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 O objetivo maior da prtica medinica no espiritismo  persuadir o ser

 humano para que ele seja , no decorrer do aprendizado evolutivo , mdium

 de sua natureza divina

 Compreendendo a mediunidade

 " O pensamento  o lao que nos une aos Espritos , e pelo pensamento

 ns atramos os que simpatizam com as nossas idias e inclinaes " .

 Allan Kardec -

 " Uma vez admitido que os bons espritos no podem dizer e fazer seno

 o bem , tudo o que for mau no pode provir de um bom esprito " .

 Allan Kardec -

 " Afirmar que somente os maus espritos se comunicam ,  dizer que os

 bons no podem faz-lo ; se assim  , de duas uma : isto se passa pela

 vontade ou contra a vontade de Deus .
 Se  contra a sua vontade ,  que

 os maus espritos so mais poderosos do que Ele ; se  por sua vontade ,

 por que , em sua bondade , no permitiria aos bons , para contrabalanar

 a influncia dos outros ?
 "

 - Allan Kardec .

 " Espiritismo  a cincia da observao " .

 Allan Kardec -

 Mediunidade

 Mediunidade  uma sensibilidade existente em todos os seres vivos ,

 tornando-os suscetveis de receber influncias das dimenses

 espirituais .
 No ser humano , apresenta-se mais complexa .
 Em alguns

 casos e em certas condies pode ser utilizada como elo de ligao

 entre o mundo fsico e o mundo espiritual .
 Apresenta-se atravs de

 fenmenos de efeitos intelectuais ( psicografia , psicofonia ,

 clarividncia , clariaudincia , etc ) ou efeitos fsicos ( batidas ,

 movimento de objetos , materializaes , fenmenos de voz direta , etc ) .

 A mediunidade no  exclusivadade do espiritismo e existe desde todos

 os tempos .
 Essa faculdade humana , ainda ignorada e rejeitada , tem sido

 o alicerce de todas as religies , atravs de revelaes , vises ,

 curas , precognies ( profecias ) , e outras fenomenologias .

 Mdium

 Allan Kardec apresenta a seguinte definio : " Toda pessoa que sente ,

 em um grau qualquer , a influncia dos Espritos  por isso mesmo

 mdium " .
 Embora todos sejamos dotados de diferentes graus de

 sensibilidade medinica , o codificador definiu como mdium somente a

 pessoa capaz de produzir fenmenos ostensivos atravs de suas

 faculdades .

 Contato medinico

  perfeitamente natural que nos comuniquemos com os espritos

 desencarnados e eles conosco , uma vez que tambm somos espritos ,

 embora estejamos encarnados .
 Essa comunicao se estabelece em nveis

 mental-emocional e dentro dos princpios da lei de sintonia .

 Como educar a mediunidade e para que

 O espiritismo , cujos moldes so propostos por Allan Kardec , eleva a

 mediunidade  categoria de misso , uma importante forma de auxlio

 espiritual e crescimento interior .
 Portanto , implica na permanente

 reeducao dos sentimentos e na moralizao do mdium .
 Mediunidade no

  uma aventura psquica e sua prtica inadequada est sujeita a graves

 dissabores , caso no sejam observadas ou conhecidas suas leis .

 A correta educao medinica se d com segurana atravs do estudo das

 obras de Allan Kardec ( sobretudo O Livro dos Mdiuns ) , numa casa

 esprita idnea , devidamente preparada para tal , que possua um ou mais

 grupos de estudos medinicos compostos por pessoas srias ,

 desinteressadas e harmonizadas , tendo por orientadores instrutores

 preparados e experientes no assunto .

 Mediunidade no  privilgio

 Possuir sensibilidade medinica no implica em ser privilegiado nem

 ser mais evoludo , pois essa faculdade  independe das condies

 morais do indivduo .
 Por essa razo , freqentemente encontramos

 pessoas de moral duvidosa dotadas com expressivas possibilidades

 medinicas , enquanto outras , de conduta irrepreensvel e dedicadas a

 Deus , mas incapazes de produzirem o menor fenmeno .

 Conforme pesquisou e concluiu Allan Kardec , a faculdade medinica 

 proveniente de uma disposio orgnica existente entre as ligaes do

 corpo fsico com o perisprito .

 Obstculos que dificultam a prtica da mediunidade

 O maior obstculo  a ignorncia ou o desconhecimento de suas leis .

 Disso resulta sua utilizao incorreta e irresponsvel , trazendo

 prejuzos e dissabores ao prprio mdium e a quem lhe recorre s

 faculdades .
 Nessa categoria esto os pretensos " resolvem tudo " ,

 pessoas de ndole fantica , os adivinhadores ou ledores de sorte , os

 ideologicamente fascinados , etc .

 Outro inconveniente  o fato de todo mdium iniciante receber

 impresses desagradveis de espritos inferiores , em funo de sua

 insegurana e inexperincia .

 Educao e moralizao medinica

 O correto exerccio da mediunidade faculta o intercmbio racional e

 produtivo entre a humanidade fsica e a espiritual , desdobrando

 amplamente os conceitos de fraternidade e solidariedade .

 Assim , o mdium educado e moralizado , consciente das reais finalidades

 de seus dons , torna-se precioso instrumento de auxlio e

 esclarecimento .
 Por seu intermdio , permite que os bons espritos

 desencarnados enviem mensagens esclarecedoras , ao mesmo tempo em que

 auxilia e ameniza aflies de entidades espirituais em desequilbrio e

 sofrimento .

 Com sua percepo equilibrada pelo estudo e pelo esforo no Bem , o

 canal medinico passa a ser importante via de acesso e discernimento

 com o mundo invisvel .

 A educao medinica , orientada pela codificao kardequiana , adestra

 o mdium a perceber , classificar e direcionar as impresses positivas

 ou negativas recebidas .
 Aproveitando as boas sugestes e refutando as

 ms , pe-se , com segurana , a caminho do progresso .

 Ao contrrio , todo mdium negligente , descuidado do labor de sua

 auto-edificao , torna-se presa fcil dos espritos inferiores ,

 causando prejuzos a quem lhe recorre s faculdades , alm de perder

 significativa oportunidade de redeno e elevao , pois compromete-se

 com as leis divinas .

 Classificao dos mdiuns

 Mdiuns de efeitos fsicos

 Podem ser divididos em dois grupos : os facultativos , que tm

 conscincia dos fenmenos por eles produzidos e os involuntrios , ou

 naturais , que so inconscientes de suas faculdades , mas so usados

 pelos espritos para promoverem manifestaes fenomnicas sem que o

 saibam .

 Por serem dotados de faculdade capaz de produzir efeitos materiais

 ostensivos , esses mdiuns contriburam grandemente pela divulgao das

 idias espritas .
 Eram muito comuns e , em grande parte , foram

 responsveis pelo advento do espiritismo , pois suas manifestaes

 chamavam a ateno das pessoas para a realidade do fenmeno .

 Normalmente , seus trabalhos so voltados para o despertamento da

 incredulidade humana , levando-a a cogitar sobre a existncia dos

 espritos e as realidades do mundo invisvel .
 Os fenmenos so de

 ordem material , como movimento de objetos inertes , rudos , voz direta ,

 curas fenomnicas , transportes , levitao de corpos , interferncias em

 contatos por instrumentos eletrnicos como TCI e EVP , etc .

 Mdiuns de efeitos intelectuais

 So mdiuns cujas faculdades produzem comunicaes inteligentes , de

 conseqncias morais e filosficas .
 Atravs delas podemos entrever as

 dimenses invisveis e particularidades do modo de vida dos seres

 espirituais .

 Neste estudo , abordaremos alguns tipos de mdiuns de efeitos

 intelectuais , conforme os classificou Allan Kardec .

 Mdiuns sensitivos ou impressionveis

 So pessoas suscetveis de sentirem a presena dos espritos por uma

 vaga impresso da qual no podem se dar conta .
 Essa variedade no tem

 um carter bem definido .
  a faculdade rudimentar indispensvel ao

 desenvolvimento de todas as outras .

 Esta faculdade se desenvolve pelo hbito e pode adquirir tal sutileza ,

 que aquele que a possui reconhece , pela impresso que experimenta , no

 s a natureza , boa ou m , do esprito que se aproxima , mas at a sua

 individualidade , como o cego reconhece , por uma razo desconhecida , a

 aproximao de tal ou tal pessoa .
 Torna-se , com relao aos espritos ,

 verdadeiro sensitivo .
 Um bom esprito produz sempre uma impresso

 suave e agradvel , a de um mau esprito , ao contrrio ,  penosa ,

 angustiosa , desagradvel .

 Mdiuns audientes

 Ouvem a voz dos Espritos .
 O fenmeno manifesta-se algumas vezes como

 uma voz interior , que se faz ouvir no foro ntimo .
 Outras vezes , d-se

 como uma voz exterior , clara e distinta , semelhante a de uma pessoa

 viva .
 Os mdiuns audientes podem , assim , estabelecer conversao com

 os Espritos .
 Quando tm o hbito de se comunicar com determinados

 espritos , eles os reconhecem imediatamente pela natureza da voz .

 Esta faculdade  muito agradvel , quando o mdium s ouve espritos

 bons , ou unicamente aqueles por quem chama .
  perturbadora quando um

 esprito malfazejo o assedia com freqncia , fazendo-lhe ouvir a cada

 instante as coisas mais desagradveis e no raro as mais

 inconvenientes .
 Neste caso j se instalou a obsesso , mas que , com

 cuidados necessrios ,  possvel ser evitada ou repelida .

 Mdiuns falantes

 O mdium falante geralmente se exprime sem ter conscincia do que diz

 e muitas vezes diz coisas completamente estranhas s suas idias

 habituais , aos seus conhecimentos e , at , fora do alcance de sua

 inteligncia .
 Embora se ache perfeitamente acordado e em estado

 normal , raramente guarda lembrana do que diz .
 Nele , a palavra  um

 instrumento de que se serve o Esprito , com o qual uma terceira pessoa

 pode comunicar-se , como pode com o auxilio de um mdium audiente .

 Nem sempre , porm ,  to completa a passividade do mdium falante .

 Alguns tm a intuio do que dizem , no momento mesmo em que pronunciam

 as palavras .

 Mdiuns videntes

 Os mdiuns videntes so dotados da faculdade de ver os Espritos .

 Alguns possuem essa faculdade em estado normal , quando perfeitamente

 acordados , e conservam lembrana precisa do que viram .
 Outros s a

 possuem em estado sonamblico , ou prximo do sonambulismo .
  muito

 raro a faculdade da vidncia se mostrar permanente .
 Quase sempre 

 efeito de uma crise passageira .
 Na categoria dos mdiuns videntes

 podem ser includas todas as pessoas dotadas de dupla vista .

 O mdium vidente julga ver com os olhos , como os que so dotados de

 dupla vista .
 Mas , na realidade ,  a alma quem v e por isso  que eles

 tanto vem com os olhos fechados , como com os olhos abertos .

  necessrio saber separar a vidncia propriamente dita das aparies

 acidentais e espontneas .
 A vidncia consiste na possibilidade mais ou

 menos freqente de ver os espritos , embora varie de intensidade .
 As

 aparies acidentais de espritos so comuns na hora do desencarne de

 entes queridos que se encontram distantes e aparecem para algum membro

 da famlia .
 Nessas vises , o esprito comunicante vem reafirmar seus

 laos afetivos ou fazer algum pedido geralmente de interesse familiar .

 Isso  muito mais comum do que se imagina .

