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<title>Cabala</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="Cabala" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Cabala</h1>

<wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Outrosusos" page_id="233132"/>
<dl id="wx2">
<dd id="wx3"><span class="dablink" id="wx4"><i id="wx5">Para outros usos deste termo, veja <a href="/wpt/Camarilha" title="Camarilha" wx:linktype="known" wx:pagename="Camarilha" wx:page_id="1089340" id="wx6">Camarilha</a>.</i></span><wx:templateend start="wx_t1"/>
</dd>
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<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx7"><a href="/wpt/Imagem:Tree_of_Life%2C_Medieval.jpg" title="Árvore da Vida" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Tree_of_Life,_Medieval.jpg" id="wx8"><img src="/wpt/Imagem:Tree_of_Life%2C_Medieval.jpg" alt="Árvore da Vida" id="wx9"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx10">
<p id="wx11">Árvore da Vida</p>
</div>
</div>

<p id="wx12"><b id="wx13">Cabala</b> (também <b id="wx14">Kabbalah</b>, <b id="wx15">Qabbala</b>, <b id="wx16">cabbala</b>, <b id="wx17">cabbalah</b>, <b id="wx18">kabala</b>, <b id="wx19">kabalah</b>, <b id="wx20">kabbala</b>) é um sistema religioso-filosófico que investiga a natureza <a href="/wpt/Deus" title="Deus" wx:linktype="known" wx:pagename="Deus" wx:page_id="674" id="wx21">divina</a>. <i id="wx22">Kabbalah</i> (קבלה QBLH) é uma palavra de origem hebraica que significa <i id="wx23">recepção</i>. É a vertente <a href="/wpt/M%C3%ADstica" title="Mística" wx:linktype="known" wx:pagename="Mística" wx:page_id="75053" id="wx24">mística</a> do <a href="/wpt/Juda%C3%ADsmo" title="Judaísmo" wx:linktype="known" wx:pagename="Judaísmo" wx:page_id="1095" id="wx25">judaísmo</a>.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="Origem" name="Origem"/>
<wx:section level="2" title="Origem" id="wxsec2"><h2 id="wx26">Origem</h2>

<p id="wx27">A "Cabala" é uma <a href="/wpt/Doutrina" title="Doutrina" wx:linktype="known" wx:pagename="Doutrina" wx:page_id="31979" id="wx28">doutrina</a> <b id="wx29"><a href="/wpt/Esoterismo" title="Esoterismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Esoterismo" wx:page_id="813" id="wx30">esotérica</a></b> que visa conhecer a <a href="/wpt/Deus" title="Deus" wx:linktype="known" wx:pagename="Deus" wx:page_id="674" id="wx31">Deus</a> e o <a href="/wpt/Universo" title="Universo" wx:linktype="known" wx:pagename="Universo" wx:page_id="13228" id="wx32">Universo</a>, sendo afirmado que nos chegou como uma revelação para eleger santos de um passado remoto, e reservada apenas a alguns privilegiados.</p>

<p id="wx33">Formas antigas de <a href="/wpt/Misticismo" title="Misticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Misticismo" wx:page_id="1306" id="wx34">misticismo</a> judaico consistiam inicialmente de doutrina empírica. Mais tarde, sob a influência da <a href="/wpt/Filosofia" title="Filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filosofia" wx:page_id="844" id="wx35">filosofia</a> <a href="/wpt/Neoplatonismo" title="Neoplatonismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Neoplatonismo" wx:page_id="60070" id="wx36">neoplatónica</a> e <a href="/wpt/Neopitag%C3%B3rica" class="new" title="Neopitagórica" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Neopitagórica" id="wx37">neopitagórica</a>, assumiu um carácter especulativo. Na era <a href="/wpt/Idade_M%C3%A9dia" title="Idade Média" wx:linktype="known" wx:pagename="Idade_Média" wx:page_id="1042" id="wx38">medieval</a> desenvolveu-se bastante com o surgimento do texto místico, <a href="/wpt/Sefer_Yetzirah" title="Sefer Yetzirah" wx:linktype="known" wx:pagename="Sefer_Yetzirah" wx:page_id="570134" id="wx39">Sefer Yetzirah</a>, ou Sheper Bahir que significa <i id="wx40">Livro da Luz</i>, do qual há menção antes do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIII" title="Século XIII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIII" wx:page_id="10586" id="wx41">século XIII</a>. Porém o mais antigo monumento literário sobre a Cabala é o <i id="wx42">Livro da Formação</i> (Sepher Yetsirah), considerado anterior ao século VI, onde se defende a idéia de que o mundo é a emanação de Deus.</p>

<p id="wx43">Transformou-se em objeto de estudo sistemático do eleito, chamado o "baale ha-kabbalah-kabbalah" (בעלי הקבלה "possuidores ou mestres da Cabala "). Os estudantes da Cabala tornaram-se mais tarde conhecidos como <i id="wx44">maskilim</i> (משכילים "o iniciado"). Do décimo terceiro século em diante ramificou-se em uma literatura extensiva, ao lado e frequentemente na oposição ao <a href="/wpt/Talmud" title="Talmud" wx:linktype="known" wx:pagename="Talmud" wx:page_id="1636341" id="wx45">Talmud</a>.</p>

<p id="wx46">Grande parte das formas de Cabala ensinam que cada letra, palavra, número, e acento da Escritura contêm um sentido escondido e ensina os métodos de interpretação para verificar esses significados ocultos.</p>

