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 PRODUO , CONSERVAO E UTILIZAO DE ALIMENTOS PARA CAPRINOS E

 OVINOS *

 INTRODUO

 O alimento principal dos ruminantes ( bovinos , caprinos , ovinos e

 outros ) ,  a forragem que proporciona aos mesmos mais de 90 % da

 energia consumida , contribuindo , assim , relevantemente com os

 fornecimentos alimentcios mundiais , em termos de carnes e produtos

 lcteos , a preos aceitveis .
 A forragem definida em forma ampla

 inclui todos os materiais vegetais comestveis , com exceo de gros e

 concentrados .
 Constitui-se na base alimentar dos rebanhos em toda

 parte do mundo , principalmente nos pases com amplos recursos

 naturais .

 1 .
 ALIMENTAO DE RUMINANTES

 Ruminantes so animais que possuem o estmago dividido em

 compartimentos , ou seja : pana ou rmen , pr-estmago ( retculo e

 omaso ) e estmago verdadeiro ( abomaso ) .
 Tambm apresentam a

 caracterstica de voltar o alimento  boca depois de ingerido para

 realizar a mastigao , processo chamado de ruminao .
 Entretanto a

 caracterstica mais marcante desses animais  a utilizao de

 forragens muitas vezes grosseiras e sua transformao em produtos

 nobres ( carne e leite ) .
 Isto ocorre graas  presena de

 microorganismos no rmen do animal , que ali convivem em simbiose .
 O

 produtor deve lanar mo desse presente da natureza , produzindo e

 fornecendo forragem aos ruminantes , por tratar-se de um alimento

 importante , obtido a custo muito baixo .

 2 .
 PRODUO DE FORRAGEM E SUA UTILIZAO

 A produo de forragem e sua posterior utilizao pode ser feita

 tanto pelo aproveitamento dos recursos da natureza com seus amplos

 domnios , como pelas reas restritas trabalhadas pelo homem , ou

 tambm pelo uso racional e estratgico de ambos .

 2.1 .
 A vegetao nativa e seu uso racional

 A vegetao nativa das Regies do Agreste e Serto de Pernambuco  ,

 predominantemente , de caatinga em suas vrias fases ( capoeira fina ,

 capoeira grossa , caatinga aberta , caatinga fechada etc ) .
 O seu

 aproveitamento est relacionado com essas fases , como tambm com as

 condies locais ( tipos de solo , se planos ou montanhosos , distncias

 de reas urbanas , de plos comerciais , dentre outras ) .
  necessrio se

 pensar no uso racional da vegetao nativa , ou seja , na explorao de

 estacas , moures , madeira de lei , essncias medicinais , alimentcias ,

 produo de mel de abelha , atividade pastoril o que pode ser feito ao

 mesmo tempo ( uso mltiplo ) , porm em base conservacionista ( equilbrio

 ambiental ) .
 A vegetao nativa ocupa ou corresponde a toda uma regio .

 Assim devemos utiliz-la pensando em sua sustentabilidade para no

 haver os chamados " desastres ecolgicos " , pois uma ao danosa de um

 indivduo prejudica a todos .
 Exemplo : um desmatamento ( derrubada da

 vegetao ) geral e descontrolado , acarreta entre outros males , uma

 eroso intensa ( deslocamento de terra pela chuva ) , com sua deposio

 nos audes e rios , provocando no futuro , falta d'gua para os rebanhos

 e a populao .

 3.1.1 .
 Atividade pastoril ou criatria

 Essa atividade como mencionada anteriormente , deve ocorrer

 simultaneamente com as outras , mas para facilitar o aprendizado , ser

 abordada em separado .
 A caatinga , na atividade pastoril mais

 apropriadamente chamada de pasto nativo ,  bastante varivel no porte

 ( altura das plantas ) apresentando plantas rasteiras ( herbceas ) , de

 porte mdio ( arbustivas ) e alto ( arbreas ) .
 Possui , tambm , composio

 botnica diversificada ( presena de grande nmero de plantas

 diferentes ) , sendo grande parte forrageira ( que est na dieta dos

 animais ) .
 O maior desenvolvimento dos arbustos e rvores ( plantas

 lenhosas ) provoca uma baixa produo de ervas ( capins e outras plantas

 rasteiras ) , em funo da cobertura da copa , principalmente , e da

 densidade das plantas ( nmero de plantas por rea ) .

 At determinado limite ( 30 a 40 % de cobertura ) existe uma relao das

 ervas ( principal alimento de bovinos , ovinos e eqinos ) , com a

 cobertura das plantas lenhosas , ou seja , no adianta reduzir a

 cobertura pelas rvores e arbustos , com o desmatamento alm desse

 limite , pois no haver mais aumento da produo de forragem herbcea .

