
Bruxelas "pronta" para avançar com mecanismos de socorro na Zona Euro
O presidente da Comissão Europeia confirmou hoje que estão a ser ultimadas propostas que visam criar mecanismos de auxílio mútuo no seio da Zona Euro que poderão ser usados, desde logo, pela Grécia.
O presidente da Comissão Europeia confirmou hoje que estão a ser ultimadas propostas que visam criar mecanismos de auxílio mútuo no seio da Zona Euro que poderão ser usados, desde logo, pela Grécia. 

O presidente da Comissão Europeia confirmou hoje que estão a ser ultimadas propostas que visam criar mecanismos de auxílio mútuo no seio da Zona Euro que poderão ser usados, desde logo, pela Grécia. 

A Comissão está pronta para propor um enquadramento europeu de assistência coordenada, que necessitará do aval dos países-membros da Zona Euro. Estamos a fazer o que necessário para salvaguardar a estabilidade financeira da Zona Euro no seu todo. 

Numa declaração escrita, divulgada esta tarde, Durão Barroso esclarece que os novos mecanismos podem ser usados pela Grécia em caso de necessidade e não exigem alterações aos Tratados. Este mecanismo estará em conformidade com o Tratado de Lisboa e, em particular, com a cláusula que impede resgates directos (bail-out clause) de Estados em apuros. 

A Comissão, sublinha, tem vindo a trabalhar activamente com os países da Zona Euro na concepção de um mecanismo que possa ser usado pela Grécia em caso de necessidade. No mesmo comunicado, Barroso acrescenta que a eventual ajuda europeia será acompanhada de uma condicionalidade exigente.

A declaração de Durão Barroso surge numa altura em que, tendo o trabalho técnico finalizado, a Comissão Europeia parece confrontar-se com clivagens importantes, designadamente entre a França e a Alemanha, sobre a natureza, a amplitude e mesmo a oportunidade da criação de um Fundo Monetário Europeu (FME). 

A fraca sintonia entre os dois países motores da integração europeia ficou hoje patente, depois de a ministra francesa das Finanças ter criticado a forma extemporânea com que a ideia de lançar um FME foi lançada no fim-de-semana pelo seu colega alemão. Um debate controverso sobre este assunto não seria útil na actual conjuntura, disse Christine Lagarde. 

A ideia de se criar um FME tão pouco agrada aos banqueiros centrais, tendo sido já vários os membros do Banco Central Europeu (BCE) a advertir para o facto de se tratar de uma instituição cara que acabará por enviar o sinal errado, ao servir de rede aos países que não gerem prudentemente as suas finanças públicas.


