
Maré negra no Golfo poderá só ser estancada em Agosto
Poço paralelo em fase de perfuração
A BP vai precisar de muita sorte para conseguir pôr fim, logo à primeira tentativa, à maré negra no Golfo do México, quando em Agosto recorrer a um chamado poço de drenagem. A opinião é do presidente da Associação norte-americana de Geólogos Petrolíferos, David Rensink.
A BP vai precisar de muita sorte para conseguir pôr fim, logo à primeira tentativa, à maré negra no Golfo do México, quando em Agosto recorrer a um chamado poço de drenagem. A opinião é do presidente da Associação norte-americana de Geólogos Petrolíferos, David Rensink. 

Depois da intercepção do ponto de fuga num ângulo a muitas centenas de metros abaixo do leito do mar, o poço de drenagem estanca de forma permanente a essa fuga, fechando-a com cimento e lamas pesadas, explica a Bloomberg. 

Depois da intercepção do ponto de fuga num ângulo a muitas centenas de metros abaixo do leito do mar, o poço de drenagem estanca de forma permanente essa fuga, fechando-a com cimento e lamas pesadas, explica a Bloomberg.

O método parece ser a via mais segura de a BP pôr termo ao maior derramamento de petróleo da História dos Estados Unidos, naquele que é também o maior desastre ecológico do país. No entanto, é quase certo que a primeira tentativa será um fracasso, afirmou David Rensink à Bloomberg. Ser bem sucedido logo à primeira será como ganhar a lotaria, acrescentou. 

Esta maré negra, que está a provocar, segundo alguns dados, uma fuga diária de 25.000 barris, resultou da explosão da plataforma Deepwater Horizon, a 20 de Abril. A plataforma, explorada pela BP, afundou dois dias depois e todos os esforços para conter a fuga do poço de prospecção têm sido infrutíferos. 

A petrolífera britânica anunciou que se responsabiliza pela limpeza, mas não arca as culpas pelo acidente, já que a dona e operadora da Deepwater Horizon era a Transocean. A Halliburton, que prestava os serviços necessários à plataforma, também tem estado em foco. 

BP regista maior queda desde Junho de 1992  

Estas três empresas têm perdido bastante terreno em bolsa. A BP segue a cair 13% no mercado londrino, para 430,50 pence por acção, tendo estado a afundar 16,84% de manhã, naquela que foi a maior queda dos últimos 18 anos. 

A Transocean cai mais de 8% em Nova Iorque, ao passo que a Halliburton regista uma descida superior a 3%. 

No sábado passado, a petrolífera britânica disse que a tentativa de travar o derramamento de crude através de fluidos pesados, bolas de golfe e outros materiais tinha fracassado. A BP chamou a este esforço a sua tentativa top kill, já que depositava uma grande fé no seu sucesso. Mas não foi o que aconteceu. 

Agora, as esperanças estão depositadas no poço de drenagem, cuja perfuração só estará concluída em Agosto. E a fuga já dura há 43 dias.


