVULO 
 Da Agência Folha 

 Ser filho de político é, em geral, uma tarefa difícil . 


 Se o país inteiro comenta a votação de 3 de outubro, imagine o que acontece com quem mora na casa dos candidatos . 


 São eles quem aguentam ver a casa transformada em comitê . 


 Eduardo, 23, filho do candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, Barros Munhoz, compara a campanha a uma guerra . 
  "É um grupo unido e mobilizado 24 horas por dia em busca de um objetivo concreto." 


 Thiago Cobra, 16, filho da vereadora e candidata a deputada federal pelo PSDB Zulaiê Cobra, diz que não entende muito de campanha . 
  Fica nervoso quando a mãe viaja . 
  "Ela acorda cedo, não come, nem dorme direito." 


 João Amin, 14, que tem o pai e mãe candidatos, descarta a possibilidade de ser político . 
  Sua mãe, Ângela Amin, quer se eleger governadora de Santa Catarina . 
  Seu pai, Esperidião Amin, concorre à Presidência da República . 


 João e os irmãos Luis Henrique Munhoz, 21, e Eduardo acham que sobra pouco tempo para ficar com a família . 


 Já Fabrício Cobra, 19, afirma que a política está no sangue . 
  "Eu abro o jornal, vejo os problemas e penso nas soluções." 


 Mas Fabrício acha importante ter uma carreira antes . 
  "Eu quero fazer economia a mesma profissão de meu pai." 


 João Suplicy, 20, filho da candidata a deputada federal pelo PT Marta Suplicy, deseja boa sorte à mãe, que tenta um cargo público pela primeira vez . 


 João também espera que ela não se decepcione . 
  "Tomara que não seja diferente do que ela imagina . 
  O trabalho de político pode não ser tão agradável." 
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<DOC DOCID="HAREM-141-01053">
A Perseguição do FBI: Pistas e Suspeitos
"Responsabilidade pelas atrocidades terroristas nos Estados Unidos, 11 de Setembro 2001"
A 4 Outubro 2001 o gabinete do Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, divulgou àimprensa um documento de
21 páginas onde se reuniam as principais provas obtidas contra Osama bin Laden que era possível divulgar sem comprometer a investigação.
O documento sublinhava na sua introdução que, devido ànecessidade de proteger certas fontes de informação e devido às "estritas regras de admissibilidade" de provas judiciais, o documento não pretendia obedecer às regras de um dossier judiciário a apresentar num tribunal. Trata-se, antes de mais, do fruto do trabalho dos serviços de informação.
A introdução vincava ainda que este documento não divulgava todos os indícios ou provas na posse do Governo britânico. Noutras ocasiões já tinha sido afirmado que os Estados Unidos revelariam a informação disponível aos seus parceiros segundo o nível de necessidade e que apenas uma pequena parte da informação disponível seria tornada pública.
Na realidade, o documento divulgado por Blair ficou ainda aquém do que se esperava, fazendo pouco mais do que sistematizar as provas circunstanciais que já eram conhecidas.
A razão por que foi Tony Blair a divulgar este documento àcomunidade internacional e não a Administração dos Estados Unidos não foi explicada.
Pode ler o documento original, intitulado "Responsability for the terrorist atrocities in the United States, 11 September 2001", na íntegra e em inglês, aqui .
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<DOC DOCID="HAREM-099-01055">
Lembro-me que foi a trinta e um de Janeiro, pois o levámos para casa do capitão Galho (era a mais próxima) e o jovem degredado recebeu-nos à porta, num sólido e frio mutismo de mármore. Como sempre, no aniversário da sua desgraça, trazia vestido o uniforme de gala e o peito refulgia com o esplendor das medalhas. Após uma larga hesitação fez sinal para que entrássemos e ele próprio tratou de ir buscar uma esteira onde estendemos o morto. O padre chegou nessa altura, ainda compondo a batina e resfolegando como um cavalo marinho; vinha afogado em suor, vacilante e desgrenhado, maldizendo alto a inclemência do Sol. Ao ver o capitão deteve-se com uma expressão de sincero desgosto:
 Merda! -- exclamou -- tinha-me esquecido que hoje é trinta e um de Janeiro. 
Só nos atrevemos a sair com o nosso morto, para o levar à igreja, depois que o Sol começou a enfraquecer e o ar se encheu do canto ansioso das cigarras. Cá fora aguardava-nos o inevitável cortejo de carpideiras, "velhas senhoras industriadas", como gostava de repetir Quipangala, "no muito antigo e piedoso ofício de prantear a dor alheia". 
Nessa mesma noite baptizámos o estranho com o nome de Lázaro, rezámos por sua alma uma missa breve e ao entardecer do dia seguinte levámo-lo a enterrar com festiva pompa e circunstância. A banda do carpinteiro Brito acompanhou o féretro à frente de toda a população da vila, tocando para conforto geral as severas mas gradáveis marchas do costume.
Fez o elogio do morto o velho Quipangala, conhecido aquém e além matos pelo fulgor do seu verbo, pela côncava voz de catástrofe e pela solenidade que pesa em tudo quanto dizia, ainda que nada de extraordinário tivesse para dizer. Para agrado de Deus Nosso Senhor e perpétuo logro de Satanás, o Maldito, criou para Lázaro uma vida novinha em folha, pródiga em devoções e em virtudes. Alongou-se em metáforas de inusitado brilho, falando do defunto como de um amigo de infância, recordando-nos a sua meninice ingénua, o mancebo grave e belo que ele havia sido. Ouvindo-o falar chorámos com ele lágrimas autênticas, já Lázaro se fazia parente de todos, já com a sua morte se extinguia irremissivelmente algo de nós.  
Estávamos nisto quando principiou a crescer do rio um grande rumor de vozes.
Ninguém se voltou ou desfez a compostura; mas em breve o alarido se tornou mais forte que a poderosa voz do orador e logo se fez tão claro que antes mesmo de vermos surgir os primeiros homens (eram serviçais que trabalhavam na construção da ponte) já todos tínhamos compreendido do que se tratava.
Dessa vez o rio trouxera um cadáver de ossos acanhados, que podia ser de uma criança ou de uma mulher. Porém, este tinha já qualquer coisa de insensato: perdera quase inteiramente a cor, e o rosto (porque demasiado inchado?) não apresentava formas. Mesmo assim demos-lhe o nome de Ofélia e repetimos com ela o que fizéramos a Lázaro. Todavia a missa foi pobre e às exéquias faltou o lustro habitual. Quipangala tinha bebido em excesso e parecia um funâmbulo tentando a custo equilibrar-se nas altas pernas de garça. Ao invés do esperado elogio da morta quis produzir uma espécie de longa alegoria sobre a beleza da Mulher, mas depressa se tornou evidente que falava não da infeliz Ofélia, triste e desconjuntada na sua gaiola de tábuas, e sim da jovem e exuberante esposa do chefe do concelho, Angelina Santoni, por quem alimentava desde há anos uma pública paixão de adolescente.
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<DOC DOCID="HAREM-27A-01056">
Depoimento de Gilberto Afif Sarruf 
Entrevistado por Valéria Barbosa e Roney Cytrynowicz 
Estúdio da Oficina Cultural Oswald de Andrade 
 
São Paulo, 21 de novembro de 1994 
  
Transcrita por Teresa Furtado 
 
P - Eu queria que o senhor nos dissesse o seu nome, o local e a data de nascimento. 
R - Bom, meu nome é Gilberto Afif Sarruf, sou nascido em São Paulo, e nascí em 14 de abril de 1948. 

P - Qual que é o nome dos pais do senhor e onde que eles nasceram? 

R - Meu pai era chamado Afif Sarruf, nasceu em Homs, na Síria em 1915,  hoje ele já é falecido. 
Minha mãe é nascida no Brasil, em São Paulo,  e é filha de libaneses... é filha de libanês com árabe... com sírio. 

P - Qual que é o nome dela? 

R - Renée Lotaif Sarruf. 

P - E qual que era a atividade do pai do senhor? 

R - Meu pai veio para cá pequeno, veio com oito anos de idade, e estudou um período, até crescer um pouco mais, e começou a trabalhar com os irmãos,  e quando adquiriu aproximadamente 14/15 anos,  começou a trabalhar  com comércio de armarinhos, e... que deu origem ao nome Ao Rei do Armarinho,  e que existe até hoje,  estou aqui eu continuando,  e eventualmente meus filhos. 

P - E por que é que... qual que foi o motivo da vinda dos pais do senhor para o Brasil, por que escolheram o Brasil? 

R - Talvez, no começo do século,  vamos dizer, a situação na Síria não estivesse das melhores, e algumas pessoas que imigraram antes escreveram, ou foram bem sucedidas, ou analisaram o Brasil como um mercado promissor e acabaram vindo. Primeiro os irmãos mais velhos do meu pai,  sentiram,  e realmente endossaram isso, e acabou vindo o resto da família. 

P - No caso dos irmãos... mais velhos, eles estavam no ramo de armarinhos, como é que era? 

R - Não,  não vieram especificamente para o ramo de armarinhos. Eles começaram como mascates! Vieram,... vamos dizer, com a cara e a coragem, para cá. Vieram se aventurar, eram solteiros,  e... tentar,  vamos dizer, arriscar uma vida nova. E de repente viram que existia possibilidade, que o Brasil oferecia condições favoráveis para isso, um país de clima tropical, São Paulo uma cidade que já, desde o começo do século, inspirava que seria um grande pólo de desenvolvimento, eles acreditaram e vieram, com a raça e a coragem. 

P - Quando eles chegaram, no caso, o pai do senhor, quando ele chegou aqui no Brasil, onde que ele foi morar, onde era a casa? 

R - Eles moravam no Brás, no Belenzinho, mais especificamente. 

P - Junto com outros parentes? 

R - Morava a família inteira, numa casa grande. Meu pai tinha diversos irmãos, dez ou 11 irmãos, mais os pais dele ; o pai dele,  e... eu sei que era uma casa grande, vamos dizer, onde a família se cotizava,  se ajustava ali e praticamente eu ouvi falar alguma coisa, não cheguei a conhecer. 

P - E o senhor nasceu em que bairro aqui em São Paulo ? 

R - Onde eu morava? 

Onde eu nascí? 

P - Isso. 

R - Eu morava na Brigadeiro Luís Antônio,  quase esquina com a Alameda Santos. 

P - E como é que era a casa da infância, o local, assim... o que é que o senhor lembra da casa da infância? 

R - Bom, eu morei de 48 até 54 numa casa grande,  na Brigadeiro Luís Antônio, e... pela idade e pela, e pelo fato de ser na rampa da Brigadeiro Luís Antônio, eu não tinha acesso à rua,  então a gente se limitava a brincar dentro de casa. Em 54 nós mudamos para uma travessa da Brigadeiro Luís Antônio, mais lá embaixo, que era a Rua Honduras. E lá era uma casa, era um lugar plano, e onde eu já tinha uma idadezinha que dava para começar a andar de bicicleta,  enfim... São Paulo naquela época não tinha os problemas de hoje, a gente tinha acesso a jogar futebol na rua, jogar taco,... enfim, brincar com a vizinhança, era uma vida extremamente saudável. Eu morei ali até 67, e passei praticamente minha puberdade e adolescência ali. E... fizemos muitas besteiras, tipo arrumar briga com outras turmas, ... aprontava coisa de moleque. Na época do DKW, existia o olho de gato,  não sei se você chegou a conhecer, mas era uma peça que quando batia o farol iluminava, então, era da roubar olho de gato dos carros,  e fazer essas besteiradas, essas coisas de moleque, né. 

P - Quantos irmãos, seu Gilberto? 

R - Eu tenho três, e eu sou o mais velho, tenho mais dois irmãos homens,  um trabalha comigo, o caçula ; o outro é médico,  dermatologista,  e tenho uma irmã. 
Minha irmã é a do meio, é a terceira. 

P - Eu queria que o senhor contasse um pouco sobre a escola,  as lembranças que o senhor tem da época da escola... 

R - Da escola? Ich...! Isso vai ser puxado, ficar registrado... (riso)  Bom, no tempo de escola, eu estudei no Colégio Dante Alighieri, ... durante muitos anos ; quando eu me formei no curso secundário,  no ginasial,  eu... não queria fazer clássico nem científico,  então eu optei por fazer contabilidade. E o Dante Alighieri naquele ano estava inaugurando... o primeiro curso de contabilidade. E eu fiz, mas eu estava na minha fase de 16/17 anos, é uma fase meio impulsiva, eu acabei repetindo de ano. No ano seguinte eu quis me manter na contabilidade, mas não tinha número de alunos suficiente para manter a classe de contabilidade. Então eles fundiram contabilidade com secretariado. E eu acabei estudando numa classe onde só tinha eu de homem e 45 mulheres. (risos) E, coincidentemente, nesse ano meu pai me deu um carro, na época, um Fissori. E... eu estudando secretariado, com 45 mulheres na classe, não precisa dizer o que aconteceu,  não? (riso) Eu acabei sendo expulso o Dante, e fui terminar no São Luís, e aí comecei a estudar à noite, e aí acabou um pouco da moleza. Depois do São Luís eu fui para o Mackenzie e acabei me formando lá. 

P - O senhor começou a trabalhar com que idade? 

R - Com 16 anos, 1964. 

P - E onde o senhor começou a trabalhar? 

R - Na própria loja, onde eu estou, no Rei do Armarinho. 

P - E o Rei... eu queria que o senhor falasse um pouco da loja. A Ao Rei do Armarinho foi fundada quando... 

R - É, o Rei do Armarinho é uma loja bem antiga, foi fundada em 1926,  e... era uma loja pequena, quer dizer, com todas as dificuldades da época,  não existiam uma grande variedade no ramo e existia muita concorrência. Então, o cliente era praticamente pego na raça, na unha, na amizade, na conquista: era uma cantada em cima do cliente! E assim o Rei do Armarinho foi crescendo, com muita luta, com muita garra,  com muita honestidade,  com muita disposição de vencer. E... com o decorrer dos anos,  vamos dizer,  a loja mudou para um endereço maior e... já com mais opções de produtos,  com um pouco mais de funcionários, ... e ela veio tomando o seu rumo de desenvolvimento. Há mais ou menos 35 anos, talvez até um pouquinho mais, meu pai comprou um terreno, na Cavalheiro Basílio Jafet,  junto com o meu tio que é sócio, e resolveu construir um prédio para que fosse a futura sede da empresa e que fosse um prédio próprio. E com muita luta,  com muita dedicação, acompanhando a obra no dia-a-dia,  se construiu,  se conseguiu construir esse prédio, onde atualmente a empresa se encontra, e aí se mudou para lá usando metade do prédio e alugando a outra metade para um banco, para que ajudasse a custear as despesas da construção,  a dívida da construção. Aí, com o decorrer dos anos, aí já eu trabalhando lá,  vamos dizer, o banco resolveu mudar de lá, e nós resolvemos usar o espaço do banco expandindo a loja. E hoje a loja usa, além do prédio,  nós adquirimos mais um vizinho e alugamos uma boa parte no fundo, mais um primeiro andar enorme para depósito: a gente ocupa aproximadamente 5.000 m2. É uma das lojas mais antigas do ramo e ao mesmo tempo é uma das lojas mais modernas do ramo, em termos de linha de produto, forma de atendimento,  a gente se dedica demais sobre esse aspecto. Nós fomos a primeira loja de toda a região central - caracterizando como empresa familiar -, a primeira loja a ter computador na região central. Nós pusemos o primeiro computador funcionando em 1976. E desenvolvemos bastante sistemas,  partimos de uma forma muito séria para organização e... é uma loja que é absolutamente controlada por sistemas, com 18 para 19 anos de experiência nisso. Hoje a gente tem tudo por scanner, por código de barras, enfim, os processos mais modernos. A gente procura estar sempre... e... estar sempre,  vamos dizer, naquilo que tem de mais moderno, que está ao alcance da gente. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouquinho antes, de quando o senhor começou, em 64. Como é que era o Rei do Armarinho nessa época? Como era a loja, as mercadorias que eram vendidas, o que é que o senhor fazia? 

R - Bom, eu comecei em 64, como um garoto rebelde! A loja era bem menor, tinha aproximadamente 17 funcionários é...e a gente, eu tentei aprender um pouco com cada funcionário, aprender o meu lugar é... porque a gente no começo se achava filho do dono, e achava que mandava, e não era bem assim. E eu fui tendo que conquistar o meu espaço lá dentro, tendo que ser,  deixar de ser o filho do dono e tentar ser o Gilberto. Isso foi uma batalha difícil, ao longo dos anos, porque você,  se impor como sendo a pessoa, requer muito mais de você. Você tem que adquirir esse respeito,  essa confiança perante as pessoas, pessoas que estavam na empresa muito antes de eu nascer, então realmente era difícil você conseguir atingir uma linha que você pudesse comandá-los no futuro. 

P - E qual que era a clientela nessa época? 

R - Bom, eram clientes do Brasil inteiro... O Brasil de 64 era um país extremamente mais pobre de rodovias, de, de meios de comunicação,  então as pessoas vinham, vamos dizer, de uma forma até sacrificante, até São Paulo, para fazer as compras para distribuir no seu estado. Então,  nós tínhamos clientes do Brasil inteiro onde a gente vendia muito para  regiões atacadistas, como Recife,  Fortaleza,  Belém do Pará,  que sempre foram regiões fortes de distribuição,  mas... as pessoas faziam verdadeiras maratonas para poder vir à São Paulo comprar, e conseguir distribuir essa mercadoria lá. Então, o cliente naquela época era extremamente exigente com relação a preço, porque uma vez que ele se sacrificava para vir até São Paulo, ele brigava por qualquer centavo para poder tentar tirar o custo da viagem e o sacrifício dele,  para poder levar o máximo possível de mercadorias. E era um,  um período difícil,  era outro... um  perfil completamente diferente do de hoje, né. As mercadorias ficavam dentro de balcões, eram solicitadas, vamos dizer, eram muito menos produtos e esses produtos eram conhecidos nominativamente, ou até pela referência,  e isso facilitava muito fazer uma concorrência de preços. Vamos dizer, eram poucas indústrias em cada ramo, então, isso permitia com que o cliente em 2horas  ou 3 horas ele fizesse um pesquisa na região inteira. Hoje,  esse perfil é bem diferente, a gama de produtos é extremamente maior, ... nós passamos por um período de inflação que o preço muda todo o dia,  então a memória, hoje, das pessoas com relação a preço ainda é muito curta. Agora,  com a estabilização do real, pode ser que comece a renascer esse aspecto. 
P - Seu Gilberto, quais seriam os produtos compreendidos como armarinho e se isso mudou ao longo do tempo? 

R - É, armarinho é uma palavra muito vaga,  né. Eu já tentei analisar o fundamento dessa palavra. Na realidade, armarinho ele é um conglomerado de coisas, das quais fazem parte os artigos de costura, que o termo correto é aviamento. Então, o armarinho é uma somatória de aviamento com demais outros produtos que definem, vamos dizer, uma linha mais ampla de coisas. É difícil você dar uma definição clara. Por exemplo, baralho, não tem nada a ver com costura, para uns faz parte do armarinho ; bola de gude,  pião,  pião de soltar com a corda, ... pequenos brinquedos,  algumas coisinhas de plástico, assim, coisa de... jarra plástica,... e vai por aí afora,  é um sem fim de itens, né! Na realidade, a nossa linha,  a nossa empresa chama Rei do Armarinho, mas a gente não trabalha com esses ítens que eu estou mencionando. É só para dar um noção de amplitude. 

P - Quais são exatamente os ítens? 

R - A gente trabalha muito mais voltado para costura. A nossa linha mais específica são as fitas, rendas, bordados, galões, linhas, zíperes... 

P -... elásticos... 

R -...elásticos, cadarços, cordões, coisas para cortinas,  tipo acessórios para cortina, botões, aliás, botões é um dos pontos fortes nosso. É e,  à medida que a loja foi crescendo, vamos dizer, foi tendo mais espaço para que a gente agregasse novas coisas. Então, numa determinada época do ano a gente valoriza um pouco o material escolar, em função da volta às aulas ;  no carnaval você agrega alguma coisa que sirva para fantasias etc. ;  no Natal você se especializa colocando enfeites para árvores, guirlandas etc. Então a gente complementa o armarinho tradicional ou o aviamento tradicional com coisas de cada época do ano. Então, isso acaba dando uma certa movimentação na, na atividade, porque uma boa parte da nossa clientela é rotativa,  o cliente vem hoje, volta cada período. Uns semanalmente, outros mensalmente, e eles vêm na expectativa de encontrar alguma coisa para aquela ocasião para pôr na sua loja, ou para sua necessidade em si. 

P - Quantos tipos de botão o senhor vende, mais ou menos? 

R - Deve ter mais de mil. Botão... botão tem algumas variantes que cabe frisar. Botão, além de existir de diversos tamanhos,  existem diversas cores, existem diversos materiais: existe botão de plástico,  de metal,  de alumínio, botão para forrar... tem uma variedade enorme de tipos! E existe o dourado, o prateado, existe o mesclado,  entre cor e dourado,  cor e prateado. Então, para que a gente possa ter toda essa variedade,  você precisa ter uma área bem grande e... e precisa ter um sortimento bem grande para que você possa atender todas as necessidades e para que as pessoas possam se direcionar para lá na expectativa de encontrar o que deseja. 

P - O senhor estava falando do armarinho na época que o senhor começou a trabalhar, quer dizer, eram os balcões, né... 

R -... é, eram os balcões... 

P -...e a mercadoria não ficava exposta da forma que,  por exemplo, visitando a loja do senhor hoje, está... 

R - É, hoje é praticamente um auto-serviço. Na época as pessoas se dirigiam aos vendedores e o vendedor tomava nota do pedido,  não separava na hora. Então, o cliente perguntava quanto custa tal produto,  se servisse a quantidade ele dizia quanto queria comprar e... e o vendedor anotava num bloco para separar a mercadoria no estoque posteriormente. Era uma praxe da época. Depois, à medida que os anos foram passando,  o cliente passou a ter mais pressa, queria levar a mercadoria com ele, então nós passamos a adotar um sistema de carrinho de supermercado.

P - Quando que foi? 

R - Isso foi mais ou menos por volta de 1970/69. Nós fomos a primeira empresa a adotar, no atacado, essa prática. Inclusive o cliente,  o cliente homem, se sentia inibido de puxar, de empurrar o carrinho,  né. Quando era mulher era mais fácil, porque já tinha o hábito do supermercado ;  mas o homem, a gente tinha que, a gente empurrar o carrinho para ele porque (riso) o machismo não permitia isso! E depois,  pouco a pouco foi se quebrando essa barreira. O cliente tinha mais pressa, é... então ele ia... nós fomos gradativamente transformando a loja para que ele tivesse acesso ao produto. Fomos substituindo os balcões,  gaveteiros,  por mercadoria exposta. Isso foi uma transformação muito acentuada na época, e que depois todos os concorrentes acabaram copiando a gente. E hoje,  vamos dizer,  a gente também copiando os sistemas internacionais, ... quanto mais a mercadoria estiver ao alcance do  cliente,  vamos  dizer,  maior  a probabilidade de compra. O cliente hoje compra muito por impulso, né? E as pessoas, vamos dizer,  se sentem também um certo ponto, até um certo ponto inibidas em ficar perguntando a todo instante:  "Onde está isso,  onde está aquilo. " Então, ele passeando com o carrinho por dentro da empresa e tendo os preços marcados e a especificação técnica do produto,  ele acaba se sentindo mais à vontade para pegar a quantidade que deseja,  então a gente já não trabalha nem com vendedores, hoje a gente trabalha com coordenadores de área, que orientam o cliente, ou dão alguma informação técnica. Mas é praticamente o cliente que compra, não é o vendedor que vende. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco da disposição da loja atual, quer dizer... o dia em que eu visitei, eu percebí que existia em vários setores o nome do coordenador da área. 

R - Exatamente. 

P - Como é que funciona isso? 

R - A área, ela é dividida geograficamente em oito partes. Cada uma dessas partes tem um coordenador de área, e esse coordenador de área,  nós fizemos um quadro com a fotografia dele e o nome dele e o nome do assistente dele. Então, pelo nosso lado, pela parte técnica,  ele é obrigado a conhecer absolutamente tudo a respeito dos produtos que estão na sua área. Então,  se alguma pessoa vier comprar na loja ou querer uma informação a respeito de algum daqueles ítens que estão na sua área, ele é obrigado a saber se tem em estoque, se não tem,  quando vai chegar,  qual é a composição desse material,  enfim,  qualquer detalhe  técnico,  inclusive  a  nível  de concorrência, ele é obrigado a estar 100% informado a respeito para poder passar essa informação para o cliente. Dentro da nossa filosofia,  é mais fácil cada coordenador conhecer um pedaço da loja bem,  do que querer que todos conheçam tudo. Então, com isso nós formamos oito experts,  um para cada área, e como substituto têm seus assistentes, que na sua ausência,  nas suas férias, ou por qualquer motivo de substituição, o assistente sabe dar as mesmas informações. E a cada seis meses, aproximadamente, nós mudamos as pessoas de área,  para que também não fiquem excessivamente bitoladas. Então, com isso, a gente vai se aprofundando. Esses coordenadores ajudam a comprar mercadoria, ajudam a dizer o que não está vendendo muito,  ajudam a informar o departamento de compras o que estão pedindo mais,  qual é a tendência da evolução daqueles produtos. E com isso a comunicação fica muito mais estreita entre compras e vendas. Isso ajuda a formar uma parceria no sentido de decisão. 

P - Seu Gilberto, como que a, a região da 25 de Março começou a ficar caracterizada como região de armarinhos e de tecidos? E a ordem,  né, armarinho, tecidos. 

R - Isso já é de longa data. Bem antes de eu nascer já era assim. E... aliás eu diria o seguinte, que há muito tempo atrás, ela era muito forte e muito expressiva com relação a armarinhos e tecidos,  talvez alguma pouca coisa a mais que isso. Inclusive era uma região extremamente menor do que é hoje. Hoje tem muitas das ruas que fazem parte das adjacências da 25 de Março, se transformaram em lojas também, mas na época que eu comecei a trabalhar em 64, a Barão de Duprat, a Rua Cantareira eram lojas de frutas. Era um anexo do mercado, e não um anexo da 25 de Março. Então, hoje... isso cresceu bastante, hoje você tem nesses prédio lojas em andares,  coisa que antigamente não funcionava. Hoje, cada pedacinho é bem ocupado e com a maior variedade possível de ramos diferentes. Você tem:  bijuterias, brinquedos, agora então que abriu a importação,  você tem de tudo! Você tem... as coisas mais variadas possíveis em termos de quinquilharias em geral, além do tecido e do armarinho. 

P - O seu pai quando começou ele era mascate especificamente de alguns ítens de armarinho? 

R - Não, meu pai não começou como mascate. Os irmãos dele mais velhos que começaram como mascate. Quando meu pai veio, ele já pegou a situação um pouquinho melhor. 

P - Já como loja? 

R - É. Ele trabalhou com os irmãos um tempo,  porque os irmãos começaram como mascates, ganharam algum dinheiro, conseguiram se estabelecer, meu pai foi trabalhar com eles um tempo, e depois adquiriu uma loja e começou já com uma idade um pouquinho maior. 

P - E eles mascateavam no interior de São Paulo? 

R - Mascateavam pelo interior. 

P - Vendendo, também, ítens de armarinho? 

R - Isso, armarinho, alguma coisa de tecido. 

P - No caso da loja do pai do senhor, quando ele fundou,  qual que era a mercadoria... não tinha essa diversidade de hoje... 

R - Era bem mais restrito. Uma das mercadorias dita por ele, porque eu não tenho o histórico disso, era Linhas Corrente. Então, antigamente se vendia muito Linha Cruz. Linha Cruz era um produto extremamente utilizado. É uma linha de carretel que se usa até hoje, em menor escala. Aquilo se vendia de caixa, de caixotes fechados. Eram poucos produtos mas esses produtos eram vendidos em larga escala, era realmente um atacado. Se vendia alguma coisa de perfumaria, tipo Leite de Rosas,... alguma coisa a nível de fraldas,... que mais? Botão de calça. Hoje calça nenhuma usa mais botão,  todos foram substituídos pelo zíper, mas existe um botão, ainda existe hoje,  meio...que é o botão 200 por 22, é a referência dele, tamanho  22,  que era vendido, vamos dizer, em embalagens enormes! A gente, para ter uma noção de tamanho, embalava essas compras em caixa de geladeira,  que era... as geladeiras antigamente eram embaladas em, em caixa de madeira,  e a gente comprava, quer dizer, eles compravam caixa de geladeira usada,  caixa de madeira usada, para embalar geladeira,  para embalar os armarinhos,  para despachar paras longas distâncias, né. 

P - Quantidade enorme... 

R - Era uma quantidade grande para compensar a viagem, né? O cliente vinha, duas, três vezes por ano, né. Avião era precário,... transporte de ônibus era sem asfalto, então, tinha uma série de dificuldades. O cara quando vinha para São Paulo fazer compras era uma aventura!

P - E, no caso, tanto o pai do senhor, quanto o senhor sempre trabalharam com varejo e com atacado? 

R - Não, antigamente a loja era bem direcionada a atacado. Depois,  com o decorrer dos anos, o perfil da 25 de Março foi mudando, foi ficando misto. A própria Rua 25 de Março ela hoje é uma rua de varejo. As travessas ainda conseguem ter algum atacado. Por exemplo, se a nossa loja hoje estivesse na Rua 25 de Março, ela jamais poderia ser do jeito que é,  teria que se adaptar a um perfil diferente. 

P - Qual que é essa diferença? 

R - A diferença é a seguinte: a 25 de Março é uma rua que... é extremamente mais populosa, vamos dizer; a quantidade de pessoas que passa por,  por minuto, ou por hora, é extremamente maior do que as travessas; as travessas selecionam um pouco mais. Então, se vocês observarem, a 25 de Março,  é uma rua que a grande maioria das lojas se adaptou colocando bancas com ofertas na porta, e, assim, pegando um público de classe mais... classe D,  classe E, vendendo mais coisas de oferta. Enquanto que as travessas conseguem selecionar um pouquinho melhor o tipo de estrutura e o tipo de gente que entra para comprar. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco dessa clientela,  da mudança, das transformações. 

R - Bom, aí tem diversos clientes, diversos perfis. Nós temos o cliente de bazar, o cliente que compra para revender no varejo, e que, vamos dizer,  é cliente de longo tempo com a gente, então ele é um cliente que se sente em casa,  dentro da nossa loja;  é um cliente que compra sem a  menor dificuldade, sem ninguém precisar atendê-lo,  é um perfil. Nós temos o confeccionista; o confeccionista é um cliente mais exigente,  ele vem especificamente para procurar determinado produto,  para coleção que ele está lançando, ou vem... ... olhar o que existe para poder desenhar a coleção que ele vai desenvolver. Então ele precisa de um atendimento personalizado. E nós temos o público de passagem,  o público que vem na região, vamos dizer, sabendo que a Rua 25 de Março é uma rua que vende mais em conta, e... até pela tradição, pela, vamos dizer,  pelo conhecimento da nossa loja,... as pessoas vêm até lá para,  para ver se conseguem achar alguma coisa diferenciada e mais em conta para,  para seu próprio uso e consumo. Então, a gente tem um público bem expressivo,  hoje. Vamos dizer, hoje a gente tem um misto entre o cliente lojista, o cliente confeccionista e o próprio consumidor. Nós atendemos uma média de 1.800 a 2.000 pessoas por dia, que compram na loja. E a gente tem uma estimativa de que entram na loja aproximadamente 2.800 a 3.000 pessoas. E nessa época do ano,  agora em novembro/dezembro, a gente tem uma estimativa de que chega a entrar quase 4.000 pessoas/dia. É um público extremamente diverso. E a gente,  em determinados períodos, em função do que eu falei anteriormente,  quando a gente coloca produtos de época,  a gente agrega outras atividades. Por exemplo, agora, com... nas proximidades do Natal, a gente tem vendido muito para shopping centers, para fazer a decoração de shopping centers,  para fazer a decoração de prédios,  para fazer a decoração de consultórios, escritórios, que são clientes especificamente dessa época, são clientes que não compram da gente o resto do ano. E que acabam tomando conhecimento através de algum anúncio, através de alguma informação, ou de algum colega, ou de algum conhecido, ou às vezes, eventualmente,  até através de alguma reportagem. 

P - O senhor falou de anúncio. Eu queria que o senhor falasse sobre a questão do marketing da empresa do senhor. Vocês trabalharam com isso, quando que foi a primeira, a primeira propaganda do Rei do Armarinho...

R - Bom, a primeira propaganda eu não conheço,  não saberia precisar para você, mas eu já participei de algumas promoções e propagandas que nós fizemos. Nós fizemos uma coisa bonita quando a empresa completou 50 anos, em 1976. Foi pela primeira vez, nós contratamos uma agência de publicidade, e nós desenvolvemos um logotipo, que é esse reizinho que a gente tem, logotipo ou logomarca, né, porque ele vem associado ao nome, e nós fizemos um... uma divulgação através, através da imprensa,... tentando... bastante institucional,  tentando valorizar as pequenas coisas:  o armarinho,  o botãozinho, o zíper, a linha. E a base da campanha era:  "O mundo é feito de pequenas coisas ". E mostrava... um bustiê preso por um botão,  quer dizer, se caísse aquele botão...  (riso) ia fazer estrago ;  a mesma coisa com o zíper... e foram feitos diversos desenhos,  diversas fotos,  diversas montagens, e foi uma campanha extremamente interessante,  deu um resultado de conhecimento, de valorização do tipo de atividade muito grande,  tanto perante fornecedores, como perante os clientes e funcionários nossos. E não te respondendo à sua pergunta mais uma vez,... vou te responder,  a última promoção que nós fizemos. O ano passado, a gente vem... veio em crise desde o Plano Collor para cá, e... já até no desespero de ver que as coisas não iam bem, nós fizemos uma promoção bastante interessante,  foi a primeira empresa a fazer isso, em termos individuais: nós pusemos um ômega dentro da loja, fizemos um... um concurso: a cada X de compras dava direito a um cupom, e no final de um período se sorteava o carro. E isso realmente deu uma alavancada extraordinária na empresa,  e nós conseguimos reportagens variadas em inúmeros jornais de... de primeira classe, como O Estado de S. Paulo, que nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno de Economia, a Folha de S. Paulo nos deu um quarto de página a cores na capa do Caderno Cidades,  o DCI a mesma coisa,  e outros jornais de menor expressão. E isso tornou a nossa empresa, tanto a nível de varejo como de atacado, extremamente mais conhecida, mais agitada,  mais,  mais dinâmica. Deu realmente um resultado muito interessante, né. Agora, esse ano nós não fizemos nada, quem sabe o ano que vem se faça alguma outra coisa diferente. 

P - Essa idéia de colocar um carro, fazer sorteio ela se esgota depois de alguma tempo ou o senhor pode fazer isso a cada tanto tempo e isso vai atrair consumidores? 

R - É... o que eu penso é o seguinte:  eu acho que o consumidor hoje, naquela época foi ótimo, o consumidor hoje ele quer mais do que um sorteio. O consumidor hoje quer produto, quer qualidade, quer... quer preço. Então, sorteio já tem tantos por aí! Você vai abastecer o carro num posto,  um dá sorteio de automóvel, outro dá desconto, outro dá prazo no cheque... quer dizer, você vai em qualquer shopping center, tem aí dezenas de carros sendo sorteados. Então, hoje, o consumidor já saturou um pouco,  isso deixou de ser novidade. Quando nós fizemos isso, talvez um ou dois shoppings tinham feito na época, então ainda era muito novidade,  o interior inteiro não conhecia isso. Como a gente vende a nível nacional,  era uma novidade. Tinham clientes que punham 1.000, 2.000, 3.000 cupons na urna,  porque eles compram no atacado, então dava direito,  pelo valor da compra,  a muitos cupons. Então, a chance crescia sensivelmente de participar,  e como tinha um prazo definido para terminar,... isso agilizou, vamos dizer,  antecipou compras, vamos assim dizer. Antecipou e direcionou,  tirou da concorrência porque lá oferecia alguma coisa a mais. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco sobre a relação com os fornecedores. 

R - Bom, nós... vamos dizer, até por tradição - isso não é mérito nosso - sempre tivemos um extraordinário relacionamento com os fornecedores. E hoje, até fazendo parte da modernidade,  quer dizer,  a gente tenta,  na medida do possível, trabalhar a nível de parceria com todos eles. Temos alguns fornecedores extremamente afiados com a gente,  tanto no lançamento de produtos, como na definição do lançamento do produto,  como até no aspecto exclusividade para nós por um período por ajudar essa definição, por a gente estar mais sensível ao mercado. 

P - O senhor faz vendas,  por exemplo,  de linhas específicas,  uniforme militar, coisas desse tipo? 

R - Não. 

P -... de armarinho para...? 

R - Não, não fazemos. Isso também já foi um pouco a época. Isso depende de concorrência pública, é um aspecto mais complicado. 

P - E se alguém entrar na loja pedindo um botão diferente...? 

R - A gente mostra a seção, fala para ele ver se gosta de algum,  não é? (riso) 

P - Na loja, eu, eu lembro que tinha um vídeo com um desfile de,  de modas, assim... 
R - É, isso a gente tem constantemente. 

P - Como é que é...? 

R - O que acontece é o seguinte: a gente... todos... em todos os desfiles internacionais é feito uma filmagem, e depois do desfile é vendido a fita. Então nós temos pessoas que viajam constantemente e que a gente encomenda para que tragam os vídeos de cada feira, de cada exposição, seja em Paris, seja em Frankfurt,  seja em Milão. Então,  a gente constantemente está passando esses, esses vídeos desses costureiros famosos,  e às vezes até generalizado, para mostrar tendência de moda. Como a gente joga com uma estação de atraso em relação à Europa, então, vamos dizer, a gente, já está passando o verão quando a gente já está no inverno,  ou vice-versa. E o pessoal das confecções,  o pessoal... mesmo curiosos,  ou aqueles que eventualmente queiram desenvolver uma roupa,  já vão se preparando para próxima estação, né, analisando a tendência, que tipo de produto que vai usar... isso ajuda bastante a gente. 

P - Bom, eu queria que o senhor falasse um pouco da Univinco. Atualmente o senhor é conselheiro da Univinco, o senhor foi fundador... eu queria que o senhor falasse um pouco da associação. 

R - Bom, a Univinco é uma coisa antiga... A história da Univinco é a seguinte: mais ou menos por volta de 1970, a Rua 25 de Março tinha... e os comerciantes da região da 25 de Março,  tinham uma série de desejos com relação à prefeitura, com relação aos órgãos... aos órgão públicos em geral. Então, existia deficiência de telefonia, um mau calçamento,  um mau asfalto,... pouca segurança,  não tinha iluminação adequada,  e assim sucessivamente. Então,  nasceu a idéia de  se  juntarem  alguns  dos comerciantes e fundarem uma associação com o espírito de fortalecer... fortalecer os comerciantes em relação aos órgãos públicos,  eh... essa associação, vamos dizer,  representava uma região que... historicamente representa,  vamos dizer,  um potencial expressivo de faturamento,  de arrecadação de tributos etc. E individualmente cada comerciante pouco conseguiria. Então, na época foi fundado, a... Univinco com aproximadamente 20 a 25 diretores, um numero até grande para uma associação, mas o espírito era tentar, vamos dizer, envolver o máximo possível de pessoas para tentar sensibilizar prefeitura, estado etc. E com isso nós conseguimos grandes passos na região, como foi mudada toda a iluminação,  uma boa parte da região hoje já tem fiação subterrânea,  então não fica aquele monte de postes com aquela fiação exposta,  foi feito calçamento,  foi  feito recapeamento asfáltico, foi colocado segurança, foi feito algumas reformas na região... antigamente a 25 de Março tinha um problema de enchente,  né, então, vamos dizer, a Univinco, ajudou até a canalizar... foi fazer pressão para canalização do Rio Tamanduateí, e... limpeza de bueiros etc, etc. E a Univinco, vamos dizer, foi muito atuante durante muito tempo, e como toda a associação tem seus altos e baixos, vai mudando a diretoria,  um é mais interessado, outro menos, mas ela se mantém até hoje e é uma entidade forte, é uma entidade respeitada ;  já ganhou alguns prêmios,  prêmios de decoração de rua em época de Natal,  já teve participação... bastante atuante a nível de eleger políticos, então. assim como ela necessita de respeito, ela também é respeitada, né. Hoje eu sou um mero conselheiro, presidente do conselho,  mas vamos dizer... inclusive  a  gente  vem conseguindo, vamos dizer, eu atuei inclusive nesse aspecto também,  na... questão de se construir um terminal de ônibus para... terminal de ônibus de excursão. Um ônibus que vem de fora de São Paulo,  para... as pessoas se juntam numa determinada cidade, vêm com o ônibus durante a noite,  chegam aqui de manhã cedo, fazem compra e voltam à noite. Então elas economizam hotel, economizam o frete de despacho que o ônibus de carreira cobra para levar os produtos e... viajam entre amigos. E sai muito mais em conta,  né. E dentro desse aspecto, vamos dizer, como esses ônibus vêm crescendo,  cada vez mais ônibus vêm à região, e a região é difícil para estacionar carro, imagine ônibus, então nós conseguimos junto a prefeitura que se faça um terminal para ônibus de turismo, que já está quase por vias de inaugurar. 

P - Bom, no... nessa questão do comércio de armarinhos, e tal, o que é que o senhor mais gosta de fazer, assim... 

R - Em termos de...? 

P - Do trabalho... da atividade do senhor. 

R - Bom, eu sou um pouco idealista, né, mais do que um bom comerciante. Então, vamos dizer, a minha maior vibração está em descobrir alguma coisa nova, em acrescentar alguma coisa que nos torne diferenciados dos demais, que agrade o cliente dentro do aspecto dele sentir que lá dentro é sempre alguma coisa especial, sempre tem alguma coisa especial. Então eu olho muito sobre esse enfoque, além de cumprir aquela rotina chata do dia-a-dia, né...  (riso). Mas esse é o ponto mais vibrante meu. 

P - Eu queria que o senhor falasse um pouco do casamento do senhor:  como que o senhor conheceu sua esposa, o nome dela... 

R - Bom, minha esposa se chama Solange,  e eu conhecí namorando com uma amiga dela e ela namorando com um amigo meu, não é... e... de repente nós trocamos. (riso) Eu acabei gostando dela,  e ganhei a simpatia dela,  e acabou dando certo,  nos casamos ;  hoje,  especificamente hoje,  eu estou completando 20 anos de casado e eu acho ela uma mulher formidável,  me deu muita força, me deu, foi sempre companheira nas horas difíceis,  sempre procurou me estimular, ir em busca dos meus objetivos,  sempre procurou apoiar, dar força, nunca tentando me desviar daquilo que é meu sonho, é meu desejo, é minha ambição profissional. A gente vive bem, temos três filhos, já numa idade... expressiva, um de 19, um de 18, um de 13. 

P - Qual o nome deles? 

R - O mais velho, de 19 anos, chama Patrick, o do meio se chama Pierre, tem 18 anos, e o pequeno se chama Felipe, e tem 13 anos. 

P - São comerciantes? 

R - Dois,  com tendência. O pequeno ainda não deu para sentir. Mas, principalmente o segundo, parece que corre no sangue nas veias, aí.

P - E ele quer trabalhar com o senhor? 

R - Já trabalha comigo, os dois mais velhos trabalham. Mas o segundo, Pierre, especificamente,  a gente percebe que tá no sangue o ato de comercializar, né. O Patrick já é mais tipo sonhador, um outro estilo. 

P - Assim como o senhor, vamos dizer, inovou uma série de coisas em relação ao seu pai, o que é que o senhor acha que vai ser... 

R -...em relação a eles? 

P -...em relação a eles inovar. No que é que haveria para inovar,  ou como é que eles vêem, vamos dizer, a atividade armarinho? 

R - Olha, eu já acho o seguinte, eu acho que o armarinho... nesse ponto que nós estamos chegando, já não é o principal: eu acho que a verdadeira arte está em tentar acompanhar a evolução dos tempos. E é fundamental para essa geração nova conhecer profundamente a área de informática. Porque produtos, nós vamos ter tantos lugares vendendo, tantas coisas, com essa abertura de mercado, então nós vamos precisar ter um melhor sistema, o mais dinâmico,  o mais evoluído, o mais rápido, para que possa superar uma nova fase. Nós estamos vivendo hoje ainda a fase de entusiasmo,  porque está cheio de novidades, mas já, já a gente se acostuma com essas novidades e elas deixam de ser isso. Então, a concorrência vai se tornar cada vez mais forte. Então, eu acho que criar mecanismos através do computador que possam... possam continuar tornando interessante ou criar facilidades para que a pessoa compre sem precisar se locomover tanto... quer dizer,  é mais ou menos essa a linha do futuro que a gente enxerga meio de binóculo e que isso vai precisar ser depurado, e eu acho que já é essa a próxima geração que vai ter essa incumbência. 

P - Seu Gilberto, no caso,  se o senhor pudesse mudar alguma coisa na trajetória de vida do senhor, o senhor mudaria... ou não? 

R - É uma pergunta difícil. Eu brinco muito porque eu gosto muito de viajar, talvez o meu maior hobby é esse e talvez eu pudesse fazer isso com mais intensidade. Então, é muito sonho, muito desejo e pouca realização. E eu sou especificamente apaixonado pela Alemanha, pela França, enfim,  aquele miolozinho da Europa em que... talvez até eu... em vidas passadas eu tivesse passado por lá. E... aquilo me encanta! O fato de eu poder imaginar... de estar morando lá um período, ou vivendo um período lá, ... mexe com o meu sentimento, com a minha sensibilidade. Mas, isso é fantasia. Eu não sei te dizer especificamente se eu seria melhor sucedido ou mais realizado se fosse um engenheiro, ou se fosse um médico,  ou se tivesse outra profissão. Eu acabei na... na geração em que eu nascí,  o filho não tinha tanta opção de escolha. A gente ia meio na base do,  do que o pai manda. E eu acabei entrando. Não que fosse forçado a isso,  mas fui relativamente induzido a isso, e acabei abraçando e... sem comparar isso com outras atividades. Eu me sinto feliz, me sinto realizado,  acho que eu proporcionei muita coisa saudável para nossa empresa e para própria região. E quem sabe até para muitos clientes e muitos fornecedores. E eu me sinto uma pessoa feliz com o que faço e realizado com as coisas que passaram pela minha mão. 

P - Bom, o senhor se definiu como uma pessoa sonhadora. Qual é o grande sonho do senhor? 

R - Ich... 

P - Eu sei que tem vários, mas... (riso) 

R - Meu grande sonho? Não tenho assim um sonho tão... vamos dizer,  uma coisa, um desejo forte de alguma coisa especificamente. Eu desejo,  vamos dizer, ter saúde, ter uma família,  vamos dizer,  legal,  encaminhar meus filhos, poder parar de trabalhar um dia sabendo que alguém vai fazer isso por mim e fazer melhor do que eu faço, para que eu possa curtir mais um pouco a vida! Não,  não tenho grandes ambições,  nem... vamos dizer... grandes necessidades de mudanças. Não tenho assim um sonho específico. 

P - Bom, para gente concluir, eu queria que o senhor falasse o que é que o senhor acha, o que é que o senhor achou de passar essa hora aqui com a gente, de deixar registrada aqui a trajetória de vida do senhor, a história do Rei do Armarinho, da 25 de Março, um pouco dessa história. Eu queria que o senhor falasse o que o senhor acha disso. 

R - Bom, em primeiro lugar eu gostaria de agradecer essa oportunidade que eu tive de estar sendo entrevistado por vocês, de ter sido escolhido para fazer esse trabalho num universo de inúmeras pessoas, e isso me dá um,  uma sensação de orgulho, uma sensação de um dia eu até poder me ver no futuro num computador, saber as besteiras que eu vim falar... Acho que é um trabalho extremamente válido,  um  trabalho  extremamente... sensível, inclusive, até pelo fato de eu ser idealista,  eu acho que nós estamos registrando, não só com a minha entrevista, mas como com a entrevista que vocês estão fazendo com outras áreas e com outras pessoas, de marcar um... vamos dizer, a década de 90, vamos dizer,  da nossa São Paulo. Acredito que... a somatória desses depoimentos deva dar uma noção,  vamos dizer,  de como as pessoas vivem e... e o histórico do seu passado,  eventualmente seu sonho futuro, vamos dizer, registrado a nível de comerciantes da nossa cidade. Cada um com a sua história, com a sua procedência e com a sua ambição. 

P - Bom, a gente agradece. 

R - Tá, eu que agradeço vocês,  muito obrigado por essa oportunidade,  e espero um dia...poder pelo menos me assistir. (riso) 

P - (riso) Com certeza. Obrigada. 
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Leonardo da Vinci
Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença. 
 Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias. 
 Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Os seus desenhos, combinando uma precisão científica com um grande poder imaginativo, reflectem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática. 
 Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções. A seguinte imagem resulta destes seus interesses. 
 Os pensadores renascentistas viam uma certa perfeição matemática na forma humana. Esta imagem representa o corpo humano inserido na forma ideal do círculo e nas perfeitas proporções do quadrado. 
 A imagem foi usada por Luca Pacioli na ilustração do seu livro De Divina Proportione
«De Divina Proportione»
1490
 Os pintores do Renascimento, e em particular Da Vinci, recorreram a conceitos de geometria projectiva (centro de projecção, linhas paralelas representadas como linhas convergentes, ponto de fuga) para criar os seus quadros com um aspecto tridimensional. A obra prim a «A Última Ceia» é um bom exemplo disso. 
 «A Última Ceia »
 1495-1498
 O ponto de fuga está colocado no olho direito de Cristo onde ele domina o primeiro plano. Os seus próprios braços, ao longo das linhas da pirâmide visual, reforçam a perspectiva. 
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<DOC DOCID="HAREM-132-01065">
Minas no Mundo - Turismo - Cidades Históricas - Português
 São João Del-Rey A aristocrática São João Del-Rey, a 185 quilômetros de Belo Horizonte, é dona do mais importante conjunto histórico ferroviário do Brasil e do mundo.
A cidade abriga hoje o Centro de Preservação da História Ferroviária, tombado oficialmente pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em janeiro de 1990.
A antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, que deu origem ao Centro, foi inaugurada em agosto de 1881, pelo imperador Dom Pedro II.
Com clima de inverno seco e verão quente e chuvoso, a cidade registra temperaturas médias anuais máximas de 25,8 graus e mínimas de 14,1 graus centígrados.
O acesso se dá pelas BRs 040 e 383.
Entre as atrações da cidade estão as velhas pontes de pedra da Cadeia e do Rosário, ambas de 1800, e o chafariz da Legalidade, de 1833.
Entre os museus, destacam-se o Municipal, o do Ex-combatente, o Histórico, o Ferroviário e o de Arte Sacra.
Ricas igrejas reúnem peças raras em São João Del-Rey, como a Catedral-basílica de Nossa Senhora do Pilar e a de São Francisco de Assis, cujo crucifixo do altar possui dois rubis como gotas de sangue.
Uma boa opção é o passeio de Maria Fumaça até Tiradentes.
Secretaria de Turismo (032) 371 3522 ramal 229 Hotel Porto Real (032) 371 1201 Pousada Casarão (032) 371 1224 Camping Del-Rey (032) 371 1952 Restaurante Quinto do Ouro (032) 371 2176 Cantina do Ítalo (032) 371 2862 Restaurante Rex (032) 371 1449 Voltar English .
Españhol .
Português e-mail: minas@estaminas.com.br
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<DOC DOCID="HAREM-23J-01070">
Título: The Music of Chance
Autor: Paul Auster
O último romance de Paul Auster-- que ainda não está traduzido.
Nashe encontra Pozzi, um jogador, com quem inicia um póquer extravagante.

Faber and Faber
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A decoração também é divertida. 
Detrás do balcão, as bebidas protegidas pela barreira visível de um vidro estão ligadas a mangueiras, que entornam os preciosos líquidos computadorizadamente para os nossos copos. 
Isto equivale a não poder servir melhor o «whisky» de um amigo, a não ser que lhe mangueire dois para dentro do copo. 
E aí tem de se haver com o computador, que lhe cobra os dois! 
Enfim, este convívio com computadores custa-nos um bocado. 
É que são uns antipáticos que nunca oferecem copos. 
A não ser que os homens, seus donos, lhes ordenem! 
Boa! 
Mas, para além de não nos oferecer copos, a não ser que a obriguem, esta máquina é muito bonita. 
É tão gira que a empresa que a comercializa se chama Coisas Giras. 
 
R. -- Vamos lá a ver. 
Houve mais que um olhar: 
nos primeiros tempos, a minha visão era a de um homem que vivia numa boa casa, com ar condicionado, boa comida, comodidades. 
Nesses tempos até olhávamos com alguma sobranceria para as populações, eu ainda não me tinha apercebido de que os negros talvez não fossem afinal uns selvagens, tinham era uma cultura diferente ... 
Depois, foi na guerra, quando tive de penetrar no mato e andar pelas bolanhas da Guiné ou pelas savanas de Angola, quando descobri povoações isoladas, etc., que passei de facto a conhecer África. 
 
P. -- Onde estava quando começaram os massacres em Angola? 
 
A anomalia criou dificuldades, nomeadamente, em fábricas e restaurantes locais. 
 
Também, ontem, em entrevista à RDP- Madeira, Alberto João Jardim, presidente do governo regional madeirense, surgiu em defesa de Jorge Sampaio, numa autêntica trégua, face à aproximação da presidência aberta de Sampaio no arquipélago. 
Mostrando dúvidas quanto à interpretação da lei que revogou a obrigatoriedade do PR ouvir o CEMGFA na recondução de um chefe de ramo, Sampaio, disse o líder do PSD-Madeira terá agido bem, já que, sublinhou, «uma carta daquelas não se escreve ao Presidente da República». 
Até porque Fuzeta da Ponte, nas palavras de Alberto João, não era «grande espingarda» e «antipático», devendo por isso ter sido «demitido logo». 
 
Depois, Jardim aproximou-se da tese defendida pelo PCP, da exigência da demissão de Veiga Simão, ao defender que o actual ministro da Defesa, com Marcelo Caetano já dera «cabo da Educação». 
 
*com Celeste Pereira 
TEATRO NACIONAL DE D. MARIA II. 
Hoje, às 21h30; amanhã, às 16h00 e às 21h30; dom., às 16h00; 2ª, às 21h30. 
 
TEATRO NACIONAL. 
Dias 5 e 7, às 18h00. 
 
A Grã-Bretanha estará preparada para impor o seu domínio directo sobre Gibraltar, para controlar a banca e o sistema legal respectivos, numa tentativa para acabar com as alegações de que a colónia se transformou num centro de lavagem de dinheiro, informou ontem o jornal Sunday Telegraph. 
Funcionários do Governo britânico confirmaram que a Grã-Bretanha foi aos arames com as posições das autoridades gibraltinas sobre a concretização de directivas da União Europeia, bem como sobre o tema da lavagem de dinheiro. 
O jornal acrescenta que os gibraltinos receiam que a medida seja um primeiro passo para os britânicos desistirem da soberania sobre o rochedo, situado num promontório no sul de Espanha, devolvendo-o aos espanhóis. 
O jornal garante, embora um porta-voz oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros não o tenha confirmado, que o Governo britânico está pronto para, «antes do Verão», tomar medidas para que Gibraltar deixe o seu estatuto de colónia com governo próprio, passando a depender directamente da Coroa britânica. 
 
Pernas decepadas e recoladas 
Um miúdo de três anos cujas pernas foram cortadas por uma ceifeira-debulhadora foi operado para a reimplantação dos dois membros e recupera no Hospital Rei Eduardo VIII em Durban, África do Sul, informou ontem fonte hospitalar. 
Amos Mosea brincava no meio de um milheiral, sexta-feira, numa quinta perto de Underberg, a 200 quilómetros da cidade portuária de Durban, no Oceano Índico, quando foi atropelado pela ceifeira-debulhadora e lhe cortou as pernas abaixo dos joelhos. 
Os gritos da criança alertaram um vizinho que a conduziu a uma clínica local, em estado de coma e sangrando abundantemente. 
Mas o miúdo saiu de coma para dizer: «Estou doente». 
Conduzido de helicóptero para Durban com os cotos das pernas mergulhados em gelo, foi imediatamente operado durante oito horas. 
 
Pouco a pouco, foi-se esquecendo em grande parte o objectivo primordial que para ali levara norte-americanos, paquistaneses, italianos e outros soldados de meio mundo: distribuir comida a muitos africanos que estavam perigosamente à beira da morte. 
E a situação passou a ser, em primeiro lugar, a de um confronto cada vez mais agudo entre a força expedicionária estrangeira e as milícias locais, muito em particular a de Aidid, que se tem feito passar por um nacionalista e um paladino da cultura islâmica. 
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<DOC DOCID="HAREM-62K-01074">
Carta do Brasil 

  Timor-Leste chegou ao limiar da independência, graças, acima de tudo, ao esforço heróico e persistente de seu povo . 
  Não houve ajuda externa; nem havia dinheiro para adquirir armas e munições; nem os grupos de resistência contaram com qualquer auxílio dos países vizinhos, ou receberam a solidariedade das grandes potências ocidentais, que sempre estiveram do lado de Jacarta; nem a luta foi fácil ou travada contra um inimigo impreparado: pelo contrário, a Indonésia apostou em cheio na integração e a ditadura do presidente Suharto fez o que pôde para esmagar os focos de resistência do povo maubere . 
  Pois nesse quadro profundamente adverso, Timor-Leste, durante 24 anos de ocupação, jamais desistiu de ser livre . 
  Enterrou 200.000 mortos, viu milhares de estudantes e de trabalhadores serem presos, ou fugirem para as montanhas; ouviu gritos dos torturados pela polícia e enxugou lágrimas de crianças e de mulheres que eram violentadas no meio da noite; teve de receber gente de outras ilhas, levada à força pelas autoridades de Jacarta; sofreu o silêncio e a indiferença dos governos estrangeiros, que não se incomodaram com o terror implantado em Díli e noutras cidades . 
  Timor-Leste resistiu a tudo: aos genocídios e à violência; às represálias da administração e às chantagens dos partidos políticos; à divisão das famílias e ao temor dos indonésios de que o mau exemplo separatista pudesse transmigrar de Díli para Irian Jaya ou para Aceh . 
  É o caso de se perguntar: mas, então, onde os timorenses foram buscar forças e energia para suportar, sozinhos, tanta adversidade e tantas coacções por parte da Indonésia? 
  Sem querer reduzir os méritos dos líderes da Resistência, a coragem e a determinação dos que arriscaram tudo pela liberdade, a bravura e o estoicismo dos que combateram dia e noite a opressão, a solidariedade das populações e a "cumplicidade" da Igreja Católica, não há dúvida de que em todo este processo de luta, como pano de fundo, estiveram presentes as componentes da história, da etnia, da língua, da fé e da cultura do povo timorense . 
  Em síntese, prevaleceram a sua identidade e as diferenças que o distinguem dos demais povos que formam e habitam a República da Indonésia . 
  Essas especificidades não iam desaparecer com a força das armas, nem com as transmigrações forçadas, nem com as promessas da autonomia oferecida . 
  Os "gens" de um povo, os traços de uma cultura, os mistérios de uma religião, o uso de um idioma, nada disso se dissolve por decreto, ou se corta à catana, ou se explode com uma bomba . 
  Foi o que se viu em Timor-Leste durante 24 anos de ocupação: muitos eram mortos, mas apareciam outros para lutar; muitos tiveram de fugir, mas os que ficavam resistiam por todos; muitos tinham de arriscar e puseram a vida, em espírito de missão, ao serviço da liberdade . 
  Ao abrir um novo ciclo da sua existência, o povo timorense continua o mesmo . 
  Veja-se, por exemplo, a sua adesão ao referendo: mais de 98% foram votar e desses quase 4/5 votaram por uma pátria livre, sem temer a coacção de Jacarta ou os tiros das milícias . 
  É um povo sem medo e é, também, um povo com esperanças . 

A. Gomes da Costa

</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-94C-01077">
Desejamos dizer muito claramente ao Conselho que não estamos dispostos a ceder relativamente ao montante de 700 milhões, mas que estamos prontos a discutir as modalidades. Espero que o Conselho escute esta mensagem. Em todo o caso, fá-la-emos ouvir alto e bom som, nos contactos futuros.

Senhor Presidente, vou transmitir o parecer da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial em nome do meu colega, deputado van Welzen. A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e da Política Industrial pode subscrever a criação de task forces como instrumento passível de conseguir uma maior proximidade entre o mercado e a investigação, se tudo se processar numa base experimental, com vista a reforçar a metodologia para o quinto programa-quadro; no entanto, isso não deve significar um compromisso a priori . A comissão parlamentar exorta a Comissão a constituir task forces multissectoriais e multidisciplinares e a envolver, tanto quanto possível, a indústria europeia na formulação das candidaturas de projectos de investigação, para evitar uma abordagem do cimo para baixo.

Os critérios e dados para a selecção de task forces têm de ser transparentes; em particular deveria ser apresentada uma comparação da sua utilidade decorrido um determinado período experimental. A comissão parlamentar exorta a Comissão a utilizar na preparação do quinto programa-quadro, não só as experiências colhidas até ao momento com as task forces , como também os critérios de melhor prática do Livro Verde sobre Inovação.

A comissão parlamentar exorta ainda a Comissão a levar em conta as formas de cooperação com outros parceiros europeus e pequenas e médias empresas recomendadas pelos agentes económicos, para reforçar desse modo as probabilidades de êxito das task forces .

Em resumo, consideramos as task forces um método positivo mas encaramo-las, sobretudo, uma experiência, que só terá sucesso se simultaneamente as vias de processamento das candidaturas forem encurtadas, for possível a um melhor envolvimento das pequenas e médias empresas e for garantida a transparência na selecção dos temas.

Senhor Presidente, Senhora Comissária, caros colegas! Inicialmente, a Comissão dos Transportes e do Turismo do Parlamento Europeu apreciou muito as propostas da Comissão para criação destas task forces , em particular porque o sector dos transportes recebera um tratamento excelente: a task force Aeronáutica e Astronáutica, as acções em matéria de investigação e desenvolvimento no sector automóvel, a intermodalidade e a interoperabilidade dos transportes, sistemas marítimos e o comboio do futuro. Assim como assim, a proposta da Comissão previa a afectação ao grande sector dos transportes de 55 % destes 700 milhões de ecus, ou seja, de 385 milhões de ecus.

Maior não podia ser pois o nosso espanto na Comissão dos Transportes e do Turismo com o resultado da votação na Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, já que de todos estes projectos no sector dos transportes afinal, apenas acabou por ser contemplada a aeronáutica e astronáutica. Os membros da Comissão dos Transportes e do Turismo apresentaram, por conseguinte, uma alteração de sua iniciativa, a nº 60, que prevê pelo menos a task force "Intermodalidade» com a correspondente afectação de verbas. Na verdade, precisamos de tomar consciência que precisamente a interoperabilidade é um tema europeu. Assim, temos por exemplo cinco sistemas de troca de tensão diferentes nos transportes ferroviários europeus e admiramo-nos depois como facto de perdermos muitas horas nas locomotivas. Não temos esta perda de tempo com os veículos pesados. Também está em causa neste domínio o aumento da competitividade na União Europeia, enquanto que, por exemplo, o sector automóvel também pode perfeitamente ser abordado numa perspectiva nacional.

