
NASA descobre mais indícios de água em Marte
Erosão de seixos terá sido causado por fluxo de água
<p align="justify">Análises às imagens recolhidas pela sonda Curiosity mostram que rochas à superfície do planeta foram moldadas ao percorrerem longas distâncias dentro de água</p>
A NASA revelou que seixos lisos e arredondados, encontrados pela sonda Curiosity em Marte, são um novo indício de que o Planeta Vermelho já teve água à superfície. Desde agosto de 2012, data da sua aterragem, que a Curiosity capta imagens de alta resolução da paisagem marciana.Os cientistas da NASA analisaram várias destas imagens e descobriram que as formas e o tamanho de certas rochas são indicadores de que estas possam ter sido transportadas durante longas distâncias num leito de água.A agência espacial norte-americana analisou 515 rochas, todas através de imagens captadas perto do local de aterragem da Curiosity, e verificou que a maioria tinha um aspeto liso e arredondado, resultante da erosão provocada pela água. Se a erosão tivesse sido provocada pelo efeito do vento à superfície, as rochas teriam um aspeto áspero e angular.Estes dados provam que Marte já teve condições para acolher vida extraterrestre, mesmo que tenha sido num passado remoto.O dinamarquês Marten Bo Madsen, líder do grupo de pesquisa marciano no Instituto Niels Bohr (Dinamarca), divulgou um comunicado sobre a descoberta, segundo o qual, que "para haver a deslocação e a formação destes seixos redondos, terá de ter existido um fluxo de água com uma profundidade entre 10 centímetros a um metro a correr a uma velocidade de cerca de um metro por segundo, ou 3,6 quilómetros/hora".O estudo foi publicado esta sexta-feira na revista Science e o geólogo Dawn Summer explicou que o local de aterragem da Curiosity - a cratera de Gale - foi escolhido precisamente por se suspeitar que teria existido água nesta zona.A missão da sonda Curiosity estava prevista durar apenas 90 dias, mas este prazo foi estendido por tempo indeterminado. A Curiosity vai servir de base ao desenvolvimento de outra sonda, que se prevê possa vir a ser lançada em 2020 para estudar a geologia de Marte e as condições de habitabilidade do planeta.
J.D.
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