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<title>Omolokô</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Omolokô" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Omolokô</h1>

<p id="wx2">O nome <b id="wx3">Omolokô</b> é utilizado para definir uma organização religiosa originária do <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx4">Rio de Janeiro</a> com práticas rituais e de culto aos <a href="/wpt/Orix%C3%A1" title="Orixá" wx:linktype="known" wx:pagename="Orixá" wx:page_id="269615" id="wx5">Orixás</a>, aos <a href="/wpt/Caboclo_na_Umbanda" title="Caboclo na Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Caboclo_na_Umbanda" wx:page_id="858238" id="wx6">Caboclos</a> e aos <a href="/wpt/Preto-velho" title="Preto-velho" wx:linktype="known" wx:pagename="Preto-velho" wx:page_id="835948" id="wx7">Pretos-velhos</a>.</p>

<p id="wx8">O culto Omolokô é apontado por especialistas como um dos pilares da formação da <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx9">Umbanda</a> ao lado do <a href="/wpt/Candombl%C3%A9_de_Caboclo" title="Candomblé de Caboclo" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé_de_Caboclo" wx:page_id="14753" id="wx10">Candomblé de Caboclo</a>, do <a href="/wpt/Cabula" title="Cabula" wx:linktype="known" wx:pagename="Cabula" wx:page_id="902798" id="wx11">Cabula</a> e do próprio <a href="/wpt/Candombl%C3%A9" title="Candomblé" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé" wx:page_id="4709" id="wx12">Candomblé</a>. Teria surgido, segundo <a href="/wpt/Tancredo_da_Silva_Pinto" title="Tancredo da Silva Pinto" wx:linktype="known" wx:pagename="Tancredo_da_Silva_Pinto" wx:page_id="961282" id="wx13">Tancredo da Silva Pinto</a> entre o povo africano Lunda-Quiôco. É chamado erroneamente de <i id="wx14">Umbanda Omolokô</i>, pois se difere desta por ter características de <a href="/wpt/Candombl%C3%A9" title="Candomblé" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé" wx:page_id="4709" id="wx15">Candomblé</a>, tais como matanças, vestimentas, camarinhas, misturadas às de Umbanda como o cultivo a <a href="/wpt/Caboclo_na_Umbanda" title="Caboclo na Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Caboclo_na_Umbanda" wx:page_id="858238" id="wx16">Caboclos</a>, <a href="/wpt/Preto-velho" title="Preto-velho" wx:linktype="known" wx:pagename="Preto-velho" wx:page_id="835948" id="wx17">Pretos-velhos</a>, <a href="/wpt/Exu_de_Umbanda" title="Exu de Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Exu_de_Umbanda" wx:page_id="790913" id="wx18">Exus e Pombagiras</a>.</p>

<p id="wx19">O Omolokô possui ritualística própria, portanto não se pode caracterizar qualquer Umbanda africanizada como tal. Seu representante mais expressivo é o tatá <a href="/wpt/Tancredo_da_Silva_Pinto" title="Tancredo da Silva Pinto" wx:linktype="known" wx:pagename="Tancredo_da_Silva_Pinto" wx:page_id="961282" id="wx20">Tancredo da Silva Pinto</a>, já falecido, estafeta dos correios, morador do morro São Carlos, que foi um dos maiores estudiosos e iniciados da matéria. Segundo ele, no livro Culto Omolokô: Os Filhos de Terreiro, Omolokô é uma palavra <a href="/wpt/Yorub%C3%A1" title="Yorubá" wx:linktype="known" wx:pagename="Yorubá" wx:page_id="124047" id="wx21">yorubá</a>, que significa: Omo - filho e Okô - fazenda, zona rural onde esse culto, por causa da repressão policial que havia naquela época, os rituais eram realizados na mata ou em lugar de difícil acesso dentro das fazendas dos donos de escravos. Há diversos rituais na formação do iniciado, diferentemente do que ocorre na <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx22">Umbanda</a>, mal comparada a este culto. A primeira obrigação é o <a href="/wpt/Eb%C3%B3" title="Ebó" wx:linktype="known" wx:pagename="Ebó" wx:page_id="836863" id="wx23">ebó</a>, uma limpeza material e espiritual. A segunda é a confirmação de batismo, a terceira a catulação, a quarta o cruzamento, a quinta o oborí, a sexta se chama sete linhas e a sétima e última é a camarinha quando o iniciado finalmente receberá o título de babalorixá. O Omolokô mais se aproxima do <a href="/wpt/Candombl%C3%A9_de_Caboclo" title="Candomblé de Caboclo" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé_de_Caboclo" wx:page_id="14753" id="wx24">Candomblé de Caboclo</a>, sendo considerado por muitos estudiosos como uma nação, embora também cultue entidades de Umbanda, o que o aproxima desta. Os orixás cultuados são todos os cultuados do Candomblé o que o faz diferir também por isso da Umbanda que os cultua em número menor.</p>

