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<title>História do budismo</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="História do budismo" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">História do budismo</h1>

<p id="wx2">A <b id="wx3"><a href="/wpt/Hist%C3%B3ria" title="História" wx:linktype="known" wx:pagename="História" wx:page_id="958" id="wx4">história</a> do <a href="/wpt/Budismo" title="Budismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Budismo" wx:page_id="3528" id="wx5">budismo</a></b> desenvolve-se desde século VI a.C até ao presente, começando com o nascimento de <a href="/wpt/Siddhartha_Gautama" title="Siddhartha Gautama" wx:linktype="known" wx:pagename="Siddhartha_Gautama" wx:page_id="24989" id="wx6">Siddhartha Gautama</a>. Durante este período, a religião evoluiu à medida que encontrou diferentes países e culturas, acrescentando ao fundo indiano inicial elementos culturais oriundos do <a href="/wpt/Helenismo" title="Helenismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Helenismo" wx:page_id="252586" id="wx7">Helenismo</a>, bem como da <a href="/wpt/%C3%81sia_Central" title="Ásia Central" wx:linktype="known" wx:pagename="Ásia_Central" wx:page_id="60908" id="wx8">Ásia Central</a>, do <a href="/wpt/Sudeste_asi%C3%A1tico" title="Sudeste asiático" wx:linktype="known" wx:pagename="Sudeste_asiático" wx:page_id="280277" id="wx9">Sudeste asiático</a> e <a href="/wpt/Extremo_Oriente" title="Extremo Oriente" wx:linktype="known" wx:pagename="Extremo_Oriente" wx:page_id="24181" id="wx10">Extremo Oriente</a>. No processo o budismo alcançou uma expansão territorial considerável ao ponto de influenciar de uma forma ou de outra quase todo o continente asiático. A história do budismo caracteriza-se também pelo desenvolvimento de vários movimentos e cismas, entre os quais se encontram as tradições <a href="/wpt/Theravada" title="Theravada" wx:linktype="known" wx:pagename="Theravada" wx:page_id="1680687" id="wx11">Theravada</a>, <a href="/wpt/Mahayana" title="Mahayana" wx:linktype="known" wx:pagename="Mahayana" wx:page_id="1675486" id="wx12">Mahayana</a> e <a href="/wpt/Vajrayana" title="Vajrayana" wx:linktype="known" wx:pagename="Vajrayana" wx:page_id="3702" id="wx13">Vajrayana</a>.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="A_vida_do_Buda" name="A_vida_do_Buda"/>
<wx:section level="2" title="A vida do Buda" id="wxsec2"><h2 id="wx14">A vida do Buda</h2>

<p id="wx15">Segundo a tradição budista, <a href="/wpt/Siddhartha_Gautama" title="Siddhartha Gautama" wx:linktype="known" wx:pagename="Siddhartha_Gautama" wx:page_id="24989" id="wx16">Siddhartha Gautama</a>, o buda histórico, nasceu no clã <a href="/wpt/Shakya" class="new" title="Shakya" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Shakya" id="wx17">Shakya</a>, no início do período Magadha (546-324 a.C.), nas planícies de Lumbini, no sul do <a href="/wpt/Nepal" title="Nepal" wx:linktype="known" wx:pagename="Nepal" wx:page_id="3936" id="wx18">Nepal</a>.</p>

<p id="wx19">Tendo levado uma vida pautada pelo luxo sob a protecção do seu pai, o rei de Kapilavastu (território mais tarde integrado no Império Magadha), Siddharta tomou conhecimento das realidades do mundo, tendo concluído que a vida é sofrimento. Siddharta renunciou à vida que tinha levado até então e tornou-se um <a href="/wpt/Ascetismo" title="Ascetismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ascetismo" wx:page_id="269004" id="wx20">asceta</a>. Rapidamente compreendeu que o ascetismo não fazia sentido e escolheu a "via média", um caminho de moderação longe dos extremos da paixão e da auto-mortificação.</p>

<p id="wx21">Siddharta sentou-se debaixo de uma <a href="/wpt/Figueira" title="Figueira" wx:linktype="known" wx:pagename="Figueira" wx:page_id="37877" id="wx22">figueira</a> e decidiu não abandonar esta posição até alcançar a verdade. Aos trinta e cinco anos alcançou o estado de iluminação.</p>

<p id="wx23">Nos próximos quarenta e cinco anos percorreu a planície do <a href="/wpt/Ganges" title="Ganges" wx:linktype="known" wx:pagename="Ganges" wx:page_id="93904" id="wx24">Ganges</a>, na região central da Índia, ensinado as suas doutrinas a um grupo heterodoxo de pessoas.</p>

<p id="wx25">A sua relutância em nomear um sucessor ou em formalizar a sua doutrina levaria à formação de vários movimentos nos próximos quatrocentros anos. Em primeiro lugar surgiriam as escolas do Budismo Nikaya, das quais só sobreviveu o Theravada, e mais tarde o Mahayana.</p>

<a id="O_budismo_primitivo" name="O_budismo_primitivo"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="O budismo primitivo" id="wxsec3"><h2 id="wx26">O budismo primitivo</h2>

<p id="wx27">Antes do patrocínio real de <a href="/wpt/Asoka" title="Asoka" wx:linktype="known" wx:pagename="Asoka" wx:page_id="68297" id="wx28">Asoka</a>, o budismo parece ter sido um fenómeno marginal, pouco se conhecendo dos seus primeiros tempos. Dois importantes concílios tiveram lugar, embora o que sabe deles baseia-se em fontes posteriores.</p>

<a id="O_Primeiro_Conc.C3.ADlio_Budista_.28s.C3.A9culo_V_a.C..29" name="O_Primeiro_Conc.C3.ADlio_Budista_.28s.C3.A9culo_V_a.C..29"/>
<wx:section level="3" title="O Primeiro Concílio Budista (século V a.C.)" id="wxsec13"><h3 id="wx29">O Primeiro Concílio Budista (século V a.C.)</h3>

