
Terminam buscas no Concórdia




Fim definitivo das buscas no Concórdia
A proteção civil italiana anunciou que as buscas na parte submersa do navio de cruzeiros terminaram, devido a problemas de segurança dos mergulhadores.
Nos últimos dias o navio, que está apoiado sobre o lado de estibordo (direito) num banco de areia e em rochas, escorregou vários centímetros para um abismo de 90 metros de altura.
  
  O mau tempo tem contribuído para o deslizamento. E as condições se segurança para as operações de buscas deterioraram-se consideravelmente. 
  
  As embaixadas e as famílias dos 16 passageiros e membros da tripulação ainda desaparecidos foram informadas do fim das operações, acrescenta a Proteção Civil italiana.
  
  Dezassete corpos, um deles ainda não identificado, foram recuperados do destroço. A possibilidade de encontrar ainda alguém com vida são agora praticamente nulas.
  
  O mau tempo já tinha obrigado à suspensão, sábado, das operações de retirada do combustível dos tanques do navio.
  
  O Costa Concordia naufragou na noite de sexta feira, 13 de janeiro de 2012, ao largo da ilha italiana de Giglio, com mar calmo e 4.200 pessoas a bordo entre tripulantes e passageiros. 
  
  O naufrágio deveu-se a uma manobra do comandante que se desviou da rota prevista e não evitou depois a tempo as rochas assinaladas nas cartas marítimas.
  
  O comandante do navio, Federico Schettino, está a ser acusado de homicídio involuntário e abandono de navio, devido ao facto de não ter ficado a bordo até à saída do último passageiro e tripulante.

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Há ainda 16 desaparecidos mas o risco para os mergulhadores que integram as buscas agravou-se
Marinha italiana
Costa Concórdia, Giglio
Graça Andrade Ramos
Mundo
