
Aperta-se o cerco a fuga de segredos
Wikileaks: Amazon e EveryDNS cortam acesso a site
A empresa EveryDNS que fornecia o domínio a wikileaks.org cortou-o ontem com o argumento semelhante ao evocado antes pela Amazon para romper com a mesma organização: os ataques informáticos ao site punham em causa a infra-estrutura e serviços prestados a terceiros.
A Wikileaks refugiou-se de emergência no domínio da Suíça (.ch), mas o cerco não pára de apertar os difusores de 250 mil documentos secretos dos EUA.O silenciar da Wikileaks tornou--se mais palpitante do que os e--mails secretos e os poderes políticos estão ao ataque, sentindo em causa a divisão entre informação secreta e pública, que é o seu álibi. Em França, o ministro da Economia Digital, Eric Besson, anunciou medidas para que o site não seja acessível. Nos EUA, três senadores apresentaram um projecto para ilegalizar a Wikileaks.A lei permitirá ainda ‘caçar’ o rosto da organização, Julian Assange, que no site do ‘The Guardian’ revelou ontem que teve "ameaças de morte". A Suécia completou o mandado de captura de Assange por crimes sexuais e pede a sua extradição ao Reino Unido, onde alegadamente está, em local secreto, o rosto da Wikileaks.MEDVEDEV NEGA MUDANÇAS NA DIPLOMACIA"Nós não somos paranóicos e não ligamos as relações russo--americanas a quaisquer fugas", disse o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, em Sotchi, famosa estância turística na margem do Mar Negro.Medvedev considerou, no entanto’ que as fugas Wikileaks "são instrutivas e mostram ao Mundo inteiro o cinismo das apreciações e dos raciocínios que dominam a política internacional de vários estados, na ocorrência dos EUA". Não se alongou em mais comentários.
João Vaz
WIKILEAKS, MEDVEDEV, ASSANGE, Amazon, EveryDNS


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