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<title>El coloso</title>
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<div id="wx_article">
<wx:section level="1" title="El coloso" id="wxsec1"><h1 class="pagetitle" id="wx1">El coloso</h1>

<wx:template id="wx_t2" pagename="Predefinição:Pintura" page_id="175751"/>
<table class="infobox" style="text-align:center; background:#FBF5DF;" id="wx2">
<tr id="wx3">
<td style="padding:0;" class="toccolours" id="wx4"><a href="/wpt/Imagem:El_coloso.jpg" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:El_coloso.jpg" id="wx5"><img src="/wpt/Imagem:El_coloso.jpg" alt="" width="250" height="250" id="wx6"/></a> </td>
</tr>

<tr id="wx7">
<td id="wx8"><i id="wx9"><b id="wx10"><big id="wx11">El coloso<br id="wx12"/>
 (O Colosso)</big></b></i> </td>
</tr>

<tr id="wx13">
<td id="wx14"><b id="wx15"><a href="/wpt/Francisco_de_Goya" title="Francisco de Goya" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Goya" wx:page_id="23500" id="wx16">Francisco de Goya</a></b>
<p id="wx17">, <a href="/wpt/1808" title="1808" wx:linktype="known" wx:pagename="1808" wx:page_id="28412" id="wx18">1808</a>-<a href="/wpt/1812" title="1812" wx:linktype="known" wx:pagename="1812" wx:page_id="25486" id="wx19">1812</a></p>
</td>
</tr>

<tr id="wx20">
<td id="wx21"><a href="/wpt/%C3%93leo_sobre_tela" title="Óleo sobre tela" wx:linktype="known" wx:pagename="Óleo_sobre_tela" wx:page_id="1154585" id="wx22">Óleo sobre tela</a> </td>
</tr>

<tr id="wx23">
<td id="wx24">
<p id="wx25">116 × 105 cm</p>
</td>
</tr>

<tr id="wx26">
<td id="wx27"><a href="/wpt/Museu_do_Prado" title="Museu do Prado" wx:linktype="known" wx:pagename="Museu_do_Prado" wx:page_id="63691" id="wx28">Museu do Prado</a>
<p id="wx29">(<a href="/wpt/Madrid" title="Madrid" wx:linktype="known" wx:pagename="Madrid" wx:page_id="7419" id="wx30">Madrid</a>)</p>
</td>
</tr>
</table>

<wx:templateend start="wx_t2"/>
<p id="wx31"><i id="wx32"><b id="wx33">O colosso</b></i>, em <a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx34">espanhol</a> <i id="wx35"><b id="wx36">El coloso</b></i>, é um quadro de <a href="/wpt/Francisco_de_Goya" title="Francisco de Goya" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Goya" wx:page_id="23500" id="wx37">Francisco de Goya</a> pintado entre <a href="/wpt/1808" title="1808" wx:linktype="known" wx:pagename="1808" wx:page_id="28412" id="wx38">1808</a> e <a href="/wpt/1812" title="1812" wx:linktype="known" wx:pagename="1812" wx:page_id="25486" id="wx39">1812</a>, chamado também <i id="wx40"><b id="wx41">O gigante</b></i> no inventário dos bens de Goya de 1812, ano no qual passou a ser propriedade do seu filho, Javier Goya.<sup id="_ref-0" class="reference"><a href="#_note-0" title="" wx:fragment="_note-0" wx:linktype="note" id="wx42"/></sup> Posteriormente pertenceu a <a href="/wpt/Pedro_Fern%C3%A1ndez_Dur%C3%A1n" class="new" title="Pedro Fernández Durán" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Pedro_Fernández_Durán" id="wx43">Pedro Fernández Durán</a>, quem legou sua coleção ao <a href="/wpt/Museu_do_Prado" title="Museu do Prado" wx:linktype="known" wx:pagename="Museu_do_Prado" wx:page_id="63691" id="wx44">Museu do Prado</a> onde se conserva <i id="wx45">El coloso</i> desde <a href="/wpt/1931" title="1931" wx:linktype="known" wx:pagename="1931" wx:page_id="12244" id="wx46">1931</a>.</p>

<p id="wx47">Um gigante de tamanho colossal ergue-se atrás uns montes —que ocultam suas pernas até as coxas—, ocupando o centro da imagem, rodeado de nuvens e com os punhos em alto. A parte inferior do quadro (um terço deste) é ocupada por um sombrio vale onde uma multidão de gente e gado corre em todas as direções.</p>

<p id="wx48">A obra tem diversas interpretações, recebendo, aliás, outras denominações: <i id="wx49">O pânico</i> ou <i id="wx50">A tormenta</i>.<sup id="_ref-MM_0" class="reference"><a href="#_note-MM" title="" wx:fragment="_note-MM" wx:linktype="note" id="wx51"/></sup></p>

<div id="wx_toc"/>

<a id="An.C3.A1lise" name="An.C3.A1lise"/>
<wx:section level="2" title="Análise" id="wxsec2"><h2 id="wx52">Análise</h2>

<p id="wx53">O enorme corpo do gigante ocupa o centro da composição. Parece adotar uma postura combativa a julgar pela posição do braço e o punho fechado. O quadro foi pintado durante a <a href="/wpt/Guerra_da_Independ%C3%AAncia_Espanhola" title="Guerra da Independência Espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Guerra_da_Independência_Espanhola" wx:page_id="1426047" id="wx54">Guerra da Independência Espanhola</a>, pelo qual poderia representar dito confronto bélico. <a href="/wpt/Nigel_Glendinning" class="new" title="Nigel Glendinning" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Nigel_Glendinning" id="wx55">Nigel Glendinning</a> afirma que o quadro está baseado num poema patriótico de <a href="/wpt/Juan_Bautista_Arriaza" class="new" title="Juan Bautista Arriaza" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Juan_Bautista_Arriaza" id="wx56">Juan Bautista Arriaza</a> chamado «Profecia do Pireneu».<sup id="_ref-1" class="reference"><a href="#_note-1" title="" wx:fragment="_note-1" wx:linktype="note" id="wx57"/></sup> Em ele apresenta-se ao povo espanhol como um gigante surgido dos <a href="/wpt/Pireneus" title="Pireneus" wx:linktype="known" wx:pagename="Pireneus" wx:page_id="39826" id="wx58">Pireneus</a> para se opor à invasão napoleônica.</p>