 Tambm , as plantas lenhosas fornecem " ramas " ( principal alimento dos

 caprinos ) no incio da estao chuvosa , e , por ocasio da poca da

 seca , quando suas folhas caem e passam a exercer de novo o seu papel

 forrageiro ( presena na dieta dos animais ) .
 O regime de chuvas

 ( quantidade e distribuio ) no Agreste e Serto afeta a produo de

 forragem herbcea e " ramas " no decorrer do ano , havendo abundncia

 ( grande quantidade ) nas guas , e escassez ou mesmo falta , na seca .

 Tem-se um espao de tempo curto ( trs a quatro meses ) para a produo

 forrageira e outro bastante longo ( oito a nove meses ) , sem produo ,

 causando baixo desempenho nos criatrios ( poucas crias , baixa produo

 de leite e carne , crescimento retardado dos animais e at a morte ) .
 No

 entanto pela alta produo forrageira na poca das guas , muito

 superior  necessidade animal , o excesso de forragem pode ser

 conservado sob a forma de feno ( forragem seca ) para a utilizao na

 poca crtica do ano .
 Muitas plantas conhecidas pelo homem do campo ,

 existentes em determinados locais , tm elevado valor forrageiro

 ( comida em quantidade e qualidade ) e se prestam para a fenao .
  o

 caso das plantas herbceas ( ervas ) gitirana , orelha de ona ,

 feijozinho , erva de ovelha , capim mimoso , capim rosado e das

 plantas lenhosas ( arbustos e rvores ) mata pasto liso , mata pasto

 peludo , moror ou pata de vaca , camaratuba , feijo bravo , moleque

 duro , quebra-faca , catingueira , manioba , sabi e outras mais .

 3.1.2 .
 Fenao de espcies lenhosas

 A fenao das espcies lenhosas  um pouco diferente da fenao de

 capins e outras ervas .
 O material distribudo dentro da vegetao

 nativa poder ser colhido conjuntamente , ou seja , catingueira com

 feijo bravo , com manioba ou isoladamente , quando ocorrer em grandes

 reas contnuas .
 No incio ou no primeiro corte , essas plantas tm

 elevada altura e faz-se o corte a 30cm do solo .
 Depois , corta-se o

 talo fino ( grossura de um dedo ) com folhas , e elimina-se os galhos

 grossos .
 O material selecionado ( talos finos e folhas ) , poder ser

 triturado em mquina forrageira e depois depositado sobre lona exposta

 ao sol para eliminao da umidade , at atingir o ponto de feno , quando

 ser guardado em sacos ou a granel em armazm ou galpo .
 O processo de

 fenao poder melhorar o consumo de muitas plantas , como nos casos do

 mata pasto liso e do capim amargoso ( fenado naturalmente ) , e tambm ,

 eliminar princpios txicos , no caso da manioba .

 3.1.3 .
 Introduo de gramneas

 Uma outra ao que poder ser aplicada com a anterior trata-se da

 introduo ou plantio de gramneas ( capins ) perenes , j estudadas para

 a regio , como so os casos dos capins buffel e corrente , largamente

 cultivados no Serto e em grande parte do Agreste .
 Essas gramneas

 podero formar pastagens cultivadas em 30 % da rea da propriedade ,

 ficando os 70 % restantes com caatinga .
 Durante a poca das chuvas

 ( trs a quatro meses ) , os animais sero mantidos na vegetao nativa e

 transferidos para as pastagens cultivadas pelo restante do ano , at o

 incio da prxima estao chuvosa .

 3.1.4 .
 Outros recursos forrageiros

 O pecuarista poder dispor tambm de outros recursos forrageiros para

 alimentar os rebanhos durante a poca seca .
 Um seria a utilizao das

 cactceas nativas ( mandacaru , xiquexique , coroa de frade ...
 ) e outro ,

 o plantio de palma forrageira , de cunh e de leucena .
 Todos visando 

 manuteno do bom desempenho animal ( produo de carne e leite , crias

 etc. ) durante o ano inteiro , pois a vegetao nativa no tem condies

 de alimentar os animais durante todo o ano .
 Para se manter um bovino

 somente em caatinga ,  necessrio uma rea de 10 a 15 hectares e at

 mais em determinados locais , esperando-se produo de 8 a 12 kg de

 peso vivo por hectare , em anos normais .
 Esse mesmo animal poder ser

 mantido na caatinga durante a poca das guas ( trs a quatro meses ) ,

 em rea menor ( cinco a seis hectares ) e produzir 15 a 20kg de peso

 vivo , sendo transferido para a pastagem de capim buffel ou de

 corrente , na relao de 1 a 1,5 hectare por bovino adulto , e conseguir

 produo adicional de 80 a 120kg de peso vivo por hectare .

 Nota : as espcies aqui citadas correspondem aos animais domsticos ,

 bovinos ( bois e vacas ) , caprinos ( bodes e cabras ) , ovinos ( ovelhas e

 carneiros ) e eqdeos ( cavalos , jumentos e muares ) .
 Sabemos que no

 interior do Estado as pessoas denominam , especificamente , de animais

 aos eqdeos , de criao aos caprinos e ovinos , e de gado , aos

 bovinos .