<p id="wx47">Alguns historiadores de religião afirmam que devemos limitar o uso do termo <i id="wx48">Cabala</i> apenas ao sistema místico e religioso que apareceu depois do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XX" title="Século XX" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XX" wx:page_id="11194" id="wx49">século XX</a> e usam outros termos para referir-se aos sistemas esotéricos-místicos judeus de antes do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XII" title="Século XII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XII" wx:page_id="10587" id="wx50">século XII</a>. Outros estudiosos vêem esta distinção como sendo arbitrária. Neste ponto de vista, a Cabala do pós <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XII" title="Século XII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XII" wx:page_id="10587" id="wx51">século XII</a> é vista como a fase seguinte numa linha contínua de desenvolvimento que surgiram dos mesmos elementos e raízes. Desta forma, estes estudiosos sentem que é apropriado o uso do termo <i id="wx52">Cabala</i> para referir-se ao misticismo judeu desde o primeiro século da Era Comum. O <a href="/wpt/Judaismo" title="Judaismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Judaismo" wx:page_id="35641" id="wx53">Judaismo</a> ortodoxo discorda de ambas as escolas filosóficas, assim como rejeita a idéia de que a Cabala causou mudanças ou desenvolvimento histórico significativo.</p>

<p id="wx54">Desde o final do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XIX" title="Século XIX" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XIX" wx:page_id="1774" id="wx55">século XIX</a>, com o crescimento do estudo da cultura dos <a href="/wpt/Judeus" title="Judeus" wx:linktype="known" wx:pagename="Judeus" wx:page_id="8748" id="wx56">Judeus</a>, a Cabala também tem sido estudada como um elevado sistema racional de compreensão do mundo, mais que um sistema místico. Um pioneiro desta abordagem foi <a href="/wpt/Lazar_Gulkowitsch" class="new" title="Lazar Gulkowitsch" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Lazar_Gulkowitsch" id="wx57">Lazar Gulkowitsch</a>.</p>

<a id="Antiguidade_do_misticismo_esot.C3.A9rico" name="Antiguidade_do_misticismo_esot.C3.A9rico"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Antiguidade do misticismo esotérico" id="wxsec3"><h2 id="wx58">Antiguidade do misticismo esotérico</h2>

<p id="wx59">Formas iniciais de <a href="/wpt/Misticismo" title="Misticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Misticismo" wx:page_id="1306" id="wx60">misticismo</a> esotérico existem já há 2.000 anos. <a href="/wpt/Ben_Sira" class="new" title="Ben Sira" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Ben_Sira" id="wx61">Ben Sira</a> alerta sobre isto ao dizer: "Você não deve ter negócios com coisas secretas" (Sirach) ii.22; compare com o Talmud Hagigah 13a; <a href="/wpt/Midrash" title="Midrash" wx:linktype="known" wx:pagename="Midrash" wx:page_id="273213" id="wx62">Midrash</a> Genesis Rabbah viii.</p>

<p id="wx63"><a href="/wpt/Literatura" title="Literatura" wx:linktype="known" wx:pagename="Literatura" wx:page_id="1124" id="wx64">Literatura</a> <a href="/wpt/Apocalipse" title="Apocalipse" wx:linktype="known" wx:pagename="Apocalipse" wx:page_id="1532574" id="wx65">Apocalíptica</a> pertence aos <a href="/wpt/S%C3%A9culos_II" class="new" title="Séculos II" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Séculos_II" id="wx66">séculos II</a> e I do pré-<a href="/wpt/Cristianismo" title="Cristianismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cristianismo" wx:page_id="501" id="wx67">Cristianismo</a> contendo alguns elementos da futura Kabbalah e, segundo <a href="/wpt/Fl%C3%A1vio_Josefo" title="Flávio Josefo" wx:linktype="known" wx:pagename="Flávio_Josefo" wx:page_id="73660" id="wx68">Josephus</a>, tais escritos estavam em poder dos <a href="/wpt/Ess%C3%AAnios" title="Essênios" wx:linktype="known" wx:pagename="Essênios" wx:page_id="46455" id="wx69">Essênios</a>, e eram cuidadosamente guardados por eles para evitar sua perda, o qual eles alegavam ser uma antiguidade valiosa (veja <a href="/wpt/F%C3%ADlon_de_Alexandria" title="Fílon de Alexandria" wx:linktype="known" wx:pagename="Fílon_de_Alexandria" wx:page_id="95878" id="wx70">Fílon de Alexandria</a>, "De Vita Contemplativa", iii., e <a href="/wpt/Hip%C3%B3lito" title="Hipólito" wx:linktype="known" wx:pagename="Hipólito" wx:page_id="302687" id="wx71">Hipólito</a>, "Refutation of all Heresies", ix. 27).</p>

<p id="wx72">Estes muitos livros contém tradições secretas mantidas ocultas pelos "iluminados" como declarado em IV <a href="/wpt/Esdras" title="Esdras" wx:linktype="known" wx:pagename="Esdras" wx:page_id="282874" id="wx73">Esdras</a> xiv. 45-46, onde Pseudo-Ezra é chamado a publicar os vinte e quatro livros canônicos abertamente, de modo a que merecedores e não merecedores pudessem igualmente ler, mas mantendo sessenta outros livros ocultos de forma a "fornece-los apenas àqueles que são sábios" (compare Dan. xii. 10); pois para eles, estes são a primavera do entendimento, a fonte da sabedoria, e a corrente do conhecimento.</p>