<p id="wx59">A atitude do gigante foi objeto de várias interpretações. Não se sabe se está caminhando ou assenta-se firme sobre suas pernas separadas. Também é ambígua sua posição; poderia estar atrás às montanhas ou enterrado até mais acima do joelho, o que sucede em outros quadros pertencentes às <a href="/wpt/Pinturas_negras" title="Pinturas negras" wx:linktype="known" wx:pagename="Pinturas_negras" wx:page_id="1769132" id="wx60">Pinturas negras</a>, como o <i id="wx61"><a href="/wpt/Duelo_a_bordoadas" class="new" title="Duelo a bordoadas" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Duelo_a_bordoadas" id="wx62">Duelo a bordoadas</a></i>. Também não aparecem as pernas do <i id="wx63"><a href="/wpt/Saturno_devorando_a_un_hijo" title="Saturno devorando a un hijo" wx:linktype="known" wx:pagename="Saturno_devorando_a_un_hijo" wx:page_id="1769152" id="wx64">Saturno devorando a un hijo</a></i> e mesmo aparece enterrado até o colo —ou atrás o terrapleno?— o <i id="wx65"><a href="/wpt/Perro_semihundido" class="new" title="Perro semihundido" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Perro_semihundido" id="wx66">Perro semihundido</a></i>. Por outro lado, o gigante tem os olhos fechados, o que poderia representar a idéia de <a href="/wpt/Viol%C3%AAncia" title="Violência" wx:linktype="known" wx:pagename="Violência" wx:page_id="48599" id="wx67">violência</a> cega.</p>

<p id="wx68">Contrastando com a erguida figura do gigante, aparecem no vale diminutas figuras de gentes da povoação que aparentemente fogem em todas as direções, exceto um asno que permanece quieto, o qual poderia simbolizar, conforme menciona Luna, a incompreensão do fenômeno da <a href="/wpt/Guerra" title="Guerra" wx:linktype="known" wx:pagename="Guerra" wx:page_id="5327" id="wx69">guerra</a>.<sup id="_ref-2" class="reference"><a href="#_note-2" title="" wx:fragment="_note-2" wx:linktype="note" id="wx70"/></sup></p>

<p id="wx71">A técnica desta obra é similar à das <a href="/wpt/Pinturas_Negras" title="Pinturas Negras" wx:linktype="known" wx:pagename="Pinturas_Negras" wx:page_id="1778517" id="wx72">Pinturas Negras</a> da <a href="/wpt/Quinta_del_Sordo" class="new" title="Quinta del Sordo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Quinta_del_Sordo" id="wx73">Quinta del Sordo</a>. Mesmo se propôs uma datação tardia do quadro, alegando que a menção a <i id="wx74">O colosso</i> do inventário de 1812 não alude a esta obra. Contudo, Nigel Glendinning recusou esta datação tardia, baseada só em aspetos estilísticos, pois que todos eles se acham já presentes (se bem que não no mesmo grau) em quadros anteriores, desde <i id="wx75"><a href="/wpt/A_pradaria_de_Santo_Isidro" class="new" title="A pradaria de Santo Isidro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="A_pradaria_de_Santo_Isidro" id="wx76">A pradaria de Santo Isidro</a></i> em 1788 para as diminutas figuras resolvidas com rápido traço; até os <i id="wx77"><a href="/wpt/Caprichos" class="new" title="Caprichos" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Caprichos" id="wx78">Caprichos</a></i> (1799) números 3 («Que vem o coco») e 52 («O que pode um alfaiate») para o motivo da figura de proporções gigantes que atemoriza.<sup id="_ref-3" class="reference"><a href="#_note-3" title="" wx:fragment="_note-3" wx:linktype="note" id="wx79"/></sup> Além de alguns debuxos nos seus quadros de apontes similares, tais como «Uma figura gigantesca sobre uma sacada», «Um encapuzado gigantesco» e «Sono. Pregão de Bruxas» (Gassier e Wilson n. 625, 633 e 638).<sup id="_ref-4" class="reference"><a href="#_note-4" title="" wx:fragment="_note-4" wx:linktype="note" id="wx80"/></sup></p>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx81"><a href="/wpt/Imagem:El_coloso_%28estampa_suelta_de_Goya%29.jpg" title="O colosso (estampa solta, 1810-1818).Gravado à água-tinta brunida." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:El_coloso_(estampa_suelta_de_Goya).jpg" id="wx82"><img src="/wpt/Imagem:El_coloso_%28estampa_suelta_de_Goya%29.jpg" alt="O colosso (estampa solta, 1810-1818).Gravado à água-tinta brunida." width="225" id="wx83"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx84"><i id="wx85">O colosso</i>
<p id="wx86">(estampa solta, 1810-1818).<br id="wx87"/>
Gravado à água-tinta brunida.</p>
</div>
</div>

