Conselho russo critica pena a que foram condenadas as Pussy Riot




O conselho consultivo para os direitos humanos junto do Kremlin criticou hoje a condenação de três jovens mulheres do grupo punk russo "Pussy Riot" a dois anos de prisão, considerando que uma pena suspensa teria sido suficiente.
Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 29, e Maria Alekhina, de 24, foram condenadas a 17 de agosto a dois anos de prisão por «vandalismo» e «incitamento ao ódio religioso», depois de em fevereiro terem cantado uma "oração punk" na catedral do Cristo Redentor (ortodoxa) em Moscovo, pedindo à Virgem para "afastar (o Presidente russo Vladimir) Putin" do poder.
«Porque é que foram condenadas à mesma pena, quando duas delas têm filhos menores? Porque é que não lhes determinaram uma pena suspensa?», interroga-se o conselho, num comunicado divulgado no seu site na Internet.
«A sociedade não é indiferente aos casos em que o código penal é aplicado a crimes que são da esfera administrativa», onde as sanções são muito menos severas, adianta.
Tolokonnikova tem uma filha de quatro anos e Alekhina cria sozinha um filho de cinco anos.
O processo das "Pussy Riot" teve eco internacional e o julgamento foi criticado no estrangeiro, onde também foi considerado «desproporcionado».
A igreja ortodoxa russa defendeu «a clemência» em relação às três jovens após a divulgação do veredito, sublinhando, no entanto, «não por em dúvida a legitimidade da decisão da justiça».
