
BCE defende "amplo" apoio a programa de resgate português
Vai contribuir para estabilizar economia nacional
O Banco Central Europeu (BCE) afirmou esta quinta-feira que "acolhe favoravelmente" o programa de resgate a Portugal, defendendo que vai contribuir para estabilizar a economia portuguesa e que deve merecer um "amplo" apoio político.
"O Conselho do BCE acolhe favoravelmente o programa de ajustamento económico e financeiro acordado pelo Governo português no seguimento da conclusão com êxito das negociações com a Comissão Europeia, em colaboração com o BCE, e com o Fundo Monetário Internacional", lê-se no editorial do Boletim Mensal da instituição do mês de maio.   O BCE afirma que o programa, no valor de 78 mil milhões de euros, "contém os elementos necessários para conduzir a uma estabilização sustentável da economia" portuguesa, "aborda de forma decidida as causas económicas e financeiras subjacentes às actuais preocupações do mercado, contribuindo, por conseguinte, para restabelecer a confiança e salvaguardar a estabilidade financeira na área do euro".   A instituição liderada por Jean-Claude Trichet afirma ainda que "considera muito importante o amplo apoio político ao programa de ajustamento, o que aumenta a sua credibilidade global".   No documento, o BCE diz que, "numa análise prospetiva, é provável que as taxas de inflação permaneçam claramente acima de dois por cento nos próximos  meses", salientando ser da "maior importância que a subida da inflação medida pelo IHPC [Índice Harmonizado de Preços no Consumidor] não se traduza em efeitos de segunda ordem no comportamento de fixação dos preços e dos salários,  conduzindo a pressões inflacionistas generalizadas".   No que respeita ao crédito ao sector privado financeiro, o BCE afirma que "a dimensão global dos balanços dos bancos permaneceu, de um modo geral, inalterada nos últimos meses, não obstante alguma volatilidade", realçando a importância de os os bancos continuarem "a expandir a disponibizando de crédito ao sector privado".   Para responderem a este "desafio", defende o BCE, "é essencial que, quando necessário, os bancos retenham lucros, recorram ao mercado para reforçarem ainda mais as respetivas bases de capital ou tirem total partido das medidas governamentais de apoio à recapitalização".   A instituição afirma ainda ser urgente que "os bancos actualmente com acesso limitado a financiamento junto do mercado aumentem o respetivo capital, assim como a sua eficiência".   
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