<p id="wx74">Instrutivo ao estudo do desenvolvimento da Cabala é o Livro dos Jubilados, escrito no reinado do Rei João Hircano, o qual refere a escritos de Jared, Cainan, e Noé, e apresenta <a href="/wpt/Abra%C3%A3o" title="Abraão" wx:linktype="known" wx:pagename="Abraão" wx:page_id="398" id="wx75">Abraão</a> como o renovador, e <a href="/wpt/Levi" title="Levi" wx:linktype="known" wx:pagename="Levi" wx:page_id="41698" id="wx76">Levi</a> como o guardião permanente, destes escritos antigos. Ele oferece uma cosmogênese baseada nas vinte e duas letras do <a href="/wpt/Alfabeto" title="Alfabeto" wx:linktype="known" wx:pagename="Alfabeto" wx:page_id="2658" id="wx77">alfabeto</a> <a href="/wpt/Hebreu" title="Hebreu" wx:linktype="known" wx:pagename="Hebreu" wx:page_id="52817" id="wx78">hebraico</a>, e conectada com a cronologia judaica e a messianologia, enquanto ao mesmo tempo insiste na Heptade como número sagrado ao invés do sistema decádico adotado por Haggadistas posteriores e pelo "Sefer Yetzirah". A idéia Pitagórea do poder criador de números e letras, sobre o qual o "Sefer Yetzirah" está fundamentado, o qual era conhecido no tempo da <a href="/wpt/Mishnah" title="Mishnah" wx:linktype="known" wx:pagename="Mishnah" wx:page_id="34368" id="wx79">Mishnah</a> (antes de 200DC).</p>

<a id="Gnosticismo_e_Cabala" name="Gnosticismo_e_Cabala"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Gnosticismo e Cabala" id="wxsec4"><h2 id="wx80"><a href="/wpt/Gnosticismo" title="Gnosticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Gnosticismo" wx:page_id="46862" id="wx81">Gnosticismo</a> e Cabala</h2>

<p id="wx82">A literatura gnóstica dá testemunho da antiguidade da Cabala. Gnosticismo — isto é, a "Chochmah" cabalística (חכמה "sabedoria") - parece ter sido a primeira tentativa por parte dos sábios judeus em fornecer uma tradição mística empírica, com ajuda de idéias Platônicas e Pitagóricas (ou <a href="/wpt/Estoicismo" title="Estoicismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Estoicismo" wx:page_id="25591" id="wx83">estóicas</a>), um retorno especulativo. Isto conduziu ao perigo da heresia pela qual as personalidades rabínicas judias Akiva e Ben Zoma esforçaram-se por libertar-se e assim foi.</p>

<a id="Dualidade_Cabal.C3.ADstica" name="Dualidade_Cabal.C3.ADstica"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Dualidade Cabalística" id="wxsec5"><h2 id="wx84">Dualidade Cabalística</h2>

<p id="wx85">O sistema dualístico de poderes divinos bons e maus, o qual provêm do <a href="/wpt/Zoroastrismo" title="Zoroastrismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Zoroastrismo" wx:page_id="13841" id="wx86">Zoroastrismo</a>, pode ser encontrado no Gnosticismo; tendo influenciado a <a href="/wpt/Cosmologia" title="Cosmologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Cosmologia" wx:page_id="9616" id="wx87">cosmologia</a> da antiga Cabala antes de ela ter atingido a <a href="/wpt/Idade_m%C3%A9dia" title="Idade média" wx:linktype="known" wx:pagename="Idade_média" wx:page_id="14472" id="wx88">idade média</a>. Assim é o conceito em torno da árvore cabalística (<a href="/wpt/%C3%81rvore_da_Vida_%28Cabala%29" title="Árvore da Vida (Cabala)" wx:linktype="known" wx:pagename="Árvore_da_Vida_(Cabala)" wx:page_id="44680" id="wx89">árvore da vida</a>), onde o lado direito é fonte de luz e pureza, e o esquerdo é fonte de escuridão e impureza, encontrado entre os <a href="/wpt/Gn%C3%B3sticos" title="Gnósticos" wx:linktype="known" wx:pagename="Gnósticos" wx:page_id="91655" id="wx90">Gnósticos</a>. O fato também que as <i id="wx91">Kelippot</i> (קליפות as "cascas" primevas de impureza), os quais são tão proeminentes na Cabala medieval, são encontradas nos velhos encantamentos <a href="/wpt/Babil%C3%B4nia" title="Babilônia" wx:linktype="known" wx:pagename="Babilônia" wx:page_id="40573" id="wx92">babilônicos</a>, é evidência em favor da antiguidade da maioria das idéias cabalísticas.</p>

<a id="Doutrinas_M.C3.ADsticas_nos_Tempos_do_Talmude" name="Doutrinas_M.C3.ADsticas_nos_Tempos_do_Talmude"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude" id="wxsec6"><h2 id="wx93">Doutrinas Místicas nos Tempos do Talmude</h2>

