Haiti/sismo: Novas réplicas sentidas em Port-au-Prince




Duas novas réplicas curtas mas relativamente poderosas, abalaram hoje de manhã Port-au-Prince, dez dias após o terremoto de magnitude 7 que destruiu a capital haitiana, e pelo menos 75.000 mortos.


    De acordo com a Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS), as réplicas de 4.4 graus na escala de Richter tiveram o seu epicentro a cerca de 25 quilómetros ao norte/nordeste da capital haitiana, a 10.000 metros de profundidade.

Estes novos abalos foram suficientes para voltar a semear o pânico entre muitos haitianos, tendo alguns moradores saído de imediato para as ruas.
Outros, já acostumados às réplicas de maior ou menor intensidade que se têm vindo a sentir no Haiti desde o forte abalo de há uma semana, continuaram com as suas actividades, tentando recuperar uma aparência de vida normal entre as ruínas. 
"Ainda não me habituei, mas já tenho um pouco menos de medo. Corri como de costume. Penso que Deus nos agita dessa maneira devido aos nossos pecados, para mostrar-nos o bom caminho", afirmou Naomi Renouard, um estudante de 23 anos.

O Haiti, principalmente a capital Port-au-Prince, foi devastado em 12 de Janeiro por um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter que, segundo número oficiais provisórios, fez pelo menos 75 mil mortos, 250 mil feridos e deixou cerca de um milhão de pessoas desalojadas.
O sismo é considerado a maior catástrofe a atingir o Haiti, o país mais pobre do continente americano, no últimos 200 anos e também a maior tragédia para a ONU, com 47 funcionários da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) mortos e 500 dados como desaparecidos.
Já na passada quarta-feira uma outra réplica de 6,1 na escala de Richter foi sentida. 

DN.pt com Agencias