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<title>História da lógica</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="História da lógica" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">História da lógica</h1>

<dl id="wx2">
<dd id="wx3"><i id="wx4">Este artigo é uma tradução para o português brasileiro do artigo history of logic [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_logic" class="external autonumber" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx5"/>] da Wikipedia inglês</i></dd>
</dl>

<p id="wx6">A <b id="wx7">história da lógica</b> documenta o desenvolvimento desta em várias culturas e tradições. Enquanto muitas culturas tenham usado complicados sistemas de raciocínio, somente na <a href="/wpt/China" title="China" wx:linktype="known" wx:pagename="China" wx:page_id="4745" id="wx8">China</a>, <a href="/wpt/%C3%8Dndia" title="Índia" wx:linktype="known" wx:pagename="Índia" wx:page_id="1983" id="wx9">Índia</a> e <a href="/wpt/Gr%C3%A9cia" title="Grécia" wx:linktype="known" wx:pagename="Grécia" wx:page_id="919" id="wx10">Grécia</a> os métodos de raciocínio tiveram um desenvolvimento sustentável. Embora as datas sejam incertas, especialmente no caso da Índia, é possível que a lógica emergiu nos três países por volta do século 4 a.C. A lógica moderna (ver <a href="/wpt/L%C3%B3gica" title="Lógica" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica" wx:page_id="1169" id="wx11">lógica</a>) descende da tradição grega, mas também há influências de <a href="/wpt/Fil%C3%B3sofos_isl%C3%A2micos" class="new" title="Filósofos islâmicos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Filósofos_islâmicos" id="wx12">filósofos islâmicos</a> e de lógicos europeus da era medieval que tiveram contato com a <a href="/wpt/L%C3%B3gica_aristot%C3%A9lica" title="Lógica aristotélica" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_aristotélica" wx:page_id="12416" id="wx13">lógica aristotélica</a>.</p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="L.C3.B3gica_na_China" name="L.C3.B3gica_na_China"/>
<wx:section level="2" title="Lógica na China" id="wxsec2"><h2 id="wx14">Lógica na China</h2>

<p id="wx15"><a href="/wpt/Mozi" class="new" title="Mozi" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mozi" id="wx16">Mozi</a>, “Máster Mo”, um contemporâneo de <a href="/wpt/Conf%C3%BAcio" title="Confúcio" wx:linktype="known" wx:pagename="Confúcio" wx:page_id="44870" id="wx17">Confúcio</a>, é creditado como o fundador da escola Mohista, cujo os ensinamentos lidavam com os problemas relacionados com a <a href="/wpt/Infer%C3%AAncia" title="Inferência" wx:linktype="known" wx:pagename="Inferência" wx:page_id="188219" id="wx18">inferência</a> e com as condições das conclusões corretas. Em particular, uma das escolas que cresceu além do <a href="/wpt/Mohismo" class="new" title="Mohismo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mohismo" id="wx19">Mohismo</a>, os “the Logicians?”, são creditados por alguns estudiosos como sendo umas das primeiras escolas a investigar a <a href="/wpt/L%C3%B3gica_formal" title="Lógica formal" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_formal" wx:page_id="201227" id="wx20">lógica formal</a>. Infelizmente, por causa da violência e da leis da <a href="/wpt/Dinastia_Qin" title="Dinastia Qin" wx:linktype="known" wx:pagename="Dinastia_Qin" wx:page_id="25825" id="wx21">dinastia Qin</a>, essa linha de investigação desapareceu da China até a introdução da filosofia indiana pelos <a href="/wpt/Budistas" title="Budistas" wx:linktype="known" wx:pagename="Budistas" wx:page_id="5488" id="wx22">Budistas</a></p>

<a id="L.C3.B3gica_na_.C3.8Dndia" name="L.C3.B3gica_na_.C3.8Dndia"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Lógica na Índia" id="wxsec3"><h2 id="wx23">Lógica na Índia</h2>

