 Portal do Esprito Mapa do Site | Pesquisa no Site | Categorias

 Pgina principal  Artigos  Grupo Esprita Bezerra de Menezes

 Operaes espirituais : como acontecem

 Jos Queid Tufaile Huaixan

 A maioria das pessoas , espritas ou no , j ouviu falar das " operaes

 invisveis " .
 Segundo se entende , elas seriam intervenes cirrgicas no

 perisprito , realizadas por equipes de mdicos desencarnados .

 Ser que isso  possvel ?
 Este tipo de auxlio espiritual poderia ser

 implantado rotineiramente no centro esprita ?
 Haveria algum impedimento legal

 ou doutrinrio a ser observado ?

 Como se v , so muitas as indagaes que se podem fazer em torno do assunto .
 A

 finalidade deste estudo  encontrarmos respostas a tais perguntas , tendo em

 vista nosso aprendizado e a melhoria dos servios medinicos prestados ao povo .

 Nas atividades do Grupo Esprita Bezerra de Menezes , temos tido a oportunidade

 de verificar medinicamente o trabalho de uma equipe espiritual , que nos parece

 composta por mdicos-cirurgies .

 Observamos suas atividades durante alguns anos e conclumos que prestam

 importante servio no campo do alvio e cura das enfermidades .
 Fundamentados

 nessa experincia e no raciocnio acerca dos fundamentos doutrinrios ,

 afirmamos que as operaes cirrgicas no perisprito so perfeitamente

 possveis de serem realizadas pelos desencarnados , e que geralmente no so

 aceitas pelas sociedades por causa de preconceitos e de suas conseqncias

 morais .

 O perisprito

 Allan Kardec , quando realizou seu trabalho na Codificao , colocou a existncia

 do corpo espiritual como um dos alicerces no qual se assentava a fenomenologia

 esprita .

 Chamou este corpo de perisprito , classificando-o como o elo invisvel a unir o

 princpio espiritual ao princpio material .
 Sem ele , o Esprito ,

 fundamentalmente abstrato , no poderia agir sobre a matria , ficando

 impossibilitado de encarnar-se .
 Procuremos agora , compreender a natureza deste

 corpo fludico .

 O que diz Allan Kardec ?

 Em vrias ocasies , o Codificador esteve avaliando a constituio do

 perisprito .
 Suas concluses apontam o corpo espiritual como sendo o elo que

 transmite o desejo do esprito ao corpo material .
 Em um de seus estudos ,

 publicado na Revista Esprita , nmero de maro de 1866 , intitulado " Introduo

 ao Estudo dos Fluidos Espirituais " , Kardec demonstra que o corpo material e o

 espiritual so provenientes da mesma fonte , isto  , do fluido bsico universal .

 O que diz a Codificao ?

 A Codificao esprita revelou questes bsicas a respeito de todos os pontos

 importantes para quem pratica o Espiritismo .
 Consultamos " O Livro dos

 Espritos " e encontramos colocaes capazes de nos apontar rumos no estudo

 proposto .
 Essas questes do a entender que o perisprito  algo mais que uma

 massa fludica homognea .
 Na questo 137 , Kardec pergunta se poderia haver uma

 diviso do Esprito quando fosse reencarnar .

 Pergunta : - O mesmo Esprito pode encarnar-se de uma vez em dois corpos

 diferentes ?

 Resposta : " No .
 O Esprito  indivisvel e no pode animar simultaneamente duas

 criaturas diferentes " .

 A questo 140 , logo  frente , indaga o seguinte :

 Pergunta : - Que pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quantos

 so os msculos , presidindo cada uma as diferentes funes do corpo ?

 Resposta : " Isso depende do sentido que se atribuir  palavra alma .
 Se por ela

 se entende o fluido vital , est certo ; se o Esprito quando encarnado , est

 errado .
 J dissemos que o Esprito  indivisvel : ele transmite o movimento aos

 rgos atravs do fluido intermedirio , sem por isso se dividir " .