<p id="wx88">Existe, além disso, toda uma série de motivos paralelos nos <i id="wx89"><a href="/wpt/Desastres_da_Guerra" title="Desastres da Guerra" wx:linktype="known" wx:pagename="Desastres_da_Guerra" wx:page_id="1781554" id="wx90">Desastres da Guerra</a></i> e a estampa solta homônima <i id="wx91"><a href="/wpt/El_coloso_%28estampa%29" class="new" title="El coloso (estampa)" wx:linktype="unknown" wx:pagename="El_coloso_(estampa)" id="wx92">El coloso</a></i>, datada entre 1810 e 1818, que representa a um gigante sentado em uma paisagem desolado e noturno, como indica uma minguada lua numa esquina. A postura e a noite não expressam a combatividade do óleo, senão a solidão, e não há nada que o possa relacionar com a guerra. Também não se pode dilucidar se tem os olhos fechados, mas sim parece emprestar escuta, fazendo algo que talvez Goya, <a href="/wpt/Surdez" title="Surdez" wx:linktype="known" wx:pagename="Surdez" wx:page_id="438798" id="wx93">surdo</a> de 1793, sentia saudade, ou talvez refletindo a atenta percepção de quem careça do senso do ouvido ou da vista, ou ambos.</p>

<p id="wx94">O certo é que o quadro a óleo adota o estilo das <a href="/wpt/Pinturas_Negras" title="Pinturas Negras" wx:linktype="known" wx:pagename="Pinturas_Negras" wx:page_id="1778517" id="wx95">Pinturas Negras</a>. Domina a cor preta, os toques de cor são mínimos e aplicados com <a href="/wpt/Esp%C3%A1tula" title="Espátula" wx:linktype="known" wx:pagename="Espátula" wx:page_id="1040780" id="wx96">espátula</a> e a temática é a do Sublime Terrível, que caracterizaria o <a href="/wpt/Pr%C3%A9-romantismo" title="Pré-romantismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Pré-romantismo" wx:page_id="773837" id="wx97">pré-romantismo</a>. É preciso insistir que o emocional que representa o pânico como causa da fuga caótica do povo também incidiria nesta estética pré-romântica, bem como que o colosso pode ser a encarnação da consciência coletiva dos ideais de identidade dos povos, ou <i id="wx98"><a href="/wpt/Volkgeist" class="new" title="Volkgeist" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Volkgeist" id="wx99">Volkgeist</a></i>, surgido com o <a href="/wpt/Romantismo" title="Romantismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Romantismo" wx:page_id="18685" id="wx100">romantismo</a> idealista alemão e feito princípio comum na Europa de princípios do XIX, mais quando essa consciência aglutina-se ante uma agressão vista como estrangeira. A poesia de exaltação patriótica da época, como é o caso da «Profecia del Pirineo», era conhecida de memória por muitos espanhóis, e, sem dúvida, por Goya que, além disso, era amigo de conhecidos <a href="/wpt/Literatura_espanhola_do_Iluminismo" class="new" title="Literatura espanhola do Iluminismo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Literatura_espanhola_do_Iluminismo" id="wx101">literatos ilustrados</a> e pré-românticos.</p>

<p id="wx102">Especulou-se com outras interpretações do significado desta obra. Associando-o à <a href="/wpt/Emblema" class="new" title="Emblema" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Emblema" id="wx103">emblemática</a>, viu-se a possibilidade de o colosso for a representação de um <a href="/wpt/Fernando_VII_da_Espanha" title="Fernando VII da Espanha" wx:linktype="known" wx:pagename="Fernando_VII_da_Espanha" wx:page_id="1204296" id="wx104">Fernando VII</a> incompetente e ensoberbecido, onde os montes contribuiriam para sublinhar a soberbia e o asno imóvel, à aristocracia estancada e partidária da <a href="/wpt/Monarquia_absoluta" title="Monarquia absoluta" wx:linktype="known" wx:pagename="Monarquia_absoluta" wx:page_id="96690" id="wx105">Monarquia absoluta</a>. Também foi estudada a presença da figura do gigante nas ilustrações <a href="/wpt/S%C3%A1tira" title="Sátira" wx:linktype="known" wx:pagename="Sátira" wx:page_id="60519" id="wx106">satíricas</a> deste período ou a figura mítica de Hércules, habitualmente associado ao monarca espanhol, opondo-se ao regime napoleônico. A postura do gigante, segundo a pesquisa mediante <a href="/wpt/Raios_X" title="Raios X" wx:linktype="known" wx:pagename="Raios_X" wx:page_id="44903" id="wx107">raios X</a>, guarda relação com o <i id="wx108"><a href="/wpt/H%C3%A9rcules_Farnesio" class="new" title="Hércules Farnesio" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hércules_Farnesio" id="wx109">Hércules Farnesio</a></i> divulgado pelas gravuras de <a href="/wpt/Hendrick_Goltzius" class="new" title="Hendrick Goltzius" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hendrick_Goltzius" id="wx110">Hendrick Goltzius</a> ou o <i id="wx111"><a href="/wpt/H%C3%A9rcules_Hisp%C3%A2nico" class="new" title="Hércules Hispânico" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Hércules_Hispânico" id="wx112">Hércules Hispânico</a></i> que pintara <a href="/wpt/Francisco_de_Zurbar%C3%A1n" title="Francisco de Zurbarán" wx:linktype="known" wx:pagename="Francisco_de_Zurbarán" wx:page_id="300808" id="wx113">Francisco de Zurbarán</a> na sua série de «<a href="/wpt/Los_Trabajos_de_H%C3%A9rcules" class="new" title="Los Trabajos de Hércules" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Los_Trabajos_de_Hércules" id="wx114">los Trabajos de Hércules</a>» entre as grandes telas de batalhas do <a href="/wpt/Sal%C3%A3o_de_Reinos_do_Pal%C3%A1cio_do_Bom_Retiro" class="new" title="Salão de Reinos do Palácio do Bom Retiro" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Salão_de_Reinos_do_Palácio_do_Bom_Retiro" id="wx115">sala de Reinos</a> do <a href="/wpt/Pal%C3%A1cio_do_Bom_Retiro" title="Palácio do Bom Retiro" wx:linktype="known" wx:pagename="Palácio_do_Bom_Retiro" wx:page_id="1152805" id="wx116">Palácio do Bom Retiro</a>.</p>

