
Parlamento vota co-adoção gay
Homossexuais: Votação marcada para dia 17
<p align="justify">Proposta do Partido Socialista quer que a lei reconheça a adoção do filho do parceiro. </p><p align="justify"> </p>
lDeputados do PS apresentam, no dia 17, uma proposta de co-adoção para que os membros de casais do mesmo sexo sejam reconhecidos legalmente como pais. O Parlamento chumbou, no ano passado, a proposta de adoção por casais gays."A co-adoção é um instrumento que existe para casais de sexos diferentes e que permite que um membro do casal adote o filho do outro. Quem não é reconhecido como figura parental não pode agir em situações médicas ou da escola, por exemplo", explica ao CM a deputada independente do PS Isabel Moreira.Para a associação de Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (ILGA) de Portugal trata-se de uma intervenção "urgente". "Pretende-se proteger as crianças em caso de divórcio ou morte da mãe ou pai legal. É uma questão de segurança e não só de discriminação. As duas mães ou pais devem ser reconhecidos", explica Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA de Portugal, acrescentando que a co-adoção existe em países como Espanha, França, Reino Unido, Holanda e Bélgica.A proposta socialista é apresentada na data comemorativa do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia (dia 17). Recorde-se que a ILGA interpôs, recentemente, uma ação contra o Estado português, apresentando o exemplo de dez famílias em que as crianças, criadas por casais gays, "precisam de ver reconhecidas as suas mães ou pais".
Débora Carvalho
Homossexuais, votação, gay, sociedade


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