<p id="wx25">Segundo <a href="/wpt/Tancredo_da_Silva_Pinto" title="Tancredo da Silva Pinto" wx:linktype="known" wx:pagename="Tancredo_da_Silva_Pinto" wx:page_id="961282" id="wx26">Tancredo da Silva Pinto</a>, Tatá Ti Inkice (pai de santo de Angola), em seu livro Culto Omolokô - Os Filhos de Terreiro - "Omolokô é uma palavra <a href="/wpt/Yorub%C3%A1" title="Yorubá" wx:linktype="known" wx:pagename="Yorubá" wx:page_id="124047" id="wx27">yorubá</a>, que significa: Omo - filho e Oko - fazenda, zona rural onde esse culto, por causa da repressão policial que havia naquela época, os rituais eram realizados na mata ou em lugar de difícil acesso dentro das fazendas dos donos de escravos. Talvez por causa disso hoje temos as denominações de “terreiro e roça” para os lugares onde os cultos <a href="/wpt/Afro-brasileiro" title="Afro-brasileiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Afro-brasileiro" wx:page_id="9199" id="wx28">afro-brasileiros</a> são realizados. Nesse culto os orixás possuem nomes yoruba (Nagô), até seus Oriki (tudo aquilo que se relaciona ao Orixá) e seu Orukó (nome) são trazidos através do <a href="/wpt/Jogo_de_b%C3%BAzios" title="Jogo de búzios" wx:linktype="known" wx:pagename="Jogo_de_búzios" wx:page_id="7432" id="wx29">jogo de búzios</a> ou <a href="/wpt/If%C3%A1" title="Ifá" wx:linktype="known" wx:pagename="Ifá" wx:page_id="7435" id="wx30">Ifá</a>. Seus assentamentos parecem-se com os do <a href="/wpt/Candombl%C3%A9_de_Caboclo" title="Candomblé de Caboclo" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé_de_Caboclo" wx:page_id="14753" id="wx31">Candomblé de Caboclo</a>. Os <a href="/wpt/Exu_de_Umbanda" title="Exu de Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Exu_de_Umbanda" wx:page_id="790913" id="wx32">Exus</a> também são feitos de argila a semelhança de uma pessoa ou então simbolicamente em ferro. Podemos relacionar o significado da palavra Omolokô também ao <a href="/wpt/Orix%C3%A1_Ok%C3%B4" title="Orixá Okô" wx:linktype="known" wx:pagename="Orixá_Okô" wx:page_id="13331" id="wx33">Orixá Okô</a>, a deusa da agricultura, que era adorado nas noites de lua nova pelas mulheres agricultoras de <a href="/wpt/Inhame" title="Inhame" wx:linktype="known" wx:pagename="Inhame" wx:page_id="1033" id="wx34">inhame</a>. Antigamente, o Orixá Okô era muito cultuado no <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx35">Rio de Janeiro</a>. Esse Orixá era assentado junto com Oxóssi, o que viria dar maior consistência a origem do culto Omolokô que é fortemente influenciado por <a href="/wpt/Ox%C3%B3ssi" title="Oxóssi" wx:linktype="known" wx:pagename="Oxóssi" wx:page_id="7060" id="wx36">Oxóssi</a>".</p>

<p id="wx37"><br id="wx38"/>
</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Hist.C3.B3ria" name="Hist.C3.B3ria"/>
<wx:section level="2" title="História" id="wxsec2"><h2 id="wx39">História</h2>