<div class="wx_image" wx:thumb="thumb" id="wx117"><a href="/wpt/Imagem:Juan_Bautista_Arriaza.JPG" title="Juan Bautista Arriaza, autor da «Profecia del Pirineo», provavelmente a fonte de inspiração da iconografia de O Colosso." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Juan_Bautista_Arriaza.JPG" id="wx118"><img src="/wpt/Imagem:Juan_Bautista_Arriaza.JPG" alt="Juan Bautista Arriaza, autor da «Profecia del Pirineo», provavelmente a fonte de inspiração da iconografia de O Colosso." width="200" id="wx119"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx120"><a href="/wpt/Juan_Bautista_Arriaza" class="new" title="Juan Bautista Arriaza" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Juan_Bautista_Arriaza" id="wx121">Juan Bautista Arriaza</a>
<p id="wx122">, autor da «Profecia del Pirineo», provavelmente a fonte de inspiração da iconografia de <i id="wx123">O Colosso</i>.</p>
</div>
</div>

<p id="wx124">Contudo, Glendinning insistiu em que a idéia de um gigante é habitual na poesia patriótica da Guerra da Independência. Tem antecedentes clássicos no <a href="/wpt/S%C3%A9culo_de_Ouro" title="Século de Ouro" wx:linktype="known" wx:pagename="Século_de_Ouro" wx:page_id="206416" id="wx125">Século de Ouro</a>, como as figuras alegóricas do teatro barroco (<i id="wx126"><a href="/wpt/La_Numancia" class="new" title="La Numancia" wx:linktype="unknown" wx:pagename="La_Numancia" id="wx127">La Numancia</a></i> de Cervantes contém uma passagem onde Espanha aparece representada num diálogo com o Douro), e muitos de eles são aparições permitidas por Deus (como ocorria com <a href="/wpt/Santiago" title="Santiago" wx:linktype="known" wx:pagename="Santiago" wx:page_id="6180" id="wx128">Santiago</a> ou <a href="/wpt/S%C3%A3o_Jorge" title="São Jorge" wx:linktype="known" wx:pagename="São_Jorge" wx:page_id="36640" id="wx129">São Jorge</a> em batalhas importantes contra os muçulmanos) para incutir ânimo nos combatentes. Há gigantes similares na poesia patriótica de <a href="/wpt/Manuel_Jos%C3%A9_Quintana" title="Manuel José Quintana" wx:linktype="known" wx:pagename="Manuel_José_Quintana" wx:page_id="200168" id="wx130">Quintana</a> «<i id="wx131">A España, después de la revolución de marzo</i>», na qual sombras enormes de heróis espanhóis, como <a href="/wpt/Fernando_III_de_Castela" title="Fernando III de Castela" wx:linktype="known" wx:pagename="Fernando_III_de_Castela" wx:page_id="116217" id="wx132">Fernando III</a>, <a href="/wpt/O_Grande_Capit%C3%A3o" class="new" title="O Grande Capitão" wx:linktype="unknown" wx:pagename="O_Grande_Capitão" id="wx133">o Grande Capitão</a> e <a href="/wpt/El_Cid" title="El Cid" wx:linktype="known" wx:pagename="El_Cid" wx:page_id="65875" id="wx134">El Cid</a>, animam à resistência. Em outro poema de <a href="/wpt/Crist%C3%B3bal_de_Be%C3%B1a" class="new" title="Cristóbal de Beña" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Cristóbal_de_Beña" id="wx135">Cristóbal de Beña</a> faz-se aparecer a sombra de <a href="/wpt/Jaime_I_de_Arag%C3%A3o" title="Jaime I de Aragão" wx:linktype="known" wx:pagename="Jaime_I_de_Aragão" wx:page_id="439028" id="wx136">Jaime I o Conquistador</a> com parecidos fins; em «Saragoça», um poema de <a href="/wpt/Francisco_Mart%C3%ADnez_da_Rosa" class="new" title="Francisco Martínez da Rosa" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Francisco_Martínez_da_Rosa" id="wx137">Francisco Martínez da Rosa</a> de <a href="/wpt/1812" title="1812" wx:linktype="known" wx:pagename="1812" wx:page_id="25486" id="wx138">1812</a>, aparece para animar ao <a href="/wpt/Jos%C3%A9_de_Palafox_e_Melci" class="new" title="José de Palafox e Melci" wx:linktype="unknown" wx:pagename="José_de_Palafox_e_Melci" id="wx139">General Palafox</a> nos <a href="/wpt/S%C3%ADtios_de_Sarago%C3%A7a" class="new" title="Sítios de Saragoça" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Sítios_de_Saragoça" id="wx140">Sítios de Saragoça</a> seu antepassado <a href="/wpt/Rodrigo_de_Rebolledo" class="new" title="Rodrigo de Rebolledo" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Rodrigo_de_Rebolledo" id="wx141">Rodrigo de Rebolledo</a> e, finalmente, num <a href="/wpt/Hino" title="Hino" wx:linktype="known" wx:pagename="Hino" wx:page_id="42922" id="wx142">hino</a> a <a href="/wpt/Batalha_de_Bail%C3%A9n" class="new" title="Batalha de Bailén" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Batalha_de_Bailén" id="wx143">Bailén</a>, do mesmo Arriaza, surge o vencedor de <a href="/wpt/Batalha_das_Navas_de_Tolosa" title="Batalha das Navas de Tolosa" wx:linktype="known" wx:pagename="Batalha_das_Navas_de_Tolosa" wx:page_id="65391" id="wx144">as Navas de Tolosa</a>, o rei <a href="/wpt/Afonso_VIII_de_Castela" title="Afonso VIII de Castela" wx:linktype="known" wx:pagename="Afonso_VIII_de_Castela" wx:page_id="123538" id="wx145">Afonso VIII de Castela</a>.</p>