<p id="wx30">O primeiro concílio budista ocorreu em Rajagriha pouco tempo depois da morte de Buda, sob o patrocínio de <a href="/wpt/Ajatasatru" class="new" title="Ajatasatru" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Ajatasatru" id="wx31">Ajatasatru</a>, imperador de Magadha, tendo sido presidido por um monge chamado <a href="/wpt/Mahakasyapa" class="new" title="Mahakasyapa" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mahakasyapa" id="wx32">Mahakasyapa</a>. O concílio tinha como objectivo registar os ensinamentos orais do Buda (<a href="/wpt/Sutra" title="Sutra" wx:linktype="known" wx:pagename="Sutra" wx:page_id="107107" id="wx33">sutra</a>) e codificar as regras monásticas (vinaya). A Ananda, primo de Buda e seu discípulo, foi pedido que recitasse os discursos do Buda e outro discípulo, Upali, recitou as regras da vida monástica. Estes dois elementos constituem a base do cânone pali, referência de ortodoxia em toda a história do budismo.</p>

<a id="O_Segundo_Conc.C3.ADlio_Budista_.28383_a.C..29" name="O_Segundo_Conc.C3.ADlio_Budista_.28383_a.C..29"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="O Segundo Concílio Budista (383 a.C.)" id="wxsec14"><h3 id="wx34">O Segundo Concílio Budista (383 a.C.)</h3>

<p id="wx35">O Segundo Concílio Budista foi convocado pelo rei <a href="/wpt/Kalasoka" class="new" title="Kalasoka" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Kalasoka" id="wx36">Kalasoka</a>, tendo decorrido em Vaisali, na sequência de conflitos entre escolas tradicionais do budismo e um movimento de interpretação mais liberal conhecido como os <a href="/wpt/Mahasamghikas" class="new" title="Mahasamghikas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mahasamghikas" id="wx37">Mahasamghikas</a>. Para as escolas tradicionais o Buda tinha sido um ser humano que alcançou o estado de iluminação, e este poderia ser facilmente alcançado pelos monges seguindo as regras monásticas. Para os Mahasamghikas esta perspectiva era demasiado individualista e egoísta, propondo como verdadeiro objectivo o atingir do estado de budeidade. Tornaram-se proponentes de regras monásticas menos rígidas, que pudessem apelar a um maior grupo de pessoas.</p>

<p id="wx38">Os Mahasamghikas seriam rejeitados durante o concílio, tendo estes se fixado durante vários séculos no noroeste da Índia e na Ásia Central, como mostram as inscrições Kharoṣṭhī datadas do século I d.C. encontradas perto do rio Oxus.</p>

<a id="O_proselitismo_de_Asoka" name="O_proselitismo_de_Asoka"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="O proselitismo de Asoka" id="wxsec4"><h2 id="wx39">O proselitismo de Asoka</h2>

<p id="wx40">O rei máuria <a href="/wpt/Asoka" title="Asoka" wx:linktype="known" wx:pagename="Asoka" wx:page_id="68297" id="wx41">Asoka</a> converteu-se ao budismo após a conquista brutal que empreendeu do território de Kalinga (hoje Orissa), no este da Índia. Arrependido pelos horrores provocados pelo conflito, o rei decidiu renunciar à violência e propagar a religião budista construindo <a href="/wpt/Stupa" title="Stupa" wx:linktype="known" wx:pagename="Stupa" wx:page_id="102282" id="wx42">stupas</a> e pilares nos quais se apela à renúncia de toda violência contra as pessoas e os animais.</p>

<p id="wx43">Este perído corresponde à primeira expansão do budismo para fora da Índia. De acordo com os pilares e as placas deixados por Asoka ("Éditos de Asoka"), foram enviados missionários a vários territórios situado a oeste, como ao <a href="/wpt/Reino_greco-bactriano" class="new" title="Reino greco-bactriano" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Reino_greco-bactriano" id="wx44">reino greco-bactriano</a>. É também possível que estas missões tenham alcançado o <a href="/wpt/Mediterr%C3%A2neo" title="Mediterrâneo" wx:linktype="known" wx:pagename="Mediterrâneo" wx:page_id="15645" id="wx45">Mediterrâneo</a>, segundo inscrições em pedras deixadas por Asoka.</p>

<a id="O_Terceiro_Conc.C3.ADlio_Budista_.28c._250_a.C..29" name="O_Terceiro_Conc.C3.ADlio_Budista_.28c._250_a.C..29"/>
<wx:section level="3" title="O Terceiro Concílio Budista (c. 250 a.C.)" id="wxsec15"><h3 id="wx46">O Terceiro Concílio Budista (c. 250 a.C.)</h3>

<p id="wx47">O Terceiro Concílio Budista foi convocado por Asoka em Pataliputra (Patna) por volta de 250 a.C., tendo sido presidido pelo monge Moggaliputta. O objectivo do concílio era tentar reconciliar as diferentes escolas budistas, purificar o movimento budista de facções oportunistas atraídas pelo patrocínio real e estabelecer as viagens de missionários budistas para todo o mundo.</p>

<p id="wx48">O cânone pali (Tipitaka; em sânscrito Tripitaka, "os três cestos"), que compreende textos de referência do budismo tradicional e que se considera ter sido transmitido pelo Buda, foi formalizado nesta ocasião. É composto pela doutrina (Sutra Pitaka), pela disciplina monástica (Vinaya Pitaka) e por um novo corpo de textos de carácter filosófico (Abhidharma Pitaka).</p>

<p id="wx49">As tentativas de Asoka para purificar o budismo, acabaram por produzir uma rejeição de movimentos budistas emergentes. Após 250 a.C. a escola Sarvastivada (rejeitada pelo Terceiro Concílio, segundo a tradição Theravada) e a escola Dharmaguptaka tornaram-se influentes no noroeste da Índia e na Ásia Central até à época do <a href="/wpt/Imp%C3%A9rio_dos_Kushana" title="Império dos Kushana" wx:linktype="known" wx:pagename="Império_dos_Kushana" wx:page_id="169082" id="wx50">império dos Kushana</a> nos primeiros séculos da era comum. A escola Dharmaguptaka caracterizava-se por acreditar que o Buda era um ser que estava separado e acima da comunidade budista, enquanto que a escola Sarvastivadin acreditava que o passado, o presente e o futuro coexistiam ao mesmo tempo.</p>

<a id="O_mundo_helen.C3.ADstico" name="O_mundo_helen.C3.ADstico"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="O mundo helenístico" id="wxsec16"><h3 id="wx51">O mundo helenístico</h3>

