Tribunal considera Pussy Riot culpadas de «hooliganismo» (com vídeos)




Na sessão onde foram consideradas culpadas, a juíza lembrou ainda que os procuradores estatais pedem uma pena de três anos de prisão para as três jovens do grupo Pussy Riot. 
Um tribunal de Moscovo considerou que as jovens do grupo Pussy Riot são culpadas de «hooliganismo» e «incitação ao ódio religioso» após terem feito uma «oração punk» numa catedral de da capital russa.
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Sem revelar qual foi a sentença atribuída às três jovens deste grupo, a juíza Maria Syrova lembrou que os procuradores estatais pedem uma pena de três anos de prisão.
Ao cabo de um julgamento de pouco mais de três semanas, a juíza acusou as cantores de falta de respeito pela comunidade ortodoxa e disse que estas violaram as regras da Igreja ao filmarem o vídeo da música que cantaram sem autorização.
Maria Syrova, que foi colocada sob proteção depois de ter recebido ameaças, considerou mesmo que o vídeo das Pussy Riot, que estão presas há cinco meses, não pode ser considerado como musical, uma vez que contém apenas puros insultos. 
Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, Maria Alyokhina, de 24, e Yekaterina Samutsevic, de 30, entraram, em fevereiro, na Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo, e cantaram uma canção onde pediam à Virgem Maria para livrar a Rússia de Vladimir Putin.
As três jovens justificaram este ato como um protesto contra as fortes ligações entre o presidente da Rússia, que regressou a este cargo em maio, e a Igreja Ortodoxa Russa e negaram que tivesse havido alguma tentativa de ofender os crentes.
À porta do tribunal, concentraram-se vários apoiantes deste grupo, que pediram «liberdade» para o país e uma «Rússia sem Putin», o que levou a que vários ativistas fossem detidos pela polícia.