<p id="wx146">Apesar de todo o anterior, segue havendo incógnitas, pois que não podemos interpretar convincentemente nem a direção do gigante (caso que esteja avançando), nem vemos contra que inimigo dirige-se, embora, e sempre segundo este autor, é muito provável que a arriscada orografia oculte ao exército inimigo ao outro lado do vale onde fogem as gentes civis, pelo qual expor que se trate de um confronto entre o inimigo francês e o gigante, que encarnaria a defesa espanhola, como no poema de <a href="/wpt/Juan_Bautista_Arriaza" class="new" title="Juan Bautista Arriaza" wx:linktype="unknown" wx:pagename="Juan_Bautista_Arriaza" id="wx147">Arriaza</a>, é muito verossímil. Sua vontade de lutar sem armas, com os braços, como expressa o próprio Arriaza no seu poema <i id="wx148">Recuerdos del Dos de Mayo</i> (<i id="wx149">op. cit</i>. págs. 61-67): «<i id="wx150">De tanto joven que sin armas, fiero / entre las filas se le arroja audaz</i>» (p. 63, IV)<sup id="_ref-5" class="reference"><a href="#_note-5" title="" wx:fragment="_note-5" wx:linktype="note" id="wx151"/></sup> incide no caráter heróico do povo espanhol. Seu heroísmo contrasta com o medo do resto da povoação, fugindo dispersos num movimento em múltiples direções, só detido ocasionalmente para ajudar a algum desmaiado ou por efeito da legendária teimosia do jumento.</p>

<div class="wx_image" wx:align="left" wx:thumb="thumb" id="wx152"><a href="/wpt/Imagem:El_coloso_%28detalle%29.jpg" title="Detalhe da zona inferior do quadro. Gentes e bestas fogem em várias direções, formando uma composição dinâmica de linhas centrífuga." wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:El_coloso_(detalle).jpg" id="wx153"><img src="/wpt/Imagem:El_coloso_%28detalle%29.jpg" alt="Detalhe da zona inferior do quadro. Gentes e bestas fogem em várias direções, formando uma composição dinâmica de linhas centrífuga." width="400" id="wx154"/></a> 

<div class="thumbcaption" id="wx155">
<p id="wx156">Detalhe da zona inferior do quadro. Gentes e bestas fogem em várias direções, formando uma composição dinâmica de linhas centrífuga.</p>
</div>
</div>

<p id="wx157">Enquanto aos eixos de composição, há várias direções que representam dinamicamente as direções da multidão que corre nomeadamente para o canto inferior esquerda do quadro, e que se prolongaria para além dos limites deste, e outra contrária debuxada pela debandada dos touros para a direita. Entre estes movimentos há outros de espera pela atenção a algum caído ou pessoa em dificuldades que ritmam o movimento, e dão a impressão de caos. O gigante, separado num plano mais profundo pelas montanhas, internar-se-ia num plano mais afastado do espectador, escorado para atrás e à esquerda, formando com o seu avanço uma diagonal em ângulo oposto às direções da multidão que foge.</p>

<p id="wx158">O tratamento da luz, que poderia ser de ocaso, rodeia e ressalta as nuvens que circundam a cintura do colosso, como descreve o poema de Arriaza «Cercavam sua cintura / celagens de ocidente enrogecidos» (Juan Bautista Arriaza, «Profecia do Pirineu», vv. 31-32.). Essa iluminação sesgada, interrompida pelas moles montanhosas, fracionada, aumenta a sensação de falta de equilíbrio e desordem. Tratar-se-ia da conhecida «duvidosa luz do dia» de <a href="/wpt/Luis_de_G%C3%B3ngora" title="Luis de Góngora" wx:linktype="known" wx:pagename="Luis_de_Góngora" wx:page_id="938403" id="wx159">Góngora</a> (<i id="wx160">Fábula de Polifemo e Galateia</i>, v. 72.). Em lugar de uma composição <a href="/wpt/For%C3%A7a_centr%C3%ADpeta" title="Força centrípeta" wx:linktype="known" wx:pagename="Força_centrípeta" wx:page_id="150793" id="wx161">centrípeta</a>, onde as direções nos levam a um núcleo central, aqui todas as linhas de movimento disparam-se para desintegrar a unidade em múltiples percursos para as margens. Trata-se de outro dos quadros nos quais se manifesta uma composição orgânica (neste caso <a href="/wpt/For%C3%A7a_centr%C3%ADfuga" title="Força centrífuga" wx:linktype="known" wx:pagename="Força_centrífuga" wx:page_id="484404" id="wx162">centrífuga</a>), típica do <a href="/wpt/Romantismo" title="Romantismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Romantismo" wx:page_id="18685" id="wx163">Romantismo</a>, em função dos movimentos e direções procedentes das figuras do interior do quadro, em lugar da mecânica, própria do <a href="/wpt/Neoclassicismo" title="Neoclassicismo" wx:linktype="known" wx:pagename="Neoclassicismo" wx:page_id="20762" id="wx164">Neoclassicismo</a>, imposta por eixos de retas formadas pelos volumes e devidas à vontade racional do pintor.</p>

<wx:template id="wx_t3" pagename="Predefinição:Ref-section" page_id="1467239"/>
<a id="Refer.C3.AAncias" name="Refer.C3.AAncias"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Referências" id="wxsec3"><h2 class="notes" style="cursor:help" title="Esta secção não é editável por razões técnicas. Edite a página toda ao invés disso, ou a secção anterior." id="wx165">Referências</h2>

<div class="references-small" style="height: auto; max-height: 200px; overflow: auto; padding: 3px; border: 1px solid #EEEEEE" id="wx166">
<ol class="references" id="wx167">
<li id="_note-0"><a href="#_ref-0" title="" wx:fragment="_ref-0" wx:linktype="noteref" id="wx168">↑</a>
<p id="wx169">Esta pintura, segundo Nigel Glendinning (<i id="wx170">op. cit.</i>, 1993, p. 140.) «foi pintado entre aquela data [1808] e a de 1812, que o quadro foi inventariado entre os que passaram a ser propriedade do filho do pintor, depois da morte de sua mãe, dona Josefa Bayeu. Foi-lhe dado o título de <i id="wx171">O gigante</i> nesta partilha de bens (...)».</p>
</li>

