Editora portuguesa arguida por causa de livro de jornalista angolano




Na base deste processo, está o livro do jornalista angolano Rafael Marques denuncia vários crimes e abusos contra populações nas zonas de extrações de diamantes nas Lundas.
A editora da Tinta da China foi constituída arguida num processo movido por sete generais e duas empresas angolanas na sequência da publicação do livro Diamantes de Sangue, da autoria do jornalista angolano Rafael Marques.
Ouvida pela TSF, Bárbara Bulhosa confirmou que é arguida e está sob Termo de Identidade e Residência no âmbito deste caso que envolve este livro que denuncia vários crimes e abusos contra populações nas zonas de extrações de diamantes nas Lundas.
A editora da Tinta da China e o autor deste livro são acusados de difamação e injúria, mas Bárbara Bulhosa diz estar de consciência tranquila e convencida da veracidade do conteúdo do livro de Rafael Marques.
«Achei o tema muito relevante, porque punha a descoberto violações sistemáticas de Direitos Humanos, uma realidade pouco conhecida. Nessa altura, tomei todas as diligências no sentido de verificar a credibilidade daquele trabalho de investigação, que dura há anos», explicou.
Bárbara Bulhosa disse ainda ter tido «acesso aos documentos citados no livro», que não tem dúvidas em considerar «corajoso, tem interesse público e é totalmente credível».
A editora da Tinta da China, que não se arrepende de ter publicado este livro, adiantou ainda que acha que este é um «processo político» e que envolve uma «tentativa de intimidação ao Rafael Marques e ao trabalho que tem vindo a desenvolver» e à própria editora que publicou o livro..
