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 PELE E PLO

 Coceiras , feridas , falhas na pelagem .
 Conhea os males mais comuns da

 pele e do plo dos gatos .

 Persa examinado pela Dra. Ftima Sehn O gato costuma ter boa sade e

 ser muito cuidadoso com a pelagem .
 A higiene  to importante para ele

 que um dos sinais de doena , na espcie ,  deixar de se lamber .
 Mas

 por mais que se cuide , sempre h perigos rondando que podem trazer

 transtornos  sua pele e ao plo .

 As coceiras , quando persistentes , levam o gato a se coar repetidas

 vezes .
 Isso provoca inflamaes na pele , chamadas de dermatites .

 Causas para as coceiras , h diversas .

 Uma das mais freqentes so as picadas de pulgas , piolhos e

 carrapatos .

 Esse exrcito de pequenos sugadores do sangue alheio provoca , muitas

 vezes , alergia e muita coceira .
 H tambm os caros .
 Causam dois tipos

 de sarna , com perda localizada de plo .

 A sarna demodcica geralmente  passada de me para filho e aparece

 principalmente na cabea , quando o gato est debilitado .
 No 

 transmitida de um gato a outro .

 J a sarna notodrica , a " escabiose do gato " , provoca coceira intensa

 e ocorre principalmente nas patas e rabo , avanando depois no restante

 do corpo .
 Passa com facilidade a outros gatos e aos ces e menos

 facilmente ao homem .

 Outro tipo de caro provoca a sarna de ouvido .
 Aparece um acmulo de

 cera parda-avermelhada e muita coceira .

 Da para uma otite ( inflamao do ouvido )  apenas um passo .

 As reaes alrgicas so mais uma causa das coceiras e produzem pele

 escamada e ressecada ( eczemas ) .

 Os motivos so variados , como sensibilidade a alimentos ou aos

 inseticidas , inclusive a colares antiparasitrios .

 O gato , ao se coar , pode alm de infectar a zona afetada , espalhar a

 dermatite pelo resto do corpo .

 Alguns dos sintomas so as a queda de plo , bolhinhas , forte coceira ,

 ardor e vermelhido .

 O excesso de umidade tambm ajuda a criar coceiras .
 Torna o ambiente

 propcio a fungos , os causadores das micoses .

 As decorrncias mais visveis so plos quebrados na cara ; pequenos

 trechos de pele escamosa na cabea , nas orelhas , nas patas , nas costas

 e nas leses arredondadas , sem plos .

 Mas os possveis problemas de pele vo alm .
 Muitos gatos costumam se

 meter em brigas e , claro , acabam arranhados ou mordidos principalmente

 na cara e ao redor da base da cauda .
 As feridas , quando contaminadas

 por bactrias , acumulam pus em suas cavidades .
 Fecham rapidamente .
 O

 pus confinado transforma-se em abcesso ,  absorvido pelo organismo e

 entra na corrente sangnea , podendo causar infeco generalizada .

 Existem gatos que , de tanto se lamberem , chegam a ficar feridos ,

 perder plos e inflamar a pele .
 Muitas vezes , isso se deve a

 aborrecimento ou a ansiedade.Gato tambm tem acne e pode deixar de

 comer quando o problema se alastra , causando dor local .
 A acne aparece

 mais no queixo e no lbio inferior , na forma de espinhas ,

 protuberncias e at abcessos , que se formam devido s glndulas

 sebceas obstrudas .

 s vezes , aparecem manchas nos plos prximos  base da cauda .

 Resultam de uma desregulagem da glndula adanal , que produz uma

 secreo gordurosa amarelada responsvel pela lubrificao do nus .
 O

 excesso causa manchas , mais visveis nos gatos de pelagem clara e ,

 eventualmente , irritao local e infeco .
 Falhas simtricas na

 pelagem da regio lombar e no abdmen so provocadas por desequilbrio

 hormonal , que ocorre com maior freqncia em gatos esterilizados .
 O

 problema no produz coceira .