<li id="_note-MM"><a href="#_ref-MM_0" title="" wx:fragment="_ref-MM_0" wx:linktype="noteref" id="wx172">↑</a>
<p id="wx173">CIRLOT, L. (dir.), <i id="wx174">Museo del Prado II</i>, Col. «Museos del Mundo», Tomo 7, Espasa, 2007. <a href="/wpt/index.php?title=Especial:Booksources&amp;isbn=9788467438109" class="internal" id="wx175">ISBN 978-84-674-3810-9</a>, pág. 83</p>
</li>

<li id="_note-1"><a href="#_ref-1" title="" wx:fragment="_ref-1" wx:linktype="noteref" id="wx176">↑</a>
<p id="wx177">No poema de <a href="http://books.google.com/books?id=vdgFAAAAQAAJ&amp;printsec=titlepage&amp;dq=Profecia+Pirineo&amp;num=100&amp;as_brr=1&amp;hl=es#PPA27,M1" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx178">Juan Bautista Arriaza, «Profecia do Pireneu» (vv. 25-36)</a> aparece um <a href="/wpt/Tit%C3%A3" title="Titã" wx:linktype="known" wx:pagename="Titã" wx:page_id="7112" id="wx179">Titã</a> que se ergue sobre os Pireneus, cordilheira cuja etimologia significa monte queimado e assim foi refletida na tradição literária espanhola, como se observa na <i id="wx180">Fábula de Polifemo y Galatea</i> de <a href="/wpt/Luis_de_G%C3%B3ngora" title="Luis de Góngora" wx:linktype="known" wx:pagename="Luis_de_Góngora" wx:page_id="938403" id="wx181">Góngora</a>; ao gigante Polifemo chama-o de «este Pireneu» no verso 62. O poema de Arriaza descreve detalhes como os das nuvens que rodeiam sua cintura, precisão que Goya reflete no quadro:</p>

<table cellpadding="10" align="center" style="border-collapse:collapse; background-color:transparent; border-style:none;" id="wx182">
<tr id="wx183">
<td width="10" valign="top" id="wx184"><a href="/wpt/Imagem:Cquote1.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Cquote1.png" id="wx185"><img src="/wpt/Imagem:Cquote1.png" alt="" width="20" id="wx186"/></a> </td>
<td id="wx187"><i id="wx188">Ved que sobre una cumbre<br id="wx189"/>
de aquel anfiteatro cavernoso,<br id="wx190"/>
del sol de ocaso a la encendida lumbre<br id="wx191"/>
descubre alzado un pálido Coloso<br id="wx192"/>
que eran los Pirineos<br id="wx193"/>
basa humilde a sus miembros giganteos.<br id="wx194"/>
<br id="wx195"/>
Cercaban su cintura<br id="wx196"/>
celajes de occidente enrojecidos,<br id="wx197"/>
dando expresión terrible a su figura<br id="wx198"/>
con triste luz sus ojos encendidos<br id="wx199"/>
y al par del mayor monte,<br id="wx200"/>
enlutando su sombra el horizonte..</i> </td>
<td width="10" valign="bottom" id="wx201"><a href="/wpt/Imagem:Cquote2.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Cquote2.png" id="wx202"><img src="/wpt/Imagem:Cquote2.png" alt="" width="20" id="wx203"/></a> </td>
</tr>
</table>
</li>

<li id="_note-2"><a href="#_ref-2" title="" wx:fragment="_ref-2" wx:linktype="noteref" id="wx204">↑</a>
<p id="wx205">Juan J. Luna, «O colosso» [em linha], em <i id="wx206">Catálogo da exposição celebrada no Museu de Saragoça de 3 de Outubro a 1 de Dezembro de 1996</i>, <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/goya_43.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx207">nº 43: <i id="wx208">O colosso</i>.</a></p>
</li>

<li id="_note-3"><a href="#_ref-3" title="" wx:fragment="_ref-3" wx:linktype="noteref" id="wx209">↑</a> <i id="wx210">Cfr.</i>
<p id="wx211">os <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/estampas/caprichos/caprichos_01.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx212"><i id="wx213">Caprichos</i> citados; nº 3 «Que vêm o coco» e nº 52 «O que pode um alfaiate»</a></p>
</li>

<li id="_note-4"><a href="#_ref-4" title="" wx:fragment="_ref-4" wx:linktype="noteref" id="wx214">↑</a>
<p id="wx215">Nigel Glendinning, <a href="http://goliath.ecnext.com/coms2/gi_0199-162006/El-Coloso-de-Goya-y.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx216">O Colosso de Goya e a poesia patriótica do seu tempo</a>, <i id="wx217">Dieciocho: Hispanic Enlightenment</i>, [em linha], 22-03-2004. Nota: acesso gratuito a uma parte do artigo, no qual recusa a datação tardia do quadro. [consultado o 16-06-2007]</p>
</li>

<li id="_note-5"><a href="#_ref-5" title="" wx:fragment="_ref-5" wx:linktype="noteref" id="wx218">↑</a> <a href="http://books.google.com/books?id=vdgFAAAAQAAJ&amp;printsec=titlepage&amp;dq=Profecia+Pirineo&amp;num=100&amp;as_brr=1&amp;hl=es#PPA63,M1" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx219">«Recuerdos del Dos de Mayo», pág. 63, IV.</a></li>
</ol>
</div>

