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<title>Boitatá (lenda)</title>
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<wx:section level="1" title="Boitatá (lenda)" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">Boitatá (lenda)</h1>

<p id="wx2">No <a href="/wpt/Folclore" title="Folclore" wx:linktype="known" wx:pagename="Folclore" wx:page_id="846" id="wx3">folclore</a> <a href="/wpt/Brasil" title="Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Brasil" wx:page_id="404" id="wx4">brasileiro</a>, o <b id="wx5">Boitatá</b> é uma gigantesca cobra-de-fogo que protege os <a href="/wpt/Campo" title="Campo" wx:linktype="known" wx:pagename="Campo" wx:page_id="6518" id="wx6">campos</a> contra aqueles que o incendeiam. Vive nas <a href="/wpt/%C3%81gua" title="Água" wx:linktype="known" wx:pagename="Água" wx:page_id="5313" id="wx7">águas</a> e pode se transformar também numa tora em brasa, queimando aqueles que põem fogo nas <a href="/wpt/Mata" title="Mata" wx:linktype="known" wx:pagename="Mata" wx:page_id="8336" id="wx8">matas</a>.</p>

<p id="wx9">O boitatá está associado a fenônemos luminosos resultantes da <a href="/wpt/Decomposi%C3%A7%C3%A3o" title="Decomposição" wx:linktype="known" wx:pagename="Decomposição" wx:page_id="16308" id="wx10">decomposição</a> de <a href="/wpt/Mat%C3%A9ria_org%C3%A2nica" title="Matéria orgânica" wx:linktype="known" wx:pagename="Matéria_orgânica" wx:page_id="231083" id="wx11">matéria orgânica</a>, à maneira do <a href="/wpt/Fogo-f%C3%A1tuo" title="Fogo-fátuo" wx:linktype="known" wx:pagename="Fogo-fátuo" wx:page_id="378962" id="wx12">fogo-fátuo</a>.</p>

<p id="wx13">A palavra, de origem indígena como a lenda, tem o significado de cobra (<i id="wx14">mboi</i>) de fogo (<i id="wx15">tata</i>), sendo Mbãetata em sua lingua original.</p>

<p id="wx16">Na obra <a href="/wpt/Lendas_do_Sul" title="Lendas do Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Lendas_do_Sul" wx:page_id="63883" id="wx17">Lendas do Sul</a>, de <a href="/wpt/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Neto" title="João Simões Lopes Neto" wx:linktype="known" wx:pagename="João_Simões_Lopes_Neto" wx:page_id="47881" id="wx18">João Simões Lopes Neto</a>, há um conto com este nome que descreve bem o que seja a lenda. Há registro de que a primeira versão da história foi feita pelo padre José de Anchieta, que o denominou com o termo tupi Mbaetatá - coisa de fogo. A idéia era de uma luz que se movimentava no espaço, daí, "Veio a imagem da marcha ondulada da serpente ". Foi essa imagem que se consagrou na imaginação popular Descrevem o Boitatá como uma serpente com olhos que parecem dois faróis, <a href="/wpt/Couro" title="Couro" wx:linktype="known" wx:pagename="Couro" wx:page_id="99055" id="wx19">couro</a> transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas, nas beiras dos rios. Em <a href="/wpt/Santa_Catarina" title="Santa Catarina" wx:linktype="known" wx:pagename="Santa_Catarina" wx:page_id="1705" id="wx20">Santa Catarina</a>, a figura aparece da seguinte maneira: um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".</p>