 Entre os mdiuns videntes , h alguns que s vem os Espritos evocados

 e cuja descrio podem fazer com exatido minuciosa .
 Descrevem-lhes ,

 com as menores particularidades , os gestos , a expresso da fisionomia ,

 os traos do semblante , as vestes e , at , os sentimentos de que

 parecem animados .
 Outros h em quem a faculdade da vidncia  ainda

 mais ampla : vem toda a populao esprita ambiente , a se mover em

 todos os sentidos , cuidando , poder-se-ia dizer , de seus afazeres .

 No entanto , essa faculdade varia de mdium para mdium e uma mesma

 viso pode ser captada de forma diferente por outro .

 Mdiuns sonamblicos

 Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade

 medinica , ou , melhor , so duas ordens de fenmenos que freqentemente

 se acham reunidos .
 O sonmbulo age sob a influncia do seu prprio

 esprito .
  sua alma que , nos momentos de emancipao , v , ouve e

 percebe , fora dos limites dos sentidos .
 O que ele externa tira-o de si

 mesmo .
 Suas idias so , em geral , mais justas do que no estado normal ,

 seus conhecimentos mais dilatados , porque tem livre a alma .
 Numa

 palavra , ele vive antecipadamente a vida dos espritos .
 O mdium , ao

 contrrio ,  instrumento de uma inteligncia estranha .
  passivo e o

 que diz no vem de si .

 Em resumo , o sonmbulo exprime o seu prprio pensamento , enquanto que

 o mdium exprime o de outrem .
 Mas , o Esprito que se comunica com um

 mdium comum tambm o pode fazer com um sonmbulo .
 D-se mesmo que ,

 muitas vezes , o estado de emancipao da alma facilita essa

 comunicao .

 Muitos sonmbulos vem perfeitamente os Espritos e os descrevem com

 tanta preciso , como os mdiuns videntes .
 Podem confabular com eles e

 transmitir-nos seus pensamentos .
 O que dizem , fora do mbito de seus

 conhecimen-tos pessoais  com freqncia sugerido por outros

 Espritos .

 Mdiuns curadores

 Este gnero de mediunidade consiste , principalmente , no dom que

 possuem certas pessoas de curar pelo simples toque , pelo olhar , mesmo

 por um gesto , sem o concurso de qualquer medicao .
 Dir-se- , sem

 dvida , que isso mais no  do que magnetis-mo .

 Evidentemente , o fluido magntico desempenha a importante papel .

 Porm , quem examina cuidadosamente o fenmeno sem dificuldade

 reconhece que h mais alguma coisa .
 A magnetizao ordinria  um

 verdadeiro tratamento seguido , regular e metdico .
 No caso que

 apreciamos , as coisas se passam de modo inteiramente diverso .

 Todos os magnetizadores so mais ou menos aptos a curar , desde que

 saibam conduzir-se convenientemente , ao passo que nos mdiuns

 curadores a faculdade  espontnea e alguns at a possuem sem jamais

 terem ouvido falar de magnetismo .
 A interveno de uma potncia

 oculta , que  o que constitui a mediunidade , se faz manifesta , em

 certas circunstncias , sobretudo se considerarmos que a maioria das

 pessoas que podem , com razo , ser qualificadas de mdiuns curadores

 recorre  prece , que  uma verdadeira evocao .

 Mdiuns escreventes ou psicgrafos

 De todos os meios de comunicao , a escrita manual  o mais simples ,

 mais cmodo e , sobretudo , mais completo .
 Para ele devem tender todos

 os esforos , porquanto permite se estabeleam , com os Espritos ,

 relaes to continuadas e regulares , como as que existem entre ns .