<wx:templateend start="wx_t3"/>
<p id="wx220">=</p>

<ol class="references" id="wx221">
<li id="_note-0_1"><a href="#_ref-0" title="" wx:fragment="_ref-0" wx:linktype="noteref" id="wx222">↑</a>
<p id="wx223">Esta pintura, segundo Nigel Glendinning (<i id="wx224">op. cit.</i>, 1993, p. 140.) «foi pintado entre aquela data [1808] e a de 1812, que o quadro foi inventariado entre os que passaram a ser propriedade do filho do pintor, depois da morte de sua mãe, dona Josefa Bayeu. Foi-lhe dado o título de <i id="wx225">O gigante</i> nesta partilha de bens (...)».</p>
</li>

<li id="_note-MM_1"><a href="#_ref-MM_0" title="" wx:fragment="_ref-MM_0" wx:linktype="noteref" id="wx226">↑</a>
<p id="wx227">CIRLOT, L. (dir.), <i id="wx228">Museo del Prado II</i>, Col. «Museos del Mundo», Tomo 7, Espasa, 2007. <a href="/wpt/index.php?title=Especial:Booksources&amp;isbn=9788467438109" class="internal" id="wx229">ISBN 978-84-674-3810-9</a>, pág. 83</p>
</li>

<li id="_note-1_1"><a href="#_ref-1" title="" wx:fragment="_ref-1" wx:linktype="noteref" id="wx230">↑</a>
<p id="wx231">No poema de <a href="http://books.google.com/books?id=vdgFAAAAQAAJ&amp;printsec=titlepage&amp;dq=Profecia+Pirineo&amp;num=100&amp;as_brr=1&amp;hl=es#PPA27,M1" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx232">Juan Bautista Arriaza, «Profecia do Pireneu» (vv. 25-36)</a> aparece um <a href="/wpt/Tit%C3%A3" title="Titã" wx:linktype="known" wx:pagename="Titã" wx:page_id="7112" id="wx233">Titã</a> que se ergue sobre os Pireneus, cordilheira cuja etimologia significa monte queimado e assim foi refletida na tradição literária espanhola, como se observa na <i id="wx234">Fábula de Polifemo y Galatea</i> de <a href="/wpt/Luis_de_G%C3%B3ngora" title="Luis de Góngora" wx:linktype="known" wx:pagename="Luis_de_Góngora" wx:page_id="938403" id="wx235">Góngora</a>; ao gigante Polifemo chama-o de «este Pireneu» no verso 62. O poema de Arriaza descreve detalhes como os das nuvens que rodeiam sua cintura, precisão que Goya reflete no quadro:<wx:template id="wx_t1" pagename="Predefinição:Quote1" page_id="355098"/>
</p>

<table cellpadding="10" align="center" style="border-collapse:collapse; background-color:transparent; border-style:none;" id="wx236">
<tr id="wx237">
<td width="10" valign="top" id="wx238"><a href="/wpt/Imagem:Cquote1.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Cquote1.png" id="wx239"><img src="/wpt/Imagem:Cquote1.png" alt="" width="20" id="wx240"/></a> </td>
<td id="wx241"><i id="wx242">Ved que sobre una cumbre<br id="wx243"/>
de aquel anfiteatro cavernoso,<br id="wx244"/>
del sol de ocaso a la encendida lumbre<br id="wx245"/>
descubre alzado un pálido Coloso<br id="wx246"/>
que eran los Pirineos<br id="wx247"/>
basa humilde a sus miembros giganteos.<br id="wx248"/>
<br id="wx249"/>
Cercaban su cintura<br id="wx250"/>
celajes de occidente enrojecidos,<br id="wx251"/>
dando expresión terrible a su figura<br id="wx252"/>
con triste luz sus ojos encendidos<br id="wx253"/>
y al par del mayor monte,<br id="wx254"/>
enlutando su sombra el horizonte..</i> </td>
<td width="10" valign="bottom" id="wx255"><a href="/wpt/Imagem:Cquote2.png" title="" wx:linktype="image" wx:pagename="Imagem:Cquote2.png" id="wx256"><img src="/wpt/Imagem:Cquote2.png" alt="" width="20" id="wx257"/></a> </td>
</tr>
</table>

<wx:templateend start="wx_t1"/></li>

<li id="_note-2_1"><a href="#_ref-2" title="" wx:fragment="_ref-2" wx:linktype="noteref" id="wx258">↑</a>
<p id="wx259">Juan J. Luna, «O colosso» [em linha], em <i id="wx260">Catálogo da exposição celebrada no Museu de Saragoça de 3 de Outubro a 1 de Dezembro de 1996</i>, <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/goya_43.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx261">nº 43: <i id="wx262">O colosso</i>.</a></p>
</li>

<li id="_note-3_1"><a href="#_ref-3" title="" wx:fragment="_ref-3" wx:linktype="noteref" id="wx263">↑</a> <i id="wx264">Cfr.</i>
<p id="wx265">os <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/estampas/caprichos/caprichos_01.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx266"><i id="wx267">Caprichos</i> citados; nº 3 «Que vêm o coco» e nº 52 «O que pode um alfaiate»</a></p>
</li>

<li id="_note-4_1"><a href="#_ref-4" title="" wx:fragment="_ref-4" wx:linktype="noteref" id="wx268">↑</a>
<p id="wx269">Nigel Glendinning, <a href="http://goliath.ecnext.com/coms2/gi_0199-162006/El-Coloso-de-Goya-y.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx270">O Colosso de Goya e a poesia patriótica do seu tempo</a>, <i id="wx271">Dieciocho: Hispanic Enlightenment</i>, [em linha], 22-03-2004. Nota: acesso gratuito a uma parte do artigo, no qual recusa a datação tardia do quadro. [consultado o 16-06-2007]</p>
</li>

<li id="_note-5_1"><a href="#_ref-5" title="" wx:fragment="_ref-5" wx:linktype="noteref" id="wx272">↑</a> <a href="http://books.google.com/books?id=vdgFAAAAQAAJ&amp;printsec=titlepage&amp;dq=Profecia+Pirineo&amp;num=100&amp;as_brr=1&amp;hl=es#PPA63,M1" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx273">«Recuerdos del Dos de Mayo», pág. 63, IV.</a></li>
</ol>