<p id="wx94">Nos tempos do <a href="/wpt/Talmude" title="Talmude" wx:linktype="known" wx:pagename="Talmude" wx:page_id="47314" id="wx95">Talmude</a> os termos "Ma'aseh Bereshit" (Trabalhos da Criação) e "Ma'aseh Merkabah" (Trabalhos do Divino Trono/Carruagem) claramente indicam a vinculação com o Midrash nestas especulações; elas eram baseadas em Gen. i. e Ezequiel i. 4-28; enquanto os nomes "Sitre Torah" (Talmude Hag. 13a) e "Raze Torah" (Ab. vi. 1) indicam seu carater secreto. Em contraste com a afirmação explícita das Escrituras que Deus criou não somente o mundo, mas também a matéria da qual ele foi feito, a opinião é expressa em tempos muito recentes que Deus criou o mundo da matéria que encontrou disponível — uma opinião provavelmente atribuida a influência da cosmogênese <a href="/wpt/Neo-platonismo" title="Neo-platonismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Neo-platonismo" wx:page_id="133344" id="wx96">platônica</a>.</p>

<p id="wx97">Eminentes professores rabinos conservam a teoria da preexistência da matéria (Midrash Genesis Rabbah i. 5, iv. 6), em contrariedade com <a href="/wpt/Gamaliel" title="Gamaliel" wx:linktype="known" wx:pagename="Gamaliel" wx:page_id="331281" id="wx98">Gamaliel</a> II. (ib. i. 9).</p>

<p id="wx99">Ao discorrer sobre a natureza de <a href="/wpt/Deus" title="Deus" wx:linktype="known" wx:pagename="Deus" wx:page_id="674" id="wx100">Deus</a> e do <a href="/wpt/Universo" title="Universo" wx:linktype="known" wx:pagename="Universo" wx:page_id="13228" id="wx101">universo</a>, os místicos do período Talmúdico afirmaram, em contraste com o transcedentalismo Bíblico, que "Deus é o lugar-morada do universo; mas o universo não é o lugar-morada de Deus". Possivelmente a designação ("lugar") para Deus, tão frequentemente encontrada na literatura Talmúdica-Midrashica, é devida a esta concepção, assim como <a href="/wpt/Philo" class="new" title="Philo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Philo" id="wx102">Philo</a>, ao comentar sobre Gen. xxviii. 11 diz, "Deus é chamado 'ha makom' (המקום "o lugar") porque Deus abarca o universo, mas Ele próprio não é abarcado por nada" ("De Somniis," i. 11).</p>

<p id="wx103"><a href="/wpt/Baruch_de_Espinoza" title="Baruch de Espinoza" wx:linktype="known" wx:pagename="Baruch_de_Espinoza" wx:page_id="610190" id="wx104">Spinoza</a> devia ter esta passagem em mente quando disse que os antigos judeus não separavam Deus do mundo. Esta concepção de Deus pode ser <a href="/wpt/Pante%C3%ADsmo" title="Panteísmo" wx:linktype="known" wx:pagename="Panteísmo" wx:page_id="37057" id="wx105">panteísta</a>. Isto também postula a união do homem com Deus; ambas as idéias foram posteriormente desenvolvidas na Cabala mais recente.</p>

<p id="wx106">Até em tempos bem recentes,teologos da <a href="/wpt/Palestina" title="Palestina" wx:linktype="known" wx:pagename="Palestina" wx:page_id="21680" id="wx107">Palestina</a> e de Alexandrei reconheceram dois atributos de Deus,"middat hadin",o atributo da justiça,e missa ha-rahamim", o atributo da misericórdia(Midrash Sifre,Deut.27);e esse é o contraste entre misericórdia e justiça,uma doutrina fundamental da Cabala.</p>

<p id="wx108"><br id="wx109"/>
</p>

<a id="Cabala_no_Cristianismo_e_na_sociedade_n.C3.A3o_Judaica" name="Cabala_no_Cristianismo_e_na_sociedade_n.C3.A3o_Judaica"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Cabala no Cristianismo e na sociedade não Judaica" id="wxsec7"><h2 id="wx110">Cabala no Cristianismo e na sociedade não Judaica</h2>

<p id="wx111">O termo "Cabala" veio a ser usado até meados do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XI" title="Século XI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XI" wx:page_id="9782" id="wx112">século XI</a>, e naquele tempo referia-se à escola de pensamento (<a href="/wpt/Judaismo" title="Judaismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Judaismo" wx:page_id="35641" id="wx113">Judaica</a>) relacionada ao misticismo <a href="/wpt/Esoterismo" title="Esoterismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Esoterismo" wx:page_id="813" id="wx114">esotérico</a>.</p>

<p id="wx115">Desde esses tempos, trabalhos Cabalísticos ganharam uma audiência maior fora da comunidade Judaica. Assim versões <a href="/wpt/Cristianismo" title="Cristianismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Cristianismo" wx:page_id="501" id="wx116">Cristãs</a> da Cabala começaram a desenvolver-se; no início do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XVIII" title="Século XVIII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XVIII" wx:page_id="10579" id="wx117">século XVIII</a> a cabala passou a ter um amplo uso por filósofos herméticos, neo-pagãos e outros novos grupos religiosos. Hoje esta palavra pode ser usada para descrever muitas escolas Judaicas, Cristãs ou neo-pagãs de misticismo esotérico. Leve-se em conta que cada grupo destes tem diferentes conjuntos de livros que eles mantem como parte de sua tradição e rejeitam as interpretações de cada um dos outros grupos.</p>

<a id="Principais_textos_judeus" name="Principais_textos_judeus"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Principais textos judeus" id="wxsec8"><h2 id="wx118">Principais textos judeus</h2>

