
Primeira tranche está a caminho
Crise - Ministros da zona Euro aprovaram pacote de ajuda de 78 mil milhões
Os ministros das Finanças da Zona Euro aprovaram ontem, por unanimidade, o plano de resgate a Portugal, no valor de 78 mil milhões de euros. Alemanha, França, Itália e Espanha pagam a maior parte da ajuda ao País. A primeira tranche, de cerca de 18 mil milhões, deverá chegar no final do mês, assumiu o ministro Teixeira dos Santos. <br/>
A assistência financeira vai ser dividida em três partes de igual valor. O Fundo Monetário Internacional (FMI) entra com 26 mil milhões de euros a uma taxa entre 3,25% e 4,25%. Do lado europeu, o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira – para o qual os países europeus descontam através do orçamento comunitário – entrega 26 mil milhões, cabendo ao Fundo Europeu de Estabilização Europeia (FEEF) os restantes 26 mil milhões. É para este último montante que os países da Zona Euro são chamados a contribuir. A Alemanha vai arcar com a maior fatia da ajuda dos parceiros da moeda única, ao financiar Portugal em 9,07 mil milhões de euros. Seguem-se-lhe a França, que contribuirá com 6,811 mil milhões, a Itália, com 5,984 mil milhões, e a Espanha, que contribui com 3,978 mil milhões. O Eurogrupo avançou ontem mesmo com a formalização da ajuda, pelo que a primeira tranche do empréstimo deverá chegar a Portugal já nos próximos dias. Os juros exigidos pelos 52 mil milhões de ajuda europeia são mais elevados que os que são cobrados pelo FMI, situando-se num valor que varia entre os 5,5% e os 6%. Portugal também contribuiu, com 2064 milhões de euros, para a ajuda à Grécia e com 556 milhões para a Irlanda. BANCA EUROPEIA REDUZ EXPOSIÇÃO A PAÍSES DE RISCONo ano passado, a Banca europeia reduziu drasticamente a sua exposição a países como Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e Itália, segundo os dados do Banco de Pagamentos Internacionais. Os números mostram que a exposição dos bancos europeus a Portugal diminuiu de 243,3 mil milhões de euros para apenas 194,6 mil milhões de euros, o equivalente a uma queda de 48,7 milhões. Em Espanha, a redução foi de aproximadamente 200 milhões, enquanto na Irlanda o valor baixou em 157 milhões. 
Diana Ramos
fmi, TRANCHE, ZONA EURO


Economia
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