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 ndice de Psicoses

 Psicoses PsiqWeb

 Introduo e Quadro Clnico

 Componente Hereditrio

 Curso e Evoluo

 Psicoses Delirantes

 Depresso na Esquizof .

 Delrio em PsiqWeb

 Alucinao em PsiqWeb

 Psicoses Delirantes em :

 DSM.IV

 CID .10

 Transtornos da Personalidade relacionadas s esquizofrenias :

 Transtorno Paranide

 Transtorno Esquizide

 INFORMAES PARA PESSOAS COM ESQUIZOFRENIA

 PSICOSES & ESQUIZOFRENIAS

 So vrias as tendncias de reflexo sobre a Doena Mental , notadamente sobre

 as Psicoses que , embora provenientes de diversos momentos histricos do

 pensamento psicolgico , estimulam bastante as discusses sobre o tema .

 Temos o modelo Sociognico , no qual a sociedade , complexa e exigente ,  a

 responsvel exclusiva pelo enlouquecimento humano .
 Temos tambm o modelo

 Organognico , diametralmente oposto ao anterior , onde os elementos orgnicos da

 funo cerebral seriam os responsveis absolutos pela Doena Mental .

 Tem ainda o enfoque Psicognico , onde a dinmica psquica  responsvel pela

 doena e subestimam-se as disposies constitucionais .

 Finalmente , h o modelo Organodinmico , que compatibiliza todos trs anteriores

 num modelo bio-psico-social .

 Tem sido quase unanimemente aceito na psiquiatria clnica a associao de

 determinadas configuraes de personalidade predispostas e a ecloso de

 psicoses .
 Estas personalidades so as chamadas Personalidades Pr-mrbidas ,

 cujo conceito  abordado neste trabalho no captulo sobre os Transtornos da

 Personalidade ; constituies que por si transtornam a vida do indivduo ou

 incapacitam um desenvolvimento pleno , ou ainda , em certas circunstncias ,

 encerram uma maior aptido para o desenvolvimento de determinadas doenas

 psquicas .

 A Constituio ( Personalidade ) Pr-mrbida  considerada pela psicopatologia

 como uma variao do existir humano e traduz uma possibilidade mais acentuada

 para o desenvolvimento de certa vulnerabilidade psquica .
 Aqui o termo

 " possibilidade " deve ser considerado em toda sua plenitude , ou seja , um carater

 no-obrigatrio mas que deve ser levado muito a srio .

 Segundo texto do prof. Eduardo Srensen Ghisolfi , da UFRGS : " O termo

 psicose tradicionalmente significa a perda do teste da realidade e

 comprometimento do funcionamento mental , manifestando-se por delrios ,

 alucinaes , confuso e comprometimento da memria .
 No decorrer desta

 segunda metade do sculo , dois outros significados se agregaram ao

 conceito original .
 Na utilizao psiquitrica mais comum do termo ,

 " psictico " pode significar tambm um comprometimento grave do

 funcionamento social e pessoal , caracterizado por retraimento social e

 incapacidade para desempenhar as tarefas e papis habituais .
 Outro uso

 do termo  , s vezes , encontrado para especificar o grau de regresso

 egica como critrio para uma doena psictica .

 De acordo com o glossrio da Associao Norte-Americana de Psiquiatria

 ( American Psychiatric Association ) , o termo psictico refere-se a um

 amplo comprometimento do teste da realidade .
 Pode ser utilizado para

 descrever o comportamento de um indivduo em um determinado momento ,

 ou um transtorno mental no qual , em algum momento do seu curso , todos

 os indivduos com o transtorno apresentem tal prejuzo no teste da

 realidade " .
 ( veja o artigo todo ) .

 tem 5 pginas : 01 > 02 > 03 > 04 > 05

 Clinicamente e a grosso modo , podemos dizer que as neuroses

 diferenciam-se das psicoses pelo grau de envolvimento da

 personalidade , sendo sua desorganizao e desagregao muito mais

 pronunciadas nas psicoses .

 O vnculo com a realidade  muito mais tnue e frgil nas psicoses que

 nas neuroses , nestas a realidade no  negada mas vivida de maneira

 mais sofrvel , valorizada e percebida de acordo com as lentes da

 afetividade e representada de acordo com as exigncias conflituais .