 Quando Kardec coloca a questo 140 , pergunta da possibilidade de o Esprito se

 dividir em tantas partes quantas fossem os rgos do corpo .
 Referindo-se 

 pergunta anterior , o Esprito de Verdade responde que tudo dependia do sentido

 que se atribua  palavra " alma " .
 Se por ela se entendia o fluido vital , estava

 certo .
 Quer dizer , haveria uma diviso fludica dos fluidos perispirituais em

 torno dos rgos materiais .
 Se por ela se entendia o " Esprito " , estava errado ,

 pois tinha afirmado anteriormente que o Esprito era indivisvel .

 Na questo 140 - A , Kardec complementa :

 " A alma age por meio dos rgos , e estes so animados pelo fluido vital que se

 reparte entre eles , e com mais abundncia nos que so os centros ou focos do

 movimento " .

 Fica evidente que o perisprito no seria um todo fludico homogneo , como

 comumente se pensa .

 Perguntamos : essas massas fludicas em que Kardec afirma dividir-se o

 perisprito seriam rgos fludicos ?
 A resposta a esta questo estaria embutida

 em estudos e revelaes espirituais vindas no futuro .

 O que disseram as obras subsidirias ?

 Em termos de obras complementares , optamos pela citao das psicografadas por

 Francisco Cndido Xavier , dado  idoneidade do mdium .
 Em varias partes do seu

 trabalho , os Espritos que o assistem revelaram tratar-se o perisprito de uma

 organizao fludica complexa e que o corpo carnal seria um grosseiro reflexo

 do corpo espiritual .
 Vejamos o que diz Andr Luiz , no livro " Evoluo em Dois

 Mundos " :

 " Para definirmos , de alguma sorte , o corpo espiritual ,  preciso considerar ,

 antes de tudo , que ele no  reflexo do corpo fsico , porque na realidade ,  o

 corpo fsico que o reflete , tanto quanto ele prprio , o corpo espiritual ,

 retrata em si o corpo mental que lhe preside a formao " ( Corpo Espiritual ,

 pg .25 ) .

 " Todos os rgos do corpo espiritual e , conseqentemente , do corpo fsico ,

 foram , portanto , construdos com lentido , atendendo  necessidade do campo

 mental em seu condicionamento e exteriorizao no meio terrestre " ( Gnese dos

 rgos Psicossomticos , pgs .40/41 ) .

 Como se v , h indcios patentes de que o perisprito seria um organismo

 complexo , dotado de clulas e de tecidos e , o que  interessante , de rgos

 funcionais , como aqueles que temos no corpo fsico .

 Mas , ser que so reais ?
 Sim , afirmamos .
 So to reais como os do corpo carnal ,

 constitudo por uma realidade mais densa .
 Tanto um como o outro , no entanto ,

 so obras milenares construdas pelo pensamento do esprito na sua ascenso

 para Deus .

 As ocupaes dos Espritos

 A Doutrina Esprita revela que os espritos , depois de sua desencarnao ,

 ocupam-se , na Espiritualidade , das mesmas atividades que eles desempenhavam em

 vida .
 A causa primeira desta preocupao estaria no condicionamento imposto ao

 Esprito pela sua experincia na matria .
 Depois , pela sua prpria vontade em

 servir dentro do campo de seus conhecimentos .

 A Revista Esprita , no ano de 1865 , narra um episdio onde ocorre o desencarne

 do Dr. Antoine Demeure , um mdico com quem Kardec correspondia .
 Em mensagens na

 Revista , a entidade fala de suas condies no mundo espiritual , revelando que

 no Alm continuava cuidando de enfermos , como o fazia na Terra .

 Numa carta vinda de Montauban , publicada por Kardec , um correspondente narra um

 trabalho de cura orgnica feito pelo mdico / esprito Demeure durante uma sesso

 medinica .
 Nela , ocorre a cura instantnea de um grave entorse que incomodava

 uma vidente .

  natural que , desencarnados , os mdicos se ocupem em ajudar aqueles que esto

 enfermos , no Alm como na Terra .

 No livro " Evoluo em Dois Mundos " , pgina 213 , h uma questo ventilada por

 Andr Luiz , cujo teor fala da Medicina no Mundo dos Espritos .

 Pergunta - Quais os principais mtodos usados na Espiritualidade para o

 tratamento das leses do corpo espiritual ?

 Resposta : Na Espiritualidade , os servidores da medicina penetram , com mais

 segurana , na histria do enfermo para estudar , com xito possvel , os

 mecanismos da doena que lhe so particulares .
 A os exames nos tecidos

 psicossomticos com aparelhos de preciso , correspondendo s inspees

 instrumentais e laboratoriais em voga na Terra , podem ser enriquecidos com a

 ficha crmica do paciente , a qual determina quanto  reversibilidade ou

 irreversibilidade da molstia , antes da nova reencarnao , motivo por que

 numerosos doentes so tratveis , mas somente curveis mediante longas ou curtas

 internaes no campo fsico , a fim de que as causas profundas do mal sejam

 extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuram " .

 Como se pode ver , nos crculos espirituais mais prximos da Terra , acontecem

 atividades mdicas similares quelas que se observam nos hospitais terrenos .

 Ora , se o perisprito de um desencarnado pode sofrer uma cirurgia , obviamente o

 de um encarnado tambm o pode .
 Inmeras observaes medinicas feitas na

 histria do Espiritismo apontam curas orgnicas realizadas por mdiuns .
 Nestes

 trabalhos , os espritos operadores falaram destas cirurgias e das formas como

 elas se processavam .

 Fluidoterapia

 A fluidoterapia  a tcnica de tratamento utilizada nos centros espritas .
 As

 cirurgias perispirituais pertencem a este campo , devido serem atividades

 ligadas  manipulao dos fluidos .
 Classificam-se , porm , por fenmenos dotados

 de caractersticas prprias , tanto em termos fludicos como espirituais .
 Esto

 intimamente ligadas  mediunidade curadora e , por isso , a equipe que as produz

 dever ter entre seus membros a presena de um ou mais mdiuns curadores .

 Estes , sero assistidos por entidades desencarnadas , ligadas ao campo da

 medicina , conhecedoras dos meandros da sade espiritual e da lei de causa e

 efeito .

 Quando se considera o trabalho de passes , a magnetizao no exige nenhuma

 condio especial .

 Qualquer pessoa poder ministr-los de forma razovel .
 J a cirurgia espiritual

 s poder ser realizada por espritos especializados nesta rea .

 Pode-se afirmar que o passe est para a cirurgia espiritual assim como o

 trabalho de um farmacutico est para o de um mdico .
 Enquanto um ministra uma

 medicao o outro faz o diagnstico da enfermidade , prescreve a medicao ou

 realiza uma cirurgia na recuperao do corpo enfermo .

 Mecanismos da fluidoterapia

 Na fluidoterapia a movimentao fludica ocorre atravs da vontade do mdium e

 dos espritos que o circundam .
 Sua ao benfazeja contribui para afastar do

 enfermo parasitas fludicos , espritos enfermos ou obsessores e contaminaes

 magnticas que oprimem a vida mental , impedindo-a de sintonizar com as regies

 mais elevadas .

 Ainda nas enfermidades graves , o passe convencional mostra-se benfico , porque

 o perisprito ,  semelhana de uma esponja , absorve os fluidos espirituais que

 nele so depositados .
 Sua entrada na camada perispiritual  facilitada pela

 sintonia vibratria entre a fonte e o emissor .
 Fundamentados no que disse Allan

 Kardec em O Livro dos Espritos , acreditamos que o perisprito traz em si , um

 mecanismo de automao espiritual , onde os fluidos se concentram nas regies

 mais carentes da estrutura .
  uma ao parecida com a dos anticorpos da

 organizao fsica , nos casos de infeces .

 Nas contaminaes com baixo magnetismo , obsesses ou influenciaes de

 espritos sofredores , o passe produz um alvio imediato de sintomas e , por esta

 razo , deve ser ministrado rotineiramente nas casas espritas .