<a id="Fontes" name="Fontes"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Fontes" id="wxsec4"><h2 id="wx274">Fontes</h2>

<ul id="wx275">
<li id="wx276">
<p id="wx277">ARRIAZA, Juan Bautista, «Profecía del Pirineo», em <i id="wx278">Poesias patrióticas</i>, Londres, T. Bensley, 1810, <a href="http://books.google.com/books?id=vdgFAAAAQAAJ&amp;printsec=titlepage&amp;dq=Profecia+Pirineo&amp;num=100&amp;as_brr=1&amp;hl=es#PPA27,M1" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx279">págs. 27-40</a>.</p>
</li>

<li id="wx280">
<p id="wx281">GLENDINNING, Nigel, <i id="wx282">Francisco de Goya</i>, Madrid, Quadernos de História 16 (col. «A arte e seus criadores», nº 30), 1993, págs. 88-89 e Ficha da obra em pág. 140.</p>
</li>

<li id="wx283">
<p id="wx284">——, <a href="http://goliath.ecnext.com/coms2/gi_0199-162006/El-Colosso-de-Goya-y.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx285">«O Colosso de Goya e a poesia patriótica do seu tempo»</a>, <i id="wx286">Dieciocho: Hispanic Enlightenment</i>, [em linha], 22-03-2004. Nota: acesso gratuito a parte do artigo, no qual recusa a datação tardia do quadro. [Consulta: 16-06-2007]</p>
</li>

<li id="wx287">
<p id="wx288">LÚA, Juan J., «O colosso» [em linha], em <i id="wx289">Catálogo da exposição celebrada no Museu de Saragoça de 3 de Outubro a 1 de Dezembro de 1996</i>, <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/goya_43.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx290">nº 43: <i id="wx291">O colosso</i>.</a> Citado pela página web <i id="wx292">Realidad e Imagem: Goya 1746 - 1828</i> (url &lt;<a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/obras_goya.htm" class="external free" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx293">http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/obras_goya.htm</a>&gt;) [Consulta: 15-06-2007].</p>
</li>

<li id="wx294">
<p id="wx295">HAGEN, Rose-Márie e HAGEN, Rainer, <i id="wx296">Francisco de Goya</i>, Colônia, Taschen, 2003. <a href="/wpt/index.php?title=Especial:Booksources&amp;isbn=3822822965" class="internal" id="wx297">ISBN 3-8228-2296-5</a></p>
</li>
</ul>

<a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"/>
</wx:section><wx:section level="2" title="Ligações externas" id="wxsec5"><h2 id="wx298"><wx:template id="wx_t4" pagename="Predefinição:Ligações_externas" page_id="62491"/>Ligações externas<wx:templateend start="wx_t4"/></h2>

<ul id="wx299">
<li id="wx300"><wx:template id="wx_t5" pagename="Predefinição:Es" page_id="379001"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua espanhola|es]]" id="wx301">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx302">es</a>)</span><wx:templateend start="wx_t5"/> <a href="http://goya.unizar.es/InfoGoya/Obra/Catalogo_/Pintura_/462p.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx303">Ficha de <i id="wx304">O colosso</i> do catálogo de obras de Goya da Universidade de Saragoça.</a></li>

<li id="wx305"><wx:template id="wx_t6" pagename="Predefinição:Es" page_id="379001"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua espanhola|es]]" id="wx306">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx307">es</a>)</span><wx:templateend start="wx_t6"/>
<p id="wx308">Juan J. Luna, <a href="http://www.almendron.com/arte/pintura/goya/obras_goya/goya_43.htm" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx309"><i id="wx310">El coloso</i></a>, 1996.</p>
</li>

<li id="wx311"><wx:template id="wx_t7" pagename="Predefinição:Es" page_id="379001"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua espanhola|es]]" id="wx312">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx313">es</a>)</span><wx:templateend start="wx_t7"/> <a href="http://www.bne.es/productos/Goya/es_home_grabados.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx314">Exposição virtual de estampas de Goya da Biblioteca Nacional. Estampas soltas</a>
<p id="wx315">.</p>
</li>

<li id="wx316"><wx:template id="wx_t8" pagename="Predefinição:Es" page_id="379001"/><span style="cursor: help; font: bold small monospace;" title="Idioma: [[Língua espanhola|es]]" id="wx317">(<a href="/wpt/L%C3%ADngua_espanhola" title="Língua espanhola" wx:linktype="known" wx:pagename="Língua_espanhola" wx:page_id="11571" id="wx318">es</a>)</span><wx:templateend start="wx_t8"/> <a href="http://www.bne.es/productos/Goya/es_home_grabados.html" class="external text" wx:linktype="external" rel="nofollow" id="wx319"><i id="wx320">O colosso</i>. Estampa à água-tinta brunida.</a></li>
</ul>
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<a href="/wpt/index.php?title=Especial:Categories&amp;article=El_coloso" title="Especial:Categories" wx:linktype="known" wx:pagename="Especial:Categories" id="wx321">Categorias de páginas</a>: <span dir="ltr" id="wx322"><a href="/wpt/Categoria:Pinturas_de_Goya" title="Categoria:Pinturas de Goya" wx:linktype="known" wx:pagename="Categoria:Pinturas_de_Goya" wx:page_id="1156855" id="wx323">Pinturas de Goya</a></span></div>
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Outras línguas: <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/El_Coloso" class="external" wx:linktype="interwiki" wx:pagename="es:El_Coloso" id="wx324">Español</a></div>
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<p id="wx325">Juan Bautista Arriaza, «Profecia del Pirineo», em <i id="wx326">Poesias patrióticas</i>, Londres, T. Bensley, 1810, págs. 27-40, vv. 25-36.</p>
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<p id="wx327">Espanha</p>
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<p id="wx328">Referências</p>
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<p id="wx329">Referências</p>
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<p id="wx332">Referências</p>
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