 2.2 .
 Formao e manejo de pastagens cultivadas

 A vegetao de caatinga predominante em quase todo o semi-rido do

 Nordeste , apesar de sua grande diversidade botnica , possui pouca

 gramnea sendo todas de ciclo anuais e muitas vezes eventuais , no

 surgindo todos os anos .
 Assim , visando-se a superar essa deficincia

 da caatinga e , ao mesmo tempo , incrementar a produo e produtividade

 animal pelo aumento da oferta de forragem , introduziu-se na regio o

 capim buffel ( Cenchrus ciliaris ) com suas principais variedades

 Gayndah , Americano e Biloela , e o capim corrente ( Urochloa

 mosambicensis ) .

 3.2.1 .
 Preparo do terreno

 Como a formao de pastagens exige reas considerveis , normalmente as

 mesmas esto recobertas por vegetao arbustivo-arbrea que precisa

 ser retirada .
 Esse processo denomina-se desmatamento , que pode ser

 manual com queima ou broca e mecnico , com trator de esteira .
 Apesar

 da queima ser muitas vezes condenada , esse pode ser o nico e mais

 econmico mtodo de limpeza do terreno em determinadas reas , onde

 ocorrem muita pedregosidade e afloramento de rochas .
 Sem aprofundar

 muito no assunto , a queima s elimina as sementes das espcies nativas

 depositadas em cima do solo , ressurgindo com as chuvas uma variedade

 de espcies que se multiplicam por sementes e por resqucios

 vegetativos existentes no perfil do solo , espcies essas de grande

 importncia forrageira na alimentao de caprinos , bovinos e ovinos

 ( moror , moleque duro , feijo bravo e outras ) .
 No possuindo o solo as

 condies acima descritas e tendo uma boa profundidade , pode-se fazer

 uso do desmatamento mecnico .

 3.2.2 .
 Plantio

 O plantio deve ser direto e efetuado logo aps o desmatamento e a

 queima , em covas rasas , num espaamento de 1,0m x 0,5m , usando-se em

 torno de 10kg de semente / ha .
  muito comum o produtor querer

 economizar na quantidade de semente , esquecendo que esse  o item mais

 barato e que o seu objetivo  formar uma boa pastagem .
 No se deve

 usar reas no segundo ano para o plantio aps o desmatamento , pois a

 competio com as espcies nativas  grande e desfavorvel s

 introduzidas , pela grande quantidade de sementes das nativas

 produzidas na poca chuvosa anterior .
 Pelo mesmo motivo no 

 aconselhvel usar-se reas encapoeiradas para formao de pastagens ,

 pois a queima no  suficiente para diminuir a grande quantidade de

 sementes das espcies nativas .
 Em alguns casos , como em reas

 mecanizveis , a gradagem supera essa dificuldade .

 3.2.3 .
 Uso e sistema de pastejo

 A pastagem formada poder ser usada sob pastejo j no incio da poca

 seca no 1 ano do estabelecimento .
 Tratando-se de sistema de pastejo ,

 o adequado para a regio  o diferido ou protelado , ou seja , os pastos

 ficam reservados na poca chuvosa , sem animais , para uso pastoril ,

 principalmente , na poca seca do ano .
 Esses pastos reservados

 recuperam-se rapidamente ( dois a trs meses ) e mantm-se bem

 conservados por longos anos .
 Enquanto isso , os animais ficam na

 pastagem nativa ( caatinga ) , constituindo-se num sistema estratgico ou

 CPC ( caatinga + pastagem cultivada ) .

 2.3 .
 Conservao de forragem

 A escassez de forragem nos perodos de estiagem , aliada ao baixo valor

 nutritivo das forrageiras , tem provocado entre outros fatores , baixos

 ndices de produtividade na pecuria nacional .
 Em vrios pases , estes

 problemas tm sido minimizados , usando-se tcnicas de conservao de

 forragem , como ensilagem e a fenao , que so realizadas a partir do

 excedente de forragem do perodo chuvoso .
 Algumas plantas forrageiras

 como o sorgo , milho e capim elefante entre outras , vm sendo

 largamente utilizadas na produo de silagem .
 O milho e o sorgo tm

 sido apresentados como as espcies mais adaptadas ao processo de

 ensilagem pelas facilidades de cultivo , alto rendimento e pela

 qualidade da silagem produzida .
 As gramneas buffel e capim corrente ,

 bem como as leguminosas leucena , orelha de ona e a manioba ,

 euforbicea encontrada em grande quantidade na caatinga , so

 utilizadas na confeco de feno para alimentao animal .
 Assim sendo ,

 para se atender s necessidades bsicas de alimentao dos animais nos

 perodos de estiagem ,  necessrio o uso de tecnologia para produo e

 armazenamento de forragem , atravs da ensilagem e fenao .

 3.3.1 .
 Produo de silagem

 A ensilagem  o processo de armazenamento da forragem verde em silos ,

 para ser utilizada no perodo seco , quando ocorre escassez de

 forragens naturais .
 A silagem  o resultado do processo de ensilagem

 aps as mudanas sofridas pela forragem atravs da fermentao , na

 ausncia de oxignio .