 J nas psicoses , alguns aspectos da realidade so negados e

 substitudos por concepes particulares e peculiares que atendem

 unicamente s caractersticas da doena .

 A sintomatologia psictica caracteriza-se , principalmente , pelas

 alteraes a nvel do pensamento e da afetividade e , conseqentemente ,

 todo comportamento e toda performance existencial do indivduo sero

 comprometidos .
 Na psicose o pensamento e a afetividade se apresentam

 qualitativamente alterados , tal como uma novidade cronologicamente

 delimitada na histria de vida do paciente e que passa a atuar

 morbidamente em toda sua performance psquica .

 Essa alterao confere ao paciente uma maneira patolgica de

 representar a realidade , de elaborar conceitos e de relacionar-se com

 o mundo objectual .
 No contam tanto aqui as variaes quantitativas de

 apercepo do real , como pode ocorrer na depresso , por exemplo , mas

 um algo novo e qualitativamente distinto de todas nuances

 anteriormente permitidas , um algo essencialmente patolgico , mrbido e

 sofrvel .

 Os sintomas caractersticos da esquizofrenia podem ser agrupados ,

 genericamente , em 2 tipos : positivos e negativos .
 Os sintomas

 positivos so os mais floridos e exuberantes , tais como as

 alucinaes ( mais freqentemente , as auditivas e visuais e , menos

 freqentes as tteis , e olfativas ) , os delrios ( persecutrios , de

 grandeza , de cimes , somticos , msticos , fantsticos ) , perturbaes

 da forma e do curso do pensamento ( como incoerncia , prolixidade ,

 desagregao ) , comportamento desorganizado , bizarro , agitao

 psicomotora e mesmo negligncia dos cuidados pessoais .
 Os sintomas

 negativos so , geralmente , de dficits , ou seja , a pobreza do contedo

 do pensamento e da fala , embotamento ou rigidez afetiva , prejuzo do

 pragmatismo , incapacidade de sentir emoes , incapacidade de sentir

 prazer , isolamento social , diminuio de iniciativa e diminuio da

 vontade .

 1 - ESQUIZOFRENIA ( Psicose Esquizofrnica )

 A Esquizofrenia  uma doena da Personalidade total que afeta a zona

 central do eu e altera toda estrutura vivencial .
 Culturalmente o

 esquizofrnico representa o estereotipo do " louco " , um indivduo que

 produz grande estranheza social devido ao seu desprezo para com a

 realidade reconhecida .
 Agindo como algum que rompeu as amarras da

 concordncia cultural , o esquizofrnico menospresa a razo e perde a

 liberdade de escapar s suas fantasias .

 Segundo Kaplan , aproximadamente 1 % da populao  acometido pela

 doena , geralmente iniciada antes dos 25 anos e sem predileo por

 qualquer camada scio-cultural .
 O diagnstico baseia-se exclusivamente

 na histria psiquitrica e no exame do estado mental .
  extremamente

 raro o aparecimento de esquizofrenia antes dos 10 ou depois dos 50

 anos de idade e parece no haver nenhuma diferena na prevalncia

 entre homens e mulheres .

 Esquirol ( 1772-1840 ) considerava a loucura como sendo a somatria de

 dois elementos : uma causa predisponente , atrelada  personalidade , e

 uma causa excitante , fornecida pelo ambiente .
 Hoje em dia , depois de

 muitos anos de reflexo e pesquisas , a psiquiatria moderna reafirma a

 mesma coisa com palavras atualizadas .
 O principal modelo para a

 integrao dos fatores etiolgicos da esquizofrenia  o modelo

 estresse-ditese , o qual supe o indivduo possuidor de uma

 vulnerabilidade especfica colocada sob a influncia de fatores

 ambientais estressantes ( causa excitante ) .
 Em determinadas

 circunstncias o binmio ditese-estresse proporcionaria condies

 para o desenvolvimento da esquizofrenia .
 At que um fator etiolgico

 para a doena seja identificado , este modelo parece satisfazer as

 teorias mais aceitas sobre o assunto .