 Com tanto mais afinco deve ser empregado , quanto  por ele que os

 Espritos revelam melhor sua natureza e o grau do seu aperfeioamento ,

 ou da sua inferioridade .
 Pela facilidade que encontram em exprimir-se

 por esse meio , eles nos revelam seus mais ntimos pensamentos e nos

 facultam julg-los e apreciar-lhes o valor .
 Para o mdium , a faculdade

 de escrever  , alm disso , a mais suscetvel de desenvolver-se pelo

 exerccio .

 Mdiuns Psicgrafos ou Escreventes : So os mais comuns .
 Transmitem as

 comunicaes dos espritos atravs da escrita .
 So subdivididos em

 mecnicos , semimecnicos e intuitivos .

 Mecnicos : No tm conscincia do que escrevem e a influncia do

 pensamento do mdium na comunicao  quase nenhuma .
 Como h um grande

 domnio da entidade sobre a faculdade medinica a idia do esprito

 comunicante se expressa com maior clareza .
 H casos em que o mdium

 psicografa mensagens complexas conversando com outras pessoas ,

 totalmente distrado do que escreve .

 Semimecnicos : A influncia da entidade comunicante sobre as

 faculdades medinicas no  to intensa , pois a comunicao sofre uma

 influncia do pensamento do mdium .
 Isso ocorre com a maioria dos

 mdiuns psicgrafos .

 Intuitivos : Recebem a idia do esprito comunicante e a interpretam ,

 desenvolvendo-a com os recursos de suas prprias possibilidades morais

 e intelectuais .

 Influncia moral do mdium nas comunicaes

 Conforme orienta Allan Kardec , " os Espritos que nos cercam no so

 passivos : formam uma populao essencialmente inquieta , que pensa e

 age sem cessar , que nos influencia , mal grado nosso , que nos excita e

 nos dissuade , que nos impulsiona para o bem ou para o mal , o que no

 nos tira o livre arbtrio mais que os bons ou maus conselhos que

 recebemos de nossos semelhantes .
 Entretanto , quando os Espritos

 imperfeitos solicitam algum a fazer uma coisa m , sabem eles muito

 bem a quem se dirigem e no vo perder o tempo onde vem que sero mal

 recebidos ; eles nos excitam conforme as nossas inclinaes ou conforme

 os germens que em ns vem e segundo as nossas disposies para os

 escutar .
 Eis porque o homem firme nos princpios do bem no lhes serve

 de presa " .

 Influncia do meio sobre as comunicaes

 Os espritos elevados jamais se apresentam em reunies frvolas ,

 motivadas por interesses mesquinhos e imediatistas , onde os

 participantes no se acham animados por intenes srias e sublimes .

 Portanto , para estabelecer contato com a espiritualidade superior , so

 necessrias intenes puras e uma reta conduta moral .

 Qual outro motivo faria um esprito elevado ocupar-se em comunicar-se

 conosco , seno pela pureza de nossos propsitos e a moralidade de

 nossa conduta ?

 Somos forados a reconhecer a gravidade e a responsabilidade que cabe

 a todo grupo e a toda sociedade que se prope a praticar trabalhos de

 intercmbio .
 E a considerar , tambm , porque so to poucas as pessoas ,

 grupos e sociedades , realmente eficientes , nessa difcil e to nobre

 prtica de aquisio e propagao do bem .

 Mediunidade na Bblia

 Quando refletimos sobre diversas passagens bblicas e outras mais

 diretamente ligadas a tarefa messinica de Jesus , notamos seu

 constante relacionamento com pessoas subjugadas por espritos

 malfazejos .
 Os exemplos so muitos e os evangelhos so enfticos em

 apresentar os dilogos travados por ele com esses seres perturbadores .

 Tambm est muito claro nas escrituras a preponderncia moral exercida

 por Jesus sobre esses espritos infelizes , que imediatamente o

 reconheciam como um ser enviado por Deus .
 Tanto  verdade que se

 submetiam  sua vontade irresistvel e as curas ( entendidas como

 milagres ) ocorriam .

 Assim , libertando os sofredores de seus algozes espirituais , o Divino

 Mestre inaugurava na Terra o exerccio da mediunidade consoladora , com

 fins libertadores e de esclarecimento .