<p id="wx24">Os <a href="/wpt/Nyaya_Sutras" class="new" title="Nyaya Sutras" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nyaya_Sutras" id="wx25">Nyaya Sutras</a> do <a href="/wpt/Akasapada_Gautama" class="new" title="Akasapada Gautama" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Akasapada_Gautama" id="wx26">Akasapada Gautama</a> são os centros da escola da <a href="/wpt/Nyaya" title="Nyaya" wx:linktype="known" wx:pagename="Nyaya" wx:page_id="492650" id="wx27">Nyaya</a>, uma das seis escolas ortodoxas da filosofia <a href="/wpt/Hindu" title="Hindu" wx:linktype="known" wx:pagename="Hindu" wx:page_id="79547" id="wx28">Hindu</a>. Esta escola criou um rígido esquema de cinco membros de inferência envolvendo uma premissa inicial: uma razão, um exemplo, uma aplicação e uma conclusão. A <a href="/wpt/Filosofia_idealista_Budista" class="new" title="Filosofia idealista Budista" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Filosofia_idealista_Budista" id="wx29">filosofia idealista Budista</a> foi a maior oponente dos <a href="/wpt/Nayaykas" class="new" title="Nayaykas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nayaykas" id="wx30">Nayaykas</a>. <a href="/wpt/Nagarjuna" title="Nagarjuna" wx:linktype="known" wx:pagename="Nagarjuna" wx:page_id="587963" id="wx31">Nagarjuna</a>, o fundador da <a href="/wpt/Madhyamika" class="new" title="Madhyamika" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Madhyamika" id="wx32">Madhyamika</a> “caminho do meio” desenvolveu uma análise conhecida como “catuskoti” ou <a href="/wpt/Tetralema" class="new" title="Tetralema" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Tetralema" id="wx33">tetralema</a>. Mas foi com Dgnaga e o seu sucessor <a href="/wpt/Dharmakirti" class="new" title="Dharmakirti" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Dharmakirti" id="wx34">Dharmakirti</a> que a lógica budista atingiu seu ápice. A base da analise deles é a definição da necessidade de uma dedução lógica, “vyapti”, também conhecida como concomitância ou “pervasion?”. Para esse fim uma doutrina chamada “apoha” ou diferenciação foi desenvolvido. As dificuldades envolvidas neste sistema, em parte, estimularam a escola dos neo-escolásticos de <a href="/wpt/Navya-Nyaya" class="new" title="Navya-Nyaya" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Navya-Nyaya" id="wx35">Navya-Nyaya</a>, que introduziu a análise formal da inferência no século XVI.</p>

<a id="L.C3.B3gica_na_Gr.C3.A9cia" name="L.C3.B3gica_na_Gr.C3.A9cia"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Lógica na Grécia" id="wxsec4"><h2 id="wx36">Lógica na Grécia</h2>

<p id="wx37">Na <a href="/wpt/Gr%C3%A9cia" title="Grécia" wx:linktype="known" wx:pagename="Grécia" wx:page_id="919" id="wx38">Grécia</a>, duas importantes tradições emergiram. A Lógica <a href="/wpt/Est%C3%B3ica" class="new" title="Estóica" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Estóica" id="wx39">estóica</a> com as suas raízes em <a href="/wpt/Euclides_de_Megara" title="Euclides de Megara" wx:linktype="known" wx:pagename="Euclides_de_Megara" wx:page_id="1625419" id="wx40">Euclides de Megara</a>, um pupilo de <a href="/wpt/S%C3%B3crates" title="Sócrates" wx:linktype="known" wx:pagename="Sócrates" wx:page_id="13865" id="wx41">Sócrates</a>, e é baseada na <a href="/wpt/L%C3%B3gica_proposicional" title="Lógica proposicional" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_proposicional" wx:page_id="713712" id="wx42">lógica proposicional</a> que talvez foi a mas próxima da lógica moderna. Entretanto, a tradição que sobreviveu para mais tarde influenciar outras culturas foi a <a href="/wpt/L%C3%B3gica_aristot%C3%A9lica" title="Lógica aristotélica" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_aristotélica" wx:page_id="12416" id="wx43">lógica aristotélica</a>, o primeiro tratado grego sobre a sistematização da lógica. Na inspeção de <a href="/wpt/Arist%C3%B3teles" title="Aristóteles" wx:linktype="known" wx:pagename="Aristóteles" wx:page_id="302" id="wx44">Aristóteles</a> sobre os silogismo há quem diga que existe uma interessante comparação com o esquema de inferência dos indianos e com a menos rígida discussão chinesa.</p>

<p id="wx45">Através do latim na Europa, e outras línguas mais ao oeste, como <a href="/wpt/%C3%81rabe" title="Árabe" wx:linktype="known" wx:pagename="Árabe" wx:page_id="321664" id="wx46">árabe</a> e <a href="/wpt/Arm%C3%AAnio" title="Armênio" wx:linktype="known" wx:pagename="Armênio" wx:page_id="103606" id="wx47">armênio</a>, a <a href="/wpt/Tradi%C3%A7%C3%A3o_aristot%C3%A9lica" class="new" title="Tradição aristotélica" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Tradição_aristotélica" id="wx48">tradição aristotélica</a> era considerada uma codificação superior das <a href="/wpt/Leis_do_racioc%C3%ADnio" title="Leis do raciocínio" wx:linktype="known" wx:pagename="Leis_do_raciocínio" wx:page_id="201230" id="wx49">leis do raciocínio</a>. Somente no século XIX, com o maior familiaridade com a cultura clássica indiana e um conhecimento mais profundo da China é que essa percepção mudou.</p>

<a id="L.C3.B3gica_na_filosofia_isl.C3.A2mica" name="L.C3.B3gica_na_filosofia_isl.C3.A2mica"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Lógica na filosofia islâmica" id="wxsec5"><h2 id="wx50">Lógica na filosofia islâmica</h2>

<p id="wx51">Após a morte de <a href="/wpt/Muhamed" class="new" title="Muhamed" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Muhamed" id="wx52">Muhamed</a>, a lei islâmica desempenhou uma forte influência na formação dos padrões dos argumentos, o que permitiu uma argumentação romanceada no <a href="/wpt/Kalan" class="new" title="Kalan" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Kalan" id="wx53">Kalan</a>, mas essa influência foi amenizada por algumas idéias da <a href="/wpt/Filosofia_grega" class="new" title="Filosofia grega" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Filosofia_grega" id="wx54">filosofia grega</a> que surgiram com o crescimento dos filósofos <a href="/wpt/Mu%E2%80%99tazilah" class="new" title="Mu’tazilah" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Mu’tazilah" id="wx55">Mu’tazilah</a> que tentaram combinar a lógica e o racionalismo da filosofia grega com a doutrina islâmica e mostrar que as duas estão inerentemente interligadas. A influência dos tratados gregos sobre os filósofos islâmicos foi crucial na aceitação da lógica grega pela Europa medieval, e os comentários de <a href="/wpt/Averr%C3%B3is" title="Averróis" wx:linktype="known" wx:pagename="Averróis" wx:page_id="377" id="wx56">Averróis</a> sobre o <a href="/wpt/%C3%93rganon" class="new" title="Órganon" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Órganon" id="wx57">Órganon</a> teve um papel importante no subseqüente desenvolvimento da lógica medieval européia.</p>

<p id="wx58">Apesar da sofisticação lógica de <a href="/wpt/Al-Ghazali" title="Al-Ghazali" wx:linktype="known" wx:pagename="Al-Ghazali" wx:page_id="87565" id="wx59">Al-Ghazali</a>, o crescimento da escola <a href="/wpt/Asharite" class="new" title="Asharite" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Asharite" id="wx60">Asharite</a> lentamente sufocou os tratados em lógica do mundo islâmico.</p>

<a id="L.C3.B3gica_medieval" name="L.C3.B3gica_medieval"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Lógica medieval" id="wxsec6"><h2 id="wx61">Lógica medieval</h2>

<p id="wx62">“Lógica medieval” (também conhecida como lógica escolástica) é a lógica aristotélica desenvolvida na era medieval no período de 1200-1600 d.C. Esta tradição foi fundamentada através de textos como o Tractatus do <a href="/wpt/Pedro_da_Espanha" class="new" title="Pedro da Espanha" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Pedro_da_Espanha" id="wx63">Pedro da Espanha</a> (século XIII), cuja verdadeira identidade é desconhecida. <a href="/wpt/Tom%C3%A1s_de_Aquino" title="Tomás de Aquino" wx:linktype="known" wx:pagename="Tomás_de_Aquino" wx:page_id="8923" id="wx64">Tomás de Aquino</a> foi o filósofo que ousou mudar a antiga concepção tradicional, baseada em Platão e <a href="/wpt/Agostinho_de_Hipona" title="Agostinho de Hipona" wx:linktype="known" wx:pagename="Agostinho_de_Hipona" wx:page_id="9726" id="wx65">Agostinho</a>, concebendo uma visão aristotélica, e desenvolvendo a escolástica tomista.</p>

<p id="wx66">Essa antiga tradição também recebeu diversas considerações diferentes no século XIV com as obras de <a href="/wpt/William_de_Ockham" title="William de Ockham" wx:linktype="known" wx:pagename="William_de_Ockham" wx:page_id="40203" id="wx67">William de Ockham</a> (1287-1347) e Jean Buridan.</p>

<p id="wx68">Os últimas obras dessa tradição são “Lógica” de John Poinsot (1589-1644, também conhecido como <a href="/wpt/John_de_St_Thomas" class="new" title="John de St Thomas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="John_de_St_Thomas" id="wx69">John de St Thomas</a>), e o “Discussões Metafísicas” de Francisco Suarez (1548-1617).</p>

<a id="L.C3.B3gica_tradicional" name="L.C3.B3gica_tradicional"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Lógica tradicional" id="wxsec7"><h2 id="wx70">Lógica tradicional</h2>

<p id="wx71">Esta tradição começou com o livro <i id="wx72">Lógica, ou a arte do pensamento</i> ou <i id="wx73"><a href="/wpt/Port-Royal_Logic" class="new" title="Port-Royal Logic" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Port-Royal_Logic" id="wx74">Port-Royal Logic</a></i> de <a href="/wpt/Antoine_Arnauld" title="Antoine Arnauld" wx:linktype="known" wx:pagename="Antoine_Arnauld" wx:page_id="187961" id="wx75">Antoine Arnauld</a> e <a href="/wpt/Pierre_Nicole" class="new" title="Pierre Nicole" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Pierre_Nicole" id="wx76">Pierre Nicole</a>. Publicado em 1662, esse livro foi a mais influente introdução em lógica até o inicio do século 20. Port-Royal Logic apresenta ao leitor uma doutrina cartesiana (onde uma proposta é uma combinação de idéias ao invés de termos) com uma estrutura que deriva da lógica aristotélica e medieval. O livro teve oito edições entre 1664 e 1700. Ele foi reimpresso em inglês ate o fim do século XIX.</p>

<p id="wx77">A descrição das proposições que Locke faz em <i id="wx78">Uma Tese a Respeito do Entendimento Humano</i> é a mesma do Port-Royal. “Proposições verbais, que são palavras, são signos que representam nossas idéias, juntando-as ou separando-as em sentenças verdadeiras ou falsas. Então estas preposições consistem em juntar ou separar esse signos de acordo com as coisas que eles representam para concordar ou discordar.” (Lock, <i id="wx79">Uma Tese a Respeito do Entendimento Humano, IV. 5 6</i>)</p>

<p id="wx80">Obras que se enquadram nessa tradição incluem <a href="/wpt/Isaac_Watts" class="new" title="Isaac Watts" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Isaac_Watts" id="wx81">Isaac Watts</a> <i id="wx82">Lógica: Ou, o Correto Uso da Razão</i> (1725), <i id="wx83">Lógica</i> de <a href="/wpt/Richard_Wately" class="new" title="Richard Wately" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Richard_Wately" id="wx84">Richard Wately</a> (1826), e uma das últimas grande obras dessa tradição <i id="wx85">Um Sistema Lógico</i> de <a href="/wpt/John_Stuart_Mill" title="John Stuart Mill" wx:linktype="known" wx:pagename="John_Stuart_Mill" wx:page_id="10540" id="wx86">John Stuart Mill</a> (1843).</p>

<a id="O_advento_da_l.C3.B3gica_moderna" name="O_advento_da_l.C3.B3gica_moderna"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="O advento da lógica moderna" id="wxsec8"><h2 id="wx87">O advento da lógica moderna</h2>

<p id="wx88">Historicamente, <a href="/wpt/Ren%C3%A9_Descartes" title="René Descartes" wx:linktype="known" wx:pagename="René_Descartes" wx:page_id="20981" id="wx89">René Descartes</a>, deve ter sido o primeiro filósofo a utilizar as técnicas algébricas como meio de exploração científica. A idéia de um “cálculo do raciocínio” também foi cultivada por <a href="/wpt/Gottfried_Wilhelm_Leibniz" title="Gottfried Wilhelm Leibniz" wx:linktype="known" wx:pagename="Gottfried_Wilhelm_Leibniz" wx:page_id="22458" id="wx90">Gottfried Wilhelm Leibniz</a>.</p>

<p id="wx91"><a href="/wpt/Gottlob_Frege" title="Gottlob Frege" wx:linktype="known" wx:pagename="Gottlob_Frege" wx:page_id="55803" id="wx92">Gottlob Frege</a> no (Begriffschrift, ou ideografia) criou um sistema de representação simbólica para representar formalmente a estrutura dos enunciados lógicos e suas relações, e a invenção do cálculo dos predicados. Esta parte da decomposição funcional da estrutura interna das frases (substituindo a velha dicotomia analítica sujeito-predicado, herdada da tradição <a href="/wpt/L%C3%B3gica_aristot%C3%A9lica" title="Lógica aristotélica" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_aristotélica" wx:page_id="12416" id="wx93">lógica aristotélica</a>, pela oposição matemática função-argumento) e da articulação do conceito de quantificação (implícito na lógica clássica da generalidade), tornando assim possível a sua manipulação em regras de dedução formal. (os enunciados "para todo o x", "existe um x" que denotam operações de quantificação sobre variáveis lógicas têm a sua origem no seu trabalho fundador, ex: "Todos os humanos são mortais" se torna "Todos os X são tais que, se x é um humano então x é mortal.").</p>

<p id="wx94">Ao contrário de <a href="/wpt/Arist%C3%B3teles" title="Aristóteles" wx:linktype="known" wx:pagename="Aristóteles" wx:page_id="302" id="wx95">Aristóteles</a>, e mesmo de <a href="/wpt/Boole" class="new" title="Boole" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Boole" id="wx96">Boole</a>, que procuravam identificar as formas válidas de argumento, a preocupação básica de Frege era a sistematização do raciocínio matemático, ou dito de outra maneira, encontrar uma caracterização precisa do que é uma “demonstração matemática”. Frege havia notado que os matemáticos da época freqüentemente cometiam erros em suas demonstrações, supondo assim que certos <a href="/wpt/Teoremas" class="new" title="Teoremas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Teoremas" id="wx97">teoremas</a> estavam demonstrados, quando na verdade não estavam. Para corrigir isso, Frege procurou formalizar as regras de demonstração, iniciando com regras elementares, bem simples, sobre cuja aplicação não houvesse dúvidas. O resultado que revolucionou a lógica, foi a criação do <a href="/wpt/C%C3%A1lculo_de_predicados" title="Cálculo de predicados" wx:linktype="known" wx:pagename="Cálculo_de_predicados" wx:page_id="201228" id="wx98">cálculo de predicados</a> (ou <a href="/wpt/L%C3%B3gica_de_predicados" title="Lógica de predicados" wx:linktype="known" wx:pagename="Lógica_de_predicados" wx:page_id="201229" id="wx99">lógica de predicados</a>).</p>

<p id="wx100">Em 1889 <a href="/wpt/Giuseppe_Peano" title="Giuseppe Peano" wx:linktype="known" wx:pagename="Giuseppe_Peano" wx:page_id="285301" id="wx101">Giuseppe Peano</a> publicou seus nove axiomas, que mas tarde cinco destes vieram a ser conhecido com <a href="/wpt/Axiomas_de_Peano" title="Axiomas de Peano" wx:linktype="known" wx:pagename="Axiomas_de_Peano" wx:page_id="336987" id="wx102">axiomas de Peano</a> e, destes cinco, um veio a ser a formalização do princípio da <a href="/wpt/Indu%C3%A7%C3%A3o_matem%C3%A1tica" title="Indução matemática" wx:linktype="known" wx:pagename="Indução_matemática" wx:page_id="23807" id="wx103">indução matemática</a></p>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec9"><h2 id="wx104">Ligações externas</h2>

<ul id="wx105">
<li id="wx106"><a href="http://www.formalontology.it/history-of-logic.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx107">History of logic and his relation to ontology: an annotated bibliography</a></li>
</ul>
</wx:section></wx:section></div>
<div id="wx_categorylinks">
<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Hist%C3%B3ria_da_l%C3%B3gica" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx108">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx109"><a href="/wpt/Categoria:L%C3%B3gica" title="Categoria:Lógica" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Lógica" wx:page_id="22410" id="wx110">Lógica</a></span></div>
<div id="wx_languagelinks">
Outras línguas: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_logic" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="en:History_of_logic" id="wx111">English</a> | <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Historia_de_la_l%C3%B3gica" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="es:Historia_de_la_lógica" id="wx112">Español</a> | <a href="http://fi.wikipedia.org/wiki/Logiikan_historia" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="fi:Logiikan_historia" id="wx113">Suomi</a> | <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Histoire_de_la_logique" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="fr:Histoire_de_la_logique" id="wx114">Français</a> | <a href="http://hu.wikipedia.org/wiki/A_logika_t%C3%B6rt%C3%A9nete" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="hu:A_logika_története" id="wx115">Magyar</a> | <a href="http://nl.wikipedia.org/wiki/Geschiedenis_van_de_logica" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="nl:Geschiedenis_van_de_logica" id="wx116">Nederlands</a> | <a href="http://pl.wikipedia.org/wiki/Historia_logiki" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="pl:Historia_logiki" id="wx117">Polski</a> | <a href="http://tr.wikipedia.org/wiki/Mant%C4%B1k_tarihi" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="tr:Mantık_tarihi" id="wx118">Türkçe</a> | <a href="http://zh.wikipedia.org/wiki/%E9%80%BB%E8%BE%91%E5%8F%B2" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="zh:逻辑史" id="wx119">中文</a></div>
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</html>