  Forrageiras indicadas

 As forrageiras mais indicadas para ensilagem so milho , sorgo , capim

 elefante , entre outras .
 O milho e o sorgo so de uma maneira geral as

 gramneas mais indicadas para ensilagem , por apresentarem quantidades

 satisfatrias de acares e uma produo alta de massa verde por

 hectare

  Cultivo de algumas forrageiras

 O plantio do milho e do sorgo para silagem deve ser feito inicialmente

 com o preparo do solo atravs de roadeira , e em seguida , gradagem .

 Aps estas operaes  feitos o plantio em covas ou sulcos com trao

 animal , trator ou utilizando-se os meios que o agricultor dispuzer .
 O

 plantio manual do sorgo  feito em covas rasas distantes 20cm uma da

 outra na linha ou fileira .
 A distncia entre fileiras  de 80cm ,

 colocando-se trs a quatro sementes em cada cova .
 O plantio em sulcos

  feito usando-se uma plantadeira de duas ou mais linhas , acopladas ao

 trator , devidamente regulada para deixar cair 20 sementes por metro

 no sulco ; o espaamento entre linhas deve ser de 80cm .
 A quantidade

 necessria para plantar um hectare  de oito a dez quilos de sementes

 de sorgo e 25 quilos de sementes de milho .
 No controle de plantas

 invasoras usa-se o GESAPRIN 500 na quantidade de quatro a cinco

 litros / ha , aplicados logo aps o plantio .
 O preparo da soluo deve

 ser da seguinte forma : coloca-se 200ml de herbicida no pulverizador e

 completa-se com 20 litros de gua .
 Para pulverizar um hectare , devero

 ser utilizados 20 pulverizadores , ou seja , 20 aplicaes de 20 litros

 da soluo .
 A adubao qumica do sorgo  feita a partir dos

 resultados de anlise do solo , podendo tambm ser feita a adubao

 orgnica atravs da aplicao de 10 a 15 toneladas de esterco de

 curral , por hectare , incorporadas  rea do cultivo antes do plantio .

 A poca do plantio do sorgo deve ser no incio da estao chuvosa .

 Aps o plantio , deve-se efetuar o controle da formiga de roa , atravs

 de iscas ou aplicando-se formicida diretamente no formigueiro .

  Colheita e processo de ensilagem

 A colheita do sorgo para ensilagem deve ocorrer quando a planta

 apresentar os gros em estgio farinceo , ou seja , de 110 a 120 dias ,

 podendo ser feito mecanicamente com uma ensiladeira acoplada ao trator

 ou manual , onde se corta a planta e se passa na mquina forrageira ,

 que deve estar na borda do silo .
 As variedades de sorgo forrageiro

 recomendadas para ensilar so : IPA-467-4-2 e IPA-SF-25 , enquanto para

 o milho recomenda-se a So Jos .
  medida que se vai enchendo o silo

 com sorgo , faz-se automaticamente a compactao do material para a

 retirada do ar .
 Esta operao  extremamente importante para a

 qualidade da silagem .
 Aps o enchimento do silo , cobre-se com lona

 plstica e , sobre esta , pe-se uma camada de areia .

  Abertura do silo e fornecimento

 Aps 21 dias do enchimento do silo , o material ensilado  considerado

 silagem , podendo ser fornecido aos animais , no perodo seco .
 O

 fornecimento da silagem aos animais deve ser feito diretamente no

 cocho e pode-se adicionar uria para melhorar o nvel de protena da

 rao .

  Composio qumica e valor nutritivo

 Item Silagens ( % )

 Sorgo Milho

 MS 37,60 35,63

 PB 5,50 6,50

 FB 25,80 22,30

 DIVMS 68,00 72,00

 Ca 0,43 0,36

 P 0,12 0,22

 K 1,18 1,57

 3.3.2 .
 Produo de feno

 FENAO :  uma tcnica de conservao de forragem que consiste em

 reduzir o teor de umidade da planta para valores entre 10 e 20 % .
 O

 produto assim obtido chama-se feno .

  Forrageiras indicadas

 As forrageiras utilizadas para obteno de feno so as gramneas ,

 entre elas o capim buffel e corrente , que so capins de talos finos , e

 as leguminosas , como leucena e guandu .
 No processo de fenao o

 aspecto mais importante a considerar  o clima , pois o sucesso da

 operao vai depender da ausncia de chuva e da baixa umidade relativa

 do ar .

  Etapas de fenao

 As etapas para a produo de feno so : corte , viragem , secagem ,

 enfardamento e armazenamento .
 O corte das gramneas para fenao deve

 ser feito no incio da florao e para as leguminosas quando surgirem

 as primeiras flores .
 O corte pode ser feito manual ou mecanicamente .

