Israel garante que não vai levantar bloqueio naval a Gaza




O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou hoje, domingo, que não aprovará nenhuma medida destinada a levantar o bloqueio naval israelita à Faixa de Gaza. 
Netanyahu rejeitou a recente proposta feita pelos ministros dos Negócios Estrangeiros de Espanha, França e Itália para que inspectores europeus possam supervisionar no Chipre o carregamento de navios com destino à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
Israel argumenta que o bloqueio marítimo impede a entrada em Gaza, território controlado pelo movimento radical Hamas, de armas e munições que poderiam ser usadas pelas milícias palestinianas para atacar Israel.
A 1 de Junho, Israel atacou uma frota humanitária internacional pró-palestiniana que se dirigia a Gaza com o objectivo de quebrar o bloqueio, numa acção militar em que morreram oito activistas turcos e um cidadão norte-americano.
Nas vésperas de uma nova frota humanitária tentar alcançar o território palestiniano, desta vez enviada pelo Crescente Vermelho iraniano, Netanyahu disse aos ministros do seu partido, o conservador Likud, que "Israel vai continuar a impedir que navios se aproximem de Gaza".
O governante garantiu que outras nações da região também se opõem ao levantamento do bloqueio naval ao assegurar que "a chegada de navios directamente a Gaza é problemática, não só para nós, mas também para outras".
De acordo com o diário israelita Haaretz, durante uma visita a Washington na semana passada, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, informou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que se opõe ao levantamento do bloqueio a Gaza pois poderia reforçar o Hamas, movimento rival da Fatal.
O responsável palestiniano Saeb Erakat negou terminantemente estas informações que qualificou de "esforço de desinformação que tem como objectivo distorcer os factos e   desviar a responsabilidade de Israel para pôr fim ao bloqueio ilegal e desumano a Gaza".
Actualmente, o partido Fatah de Abbas, governa a Cisjordania, enquanto o Hamas controla a Faixa de Gaza.
