Guerra de cartéis de droga faz 35 mortos no México




Um alegado acerto de contas entre cartéis de drogas causou 35 mortos, no fim-de-semana, no estado de Guerrero, no Sul do México. Entre as vítimas, foram encontrados quatro corpos decapitados num balneário de Acapulco, um forte destino turístico mexicano. Acapulco recebeu, nos últimos dois dias, quase cinco mil turistas mexicanos e mil jovens americanos, segundo os hotéis da região.
De uma troca de tiros, à entrada do balneário da cidade, resultaram dez vítimas mortais: nove homens e uma mulher que foi atingida com uma bala perdida quando viajava num táxi. 
As autoridades locais informaram, ainda, que foram encontrados mais quatro cadáveres de civis nos arredores da cidade, situada na costa do Pacífico. 
Segundo a agência noticiosa France Presse, mais seis corpos de agentes da polícia mexicana foram também descobertos perto de Tulchingo, a Nordeste de Acapulco.
Entretanto, a cerca de 150 quilómetros daquele destino turístico, outra troca de tiros fez 11 mortos: dez eram traficantes de droga e um soldado. 
Um jornalista de 33 anos, Evaristo Solis, foi também uma vítima da chacina. Trabalhava para o semanário regional Vision Informativa. O seu corpo foi encontrado em Chilpancingo, capital daquele estado mexicano.
É em Guerrero que actua o cartel de droga que, segundo as autoridades, mais tem crescido no país, o "La familia". Apesar do reforço militar e policial com mais 50 mil agentes, nos últimos três anos, mais de 15 mil pessoas morreram. 