 Mas no foi apenas curando obsidiados :

 1. - Jesus afirmou a influncia de espritos bons e maus sobre as

 pessoas : quando Pedro declarou " Tu s o Cristo " ( ver Mt .
 16:7 ) e no

 caso do esprito maligno expulso ( Mt .
 12:43 e Lc .
 11:24 ) ;

 2. - Estabeleceu o intercmbio medinico com o Alm ao conversar com

 Moiss ( que anteriormente fora obrigado a proibir a comunicao com os

 espritos devido aos abusos dos israelitas ) e Elias materializados no

 monte Tabor ( Mt .
 17:1/18 ) e com a legio de espritos que obisidiava

 um homem em Gadara ( Mc .
 5-1/20 ) ;

 3. - Desenvolveu e potencializou as faculdades medinicas nos

 discpulos ( " conferiu-lhes poder " ) , ordenando que trabalhassem com

 elas ( " curai os doentes , ressuscitai os mortos , purificai os leprosos ,

 expulsai os demnios " ) ( Mt .
 10-17:21 ) ;

 4. - Por ocasio do dia de Pentecostes , quando os discpulos ,

 mediunizados pela ao do Esprito Santo ( que nada mais  seno a

 pliade dos Espritos do Senhor ) , falaram inspiradamente at mesmo em

 vrios idiomas .

 A Mediunidade no Espiritismo

 Com o passar do tempo , grupos religiosos , j afastados dos princpios

 sublimes do cristianismo primitivo , tentaram proibir novamente o

 intercmbio medinico , dizendo ser obra do demnio , perseguindo

 mdiuns de boa procedncia e acusando-os de bruxaria e feitiaria .

 Mas a sensibilidade j se desenvolvera na espcie humana e a

 mediunidade se generalizara , tornando-se impossvel conter a

 manifestao dos espritos por toda parte .

 Vem , ento , o espiritismo , dando sentido e orientao precisa 

 mediunidade , apresentando-a como valioso instrumento de

 espiritualizao do ser humano .
 Atravs de Allan Kardec , fica

 estabelecida sua finalidade superior e os meios seguros para o seu

 desenvolvimento e sua prtica .

 Indcios do despertamento de mediunidade expressiva

 O exerccio bem orientado da mediunidade faculta ao mdium iniciante

 equilbrio e serenidade , bem-estar e paz interior .

 Atualmente , um nmero assombroso de pessoas encontra-se em lastimvel

 estado de perturbao , depresso , doenas , vcios , criminalidade , etc ,

 simplesmente por no terem atentado ao fato de que , compreendendo as

 possibilidades inatas em sua alma , conhecendo melhor suas tendncias

 morais , bem como as origens de seus pensamen-tos e sentimentos ,

 evitariam tantas calamidades existenciais .

 O desabrochar da mediunidade , muitas vezes relaciona-se com os

 seguintes indcios :

 * Sbitas alteraes emocionais ;

 * Sensibilidade emotiva acentuada ;

 * Vises , percepes de vultos ou audio de vozes ;

 * Necessidade compulsiva e inoportuna de escrever idias ou praticar

 atos que no so prprios da pessoa ;

 * Calafrios , sensao de formigamento na cabea e nas mos ;

 * Mal-estar em determinados ambientes ou em presena de certas

 pessoas ;

 * Sensaes de enfermidades inexistentes ;

 * Persistente e perturbadora fixao mental em idias negativas

 Obviamente , esses sintomas podem ocorrer sem que seja necessariamente

 um sinal de predisposio medinica .
 No caso do despertar da

 mediunidade propriamente dito , quando estes sintomas surgem ,

 normalmente aparecem associados uns com outros , com maior ou menor

 intensidade , variando com a condio espiritual da pessoa .

