Artista chinês Ai Weiwei denuncia torturas




O artista plástico dissidente Ai Weiwei, libertado a 22 de Junho pelas autoridades chinesas, quebrou o silêncio e denunciou, através de Twitter, alegadas detenções ilegais e torturas de amigos.
Ai Weiwei não publicava comentários no Twitter, censurado na China, desde o dia 3 de Abril, data da sua detenção, e acordara com as autoridades chinesas, após a sua libertação, a 22 de Junho, que não abandonaria Pequim nem divulgaria opiniões através da Internet.
No entanto, o artista denunciou no Twitter detenções de amigos que considera ilegais, como o desenhador Liu Zhenggang, o jornalista Wen Tao e o seu primo e motorista Zhang Jinsong, referindo que as detenções lhes causaram "grandes danos mentais e físicos devido à tortura".
No caso de Liu Zhenggang, Ai Weiwei diz ainda que "sofreu um ataque cardíaco e esteve quase morto" na prisão.
O artista abriu, há algumas semanas, uma nova conta na rede social Google+, também censurada na China, e retomou no sábado a sua actividade no Twitter, mas apenas para publicar comentários em relação à sua perda de peso, fruto de 80 dias de cativeiro, e para publicar algumas fotografias.
O artista plástico havia sido detido e acusado de evasão fiscal numa empresa em nome da sua ex-mulher Lu Qing e deu conta, após a sua libertação, que se encontrava bem, mas que não podia falar com jornalistas. 
Em Julho, a Universidade de Belas Artes de Berlim ofereceu a Ai Weiwei um lugar como professor convidado, o qual, segundo a Amnistia Internacional, agradou ao artista. Porém, terá de permanecer um ano em Pequim para cumprir o acordo que estabeleceu com as autoridades chinesas.
