
Strauss Kahn demitiu-se da chefia do FMI




Strauss Kahn demitiu-se da chefia do Fundo Monetário Internacional. A decisão surge na sequência das acusações de abuso sexual de que é alvo nos EUA. Num comunicado, Strauss-Kahn reafirma a sua inocência e diz que decidiu apresentar a demissão para proteger o FMI e se dedicar completamente às tarefas da defesa. O FMI vai anunciar em breve um sucessor. A CNN adianta como um possível candidato o nome de Durão Barroso.
Na declaração Strauss-Kahn diz que já informou o conselho executivo do FMI da sua intenção de abandonar o cargo com efeitos imediatos. 
  
  Em primeiro lugar estou a pensar na minha mulher , a quem amo mais do que tudo o resto, nas minhas crianças, família e amigos. Também penso nos colegas do Fundo: Juntos conseguimos realizar grandes coisas ao longo dos últimos três anos, diz Strauss-Kahn no comunicado.
  
  A todos quero dizer que nego com a máxima firmeza possível todas as alegações que são feitas contra mim () quero proteger a instituição que servi com honra e devoção e especialmente, quero devotar todas as minhas forças, todo o meu tempo e toda a minha energia a provar a minha inocência, conclui.
  
  CNN avança o nome de Durão Barroso entre os possíveis sucessoresO FMI já reagiu e diz que num futuro próximo irá divulgar informações sobre a nomeação de um sucessor para Strauss Kahn. Neste momento, o Fundo está a ser dirigido interinamente por John Lipsky o número dois da instituição.
  
  Entre os possíveis candidatos para a liderança do FMI a CNN apontava hoje o nome do atual presidente da Comissão Europeia Durão Barroso. Outros favoritos incluem a ministra francesa da Economia Christine Lagarde, o brasileiro Armínio Fraga e o turco Kemal Dervis.
  
  Os países em desenvolvimento querem colocar no lugar um representante seu, mas os EUA deram sinais de que poderão vir a apoiar um candidato europeu forte para suceder a Strauss Kahn. 
  
  Pressões para a demissão vinham a crescerDesde que foram conhecidas as acusações que as pressões para uma demissão de Strauss-Kahn se vinham a avolumar. O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner disse que o então diretor-geral não estava obviamente em condições de continuar a dirigir o FMI.
  
  Também a ministra austríaca das Finanças, Maria Fekter, tinha exortado à demissão do homem forte do FMI que segundo disse devia pensar se está a prejudicar a instituição. Em França, o líder do UMP, o partido do poder, manifestou-se da mesma opinião. Jean-François Cope disse não ver como seria possível a Strauss Kahn continuar de alguma forma no cargo. 
  
  Aos 62 anos o ex-chefe do FMI enfrenta várias acusações em relação com o alegado assalto sexual a uma empregada de limpeza de 32 anos, ocorrida no hotel Sofitel de Nova Iorque a 14 de maio.
  
  A polícia removeu ontem um pedaço do tapete na suite do hotel Sofitel, para tentar provar a alegação da empregada de que Kahn a forçou a fazer sexo oral. 
  
  Defesa tenta retirar Strauss-Kahn da prisão O tribunal não permitiu ao político francês aguardar o julgamento em liberdade. Temendo uma eventual fuga para a Europa, a juíza ordenou que Strauss Kahn fosse detido na prisão nova iorquina de Rikers Island, um dos maiores e mais duros complexos prisionais dos EUA.
  
  A equipa de defesa vai agora fazer novas propostas para tentar retirar o seu cliente da cadeia. No apelo, os advogados dizem que Strauss-Kahn entregou o seu passaporte às autoridades e está por isso impossibilitado de deixar o país. Propõem por isso que Strauss Kahn seja posto em liberdade a troco de uma fiança de um milhão de dólares e fique confinado à casa da sua filha Camile, em Nova-Iorque, 24 horas por dia, forçado a usar vigilância eletrónica
  
  No apelo escrito pelo advogado lê-se que Strauss-Kahn é um devotado marido e pai, e um político, diplomata advogado, economista e professor muito bem conceituado, sem cadastro criminal prévio. No entanto, tudo indica que o ministério público e os advogados da vítima se irão esforçar por manter Strauss Kahn detrás das grades. 
  
  Alegada vítima diz "ter medo"O advogado da alegada vítima, Jeffrey Shapiro, diz que a sua cliente ficou com medo pela sua segurança e pela da sua filha, quando, após o incidente, descobriu o nome daquele a quem acusava. 
  
  Segundo o advogado, ela só ficou a conhecer a identidade de Strauss-Kahn um dia mais tarde, quando um amigo lhe telefonou e lhe disse tens alguma ideia de quem é este homem que te fez isto?.
  
  Shapiro diz que a sua cliente ficou assustada e incrédula. Quando ela soube que o encontro tinha sido com um homem de grande poder e riqueza, ela teve medo não só por ela mas principalmente pela sua filha afirma.
  
  A mulher originária da Guiné, encontra-se atualmente a viver com a filha de 15 anos num lugar seguro, concluiu o advogado.


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O nome de Durão Barroso é apontado pela CNN entre os possíveis sucessores de Strauss Kahn na chefia do FMI
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