<p id="wx40">Pesquisas mais recentes dão conta de que a origem do nome Omolokô pode também estar ligado ao povo Loko, que era governado pelo rei Farma, no Sertão de <a href="/wpt/Serra_Leoa" title="Serra Leoa" wx:linktype="known" wx:pagename="Serra_Leoa" wx:page_id="4754" id="wx41">Serra Leoa</a>. Ele foi o rei mais poderoso entre todos os Manes. Sua cidade chamava-se “Lokoja” e localizava-se a margem do Rio <a href="/wpt/Mitombo" class="new" title="Mitombo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mitombo" id="wx42">Mitombo</a>, afluente do rio Bênue, que por sua vez é afluente do grande rio <a href="/wpt/N%C3%ADger" title="Níger" wx:linktype="known" wx:pagename="Níger" wx:page_id="4499" id="wx43">Níger</a>. Lokoja ficava próxima do reino <a href="/wpt/Yorub%C3%A1" title="Yorubá" wx:linktype="known" wx:pagename="Yorubá" wx:page_id="124047" id="wx44">Yorubá</a>. O povo Loko também era conhecido pelos nomes de Lagos, Lândogo e Sosso. O nome “Loko” foi primeiramente registrado em <a href="/wpt/1606" title="1606" wx:linktype="known" wx:pagename="1606" wx:page_id="28259" id="wx45">1606</a>. Também há registro de desse povo com o nome de Loguro. Os Lokôs viveram até <a href="/wpt/1917" title="1917" wx:linktype="known" wx:pagename="1917" wx:page_id="13074" id="wx46">1917</a> a oriente dos Temnis de Scarcies. De acordo com pesquisas realizadas, a tribo Loko estava divida em tribos menores ao longo dos Rios Mitombo, Bênue e Níger, e no litoral de <a href="/wpt/Serra_Leoa" title="Serra Leoa" wx:linktype="known" wx:pagename="Serra_Leoa" wx:page_id="4754" id="wx47">Serra Leoa</a>. Em <a href="/wpt/1664" title="1664" wx:linktype="known" wx:pagename="1664" wx:page_id="28307" id="wx48">1664</a>, o filho do rei Farma foi batizado com o nome de D. Felipe. Evidentemente torna-se claro que o principio da sincretização afro-católica já acontecia na <a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx49">África</a> antes da vinda dos africanos ao <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx50">Brasil</a>. Acredita-se que a Tribo Loko pertencia a um grupo maior chamado Mane, e que os povos dessa tribo vindos escravizados para o <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx51">Brasil</a> formaram o que hoje conhecemos como Nação Omolokô. Os povos Mane tinham por costume usar flechas envenenadas e arcos curtos, espadas curtas e largas, azagaias, dardos e facas que traziam amarrados embaixo do braço. Para combater o veneno de suas flechas, em caso de acidente, usavam uma bolsinha com um antídoto. Avisavam os seu inimigos o dia em que iriam atacá-los através de palhas - “tantas palhas, tantos dias para o ataque”. Traziam no braço e nas pernas manilhos de ouro e prata. Também eram amigos do brancos que invadiram a <a href="/wpt/%C3%81frica" title="África" wx:linktype="known" wx:pagename="África" wx:page_id="5033" id="wx52">África</a> Negra. Adoravam assentamentos de deuses e ídolos de madeira em figura de homem e animais. Quando não venciam as guerras açoitavam os ídolos e quando as batalhas eram vencidas eles ofereciam aos deuses comidas e bebidas. Chamavam as mulheres de “cabondos” e tinham como marca a ausência dos dois dentes da frente.</p>

<p id="wx53">O Omolokô instaura-se no <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx54">Rio de Janeiro</a>, segundo estudiosos, no século XIX, compondo-se e organizando-se por completo no País, a partir do conhecimento trazido por negros vindos da África e seus descendentes; herança do período colonial, sofrendo influência de diversas vertentes religiosas da África, predominantemente o culto aos <a href="/wpt/Orix%C3%A1s" title="Orixás" wx:linktype="known" wx:pagename="Orixás" wx:page_id="36258" id="wx55">Orixás</a> e aos <a href="/wpt/Inkice" title="Inkice" wx:linktype="known" wx:pagename="Inkice" wx:page_id="7758" id="wx56">Inkices</a>, com ênfase nos Orixás e perifericamente nos Inkices, tornando particular sua forma de culto, mantendo a cosmologia de cada origem, mas interpretando-as a partir de rituais religiosos contemporâneos. Este fato o torna diferente dos candomblés tradicionais que mantém o predomínio de sua região original.</p>

