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 Como competir no natural

 Tpicos nesta pgina :

 * mtodo do " natural "

 * acasalamento

 * sementes para composio de raes

 * treinos

 * mtodo da " viuvez "

 * alimentao na viuvez

 Tendo falado anteriormente da maneira como os principiantes se devem

 iniciar na columbofilia at  data em que devem pensar nas provas de

 competio , acho o momento de os encaminhar num mtodo , com o qual

 devem conduzir as suas colnias durante a poca desportiva .

 Evidentemente que , esta informao  apenas para os novos e no para

 aqueles que j tudo sabem , nada dizem e nem to pouco se prontificam a

 escrever , mas que vo lendo e ...
 , se limitam a criticas que a meu

 ver , nada tem de construtivas .
 A minha finalidade  encaminhar os

 novos a entrarem na columbfilia pelo principio , fazendo-o pelos

 alicerces e para mais tarde atingirem os seus fins com segurana .

 H praticamente dois mtodos para jogarmos os nossos pombos : o mtodo

 do natural e o mtodo da viuvez .

 O natural , conforme a palavra diz ,  o mtodo mais antigo e ainda

 praticado por muitos amadores , onde so aproveitados machos e fmeas ,

 dentro do mesmo pombal e em que os pombos procuram chegar depressa a

 casa com o objectivo de ver o cnjuge , os ovos em encubao ou os

 filhos .
 Os pombos neste mtodo , so puros amadores no desporto .

 A viuvez  diferente .
 Duma maneira geral e numa percentagem bastante

 grande , so aproveitados s os machos , embora haja amadores que

 pratiquem a viuvez com as fmeas .
 Estes machos fazem a sua vida

 isolada dentro de cada ninho , so soltos a horas certas para voar 

 volta do seu pombal , so alimentados e descansam , para aos domingos

 fazerem a sua prova .
 Vivem portanto apenas para o desporto e por isso

 podemos consider-los como profissionais .

 Em traos largos ,  esta a diferena na maneira como cada um conduz a

 sua colnia. Vantagens e inconvenientes de cada mtodo ?
 Eu

 experimentei os dois durante bastantes anos , e embora me tivesse dado

 muitssimo bem com o natural , devo dizer que hoje sou um acrrimo

 defensor da viuvez .
 E porqu ?
 No natural , aproveitando machos e

 fmeas , alis da seleco e escolha que fazia , sujeitava os dois sexos

 ao ltimo teste - o cesto .
 E no h dvida que s vezes nos aparecem

 fmeas que consideramos um crime cri-las e no as voar .
 Para mim , uma

 das grandes vantagens do natural  a seleco mais rigorosa nas

 fmeas ; o inconveniente do mtodo : - muito mais trabalho e obrigao

 de possuir uma colnia mais numerosa .
 A nica vantagem da viuvez 

 conseguir-se fazer frente a grandes colnias com poucos pombos e ,

 automaticamente , perder menos tempo a trat-los : Estou convencido que

 uma equipa de 12-15 vivos faz frente a uma colnia de 40-50 pombos ao

 natural .
 E como para quem comea deve faz-lo pelo principio , eu

 aconselho os novos a praticarem o natural pelo menos uns 2-3 anos .

 Habituam-se a lidar com os pombos , podem permanecer no pombal mais

 tempo e conseguem fazer colnia mais seleccionada nos dois sexos .
 Tudo

 na nossa vida  adquirido pela prtica e a columbofilia no 

 excepo .
 A experincia ensina-nos muita coisa e  baseada a comearem

 pelo natural .
 Depois de saberem o chamado A B C da columbofilia , podem

 ento tentar a viuvez e j nessa ocasio podem optar pelo mtodo que

 mais lhes agradar , no entanto e uma vez que a poca do ano 

 considerada quase em vsperas de nova campanha , eu aconselho os novos

 a muita calma no acasalar os pombos .
 Lembrem-se sempre deste meu

 aviso : " quem comea cedo , acaba cedo " e embora o 1 concurso seja no

 dia 1 de Maro , o ltimo ser para fins de Julho .
 Portanto , e antes

 de mais nada , muita calma e muita pacincia - o saber esperar  a

 maior virtude que um amador pode ter .

 Mtodo do natural Tratamento a fazer aos pombos e modo de os conduzir .