 Atualmente , atravs da CID-10 , foi includa na classificao das

 esquizofrenias o TRANSTORNO ESQUIZOTPICO .
 Na realidade no

 acreditamos tratar-se de mais um tipo da doena , mas de um estgio da

 mesma doena .
 Sabendo-se os sintomas gerais , bsicos e de primeira

 ordem das esquizofrenias , podemos entender o Transtorno Esquizotpico

 como sendo uma fase pr-mrbida da psicose : mais srio que o

 Transtorno Esquizide de Personalidade e menos mrbido que a

 Esquizofrenia franca .
 Tanto est certa esta viso que o prprio CID-10

 considera este transtorno como sinnimo de Esquizofrenia Prodrmica

 ( Inicial ) , Borderline ( limtrofe ) , ou Pr-Psictica .

 Alguns sintomas , embora no sejam especficos da Esquizofrenia , so de

 grande valor para o diagnstico .
 Seriam :

 1 - audio dos prprios pensamentos ( sob a forma de vozes )

 2 - alucinaes auditivas que comentam o comportamento do paciente

 3 - alucinaes somticas

 4 - sensao de ter os prprios pensamentos controlados

 5 - irradiao destes pensamentos

 6 - sensao de ter as aes controladas e influenciadas por alguma

 coisa do exterior .

 Tentando agrupar a sintomatologia da esquizofrenia para sintetizar os

 principais tratadistas , teremos destacados trs atributos da atividade

 psquica : comportamento , afetividade e pensamento .
 Os Delrios surgem

 como alteraes do contedo do pensamento esquizofrnico e as

 alucinaes como pertencentes  sensopercepo. Ambos acabam sendo

 causa e / ou conseqncia das alteraes nas 3 reas acometidas pela

 doena ( comportamento , afetividade e pensamento ) .

 DELRIOS

 Os Delrios na Esquizofrenia podem sugerir uma interpretao falsa da

 realidade percebida .
  o caso por exemplo , do paciente que sente algo

 sendo tramado contra ele pelo fato de ver duas pessoas simplesmente

 conversando .
 Trata-se , neste caso , de uma Percepo Delirante .
 Desta

 forma , a Percepo Delirante necessita de algum estmulo para ser

 delirantemente interpretado ( no caso , duas pessoas conversando ) .

 Outras vezes no h necessidade de nenhum estmulo  ser interpretado ,

 como por exemplo , julgar-se deus .
 Neste caso trata-se de uma

 Ocorrncia Delirante .
 O tipo de Delrio mais freqentemente encontrado

 na Esquizofrenia  do tipo Paranide ou de Referncia , ou seja , com

 temtica de perseguio ou prejuzo no primeiro caso e de que todos se

 referem ao paciente ( rdios , vizinhos , televiso , etc ) no segundo

 caso .

 Na Esquizofrenia os Delrios surgem paulatinamente , sendo percebidos

 aos poucos pelas pessoas ntimas aos pacientes .
 Em relao ao Delrio

 de Referncia , inicialmente os familiares comeam  perceber uma certa

 averso  televiso , aos vizinhos , etc .

 ALUCINAES

 As Alucinaes mais comuns na Esquizofrenia so do tipo auditivas , em

 primeiro lugar e visuais em seguida .
 Conforme diz Schneider , " de valor

 diagnstico extraordinrio para o diagnstico de uma Esquizofrenia so

 determinadas formas de ouvir vozes : ouvir os prprios pensamentos

 ( pensar alto ) , vozes na forma de fala e respostas e vozes que

 acompanham com observaes a ao do doente " .
 Esta Sonorizao do

 Pensamento , juntamente com alguns outros sintomas que envolvem

 alucinaes auditivas e sensaes de ter os prprios pensamentos

 influenciados por elementos externos , compem a sintomatologia que

 Schneider considerou como sendo de Primeira Ordem .