 A natureza do mundo espiritual

 No movimento esprita transitam algumas idias limitadas a respeito da natureza

 do mundo espiritual .
 Geralmente , pensa-se que o mundo invisvel  uma regio de

 abstrao , onde as formas so revestidas de fluidos tnues .
 Tal pensamento foi

 fortalecido pela revelao feita pelos espritos , dizendo que os fluidos so

 modificveis pela ao do pensamento .

 Sim , os fluidos espirituais sofrem as impresses do pensamento , modificando-se

 segundo sua natureza , mas devemos ter o cuidado de no carregarmos essa idia

 com os excessos da imaginao .
 Se a influncia fosse to intensa como querem

 alguns , pela imensa variedade de almas desencarnadas existentes no Alm , tal

 mundo no teria estabilidade alguma e estaria em constante mutao .
 O mundo

 invisvel  estvel e to palpvel quanto o terreno .

 Allan Kardec , em " A Gnese " , demonstra por uma srie de raciocnios a

 ponderabilidade das regies espirituais .
  evidente que todos os objetos

 encontrados na Espiritualidade so produtos do pensamento de algum que os

 criou , mas nem por isso deixam de ser reais .
 O Universo material , por exemplo ,

  uma criao do pensamento Divino , e nos parece muito real .

 Por este raciocnio , queremos entender a possibilidade da existncia no mundo

 invisvel de instrumentos cirrgicos , os quais tm sido observados nas

 operaes no corpo astral .

 Sobre a grande oficina da vida espiritual , Kardec assim se refere em " A

 Gnese " , captulo XIV , item 14 .

 " Os Espritos agem sobre os fluidos espirituais , no que os manipulem como os

 homens manipulam os gases , mas com o auxlio do pensamento e da vontade .
 O

 pensamento e a vontade so para os Espritos aquilo que a mo  para o homem .

 Pelo pensamento , eles imprimem a tais fluidos esta ou aquela direo ; eles os

 aglomeram , os combinam ou os dispersam ; formam com esses materiais , conjuntos

 que tenham uma aparncia , uma forma , uma cor determinadas ; mudam suas

 propriedades como um qumico altera as propriedades dos gases ou de outros

 corpos , combinando-os segundo determinadas leis .
  a grande oficina ou

 laboratrio da vida espiritual " .

 Podem os Espritos de mdicos construrem , com seus pensamentos , instrumentos

 cirrgicos , como os que eram utilizados por eles em vida corprea ?
 Tudo indica

 que sim .
 Vejamos uma vez mais , as palavras do Codificador , no mesmo item .

 " O pensamento do Esprito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hbito

 de se servir ; um avaro manejar o ouro , um militar ter suas armas e seu

 uniforme , um fumante , seu cachimbo , um trabalhador seu arado e seus bois , uma

 mulher velha , seus aparelhos de fiar .
 Esses objetos fludicos so to reais

 para o Esprito , o qual  fludico tambm , como o eram no estado material para

 o homem vivente ; porm , pela mesma razo de que so criados pelo pensamento ,

 sua existncia  tambm fugitiva como o pensamento " .

 Conclu-se , pois , que a vida dos espritos livres s pode ter similaridade com

 a existncia terrena , devido a esta propriedade que tem o pensamento de agir no

 universo fludico , criando as formas .
 De outro modo , teramos o nada .

 Causa das enfermidades

 Quanto  origem das enfermidades , podemos classific-las como sendo

 provenientes de duas fontes .
 Numa , a causa do mal reside na alterao da

 estrutura orgnica , provocada por uma causa fsica qualquer .
 Na outra , temos um

 tipo de enfermidade , onde fluidos espirituais impregnados de baixo magnetismo ,

 atuam no corpo espiritual causando desarmonia no funcionamento do corpo fsico .

 A primeira fonte de enfermidades  objeto de estudo da medicina humana .
 A

 segunda , deveria ser preocupao dos estudiosos da cincia esprita , uma vez

 que a terrena ainda no aceita a existncia do mundo invisvel .

 O centro esprita ainda  o lugar onde Deus pode exercer atravs dos Espritos

 a medicina espiritual para benefcio dos que sofrem .

 Kardec afirma que a maioria das molstias , como todas as misrias humanas , so

 expiaes do presente ou do passado , ou provaes para o futuro .

 No pode ser curado aquele que deve suportar sua provao at o fim .
 Isto no

 quer dizer , que se deva deixar o enfermo ao abandono para que sofra as

 expiaes do seu carma .
 s vezes , est em nossas mos a tarefa de fazer cessar

 o sofrimento daqueles que nos procuram , fazendo uso da metodologia esprita .

 A operao espiritual

 O mecanismo da cura no  difcil de ser compreendido , pois  conhecido de

 todos .
 Nas enfermidades localizadas no corpo carnal , o processo teraputico

 convencional , atravs de medicao , procura substituir as molculas

 desorganizadas , enfermias , por outras saudveis .
 Isto se faz com o uso da

 qumica farmacutica e , em alguns casos , pela conduta cirrgica .

 Nas doenas provenientes do corpo espiritual o processo curativo  exatamente o

 mesmo , s que realizado por mdicos desencarnados .
 Livres da matria , os

 Espritos podem se encarregar desta tarefa com preciso , pois a tudo penetram

 com facilidade .
 Neste ltimo caso , as molculas substitudas so as do

 perisprito , causando conseqncias diretas na organizao fsica .
 A este

 processo chamamos " operao espiritual " .

 Os Espritos Superiores , ligados  rea da medicina , realizam as atividades

 curativas , tendo em vista o alvio do sofrimento dos enfermos que buscam

 conforto nas casas de caridade .

 Como organizar uma sesso destinada s curas espirituais ?

 Todas as casas espritas podem promover reunies com a finalidade nica de

 atender aos doentes do corpo .
 No movimento esprita , de um modo geral , no h

 especializao em nenhum setor da prtica doutrinria .
 Tudo fica na dependncia

 de que o Alto faa sua caridade , quando e como bem entender .
 Temos afirmado que

 h uma necessidade urgente dos centros espritas promoverem em seus quadros de

 servios , uma reforma visando torn-los produtivos .
 O ncleo que tiver

 disponibilidade , deve especializar-se , utilizar o Espiritismo para atender quem

 precisa de ajuda .

 Sabemos que todo o trabalho esprita fundamenta-se na movimentao de fluidos

 impregnados de magnetismo .
 A natureza deste magnetismo est intimamente ligada

 s qualidades morais das pessoas e dos espritos envolvidos .

 Um trabalho onde se prope produzir fenmenos de curas  bem diferente daqueles

 onde se trata especificamente da obsesso .
 Nas reunies onde se cuidam de

 pessoas alteradas emocionalmente , ou perturbadas por espritos inferiores , 

 certo que haver ali a presena do magnetismo inferior .

 Nas reunies de curas , onde acontecer uma operao de reposio molecular e

 expulso de miasmas da estrutura ntima da matria , os fluidos a serem

 utilizados sero de natureza fina , impregnados do magnetismo superior .

 O mais sensato , pois ,  organizarmos as sesses de curas num dia apropriado

 para ela .
 No devemos misturar os trabalhos de curas com os de desobsesso .

 Kardec diz que em alguns casos , as enfermidades podem ter como causa primria a

 obsesso .
 Nestes casos , quando se detectar influncias obsessivas , o paciente

 dever receber cuidados nas duas reas assistenciais , com predominncia no

 setor desobsessivo .
 Como no h indcios de que um mdium tenha a faculdade de

 curar , as equipes interessadas nestas atividades devem formar um grupo para

 ministrar o passe curativo .
 Aqueles em que pesar a suspeita de serem doadores

 especficos , devem ser experimentados nas sesses de curas .

 Todos os sintomas , o procedimento de tratamento e resultados devem ser

 controlados de modo a se ter idia se os mtodos esto funcionando a contento .