<p id="wx119">O primeiro livro na Cabala a ser escrito, existente ainda hoje, é o <i id="wx120">Sefer Yetzirah</i> ("Livro da criação"). Os primeiros comentários sobre este pequeno livro foram escritos durante o <a href="/wpt/S%C3%A9culo_X" title="Século X" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_X" wx:page_id="10588" id="wx121">século X</a>, e o texto em si é citado desde o <a href="/wpt/S%C3%A9culo_VI" title="Século VI" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_VI" wx:page_id="11189" id="wx122">século VI</a>. Sua origem histórica não é clara. Como muitos textos místicos Judeus, o Sefer Yetzirah foi escrito de uma maneira que pode parecer insignificante para aqueles que o lêem sem um conhecimento maior sobre o <a href="/wpt/Tanakh" title="Tanakh" wx:linktype="known" wx:pagename="Tanakh" wx:page_id="65553" id="wx123">Tanakh</a> (Bíblia Judaica) e o <a href="/wpt/Midrash" title="Midrash" wx:linktype="known" wx:pagename="Midrash" wx:page_id="273213" id="wx124">Midrash</a>.</p>

<p id="wx125">Outra obra muito importante dentro do misticismo judeu é o <i id="wx126">Bahir</i> ("iluminação"), também conhecido como "O Midrash do Rabino Nehuniah ben haKana". Com aproximadamente 12.000 palavras. Publicado pela primeira vez em 1176 em <a href="/wpt/Proven%C3%A7a" title="Provença" wx:linktype="known" wx:pagename="Provença" wx:page_id="57876" id="wx127">Provença</a>, muitos judeus ortodoxos acreditam que o autor foi o Rabino Nehuniah ben haKana, um sábio Talmúdico do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_I" title="Século I" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_I" wx:page_id="19463" id="wx128">século I</a>. Historiadores mostraram que o livro aparentemente foi escrito não muito antes de ter sido publicado.</p>

<p id="wx129">O trabalho mais importante do misticismo judeu é o <i id="wx130"><a href="/wpt/Zohar" title="Zohar" wx:linktype="known" wx:pagename="Zohar" wx:page_id="112839" id="wx131">Zohar</a></i> (זהר "Esplendor"). Trata-se de um comentário esotérico e místico sobre o <a href="/wpt/Torah" title="Torah" wx:linktype="known" wx:pagename="Torah" wx:page_id="51819" id="wx132">Torah</a>, escrito em <a href="/wpt/Aramaico" title="Aramaico" wx:linktype="known" wx:pagename="Aramaico" wx:page_id="61837" id="wx133">aramaico</a>. A tradição ortodoxa judaica afirma que foi escrito pelo Rabino Shimon ben Yohai durante o <a href="/wpt/S%C3%A9culo_II" title="Século II" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_II" wx:page_id="11193" id="wx134">século II</a>. No <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XII" title="Século XII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XII" wx:page_id="10587" id="wx135">século XII</a>, um judeu espanhol chamado Moshe de Leon declarou ter descoberto o texto do <a href="/wpt/Zohar" title="Zohar" wx:linktype="known" wx:pagename="Zohar" wx:page_id="112839" id="wx136">Zohar</a>, o texto foi então publicado e distribuído por todo o mundo judeu. Célebre historiador e estudante da Cabala, Gershom Scholem mostrou que o próprio <i id="wx137">de Leon</i> era o autor do Zohar. Entre suas provas, uma era que o texto usava a gramática e estruturas frasais da <a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx138">língua espanhola</a> do <a href="/wpt/S%C3%A9culo_XII" title="Século XII" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_XII" wx:page_id="10587" id="wx139">século XII</a>, e que o autor não tinha um conhecimento exato de <a href="/wpt/Israel" title="Israel" wx:linktype="known" wx:pagename="Israel" wx:page_id="3919" id="wx140">Israel</a>. O <a href="/wpt/Zohar" title="Zohar" wx:linktype="known" wx:pagename="Zohar" wx:page_id="112839" id="wx141">Zohar</a> contém e elabora sobre muito do material encontrado no <i id="wx142">Sefer Yetzirah</i> e no <i id="wx143">Sefer Bahir</i>, e sem dúvida é a obra cabalística por excelência.</p>

<a id="Ensinamentos_cabal.C3.ADsticos_sobre_a_alma_humana" name="Ensinamentos_cabal.C3.ADsticos_sobre_a_alma_humana"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana" id="wxsec9"><h2 id="wx144">Ensinamentos cabalísticos sobre a alma humana</h2>

<p id="wx145">O Zohar propõe que a alma humana possui três elementos, o nefesh, ru'ach, e neshamah. O nefesh é encontrado em todos os humanos e entra no corpo físico durante o nascimento. É a fonte da natureza física e psicológica do indivíduo. As próximas duas partes da alma não são implantadas durante o nascimento, mas são criadas lentamente com o passar do tempo; Seu desenvolvimento depende das ações e crenças do indivíduo. É dito que elas só existem por completo em pessoas espiritualmente despertas. Uma forma comum de explicar as três partes da alma é como mostrado a seguir:</p>

<ul id="wx146">
<li id="wx147">
<p id="wx148">Nefesh - A parte inferior ou animal da alma. Está associada aos instintos e desejos corporais.</p>
</li>

<li id="wx149">
<p id="wx150">Ruach - A alma mediana, o espírito. Ela contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o bem e o mal.</p>
</li>

<li id="wx151">
<p id="wx152">Neshamah - A alma superior, ou super-alma. Essa separa o homem de todas as outras formas de vida. Está relacionada ao intelecto, e permite ao homem aproveitar e se beneficiar da pós-vida. Essa parte da alma é fornecida tanto para judeus quanto para não-judeus no nascimento. Ela permite ao indivíduo ter alguma consciência da existencia e presença de Deus.</p>
</li>
</ul>