<p id="wx52">Alguns do Éditos de Asoka revelam o seu esforço em difundir o budismo pelo <a href="/wpt/Helenismo" title="Helenismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Helenismo" wx:page_id="252586" id="wx53">mundo helenístico</a>, que na época formava um espaço coeso que ia da fronteira da Índia à <a href="/wpt/Gr%C3%A9cia_Antiga" title="Grécia Antiga" wx:linktype="known" wx:pagename="Grécia_Antiga" wx:page_id="47366" id="wx54">Grécia</a>. Os Éditos mostram um claro entendimento da organização política do mundo helenístico: os nomes e a localização dos principais monarcas da época são indicados. Os monarcas helenísticos Antíoco II do reino <a href="/wpt/Sel%C3%AAucida" title="Selêucida" wx:linktype="known" wx:pagename="Selêucida" wx:page_id="168944" id="wx55">Selêucida</a>, Ptolomeu II Filadelfo do Egipto, Antígono Gonatas da Macedónia, <a href="/wpt/Magas_de_Cirene" class="new" title="Magas de Cirene" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Magas_de_Cirene" id="wx56">Magas de Cirene</a> e <a href="/wpt/Alexandre_II_de_%C3%89piro" class="new" title="Alexandre II de Épiro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Alexandre_II_de_Épiro" id="wx57">Alexandre II de Épiro</a> são apresentados como alvos da mensagem budista.</p>

<p id="wx58">Para além disso, de acordo com as fontes em <a href="/wpt/Pali" title="Pali" wx:linktype="known" wx:pagename="Pali" wx:page_id="1523707" id="wx59">pali</a>, alguns dos emissários de Asoka era monges budistas de origem grega, o que revela intercâmbios culturais entre as duas culturas.</p>

<p id="wx60">Não se sabe até que ponto estes contactos podem ter sido influentes, mas alguns autores apontam para a existência na época de um certo <a href="/wpt/Sincretismo" title="Sincretismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Sincretismo" wx:page_id="10820" id="wx61">sincretismo</a> entre o pensamento helenístico e o budismo. É conhecida a existência de comunidades budistas em cidades do mundo helenístico como <a href="/wpt/Alexandria" title="Alexandria" wx:linktype="known" wx:pagename="Alexandria" wx:page_id="22486" id="wx62">Alexandria</a> e aponta-se influências do budismo Theravada na ordem dos <a href="/wpt/Therapeutae" title="Therapeutae" wx:linktype="known" wx:pagename="Therapeutae" wx:page_id="269674" id="wx63">Therapeutae</a>.</p>

<a id="Expans.C3.A3o_asi.C3.A1tica" name="Expans.C3.A3o_asi.C3.A1tica"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Expansão asiática" id="wxsec17"><h3 id="wx64">Expansão asiática</h3>

<p id="wx65">Nas regiões a este do subcontinente indiano (aquilo que corresponde actualmente ao <a href="/wpt/Myanmar" title="Myanmar" wx:linktype="known" wx:pagename="Myanmar" wx:page_id="1784944" id="wx66">Myanmar</a>), a cultura indiana viria a influenciar o povo Mons. Este povo teria sido convertido ao budismo por volta de 200 a.C. graças à influência proselitista de Asoka, antes do cisma entre o budismo Mahayana e o budismo Hinayana. Os templos budistas Mon mais antigos têm sido datados como pertencentes a um período entre o século I e o século V da era comum.</p>

<p id="wx67">A arte budista dos Mons foi influenciada pela arte indiana do período Gupta e pós-Gupta, tendo o seu estilo maneirista se difundido pelo sudeste asiático em resultado da expansão do reino Mon entre os séculos V e VIII. A tradição Theravada espalhou-se pela região norte do sudeste asiático sob influência Mon, até ao século VI quando foi começou a ser substituída pela tradição Mahayana.</p>

<p id="wx68">O budismo teria chegado ao <a href="/wpt/Sri_Lanka" title="Sri Lanka" wx:linktype="known" wx:pagename="Sri_Lanka" wx:page_id="3960" id="wx69">Sri Lanka</a> no século II a.C. devido à acção de um dos filhos de Asoka, Mahinda, que por ali teria passado acompanhado com com mais seis homens. O grupo teria convertido o rei Devanampiya Tissa e muitos nobres. Foi nesta época que foi construído o monastério de Mahavihara, centro da ortodoxia cingalesa.</p>

<a id="A_persegui.C3.A7.C3.A3o_da_dinastia_Sunga" name="A_persegui.C3.A7.C3.A3o_da_dinastia_Sunga"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="A perseguição da dinastia Sunga" id="wxsec5"><h2 id="wx70">A perseguição da dinastia Sunga</h2>

<p id="wx71">A dinastia Sunga (185-73 a.C.) surgiu em 185 a.C., cerca de cinquenta anos depois da morte de Asoka. Após ter deposto o rei Brhadrata (último representante dos Máurias) o militar Pusyamitra Sunga conquistou o trono. Sunga era um <a href="/wpt/Br%C3%A2mane" title="Brâmane" wx:linktype="known" wx:pagename="Brâmane" wx:page_id="6898" id="wx72">brâmane</a> ortodoxo que alegadamente era hostil ao budismo, o qual teria perseguido. Segundo relatos, ele teria destruído mosteiros e mandado matar monges. Em locais como Nalanda, Bodhgaya, Sarnath, e Mathura grande parte dos mosteiros budistas teriam sido convertidos em templos hindus.</p>

<a id="Interac.C3.A7.C3.A3o_greco-budista_.28s.C3.A9culo_II_a.C._-_s.C3.A9culo_I_a.C..29" name="Interac.C3.A7.C3.A3o_greco-budista_.28s.C3.A9culo_II_a.C._-_s.C3.A9culo_I_a.C..29"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Interacção greco-budista (século II a.C. - século I a.C.)" id="wxsec6"><h2 id="wx73">Interacção greco-budista (século II a.C. - século I a.C.)</h2>

<p id="wx74">Nas regiões a ocidente do subcontinente indiano existiam reinos gregos na Báctria (norte do <a href="/wpt/Afeganist%C3%A3o" title="Afeganistão" wx:linktype="known" wx:pagename="Afeganistão" wx:page_id="253" id="wx75">Afeganistão</a>) desde o tempo da conquista de <a href="/wpt/Alexandre_Magno" title="Alexandre Magno" wx:linktype="known" wx:pagename="Alexandre_Magno" wx:page_id="17718" id="wx76">Alexandre Magno</a> em 326 a.C.. Cronologicamente surgiria primeiro o reino dos Selêucidas e mais tarde o reino greco-bactriano (a partir de 250 a.C.).</p>