Considero precisamente a interoperabilidade como o tema europeu por excelência. Os dois maiores grupos políticos apresentaram uma proposta de compromisso com uma afectação de verbas um pouco reduzida. A Comissão dos Transportes e do Turismo deseja que esta proposta mereça o voto favorável do plenário. Sei que ainda temos de falar do dinheiro aparte, mas ao incluirmos também o título, ficou claramente traçado o rumo a seguir em matéria de política de transportes europeia.

Senhor Presidente, tenho muita pena que o deputado Rolf Linkohr não esteja hoje presente para apresentar o seu relatório. Gostaria de felicitá-lo pela qualidade do seu trabalho. A exposição de motivos é um documento bastante valioso e espero que os meus colegas se dêem ao trabalho de estudá-lo.
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<DOC DOCID="HAREM-417-01086">
REVISTA CIENCIA DA INFORMACAO
 Conforme antecipamos em comunicação anterior, o 2º número da revista Ciência da Informação, de 1999, contará com a colaboração do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP-IBICT), e terá como tema a Política e Gestão da Informação na sociedade contemporânea. 
 Estamos, assim, convidando-os a enviar um trabalho de sua autoria para esse número, dentro desta temática e abordagem. 
 O trabalho deverá ser original e o prazo final de entrega do mesmo será no dia 20 de maio. 
 No site do IBICT estão disponíveis às normas de publicação, assim como os números anteriores da revista Ciência da Informação: 
 http://www.ibict.br.cionline. 
 Os trabalhos deverão ser remitidos, por esta vez, ao endereço do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação -PPGCI , UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 Esperamos contar com sua colaboração, como em outras oportunidades. 
 Atenciosamente 
 Lena Vania Ribeiro Pinheiro 
 Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa 
 DEP-IBICT - MCT 
 Programa de Pós-Graduação em 
 Ciência da Informação- PPGCI 
 UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 E-mail: lenavan@omega.lncc.br 
 Maria Nélida González de Gómez 
 Coordenadora 
 Programa de Pós-Graduação em Ciência da 
 Informação- PPGCI 
 UFRJ/ECO-MCT/IBICT. 
 E-mail: nelida@ax.apc.org 
 ENDEREÇOS: 
 Rua Lauro Muler, 455 - 5º andar 
 22290-160 Botafogo 
 Rio de Janeiro, RJ 
 POLÍTICA E GESTÃO DA INFORMAÇÃO 
 Se o conhecimento e a informação são fatores principais no desenvolvimento das sociedades contemporâneas, por outro lado, as lógicas econômicas e do mercado parecem substituir todas as outras lógicas da ação coletiva. 
 Ao mesmo tempo, as novas tecnologias apresentam-se como capazes de agregar e comutar todas as mensagens nas redes digitais da informação. 
 Qual seria o papel e a relevância da política de informação nesse novo cenário? 
 Qual é hoje a divisão social do trabalho de organizar e transmitir os conhecimentos, entre os diferentes atores sociais: o Estado, as empresas, a universidade e a cidadania? 
 Como as informações são geradas e comunicadas às diversas clientelas e a sociedade, em forma geral? 
 Estamos capacitados a atender a essas novas demandas no atual contexto da Sociedade Brasileira? 
</DOC>              
<DOC DOCID="HAREM-556-01087">
SISTEMA ADENIL-CICLÁSICO               
Um dos mecanismos de transdução mais frequentemente utilizado pelas hormonas hidrófilas e pelos neurotransmissores, é o sistema adenil-ciclásico, assim designado pelo facto de recorrer a uma enzima, a adenil-ciclase.               
Em termos gerais, pode-se decompor este mecanismo em 5 etapas:               
Uma molécula mensageira entra em contacto com um receptor e a ele se fixa especificamente;               
Nestas circunstâncias, a proteína receptora altera a sua conformação e adquire a propriedade de poder induzir a activação de várias ( n1 ) moléculas de adenil-ciclase (proteína intrínseca da membrana);               
A adenil-ciclase produz um mensageiro intracelular: a adenosina monofosfato cíclica (AMP cíclico ou AMPc), a partir da adenosina trifosfato ou ATP.               
Cada molécula de adenil-ciclase produz n2 AMPc.               
Cada AMPc activa, por sua vez, uma outra enzimas, uma proteína quinase AMPc dependente, cuja missão consiste em fosforilar certas proteínas da célula, isto é, transferir para elas um fosfato do ATP;               
Se a proteína fosforilada for uma enzimas, esta será activada e actuará de seguida sobre n3 outras moléculas X, transformando-as em outras tantas moléculas Y.               
No limite, uma só molécula mensageira induziu , sem penetrar na célula, a produção de n1xn2xn3 moléculas Y.               
Este mecanismo implicou a transdução do sinal externo num sinal interno (o AMPc) e a amplificação de sinal por uma cascata de activação enzimática.               
A cascata acima descrita compreende apenas duas enzimas.               
Em muitos casos concretos (ver glicogenólise), verifica-se a existência de um maior número de enzimas intermédios, o que se traduz naturalmente, por uma maior amplificação de sinal.               
No homem, por cada descarga de adrenalina atinge uma concentração de 10-9 M e daí resulta um aumento da concentração da glucose no sangue de 5.10-3.               
A amplificação de sinal hormonal pode ser estimada em 5.10-3/10-9 , isto é , em 5.106 vezes: 1 molécula de adrenalina desencadeia a libertação de 5 milhões de moléculas de glucose a partir do glicogénio armazenado no fígado.               
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<DOC DOCID="HAREM-816-01096">
SISTEMA NERVOSO Neurologia _ 1

O Sistema Nervoso tem a capacidade de receber, transmitir, elaborar e armazenar informações. Recebe informações sobre mudanças que ocorrem no meio externo, isto é, relaciona o indivíduo com seu ambiente e inicia e regula as respostas adequadas. Não somente é afetado pelo meio externo, mas também pelo meio interno, isto é, tudo que ocorre nas diversas regiões do corpo.As mudanças no meio externo são apreciadas de forma consciente, enquanto as mudanças no meio interno não tendem a ser percebidas conscientemente. 
Quando ocorrem mudanças no meio, e estas afetam o sistema nervoso, são chamadas de estímulos. 
O sistema nervoso, junto com o endócrino, desempenha a maioria das funções da regulação do organismo. O sistema endócrino regula principalmente as funções metabólicas do organismo. 
Com a denominação de sistema nervoso compreendemos aquele conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio organismo e do mundo externo as sensações. 
No sistema nervoso distingue-se uma parte nervosa central, formada pelo eixo cérebro-espinhal, da qual partem os estímulos e à qual chegam as sensações, e uma parte nervosa periférica, formada pelos nervos, os quais servem para "conduzir" a corrente nervosa. Os nervos transportam à periferia os estímulos e dela recebem as diversas sensações que, com percurso inverso, são conduzidas ao sistema nervoso central. 
O sistema nervoso central é a parte nobre do nosso organismo: por presunção é a sede da inteligência, o lugar onde se formam as idéias e o lugar do qual partem as ordens para a execução dos movimentos, para a regulação de todas as funções; é o anteparo ao qual chegam as impressões da vista, do ouvido, do tacto, do olfato, dos sabores. No sistema nervoso central fica, em suma, o comando de todo o organismo, seja entendido no sentido físico, seja no sentido psíquico. Toda a lesão que ocorra em uma parte qualquer do sistema nervoso central é quase sempre permanente e não pode ser reparada. As células do sistema nervoso têm caráter "definitivo", não se regeneram quando são destruídas, como acontece, por exemplo, com os outros tecidos, como a pele, os músculos, etc. 
O tecido nervoso é constituído por uma parte nobre, à qual está confiada a atividade nervosa, e de uma parte de sustento, que tem a função de constituir o arcabouço da primeira. A primeira parte é o tecido nervoso propriamente dito, a segunda é chamada neuróglia. Ela desempenha no sistema nervoso aquela função que nos outros aparelhos é desempenhada pelo tecido conjuntivo. 
O tecido nervoso é formado de células e fibras nervosas. A célula nervosa é caracterizada por numerosos e longos prolongamentos chamados dendrites. Entre esses há um mais longo do que os outros, o cilindro-eixo.. que, a certa distância do corpo celular, se reveste de uma bainha chamada neurilema (análoga ao sarcolema da fibra muscular) e constitui a fibra nervosa. Os outros prolongamentos da célula nervosa, as dendrites, servem para estabelecer os contactos com as outras células. A fibra nervosa, ao contrário, unindo-se aos cilindros-eixos de outras células, isto é, com outras fibras, forma o nervo. O complexo formado por uma célula nervosa, pelas dendrites e pelo cilindro-eixo toma o nome de neurônio, o qual constitui uma unidade fundamental nervosa. 
Ao estudar o sistema sensorial constatamos que ele funciona em conjunto com o sistema nervoso. 
Para compreender melhor como percebemos os estímulos externos e como respondemos a eles é fundamental conhecer o sistema que forma a rede de comunicação do corpo. 
Pegue o lápis que está sobre a sua mesa. 
Ter ossos e músculos sadios basta para que alguém faça essa tarefa, pegar o lápis ? Por quê ? 
Não. Porque para captar a mensagem são necessários os órgãos de sentido da audição, que é ouvir a ordem; da visão, identificar o lápis sobre a mesa; e movimentar o braço, mão e dedos, sob o comando do sistema nervoso. 
OS NEURÔNIOS 
o sistema nervoso é formado pelo conjunto de órgãos que têm a capacidade de captar as mensagens, os estímulos do ambiente, decodificá-las, isto é, interpretá-Ias, arquivá-Ias ou 
elaborar respostas, se solicitadas. As respostas podem ser dadas na forma de movimentos, de sensações agradáveis ou desagradáveis ou, apenas, de constatação. 
O sistema nervoso integra e coordena praticamente todas as funções do organismo e funciona por meio de mecanismos elétricos e químicos, conjugados a eletroquímicos. 
O tecido nervoso é formado por células nervosas, os neurônios. As células típicas deste sistema têm a forma alongada e ramificada, o que representa uma vantagem na condução das mensagens, isto é, dos impulsos do sistema nervoso. 
A célula ou unidade estrutural e funcional do tecido nervoso é o neurônio. É uma célula muito especializada cujas propriedades de excitabilidade e condução são as bases das funções do sistema. 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-11L-01109">
P. -- ... e mais: já depois da derrota continuou a tentar nos jornalistas, e na comunicação social, os bodes expiatórios da derrota ... 
 
R. -- ... não generalizo mas houve aspectos na comunicação social que tiveram que ver com os resultados das eleições. 
Mas, é verdade, estava completamente convencido de que o PSD iria ganhar e, inclusive, poderia ter maioria absoluta. 
Enganei-me: não serie nem o primeiro nem o último, espero .. 
 
Observador privilegiado, o francês Michel Platini, ex-jogador, ex-seleccionador nacional e actual coordenador do Comité Organizador do Campeonato do Mundo de futebol de 1998 em França, deita um olhar sobre aquilo que foi o «Mundial» dos Estados Unidos. 
Por entre críticas à falta de vontade dos políticos franceses, faz algumas comparações e previsões. 
No que se refere às regras do jogo, considera que o futebol deve continuar a ser futebol. 
Daí que seja avesso a profundas alterações das suas regras. 
 
L'ÉQUIPE -- De que maneira viu o recente Campeonato do Mundo de futebol? 
 
Não pondo em causa o direito dos clínicos de exigirem melhores condições remuneratórias e de trabalho, Maria Belém lembrou que, para se pedir mais dinheiro, «temos de mostrar que fazemos mais e melhor». 
O recado não tinha apenas como destinatários os médicos algarvios, mas toda a classe. 
A este propósito, argumentou que as «dificuldades e os constrangimentos do país» exigem um grande controlo dos gastos. 
No seu entender, o seu Ministério já fez um esforço para que os trabalhadores da Saúde beneficiassem de um aumento superior ao resto da função pública. 
Por conseguinte, um novo aumento salarial, de acordo com a ministra, terá necessariamente de ser acompanhado de um aumento de produtividade. 
Nesse sentido, adiantou que o «Ministério está disponível para negociar a alteração dos regimes de trabalho, em sede dos centros de responsabilidade integrados», tendo já convidado os sindicatos para para iniciar esse processo. 
No caso do Hospital de Faro, onde existe um conflito entre os cardiologistas e a administração, renovou a confiança no órgão de gestão. 
 
Maria de Belém aproveitou esta deslocação ao Algarve para inaugurar o centro de saúde de Lagoa, que já estava a funcionar, mas encontrou a maioria dos médicos em greve. 
 
As divisões políticas actuais -- II 
Portugal encontra-se hoje mergulhado numa crise que parece ter-se instalado predominantemente na Europa, mas afecta toda a humanidade. 
Não há por isso, para além da prossecução das políticas que privilegiam o modelo de sociedade escolhido, soluções específicas para o nosso país. 
 
Com franqueza, Atanásio Ivanovitch, não sei a que outras guloseimas te queres referir! -- 
respondeu a anafada beldade, fingindo não o perceber.» 
 
«A Feira de Sorotchinetz», Nicolau Gogol 
Dez canções para lembrar a carreira de Cassandra Wilson no catálogo JMT, a casa que lhe abriu o mundo. 
Uma das mais prometedoras cantoras dos últimos anos, Cassandra usa um grão de voz e um jeito de desenhar e se apropriar do verso que tem raízes em Carmen McRae. 
Nascida no seio da estética M-Base, de que se tornou a única porta-voz vocal, à medida que foi avançando mar adentro, Cassandra soube libertar-se do lastro que lhe ajudou a voz a crescer mas que ameaçava paralisá-la. 
Despojada da preocupação de fazer novo e diferente a cada passo, o canto virou árvore, ganhou espaço, trepou ao céu. 
No dia em que Wilson inventar o tempo &amp; o modo de combinar a tradição (de que se tem aproximado progressivamente, como o mostra, de forma exemplar, o álbum «Blue Skies») com os novos sons que lhe adubaram a voz (do rap e hip-hop à inquietação experimental vivida ao lado de Steve Coleman), uma nova porta se abrirá ao jazz vocal. 
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<DOC DOCID="HAREM-12H-01119">
O congresso do PS visto de Braga 

O Diário do Minho foi falar com os líderes das estruturas distritais do PS, PSD, PP e PCP para tentar um olhar bracarense sobre o congresso socialista, que terminou no passado Domingo, no Coliseu dos Recreios em Lisboa .
À procura da opinião de António Reis, Fernando Reis, Nuno Melo e José Antunes sobre uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições, a candidatura de Mário Soares ao Parlamento Europeu e as novas paixões socialistas: a Saúde e a Segurança Social .
Antonio Reis, deputado à Assembleia da República e Presidente da Federação Distrital de Braga do Partido Socialista faz um balanço positivo do congresso por vários motivos .
A nível regional, o deputado mostrou-se satisfeito com o aumento de representantes do distrito na Comissão Política Nacional .
O distrito de braga passou de 12 para 18 elementos naquele órgão nacional .
O Presidente do PS/Braga mostrou-se satisfeito com o espírito de coesão e de unidade com que o partido se apresentou durante o encontro e pela «grande unanimidade» dos congressistas em relação ao programa de acção apresentado por António Guterres .
o deputado realça as «duas novas paixões» de um futuro governo socialista, as questões ligadas à saúde e à segurança social .
Duas linhas de força, diz, a acrescentar à preocupação com a educação .
O anuncio da disponibilidade de Mário Soares para encabeçar as listas do PS ao Parlamento Europeu merece também o destaque de António Reis .
Para este dirigente a candidatura de Soares vem trazer a estas eleições uma importância acrescida .
A participação naquele órgão de um homem com o perfil dele, diz, é «um incentivo à construção europeia», num momento, explica, «em que escasseiam na Europa figuras com a dimensão de Estado» como o ex-presidente da República .
A sua candidatura, conclui, «vai ser uma mais-valía não só as listas do PS, para Portugal, mas também para a causa Europeia» .
Assinalado a grande coragem demonstrada por Mário Soares ao aceitar este desafio, António Reis desvaloriza as críticas quanto ao facto de este estar a quebrar uma promessa de não participação na vida política activa .
O líder bracarense afirma-se compreensivo com «o incómodo sentido pelos partidos de oposição quando viram o anuncio desta candidatura» .
O deputado socialista recorre às palavras do ex-presidente da República para dizer que Soares irá principalmente «sensibilizar cada vez mais os portugueses para as questões Europeias» .