 O aparecimento de um ndulo na pele pode , eventualmente , caracterizar

 a existncia de tumor .
 Se for benigno , ficar restrito ao local mas ,

 se for maligno , pode se espalhar com rapidez e produzir feridas ,

 sangramento e morte .

 PARASITAS

 caro do Ouvido - Provoca a chamada sarna de ouvido .
  um problema

 sanitrio muito comum no gato .
 Produz cera parda-avermelhada , coceira

 intensa , com conseqente otite devido ao ato de coar incessantemente

 as orelhas .
 De cor branca ,  visvel a olho nu , no meio da cera .

 caro da Sarna - Tambm conhecido como escabiose felina , produz

 intensa coceira pelo corpo todo , com queda de plos e , s vezes at ,

 com infeco secundria .
 S  visto com microscpio .

 Piolho - Inseto escuro muito pequeno que habita a pele .
 Seus ovos

 ( lndeas ) brancos podem ser detectados na pele ou no plo .
 Pode ser

 hospedeiro da " tnia de gato " .

 Pulga - Parasita da pele mais freqente .
 A sua presena se detecta

 pela apario de pequenos pontos negros na pelagem e pelo ato de coar

 persistentemente .

 PARASITAS DA PELE :

 PULGAS : Podem transmitir larvas de tnia e causar anemia e reaes

 alrgicas em alguns gatos .
 Concentram-se no pescoo e na base da cauda

 - regies mais quentes do corpo .
 O que fazer : Pea ao veterinrio um

 inseticida adequado .
 Nunca coloque um colar antipulgas num filhote de

 at 3 meses ou num gato enfermo , pois so muito sensveis 

 intoxicao .
 Siga atentamente as instrues do fabricante

 CARRAPATOS : Mais comuns em zonas rurais .
 Um ataque intenso pode

 produzir anemia .
 Arrancam-se os carrapatos jogando lcool neles e

 retirando-os com pina .

 Se o ferro da boca ficar encravado na pele pode produzir abcesso .
 O

 que fazer : Pea ao veterinrio que indique um carrapaticida

 PIOLHO : Aparecem em gatos com queda de resistncia .
 Podem transmitir a

 " tnia de gato " .
 Concentram-se na cabea e no lombo e seus ovos

 brancos ( lndeas ) podem ser vistos agarrados ao plo do gato .
 O que

 fazer : Consultar um veterinrio .
 Em casos srios de infestao , pode

 ser preciso raspar o gato ou banh-lo com inseticida especfico

 CAROS DA SARNA : Esses parasitas diminutos atravessam a pele do gato

 causando diversos transtornos cutneos , como inflamaes , perda de

 plo e coceira intensa .

 O que fazer : Se h suspeita de caros , consulte um veterinrio para

 identificar o tipo e recomendar um inseticida .

 LARVAS DE MOSCA : Afetam principalmente os gatos de plo longo , sujos e

 com ferida .
 A mosca varejeira " grande e de cor azul-escura " deposita

 os seus ovos no plo do gato e as larvas atravessam a pele ,

 danificando-a e provocando infeces .
 O que fazer : Consultar o

 veterinrio .
 O local afetado deve ser limpo com antisptico e tratado

 com inseticida

 TRATAMENTOS ANTIPARASITRIOS

  preciso controlar as pulgas e os outros parasitas , mantendo um alto

 nvel de higiene no ambiente em que o gato vive .
 A maioria dos

 parasitas pode pr os seus ovos longe do gato e se multiplicar .
 Para

 evitar a reinfestao , alm de tratar o animal  necessrio desinfetar

 tudo ao redor dele .
 O gato  extremamente sensvel a muitos

 inseticidas , por isso  preciso orientao veterinria .
 O colar

 antipulgas deve ser trocado no perodo recomendado pelo fabricante

 para manter a sua efetividade .
 No recorra aos colares

 desnecessariamente , como no caso de ainda no ter eliminado do

 ambiente todas as pulgas .

 CONTGIO AO HOMEM

 A maioria dos parasitas dos gatos ataca somente os gatos .
 Porm , os

 fungos das micoses e os caros da sarna notodrica podem passar ao

 homem .
 Por isso , o gato deve ser tratado assim que se detectam os

 sintomas desses males .