<p id="wx77">O rei greco-bactriano Demétrio I invadiu a Índia até <a href="/wpt/Pataliputra" title="Pataliputra" wx:linktype="known" wx:pagename="Pataliputra" wx:page_id="1332331" id="wx78">Pataliputra</a> em 180 a.C., tendo estabelecido um reino indo-greco que duraria em partes do norte da Índia até o século I a.C..</p>

<p id="wx79">O rei indo-greco Menandro I (rei entre 160-135 a.C.) teria se convertido ao budismo. As moedas deste rei apresentam a referência "Rei Salvador" em grego e por vezes desenhos da "roda do Dharma". Após a sua morte, a honra de partilhar os seus restos mortais foi disputada pelas cidades que governou, tendo sido os seus restos colocados em stupas. Os sucessores de Menandro inscreveram a fórmula "Seguidor do Dharma" em várias moedas e retrataram-se realizando a <a href="/wpt/Mudra" title="Mudra" wx:linktype="known" wx:pagename="Mudra" wx:page_id="76568" id="wx80">mudra</a> vitarka.</p>

<p id="wx81">A interacção entre a cultura helenística e budista pode ter tido alguma influência sobre a evolução do Mahayana, pois esta tradição apresenta uma perspectiva filosófica e um tratamento do Buda como um deus que faz lembrar os deuses gregos. É também por esta altura que surgem as primeiras representações <a href="/wpt/Antropomorfismo" title="Antropomorfismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Antropomorfismo" wx:page_id="45902" id="wx82">antropomórficas</a> de Buda.</p>

<a id="A_ascens.C3.A3o_do_budismo_Mahayana" name="A_ascens.C3.A3o_do_budismo_Mahayana"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="A ascensão do budismo Mahayana" id="wxsec7"><h2 id="wx83">A ascensão do budismo Mahayana</h2>

<p id="wx84">A ascensão do budismo Mahayana a partir do século I a.C. está relacionada com as complexas mudanças políticas ocorridas no noroeste da Índia. Os reinos indo-grecos foram gradualmente aniquilados e a culturas destes absorvida pelos Citas e mais tarde pelos Yuezhi, fundadores do Império Kushana (12 a.C.).</p>

<p id="wx85">Os Kushanas apoiaram o budismo e um quarto concílio budista seria mesmo convocado pelo imperador <a href="/wpt/Kanishka" class="new" title="Kanishka" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Kanishka" id="wx86">Kanishka</a> por volta do ano 100 a.C. em Jalandhar ou em <a href="/wpt/Caxemira" title="Caxemira" wx:linktype="known" wx:pagename="Caxemira" wx:page_id="86264" id="wx87">Caxemira</a>. Esta concílio está associado à emergência do budismo Mahayana e à separação deste da tradição Theravada, que não reconhece a validade do concílio, o qual denomina como "concílio dos monges heréticos".</p>

<p id="wx88">Kanishka teria juntado quinhentos monges em Caxemira, liderados por Vasumitra, para editar o <a href="/wpt/Tripitaka" title="Tripitaka" wx:linktype="known" wx:pagename="Tripitaka" wx:page_id="107408" id="wx89">Tripitaka</a>.</p>

<p id="wx90">Esta nova forma de budismo caracterizava-se por tratar o Buda quase como um deus e pela ideia de que todos os seres possuem uma natureza de Buda.</p>

<a id="A_expans.C3.A3o_do_budismo_Mahayana_.28s.C3.A9culo_I_-_s.C3.A9culo_X.29" name="A_expans.C3.A3o_do_budismo_Mahayana_.28s.C3.A9culo_I_-_s.C3.A9culo_X.29"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="A expansão do budismo Mahayana (século I - século X)" id="wxsec8"><h2 id="wx91">A expansão do budismo Mahayana (século I - século X)</h2>

<p id="wx92">A partir de então e no período de alguns séculos, o budismo Mahayana floresceu e espalhou-se a este, da Índia ao sudeste asiático e em direcção à <a href="/wpt/%C3%81sia_Central" title="Ásia Central" wx:linktype="known" wx:pagename="Ásia_Central" wx:page_id="60908" id="wx93">Ásia Central</a>, <a href="/wpt/China" title="China" wx:linktype="known" wx:pagename="China" wx:page_id="4745" id="wx94">China</a>, <a href="/wpt/Coreia" title="Coreia" wx:linktype="known" wx:pagename="Coreia" wx:page_id="7922" id="wx95">Coreia</a> e <a href="/wpt/Jap%C3%A3o" title="Japão" wx:linktype="known" wx:pagename="Japão" wx:page_id="1094" id="wx96">Japão</a> (em 538).</p>

<a id="_.C3.8Dndia" name=".C3.8Dndia"/>
<wx:section level="3" title="Índia" id="wxsec18"><h3 id="wx97">Índia</h3>

<p id="wx98">Após o fim do Império dos Kushanas, o budismo floresceria na Índia durante a dinastia dos Guptas (séculos IV-VI). Vários centros do saber Mayahana seriam criados, como <a href="/wpt/Nalanda" title="Nalanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Nalanda" wx:page_id="602118" id="wx99">Nalanda</a> no nordeste da Índia, que se tornaria umas das universidades budistas mais importantes durante vários séculos, com mestres conhecidos como <a href="/wpt/Nagarjuna" title="Nagarjuna" wx:linktype="known" wx:pagename="Nagarjuna" wx:page_id="587963" id="wx100">Nagarjuna</a>. O estilo gupta de arte budista tornou-se influente à medida que a religião se difundiu do sudeste asiático à China.</p>

<p id="wx101">No <a href="/wpt/S%C3%A9culo_VII" title="Século VII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_VII" wx:page_id="11187" id="wx102">século VII</a> o budismo indiano começou a entrar em decadência em consequência das invasões dos <a href="/wpt/Hunos_Brancos" class="new" title="Hunos Brancos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hunos_Brancos" id="wx103">Hunos Brancos</a> e do <a href="/wpt/Isl%C3%A3o" title="Islão" wx:linktype="known" wx:pagename="Islão" wx:page_id="3553" id="wx104">Islão</a>. No entanto, teria um renascimento durante a época do império Pala, entre os séculos VIII e XII.</p>