 O corte manual  feito com foice , serra , cutelo e outros .
 No mecnico ,

 usa-se trao animal ou motorizada , atravs de segadeira ou

 ceifadeira .
 A segadeira  acoplada ao trator e regula a altura do

 corte .
 Aps o corte , o material deve ficar exposto ao sol no campo , o

 tempo necessrio para chegar ao " ponto de feno " .
 Este consiste em

 picar um pouco do material , colocar dentro de um vidro de boca grande

 ( maionese ou nescaf ) juntamente com sal , em seguida agita-se o vidro

 e coloca-se de cabea para baixo .
 Se o sal ficar preso nas paredes do

 vidro , ainda no est no ponto ideal , pois isto indica que o material

 possui umidade .
 Se o sal sair todo , a forragem apresenta-se no " ponto

 de feno " .
 Quanto mais rpida for a secagem do material cortado ,

 menores sero as perdas .
 Quando o feno atingir o ponto de 15 a 20 % de

 umidade , inicia-se o enfardamento da forragem no campo ou faz-se medas

 no prprio local da secagem .
 O armazenamento dos fardos de feno deve

 ser feito em local seco e ventilado , aproveitando-se galpes , latadas

 e construes j existentes ou deixados no campo , cobertos com lona

 plstica .
 O feno de boa qualidade deve possuir colorao esverdeada ,

 cheiro agradvel , ter grande quantidade de folhas , ser macio , livre de

 impurezas e possuir boa digestibilidade .

  Uso do feno

 O feno  um alimento que deve ser fornecido aos animais nos perodos

 de escassez de forragem , sendo de fcil transporte e distribuio .
 A

 quantidade de feno consumida pelos animais deve estar em torno de trs

 quilos por 100kg de peso animal .

 3.3.3 .
 Feno de manioba

 A fenao de espcies lenhosas  um pouco diferente da descrita

 anteriormente .

  O que  manioba e onde ocorre ?

  uma planta da caatinga Nordestina , do gnero Manihot , com vrias

 espcies , encontrada em quase todo o semi-rido brasileiro vegetando

 em diversos tipos de solo e em terrenos planos a declivosos .
 Possui

 grande resistncia  seca por apresentar razes com grande capacidade

 de reserva , mais desenvolvida que as da mandioca , sua parente prxima .

  Limitao do seu uso

 A planta no deve ser fornecida fresca aos animais ( logo em seguida ao

 corte ) por apresentar , na sua composio , substncias que , ao

 hidrolizarem-se , do origem ao cido ciandrico , ofensivo a todas as

 espcies animais .

  Uso correto da manioba

 Sob a forma de feno pode ser fornecida aos animais , principalmente na

 estao seca .
 Durante a fenao , a planta  triturada e , em seguida ,

 exposta ao sol , quando , ento , o cido ciandrico volatiliza-se

 ( evapora ) facilmente .

  Como fazer o feno

  No incio das chuvas , quando a planta estiver bem enfolhada ,

 cort-la a 20 ou 30cm do solo .

  Eliminar os galhos grossos e aproveitar as folhas e ramos com a

 espessura de um lpis , no mximo .

  Triturar em forrageira de lmina , as folhas e ramos ,

 reduzindo-os a pedaos de um a dois centmetros .

  Espalhar o material triturado em camadas finas sobre lonas

 plsticas ou terreno cimentado , em ambiente aberto e exposto ao sol ,

 por dois a trs dias , at que o material esteja quebradio .

  Remover ( virar ) o material vrias vezes durante o tempo de

 exposio para facilitar a secagem e garantir a uniformidade do feno e

 sua qualidade .

  Aps fenado , armazenar em sacos de rfia ao abrigo da chuva .

  Valor forrageiro da manioba

 A folhagem da manioba possui excelente aceitao pelos animais .
 Pode

 apresentar at 20 % de protena bruta e 60 % de energia ( NTD =

 nutrientes digestveis totais ) .
 Assim , o valor nutritivo do feno de

 manioba , depender da quantidade de folhas na sua composio e das

 condies de secagem e armazenamento .
 Seu consumo poder atingir 3,3 %

 do peso vivo , entretanto , seu fornecimento , como o de qualquer outro

 alimento , nunca deve ser exclusivo ou nico .

 OBS .
 Em algumas espcies possuidoras de folhas pequenas ( ex. :

 catingueira ) , dispensa-se a triturao .

 3.4 .
 Tratamento de forragem de baixa qualidade

 3.4.1 .
 Amonizao de forragem com uria

  o processo de se adicionar uria diluda em gua , havendo produo

 de amnia  forragem fibrosa , s palhadas e aos restos de culturas ,

 para a melhoria das suas qualidades .
 A amnia atua nas partes mais

 fibrosas do material , quebrando a fibra ( rompendo a ligao

 lignina-hemicelulose-celulose ) .
 Com isto ,  possvel um aumento da

 digestibilidade e do teor de protena bruta , possibilitando um maior

 consumo pelos animais .

  Material que pode ser amonizado

 Todos os materiais de baixa qualidade , ou seja , aqueles com elevado

 teor de fibra : restolhos de milho , sorgo , feijo , fenos obtidos de

 gramneas e leguminosas em idade avanada ( em maturao ) e os resduos

 agro-industriais ( bagao e bagacilho de cana , casca de arroz e feijo ,

 sabugo e casca de milho , resduos do sisal e outros ) .

