
Sul do Sudão quer relações amigáveis com todos os países
Proclamação da independência
Uma nação independente e soberana, de carácter multi-étnico e multirreligioso que quer relações amigáveis com todos os  países, incluindo o Sudão, foi como o presidente do Parlamento proclamou este sábado a independência da República do Sul do Sudão.
"Nós, representantes democraticamente eleitos pelo povo, baseados na vontade do povo do Sul do Sudão, como confirmam os resultados do referendo sobre a autodeterminação, proclamamos o Sul do Sudão uma nação independente e soberana", afirmou o presidente do Parlamento do mais recente país, James Wannilgga.A declaração, proferida perante delegações de 80 países, 30 chefes de Estado, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, e milhares de sudaneses do sul, deu destaque às relações amigáveis que o novo país pretende estabelecer com todos os países, em especial "a República do Sudão", depois de décadas de confrontos entre cristãos e animistas do sul e os muçulmanos do norte dos quais resultaram milhões de mortos.A presença que mais se destacou na cerimónia foi a do Presidente do Sudão, Omar el-Béchir, sobre quem pendem mandatos de captura internacionais por genocídio e crimes contra a humanidade no Darfur, região do oeste do Sudão em plena guerra civil.Salva Kiir tornou-se o primeiro presidente do Sul do Sudão, após o juramento de respeito pela Constituição provisória da República do Sul do Sudão. A cerimónia, rodeada de forte dispositivo de segurança, decorreu no mausoléu do ex-dirigente rebelde sudanês John Garang, que morreu em 2005 num acidente de helicóptero, após a assinatura de um acordo de paz entre norte e sul, e começou com discursos de um representante católico e de um representante muçulmano, a que se seguiu uma parada militar.Os Estados Unidos, o Reino Unido, o Egipto e a China já reconheceram oficialmente a independência da República do Sul do Sudão, sendo que no caso da China, foi anunciada também a intenção de estabelecer laços diplomáticos de imediato, dias após uma visita de Omar el-Béchir a Pequim em busca de apoios económicos, que ficaram traduzidos em acordos para a concretização de várias parcerias.O Sudão era, até à criação do novo país, o sexto maior exportador de petróleo para a China, que está especialmente interessada em que Juba, a nova capital, e Cartum não entrem em conflito, evitando problemas no fornecimento de crude.
Sul do Sudão, Ban Ki-Moon, Nações Unidas, James Wannilgga, Omar el-Béchir, Salva Kiir


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