<p id="wx105">Um dos acontecimentos mais marcantes na decadência do budismo indiano ocorreu em <a href="/wpt/1193" title="1193" wx:linktype="known" wx:pagename="1193" wx:page_id="27936" id="wx106">1193</a> com a destruição de Nalanda por povos túrquicos islâmicos liderados por <a href="/wpt/Muhammad_Khilji" class="new" title="Muhammad Khilji" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Muhammad_Khilji" id="wx107">Muhammad Khilji</a>. No final do século XII, após a conquista islâmica do baluarte budista de Bihar, os budistas deixaram de ser uma presença significativa na Índia. Para o desaparecimento do budismo também contribuiu o revivalismo hindu expresso através da escola <a href="/wpt/Advaita_Vedanta" title="Advaita Vedanta" wx:linktype="known" wx:pagename="Advaita_Vedanta" wx:page_id="1360804" id="wx108">Advaita Vedanta</a> e no movimento Bhakti.</p>

<p id="wx109">Apesar de ter nascido na Índia, o budismo é hoje praticado em pontos isolados do país.</p>

<a id="Centro_e_Norte_da_.C3.81sia" name="Centro_e_Norte_da_.C3.81sia"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Centro e Norte da Ásia" id="wxsec19"><h3 id="wx110">Centro e Norte da Ásia</h3>

<a id="_.C3.81sia_Central" name=".C3.81sia_Central"/>
<wx:section level="4" title="Ásia Central" id="wxsec20"><h4 id="wx111">Ásia Central</h4>

<p id="wx112">A Ásia Central esteve sob influência do budismo provavelmente deste o tempo do Buda. Segundo uma lenda preservada em <a href="/wpt/Pali" title="Pali" wx:linktype="known" wx:pagename="Pali" wx:page_id="1523707" id="wx113">pali</a> (a língua da tradição <a href="/wpt/Theravada" title="Theravada" wx:linktype="known" wx:pagename="Theravada" wx:page_id="1680687" id="wx114">Theravada</a>) dois irmãos mercadores da Báctria, Tapassu e Bhallika, visitaram o Buda e tornaram-se seus discípulos. Quando regressaram à Báctria construiram templos dedicados ao Buda.</p>

<p id="wx115">A Ásia Central era já há muito tempo o ponto de encontro entre o mundo chinês, indiano e persa. Durante o século II a.C., a expansão da <a href="/wpt/Dinastia_Han" title="Dinastia Han" wx:linktype="known" wx:pagename="Dinastia_Han" wx:page_id="11348" id="wx116">Dinastia Han</a> para ocidente fez com que entrassem em contacto com as civilizações helenísticas da Ásia. Depois disso, a expansão do budismo para o norte levou à formação de comunidades e de reinos nos <a href="/wpt/O%C3%A1sis" title="Oásis" wx:linktype="known" wx:pagename="Oásis" wx:page_id="46014" id="wx117">oásis</a> da Ásia Central. Algumas cidades da <a href="/wpt/Rota_da_Seda" title="Rota da Seda" wx:linktype="known" wx:pagename="Rota_da_Seda" wx:page_id="159925" id="wx118">Rota da Seda</a> era compostas praticamente por stupas e mosteiros budistas, sendo provável que um dos seus objectivos seria acolher os viajantes entre este e ocidente.</p>

<p id="wx119">O budismo na Ásia Central entrou em declínio com a expansão do islão no século VII. Os muçulmanos não consideraram os budistas como "Povos do Livro" e consequentemente não os toleraram.</p>

<a id="Bacia_de_Tarim" name="Bacia_de_Tarim"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Bacia de Tarim" id="wxsec21"><h4 id="wx120">Bacia de Tarim</h4>

<p id="wx121">A região oriental da Ásia Central (<a href="/wpt/Xinjiang" title="Xinjiang" wx:linktype="known" wx:pagename="Xinjiang" wx:page_id="35820" id="wx122">Xinjiang</a>, Bacia de Tarim) tem revelado ricas obras de arte budista (pinturas murais, esculturas, objectos rituais...), que mostram influências helenísticas e indianas.</p>

<p id="wx123">A Ásia Central parece ter desempenhado um importante papel na difusão do budismo para o oriente. Os primeiros tradutores das escrituras budistas para o chinês eram naturais da Ásia Central (da <a href="/wpt/P%C3%A1rtia" title="Pártia" wx:linktype="known" wx:pagename="Pártia" wx:page_id="269827" id="wx124">Pártia</a>, <a href="/wpt/Sogdiana" title="Sogdiana" wx:linktype="known" wx:pagename="Sogdiana" wx:page_id="291309" id="wx125">Sogdiana</a> ou de Kushan). Os monges budistas da Ásia Central e do Extremo Oriente parece terem estabelecido contactos culturais significativos, como mostram os frescos da Bacia de Tarim.</p>

<a id="China" name="China"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="China" id="wxsec22"><h4 id="wx126">China</h4>

<p id="wx127">É provável que o budismo tenha chegado à <a href="/wpt/China" title="China" wx:linktype="known" wx:pagename="China" wx:page_id="4745" id="wx128">China</a> por volta do século I d.C., vindo da Ásia Central (algumas tradições falam também de um monge budista que teria visitado o país no tempo de Asoka).</p>

<p id="wx129">A introdução oficial do país à religião data de 67 d.C. com a chegada de dos monges Moton e Chufarlan. Em 68, sob patrocínio imperial, eles estabeleceram o Templo do Cavalo Branco, que ainda existe hoje em dia, perto da capital imperial <a href="/wpt/Luoyang" title="Luoyang" wx:linktype="known" wx:pagename="Luoyang" wx:page_id="29632" id="wx130">Luoyang</a>. No final do século II, uma próspera comunidade budista existia em Pengcheng (actualmente <a href="/wpt/Xuzhou" title="Xuzhou" wx:linktype="known" wx:pagename="Xuzhou" wx:page_id="29213" id="wx131">Xuzhou</a>).</p>

<p id="wx132">Os primeiros textos conhecidos do budismo Mahayana são traduções em chinês realizadas pelo monge Lokaksema em Luoyang, entre os anos de 178 e 189 d.C.. Os objectos mais antigos que se conhecem relacionados com o budismo na China são "árvores de dinheiro", datadas de cerca de 200 d.C., reflectindo o estilo de Gandhara.</p>

<p id="wx133">O budismo na China floresceu no início da <a href="/wpt/Dinastia_Tang" title="Dinastia Tang" wx:linktype="known" wx:pagename="Dinastia_Tang" wx:page_id="133989" id="wx134">dinastia Tang</a>. Esta dinastia caracterizou-se de início por uma forte abertura em relação a contactos com o estrangeiro, tendo se verificado entre os séculos IV e XI várias viagens de monges budistas chineses à Índia. A capital da dinastia, <a href="/wpt/Changan" title="Changan" wx:linktype="known" wx:pagename="Changan" wx:page_id="341059" id="wx135">Changan</a> (actualmente <a href="/wpt/Xian" title="Xian" wx:linktype="known" wx:pagename="Xian" wx:page_id="25926" id="wx136">Xian</a>) tornou-se um importante centro de pensamento budista. A partir dali o budismo chegaria à Coreia.</p>

