Quase mil cidades "unidas por uma mudança global"




De Syndey a Nova Deli, de Lisboa a Nova Iorque, 951 cidades de 82 países serão palco no sábado de manifestações e de outras acções de protesto para reclamar uma mudança global democrática e contestar o poder financeiro.
No "site" com o nome "United for globalchange" ("Unidos por uma mudança global"), que mostra um mapa onde estão assinaladas as iniciativas previstas para sábado, o número de países e de cidades que estão a aderir ao protesto mundial tem vindo a aumentar diariamente. 
Wellington, Jacarta, Buenos Aires, São Paulo, Vancouver, Jerusalém, Cidade do México, Cairo, Rabat, Tóquio, Londres, Paris, Atenas, Berlim e Roma são algumas das cidades identificadas no mapa do protesto.
Angra do Heroísmo, Barcelos, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Lisboa, Porto, Santarém e Évora são as cidades portuguesas que aderiram ao protesto.
"No dia 15 de Outubro pessoas de todo o mundo tomarão as ruas e as praças. Da América à Ásia, de África à Europa, as pessoas estão a erguer-se para lutar pelos seus direitos e pedir uma autêntica democracia. Agora chegou o momento de nos unirmos num protesto não violento à escala global", pode ler-se no manifesto divulgado no 'site', que apresenta versões em diversas línguas, incluindo o português.
No mesmo texto, a iniciativa internacional critica os "poderes estabelecidos", defendendo o fim da atual situação política e social.
"Unidos em uma só voz, faremos saber aos políticos, e às elites financeiras que eles servem, que agora somos nós, o povo, que decidirá o nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam", reforça o manifesto.
Na capital portuguesa, o protesto intitulado "15 de Outubro, a Democracia sai à rua!" começa com um desfile entre o Marquês de Pombal e São Bento, sendo depois organizada uma assembleia popular em frente ao Parlamento. A ação termina com a realização de uma vigília.
Em 12 de Março, o protesto português da "Geração à Rasca", um dos pioneiros da onda de "indignação", levou quase 500 mil pessoas às ruas de todo o país.
O movimento dos "indignados" ganhou nas últimas semanas um novo fôlego, ao ter repercussões fora da Europa, onde foram registados os primeiros protestos, com a adesão de cidades como Nova Iorque, com a realização de manifestações sob o lema "Occupy Wall Street" ("Ocupar Wall Sreet").
Um dos alvos da jornada de protesto de sábado serão os grandes centros financeiros mundiais, como Wall Street, a 'City', o coração financeiro de Londres, ou o Banco Central Europeu, com sede na cidade alemã de Frankfurt.
Outros dos locais centrais do protesto será Bruxelas, sede da União Europeia (UE), onde são esperados vários milhares de "indignados" originários de Espanha, França, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Suiça, entre outros países europeus.
Lusa