Legislativas: «pedir o voto a cada eleitor» 

Olhando para as próximas eleições legislativas e para o que sobre elas foi dito neste congresso, o Presidente da Federação Socialista bracarense referiu também a questão da maioria absoluta, ou, como diria António Vitorino, da maioria Absolutamente inequívoca .
Na opinião de António Reis, o PS não pode pedir, «em abstrato», uma maioria absoluta .
O partido, justifica «deve pedir a cada um dos portugueses que vote socialista, e esperar que o «somatório destes votos» reunisse uma maioria absoluta .

PP: Soares é uma candidatura de Peso 

Foi por esta questão, precisamente, que Nuno Melo, dirigente da Distrital de Braga do Partido Popular, começou o seu comentário .
E logo para lembrar que nos tempos das maiorias do Prof. Cavaco silva, a oposição socialista «repetia o discurso acerca dos vícios da maioria absoluta» .
«Curiosamente», continua, «agora que os socialistas são poder, o discurso é precisamente o contrário» .
Para Nuno Melo «Mário Soares é um candidato de peso e vai potenciar muito, só por si, os resultados do Partido Socialista nas eleições e europeias» .
O dirigente do PP julga que os partidos de centro/direita terão de «ser capazes de encontrar uma alternativa, seja o Dr. Paulo Portas, seja outra que se entenda melhor .
(No momomento desta conversa ainda não havia conhecimento da escolha, anunciada ao fim da tarde, de Leonor Beleza para cabeça da lista da Alternativa Democrática às europeias) .
Comentando as «novas paixões» de um futuro governo socialista, Nuno Melo pensa que a «súbita» importância dada às questões da saúde é «um reflexo de uma das preocupações, pela negativa», do actual governo .
A crise da Saúde, argumenta, tem sido demonstrada «quer pelos utentes, que diariamente se manifestam pela incapacidade» do Sistema Nacional de Saúde, quer também pela própria classe médica, como «ficou demonstrado pela greve "Self-Service" dos médicos e a possível greve dos enfermeiros .
Outros aspectos negativos apontados pelo líder popular são a segurança, a justiça, e outras que «deveriam ser paixões do PS se quisessem melhorar algumas coisas que estão mal em Portugal» .
Reagindo às afirmações de António Guterres para quem «o PS é o único referencial de estabilidade no país» político, Nuno Melo desvaloriza-as, justificando que «cada partido tem a tentação» de ver assim .
«Outro tipo de discurso não seria compreensível, por parte de quem pretenda ser governo», conclui .

PCP: «Mário Soares não tem palavra» 

Para a Direcção da Organização Regional de Braga do PCP, «não havendo nenhuma crise, estando o parlamento a funcionar normalmente, com um diálogo democrático em que propostas e projectos de vários partidos são aprovados» não se compreende «como é que agora o Partido Socialista venha pedir a maioria absoluta» .
José antunes julga que esta vontade é um «retrocesso» em todo o sistema parlamentar .
Para o PCP, os partidos devem «dialogar e procurem em cada momento encontrar o melhor para os portugueses» .
«Quando se pede uma maioria absoluta, argumenta, «é porque se quer fazer algo escondido» .
«Se o nosso sistema é multipartidário, porque é que querem trabalhar sozinhos», questiona .
Desvalorizando a candidatura de Mário Soares ao Parlamento Europeu, José Antunes qualifica o ex-presidente como um candidato a deputado como outros que o PCP apresentará .
Mas assinala «o facto de mais uma vez o Dr. Mario Soares vir mostrar que não tem palavra, pois hoje diz uma coisa e amanhã diz outra» .
Foi ele, lembra «que anunciou por múltiplas vezes que se iria retirar da política» .
Quanto às novas paixões socialistas, o líder comunista crítica o incumprimento da paixão pela educação e argumenta que o importante é «resolver realmente os problemas dos portugueses» .
E para o PCP não será com «o recurso cada vez maior aos sistemas privados de saúde e de segurança social» que se atingirá esse objectivo .

PSD: AD «respondeu bem» à candidatura de Soares 

Fernando Reis, Presidente da Distrital de Braga do PSD, não esperava a candidatura de Mário Soares ao Parlamento de Estrasburgo .
«Nunca pensei que ele se prestasse ao papel de ser candidato pelo Partido Socialista», diz .
«Até porque», lembra, «ele atingiu uma dimensão social e política em Portugal demasiado elevada» para se «sujeitar» a isto .
O presidente da Câmara de Barcelos julga que Soares só concorre «a pensar na hipótese da presidência do Parlamento Europeu» .
Este cargo é apenas uma possibilidade, depende de resultados eleitorais em toda a Europa, mas Fernando Reis afirma que, como português ficaria muito satisfeito se tal viesse a acontecer .
Na opinião do autarca social democrata, «a Alternativa Democrática teve uma resposta rápida e eficaz ao apresentar a primeira vice-Presidente do PSD», Leonor Beleza, como cabeça de lista a estas eleições .
«É uma aposta numa figura muito grata, porque é do distrito de Braga e porque foi cabeça de lista do PSD às ultimas legislativas», recorda .
Os candidatos apresentados pelos vários partidos vão, segundo Fernando Reis, «tornar mais disputadas as eleições europeias, mobilizando os eleitores para as propostas a apresentar» .
Acerca das novas «bandeiras eleitorais» do PS, fernando Reis julga que os socialists estão a «tentar iludir os portugueses» .
«A grande paixão da educação não foi uma batalha ganha», justifica e estas «novas apostas» só servem para «desviar atenções» .
No entanto, refere, ao escolher estas bandeiras, o PS só está a ler o «pensamento dos portugueses, que estão preocupados com estas questões»
O autarca barcelense encara com naturalidade o pedido de uma maioria absoluta por parte do PS .
Exemplificando com a sua experiência em Barcelos, Reis argumenta que «é legítimo» que se deseje sempre «governar com as melhores condições» .
O líder social democrata só estranha que «depois das críticas feitas à maioria absoluta» nos governos de Cavaco Silva, o PS «venha agora pedir» as mesmas condições .

Abel Coentrão 
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<DOC DOCID="HAREM-731-01122">
Lions Clube de Faro
Lions Clube de Faro
DM-115CS
Portugal
O Algarve , a região mais a sul do território continental de Portugal, tem por capital a cidade de Faro. É no Hotel Eva, situado na lateral da marina, que se reune o Clube Lions, nas primeiras quartas-feiras de cada mês, pelas 21 horas.
Um pouco de História
As actividades mais relevantes do Lions Clube de Faro, estendemse ao longo dos vários anos da sua existência, sendo preocupaçâo constante auscultar as carências da regiâo em que se inserem. Têm-se privilegiado, pelas constantes necessidades de ajuda, instituiçôes como as casas de Santa Isabel (que acolhe meninas desprotegidas), da Madre Teresa de Calcutá, e a Conferência de São Vicente de Paula. Nos anos lionísticos de 88/89 e 90/91, foram angariados fundos para o Instituto D.Francisco Gomes, Casa dos Rapazes e, a partir de 1991 a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral tem sido alvo de múltiplas campanhas, tendo em vista a construção da sua sede. Pontualmente foram contempladas instituições de tratamento contra a droga, tais como o SER, e o GATO, a Associação de Pais e Amigos das Crianças Diminuídas Mentais, o CACE - centro artístico e cultural de Estói, a ASMAL - Associação de Saúde Mental do Algarve, etc...
Correspondendo ao apelo do Lions Internacional, o Clube de Faro angariou, em 93/94, fundos para a campanha de prevenção da cegueira "Sight First", tendo, no ano imediato, participado na campanha "Bengala Branca".
Dentro da perspectiva cultural o Lions de Faro tem apoiado e vindo a criar várias iniciativas, tais como espectáculos, palestras e, em 96/97 dinamiza o Prémio Literário que pretende envolver não só a região, mas a comunidade lusófona.
Administrador: Marcelo Calixto - LC Faro | Suporte Técnico: José Machado - IP | Esta página tem o apoio da IP
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<DOC DOCID="HAREM-62H-01124">
Senhor dos Passos na Quaresma de Belinho 

Os paroquianos de Belinho vão assistir amanhã à procissão do Senhor dos Passos num dia em que se inaugura o cruzeiro comemorativo do Grande Jubileu .
O cortejo solene sairá da igreja paroquial cerca das 15h00 e vai percorrer algumas das ruas da paróquia, passando pela vertente oeste do monte da Guia, onde se erguem os calvários .
Aí será proclamado o sermão do encontro .
Ali perto, em Marinhas, a Cúria da Legião de Maria de Esposende celebra a festa anual da Acies .
Os "praesidia" de Apúlia, Gandra e Marinhas vão reunir-se dando assim cumprimento a uma das disposições do manual, num gesto de piedade, de mútua colaboração, de apostolado e de louvor à sua padroeira, Nossa Senhora .
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-12J-01129">
Eles se intitulavam filiais da MIT Dealing Management Inc., dos Estados Unidos.
A empresa norte-americana informou à PF que não tem filiais ou representantes no Brasil.
A MIT brasileira não aplicava o dinheiro.
O golpe foi denunciado por funcionários da empresa.
A ação da PF começou às 16h30 de anteontem e só terminou ontem às 15h30.

A MIT operava no mercado desde junho passado.
A PF ainda não levantou os números exatos do golpe, mas acredita que pelo menos cem pessoas tenham perdido seu dinheiro.

Em nível internacional, há um processo de conglomerização de empresas que, ao permitir a integração de softwares, conferiu aos grandes grupos vantagens expressivas sobre os independentes.

Tem que se pensar, para o Brasil, em uma empresa com modelo acionário flexível, que permita incorporar, em uma única marca, os esforços individuais desses criadores e dispor da sinergia necessária para investir no mercado internacional.

«A minha situação é diferente da de Romário porque no Deportivo eu resolvo tudo com diálogo.» 

O jogador disse que antes de voltar à Espanha visitará o Estado onde nasceu, a Bahia.
Ontem levou, no Rio, os dois filhos a uma visita de rotina ao pediatra.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-524-01144">
 Sepúlveda diz que bônus é só recibo caro

 REGIS MALLMANN 

 Da Agência Folha, em Florianópolis

 O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Sepúlveda Pertence, disse ontem em Florianópolis que o bônus eleitoral é uma instituição que nasceu "manca" . 
 Pertence afirmou que sem uma lei de incentivos fiscais os bônus se transformaram nos "recibos mais caros do mundo" . 

 Segundo ele, a impressão dos bônus em papel moeda custou ao TSE cerca de R$ 6 milhões . 

 "A utilidade dos bônus se restringe agora aos canhotos que serão usados para conferir quem doou dinheiro para as campanhas", afirmou . 

 Pertence disse que os bônus não conseguirão limitar o volume de recursos que cada candidato vai gastar durante a campanha . 

 "É impossível saber quanto vai custar esta eleição", afirmou . 

 Segundo ele, apesar das deficiências a nova lei eleitoral acabou com a hipocrisia dos dispositivos que regulavam as campanhas eleitorais no país . 

 "A lei era feita para não ser cumprida, era hipócrita", afirmou Pertence . 
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<DOC DOCID="HAREM-807-01146">
V CICLO DE ESTUDOS SOBRE A ESCOLA LATINO-AMERICANA DE COMUNICACAO 
 Tema central: 
 MARXISMO E CRISTIANISMO, 
 MATRIZES DAS IDÉIAS COMUNICACIONAIS 
 NA AMÉRICA LATINA 
 Local e data: 
 São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil 
 21 a 23 de maio de 2001 
 Línguas de trabalho: 
 Português 
 Espanhol 
 Coordenação: 
 JOSÉ MARQUES DE MELO 
 MARIA CRISTINA GOBBI 
 WALDEMAR KUNSCH 
 Promoção: 
 Cátedra UNESCO de Comunicação 
 Universidade Metodista de São Paulo 
 Programa 
 Dia 21 de maio (segunda-feira) 
 CONTRIBUIÇÕES DO MARXISMO PARA AS IDÉIAS COMUNICACIONAIS DA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Dia 22 de maio (terça-feira) 
 CONTRIBUIÇÕES DO CRISTIANISMO PARA AS IDÉIAS 
 COMUNICACIONAIS DA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Dia 23 de maio (quarta-feira) 
 ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS COMUNICACIONAIS: 
 O DEBATE ENTRE CRISTÃOS E MARXISTAS 
 NA AMÉRICA LATINA 
 9-12 h ­ Painel integrado por especialistas convidados 
 14-17h ­ Sessões de comunicações científicas 
 Inscrição de comunicações 
 Email: marques@metodista.br 
 Envio de sumários: 30 de novembro de 2000 
 Recebimento de aceites: 20 de dezembro de 2000 
 Remessa de textos completos: 30 de março de 2001 
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-145-01159">
Como se chama?

José Fernando Marques Teixeira, na sua oficina situada na Rua da Reboleira, Ribeira, a 26 de Novembro de 1999. Eu sou José Fernando Marques Teixeira.

Onde nasceu?

Nasci a 22 de Dezembro de 1946, no Muro dos Bacalhoeiros, no Porto, nº111 e agora vivo na Rua da Fonte Taurina, no Porto.

Os seus pais eram naturais da Ribeira?

O meu pai nasceu no Muro dos Bacalhoeiros no mesmo número e a minha mãe nasceu em Gaia.

Qual a profissão dos seus pais?

O trabalho da minha mãe era lavar roupa para fora, era a chamada lavadeira do rio. Ela ia recolher a roupa à casa das pessoas que tinham mais posses, e depois entregava-a lavada e passada a ferro. Quando eu era bebé, a minha mãe leváva-me dentro de uma bacia e lá ficava, até que ela acabasse de lavar a roupa. Quando chorava ela dáva-me um pano com açucar. Antigamente, as pessoas ganhavam dinheiro a lavar roupa para fora. O meu pai andava aí nas fragatas, a ir buscar carga a Lisboa a trazer para cá e a levar para lá. Passava pouco tempo em casa.

Quantos irmão tem?

Os meus irmãos foram nascendo e a minha mãe teve 22 filhos. Agora estamos nove vivos. Os meus irmãos foram morrendo, ainda agora morreu uma irmã ceguinha com diabetes. Outros morreram de acidente.

Quando vinha da escola ajudava a trabalhar em casa?

Não, quando andava na escola não trabalhava em casa. As minhas irmãs desde pequeninhas faziam tudo, desde o comer.

Conte-nos como foi a sua infância?

"Não podíamos andar descalços porque a polícia prendia-nos"

A infância foi um bocado mal passada. A minha mãe fazia uma panela grande de sopa para todos. Ela trabalhava e o meu pai trabalhava. A infância foi a pedir pão aos outros. A andar descalço, que não se podia andar porque éramos multados. Não podíamos andar descalços porque a polícia prendia-nos, e se andássemos assim com o cabelo grande havia a desinfecção, que éramos presos, rapavam-nos o cabelo todo e botavam creolina na cabeça por causa dos piolhos. Se andássemos descalços éramos presos e multados, pagavam, já nem sei, eram 12 ou 13 escudos. E então o que é que a gente fazia, botava um pano amarrado num pé e arranjávamos outro pé. O meu pai fazia socas em madeira, mas a gente até no lixo ou no rio se arranjava e se houvesse só uma a gente ponha um pano no outro pé. Mas éramos muitos, aqui toda a gente fazia isso. Nesta zona, a pobreza foi muito grande, mesmo porque o trabalho parou. Isto depois da Segunda Guerra Mundial, por aí fora, uns 10, 15 anos, toda a gente aqui passou mal. Havia empregos, só que os empregos que havia ganhava-se pouco e eram muitos filhos. Todas as famílias aqui tinham para cima de cinco filhos. E então, o dinheiro que os pais ganhavam, se fosse filhos com distância uns dos outros de quatro ou cinco anos, os mais velhos já trabalhavam, mas nós éramos distância um ano de cada um. O a seguir a mim é mais novo do que eu um ano e o mais velho do que eu, é mais velho um ano. Era tudo assim, e então o que é que acontece, a minha falecida mãe morreu com 48 anos devido a um enfarte no coração. Uma mulher nova! O mal todo era isso! O trabalho não era muito. Havia muito frio. As roupas para se vestir eram poucas. As roupas para as camas eram poucas. A gente dormia no chão. Os meus irmãos encostavam-se uns aos outros para dormir mais quentes. As casas também eram velhas, como elas são. E o que é que acontecia, as pessoas pegavam aqueciam-se com as mulheres, agarravam-se a elas. 

