EUA exigem libertação de presidente egípcio deposto





Os Estados Unidos exigiram hoje às autoridades interinas do Egito que 
libertem o presidente Mohamed Morsi, deposto pelos militares na semana 
passada depois de violentos protestos, que continua detido em sítio 
incerto.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, disse que os Estados Unidos concordaram com o apelo hoje lançado pela Alemanha e também exigem "publicamente" a libertação do antigo chefe de Estado egípcio.
A 03 de junho, o exército egípcio depôs e deteve o presidente Mohamed Morsi, eleito há um ano, e nomeou como presidente interino o presidente do Tribunal Constitucional, Adli Mansur, que dissolveu a Shura (câmara alta do parlamento) e suspendeu a Constituição.
Mohamed Morsi encontra-se em "local seguro", segundo anunciaram na quarta-feira as autoridades egípcias, citadas pela agência noticiosa francesa AFP.
Jen Psaki disse adiantou ainda que as autoridades norte-americanas têm mantido um contacto regular com todos os setores da sociedade egípcia.
Vários membros e responsáveis da Irmandade Muçulmana, à qual Morsi pertence, têm vindo a ser detidos pelas autoridades egípcias, sem que Washington se tivesse pronunciado.
Os apoiantes da Irmandade e do presidente deposto, bem como dezenas de grupos, na maioria islamitas, reunidos na chamada Coligação Nacional para a Defesa da Legitimidade, não reconhecem as novas autoridades do Egito.
Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão