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<title>Rui de Noronha</title>
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<wx:section level="1" title="Rui de Noronha" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Rui de Noronha</h1>

<p id="wx2"><b id="wx3">Rui de Noronha</b> (<a href="/wpt/Maputo" title="Maputo" wx:linktype="known" wx:pagename="Maputo" wx:page_id="23019" id="wx4">Maputo</a>, <a href="/wpt/28_de_outubro" title="28 de outubro" wx:linktype="known" wx:pagename="28_de_outubro" wx:page_id="39067" id="wx5">28 de outubro</a> de <a href="/wpt/1909" title="1909" wx:linktype="known" wx:pagename="1909" wx:page_id="1997" id="wx6">1909</a> - <a href="/wpt/25_de_Dezembro" title="25 de Dezembro" wx:linktype="known" wx:pagename="25_de_Dezembro" wx:page_id="11106" id="wx7">25 de Dezembro</a> de <a href="/wpt/1943" title="1943" wx:linktype="known" wx:pagename="1943" wx:page_id="11620" id="wx8">1943</a>) foi um <a href="/wpt/Poeta" title="Poeta" wx:linktype="known" wx:pagename="Poeta" wx:page_id="52795" id="wx9">poeta</a> <a href="/wpt/Mo%C3%A7ambicano" title="Moçambicano" wx:linktype="known" wx:pagename="Moçambicano" wx:page_id="1456863" id="wx10">moçambicano</a>. Possui um livro publicado postumamente, intitulado Sonetos; Editora Minerva Central, s/d. Escritor moçambicano, assinou-se também António Ruy de Noronha e Carranquinha de Aguilar. Tendo feito os estudos liceais em <a href="/wpt/Maputo" title="Maputo" wx:linktype="known" wx:pagename="Maputo" wx:page_id="23019" id="wx11">Maputo</a>, entrou para o funcionalismo público, onde trabalhou nos Caminhos de Ferro e na Divisão de Fiscalização de <a href="/wpt/Nampula" title="Nampula" wx:linktype="known" wx:pagename="Nampula" wx:page_id="28677" id="wx12">Nampula</a>, exercendo simultaneamente o jornalismo. O Brado Africano, O Mundo Português, África Magazine, Miragem, Moçambique e Notícias do Bloqueio estamparam os seus textos de crítica literária e os seus poemas, parte dos quais foram reunidos sob o título Sonetos, no ano da sua morte, em edição póstuma, ficando inéditos os seus contos.</p>

<p id="wx13">Desde logo mostrou e deixou transparecer, na sua vida e na sua escrita, um temperamento recolhido, uma personalidade introvertida e amargurada. Foi, sem dúvida, um homem infeliz. Nunca chegou a concretizar, em vida, o grande sonho de publicar o seu livro de poemas, que se diz ter intitulado Lua Nova . Seria, postumamente, um grupo de amigos que viria a cumprir o seu desejo, ao publicar, em 1943, Sonetos , em parte composto de <a href="/wpt/Sonetos" class="new" title="Sonetos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Sonetos" id="wx14">sonetos</a> publicados na imprensa local.</p>

<p id="wx15">Muitos dos seus poemas, porém, ainda se encontram inéditos, ou então esquecidos na Imprensa, como é o ocaso de "O Brado Africano", na década de 30.</p>

<p id="wx16">Poeta de transição, e vivendo numa época em que os escritores moçambicanos ainda não tinham tido a oportunidade de acordar a sua consciência para as mensagens poéticas de conteúdo social, caracteristicamente moçambicanas, por outro lado limitado como estava pela repressão cultural em que utilizar a África real como fundamento/tema-chave era imediatamente alvo do exercício diário da Censura, a obra de Rui de Noronha ficará marcada como o primeiro sinal expressivo, o precursor mesmo, de uma nova fase da poesia moçambicana, que viria mais tarde a alcançar o verdadeiro ponto de ruptura com o passado.</p>

<p id="wx17">É fundamental, assim, chamar a atenção para a importância deste poeta que veio a anteceder, em cerca de mais de dez anos, o arranque, definitivo e altivo, para a construção de uma poesia tipicamente moçambicana.</p>

<p id="wx18">Incluído em inúmeras antologias estrangeiras – na Rússia, na República Checa, na Holanda, na Itália, nos EUA, na França, na Argélia, na Suécia, no Brasil e em Portugal – Rui de Noronha celebrizou-se pelo poema “Quenguelequezée …” – cujo título é um grito característico do rito de passagem do cu-iandla, no qual se mostra à lua nova a criança recém-nascida, para que ela se transforme em pessoa (…). (…) O ritmo de Augusto Gil (…) em “Passas leve …”, lembrar à negra a sua condição de sujeito, reescrever a história de Gungunhana e Mouzinho de Albuquerque, de lançar ao que é africano um olhar despido do pitoresco, ou de, num tom que ainda está longe dos poemas dos seus compatriotas dos anos 60, lamentar a sorte do negro, tornando-se, assim, um dos precursores da literatura moçambicana, reconhecido por poetas da negritude, como Noémia de Sousa que, em sua homenagem, escreve “Poema para Rui de Noronha”.</p>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Rui_de_Noronha" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx19">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx20"><a href="/wpt/Categoria:Poetas_de_Mo%C3%A7ambique" title="Categoria:Poetas de Moçambique" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Poetas_de_Moçambique" wx:page_id="124759" id="wx21">Poetas de Moçambique</a></span></div>
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