Polícia norueguesa começou a interrogar sobreviventes do massacre de Utoya




A polícia norueguesa começou esta quinta-feira a interrogar várias centenas de jovens que sobreviveram à chacina de 69 pessoas a 22 de Julho num acampamento juvenil na ilha de Utoya, perto de Oslo. 
Além das 69 pessoas que foram mortas a tiro numa universidade de verão do Partido Trabalhista em Utoya, outras oito morreram na explosão de um veículo armadilhado no centro da capital norueguesa. Um radical de extrema-direita, Anders Behring Breivik, foi detido por estes crimes e encontra-se atualmente em isolamento numa prisão de alta segurança perto de Oslo.

As autoridades norueguesas vão agora interrogar 590 jovens que estavam na ilha de Utoya durante a chacina, alguns dos quais menores de 16 anos, noticiou a agência espanhola EFE.
No início desta semana, representantes de todos os distritos policiais da Noruega receberam formação em Oslo para preparar os interrogatórios.
Mette Yvonne Larsen, advogada de familiares das vítimas, exigiu esta quinta-feira à polícia que explique o atraso da chegada das autoridades à ilha.
"Creio que é consensual que a polícia perdeu um tempo valioso e chegou demasiado tarde. O sistema falhou se um assassino pode continuar durante tanto tempo [sem ser detido]. Pelos nossos cálculos, a cada minuto morreu uma pessoa e outras três foram feridas", disse Larsen.
O governo norueguês nomeou uma comissão independente para analisar a resposta da polícia aos atentados.