<p id="wx153">A <b id="wx154">Raaya Meheimna</b>, uma adição posterior ao Zohar por um autor desconhecido, sugere que haja mais duas partes da alma, a chayyah e a yehidah. Gershom Scholem escreve que essas "eram consideradas como representantes dos níveis mais elevados de percepção intuitiva, e estar ao alcance somente de alguns poucos escolhidos".</p>

<ul id="wx155">
<li id="wx156">
<p id="wx157">Chayyah ( - A parte da alma que permite ao homem a percepção da divina força.</p>
</li>

<li id="wx158">
<p id="wx159">Yehidah - O mais alto nível da alma, pelo qual o homem pode atingir a união máxima com Deus</p>
</li>
</ul>

<p id="wx160">Tanto trabalhos Rabínicos como Kabalísticos sugerem que haja também alguns outros estados não permanentes para a alma que as pessoas podem desenvolver em certas situações. Essas outras almas ou outros estados da alma não tem nenhuma relação com o pós-vida.</p>

<ul id="wx161">
<li id="wx162">
<p id="wx163">Ruach HaKodesh - Um estado da alma que possibilita a profecia. Desde o fim da era da <a href="/wpt/Profecia" title="Profecia" wx:linktype="known" wx:pagename="Profecia" wx:page_id="1784240" id="wx164">profecia</a> clássica, ninguém mais recebeu a alma da profecia.</p>
</li>

<li id="wx165">
<p id="wx166">Neshamah Yeseira - A alma suplementar que o Judeu demonstra durante o <a href="/wpt/Shabbat" title="Shabbat" wx:linktype="known" wx:pagename="Shabbat" wx:page_id="110495" id="wx167">Shabbat</a>. Ela permite um maior prazer espiritual do dia. Ela existe somente quando se observa o <a href="/wpt/Shabbat" title="Shabbat" wx:linktype="known" wx:pagename="Shabbat" wx:page_id="110495" id="wx168">Shabbat</a> e pode ser ganha ou perdida dependendo na observação do Shabbat da pessoa.</p>
</li>

<li id="wx169">
<p id="wx170">Neshoma Kedosha - Cedida aos Judeus quando alcançam a maioridade (13 anos para meninos, 12 para meninas), e está relacionada com o estudo e seguimento dos mandamentos da Torah; pode ser ganha ou perdida dependendo do estudo e prática da Torah pela pessoa.</p>
</li>
</ul>

<a id="Predizendo_o_Futuro" name="Predizendo_o_Futuro"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Predizendo o Futuro" id="wxsec10"><h2 id="wx171">Predizendo o Futuro</h2>

<p id="wx172">Um pequeno número de Cabalistas tentou predizer acontecimentos pela cabala. A palavra passou a ser usada como referência às ciências secretas em geral, à arte mística, ou ao mistério.</p>

<p id="wx173">Depois disso, a palavra <a href="/wpt/Cabala" title="Cabala" wx:linktype="self" wx:pagename="Cabala" wx:page_id="9105" id="wx174">cabala</a> veio a significar uma associação secreta de uns poucos indivíduos que buscam obter posição e poder por meio de práticas astuciosas.</p>

<p id="wx175">Outros termos que originalmente se referiam a associações religiosas mas que passaram a se referir de alguma forma a comportamentos perigosos e suspeitos incluem <a href="/wpt/Fan%C3%A1tico" title="Fanático" wx:linktype="known" wx:pagename="Fanático" wx:page_id="128680" id="wx176">fanático</a>, <a href="/wpt/Assassino" title="Assassino" wx:linktype="known" wx:pagename="Assassino" wx:page_id="153286" id="wx177">assassino</a>, e <a href="/wpt/Brutamontes" class="new" title="Brutamontes" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Brutamontes" id="wx178">brutamontes</a></p>

<a id="Cabala_e_a_Tradi.C3.A7.C3.A3o_Esot.C3.A9rica_Ocidental" name="Cabala_e_a_Tradi.C3.A7.C3.A3o_Esot.C3.A9rica_Ocidental"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental" id="wxsec11"><h2 id="wx179">Cabala e a Tradição Esotérica Ocidental</h2>

<p id="wx180">A Tradição Esotérica Ocidental (ou <a href="/wpt/Herm%C3%A9tica" class="new" title="Hermética" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hermética" id="wx181">Hermética</a>) é a maior precursora dos movimentos do <a href="/wpt/Paganismo" title="Paganismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Paganismo" wx:page_id="48216" id="wx182">Neo-Paganismo</a> e da <a href="/wpt/Nova_Era" title="Nova Era" wx:linktype="known" wx:pagename="Nova_Era" wx:page_id="93346" id="wx183">Nova Era</a>, que existem de diversas formas atualmente, estando fortemente intrincados com muitos dos aspectos da <a href="/wpt/Cabala" title="Cabala" wx:linktype="self" wx:pagename="Cabala" wx:page_id="9105" id="wx184">Cabala</a>. Muito foi alterado de sua raiz Judaica, devido à prática esotérica comum do <a href="/wpt/Sincretismo" title="Sincretismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Sincretismo" wx:page_id="10820" id="wx185">sincretismo</a>. Todavia a essência da tradição está reconhecidamente presente.</p>