 Concluso

 A mediunidade jamais foi e ser um privilgio do espiritismo , pois ela

 existe e se manifesta em indivduos de todas as religies e at mesmo

 dos que no professam nenhuma .
 As manifestaes medinicas podem ser

 encontradas desde as eras primitivas , nos registros das escrituras

 sagradas de todos os povos ( inclusive a bblia ) , nos atuais trabalhos

 da umbanda , nos cultos afros , nos grupos de cunho esotrico e

 msticos , ou mesmo nas prticas evanglicas ou carismticas .
 Tambm a

 encontramos na magia negra , nos rituais satnicos , nas confrarias que

 arquitetam e espalham o terror , etc .

 Mdium significa ser intermedirio , estar no meio de atuaes de

 foras espirituais ( benficas ou nocivas ) e a elas responder , de

 acordo com seu livre-arbtrio , consciente ou inconscientemente , 

 sintonia estabelecida .

 Pela distoro com que a mdia sensacionalista apresenta certas

 pessoas se auto-intitulando " mdiuns " e " espritas " , muitos acreditam

 que o estudo esclarecedor que o espiritismo oferece sobre a

 fenomenologia medinica pode ser perigoso ao indivduo .
 Mas 

 justamente o contrrio .
 O perigo est em ser desconhecedor das leis

 espirituais que regem nosso ser , sendo a faculdade medinica um de

 seus mais expressivos atributos .

 Quem com seriedade e sem preconceito estudou e meditou sobre O Livro

 dos Mdiuns , de Allan Kardec , sabe muito bem disso .

 A mediunidade  uma potencialidade de todo ser humano .
 Sob sua

 influncia , sem que o saibamos , adotamos pensamentos , sentimentos ,

 condutas e praticamos aes , porque as dimenses fsicas e espirituais

 se interpenetram , influenciam e interagem .

 Pela sintonia mental-emocional , que acontece de forma natural e

 espontnea , nossa mente a todo instante  bombardeada por idias ,

 impresses , pressentimentos ou mesmo intuies , que so sempre aceitas

 ou no em funo de nosso livre-arbtrio .
 Esse bombardear psquico se

 d pela influenciao das humanidades fsica ( encarnada ) e espiritual

 ( desencarnada ) .

 Por isso , a ecloso da mediunidade no depende de classe social ,

 idade , religio , raa ou sexo .

 O espiritismo elevou a mediunidade  categoria de misso , pois nela

 reconhece um convite divino para a reavaliao e conseqente renovao

 de nossa jornada espiritual na Terra .
 Ao educar a sua mediunidade , o

 mdium nada mais faz do que reeducar seus pensamentos e sentimentos

 para o bem e o altrusmo incondicional .

 O objetivo maior da prtica medinica no espiritismo  persuadir o ser

 humano para que seja , no decorrer do aprendizado evolutivo , mdium de

 sua natureza divina .

 Por esse motivo , os espritos benfeitores que assistiram a Allan

 Kardec , definiram Jesus como sendo o mdium de Deus , por ser ele o

 maior dispensador da graa divina que j passou pelo nosso mundo .

 E foi o prprio Cristo , quem mais alto sacramentou a excelncia da

 mediunidade indicando-a , pelo prprio exemplo , como meta suprema para

 a sintonia perfeita , ao proferir : " As obras que eu fao , no sou eu

 que as fao .
  o Pai em mim que faz as obras .
 De mim mesmo , eu nada

 posso fazer " .

 __________

 Obras consultadas e sugeridas :

 O Livro dos Mdiuns , Allan Kardec , Federao Esprita Brasileira

 O Livro dos Espritos , Allan Kardec , Federao Esprita Brasileira

 Mediunidade ( Vida e Comunicao ) , J. Herculano Pires , Edicel .

 Mediunidade , Tire suas Dvidas , Luiz Gonzaga Pinheiro , EME Editora .

 Mediunidade : Caminho Para Ser Feliz , Suely Caldas Schubert , editora

 Didier .

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