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<title>Descritivismo</title>
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<wx:section level="1" title="Descritivismo" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Descritivismo</h1>

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<table style="margin: 0 0 1em 1em; border: solid #aaa 1px; background: #f9f9f9; padding: 1ex; font-size: 90%; clear: right; float: right;" class="noprint" id="wx2">
<tr id="wx3">
<td id="wx4"><a href="/wpt/Imagem:Portal.svg" title="Portal" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Portal.svg" id="wx5"><img src="/wpt/Imagem:Portal.svg" alt="Portal" width="36" id="wx6"/></a> </td>
<td id="wx7">
<p id="wx8">A Wikipédia possui o<br id="wx9"/>
<i id="wx10"><b id="wx11"><a href="/wpt/Portal:Filosofia" class="new" title="Portal:Filosofia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Portal:Filosofia" id="wx12">Portal de filosofia</a></b></i></p>

<div class="hiddenStructure" id="wx13"><i id="wx14"><b id="wx15">{{{Portal2}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx16"><i id="wx17"><b id="wx18">{{{Portal3}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx19"><i id="wx20"><b id="wx21">{{{Portal4}}}</b></i></div>

<div class="hiddenStructure" id="wx22"><i id="wx23"><b id="wx24">{{{Portal5}}}</b></i></div>
</td>
</tr>
</table>

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<p id="wx25"><b id="wx26">Descritivismo</b> é a concepção que o conteúdo semântico de um <a href="/wpt/Nome_pr%C3%B3prio" title="Nome próprio" wx:linktype="known" wx:pagename="Nome_próprio" wx:page_id="109354" id="wx27">nome próprio</a> é uma condição descritiva -- ou conjunto de condições descritivas. Uma outra maneira de formular essa concepção é dizer que o <a href="/wpt/Significado" title="Significado" wx:linktype="known" wx:pagename="Significado" wx:page_id="15551" id="wx28">significado</a> de um nome próprio é dado por uma descrição definida ou conjunto de <a href="/wpt/Descri%C3%A7%C3%B5es_definidas" title="Descrições definidas" wx:linktype="known" wx:pagename="Descrições_definidas" wx:page_id="256429" id="wx29">descrições definidas</a>. Segundo uma leitura bastante conhecida -- a crítica de <a href="/wpt/Saul_Kripke" title="Saul Kripke" wx:linktype="known" wx:pagename="Saul_Kripke" wx:page_id="187973" id="wx30">Saul Kripke</a> em <i id="wx31">Naming and Necessity</i> -- <a href="/wpt/Gottlob_Frege" title="Gottlob Frege" wx:linktype="known" wx:pagename="Gottlob_Frege" wx:page_id="55803" id="wx32">Gottlob Frege</a> e <a href="/wpt/Bertrand_Russell" title="Bertrand Russell" wx:linktype="known" wx:pagename="Bertrand_Russell" wx:page_id="12429" id="wx33">Bertrand Russell</a> teriam defendido o descritivismo (que Kripke chama "a concepção de Frege-Russell"). Costuma-se contrastar essa posição a respeito das relações entre nomes e descrições com o <a href="/wpt/Millianismo" title="Millianismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Millianismo" wx:page_id="261128" id="wx34">millianismo</a>.</p>

<a id="Duas_esp.C3.A9cies_de_descritivismo" name="Duas_esp.C3.A9cies_de_descritivismo"/>
<wx:section level="2" title="Duas espécies de descritivismo" id="wxsec2"><h2 id="wx35">Duas espécies de descritivismo</h2>