 Os mdiuns curadores devem evitar o toque fsico no paciente .
 No  necessrio

 que isto acontea para que se processe o fenmeno curativo .

 A ao magntica ser simplesmente aquela que se faz no passe , ou seja ,

 imposio das mos por tempo mais ou menos determinado .
 Em alguns grupos ,

 utiliza-se um div para deitar os pacientes que exijam uma magnetizao mais

 intensa .

 No grupo onde trabalhamos , o paciente  submetido a um primeiro atendimento ,

 feito pelo grupo principal , voltado exclusivamente neste dia para os trabalhos

 de cura .
 Depois , semanalmente , continua recebendo passes nas sesses que se

 seguem  evangelizao .
 Este servio  feito pelos mdiuns passistas comuns .

 Cada sociedade deve criar seu mtodo e avaliar os resultados .

  ilegal curar no centro esprita ?

 Sim ,  ilegal do ponto de vista jurdico .
 As leis so normas de vida que so

 feitas com a finalidade de orientarem a conduta do homem .
 A legislao diz que

 para se exercer o direito de curar um enfermo , uma pessoa tem que ser

 devidamente habilitada para isso .
 A humanidade conta com universidades

 destinadas  formao de mdicos profissionais nos muitos setores da sade .

 Seria uma falta de senso , se a sociedade aprovasse a ao impensada de uma

 pessoa , que se propusesse curar seu prximo , simplesmente porque cr ter

 poderes para isso .

 E ns espritas , como ficamos em face desta ilegalidade ?
  simples .
 As mesmas

 leis que probem a prtica ilegal da medicina , tambm nos faculta o direito de

 culto , protegendo o ambiente religioso onde se professam as crenas .

 O Espiritismo  uma religio e devemos deixar claro que nossos trabalhos de

 assistncia aos enfermos so objetos da f que os homens tm em Deus e na

 assistncia dos Espritos .

 Se no h o uso de qualquer instrumentao material ; se no ocorre a prescrio

 de medicamento ; se no h cobrana por assistncia prestada ; se no h

 promessas de curas ; no existe como acusar legalmente um centro por prtica de

 curandeirismo .

 Os trabalhos de curas devem ser desenvolvidos dentro do mbito religioso .
 Na

 sociedade onde trabalhamos , fixamos uma placa logo na entrada do centro ,

 informando a natureza do trabalho desenvolvido , de modo que no haja enganos

 quanto  natureza religiosa da assistncia espiritual .

 Na histria do Espiritismo houve mdiuns curadores que vieram desenvolver um

 trabalho curativo a que se denomina " misso " .
 Estes mdiuns aparecem de tempos

 em tempos , com suas operaes chocantes , e vm exercer um papel de chamar a

 ateno da cincia materialista para a existncia da alma .
 Operam o corpo

 carnal utilizando instrumentos cortantes , sem anestesia ou assepsia .
 Estes

 mdiuns encarnam-se preparados para viver a espinhosa tarefa e acabam

 processados e presos pelas leis terrenas .
 Estes , devem cumprir suas misses .

 O servio de assistncia a enfermos , proposto aqui neste trabalho , nada tem de

 ilegal .
 Pode ser realizado por qualquer ncleo esprita .

 O preconceito

 As operaes espirituais so tcnica e racionalmente concebveis , como

 demonstramos em nossos escritos .
 Por que motivo so alvo de preconceitos por

 espritas e mdicos espritas ?
 Tudo acontece simplesmente por razes morais .

 Allan Kardec demonstra que os mdiuns curadores formam uma categoria  parte de

 doadores fludicos .
 Seria lgico que estes indivduos ,  medida que se

 suspeitasse de suas faculdades , fossem encaminhados para uma sesso apropriada ,

 onde o atendimento aos enfermos fosse a meta .
 Mas , no  isso o que acontece .

 Em nome da caridade , resolve-se manter as aparncias , instituindo a idia de

 que todos so iguais e que a formao de classes especializadas em determinados

 servios , levaria seus partcipes  idia de engrandecimento .