<p id="wx57">No <a href="/wpt/Rio_de_Janeiro" title="Rio de Janeiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_de_Janeiro" wx:page_id="1658" id="wx58">Rio de Janeiro</a>, com a miscigenação e influência do <a href="/wpt/Espiritismo" title="Espiritismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Espiritismo" wx:page_id="819" id="wx59">Espiritismo</a> francês instaura-se um novo movimento denominado <b id="wx60">Omolokô</b>, disseminado prioritariamente por Tancredo da Silva Pinto. Mantem-se como um exemplo deste seguimento a casa-de-santo <a href="/wpt/Okobalaye" title="Okobalaye" wx:linktype="known" wx:pagename="Okobalaye" wx:page_id="277972" id="wx61">Okobalaye</a>, fundada na cidade de São Gonçalo/RJ e o <i id="wx62">Centro Espírita São Benedito</i>, Rua Vereador Maurício de Souza, 97, Engenhoca, Niterói, RJ, chefiada por Pai Matuazambi, origem Nagô.</p>

<a id="Estrutura_da_ro.C3.A7a-de-santo" name="Estrutura_da_ro.C3.A7a-de-santo"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Estrutura da roça-de-santo" id="wxsec3"><h2 id="wx63">Estrutura da roça-de-santo</h2>

<p id="wx64">A <a href="/wpt/Ro%C3%A7a-de-santo" class="new" title="Roça-de-santo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Roça-de-santo" id="wx65">roça-de-santo</a> é uma distinção utilizada, inclusive, pelos Omolokôs para denominar o local onde se concentram as comemorações e rituais aos <a href="/wpt/Orix%C3%A1s" title="Orixás" wx:linktype="known" wx:pagename="Orixás" wx:page_id="36258" id="wx66">Orixás</a>. O termo é uma referência ao período colonial em que os escravos cultuavam aos Orixás às escondidas nas roças e fazendas dos senhores de engenho.</p>

<p id="wx67">A roça-de-santo possui distintos locais que concentram <a href="/wpt/Ax%C3%A9" title="Axé" wx:linktype="known" wx:pagename="Axé" wx:page_id="13667" id="wx68">axé</a>, onde juntos, emanam energia que têm como função: proteger, encantar, equilibrar e acentuar a fé dos omorixás da roça e pousar os visitantes.</p>

<p id="wx69">A roça-de-santo é dividida em dois ambientes: <i id="wx70">O público e o sagrado.</i></p>

<a id="O_p.C3.BAblico" name="O_p.C3.BAblico"/>
<wx:section level="3" title="O público" id="wxsec6"><h3 id="wx71">O público</h3>

<ul id="wx72">
<li id="wx73">
<p id="wx74">Local onde se pode beber e fumar e onde se serve o Ajeum (refeição, comida), sendo um lugar que se é permitido maior descontração. Quintal</p>
</li>
</ul>

<a id="Significado" name="Significado"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="Significado" id="wxsec7"><h3 id="wx75">Significado</h3>

