Netanyahu defende embargo contra entrada de mísseis




O primeiro ministro israelita rejeitou hoje
as críticas sobre o ataque contra a frota que pretendia romper o
embargo à Faixa de Gaza, argumentando que este é necessário para
prevenir ataques de mísseis a Telavive e Jerusalém. 

Os comentários de Benjamin Netanyahu ocorreram poucas horas depois de os activistas pró-palestinianos dos navios terem sido enviados para o aeroporto Ben Gurion, em Telavive, para serem expulsos.
O procurador geral, Yehuda Weinstein, decidiu, por sua vez, não acusar nenhum destes activistas, justificando em nota escrita que "mantê-los aqui [em Israel] faria mais mal aos interesses vitais do país do que bem".
Os activistas estavam todos a bordo dos navios que integravam a frota que tentou romper o bloqueio israelita à Faixa de Gaza, na segunda-feira.
Um grupo de 'comandos' israelitas interceptou a frota, provocando confrontos num dos navios, que resultaram na morte de nove activistas e no ferimentos de dezenas de outros.
Numa declaração radiofónica, emitida do seu gabinete, Netanyahu defendeu o embargo e disse que o objectivo da frota era quebrá-lo, não levar ajuda para Gaza.
Para Netanyahu, "Israel está perante um ataque de hipocrisia internacional".
"Se o bloqueio tivesse sido rompido, seguir-se-iam dezenas, centenas de barcos", acrescentou, salientando que "cada barco pode transportar dezenas de mísseis".
Disse ainda que a toma de controlo pelos 'comandos' israelitas de cinco dos seis barcos foi relativamente calma, mas que no sexto "vimos uma ação dirigida por terroristas ligados ao Hamas. Aquele não era o 'Barco do Amor'. Foi uma tentativa de linchar soldados israelitas. Aqueles são amantes da paz, pacifistas? Não. São apoiantes do terrorismo, extremistas".
Lusa