<p id="wx137">No entanto, no fim da dinastia Tang, as influências exteriores passaram ser mal encaradas. Em 845 o imperador Wuzong proibiu todas as religiões "estrangeiras" (cristianismo nestoriano, <a href="/wpt/Zoroastrismo" title="Zoroastrismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Zoroastrismo" wx:page_id="13841" id="wx138">zoroastrismo</a> e budismo), com o objectivo de apoiar o <a href="/wpt/Tao%C3%ADsmo" title="Taoísmo" wx:linktype="known" wx:pagename="Taoísmo" wx:page_id="3538" id="wx139">taoísmo</a>. Ao longo do território o imperador mandou confiscar os bens budistas e destruir templos e mosteiros.</p>

<p id="wx140">Apesa disso, o budismo Chan e o budismo Terra Pura prosperaram durante alguns séculos. O budismo Chan foi bastante importante durante a era da <a href="/wpt/Dinastia_Sung" title="Dinastia Sung" wx:linktype="known" wx:pagename="Dinastia_Sung" wx:page_id="68244" id="wx141">dinastia Sung</a>, tendo os seus mosteiros funcionado como grandes centros do saber.</p>

<p id="wx142">Hoje em dia a China possui uma das mais importantes colecções de arte budista do mundo.</p>

<a id="Coreia" name="Coreia"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Coreia" id="wxsec23"><h4 id="wx143">Coreia</h4>

<p id="wx144">O budismo chegou à <a href="/wpt/Coreia" title="Coreia" wx:linktype="known" wx:pagename="Coreia" wx:page_id="7922" id="wx145">Coreia</a> em <a href="/wpt/372" title="372" wx:linktype="known" wx:pagename="372" wx:page_id="27076" id="wx146">372</a> d.C., quando embaixadores chineses visitaram o reino de <a href="/wpt/Koguryo" title="Koguryo" wx:linktype="known" wx:pagename="Koguryo" wx:page_id="12247" id="wx147">Koguryo</a>, trazendo consigo textos e esculturas. O budismo viria a florescer na Coreia, em particular na sua forma Seon (<a href="/wpt/Zen" title="Zen" wx:linktype="known" wx:pagename="Zen" wx:page_id="3608" id="wx148">Zen</a>) a partir do século VII. A partir do século XIV, com o início da dinastia confucionista Yi o budismo seria discriminado e praticamente erradicado, com excepção do movimento Seon.</p>

<a id="Jap.C3.A3o" name="Jap.C3.A3o"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Japão" id="wxsec24"><h4 id="wx149">Japão</h4>

<p id="wx150">O <a href="/wpt/Jap%C3%A3o" title="Japão" wx:linktype="known" wx:pagename="Japão" wx:page_id="1094" id="wx151">Japão</a> tomou contacto com o budismo no século VI, quando monges coreanos viajaram até às ilhas levando consigo escrituras e obras de arte. No século seguinte o estado japonês adoptaria o budismo como religião oficial.</p>

<p id="wx152">O facto de estar situado no fim da <a href="/wpt/Rota_da_Seda" title="Rota da Seda" wx:linktype="known" wx:pagename="Rota_da_Seda" wx:page_id="159925" id="wx153">Rota da Seda</a> faria com que o Japão preservasse muitos aspectos do budismo numa época em que este começava a desaparecer na Índia, Ásia Central e China.</p>

<p id="wx154">A partir de <a href="/wpt/710" title="710" wx:linktype="known" wx:pagename="710" wx:page_id="27482" id="wx155">710</a> vários templos e mosteiros seriam construídos em <a href="/wpt/Nara_%28cidade%29" title="Nara (cidade)" wx:linktype="known" wx:pagename="Nara_(cidade)" wx:page_id="124956" id="wx156">Nara</a>, entre os quais o <a href="/wpt/Pagode_%28templo%29" title="Pagode (templo)" wx:linktype="known" wx:pagename="Pagode_(templo)" wx:page_id="94788" id="wx157">pagode</a> de cinco andares ou o templo de Kōfuku-ji. Sob patrocínio real seriam realizadas inúmeras estátuas e pinturas. A criação de uma arte budista japonesa ocorreria durante os períodos Nara, Heian e Kamakura.</p>

<a id="Sudeste_asi.C3.A1tico" name="Sudeste_asi.C3.A1tico"/>
</wx:section></wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Sudeste asiático" id="wxsec9"><h2 id="wx158">Sudeste asiático</h2>

<p id="wx159">Durante o século I d.C., o comércio na parte terrestre da Rota da Seda tendeu a restringir-se devido à ascensão no Médio Oriente da <a href="/wpt/P%C3%A1rtia" title="Pártia" wx:linktype="known" wx:pagename="Pártia" wx:page_id="269827" id="wx160">Pártia</a>, um inimigo de Roma. Ao mesmo tempo, entre os Romanos crescia a procura por produtos de luxo de origem asiática. Esta procura reaviveu os contactos por mar entre o <a href="/wpt/Mediterr%C3%A2neo" title="Mediterrâneo" wx:linktype="known" wx:pagename="Mediterrâneo" wx:page_id="15645" id="wx161">Mediterrâneo</a> e a China, funcionando a Índia como intermediária. A partir desta altura, graças aos contactos comerciais e até mesmo intervenções políticas, a Índia passaria a influenciar o sudeste asiático. Rotas comerciais uniam a Índia com a Birmânia, com o sul e o centro de Sião e com a sul do Camboja e do Vietname.</p>

<p id="wx162">Durante mais de mil anos a influência cultural da Índia foi um factor de unidade cultural entre os países da região. As línguas <a href="/wpt/Pali" title="Pali" wx:linktype="known" wx:pagename="Pali" wx:page_id="1523707" id="wx163">pali</a> e sânscrita, o budismo Theravada e Mahayana, o bramanismo e o hinduísmo foram transmitidos à região através de contacto directo e de textos literários como o <a href="/wpt/Ramayana" title="Ramayana" wx:linktype="known" wx:pagename="Ramayana" wx:page_id="863054" id="wx164">Ramayana</a> e o <a href="/wpt/Mahabharata" title="Mahabharata" wx:linktype="known" wx:pagename="Mahabharata" wx:page_id="46900" id="wx165">Mahabharata</a>.</p>