  Etapas de amonizao

  Acondicionar a forragem em camada dentro de um tonel , silo ou

 outro local e compactar ligeiramente .
 Qualquer material que acame bem

 no necessita ser picado .
 O teor de umidade da forragem deve ser no

 mximo de 30 % .
 As palhadas normalmente tm o teor muito menor .

  Dissolver a uria em gua ( 5 litros / kg de uria ) e adicionar a

 cada camada da forragem .
 Deve ser aplicada na proporo de 5 % do peso

 da forragem .
 Por exemplo , uma tonelada de palha requer 50kg de uria .

  Cobrir o material tratado de maneira que fique bem vedado para

 evitar qualquer tipo de escapamento de amnia , que  um gs .

  Como fornecer aos animais

 Aps 20 dias o material amonizado poder ser descoberto .
 Ele

 apresenta-se escurecido e com consistncia macia .

  Depois de descoberto deixar o material ao ar livre por dois a

 trs dias , para eliminar o excesso de cheiro de amnia .

  Fornecer aos animais na proporo de 1,5 a 2,0 % do peso vivo .

 Exemplo : uma novilha de 300kg pode consumir de 4,5 a 6,0kg/dia .

  Adaptar os animais ao consumo do material fornecido , ofertando

 inicialmente quantidades menores .

 3.4.2 .
 Hidrlise de bagao de cana com cal virgem

  um processo quase semelhante ao anterior , melhorando a

 digestibilidade do material ( passando de 35 para 60 % ) .

  Etapas

  Inicialmente  necessrio que o material passe pelo processo de

 picagem para proporcionar uma maior superfcie de exposio  ao

 hidrolizante .
 O material das usinas de acar j vem picado .

  Colocar o material em camadas .

  Preparar a soluo de 3 % de cal virgem , ou seja , para cada 100

 litros de gua adicionar trs quilos de cal .

  Aplicar sobre a camada de bagao picado um litro da soluo

 para 1,25kg de bagao , ou seja , a soluo de 100 litros preparada

 acima , daria para 125kg de bagao .

  Como fornecer aos animais

 Aps dois dias pode ser fornecido aos animais , no cocho ou armazenado

 por seis meses .
 Pode ser utilizado com palma , mandioca , cama de

 galinha etc .

  Composio qumica do bagao hidrolizado

 Composio qumica do bagao hidrolizado ( % )

 PB

 1,64

 FDA

 69,39

 FB

 33,72

 FDN

 57,59

 EE

 5,48

 Lignina

 15,64

 Minerais

 6,44

 ENN

 52,72

 Cinza insolvel

 4,46

 FONTE : Esalq

 3.4.3 .
 Enriquecimento protico da forragem de cana " sacharina rstica "

 O enriquecimento baseia-se na fermentao por microorganismos

 anaerbicos que atuam nos acares existentes na cana , produzindo

 protena microbiana , sendo a tecnologia de origem cubana ( ICA ) .
 A

 cana-de-acar , apesar da sua alta produo e baixo custo , tem

 restrio alimentar para os ruminantes , principalmente pelos baixos

 teores de minerais e de protena .
 Transformada em " sacharina " torna-se

 um alimento energtico-protico , alm da correo mineral .
 O produto 

 obtido a partir da cana sem folhas e palhas .

  Preparao da " sacharina "

 Faz-se necessrio uma mquina forrageira , galpo para fermentao e

 uma lona para secagem .

  A cana  desfolhada , retiradas as pontas e deixada em repouso

 por aproximadamente 48 horas ( cana de 24 a 48 horas de colhida ) .

  Tritura-se a cana e adiciona-se uma mistura mineral ( fsforo

 0,3 % ; sal fino 0,2 % ; uria 1,5 % e sulfato de magnsio 0,2 % ) .

  Para cada tonelada de cana prepara-se uma mistura de 15kg de

 uria e 5kg de sais minerais .

  O material  espalhado manualmente em piso de cimento , de modo

 uniforme , formando camadas de aproximadamente cinco centmetros de

 espessura .

  Revolver a mistura a cada seis horas .

 OBS .
 Durante as primeiras 24 horas de fermentao , o material deve

 ficar em local coberto e arejado .
 O perodo de fermentao  de um dia

 e o de secagem dois dias .
 Para cada trs toneladas de cana , obtm-se

 uma de " sacharina " .
 O material poder ser armazenado em sacos por

 seis meses , com um mnimo de 86 % de matria seca .