<p id="wx186">A <a href="/wpt/Cabala" title="Cabala" wx:linktype="self" wx:pagename="Cabala" wx:page_id="9105" id="wx187">Cabala</a> “Hermética”, como é muitas vezes denominada, provavelmente alcançou seu apogeu na “Ordem Hermética do Alvorecer Dourado” (Hermetic Order of the Golden Dawn), uma organização que foi sem sombra de dúvida o ápice da <a href="/wpt/Magia_Cerimonial" class="new" title="Magia Cerimonial" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Magia_Cerimonial" id="wx188">Magia Cerimonial</a> (ou dependendo do referencial, o declínio à decadência). Na “Alvorecer Dourado”, princípios <a href="/wpt/Cabal%C3%ADsticos" class="new" title="Cabalísticos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Cabalísticos" id="wx189">Cabalísticos</a> como as dez emanações (<a href="/wpt/Sephirah" title="Sephirah" wx:linktype="known" wx:pagename="Sephirah" wx:page_id="110292" id="wx190">Sephirah</a>), foram fundidas com deidades <a href="/wpt/Gregas" class="new" title="Gregas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Gregas" id="wx191">Gregas</a> e <a href="/wpt/Eg%C3%ADpcias" class="new" title="Egípcias" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Egípcias" id="wx192">Egípcias</a>, o sistema <a href="/wpt/Enoch" class="new" title="Enoch" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Enoch" id="wx193">Enochiano</a> da magia angelical de John Dee, e certos conceitos (particularmente Hinduístas e Budistas) da estrutura organizacional estilo esotérico- (Maçónica ou Rosacruz).</p>

<p id="wx194">Muitos <a href="/wpt/Rituais" title="Rituais" wx:linktype="known" wx:pagename="Rituais" wx:page_id="1762805" id="wx195">rituais</a> da Alvorecer Dourado foram expostos pelo lendário <a href="/wpt/Ocultismo" title="Ocultismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ocultismo" wx:page_id="5291" id="wx196">ocultista</a> <a href="/wpt/Aleister_Crowley" title="Aleister Crowley" wx:linktype="known" wx:pagename="Aleister_Crowley" wx:page_id="5324" id="wx197">Aleister Crowley</a> e foram eventualmente compiladas em formato de Livro, por <a href="/wpt/Israel_Regardie" class="new" title="Israel Regardie" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Israel_Regardie" id="wx198">Israel Regardie</a>, autor de certa notoriedade.</p>

<p id="wx199">Crowley deixou sua marca no uso da Cabala, em vários de seus escritos; destes, talvez o mais ilustrativo seja <a href="/wpt/L%C3%ADber_777" class="new" title="Líber 777" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Líber_777" id="wx200">Líber 777</a>. Este livro é basicamente um conjunto de tabelas relacionadas: às várias partes das cerimônias de magias religiosas orientais e ocidentais; a trinta e dois números que representam as dez esferas e vinte e dois caminhos da <a href="/wpt/%C3%81rvore_da_Vida_%28Cabala%29" title="Árvore da Vida (Cabala)" wx:linktype="known" wx:pagename="Árvore_da_Vida_(Cabala)" wx:page_id="44680" id="wx201">Arvore da Vida</a> Cabalística.</p>

<p id="wx202">A atitude do <a href="/wpt/Sincretismo" title="Sincretismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Sincretismo" wx:page_id="10820" id="wx203">sincretismo</a> demonstrada pelos Kabalistas Herméticos é planamente evidente aqui, bastando checar as tabelas, para notar que Chesed corresponde a Júpiter, Isis, a cor azul (na escala Rainha), Poseidon, Brahma e ametista – nada, certamente, do que os <a href="/wpt/Cabalistas" title="Cabalistas" wx:linktype="known" wx:pagename="Cabalistas" wx:page_id="518066" id="wx204">Cabalistas</a> <a href="/wpt/Judeus" title="Judeus" wx:linktype="known" wx:pagename="Judeus" wx:page_id="8748" id="wx205">Judeus</a> tinham em mente.</p>

<a id="Ver_tamb.C3.A9m:" name="Ver_tamb.C3.A9m:"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ver também:" id="wxsec12"><h2 id="wx206">Ver também:</h2>

<ul id="wx207">
<li id="wx208"><a href="/wpt/Hermetismo" title="Hermetismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Hermetismo" wx:page_id="12330" id="wx209">Hermetismo</a></li>

<li id="wx210"><a href="/wpt/Ocultismo" title="Ocultismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ocultismo" wx:page_id="5291" id="wx211">Ocultismo</a></li>

<li id="wx212"><a href="/wpt/Leis_herm%C3%A9ticas" title="Leis herméticas" wx:linktype="known" wx:pagename="Leis_herméticas" wx:page_id="44713" id="wx213">Leis herméticas</a></li>

<li id="wx214"><a href="/wpt/Esoterismo" title="Esoterismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Esoterismo" wx:page_id="813" id="wx215">Esoterismo</a></li>

<li id="wx216"><a href="/wpt/Juda%C3%ADsmo" title="Judaísmo" wx:linktype="known" wx:pagename="Judaísmo" wx:page_id="1095" id="wx217">Judaísmo</a></li>

<li id="wx218"><a href="/wpt/Zohar" title="Zohar" wx:linktype="known" wx:pagename="Zohar" wx:page_id="112839" id="wx219">Zohar</a></li>

<li id="wx220"><a href="/wpt/Misticismo" title="Misticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Misticismo" wx:page_id="1306" id="wx221">Misticismo</a></li>