Que tipo de brincadeiras tinha quando era miúdo?

As brincadeiras no rio Douro foi desde pequenino. Mas as brincadeiras típicas que a gente tinha aqui era fazer barcos com pedras da rua. No chão, púnhamos pedras, tiradas da rua, uma espécie de proa e uma poupa. Depois os outros para entrar no barco tinham que mostrar aqueles bilhetes de eléctrico. Era assim que brincávamos. Também jogávamos à bola e quando não estávamos a fazer isso andávamos às escondidas; jogávamos à macaca. Junto com as raparigas havia poucas brincadeiras, era jogar ao pião. Havia uns indivíduos aqui que eram mais ricos e os filhos tinham merenda e a gente para eles darem a merenda, fazíamos de zangados e não deixávamos entrar nas nossas brincadeiras. E então, eles tinham que dar o pão que traziam como lanche. Iam a casa buscar o lanche para a gente poder comer. A fome era tanta! No Inverno, quando as águas estavam altas vinha muita fruta pela água abaixo, fruta tocada. A gente ia e atirava-se ao rio, mesmo com o frio, para ir agarrar essa fruta. Depois com a navalha tirava-se o podre e comia-se. Eu, por exemplo, atirava-me ao rio no Inverno para ir às barcas, que estavam ao largo, buscar verguinhas para vender no sucateiro, para ter dinheiro para ir à isca, para comer. Nunca na vida os moços da minha idade, gastavam esse dinheiro para comprar cigarros. A gente fumava mas eram baronas. Comprar nunca comprávamos, nem nas lojas vendiam à gente, mesmo às vezes a dizer que era para o pai, não vendiam.

Que actividades existiam na sua infância?

As actividades na minha infância eram as mais saudáveis que podia haver e havia de haver, era o remo e a natação. Eu já fui nadador do Clube Fluvial Portuense quando era moço mais novo. Já remei no Fluvial, mas não era remador, por falta de remador, e então, fui sócio do Fluvial até à pouco tempo porque eles encareceram muito as quotas e não dá para se ser sócio de um clube a pagar um conto e tal por mês de quota. Então, havia natação, havia futebol, por exemplo, eu ainda sou tesoureiro do Clube Desportivo Infante D. Henrique que tem 50 anos. Havia esses grupos assim que eram os amadores que se pagava para jogar, tinha-se que pagar a bola e as botas. Naquela altura, fazíamos treinos, mas jogar era quando era pior, uma equipa ajeitava o campo, alugava o campo, pagávamos entre todos e jogávamos a bola. Mas para treinos e tudo era ali em cima, no Jardim do Infante ou na Serra do Pilar, em sítios que houvesse um espacito.

Quando começou a trabalhar?

Eu frequentei a escola até à 4ª classe e comecei a trabalhar aos 12 anos na José Rodrigues Pinto, uma firma de transporte de mercadorias, barqueiros e fragateiros, no rio Douro, a ganhar 50 escudos por semana. Já era bom, era muito bom, era mais do que qualquer homem a trabalhar. Eu ganhava bem porque o patrão era um senhor que morava mesmo no Muro dos Bacalhoeiros, os escritórios também eram lá, e ele tinha pena dos meus pais e dáva-me 50 escudos por semana. E eu aí já comecei a ganhar e daí foi sempre a andar até sair para outros patrões, outros e outros, até embarcar.

Quando é que embarcou pela primeira vez?

Embarquei com 14 anos, andei num navio que só tinha velas, não tinha motor que era o Tiofol. Andei nele ainda moço e depois do Tiofol saí para outros navios até que cheguei a petroleiros. Andei nos navios petroleiros até me reformar, fazia viagens para o Golfo Pérsico e do Golfo Pérsico para cá. Depois de embarcar a vida correu sempre bem. Já havia dinheiro, eu ganhava muito bem e fazia uma vida boa. Naná vestido de marinheiro no navio petroleiro Dondo.

Que idade tinha quando casou?

Eu casei com 16 anos, ela era mais velha do que eu 2 anos, tinha 18 anos. Eu ganhava bem. Nessa altura, já tinha uma motorizada que me custou nove contos e que comprei às prestações.

Quantos filhos tem?

Tenho nove filhos cinco da minha esposa e quatro são de fora. Netos só tenho três, são dos filhos da minha esposa, os de fora não sei, nem me dizem nada, estão zangados comigo. Dois estão em Lisboa, dois estão aqui no Porto, mas nem para mim falam, não querem saber de mim. Da minha mulher verdadeira foram cinco filhos, o resto é de outras mulheres por fora. Agora estou com uma que nem filhos tem. Mas tive vinte e tal anos com a minha mulher, depois separei-me dela. Não estamos divorciados ainda, separámo-nos e prontos, ficou ela para o lado dela, ficamos amigos na mesma, eu vou lá a casa quando quero. Eu era demais, eu para ela era demais.

Mesmo depois de casado continuou a embarcar?

Mesmo depois de casado continuei a embarcar. Andei sempre embarcado, passava meses, quando ia ao Golfo era um mês para lá e um mês para cá. Eu ia ao Golfo Pérsico por Freetown, Serra Leoa,, não ia pelo canal Suês [mar mediterrâneo], porque se fosse pelo canal Suês a coisa ficava mais perto. Na altura que a gente ia eram uns navios muito velhos - eu andei no Fogo e no Dondo, eram navios antigos, agora já há muitos mais modernos- e era trinta dias para lá e trinta dias para cá. 

Nunca passou por uma situação perigosa em alto mar?

Uma vez vínhamos de lá para cá carregados de grude, petróleo em bruto, e apanhamos tanto mar em Freetown, na Serra Leoa, que até rebentou os cravos. Aquele navio era tão velho que era cravado, não era soldado, de maneira que largou cravos e viemos a largar petróleo pelos cravos até Lisboa, até chegarmos aos estaleiros da Lisnave para ajeitar.
</DOC>
<DOC DOCID="HAREM-22J-01160">
Desde 1990 que estava na mesa a reformulação das «secretas».
A primeira intenção do Governo era ver legislado algo que, ignorando a lei, era um facto desde o início: a inexistência efectiva do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), que nunca foi mais que uma alínea da lei-quadro nunca levada à prática.
Com argumentos economicistas e de operacionalidade, o Executivo de Cavaco Silva sempre se escusou a concretizar o SIED, cujas competências foram, entretanto, transferidas para o SIM(Serviços de Informações Militares), por via de um polémico acto administrativo do Governo, que assim chamava a si matérias da exclusiva competência da AR.

Ou seja, em dez anos, nunca a Lei dos Serviços de Informações foi integralmente cumprida, com uma estrutura que estava «no papel» sem existência prática (o SIED) e outra que assegurava as funções da primeira (a Dinfo).
Facto que, ao longo do tempo, foi repetidamente denunciado, tanto pelos partidos da oposição (onde se destacaram o PCP e o PS), como pelo Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações nomeado pela AR.
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<DOC DOCID="HAREM-281-01176">

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE VILA NOVA DE OLIVEIRINHA
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(Fotografia do Quartel Construído em 1935)
CLIQUE AQUI para enviar uma mensagem
Visitas desde 13/05/2001
Mensagem do Presidente da Direcção
Caros amigos dos Bombeiros:
A nossa página na Internet já está activa desde o dia 13 de Maio de 2001, data em que se comemorou mais uma Festa dos Carolos (2001) .
A Festa dos Carolosé uma tradição desta terra que os Bombeiros querem manter viva neste começo do novo milénio.
E como nesta nova era as solicitações são diversas, os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Oliveirinha têm bem presente os novos desafios.
Assim, paralelamente à construção do Novo Quartel dos Bombeiros --temos dado passos bastante importantes!--, vamos continuar a melhorar esta página na Internet.
Continuamos a receber conteúdos para dotarmos esta página com bastante informação, pelo que a vossa ajuda pode ser determinante. Para tal,
podem escrever-nos, enviar um fax ou uma mensagem via correio electrónico. Para isso, visite a página de CONTACTOS .
Vamos todos ajudar os Bombeiros.
Vamos todos divulgar aquilo que é este corpo, o Corpo dos Bombeiros Voluntários de V. Nova de Oliveirinha.
Caros amigos, fiquem pois atentos às actualizações desta página.
Com os melhores cumprimentos.
Eduardo Pereira
(Presidente da Direcção)
NOTA:
Clique aqui ou na imagem do Quartel para continuar a navegar!

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<DOC DOCID="HAREM-401-01197">
Museus e outros Estabelecimentos Dependentes
Museus
A Faculdade de Ciências dispõe de um espólio museológico do grande valor. Além de serem unidades de apoio ao ensino, os diferentes núcleos museológicos são, também, importantes elementos de ligação à comunidade.
Museu de História Natural
O Museu de História Natural foi criado em Março de 1996. Tem como funções primordiais: conservar, expor, divulgar e reutilizar cientificamente os testemunhos materiais da Natureza e do Homem, que constituem o seu património e que, em grande parte, são também testemunhos da História da própria Faculdade.
Museu da Ciência
Outros Estabelecimentos Dependentes
Centro de Cálculo
O Centro de Cálculo é responsável pelas infraestruturas de comunicação e processamento de dados bem como pela prestação de serviços informáticos.
Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros
Localizado no Monte da Virgem, o Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros desenvolve actividades de investigação, desenvolvimento, serviços àcomunidade e extensão cultural.
Instituto Geofísico (Observatório Meteorológico da Serra do Pilar)
O Instituto Geofísico foi fundado em 1833. Fica situado na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, num edifício centenário de grande valor patrimonial. Departamentos  |Investigação  |Estudos Pós-Graduados  |Prestação de Serviços
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<DOC DOCID="HAREM-125-01209">
 Isso mudou o seu quotidiano de trabalho?

 Comecei a mexer-me mais, não ficava  tanto tempo sentada. Mexia-me mais e despachava as coisas mais rápido do que em D.PedroV.

 O número de docentes e alunos aumentou nestes últimos anos?

 Actualmente são 58 docentes, mas o departamento foi desdobrado, houve umas trinta ou vinte pessoas que foram para o departamento de Guimarães.

 Quandos funcionários e docentes existiam no Departamento de Infomática?

 Os funcionários era eu e o Peixoto. O Peixoto já era antiguinho, ele está como segurança, mas naquela altura estava na recepção. Quando eu entrei éramos só dois funcionários, e docentes deviam ser para aí uns trinta e tal.

 E o seu relacionamento com os colegas?

 Eu sempre me dei bem com toda a gente, enquanto não houver problemas.

 Recorda-se de algum episódio da sua vida cá?

 A despedida de solteira. Fiz um lanche muito bonito na despedida de solteira e ofereceram-me muitas coisas, lembranças do Departamento de Informática. Foi engraçado. Tenho fotografias e, de vez em quando, ainda olho para elas. Foi giro. Aqui o Departamento de Informática é como se fosse uma família.

 Então o ambiente de trabalho é bom?

  É óptimo.

 Gostava que a sua filha viesse a trabalhar aqui na universidade do Minho ou a estudar?

 Ela é que tem de decidir se quer estudar ou se quer trabalhar, isso cabe a ela decidir, mas toda a mãe gosta de ter um filho licenciado. Qual é a mãe que não gosta de ter? Até a minha mãe queria que eu me metesse na universidade, mesmo assim, ainda diz muitas vezes - "Concorre, concorre". Toda a gente gosta de ter filhos licenciados.

 Porque não concorre?

 Porque se eu concorrer aqui à universidade já sei que a maior parte das vezes não vou às aulas, porque eu dedico-me demais ao trabalho.

 De qualquer das formas que desejo gostaria de ver na sua filha concretizado?

 Que ela siga a profissão dela, que consiga realizar o sonho profissional. Como eu não consegui, ao menos que ela consiga.

 Ainda é muito nova para desistir?

 Já desisti do sonho de ginasta, já não sei fazer as piroletas.

 Mas pratica desporto?

 Pratico natação e depois ainda faço umas coisinhas de ginástica, fazia aeróbica mas desisti. A natação, não posso ir frequentemente porque tenho problemas de audição, e isso prejudica-me mais. Tenho muita flexibilidade. Os exercícios que a gente vai fazendo ajudam-nos a manter a flexibilidade. Sempre que posso dou uma corridinha. Gosto de subir o escadório do Bom Jesus, não tenho às vezes companhia, vou sozinha. Mas agora com os anos em cima de nós, a gente começa a precisar de companhia, eu acho que é com a idade que vamos precisando de companhia.

 E o seu marido não a acompanha?

 Ele está mais vezes na mãe. A mãe trabalha no campo e precisa da ajuda dos filhos. As filhas solteiras é que estão com ela, mas os filhos casados vão ajudar.

 Qual é a actividade mais importante da sua vida neste momento?

 É o trabalho. Eu ponho o trabalho acima de tudo, às vezes até acima da família. Eu sou daquelas pessoas que "não gosto de deixar para amanhã o que posso fazer hoje", e depois eu gosto de fazer tudo. Às vezes as pessoas dizem que as coisas ficam mal feitas porque a gente quer fazer tudo. E agora nesta época com as salas, os horários, eu nem durmo direito.

 Para além disso o que é que a preocupa mais?

 Ter saúde que é para pagar as dívidas, a casa e o carro. O principal, é ter saúde, que com saúde arranja-se dinheiro.

 Além do desporto o que faz nas horas de lazer?

 Gosto muito de ler revistas e jornais. Ler faz-nos bem. Eu acho que a gente aprende muita coisa a ler, não é só ver televisão. O meu problema é que eu não gosto de ler livros sem imagem, mas eu gostava de ter alguma coisa em mim que gostasse de ler esses livros. Compro um livro leio uma, duas páginas depois encosto. Ás vezes compro para me incentivar, para me motivar - "Vou ler este livro!" Mas só leio uma, duas páginas.

 E se for ligado à ginástica?

 Talvez, por acaso nunca pensei nisso.

 Um dia assim normal da sua vida conseguia descrevê-lo?

 Saio de casa, ainda ontem apanhei uma grande molha, e levo a filha ao colégio. Tenho sorte em estar na função pública porque não pico ponto porque se picasse o ponto, a minha ficha estava sempre no vermelho, tanto a entrar como a sair. Não me importo de estar aqui até às 8/9 da noite, mas entrar cedo é a pior coisa que me podem fazer. O professor Pedro Henriques bem dizia: - "Tenta vir às 9." Eu - "Está bem professor vou tentar mas não prometo nada". A parte que me custa mais é levantar, mas levanto-me normalmente às 8 horas, visto a miúda - e também custa-me sair de casa sem tomar o pequeno almoço, mas é o que tem acontecido por causa de ficar uns minutos na cama saio sem o pequeno almoço - depois levo a miúda ao colégio, e às vezes chego cá irritada porque ela fica a chorar, não quer ficar no colégio. Chego à universidade por volta das dez menos um quarto. Depois fico aqui toda a manhã. Algumas vezes não almoço, ainda hoje, comi umas sandes e continuo a trabalhar às oito da noite.

 Vai buscar a sua filha?