<p id="wx76">Algumas pessoas se confundem do que seja Omolokô. “Omolokô é <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx77">Umbanda</a> ou <a href="/wpt/Candombl%C3%A9" title="Candomblé" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé" wx:page_id="4709" id="wx78">Candomblé</a>? “ A resposta só poderia ser uma única: Omolokô é ambas. <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx79">Umbanda</a> porque aceita em seus rituais o culto ao Caboclo e ao Preto-Velho. <a href="/wpt/Candombl%C3%A9_de_caboclo" title="Candomblé de caboclo" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé_de_caboclo" wx:page_id="731956" id="wx80">Candomblé de caboclo</a> porque cultua os Orixás africanos com suas cantigas em Yorubá ou Angola, pois como já disse anteriormente esse ritual foi fortemente influenciado pelas duas culturas. Como pode-se ver, o ritual Omolokô não poderia ser encaixado no grupo dos <a href="/wpt/Candombl%C3%A9" title="Candomblé" wx:linktype="known" wx:pagename="Candomblé" wx:page_id="4709" id="wx81">Candomblés</a> chamados tradicionais, aqueles que cultuam somente orixás africanos, pelo motivo de que no Omolokô são cultuados os <a href="/wpt/Caboclo_na_Umbanda" title="Caboclo na Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Caboclo_na_Umbanda" wx:page_id="858238" id="wx82">Caboclos</a> e <a href="/wpt/Preto-velho" title="Preto-velho" wx:linktype="known" wx:pagename="Preto-velho" wx:page_id="835948" id="wx83">Pretos-Velhos</a>. Porém pode ser encaixado nos candomblés não-tradicionais, isto é, aqueles que cultuam orixás africanos e Caboclos e Pretos-Velhos. Também como pode-se notar, a Nação Omolokô poderia ser encaixada no grupo chamado <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx84">Umbanda</a>, uma vez que cultua-se Caboclos e Pretos-Velhos, entidades genuinamente de <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx85">Umbanda</a> e há uma forte sincretização católica. Ele encaixa-se também como <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx86">Umbanda</a> quando refere-se a um grande grupo religioso, a Religião de <a href="/wpt/Umbanda" title="Umbanda" wx:linktype="known" wx:pagename="Umbanda" wx:page_id="1885" id="wx87">Umbanda</a>. Então nesse momento o povo de Omolokô se auto intitula Umbandista, cujo culto é voltado aos Caboclos e Pretos-Velhos e que sigam a doutrina de amor ao próximo.</p>

<a id="O_sagrado" name="O_sagrado"/>
</wx:section><wx:section level="3" title="O sagrado" id="wxsec8"><h3 id="wx88">O sagrado</h3>

<ul id="wx89">
<li id="wx90">
<p id="wx91">Onde se encontram os atabaques e onde é executado o xirê do santo, saídas e obrigações. Sala.</p>
</li>

<li id="wx92">
<p id="wx93">Onde se guardam todos os apetrechos e vestimentas dos Orixás. Peji.</p>
</li>

<li id="wx94">
<p id="wx95">Onde estão guardados parte dos segredos da Roça-de-santo e onde são realizadas as iniciações. Roncó.</p>
</li>

<li id="wx96">
<p id="wx97">Onde se preparam todas as comidas de santo. Cozinha-de-santo.</p>
</li>

<li id="wx98">
<p id="wx99">Onde ficam os igbás e as coisas mais sagradas dos Orixás. Quartos-de-santo.</p>
</li>
</ul>

<a id="Indica.C3.A7.C3.B5es_bibliogr.C3.A1ficas:" name="Indica.C3.A7.C3.B5es_bibliogr.C3.A1ficas:"/>
</wx:section></wx:section><wx:section level="2" title="Indicações bibliográficas:" id="wxsec4"><h2 id="wx100">Indicações bibliográficas:</h2>

<ul id="wx101">
<li id="wx102">
<p id="wx103">SILVA, Alberto da Costa e (<a href="/wpt/1994" title="1994" wx:linktype="known" wx:pagename="1994" wx:page_id="11368" id="wx104">1994</a>); <b id="wx105">O Brasil, a África e o Atlântico no século XIX</b> ; Estudos avançados 8(21)</p>
</li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas:" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas:"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas:" id="wxsec5"><h2 id="wx106"><wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Links_externos" page_id="917352"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t1"/>:</h2>

<ul id="wx107">
<li id="wx108"><a href="http://www.uniafro.hpgplus.com.br/omoloko.htm" class="external free" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx109">http://www.uniafro.hpgplus.com.br/omoloko.htm</a></li>
</ul>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Omolok%C3%B4" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx110">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx111"><a href="/wpt/Categoria:Religi%C3%B5es_sincr%C3%A9ticas" title="Categoria:Religiões sincréticas" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Religiões_sincréticas" wx:page_id="158213" id="wx112">Religiões sincréticas</a></span> | <span dir="ltr" id="wx113"><a href="/wpt/Categoria:Religi%C3%B5es_afro-brasileiras" title="Categoria:Religiões afro-brasileiras" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Religiões_afro-brasileiras" wx:page_id="46264" id="wx114">Religiões afro-brasileiras</a></span> | <span dir="ltr" id="wx115"><a href="/wpt/Categoria:Religi%C3%B5es_afro-americanas" title="Categoria:Religiões afro-americanas" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Religiões_afro-americanas" wx:page_id="167738" id="wx116">Religiões afro-americanas</a></span></div>
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