  Em Cuba , a " sacharina " compe as raes nas seguintes

 propores , por espcies animais :

 Bovino de corte e de leite 72 a 79 %

 Sunos 30 a 40 %

 Ovinos / caprinos 67 %

 coelhos 60 %

 em percentagens menores para aves e alevinos -

  Composio bromatolgica da " sacharina "

 MS 86,0 - 90,0 %

 PB 12,0 - 14,0 %

 FB 24,0 - 30,0 %

 EE 0,8 - 1,1 %

 CINZAS 3,3 - 4,5 %

 Ca 0,3 - 0,5 %

 P 0,2 - 0,3 %

 3.5 .
 Cultivo e utilizao da palma forrageira

 Os cultivares de palma gigante e redonda ( Opuntia fcus indica Mill )

 so as mais plantadas em Pernambuco , e a palma mida ou doce ( Nopalea

 cochenillifera Salm Dyck ) no Estado de Alagoas .
 O IPA vem trabalhando

 com um clone ( IPA-20 ) para distribuio futura aos agricultores .
 O

 material selecionado chegou a produzir 50 % mais que a palma gigante ,

 quando adubada .
 A palma  um importante alimento podendo participar em

 at 40 % da matria seca ( MS ) da dieta dos bovinos , possuindo

 digestibilidade mdia de 75 % , superior  silagem de milho , sendo um

 alimento de alto valor energtico .
 Esta forrageira deve ser fornecida

 aos animais , junto com outros alimentos , como palhadas de culturas ,

 pastos secos , capins de corte , feno e silagens , para corrigir seu

 baixo teor de fibra ( 8 a 13 % ) e evitar diarrias , e com torta de

 algodo e farelo de soja para aumentar o teor protico da rao .
  uma

 cultura adaptada s condies adversas do semi-rido , tendo bom

 rendimento em reas de 400 a 800mm anuais de chuva , umidade relativa

 acima de 40 % e temperatura entre 18 e 30C .
 Deve ser cultivada em

 solos leves ( argilo-arenosos ) , de boa fertilidade , no sujeita

 evitando-se terrenos com muita pedregosidade e rochosidade , pois

 dificultam as limpas , colheitas e transporte , aumentando as despesas .

  Cultivo de palma

 O perodo ideal de plantio corresponde ao tero final da poca seca ,

 esperando-se que em breve (  dois meses ) ocorram as primeiras chuvas ,

 garantindo a " pega " .
 Na estao chuvosa ocorre muito apodrecimento das

 raquetes , pelo alto teor de gua da mesma e do solo , favorecendo a

 contaminao por fungos e bactrias .
 Caso haja necessidade de se

 realizar o plantio nessa poca ,  fundamental que a raquete fique em

 repouso  sombra por alguns dias para perder o excesso de gua .

  Preparo da rea

  Desmatamento - pode ser manual ( broca ) ou mecnico , com trator

 ou  trao animal .

  Destoca - tambm manual ( com chibancas ) ou mecnico , com

 trator .
 Ambos os casos quando se pretende fazer o plantio em sulcos .

  Arao ou gradagem - estando o terreno destocado e se o solo

 for profundo ( aluvio , por exemplo ) pode-se proceder a arao e

 posteriormente a gradagem e , caso contrrio , somente a gradagem .

  Abertura de sulcos - devem ter uma profundidade de 20cm e o

 espaamento vai depender do sistema a ser adotado pelo criador .

  Plantio propriamente dito

 A posio da raquete dentro da cova ou do sulco pode ser inclinada ou

 vertical , com a parte cortada voltada para o solo , enterrando-se at a

 metade do seu tamanho , para que fique firme no solo , e plantada no

 sentido da largura do artculo , obedecendo a curva de nvel do

 terreno .
 O corte da raquete para o plantio ou mesmo para fornecer aos

 animais , deve ser na articulao , para evitar maior exposio do

 contedo interno sujeito  contaminao j referida .

  Espaamentos recomendados

 1,0m x 0,25m = palma adensada .
 Se o produtor precisar fazer corte a

 cada dois anos e obter grandes produes .
 Este plantio necessita de

 vrias capinas e adubao .
 A palma  uma cultura que responde muito

 bem a essas prticas .

 1,0m x 0,50m = alimento estratgico .
 A colheita pode ser entre dois e

 quatro anos , havendo acmulo de produo sem perda do valor nutritivo .

 3,0m x 1,0m x 0,50m = palma em fileiras duplas .
 Cultivada com a

 finalidade de consrcio com culturas alimentares todos os anos .

 Facilita tambm os tratos culturais por trao animal e mecnicos .

 2,0m x 0,50m e 2,0m x 1,0m = espaamento simples .
 Utilizados em

 consrcios apenas no ano do plantio e aps a colheita .
 Nos plantios

 consorciados alm da produo de gros , tm-se o restolho para

 alimentao animal , que deve ser fornecido associado  palma como

 discutido no incio .

  Adubao

 Pode ser considerada nos dias atuais uma prtica indispensvel em

 qualquer espaamento do cultivo da palma .
 Todo pecuarista sabe hoje da

 importncia dessa cultura para a produo e sobrevivncia dos seus

 rebanhos .
 O que poucos sabem  que a mesma d respostas econmicas 

 adubao .
 A adubao pode ser qumica , usando-se quantidades de

 nutrientes , de acordo com a anlise de solo e / ou orgnica ,

 utilizando-se esterco de curral ou de caprinos .
 No plantio em sulcos ,

 distribui-se ao longo destes , dois a trs quilos de esterco por metro

 corrido , e em covas , colocar no fundo destas , 500 a 750 gramas de

 esterco .