 Um esquizofrnico pode estar ouvindo sua prpria voz , dia e noite , sob

 a forma de comentrios e antecipaes daquilo que ele faz ou pretende

 fazer , como por exemplo : " ele vai comer " ou ainda , " o que ele est

 fazendo agora ?
 Est trocando de roupas " .
 Outro sintoma importante no

 diagnstico da esquizofrenia  a sensao de que o pensamento est

 sendo irradiado para o exterior ou mesmo sendo subtrado ou " chupado "

 por algo do exterior : Subtrao e Irradiao do pensamento , tambm

 considerados de Primeira Ordem .
 Igualmente podemos encontrar a

 sensao de que os atos esto sendo controlados por foras ou

 influncias exteriores .

 SINT .
 DE PRIMEIRA ORDEM ( Schneider )

 Sonorizao do pensamento

 Subtrao do pensamento

 Irradiao do pensamento ( ou difuso )

 Sensao de aes controladas

 Todas as demais alucinaes , auditivas , visuais , tcteis , olfatrias ,

 gustativas , cenestsicas e cinestsicas , embora sejam consideradas

 sintomas acessrios por Bleuler , aparecem na esquizofrenia com

 freqncia bastante significativa .
 Normalmente as alucinaes

 auditivas so as primeiras a aparecer e as ltimas a sumir .

 tem 5 pginas : 01 > 02 > 03 > 04 > 05

 INTRODUO

 COMPONENTE HEREDITRIO DA ESQUIZOFRENIA

 CURSO E EVOLUO DA ESQUIZOFRENIA

 PSICOSES DELIRANTES BREVE E CRNICA

 DEPRESSO NA ESQUIZOFRENIA

 Ballone GJ - Psicoses - in .
 PsiqWeb , Internet , disponvel em

 < http : // www.psiqweb.med.br / psicoses.html > atualizado em 2002

 De acordo com o DICIONRIO MDICO PARA LEIGOS , editado na internet

 pelo Hospital das Clnicas da FMUSP , o prof. Hlio Elkis diz o

 seguinte :

 Psicoses : .
 " ...
 este conceito prevaleceu na Psiquiatria at a dcada

 de 60 , em que os transtornos mentais eram distribudos em dois grandes

 grupos : psicoses e neuroses .
 As psicoses eram consideradas doenas

 mentais mais graves cujas causas seriam orgnicas ou funcionais e as

 neuroses eram consideradas menos grave e originadas a partir de

 conflitos emocionais e traumas psicolgicos .

 Hoje conceitua-se psicose somente pelas caractersticas dos sintomas

 que a pessoa apresenta .
 Estes sintomas so os delrios , que so

 crenas errneas no fundamentadas em evidncias e.g. a pessoa

 acredita que marcianos esto vigiando seus atos e as alucinaes que

 so percepes tambm no fundamentadas em evidncias e. g. a pessoa

 acredita escutar vozes provenientes de transmissores implantados em

 sua cabea. ( veja o dicionrio ) .

 No site Psiquiatria Geral , h respostas organizadas pelos colegas

 Eugene E. Kercher , Douglas A. Rund e Jonathan Wasserberber

 " Como  a apresentao tpica de um paciente em estado psictico no

 servio de urgncia ?

 Os pacientes que esto em um estado psictico , em geral , agem de modo

 estranho ( por exemplo : maneirismos , postura ) , vestem-se bizarramente ,

 respondem a alucinaes , tm crenas falsas e delirantes e ,

 consistentemente , confundem a realidade dos eventos .
 Eles so ,

 freqentemente , impulsivos e em perigo constante de agir , baseados em

 percepes distorcidas ou idias delirantes , resultando em leso ou

 morte no-intencionais .

 A conscincia de si mesmo e do ambiente  , consistentemente , velada .

 O paciente  incapaz de discriminar os estmulos que percebe .
 O

 pensamento  desorganizado e incoerente , o que se evidencia na fala do

 paciente .
 A memria  prejudicada no registro , reteno e recuperao

 das lembranas .

 A orientao , especialmente quanto ao tempo , pode estar prejudicada .

 O comportamento psicomotor pode ser hipo ou hiperativo em relao aos

 movimentos e  fala .
 As emoes podem variar de apatia e depresso a

 medo e raiva ( veja a pgina dos autores ) .

 Orientao Familiar

 Copyright  G.J.Ballone 2002