 Aps um certo nmero de consideraes que fiz at ao momento , acho a

 ocasio de entrar no mtodo prtico de conduzir uma colnia ao

 natural .
 E comeo pelo natural por entender ser o mtodo mais

 aconselhvel para quem vai principiar .
 Neste mtodo , utilizam-se

 machos e fmeas .
 J disse no devido tempo que no perodo de muda e

 inverno , os machos de - vem estar separados das fmeas .
 E quando se

 pensa nos acasalamentos , o facto de ter at este momento os sexos

 separados , facilita-nos muito a aceitao do macho pela fmea e

 vice-versa .
 Desta boa aceitao , depende muito o rendimento dos

 pombos .

 Vou dizer como procedo ao acasalamento , apenas com fins  competio .

 Depois de ter os ninhos montados meto cada macho na sua habitao .

 Desde que tenha machos com mais de um ano , dou-lhes de preferncia o

 ninho dos anos anteriores .
 Em seguida solto as fmeas , fao-as voar um

 bocado e abro-lhes a janela .
 So sfregas na entrada e cada uma

 procura apoderar-se do local onde se encontra o seu macho predilecto .

 S ento  que meto as baias de separao e as deixo entrar para o seu

 casulo .
 Procedendo assim , os acasalamentos tornam-se fceis e evitamos

 como muitas vezes acontece , que o macho , no aceitando a fmea que lhe

 destinamos , d cabo dela .
 Como medida de precauo , convm ter o macho

 separado da fmea , com a baia , 2 dias .
 S ento retiramos as baias e

 permanecemos juntos dos pombos para ver que tudo corra conforme os

 nossos desejos .
 S depois de termos a certeza de que cada macho

 aceitou a sua fmea  que lhes metemos as tigelas destinadas 

 criao .
 H convenincia em pr nas tigelas um bocado de areia fina

 para evitar que os ovos se partam .
 Alm disso e porque o pombo gosta ,

 deve deitar-se para dentro dos ninhos um bocado de falha de pinheiro .

 Eles se encarregaro de a acarretar para a tigela .
 Nesta primeira

 postura , que demora mais ou menos 10 dias , no se devem soltar os

 pombos .
 Alm de no estarem bem habituados aos seus casulos , os machos

 esgotam-se na perseguio s fmeas e torna-se difcil p-los no seu

 lugar .
 Nestes , primeiros tempos tem , que haver todo o cuidado em que

 as portas fiquem bem fechadas , para que nenhum pombo entre em ninho

 trocado e tenha qualquer briga com outro .
 Por experincia , tenho

 constatado que pombo que tenha qualquer briga ,  pombo inutilizado

 para uma poca .
 Comea nesta ocasio o trabalho do amador .
 Os ninhos

 devem ser bem limpos 2 vezes ao dia .
 De manh e  tarde , devendo

 fazer-se a limpeza quando os pombos fora a fazer o seu treino de

 exerccio dirio .
 Quando todos os casais esto nos ovos , comea

 o mtodo propriamente dito .
 Os pombos so soltos 2 vezes por dia .
 De

 manh , o mais cedo possvel ,  tarde o mais tarde possvel .
 0 tempo de

 voo varia conforme as condies fsicas do pombo ; quando notamos que

 um pombo mostra fadiga , no o devemos forar .
 Normalmente , no

 principio da semana o pombo voa mal ;  medida que a semana avana

 vai-se notando subida de forma no pombo e ento a durao de voo j 

 maior .
 Sou contrario ao voo forado .

 Treinos - Nunca me servi do relgio para manter os pombos fora do

 pombal um tempo determinado .
 Alm disso o treino mais proveitoso que

 podemos dar aos nossos pombos  larg-los uma vez por semana , num

 determinado local , numa distancia de 30 a 50 km .
 Estas largadas , em

 principio fazem-se em conjunto e aps 3-4 treinos solta-se cada pombo

 em separado .
 Quando soltamos os pombos devemos fechar a janela do

 pombal .
 Ao fim de algum tempo o pombo apercebe-se de que , quando se

 abre a janela , o fim que o fizemos  para eles voltarem e comea ento

 a chamada educao na entrada .
 Eu tenho os meus pombos habituados a

 cham-los por assobio .
 J sabem que , abrindo a janela assobiando ,  um

 chamo para o pombal .
 No entanto , nesta educao de entrada e no mtodo

 do natural , este trabalho  redobrado e a perda de tempo  maior .
 Uma

 ou duas vezes por semana h convenincia em soltar os pombos um a um e

 obrig-los a entrar ao chamo do assobio .
 Por sistema , o pombo voa em

 bando e habituado a voar em bando , no treino dirio , quando  chamado ,

 normalmente entram todos em conjunto .
 Mas o grande problema  que no

 regresso dos concursos e o que normalmente acontece ,  aparecerem um

 ou dois pombos para cada pombal .
 Esses primeiros pombos muitas vezes

 no entram e porqu ?
 Precisamente pela maneira como foram conduzidos .