<p id="wx166">Entre o século V e o século XIII, o Sudeste asiático conheceu impérios poderosos e tornou-se bastante activo nas tradições artísticas e arquitectónicas budistas. Dado que a influência vinha por via marítima a partir da Índia estes países acabariam por adoptar a tradição Mahayana.</p>

<a id="Imp.C3.A9rio_Srivijaya" name="Imp.C3.A9rio_Srivijaya"/>
<wx:section level="4" title="Império Srivijaya" id="wxsec25"><h4 id="wx167">Império Srivijaya</h4>

<p id="wx168">O império marítimo Srivijaya, centrado em <a href="/wpt/Palembang" title="Palembang" wx:linktype="known" wx:pagename="Palembang" wx:page_id="1580683" id="wx169">Palembang</a> na ilha de <a href="/wpt/Sumatra" title="Sumatra" wx:linktype="known" wx:pagename="Sumatra" wx:page_id="1609600" id="wx170">Sumatra</a>, Indonésia, adoptou o budismo nas suas formas Mahayana e Vajrayana por ordem dos soberanos <a href="/wpt/Sailendra" class="new" title="Sailendra" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Sailendra" id="wx171">Sailendra</a>.</p>

<p id="wx172">Este império difundiu a arte budista durante a sua expansão no sudeste asiático. As várias estátuas de <a href="/wpt/Bodhisattva" title="Bodhisattva" wx:linktype="known" wx:pagename="Bodhisattva" wx:page_id="1675501" id="wx173">Bodhisattvas</a> que se encontram por toda a região datadas deste período caracterizam-se por um grande refinamento e sofisticação técnica. Um importante legado deste período é o templo budista de <a href="/wpt/Borobodur" title="Borobodur" wx:linktype="known" wx:pagename="Borobodur" wx:page_id="47772" id="wx174">Borobodur</a>, em <a href="/wpt/Java" title="Java" wx:linktype="known" wx:pagename="Java" wx:page_id="29724" id="wx175">Java</a>, a maior estrutura deste tipo do mundo, cuja construção iniciou-se em <a href="/wpt/780" title="780" wx:linktype="known" wx:pagename="780" wx:page_id="27576" id="wx176">780</a>.</p>

<a id="Imp.C3.A9rio_Khmer_.28s.C3.A9culos_IX-XIII.29" name="Imp.C3.A9rio_Khmer_.28s.C3.A9culos_IX-XIII.29"/>
</wx:section><wx:section level="4" title="Império Khmer (séculos IX-XIII)" id="wxsec26"><h4 id="wx177">Império Khmer (séculos IX-XIII)</h4>

<p id="wx178">Entre os séculos IX e XIII o império Khmer, de religião budista Mahayana e hindu, dominou a maior parte da península do sudeste asiático. Sob o domínio Khmer, mais de novecentos templos budistas foram construídos no <a href="/wpt/Camboja" title="Camboja" wx:linktype="known" wx:pagename="Camboja" wx:page_id="3955" id="wx179">Camboja</a> e na <a href="/wpt/Tail%C3%A2ndia" title="Tailândia" wx:linktype="known" wx:pagename="Tailândia" wx:page_id="3956" id="wx180">Tailândia</a>. <a href="/wpt/Angkor" title="Angkor" wx:linktype="known" wx:pagename="Angkor" wx:page_id="333470" id="wx181">Angkor</a> foi o centro deste desenvolvimento, com um complexo de templos e organização urbana capaz de suster um milhão de habitantes. Um dos reis Khmer mais importantes, <a href="/wpt/Jayavarman_VII" class="new" title="Jayavarman VII" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Jayavarman_VII" id="wx182">Jayavarman VII</a>, construiu grandes estruturas budistas em Bayon e Angkor Thom.</p>

<p id="wx183">Na sequência da destruição do budismo Mahayana na Índia no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XI" title="Século XI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XI" wx:page_id="9782" id="wx184">século XI</a>, o budismo Mahayana entrou em declínio no sudeste asiático, sendo substituído pelo budismo Theravada difundido a partir do Sri Lanka.</p>

<a id="Emerg.C3.AAncia_do_budismo_Vajrayana_.28s.C3.A9culo_V.29" name="Emerg.C3.AAncia_do_budismo_Vajrayana_.28s.C3.A9culo_V.29"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Emergência do budismo Vajrayana (século V)" id="wxsec10"><h2 id="wx185">Emergência do budismo Vajrayana (século V)</h2>

<p id="wx186">O budismo Vajrayana, também conhecido como budismo tântrico, surgiu em primeiro lugar no este da Índia entre os séculos V e VII d.C.. É por vezes visto como uma escola do Mahayana ou chamado como "terceiro veículo" do budismo. O Vajrayana é uma extensão do budismo Mahayana no sentido em que não oferece novas perspectivas filosóficas; em vez disso, introduz novas técnicas (upaya ou "métodos eficazes"), entre as quais se incluem o recurso às vizualições e às práticas de ioga. Muitas das práticas do budismo tântrico derivam também do <a href="/wpt/Bramanismo" title="Bramanismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Bramanismo" wx:page_id="46898" id="wx187">bramanismo</a>.</p>

<p id="wx188">Os primeiros praticantes do budismo Vajrayana eram homens que viviam nas florestas à margem da sociedade (mahasiddas), mas por volta do século IX o Vajrayana já se tinha introduzido em centros da tradição Mahayana. À semelhança do que sucedeu com os outros budismos da Índia, o Vajrayana entrou em decadência com as invasões islâmicas do século XII. Esta forma de budismo existe ainda hoje no <a href="/wpt/Tibete" title="Tibete" wx:linktype="known" wx:pagename="Tibete" wx:page_id="6913" id="wx189">Tibete</a>, onde foi introduzido no século VII.</p>

<a id="O_renascimento_do_budismo_Theravada" name="O_renascimento_do_budismo_Theravada"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="O renascimento do budismo Theravada" id="wxsec11"><h2 id="wx190">O renascimento do budismo Theravada</h2>

