PM desafia oposição a apresentar alternativas após acto «irreflectido»




José Sócrates culpa a oposição pela pressão sobre a economia nacional e insta os partidos que chumbaram o PEC a apresentarem alternativas.
Em declarações aos jornalistas em São Bento, o primeiro-ministro comentou o facto de o Banco de Portugal ter apontado para um recuo no crescimento económico de 1,4 por cento em 2011 e de a Standard & Poor's ter colocado o "rating" de Portugal a apenas um nível de ser considerado "lixo".
Frisando que o Governo já tinha alertado para esta situação, o primeiro-ministro culpou a oposição, falando num gesto «irreflectido, para não dizer leviano», que levou ao chumbo do novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) no Parlamento.
A oposição decidiu «sem razão» juntar uma crise política a uma crise económica, o que provoca consequências no financiamento da economia, do sector bancário e do país, disse.
«A situação que estamos a viver é pior do que a tínhamos antes» e foi provocada apenas pela «cobiça de poder», considerou, lamentando que os partidos da oposição que «provocavam esta crise» não tenham agora a «responsabilidade de apresentar as medidas para responder» à actual conjuntura.
Acusou ainda os partidos que chumbaram o novo PEC de deitarem para o lixo aquilo que o Governo já tinha conseguido e falou na necessidade um esforço para defender não só o país mas também a Europa.
«Fizemos tudo para que isso não acontecesse», reiterou, frisando que «é muito importante que alguém que quer contribuir não diga apenas que deseja os mesmos objectivos», mas que apresente «medidas em concreto».
«Devemos reforçar a confianças dos mercados», sendo o mais importante «terminar com todas as incertezas», sublinhou.
Em resposta aos jornalistas, o primeiro-ministro disse que as previsões do Banco de Portugal confirmam as projecções do Governo.
No final, o Chefe do Governo rejeitou estar a fazer um discurso de campanha eleitoral e fez saber que não apresentar o PEC que foi chumbado em Bruxelas.