 Tenho ouvido muitas lamentaes de amadores que me dizem que os seus

 pombos entram muito bem durante a semana e aos Domingos ,

 principalmente os primeiros , no entram !
  a falta do conjunto e

 nota-se muitas vezes que as volta que do antes de entrar so pelos

 stios onde fazem o exerccio dirio , como que  procura dos seus

 companheiros .
 Sem poder garantir se esta minha afirmao tem qualquer

 coisa de verdade o que para muitos possa ser irrisrio , aconselho a

 seguir este mtodo pelos resultados que me tem dado .
 Posso lamentar-me

 de ms classificaes porque os pombos no chegaram ; quanto a

 entradas , no ; no me tenho servido deste trampolim para justificar

 uma derrota !!
 Depois dos acasalamentos , treinos dirios e entradas 

 talvez ocasio de falar em alimentaes e bebidas , coisa que para a

 maior parte  o chamado bicho de sete-cabeas e para alguns , sem serem

 iniciados , aguardam com ansiedade esta minha colaborao .
 Primeiro que

 tudo comeo por dizer que no h segredos ; h apenas umas normas a

 seguir e um mtodo a utiliz-las .
 Desde que cada amador siga  risca

 essas normas e ...
 com mtodo , tem  sua frente enormes probabilidades

 a triunfar .

 Tenho sempre trs lotes de sementes que utilizo durante a campanha .

 0 primeiro , o mais forte e que considero rao de combate ,  composto

 por : milho , 6 kgs ; trigo , 2 ; faverol , 2 ; ervilha 1 ; ervilhaca , 2 ;

 dri , 1 ; arroz c / casca , 1 ; cevada c / casca , 0,5 ; garroba , 0,5 .

 0 segundo , a dar no dia da chegada dos concursos e  2 ' feira de

 manh , considerada rao de dieta  composta por trigo , 2 kgs ; arroz

 c / casca , 2 ; linhaa , 1 ; cevada c / casca , 0,5 ; colza , 0,250 ; milho

 alvo , 0,100 ; alpista , 0,100 .

 0 terceiro que dou como sobremesa e considerada como rao excitante ,

 formado por colza , 0,500 ; dari , 1 ; alpista , 0,250 ; milho alvo , 0,250 ;

 arroz sem casca , 0,250 ; semente de nabo , 0,100 .
 0 mtodo que tenho

 seguido na alimentao  o seguinte : ao Domingo , aps a chegada dos

 pombos e logo que tenham descansado um bocado , dou a cada um apenas 10

 gramas da rao de dieta ; como bebida , gua morna misturada com leite

 e mel ( l / 2 litro de Agua , 1/2 litro de leite e 1 colher de sopa de

 mel ) ;  tarde , dou 15 grs da mesma rao e como bebida gua com sais

 de barlabad ( 1 colher de ch por litro d'gua ) .
  2.a feira de manh

 ou ainda 15 grs da rao de Domingo e como bebida ch Colmar , bebida

 esta que mantenho todo o dia ; na refeio da tarde , comeo com a rao

 de combate , dando apenas 15 grs a cada pombo .

 s 3.as , 4.as , 5.as e 6.as feiras dou de manh 15 grs a cada pombo e

 na refeio da tarde 20 .
  6 feira , na rao da tarde , deixo os

 pombos comerem  descrio .
 As 4.as , 5.as e 6.a feiras , no fim dos

 pombos terem comido , dou-lhes como sobremesa um dedal de excitantes ,

 por pombo , rao esta que dou aos sbados de manh , na quantidade de

 15 gs .
 Como bebida dou s 3.as feiras , todo o dia complexo B na gua ,

 na quantidade de 1 colher de sopa por litro d'gua .
 s 4.as e 6.as

 feiras durante todo o dia 3 gotas de tintura de iodo por litro de

 gua .
 As 5.as feiras , misturo mel na gua , na quantidade de 1 colher

 de sopa por litro .
 As 3.as e 6.as feiras , aps a refeio da tarde e

 antes dos pombos terem bebido , dou-lhes uma pastilha de Vita-Blu a

 cada pombo .
 s 2. ' feiras  noite e 1 hora aps a refeio

 desinfecto-lhes as narinas com Rinex ( 1 gota em cada narina ) .
 s 3 .

