Só novo Papa vai conhecer relatório sobre "Vatileaks"





O relatório do inquérito sobre o escândalo da fuga de documentos confidenciais "Vatileaks" será transmitido exclusivamente ao novo papa, anunciou o porta-voz do Vaticano.  

"O Papa decidiu que os atos (...) estarão à disposição exclusiva do seu sucessor", declarou o padre Federico Lombardi, durante um encontro com a imprensa. 
Bento XVI recebeu, esta segunda-feira, a comissão dos três cardeais reformados, que dirigiu um inquérito, desde abril passado, a pedido do Papa, sobre aquele escândalo: o cardeal espanhol Julian Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore De Giorgi. 
"Na conclusão dos seus trabalhos, [o Papa] quis cumprimentar os três cardeais pelos resultados e manifestar-lhes a sua satisfação. A par das falhas humanas, características de qualquer instituição, o inquérito mostra a generosidade, a retidão e o espírito de serviço de quem trabalha na Santa Sé, em apoio da missão que Cristo confiou ao sucessor de Pedro", indicou o porta-voz. 
Bento XVI tinha encarregado, desde abril, os três cardeais de interrogar dezenas de pessoas que trabalham no Vaticano, laicos e religiosos, incluindo outros cardeais, sobre a origem das fugas. O relatório é secreto. 
A imprensa italiana colocou a hipótese de que o relatório do inquérito pudesse ser abordado nas "congregações", reuniões de cardeais, a partir de sexta-feira, para preparar o conclave. 
No caso Vatileaks, o mordomo do Papa Paolo Gabriele foi condenado, em outubro, a mais de um ano de prisão por ter divulgado documentos secretos do Vaticano. 