 As crianas e os idosos tm maior chance de contaminao , pela menor

 resistncia imunolgica .
 Os locais onde o gato fica e os objetos que

 entram em contato com a infestao , como a escova , podem ser

 desinfetados com gua fervendo ou Lysoform , suficientes para eliminar

 os fungos e os caros .

 COMO AGIR :

 Abcesso : deve ser aberto e o gato medicado .

 Eczema : consulte um veterinrio .
 O tratamento pode ser com

 antibiticos , antiinflamatrios e hormnios .

 Para o diagnstico , h exames em que se extraem amostras da pele para

 anlise no microscpio .
 A dermatite solar pode ser combatida com

 cremes protetores .

 Os colares antiparasitrios devem ser retirados ao sinal de irritao ,

 de coceira intensa no local e queda de plo .

 Fungos : so tratados com antifungicidas .
 A desinfeco dos utenslios

 do gato  imprescindvel , j que a micose  transmissvel tambm ao

 homem .
 Detecta-se por diagnstico veterinrio e exame microscpico .

 Lamber-se em demasia por nervosismo : o tratamento inclui identificao

 da causa do estresse .
 Podem ser prescritos tranqilizantes ou

 sedativos .

 Acne : detectada qualquer anomalia na pele , consulte um veterinrio .
 s

 vezes , o tratamento  com antibiticos .

 Glndula adanal : consulte um veterinrio se aparecerem infeces ou

 irritaes em volta do nus .

 Perda de plo por motivo hormonal : consulte o veterinrio para

 determinar o hormnio causador do problema e o conseqente tratamento .

 Tumor : se surgir qualquer elevao na pele do gato , consulte um

 veterinrio .

 SISTEMA NERVOSO

 Saiba quais so os transtornos mais comuns do sistema nervoso do gato .

 SISTEMA NERVOSO CENTRAL

 O sistema nervoso central est bem protegido , inclusive contra golpes

 violentos .
 No entanto , os nervos perifricos so mais fceis de serem

 danificados .
 A espinha dorsal parte do crebro e corre pelas costas

 atravs de um canal na coluna vertebral , transmitindo impulsos motores

 aos msculos , via nervos .

 A graa , coordenao e agilidade do gato requer o controle de um

 sistema nervoso sofisticado .
 Normalmente , a intricada rede de nervos

 funciona sem contratempo algum .

 Mas se apresentar algum problema , pode ser bastante srio .

 A dificuldade em se locomover ou a paralisia de uma pata pode ocorrer

 por danos ou por acidente , tanto na espinha dorsal como nos nervos que

 atendem essa parte do corpo .
 Se esses nervos no se recuperarem , a

 paralisia poder ser permanente ..

 A causa mais freqente de problemas nervosos so as seqelas de

 acidentes .

 Ainda que raramente , um gato pode sofrer espasmos ( contraes que

 passam rpido e sem perda de conscincia ) de origens diversas : tumor

 cerebral , envenenamento ou epilepsia ( mal hereditria ) .
 A inflamao

 do crebro ou da espinha dorsal podem estar associados a enfermidades

 infecciosas .

 TRANSTORNOS DO SISTEMA NERVOSO

 DISTRBIOS DESCRIO O QUE FAZER

 LESES CEREBRAIS

 Os traumatismos graves no crebro so devido a acidentes e tombos , normalmente

 fatais .
 As paralisias , muito raras nos gatos , ocorrem quando h formao de um

 cogulo de sangue no crebro e podem conduzir a uma ausncia de funcionalidade

 de parte do corpo .
 As leses cerebrais tambm podem ser originadas por um

 tumor , um defeito congnito ou alastramento de uma infeco bacteriana , como a

 toxoplasmose , leucemia felina , panleucopenia e a Aids Felina .
 A

 interveno urgente de um veterinrio  vital em acidentes ,

 especialmente se h suspeita de danos na cabea .
 O cogulo deve ser

 removido , pois pode levar  morte .
 A maioria dos gatos se recupera bem

 dos golpes , mas algumas seqelas como perda da viso ou espasmos podem

 necessitar de tratamento .