<li id="wx222"><a href="/wpt/Esoterismo" title="Esoterismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Esoterismo" wx:page_id="813" id="wx223">Esoterismo</a></li>

<li id="wx224"><a href="/wpt/Sephiroth" title="Sephiroth" wx:linktype="known" wx:pagename="Sephiroth" wx:page_id="44681" id="wx225">Sephiroth</a></li>

<li id="wx226"><a href="/wpt/Golem" title="Golem" wx:linktype="known" wx:pagename="Golem" wx:page_id="70643" id="wx227">Golem</a></li>

<li id="wx228"><a href="/wpt/%C3%81rvore_da_Vida_%28Cabala%29" title="Árvore da Vida (Cabala)" wx:linktype="known" wx:pagename="Árvore_da_Vida_(Cabala)" wx:page_id="44680" id="wx229">Árvore da Vida (Cabala)</a></li>

<li id="wx230"><a href="/wpt/Adam_Kadmon" title="Adam Kadmon" wx:linktype="known" wx:pagename="Adam_Kadmon" wx:page_id="226044" id="wx231">Adam Kadmon</a></li>

<li id="wx232"><a href="/wpt/Ain_Soph" title="Ain Soph" wx:linktype="known" wx:pagename="Ain_Soph" wx:page_id="211463" id="wx233">Ain Soph</a></li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec13"><h2 id="wx234"><wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:Ligações_externas" page_id="62491"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t2"/></h2>

<ul id="wx235">
<li id="wx236"><a href="http://www.rodurago.de/en/index.php?site=details&amp;link=cabbalah" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx237">Cabala dicionário com mais do que 5000 palavras</a>
<p id="wx238">(em Inglês)</p>
</li>

<li id="wx239"><a href="http://www.rodurago.de/en/index.php?site=lebensbaum" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx240">Árvore da vida</a>
<p id="wx241">(em Inglês)</p>
</li>
</ul>

<wx:template id="wx_t3" pagename="Predefinição:Cultura-rodapé" page_id="260227"/>
<center id="wx242">
<div style="background-color: #F9F9F9; border: 1px solid #8898BF; border-top: 0px solid white; padding: 5px 5px 0 5px;width:65%;" class="noprint" id="wx243">
<p style="margin-top: 0px;" id="wx244"><b id="wx245"><span style="font-size: 120%;" align="center" id="wx246"><a href="/wpt/Imagem:Nuvola_apps_bookcase.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Nuvola_apps_bookcase.png" id="wx247"><img src="/wpt/Imagem:Nuvola_apps_bookcase.png" alt="" width="20" id="wx248"/></a></span> Artigos sobre <a href="/wpt/Cultura" title="Cultura" wx:linktype="known" wx:pagename="Cultura" wx:page_id="9924" id="wx249">Cultura</a> </b><br id="wx250"/>
 <span style="font-size: 90%; line-height: 120%;" id="wx251"><a href="/wpt/Artesanato" title="Artesanato" wx:linktype="known" wx:pagename="Artesanato" wx:page_id="339" id="wx252">Artesanato</a> | <a href="/wpt/Biografias" title="Biografias" wx:linktype="known" wx:pagename="Biografias" wx:page_id="420" id="wx253">Biografias</a> | <a href="/wpt/Cibercultura" title="Cibercultura" wx:linktype="known" wx:pagename="Cibercultura" wx:page_id="6106" id="wx254">Cibercultura</a> | <a href="/wpt/Cinema" title="Cinema" wx:linktype="known" wx:pagename="Cinema" wx:page_id="523" id="wx255">Cinema</a> | <a href="/wpt/Desporto" title="Desporto" wx:linktype="known" wx:pagename="Desporto" wx:page_id="686" id="wx256">Desporto</a> (<a href="/wpt/Esporte" title="Esporte" wx:linktype="known" wx:pagename="Esporte" wx:page_id="14601" id="wx257">Esporte</a>) | <a href="/wpt/Entretenimento" title="Entretenimento" wx:linktype="known" wx:pagename="Entretenimento" wx:page_id="756" id="wx258">Entretenimento</a> | <a href="/wpt/Folclore" title="Folclore" wx:linktype="known" wx:pagename="Folclore" wx:page_id="846" id="wx259">Folclore</a> | <a href="/wpt/Gastronomia" title="Gastronomia" wx:linktype="known" wx:pagename="Gastronomia" wx:page_id="6304" id="wx260">Gastronomia</a> | <a href="/wpt/Passatempo" title="Passatempo" wx:linktype="known" wx:pagename="Passatempo" wx:page_id="975" id="wx261">Passatempos</a> | <a href="/wpt/Jogos" title="Jogos" wx:linktype="known" wx:pagename="Jogos" wx:page_id="1066" id="wx262">Jogos</a> | <a href="/wpt/Misticismo" title="Misticismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Misticismo" wx:page_id="1306" id="wx263">Misticismo</a> | <a href="/wpt/Mitologia" title="Mitologia" wx:linktype="known" wx:pagename="Mitologia" wx:page_id="1265" id="wx264">Mitologia</a> | <a href="/wpt/Ocultismo" title="Ocultismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Ocultismo" wx:page_id="5291" id="wx265">Ocultismo</a> | <a href="/wpt/Religi%C3%A3o" title="Religião" wx:linktype="known" wx:pagename="Religião" wx:page_id="1628" id="wx266">Religião</a> | <a href="/wpt/Turismo" title="Turismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Turismo" wx:page_id="1826" id="wx267">Turismo</a></span></p>
</div>
</center>

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