Número de civis mortos na guerra no Iraque é muito elevado




Os documentos já começaram a ser difundidos pela imprensa internacional. Antes da conferência de imprensa de mais logo, em Londres, para divulgar os documentos da maior fuga de informação da história dos Estados Unidos, o WikiLeaks escolheu alguns jornais e televisões para distribuir os 400 mil dados sobre a guerra no Iraque. Ficamos a saber que o número de mortos civis é muito elevado.
Apesar de não existir nenhuma lista oficial de civis mortos na guerra do Iraque, as tropas americanas criaram esse registo que agora vem a público através do WikiLeaks.

Em seis anos da guerra foram mortos mais de 66 mil civis, alguns deles 700, depois de terem sido sujeitos a barreiras policiais.
Por outro lado, as autoridades militares dos Estados Unidos falharam na investigação de milhares de relatórios de abusos, torturas e violações que envolvem as forças de segurança iraquianas, cuja conduta é sistematicamente ignorada. Os relatórios apontam para 1300 casos deste tipo. 
Há também relatórios que ligam o primeiro-ministro Nouri Al-Maliki aos esquadrões da morte que semearam o terror depois da deposição de Saddam Hussein. 
Se para a Guerra no Afeganistão, o WikiLeaks soltou 70 mil documentos há três meses, agora são 400 mil papéis postos à disposição da opinião pública e nem só os americanos ficam mal nesta guerra Há também documentos que revelam o envolvimento do Irão no financiamento das milícias chiitas.
Entre tantos dados, no total, estes relatórios falam de 109 mil mortos e porque muitos deles são civis já estão a trabalhar no assunto equipas de advogados defensores dos direitos humanos.
Eles querem usar estas provas em tribunal para obrigar a um inquérito judicial sobre a morte de civis iraquianos.
Entretanto a secretária de Estado Hillary Clinton sem falar directamente sobre o WikiLeaks, criticou a difusão de documentos que possam colocar em causa a segurança das tropas americanas no exterior. No Iraque ainda estão 50 mil soldados dos Estados Unidos. 
O Ministério da Defesa norte-americano assegurou hoje que não espera «grandes surpresas» da grande quantidade de documentos sobre a guerra no Iraque que o WikiLeaks vai divulgar, se bem que voltou a alertar que poderão pôr em risco as tropas norte-americanas no país.

José Milheiro