
EUA vão dar apoio militar a rebeldes
Síria: Casa Branca garante que regime usou armas químicas
<p align="justify">Damasco afirma que acusações americanas são "mentiras" e Moscovo garantiu o mesmo. </p>
Os EUA vão fornecer "apoio militar direto" aos rebeldes sírios, anunciou a Casa Branca, no que poderá representar um ponto de viragem no sangrento conflito na Síria. Para justificar a ajuda, Washington afirma ter provas de que o regime de Bashar al-Assad utilizou armas químicas. "O presidente decidiu um maior apoio à oposição síria. Isso implicará a concessão de apoio direto ao Conselho Militar do Exército Livre da Síria , incluindo apoio militar", afirmou o conselheiro-adjunto de Segurança Nacional de Barack Obama, Ben Rhodes, que, no entanto, não se referiu expressamente à entrega de armas aos rebeldes. Washington estima que entre 100 a 150 pessoas foram mortas em ataques com armas químicas em território sírio, "o que viola as normas internacionais e ultrapassa a linha vermelha". Diplomatas ocidentais adiantaram já que os EUA estão também a ponderar a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre o território sírio. A alegada utilização de armas químicas mereceu reação imediata de Damasco, que afirmou tratar-se de "mentiras" baseadas em "informações fabricadas". O mesmo diz Moscovo, tradicional aliado de Assad, segundo o qual as acusações dos EUA "não convencem". Perante a polémica, a NATO pediu às autoridades sírias para deixarem a ONU investigar no terreno as denúncias, pedido secundado pela UE. Recorde-se que a guerra civil na Síria já causou, desde o seu início, março de 2011, mais de 90 mil mortos.
Paulo Madeira/com agência
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