
Newtown inicia despedida às vítimas
Massacre tira vida a 20 crianças e seis adultos
A cidade norte-americana de Newtown começou esta segunda-feira a enterrar as vítimas do massacre que na sexta-feira matou 20 crianças e seis adultos numa escola primária e reabriu o debate sobre a cultura de armas nos EUA.
Os primeiros funerais foram os de dois meninos de seis anos e na terça-feira deverá ocorrer o da primeira menina, também de seis anos.Em toda a cidade de Newtown, no estado de Connecticut, não houve aulas hoje e a escola onde ocorreu o massacre, Sandy Hook, deverá ficar fechada indefinidamente, informaram as autoridades."Ainda estamos a sarar as nossas feridas", disse o polícia George Sinko, explicando que o objectivo é que as escolas regressem à normalidade a partir de terça-feira, exceto na escola Sandy Hook.Na cidade próxima de Ridgefield, relatos de uma pessoa suspeita levaram ao encerramento de todas as escolas e ao envio de polícias para os estabelecimentos de ensino, informou hoje a autoridade do sistema escolar local num alerta na Internet.Em Newtown, a tranquila comunidade suburbana onde o assassino de 20 anos vivia com a mãe, o início dos funerais ficou longe apagar o horror do que se passou na sexta-feira.Mas o crime, em que o homicida usou uma poderosa arma de calibre militar e duas pistolas, poderá ter estimulado mudanças na arena política sobre as regras da posse de armas nos EUA.No domingo, o Presidente norte-americano, Barack Obama, juntou-se a uma vigília de oração em Newtown e usou o seu discurso para prometer dedicar-se a combater massacres deste tipo, que ameaçam tornar-se regulares nos EUA. Desde que Obama assumiu funções, há quatro anos, já ocorreram quatro. "Estas tragédias têm de acabar", disse Obama, sem adiantar pormenores, mas comprometendo-se aparentemente a avançar com uma reforma no seu segundo mandato como Presidente.Uma possibilidade é a recuperação de uma proibição federal de armas de assalto como a que foi usada em Newtown, que expirou em 2004."Podemos dizer que estamos verdadeiramente a fazer o suficiente para dar a todas as crianças deste país a hipótese, que merecem, de viver as suas vidas com felicidade e objectivo?", questionou o Presidente."Tenho reflectido sobre isto nos últimos dias e, se formos honestos connosco próprios, a resposta é não. Vamos ter de mudar."Já antes, a senadora democrata Dianne Feinstein, da Califórnia, prometeu apresentar uma lei para proibir armas de assalto no primeiro dia do próximo congresso, a 3 de Janeiro.Com a Constituição dos EUA a proteger a propriedade de armas e uma cultura de armas de fogo muito enraizada no país, as tentativas de restrições têm sido vistas como votadas ao fracasso.
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