Galeria de personagens

Literateca, Linguateca


Um dos conceitos essenciais da literatura, pelo menos da narratologia, é a noção de personagem, e para aumentar as potencialidades da Literateca decidimos marcar as personagens, e referenciá-las com um único identificador para congregar as várias formas de tratamento ou de menção das mesmas.

Iniciámos esse processo por apenas duas obras, uma portuguesa e uma brasileira, para servirem de protótipo ao que mais tarde se poderia vir a fazer em massa, e também para ajuizar o trabalho envolvido.

Foram essas obras, respetivamente do corpo OBras e do corpo Vercial,

Adicionámos, no campo sema a indicação Pessoa:Personagem:identificação. Por exemplo, temos as seguintes personagens em cada um dos livros Além disso, aproveitámos para subcategorizar também os outros nomes próprios que apareciam nessas obras, tendo portanto separado, além de Pessoa:Personagem, entre todos marcados no campo sema.

Relembramos que isto ainda é trabalho preliminar, e que todas as sugestões e comentários são muito bem vindos.

Critérios de marcação

A noção de personagem

Não fizemos, pelo menos por agora, separação entre personagens principais, secundárias ou tipos. Todas são marcadas como personagens. Embora se espere que maior parte das personagens sejam pessoas, existem casos onde as personagens são animais, ou entes não-humanos. Por agora são marcados como personagem tal qual as outras.

Outras pessoas ou entes

Quando existem nomes próprios que se referem, quer a pessoas históricas, quer a personagens fictícias que fazem parte do universo cultural da obra, marcamo-las como Pessoa, do tipo ficc (se for ficcional) ou do tipo hist (se for uma personagem histórica). Se forem entes do foro religioso, e para não forçarmos a identificação "ente religioso=pessoa ficcional", usámos a marcação Relig.

Nomes de obras

Não é certamente surpreendente que em obras literárias outras obras (literárias, musicais, visuais...) sejam referidas. Resolvemos criar uma categoria diferente, de Obra, para elas, embora por vezes isso obrigasse a uma análise mais aprofundada da atomização. Exemplos:
livro de Job
Frei Luís de Souza
Manon Lescaut

Locais

Finalmente, e visto que também pode ser interessante estudar os locais mencionados como nomes próprios nas diversas obras, marcámos a categoria de Local.

Por enquanto, sem distinguir se se refere a um local geográfico, ou ficcional, nem separando usos de nomes de países como culturas ou povos por oposição a locais geográficos.

Primeiros resultados

Apresentamos figuras sobre a presença de algumas personagens ao longo da obra, com uma janela de 3000 palavras, e um incremento de 500 palavras de ponto para ponto.

E uma primeira versão de uma rede de personagens, em dois formatos, calculados respetivamente com o módulo qgraph no R, e com o programa Gephi 0.9.2:

Tratamento de novas obras

A obra Helena de Machado de Assis foi tratada por Amanda Palazzo em dezembro de 2018.

Documentação técnica

É importante explicar como são obtidas: A primeira janela corresponde às primeiras 3000 palavras, a segunda à palavra 501 até 3500, a terceira ao intervalo da palavra 1001 até 4000, e por aí adiante. O valor é simplesmente o número de ocorrências da personagem nessas 3000 palavras. Conta-se apenas uma vez uma personagem com várias palavras.

As redes foram obtidas da seguinte maneira: correspondem a quantas vezes (quantos volumes) duas personagens coocorrrem, atenuado pelo logaritmo no caso das primeiras figuras (com qgraph).


Última atualização: 11 de janeiro de 2019
Equipa: Cláudia Freitas & Diana Santos
Redação: Diana Santos
Primeira versão: 28 de setembro de 2018
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