
Pussy Riot culpadas de "vandalismo"




A manifestação das Pussy Riot teve por alvo o Presidente russo Vladimir Putin e as outras quatro mulheres da banda que permanecem em liberdade prometeram continuar com os protestos. 
  
  A procuradoria pediu três anos num campo de detenção para cada mulher mas a juiza decidiu condena-las a dois anos cada uma. O Presidente Vladimir Putin pedira clemência para as artistas.
  
  Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 30 anos e Maria Alekhina, de 24 anos, organizaram em fevereiro uma "estreia punk" ilegal no altar da Catedral, pedindo ironicamente à Santa Virgem para "expulsar Putin" do poder. Ficaram detidas preventivamente durante seis meses.
  
  A juíza que apreciou o caso, no tribunal de Khamovnitcheski de Moscovo, foi colocada sob proteção policial, por receios da reação de fãs da banda.
  
  A leitura da sentença na tarde de uma sexta-feira, véspera de fim-de-semana e em altura de férias, é considerada também uma estratégia para retirar força a eventuais protestos contra a sentença.
  
  A atuação da banda foi considerada por analistas um ataque não só político mas igualmente religioso, contra a Igreja ortodoxa russa.
  
  A comunidade internacional estava atenta a esta decisão judicial. Vários músicos como Paul McCartney e Madonna manifestaram apoio às Pussy Riot ao abrigo do direito à "liberdade de expressão".
Uma juíza russa considerou três membros da banda feminina Pussy Riot culpadas de "vandalismo" e de "incitação ao ódio religioso". As intérpretes do grupo punk vão cumprir dois anos de prisão, tendo sido condenadas por, em fevereiro de 2012, terem realizado um protesto anti-Putin não autorizado no altar da Catedral ortodoxa de Cristo-Salvador, em Moscovo.

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As três intérpretes do grupo punk "Pussy Riot" ouviram hoje a sentença
Maxim Shipenkov/EPA
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Pussy Riot, Catedral Cristo-Salvador, Moscovo, Vladimir Putin
RTP
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