
"Mais de 60 mil ataques globais"
EUA: Segundo o ex-analista na CIA
<p align="justify">Diretor do FBI, Robert Mueller, defende espionagem sob argumento de que escutas telefónicas poderiam ter evitado atentados de 2001 na América </p>
O FBI abriu uma inves-tigação a Edward Snowden, o ex-espião que denunciou o programa de espionagem dos EUA. O analista, refugiado num local secreto em Hong Kong, continua a desvendar pormenores sobre a vigilância informática que, segundo afirma, engloba mais de 61 mil ciberataques em todo o Mundo. "Julgo que a NSA (Agência Nacional de Segurança) efetuou mais de 61 mil ataques informáticos a nível global, centenas dos quais contra alvos em Hong Kong e na China Continental", refere Snowden, citado pelo jornal ‘The South China Morning’. E afirma ter em seu poder documentos que comprovam o programa de vigilância ."Atacámos a espinha dorsal das redes – os grandes ‘routers’ – que nos dão a acesso a centenas de milhares de computadores", disse Snowden, acusando a NSA de espiar desde empresas a universidades. As denúncias do analista colocaram as agências de segurança dos EUA em sobressalto. O diretor da NSA, Keith Alexander, garantiu no Senado a "legalidade" das ações e frisou o mote argumentativo da administração de Barack Obama, ou seja, a escolha é entre "segurança e liberdade". Ontem, Robert Mueller, do FBI, anunciou na Câmara dos Representantes a abertura de uma investigação ao ex-agente e defendeu também a legalidade do programa, que depende de autorizações judiciais. E o diretor do FBI avançou com um ‘argumento explicativo de peso’: "Se tivéssemos tido acesso ao telefone , no Iémen, de Jalid al-Mihdar (um dos terroristas que lançou o avião contra o Pentágono no 11/9) chegaríamos à sua residência em San Diego (EUA)", afirmou Mueller, recordando que o Congresso apenas autorizou a vigilância com a Patriot Act, aprovada em outubro de 2001.
Lurdes Mestre/com agências
EUA, ataques, espionagem, FBI


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