
Passageiros do Costa Concordia recebem 11 mil euros de indemnização




Os passageiros que sobreviveram ao naufrágio do navio de cruzeiro Costa Concórdia vão receber 11 mil euros de indemnização, mais três mil euros de reembolsos. A companhia italiana que detinha o navio, a Costa Crociere, chegou a acordo com várias associações de consumidores para o pagamento das compensações financeiras, de forma a cobrir os danos causados, nomeadamente traumas psicológicos e bagagens perdidas.
Num comunicado publicado esta sexta-feira pela Associação italiana pela Defesa e Orientação dos Consumidores (ADOC), ficou assente que à quantia da indemnização que a empresa terá que pagar a cada passageiro acrescem ainda mais três mil euros, destinados ao reembolso de todas as despesas resultantes do cruzeiro, incluindo o preço do bilhete e as despesas com o regresso a casa dos viajantes. Já com os passageiros que tenham sofrido lesões físicas as negociações serão feitas à parte e individualmente. 
  
  "É um acordo histórico que encerra um acontecimento dramático, declarou Carlo Pileri, presidente da ADOC. É um acordo democrático, que não faz distinções nem de classe nem dos países de origem dos passageiros. Estimamos que o acordo será aceite por 85 por cento dos passageiros, pode ler-se no comunicado.
  
  As indemnizações serão atribuídas uma semana depois de ter sido firmado o acordo com o passageiro, sendo que quem aceitar a oferta fica interdito de apresentar qualquer ação legal contra a empresa Costa Crociere. Às crianças será atribuído o mesmo valor que aos adultos. 
  
  Associação italiana pede 125 mil euros
  Porém, as negociações não foram pacíficas com todas as associações italianas de defesa dos consumidores. Segundo a agência Reuters, a Codacons discordou do valor proposto e está a apelar aos passageiros para que não assinem o acordo. A associação pretende apresentar queixa daquela que é a maior empresa de cruzeiros do mundo, a Carnival Plc, que detém a subsidiária italiana Costa Crociere. O intento é angariar 125 mil euros para cada um dos passageiros sobreviventes. 
  
  O Costa Concordia naufragou no dia 13 de janeiro ao largo da ilha italiana de Giglio, na costa da Toscana, após ter feito um desvio da rota e ter ido embater nas rochas. Até ao momento há 16 mortos confirmados sendo que outras 16 pessoas continuam desaparecidas, enquanto prosseguem as operações de busca. O navio transportava 4229 pessoas, entre membros da tripulação e passageiros, dos quais 11 eram portugueses.
  
  O comandante do Concordia, Francesco Schettino, encontra-se em prisão domiciliária sob as acusações de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio.


Imagem
As operações de busca e limpeza continuam no Costa Concordia
Carlo Ferraro/EPA
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Ana Sanlez, RTP
Traumas psicológicos
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