<p id="wx21">A versão que predominou foi a do <a href="/wpt/Rio_Grande_do_Sul" title="Rio Grande do Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Rio_Grande_do_Sul" wx:page_id="2731" id="wx22">Rio Grande do Sul</a>. Nessa região, narra a lenda que houve um período de noite sem fim nas matas. Além da escuridão, houve uma enorme enchente causada por chuvas torrenciais. Assustados, os animais correram para um ponto mais elevado afim de se protegerem. A <a href="/wpt/Boigua%C3%A7u" title="Boiguaçu" wx:linktype="known" wx:pagename="Boiguaçu" wx:page_id="197903" id="wx23">boiguaçu</a>, uma cobra que vivia numa gruta escura, acorda com a inundação e, faminta, decide sair em busca de alimento, com a vantagem de ser o único bicho acostumado a enxergar na escuridão. Decide comer a parte que mais lhe apetecia, os olhos dos animais e de tanto comê-los vai ficando toda luminosa, cheia de luz de todos esses olhos. O seu corpo transforma-se em ajuntadas pupilas rutilantes, bola de chamas, clarão vivo, boitatá, cobra de fogo. Ao mesmo tempo a alimentação fruga! deixa a boiguaçu muito fraca. Ela morre e reaparece nas <a href="/wpt/Mata" title="Mata" wx:linktype="known" wx:pagename="Mata" wx:page_id="8336" id="wx24">matas</a> serpenteando luminosa. Quem encontra esse ser fantástico nas campinas pode ficar cego, morrer e até enlouquecer. Assim, para evitar o desastre os homens acreditam que têm que ficar parados, sem respirar. e de olhos bem fechados. A tentativa de escapulir apresenta riscos porque o ente pode imaginar fuga de alguém que ateou fogo nas matas. No Rio Grande do Sul, acredita-se que o "boitatá" é o protetor das inatas e das campinas. A verdade é que a idéia de uma <a href="/wpt/Cobra" title="Cobra" wx:linktype="known" wx:pagename="Cobra" wx:page_id="32122" id="wx25">cobra</a> luminosa, protetora de campinas e dos campos aparece freqüentemente na literatura, sobretudo nas narrativas do Rio Grande do Sul.</p>

<p id="wx26"><wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Esboço" page_id="23909"/>
<br id="wx27"/>
</p>

<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" style="background-color: white; border: 1px solid #ccc; padding: 5px; font-size:85%;" class="noprint" id="wx28">
<tr id="wx29">
<td id="wx30"><a href="/wpt/Imagem:Nuvola_apps_ksig.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Nuvola_apps_ksig.png" id="wx31"><img src="/wpt/Imagem:Nuvola_apps_ksig.png" alt="" width="32" id="wx32"/></a> </td>
<td id="wx33"><span class="plainlinks" id="wx34"><i id="wx35">Este artigo é somente um <a href="/wpt/Wikipedia:Esbo%C3%A7o" title="Wikipedia:Esboço" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Esboço" id="wx36">esboço</a>. Você pode ajudar a Wikipédia <a href="http://wpt/wpt/index.php?title=Boitat%C3%A1_%28lenda%29&amp;action=edit" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx37">expandindo-o</a>.</i></span><br id="wx38"/>
<font color="#BBBBBB" id="wx39"><i id="wx40">Editor: considere marcar com um <a href="/wpt/Wikipedia:Namespace_predefini%C3%A7%C3%A3o/Avisos_e_alertas/Esbo%C3%A7os" title="Wikipedia:Namespace predefinição/Avisos e alertas/Esboços" wx:linktype="known" wx:pagename="Wikipedia:Namespace_predefinição/Avisos_e_alertas/Esboços" id="wx41"><font color="#999999" id="wx42">esboço mais específico</font></a>.</i></font> </td>
</tr>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=Boitat%C3%A1_%28lenda%29" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx43">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx44"><a href="/wpt/Categoria:%21Esbo%C3%A7os" title="Categoria:!Esboços" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Esboços" wx:page_id="60300" id="wx45">!Esboços</a></span> | <span dir="ltr" id="wx46"><a href="/wpt/Categoria:Lendas_do_Brasil" title="Categoria:Lendas do Brasil" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Lendas_do_Brasil" wx:page_id="117682" id="wx47">Lendas do Brasil</a></span> | <span dir="ltr" id="wx48"><a href="/wpt/Categoria:Criaturas_fant%C3%A1sticas" title="Categoria:Criaturas fantásticas" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Criaturas_fantásticas" wx:page_id="223921" id="wx49">Criaturas fantásticas</a></span> | <span dir="ltr" id="wx50"><a href="/wpt/Categoria:Tradi%C3%A7%C3%B5es_e_folclore_do_Rio_Grande_do_Sul" title="Categoria:Tradições e folclore do Rio Grande do Sul" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Tradições_e_folclore_do_Rio_Grande_do_Sul" wx:page_id="1575219" id="wx51">Tradições e folclore do Rio Grande do Sul</a></span> | <span dir="ltr" id="wx52"><a href="/wpt/Categoria:%21Artigos_sem_interwiki" title="Categoria:!Artigos sem interwiki" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:!Artigos_sem_interwiki" wx:page_id="1133291" id="wx53">!Artigos sem interwiki</a></span></div>
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