Funcionário alertou para falha na plataforma da BP




Bloco obturador da torre de perfuração da plataforma petrolífera não preenchia condições  de segurança necessárias.
Um dos funcionários da plataforma petrolífera Deepwater Horizon terá alertado para uma falha de segurança no equipamento, antes da explosão que matou 11 trabalhadores no dia 20 de Abril. 
Tyrone Benton disse à BBC que alertou para uma falha de segurança na torre de perfuração. E que um superior seu enviou uma mensagem de correio electrónico para a BP e para a Transocean, a proprietária da plataforma, a dar conta dessas falhas. 
"Nós vimos uma falha no bloco obturador e informamos os responsáveis da empresa. Eles têm uma sala de controlo onde podem desligar esse e ligar outro, para que a produção não pare", disse o funcionário à televisão britânica.
O problema não foi reparado e um outro sistema foi usado em sua substituição. A BP disse que a responsável pelo equipamento defeituoso era a Transocean e esta fez saber, segundo a BBC, que esta peça tinha sido testada com sucesso antes do acidente. 
Henry Waxman, democrata e membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, já tinha acusado a companhia petrolífera britânica de ter causado uma catástrofe ambiental gravíssima só para poupar dinheiro. 
Ao mesmo tempo em que estas revelações foram tornadas públicas, o polémico director-geral da BP, Tony Hayward, indicou que não vai estar hoje presente numa importante conferência sobre petróleo em Londres. Isto porque, diz, está concentrado nos esforços para resolver o problema na maré negra no Golfo do México. Na véspera, porém, fora criticado por participar numa regata. 
O Presidente Barack Obama obrigou, entretanto, a BP a criar um fundo mínimo de 20 mil milhões de dólares para indemnizar as vítimas da catástrofe, que afecta sobretudo as costas do estado americano da Louisiana. 
O advogado nomeado para gerir o fundo, Kenneth Feinberg, fez ontem saber que pretende que haja um pagamento rápido das indemnizações às pessoas. A fuga de petróleo, calcula-se, está a processar-se a uma velocidade de 60 mil barris por dia. Mas a BP já admite um cenário catastrófico de cem mil barris ao dia. 