 Essa questo , em verdade , tem dois lados .
 Num , esto os mdiuns que sem

 conhecerem a Codificao , ou estando mal orientados , pensam que as curas

 promovidas por seu intermdio so produtos de sua grandeza espiritual .
 No

 possuem conscincia de que o dom que lhes foi dado , poder ser tirado a

 qualquer instante .
  a ignorncia .

 No outro lado , esto as pessoas que se sentem rebaixadas e humilhadas , quando

 algum faz alguma coisa que elas , por seus limites , no so capazes de fazer .
 

 o orgulho .

 Uma vez mais , a ausncia de metodologia administrativa racional leva a opo

 pela pseudo-igualdade. Estabelece-se que todos so iguais e que qualquer um

 pode fazer qualquer coisa , desde que em nome de Jesus .
 O resultado desta

 poltica ,  que quase nada acontece em termos de curas .

 Finalidade dos trabalhos de curas

 No movimento esprita existe uma ala de seguidores que afirma serem os

 trabalhos de cura uma atividade dispensvel .
 Segundo eles , o Espiritismo teria

 vindo ao mundo para curar as almas e no os corpos perecveis .
 Trata-se de uma

 filosofia belssima , porm , comporta algumas observaes .

 Se o Espiritismo  o cristianismo redivido , e  poca de Jesus ele promovia

 curas em nome desta Doutrina , por que motivo ns que somos seus discpulos no

 o podemos fazer ?
 Por que Jesus utilizava-se deste poderoso recurso ?
 Qual a

 finalidade dos trabalhos curativos ?
 Ora , sabemos que o Mestre tornou-se

 conhecido mundialmente por seus " milagres " , no por sua doutrina .
 Isto por qu ?

 Pelo fato de que o homem terreno , em vista do seu atraso , apega-se aos

 interesses imediatistas .
 No daria ouvidos a nenhuma filosofia , que no lhes

 falasse s suas necessidades materiais .

 Os homens de hoje so diferentes da poca em que viveu Jesus ?
 No , no so .
 H

 um indiscutvel progresso tecnolgico , mas , moralmente , o homem pouco mudou .
 Se

 vamos nos dirigir  sociedade , temos que oferecer a ela algo ligado s suas

 necessidades imediatas , para despertar-lhe o interesse .

 Quando o centro produz em termos de desobsesso e alvio das enfermidades

 fsicas , h grande procura por seus servios .
 O contato com as pessoas nos d

 oportunidade para levarmos at elas o conhecimento da Doutrina .

  o mesmo trabalho que Jesus Cristo e os apstolos desenvolviam .
 Pode-se

 afirmar , sem sombras de dvidas , que o Espiritismo no sobreviveria sem seus

 fenmenos medinicos .
 Alguns trabalhadores colocam-se na cmoda posio de

 discpulos incapazes .
  um outro erro .
 Jesus era o Mestre , porm , afirmou que

 seus seguidores fariam obras iguais as suas ou maiores que elas .

 Acreditamos , pois , que as atividades assistenciais a nvel medinico so de

 fundamental importncia para a sobrevivncia do centro esprita como posto a

 servio da Espiritualidade .
 A cura fsica se encaixa perfeitamente na

 finalidade misericordiosa e iluminadora do cristianismo e , por extenso , do

 Espiritismo .

 " A mediunidade curadora no vem suplantar a medicina e os mdicos ; vem

 simplesmente provar que h coisas que eles no sabem e os convidar para

 estud-las ; que a natureza tem recursos que eles ignoram ; que o elemento

 espiritual que eles desconhecem , no  uma quimera , e que , quando o levarem em

 conta , abriro novos horizontes  cincia e tero mais xitos do que agora "

 ( Allan Kardec , Revista Esprita , novembro de 1866 ) .

 Pgina principal | Mapa do Site | Pesquisa no Site | Categorias

 Fale conosco !
 Nedstat Basic - Free web site statistics Acessos :

 [ INLINE ]