<p id="wx191">A partir do século XI, a destruição do budismo no subcontinente indiano, provocada pelas invasões islâmicas, levou ao declínio da tradição Mahayana no sudeste asiático. Uma vez que as rotas continentais pela Índia estavam comprometidas, desenvolveram-se novas rotas marítimas entre o Médio Oriente e a China que passavam pelo Sri Lanka. Em consequência, o budismo Theravada acabaria por se difundir pela Ásia.</p>

<p id="wx192">O rei Anawrahta, fundador do império birmanês, adoptou o budismo Theravada como religião oficial. Este facto geraria a construção de milhares de templos budistas na capital, Pagan, entre os séculos XI e XIII. Cerca de dois mil deles ainda permanecem de pé. O poder dos Birmaneses decaiu com a ascensão dos Thai e com a tomada da capital pelos Mongóis em 1287; apesar disso, o budismo Theravada continua a ser a principal religião na Birmânia até hoje.</p>

<p id="wx193">O budismo Theravada foi também adoptado pelo recém-formando reino tailandês de Sukhothai por volta de <a href="/wpt/1260" title="1260" wx:linktype="known" wx:pagename="1260" wx:page_id="27994" id="wx194">1260</a>. Durante o período Ayutthaya (séculos XIV-XVIII) o budismo seria reforçado como religião, tornando-se parte integrante da sociedade tailandesa.</p>

<p id="wx195">Na áreas continentais a tradição Theravada continuou a sua expansão para a <a href="/wpt/Laos" title="Laos" wx:linktype="known" wx:pagename="Laos" wx:page_id="3933" id="wx196">Laos</a> e o <a href="/wpt/Camboja" title="Camboja" wx:linktype="known" wx:pagename="Camboja" wx:page_id="3955" id="wx197">Camboja</a> no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIII" title="Século XIII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIII" wx:page_id="10586" id="wx198">século XIII</a>. No entanto, a partir do século XIV, nas regiões costeiras e nas ilhas do sudeste asiático cresceu a influência do islão, que se expandiu para a <a href="/wpt/Mal%C3%A1sia" title="Malásia" wx:linktype="known" wx:pagename="Malásia" wx:page_id="4016" id="wx199">Malásia</a>, <a href="/wpt/Indon%C3%A9sia" title="Indonésia" wx:linktype="known" wx:pagename="Indonésia" wx:page_id="4018" id="wx200">Indonésia</a> e na maior parte das ilhas até às <a href="/wpt/Filipinas" title="Filipinas" wx:linktype="known" wx:pagename="Filipinas" wx:page_id="3954" id="wx201">Filipinas</a>.</p>

<p id="wx202">Contudo, desde os anos sessenta o budismo tem conhecido um renascimento na Indonésia, que se deve em parte às políticas de Suharto que recomendavam aos indonésios a adopção de uma das cinco religiões tradicionalmente praticadas na Indonésia: islão, protestantismo, catolicismo, hinduismo ou budismo. Hoje em dia estima-se que existam cerca de dez milhões de budistas na Indonésia, sendo grande parte deles de ascendência chinesa.</p>

<a id="Expans.C3.A3o_do_budismo_no_Ocidente" name="Expans.C3.A3o_do_budismo_no_Ocidente"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Expansão do budismo no Ocidente" id="wxsec12"><h2 id="wx203">Expansão do budismo no Ocidente</h2>

<p id="wx204">Após os encontros entre o budismo e o <a href="/wpt/Ocidente" title="Ocidente" wx:linktype="known" wx:pagename="Ocidente" wx:page_id="12398" id="wx205">Ocidente</a> representados na arte greco-budista, um conjunto de informações e lendas sobre o budismo chegaram ao Ocidente de maneira esporádica. Durante o século VIII as histórias Jataka budistas foram traduzidas para o <a href="/wpt/Sir%C3%ADaco" title="Siríaco" wx:linktype="known" wx:pagename="Siríaco" wx:page_id="392123" id="wx206">siríaco</a> e o <a href="/wpt/L%C3%ADngua_%C3%A1rabe" title="Língua árabe" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_árabe" wx:page_id="12130" id="wx207">árabe</a> como Kaligag e Damnag. Uma biografia do Buda foi traduzida para o grego por <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_de_Damasco" title="João de Damasco" wx:linktype="known" wx:pagename="João_de_Damasco" wx:page_id="353483" id="wx208">João de Damasco</a>, acreditando-se que tenha circulado entre os cristãos como a história de Josafat e Baarlam. No século XIV, Josafat seria declarado <a href="/wpt/Santo" title="Santo" wx:linktype="known" wx:pagename="Santo" wx:page_id="1747" id="wx209">santo</a> pela <a href="/wpt/Igreja_Cat%C3%B3lica_Romana" title="Igreja Católica Romana" wx:linktype="known" wx:pagename="Igreja_Católica_Romana" wx:page_id="544820" id="wx210">Igreja Católica Romana</a>.</p>

<p id="wx211">O próximo contacto directo entre o budismo e o Ocidente aconteceu na <a href="/wpt/Idade_M%C3%A9dia" title="Idade Média" wx:linktype="known" wx:pagename="Idade_Média" wx:page_id="1042" id="wx212">Idade Média</a> quando o monge franciscano Guillaume de Rubrouck foi enviado como embaixador à corte mongol de Mongke pelo rei <a href="/wpt/Lu%C3%ADs_IX_de_Fran%C3%A7a" title="Luís IX de França" wx:linktype="known" wx:pagename="Luís_IX_de_França" wx:page_id="43768" id="wx213">Luís IX de França</a>. O encontro aconteceu em Cailac (actualmente no <a href="/wpt/Cazaquist%C3%A3o" title="Cazaquistão" wx:linktype="known" wx:pagename="Cazaquistão" wx:page_id="3907" id="wx214">Cazaquistão</a>), tendo o monge julgado que os budistas seriam cristãos perdidos.</p>

<p id="wx215">O budismo começou a despertar um interesse no público ocidental no século XX, após o fracasso de projectos políticos como o <a href="/wpt/Marxismo" title="Marxismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Marxismo" wx:page_id="7184" id="wx216">marxismo</a>. Nos anos setenta um interesse pela realização pessoal substituiu a importância dos projectos políticos que visavam mudar a sociedade. Neste contexto o budismo tem experimentado uma forte poder de atracção devido, entre outros factores, à falta de deidade e a uma certa centralidade da experiência individual.</p>

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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Hist%C3%B3ria_do_budismo" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx219">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx220"><a href="/wpt/Categoria:Budismo" title="Categoria:Budismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Budismo" wx:page_id="15056" id="wx221">Budismo</a></span></div>
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