 feiras e antes de soltar os pombos dou-lhes um dente de alho a cada

 um .
 No que diz respeito a banhos , no natural e desde que comea a

 campanha , no dou banho aos pombos ( segui este conselho dum grande

 amador e nas pocas que concursei ao natural , constatei ser

 vantajoso ) .
 Aps a 1 postura em que substituo os ovos verdadeiros por

 ovos de gesso , onde os pombos permanecem at ao abandono , acho

 convenincia em no ter todos os casais na mesma posio .
 Evitava

 deixar os pombos viajar sobre borrachos , salvo raras excepes e por

 sistema no jogava os pombos .
 Procurava , sim , lev-los ao cesto nas

 melhores condies de sade , naquilo que vulgarmente na columbofilia

 se chama " em forma " .

 todo da Viuvez

 0 que  a viuvez ?
 - Para muitas pessoas , alheias  columbofilia e que

 vo de encontro ao verdadeiro significado da palavra ; a palavra viuvez

 poder ser interpretada como sendo um mtodo seguido pelos

 columbfilos onde se voa um dos cnjuges ( macho ou fmea ) pelo facto

 de ter morrido o outro .
 Mas ...
 longe disso !
 Deram o nome de viuvez ao

 mtodo onde o macho ou a fmea vive isolada e a finalidade da chegada

 ao pombal  encontrar no seu posto o seu cnjuge .
  nisto que consiste

 o mtodo .
 E o difcil  conduzir-se o macho ( ou fmea ) ao ponto de ele

 compreender os fins que temos em vista .
  certo que todos os caminhos

 vo dar a Roma e nestes casos , s quem os experimenta poder tirar

 concluses e escolher aquele que lhe der melhores resultados .
 Se no

 vejamos .

 Partindo do principio que estamos , a encaminhar a viuvez s com machos

 podemos faz-la com os machos presos nos ninhos ou soltos no pombal .

 No primeiro caso , podemos faz-la sobre ovos ou sobre borrachos ; no

 caso de faz-la sobre ovos , com uma ou com duas posturas !
 No 2 caso ,

 com os pombos soltos no pombal e ninhos fechados , ou soltos no pombal

 e ninhos abertos .
 Quanto a mim e at porque tenho experimentado todas

 estas variantes , qualquer mtodo  bom desde que haja bons pombos e

 regra no tratamento .
 No entanto vou pelo chamado mtodo clssico

 e seguido pela maior parte dos amadores .
 Pombos presos nos ninhos e

 durante a preparao para a viuvez , fazendo duas posturas de ovos .
 

 quanto a mim , o mtodo mais seguro e o mais fcil de dominar os

 pombos .
 Como preparar um pombo para a viuvez ?

 Normalmente acasalo os pombos  volta de 15 de Fevereiro .
 Passados 10

 dias , esto sobre o 1 ovo .
 Mais 14 dias contados da data em que a 1 '

 fmea fez a postura , levanto esta 1 postura .
 Geralmente aproveito

 este levantamento na ausncia dos machos para qualquer treino .
 A 2

 postura processa-se como a primeira e quase sempre as fmeas pem ao

 mesmo tempo .
 Passados outros 14 dias , retiram-se as fmeas , e comea a

 viuvez propriamente dita .
 Daqui em diante , seguir um tratamento com

 cuidado .

 Assim apresento o mtodo que sigo logo aps a retirada das fmeas e o

 que fao dia-a-dia , durante a semana , desde a alimentao , bebida ,

 banhos , treino dirio e maneira de regular a luz no pombal .
 Parece-me

 que focando em pormenor todos estes aspectos , d-me a impresso de que

 estou a elucidar-vos daquilo que na prtica , deverei fazer .

 Comeamos pela alimentao , que eu considero a base de se tratar dos

 pombos , devo dizer-vos que tenho sempre em minha casa trs espcies de

 rao que refuto de indispensveis para a alimentao do vivo .

 A primeira , a que todos chamam rao de dieta e que sirvo ao domingo

 todo o dia e  2 feira de manh ,  composta nas seguintes propores :

 trigo , 2 kg ; arroz c / casca , 2 kg ; linhaa , 1 kg ; cevada c / casca , 0,5

 kg ; dri , 0,5 kg ; colza , 0,250 kg ; milho alvo , 0,250 kg .
 A segunda , ou

 seja a rao normal ou de combate e que sirvo  2 feira  tarde , 3s ,

 4s , 5s e 6s feiras , tem a seguinte composio : milho , 8 kg ; trigo ,

 2 kg ; faverol , 2 kg ; ervilha , 1 kg ; ervilhaca , 2 kg ; cubos , 1 kg ; e

 dri , 1 kg .
 A terceira , que sirvo como sobremesa s 4 , 5 e 6s

 feiras (  tarde ) e aos sbados de manh - a que chamam excitante

 - compe-se de cnhamo , 1 kg ; colza , 0,750 kg ; dri , 1 kg ; milho alvo ,

 0,5 kg ; alpista , 0,5 kg ; e semente de nabo , 0,200 kg .