<p id="wx36">Pode-se destacar duas espécies de descritivismo. Para a primeira, nomes comportam-se, semanticamente, como descrições definidas rigidificadas (ou atualizadas). Assim, o nome "Aristóteles" poderia ter como conteúdo semântico uma descrição como "o <i id="wx37">atual</i> discípulo de Platão" -- que, a despeito de sua artificialidade, funcionaria como um <a href="/wpt/Designador_r%C3%ADgido" title="Designador rígido" wx:linktype="known" wx:pagename="Designador_rígido" wx:page_id="188252" id="wx38">designador rígido</a>. (Essa espécie é chamada pelo filósofo português João Branquinho -- em "Sobrevive o Descritivismo Actualizado aos Argumentos Modais?" -- pelo sugestivo nome de "descritivismo actualizado".) Por sua vez, para a segunda espécie, nomes comportam-se como descrições definidas consideradas com seus escopos, ou alcances, amplos com respeito aos de outros operadores que interagem com eles (cf. <a href="/wpt/Escopo" title="Escopo" wx:linktype="known" wx:pagename="Escopo" wx:page_id="276428" id="wx39">escopo</a>). Por exemplo, se considerarmos o conteúdo de "Aristóteles" dado pela descrição "o último grande filósofo da antiguidade" (para usarmos os exemplos de Kripke, em <i id="wx40">Naming and Necessity</i> ), a frase</p>

<p id="wx41">(1) Aristóteles gostava de cães,</p>

<p id="wx42">poderia ser considerada como equivalente à</p>

<p id="wx43">(2) O último grande filósofo da antiguidade gostava de cães,</p>

<p id="wx44">e interpretada, com respeito a uma situação <a href="/wpt/Contrafactual" title="Contrafactual" wx:linktype="known" wx:pagename="Contrafactual" wx:page_id="262636" id="wx45">contrafactual</a> <i id="wx46">w</i> , p.ex., em que Aristóteles não foi o último grande filósofo da antiguidade, como (3):</p>

<p id="wx47">(3) Em <i id="wx48">w</i>, o último grande filósofo da antiguidade gostava de cães.</p>

<p id="wx49">Todavia, (3) é ambigua entre as seguintes interpretações:</p>

<p id="wx50">(4) [O <i id="wx51">x</i> : <i id="wx52">x</i> é o último grande filósofo da antiguidade] (Em <i id="wx53">w</i>, <i id="wx54">x</i> gostava de cães)</p>

<p id="wx55">e</p>

<p id="wx56">(5) Em <i id="wx57">w</i> [o último grande filósofo da antiguidade gostava de cães].</p>

<p id="wx58">Assim, essa espécie de descritivismo (conhecida entre os filósofos de língua inglesa como <i id="wx59">widescopism</i>), alegadamente poderia explicar a diferença no <i id="wx60">comportamento modal</i> de (1) e (2) <i id="wx61">e</i> manter que seu <i id="wx62">conteúdo semântico</i> é o mesmo. (Essa estratégia é apresentada, p.ex. , por David Sosa (2001), em "Rigidity in the scope of Russell's theory", <i id="wx63">Noûs</i>, 35, 1-38.)</p>

<p id="wx64">Ao lado de David Sosa, defensores recentes do descritivismo, contra os argumentos modais, semânticos e epistemológicos, de Kripke (e outros), são Michael Nelson (2002), em "Descriptivism defended" (<i id="wx65">Noûs</i>, 36, 408-36), e Jason Stanley (1997), em "Names and rigid designation" (Hale, R. and Wright, C. (eds.), <i id="wx66">A Companion to the Philosophy of Language</i>, Oxford: Blacwell ). Além desses, Leonard Linsy (1977), em <i id="wx67">Names and Descriptions</i> (Chicago: The University of Chicago Press ) e Michael Dummett (1973 ), em <i id="wx68">Frege: Philosophy of Language</i> ( London: Duckworth ), estão entre os mais conhecidos e ilustres defensores do descritivismo.</p>

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<tr id="wx70">
<td id="wx71"><a href="/wpt/Imagem:Sanzio_01_cropped.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Sanzio_01_cropped.png" id="wx72"><img src="/wpt/Imagem:Sanzio_01_cropped.png" alt="" width="25" id="wx73"/></a> </td>
<td id="wx74">
<p id="wx75">  <i id="wx76">Este artigo é um <a href="/wpt/Wikipedia:Esbo%C3%A7o" title="Wikipedia:Esboço" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Esboço" id="wx77">esboço</a> sobre <b id="wx78"><a href="/wpt/Filosofia" title="Filosofia" wx:linktype="known" wx:pagename="Filosofia" wx:page_id="844" id="wx79">Filosofia</a></b>. Pode ajudar a Wikipédia <span class="plainlinks" id="wx80"><a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Descritivismo&amp;action=edit" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx81">expandindo-o</a></span>.</i></p>
</td>
</tr>
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