 A adubao pode ser ainda qumica + orgnica .
 Adubao deve ser feita

 tanto no plantio quanto aps a colheita , sempre na poca chuvosa .

  Tratos culturais

  Capinas e roos manuais , mecnicos ( roagem ou gradagem leve ) e

  trao animal de acordo com os espaamentos utilizados .

  Uso de herbicida - O IPA vem testando com sucesso o uso de

 herbicidas .
 Os mais eficientes foram  base de AMETRYNE , DIURON e

 TEBUTHIURON , porm os mesmos s sero recomendados aps os resultados

 das anlises de resduos de agrotxicos e do registro do produto .
 O

 herbicida dever ser utilizado logo aps as primeiras chuvas depois do

 plantio .

  Combate s pragas e doenas

 A praga mais importante  a cochonilha ( Diaspis echinocacti - Bouch ,

 1833 ) que  satisfatoriamente controlada pelos inimigos naturais , as

 joaninhas ( preta-pequena , preta-mdia , amarela e preta e marrom ) e as

 vespinhas .
 Em caso de ataques mais severos , pode-se usar leo mineral

 a 1 % ou querobo ( 100g de sabo em barra , 100g de fumo de corda + uma

 colher de querosene e 10 litros de gua ) .
 As doenas mais comuns so

 a podrido-mole causada por bactria e a podrido-preta causada por

 fungo , que , aparentemente , no causam grandes danos s culturas .

  Colheita

 Para cultivos com espaamentos menores ou adotando-se culturas

 intercaladas , deve-se deixar todos os artculos primrios , e em

 espaamentos com fileiras duplas , deixar todas as secundrias .
 A palma

  colhida manualmente e a intervalo de corte normalmente de dois anos .

 PRODUO ( RESULTADOS DE PESQUISA EM CARUARU E ARCOVERDE )

  Espaamento de 1,0m x 0,25m ( adensado = 40 mil plantas / ha =

 240t MV / ha - 1 corte ) .

  Espaamento de 1,0m x 0,50m ( 20 mil plantas / ha ) = 170t

 MV / ha .

  Espaamento de 2,0m x 1,0m ( 5 mil plantas / ha ) = 100t MV / ha .

  Espaamento de 3,0m x 1,0m x 0,5m ( consorciado com sorgo ) =

 100t MV / ha + 1,3t MS / ha / ano de gros + 2,1t MS / ha / ano de restolhos .

 Os sistemas de plantio de 2,0m x 1,0m e 3,0m x 1,0m x 0,50m permitem

 colheitas a cada quatro anos , com produo duas vezes superior s

 colheitas a cada dois anos .
 Em colheitas anuais ( 1,0m x 0,50m ) =

 20 mil plantas / ha , a palma mida produziu 68t MV / ha = 9,4t MS / ha ,

 adubada com 20 t / ha ano de estrume de curral .
 A palma , aps a

 colheita , pode ser utilizada de imediato ou mantida  sombra at 16

 dias , para ser fornecida aos animais , sem que haja perda do valor

 nutritivo .

 COMPOSIO QUMICA E VALOR NUTRITIVO

 Itens

 Cultivares ( % )

 Redonda

 Gigante

 Mida

 Matria seca

 11,00

 10,20

 15,40

 Protena bruta

 5,00

 5,30

 3,50

 Fibra bruta

 10,70

 11,00

 8,00

 DIVMS

 74,40

 75,00

 77,40

 Ca

 2,88

 2,78

 2,25

 P

 0,14

 0,13

 0,10

 K

 2,45

 2,11

 1,50

 Carboidratos solveis

 29,10

 29,50

 57,90

 DIVMS = Digestibilidade " In Vitro " da Matria Seca

 ESTIMATIVAS DO CUSTO DE IMPLANTAO DE UM HECTARE DE PALMA

 Itens

 Custos ( R$ ) para os espaamentos

 2,0m x 1,0m

 1,0m x 0,50m

 1,0m x 0,25m

 3,0m x 1,0m x 0,50m

 Preparo do solo

 50

 50

 60

 60

 Plantio

 90

 170

 260

 100

 Sementes / transporte

 70

 250

 500

 120

 Adubao orgnica

 250

 250

 250

 250

 Adubao com fsforo

 100

 100

 100

 100

 Limpas

 360

 390

 480

 360

 Totais

 920

 1210

 1650

 950

 E.C.P ( R$ / kg MS 1 corte )

 0,107

 0,100

 0,101

 0,118

 E.C.P ( R$ / kg MS 2 corte )

 0,112

 0,098

 0,096

 0,121

 E.C.P .
 = Estimativas de Custo de Produo .

 * Valderedes Martins da Silva - Zootecnista - MSc ; Vanda Lcia

 Arcanjo Pereira - Zootecnista-MSc ; Geraldo Severino de Lima -

 Engenheiro Agrnomo - MSc

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