
Strauss-Kahn demite-se do cargo de director-geral do FMI (act.)
"Quero dizer, a todos, que nego, com a mais total firmeza, todas as acusações que foram produzidas contra mim", escreveu Strauss-Kahn, numa carta onde apresenta a demissão do cargo de director-geral do FMI.
Dominique Strauss-Kahn demitiu-se do cargo de director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), na sequência da acusação de tentativa de violação. 

Num comunicado divulgado hoje, o FMI anunciou que Strauss-Kahn apresentou a sua demissão à direcção da instituição financeira com sede em Washington "com efeitos imediatos".

No comunicado, que tem data de ontem, o FMI divulga a carta enviada pelo próprio Strauss-Kahn onde nega as acusações pelas quais está preso em Nova Iorque.

"Quero dizer, a todos, que nego, com a mais total firmeza, todas as acusações que foram produzidas contra mim", escreveu Strauss-Kahn , dizendo querer proteger a instituição que serviu "com honra e dedicação" e "em particular - em particular - quero dedicar toda a minha força, e todo o meu tempo, e toda a minha a energia a provar a minha inocência".

Strauss-Kahn diz ser com "infinita tristeza" que se demite do conselho do FMI, estando, com esta decisão, a pensar em primeiro lugar na mulher, nos filhos, na família, nos amigos e nos colegas do FMI. 

Strauss-Kahn estava há três anos à frente do FMI, mas a detenção por alegada tentativa de abuso sexual a uma empregada num hotel em Nova Iorque levou à demissão. 

A finalizar o comunicado, o FMI diz que irá comunicar "num futuro próximo" o processo de selecção do novo director-geral. Entretanto, a liderada da instituição vai ficar da responsabilidade de John Lipsky, que já disse que sairá da instituição em Agosto.

Candidatos

Os candidatos já se perfilam e, segundo a CNN, a favorita é a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde. Ainda assim, há outros candidatos, nomeadamente dos países emergentes, que querem uma voz mais activa. No entanto, recentemente começou a falar-se da possibilidade do ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown poder ser um candidato à liderança do FMI. 

Mas a opção pode recair em Mohamed el-Erian, presidente do fundo Pimco, que gere 1,3 biliões de dólares em activos. Tem dupla nacionalidade - Francesa e egípcia. Outro candidato é Kemal Dervis, da Turquia, ou Augustin Carstens, governo do banco central do México. Fala-se ainda de Montek Singh Ahluwalia, da Índia, ou Stanley Fischer, do banco central de Israel.