 MENINGITE Transtorno nervoso , pouco freqente , afeta a membrana que

 recobre o crebro e a espinha dorsal .
 Produz febre , dilatao das

 pupilas , perda de apetite e convulses .
 Surge devido a uma infeco

 mal curada .
 Precisa de tratamento veterinrio urgente e eventual

 extrao de amostras da espinha dorsal para anlise .

 ENCEFALITE  uma inflamao do crebro que pode ser produzida por um

 vrus , como o da raiva ou por infeces bacterianas .
 Os sintomas podem

 variar .
 Entre eles se destacam a febre , a dilatao das pupilas e a

 paralisia .
 Tratamento veterinrio urgente .
 O profissional ter de

 estabelecer a origem da infeco .

 ESPASMOS E EPILEPSIA So relativamente raros nos gatos .
 Podem ser por

 hereditariedade , leses cerebrais , envenenamento ou carncias

 vitamnicas .
 Os ataques epilticos podem comear quando o gato alcana

 os 6 meses , no caso da doena ser hereditria , ou subitamente em

 conseqncia de um acidente ou golpe na cabea .
 Procure um veterinrio

 imediatamente .
 No movimente o gato durante um ataque .
 Espasmos e

 epilepsia podem ser tratados com drogas anticonvulsivas .

 PARALISIA A espinha dorsal e os nervos de uma parte do corpo podem

 ficar danificados em conseqncia de um acidente , originando paralisia

 na zona afetada .
 As mais freqentes so da cauda ou da pata .
 O gato 

 incapaz de carregar qualquer peso sobre a pata e pode arrast-la ,

 assim como a cauda .
 Se o nervo for seriamente danificado e se houve

 fratura do membro , pode ser preciso uma amputao .
 A maioria dos gatos

  capaz de se movimentar bem com trs patas .

 ENVENENAMENTO No caso de o gato comer algum roedor morto por ter

 ingerido veneno para ratos , a intoxicao costuma ser grave , pois tais

 substncias normalmente atacam o sistema nervoso .
 Os inseticidas

 domsticos tambm costumam ser txicos aos gatos .
 O envenenamento

 apresenta sintomas como convulses , tremores musculares , vmito , baba

 excessiva , respirao ofegante e diarria .
 Se h suspeita de que o

 gato sofreu um envenenamento ,  preciso lev-lo ao veterinrio

 imediatamente , e identificar , se possvel , a substncia ingerida .
 No

 lhe d leite - far com que o veneno seja mais rapidamente absorvido .

 PERDA DE EQUILBRIO A instabilidade e a falta de coordenao ao

 caminhar podem ser resultado de desenvolvimento defeituoso , de ferida ,

 de carncia vitamnica ou de problema interno do ouvido .
 O gato deve

 ser submetido com urgncia a um minucioso exame veterinrio .

 REFLEXOS

 O exame dos reflexos  o primeiro passo para a investigao de

 qualquer transtorno nervoso .
 Do uma indicao clara da parte do

 sistema nervoso que no est funcionando com normalidade .
 O

 veterinrio pode comprovar tambm a capacidade do animal para contrair

 a pupila quando o seu olho  enfocado com um ponto de luz .
 Um gato

 semiconsciente pode no reagir aos estmulos , se sofreu um forte

 choque .
 O raio-X e a anlise da medula espinhal so feitos , se houver

 suspeita de algum transtorno nervoso .
 Quando uma pata apresenta

 ausncia de sensibilidade ou de reflexos e o gato  incapaz de

 controlar o ato de urinar ou de defecar , as perspectivas de

 recuperao no so boas .
 Porm , ele pode se recuperar de algum dano

 neurolgico .
 Cada caso precisa de assessoramento veterinrio .

 Reportagem e redao : Carmen Olivieri .
 Edio de texto : Marcos

 Pennacchi .
 Consultoria : Cynthia L. Peixoto .

 Foto : Fernando Torres de Andrade / Arquivo Ces & Cia

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