 Ao domingo , aps a chegada , dou  volta de 15 gr. por pombo da rao

 de dieta ;  noite , a mesma quantidade .
 A segunda , de manh , a mesma

 rao de dieta e apenas as 15 grs .
 A tarde rao normal 15 grs.  3

 feira de manh , 15 gramas e  tarde , 20 grs.  4 feira de manh , 15

 gr. e  tarde 20 grs mais um dedal de excitante .
 A 5 e 6 feira , de

 manh , 20 grs e  tarde , os pombos comem  descrio ( no fim , um dedal

 de excitante a cada pombo ) .
 Ao sbado de manh , 15 grs. de excitante a

 cada pombo , e nada mais .
 Devo dizer que tenho o grit  disposio dos

 pombos s 3s , 4s , 5s e 6s feiras ( aos sbados , domingos e 2s

 feiras , o grit  retirado do pombal ) .

 Como bebida utilizo , aos domingos e  chegada , gua morna , 1 litro ;

 leite , 1/2 litro ; mel , 1 colher de sopa .
  tarde , os sais Colman , 1

 colher de caf por litro de gua .
 A 2 feira dou o ch Colman todo o

 dia .
 A 3 feira o complexo B todo o dia , uma colher de sopa por litro

 de gua .
 As 4s e 6s feiras tintura de iodo na gua , 4 gotas por

 litro de qua .
 As 5s feiras , de manh gua simples e ,  tarde , mel na

 gua , 1 colher de sopa e aos sbados dou a gua simples .

 Banhos : - Se os pombos chegarem at s 14 h , ao retirar as fmeas

 dou-lhes um banho bem quente , juntando  gua os sais de banho Colman .

 Se chegarem mais tarde , esse banho ser dado na 2 feira de manh .
 Na

 vspera do encestamento dou-lhes um banho frio , juntando  gua

 bastante sal das cozinhas .

 Treino dirio  volta do pombal : Na viuvez , sou contrrio ao voo

 forado .
 As 2s feiras no solto os pombos e s 3s procuro t-los

 fora o mnimo de tempo possvel , o suficiente para limpar o pombal ,

 chamando-os imediatamente .
 Uma vez restabelecidos da prova que fizeram

 e , portanto ,  4 feira , o pombo comea a querer voar e , nessa altura ,

 dou-lhe mais um pouco de liberdade , evitando deix-lo pousar nos

 telhados , mas nunca excedendo os 30 a 40 minutos de voo .
 No dia do

 encestamento , no os solto .

 luz no pombal : embora a maior parte dos amadores faa a viuvez com os

 pombos na escurido completa , eu entendo que o pombo no nasceu para

 viver s escuras e seguindo a seguinte maneira de regular a luz para o

 vivo : ao domingo e aps retirar as fmeas , ponho os pombos na

 escurido completa , mantendo-os nesta escurido durante a 2 feira

 todo o dia .
 Utilizo para isso duas cortinas uma branca e outra preta .

 A branca mantenho-a sempre encostada ao vidro para evitar que os

 pombos vejam para o exterior .
 De 3 feira at sbado vou regulando

 lentamente a cortina preta de maneira  luz aumentar dia-a-dia at que

 no dia do encestamento se tenha o mximo de claridade no pombal .
 E 

 dentro deste sistema que trato os meus pombos .
 Evidentemente que o

 mtodo no  infalvel e a prova est no resultado que obtenho .
 Umas

 vezes bem , outras razovel e muitas at mal , mas competio 

 competio e se ns fazemos por preparar os nossos pombos com a

 inteno de ganhar ou fazer o melhor possvel , esquecemo-nos que os

 nossos adversrios pensam da mesma maneira nem sempre as coisas correm

 conforme os nossos desejos .
  preciso saber-se ganhar , mas ainda 

 mais preciso prepararmos o nosso espirito para saber perder .
 E se

 todos praticarem a columbofilia , pensando desta maneira , felicitando

 os vencedores de hoje e encorajando os vencidos para que sejam os

 vencedores de amanh , no h dvida que daremos um passo em frente .
 Ao

 terminar , para j , procurei ajudar os novos a dar as primeiras

 passadas , resta-me desejar-lhes as maiores felicidades e que o futuro

 lhes sorria a contento dos seus desejos , para bem duma columbofilia

 melhor .

 Autoria : Carlos Fonseca

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