Governo do Mali decreta estado de emergência





O Governo do Mali decretou esta sexta-feira o estado de emergência em resposta à ofensiva lançada por grupos rebeldes que controlam o norte do país, informou o porta-voz do Executivo, Manga Dembelé. 

O anúncio da medida sucedeu após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros maliano. 
Nos últimos dias intensificaram-se, no centro do Mali, os combates entre o exército maliano e os grupos islamitas armados, que desde fim de junho controlam o norte do país e tentam avançar em direção ao sul.
A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) autorizou esta sexta-feira o envio "imediato" de tropas para o Mali, anunciou a organização.
"O presidente em exercício, depois de consultas e em conformidade com a resolução 2085 do Conselho de Segurança (da ONU), decidiu autorizar o envio imediato de tropas para o terreno no quadro da MISMA (Força Internacional de Apoio ao Mali) para ajudar o exército maliano a defender a integridade do território do país", diz um comunicado da CEDEAO assinado pelo presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, que dirige atualmente a organização regional. 
Numa declaração adotada na quinta-feira a pedido de França, o Conselho de Segurança da ONU defendeu "o envio rápido" de uma força internacional para o Mali perante "a grave deterioração da situação" no terreno.
O envio da força de cerca de três mil homens, fornecidos por países da África Ocidental, foi autorizado pelas Nações Unidas a 20 de dezembro.
Um responsável militar maliano disse esta sexta-feira, a coberto do anonimato, que já há militares europeus, incluindo franceses, no Mali para "repelir os avanços dos islamitas em direção ao sul".