 Não, vai o meu marido, também cabe a ele ir bucar. Ás vezes ela pede-me para ir buscar e eu vou buscá-la, mas não quero habituá-la porque depois ela habitua-se e só quer vir aqui para o serviço, e eu não quero que ela se habitue. Depois de manhã visto-a e depois ela também quer vir para o meu trabalho. Já andei aqui com ela duas vezes e depois ela estava com aquela mania de vir para aqui de manhã e tudo, então, eu cortei, já deixei de a ir buscar ao colégio. Ao fim do colégio vai para a minha sogra. 

 Janta em casa normalmente?

 Não, janto na minha sogra o que é bom, é por isso que eu fico aqui até às oito. De vez em quando, faço aqui uns extras, aqueles trabalhos particulares, como não tenho computador em casa, trabalho aqui, tenho os recursos aqui vou fazendo uns trabalhitos.

 Mas não dorme na sua sogra?

 Não, depois vamos para casa à dez. Agora vou mais cedo, que é para habituar a miúda a dormir mais cedo, nove e meia saímos e vamos para casa.

 Mora com o seu marido e a sua filha?

 Sim, moramos num apartamento T3, que compramos três anos antes do casamento.

 Qual é o seu maior desejo na vida?

 O meu maior desejo é ver toda a gente feliz.

 Mas não há algo que gostaria de realizar, que ainda não realizou, mas se pudesse que o fazia?

 Gostava de viajar, embora tenha medo dos aviões, mas gostava de viajar. Um dos meus sonhos é ir à Madeira, é um sítio onde eu gostava de ir. Ainda vou juntar uns troquinhos para ir à Madeira, deve ser um sítio muito bonito. Para além de viajar, também gostava de aprender línguas. Eu sempre gostei de falar inglês, francês nem tanto, mas gostava de falar francês, alemão, todas as línguas porque acho giro.

 Algum acontecimento mais decepcionante ou positivo na sua vida?

 Tive uma coisa que me marcou muito, foi quando acabei de tirar a carta de condução. Tinha muito medo de conduzir! Mal comecei a conduzir tive logo dois acidentes, depois apanhei um medo e não queria andar de carro. Estive uns meses sem andar de carro e foi isso que me marcou. Quando comprei o primeiro carro, um mini, tive logo um acidente. Eu até decorei a música que vinha a cantar com a minha tia- "Não há estrelas no ceú para adorar o meu caminho". Mas não tive culpa nesse acidente. O segundo acidente, tinha um carro novo, um Yugo, que não tinha nem um mês, foi logo uma batedela forte. A primeira vez que saí de Braga bati logo com o carro, depois não saí de Braga com o carro por uns tempos.

 Já demonstrou que o seu relacionamento com as pessoas que a rodeiam é bom, mas ao mesmo tempo gosta de se isolar, de estar sozinha. Como gere esse seu relacionamento com os outros?

 Eu acho que também já fui mais faladeira com as colegas aqui do serviço. Eu acho que com o tempo retraio-me mais porque tem a ver com o serviço, quando tenho mais serviço não faço tanto diálogo com elas, e elas às vezes põem-se a imaginar - "Se calhar está de trombas! Está zangada e a gente não lhe fez nada!" Mas não é. Eu isolo-me um bocado para me tentar concentrar, tentar fazer o serviço. E às vezes quando reflito à noite o que aconteceu durante o dia penso "Eu falei tão pouco hoje com as colegas, com a Cristina e com a Helena. Elas se calhar vão pensar que estou zangada e não estou!" Eu gosto de me isolar um bocado e elas às vezes podem pensar que estou zanagada.

 Mas tem uma facilidade no relacionamento com as pessoas?

 Sim, estou sempre com os dentes à mostra. Dou-me bem com toda a gente.

 Se lhe pedisse para descrever como é a sua vida hoje, como é que o faria?

  Uma vida stressada. Por exemplo, eu não consigo dormir nestes últimos dias por causa dos horários. Só vejo salas, só vejo horários, parece que estoua construir os horários na memória. A época de início do ano é mesmo stressante. Há contratos para fazer. O professor ainda ontem perguntou-me por que é que o contrato não estava feito e ainda tenho outros atrás para fazer.

 Não sei se quer acrescentar alguma coisa à entrevista?

 Não, acho que disse tudo.

 Falou que não tinha nenhum tempo para conversar, já que tivemos esta conversa e este espaço para o diálogo, o que achou de ter falado?

 Foi bom. Foi diferente. Desabafei um bocado e agora também estou a gostar deste curso que estou a ter, dá para desanuviar um bocadinho o trabalho, mas depois venho para aqui às seis horas e estou a trabalhar até às oito. Eu bem quero fazer o meu trabalho. Até tenho medo que a doutora me ligue a perguntar por que é que eu ainda não entreguei as coisas que ela me deixou, mas ao menos as horas voam, é rápido. Quando uma pessoa dá por ela são oito horas, enquanto que se a pessoa não tiver nada para fazer, nunca mais sai dali. As horas comigo voam.

 Isso também justifica que aproveita muito bem o tempo?

 Aproveito. A gente tem de ter tempo para tudo, é como dizia um padre. Fui a uma missa, gostei tanto de ouvir o padre, que agora vou sempre lá. O padre é de Real e ele disse: - "Nós temos oito horas para dormir e oito horas para trabalhar. O que é que fazemos ao resto das horas? É para estar em frente aquela máquina, à caixinha de surpresas especial." Porque a maior parte das pessoas passa o resto das horas em frente à televisão. O que é que a gente faz ao resto das oito horas? 

 Passa muito tempo com a sua filha?

 Ponho-me a pensar, às vezes não tenho tempo nenhum e dou pouco tempo à minha filhota. Havia de lhe dar mais tempo.

 Que acha da nossa ideia de estar a fazer a recolha de depoimentos para construir a história da Universidade do Minho?

 Uma coisa interessante e gira. Quero ver como vai ser no final, como vai ficar.

 Acha que é bom para a Universidade?

 É bom. Muita gente desconhece o que se passa aqui, tem pouca informação do que se passa aqui, do que é a Universidade do Minho, como foi criada, como funciona, e nós, os funcionários públicos, temos uma má imagem lá fora.
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<DOC DOCID="HAREM-24J-01230">
O atual perfil dos poupadores ajudará a manter o dinheiro aplicado.
Segundo o BC, mais da metade dos recursos da caderneta são de poupadores de médio e grande porte em tese, menos sujeitos a achar que o dinheiro perdeu rendimento com a queda da inflação.

A previsão de saques reduzidos sobre a poupança é compartilhada por especialistas.
«O ceticismo em relação a planos econômicos faz a população manter reservas», diz o ex-diretor de Política Monetária do BC, Luís Eduardo de Assis, diretor de investimentos do Citibank.

«Às vezes peco por falta de experiência, mas me considero um piloto rápido», afirmou ontem o brasileiro, em entrevista à Folha por telefone, da Itália.
Diniz começou sua carreira automobilística em 1989, no Brasileiro de Fórmula Ford, campeonato em que obteve a sexta posição na classificação final.

Ex-pastor acusado de estupro e morte é preso
A Polícia Civil de Ourinhos (371 km a oeste de São Paulo) prendeu ontem à tarde o ex-líder religioso Jonas Rúbio, 45, acusado de matar na quarta-feira a estudante Claudirene Contijo, 13, com um tiro de espingarda.
O delegado Celso Antonio Borlina, 38, disse que Rúbio confessou o crime.
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<DOC DOCID="HAREM-051-01253">
Rainha D. Maria II 
Foto da Biblioteca 
Biblioteca Central da Marinha 
Situada, desde 1891, na Praça do Império, na imediata proximidade do Mosteiro dos Jerónimos, a Biblioteca Central da Marinha (BCM) é sucessora da antiga Biblioteca da Real Academia dos Guardas-Marinhas, que seguiu com a côrte para o Brasil e foi transferida para o Rio de Janeiro aquando da 1ª invasão francesa, tendo ficado em grande parte naquele país. A sua fundação, como "Biblioteca de Marinha", deve-se à Rainha D. Maria II, por decreto de 7 de Janeiro de 1835, ficando de ínicio integrada no Arsenal Real de Marinha e instalada no andar nobre do respectivo edíficio da Ribeira das Naus. 
Em 1960, recebeu a designação de Biblioteca Central da Marinha, ficando a reger-se por um regulamento próprio como organismo na dependência do então Superintendente dos Serviços da Armada, estando, presentemente, na dependência do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e o seu Director, quando Oficial General, desempenha em acumulação as funções de Presidente da Comissão Cultural da Marinha. 
Especializada, desde sempre, em matérias ligadas ao mar e a tudo que com ele se relaciona, a BCM possui actualmente cerca de 80.000 volumes correspondendo a perto de 45.000 títulos. A partir de 1994, em consequência da reestruturação orgânica operada na Marinha, passou a integrar o Arquivo Central da Marinha que, do antecedente, constituía um organismo autónomo. 
Encontra-se aberta ao público todos os dias úteis das 09:30 às 16:45 horas tendo sido, em 1997, consultados 4498 livros a que correspondeu uma frequência de 1308 leitores dos quais 90% de nacionalidade portuguesa e 10% de estrangeiros. 
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<DOC DOCID="HAREM-90K-01262">
Segundo Procuradoria-Geral da República
Investigações apontam para a não existência de tráfico de órgãos humanos em Moçambique
2004-02-23 14:06:18
Maputo - As investigações preliminares levadas a cabo pela Procuradoria Geral da República (PGR) de Moçambique sobre o alegado tráfico de órgãos humanos na província de Nampula, denunciado há cerca de um ano e meio por uma freira brasileira, apontam para a não existência de tráfico no país, anunciou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, em Maputo, o procurador-geral, Joaquim Madeira.
Segundo Joaquim Madeira, a perícia à exumação dos corpos de pessoas alegadamente vítimas de tráfico de órgãos humanos não encontrou «nenhumas evidências» deste tipo de práticas em Nampula. Das investigações feitas, acrescentou, «não se pode estabelecer, com exactidão, uma ligação entre mortes e o tráfico de órgãos». 
Entretanto, a PGR está a preparar um programa conjunto com a polícia para a montagem de um posto policial em cada localidade onde existem suspeitas desta prática no país, revelou ainda o responsável pelo Ministério Público moçambicano acrescentou.
As conclusões da PGR contrariam as afirmações feitas pela missionária brasileira Elilda dos Santos, residente há sete anos em Nampula, que denunciou junto da Procuradoria e da polícia a existência de uma suposta rede de tráfico de crianças e de órgãos humanos, depois de ter tomado conhecimento do aparecimento de cadáveres de crianças sem órgãos.
Em declarações à RDP/África, a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, Alice Mabota, afirmou não estar surpreendida com os resultados da PGR, afirmando colocar algumas reticências à conclusão apresentada pelos médicos legistas.
(c) PNN - agencianoticias.com
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<DOC DOCID="HAREM-61C-01264">
Os diferentes costumes que, na União Europeia variam de região para região devido ao clima, aos hábitos alimentares e mesmo ao poder de compra dos cidadãos, geram estudos de mercado diferentes, sendo portanto o resultado previsível desta directiva a redução do número de modelos de frigoríficos no mercado e a orientação do mesmo para produtos mais eficientes, é certo, mas de gama mais alta e de preço superior, sobretudo nos países do Sul. Não se trata aqui de aderir à ideia da poupança energética, que foi já conseguida, ou de tomar decisões quanto ao destino das futuras gerações, mas sim de determinar se esta medida se revelará oportuna e equitativa ou se, pelo contrário, favorecerá um sector industrial em detrimento de outro, através do subterfúgio - permitam-me que o diga - da confusão entre poupança energética, que é o nosso objectivo, ou seja a não produção de anidrido carbónico, e a eficácia energética.

Para os convencer de que a poupança energética e a eficácia energética não são exactamente a mesma coisa, basta dizer-lhes que um Mercedes pode ser enegeticamente mais eficaz do que uma scooter , mas que esta consome evidentemente muito menos energia do que o primeiro. Quem anda de scooter poupa mais energia do que quem anda de Mercedes, mas també dispõe de um veículo muito menos menos eficiente.

Após uma análise aturada, a directiva em questão não parece constituir de todo uma medida equilibrada, visto que carece de um estudo socio-económico dos custos no que toca aos consumidores do Norte e do Sul. No que se refere ao segundo step de eficácia - depois do primeiro, sobre o qual estamos no entanto de acordo - proponho a este Parlamento que aprove uma alteração que, embora vaga, integra o reforço contido na alteração nº 5. E isso não para tornar o referido step evasivo, mas sim para permitir que a Comissão o possa determinar melhor e voltar a este assunto. Foi, com efeito, esta a posição defendida pela Comissão na Comissão da Investigação, do Desenvolvimento Tecnológico e da Energia, sendo igualmente a posição do Conselho. Recomendo portanto ao Parlamento que aprove a alteração nº 5.

Senhor Presidente, caros colegas, Senhor Comissário, os frigoríficos e congeladores domésticos são responsáveis por 7 % da totalidade do consumo eléctrico na União Europeia. Um consumo de energia de 15 % pode, portanto, conduzir a uma poupança considerável, isto é, 1 % menos de consumo de electricidade e emissões mais baixas de CO2 na União. O Conselho propôs um período de transição de três anos para a directiva, em vez dos dois anos propostos pelo Parlamento Europeu. Isto foi calculado com largueza de vistas, considerando, sobretudo, que um frigorífico dura facilmente uns 20 a 25 anos. Além disso, não está comprovado que melhor rendimento energético leve ao aumento do custo do frigorífico. Pelo contrário, também existem aparelhos de refrigeração mais económicos em matéria de consumo de energia cuja aquisição não fica mais dispendiosa que a do frigorífico médio. Isso não significa, portanto, custos mais elevados para o consumidor nem, provavelmente, para o fabricante.

Senhor Presidente, o Grupo do Partido Europeu dos Liberais, Democratas e Reformistas apoia a proposta do relator no sentido de se estabelecer uma segunda série de normas após a avaliação da primeira fase. Por iniciativa dos Países Baixos a Comissão tentou, durante cinco anos, chegar a um acordo voluntário com o sector industrial, coisa que se verificou ser impossível. Daí esta proposta de uma directiva europeia e as propostas de alteração apresentadas pelo senhor deputado Macartney, que o meu grupo irá apoiar sinceramente.

Senhor Presidente, com esta minha intervenção tentarei resumir em duas frases a posição de uma parte significativa do Grupo do Partido Socialista: pleno apoio à posição comum do Conselho - uma vez que ela reúne os objectivos fundamentais que permitirão uma melhoria do rendimento energético - e oposição total às alterações do senhor deputado Macartney, que fez ouvidos moucos a uma parte importante dos deputados desta câmara e a uma parte importante de países, que se pronunciaram contra as mesmas.

Estas alterações não versam sobre poupança energética nem sobre o ambiente. Elas abordam outro tema: uma latente e dissimulada guerra comercial. Não é possível não ter em conta as diferentes condições dos vários países europeus; não é possível afirmar-se que existe um só estudo, quando existem vários, que garantem e justificam a necessidade de diversificar os diferentes aparelhos electrodomésticos de refrigeração. Concretamente, o prazo concedido à indústria para se adaptar às disposições da directiva e a colocação no mercado de aparelhos de refrigeração das classes climáticas tropical e subtropical é, do ponto de vista de uma parte importante desta câmara, fundamental para que tenhamos em conta não apenas a melhoria do rendimento energético, como a não invocação da protecção do ambiente para, de forma dissimulada, apoiar determinados interesses comerciais.

A própria alteração nº 3 do senhor deputado Macartney, na qual se refere a oferta dos frigoríficos de quatro estrelas, é, em termos técnicos, uma alteração absolutamente incorrecta. Actualmente, os aparelhos de refrigeração não possuem um só compartimento. O compartimento de quatro estrelas destina-se à congelação, mas há outros compartimentos que requerem menos estrelas, que não têm coeficientes e que, no entanto, caso se atribuam os coeficientes, as condições da directiva poderão ser cumpridas.

Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados, em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao senhor deputado Macartney o seu relatório e
