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 ::::: O Cncer de Mama :::::::

  O cncer de mama  responsvel pelo maior nmero de mortes na populao

 feminina do Brasil .
 Em 1999 , foram registrados 8.104 mortes decorrentes desse

 tipo de cncer .
 Dos 337.535 novos casos de cncer com previso de serem

 diagnosticados em 2002 , o cncer de mama ser o principal a atingir a populao

 feminina , sendo responsvel por 36.090 novos casos .

  A Organizao Mundial de Sade ( OMS ) e o Instituto Nacional do Cncer ( INCA )

 afirmam que uma entre nove mulheres dever desenvolver a doena durante sua

 vida .

  O auto-exame das mamas  reconhecido mundialmente como o procedimento de

 deteco precoce mais eficaz no combate ao cncer de mama , desde que praticado

 correta e regularmente .

  O cncer de mama se instala silenciosamente no corpo da mulher e a nica

 defesa possvel  a deteco precoce da doena ; esta pode ser descoberta por um

 simples ato que a mulher mesma pode praticar , que  o auto-exame dos seios .
 As

 chances de cura so muito altas , 90 % se o cncer de mama for descoberto

 precocemente .

  No Brasil , 75 % dos casos de cncer de mama so descobertos tardiamente e

 chegam ao mdico em estgio avanado .
 Tumores nessas condies diminuem as

 possibilidades de cura , exigindo quase sempre a mastectomia radical ( extirpao

 cirrgica da mama ) .

  As mulheres que praticam o auto-exame tm 75 % a mais de chance de sobrevida

 contra 57 % entre as no praticantes .

 O Cncer de Mama propriamente dito  um tumor maligno .
 Isso quer dizer que o

 cncer de mama  originado por uma multiplicao exagerada e desordenada de

 clulas , que formam um tumor .
 Esse tumor  chamado de maligno quando suas

 clulas tm a capacidade de originar metstases , ou seja , invadir outras

 clulas sadias  sua volta .
 Se essas clulas chamadas malignas carem na

 circulao sangnea , podem chegar a outras partes do corpo , invadindo outras

 clulas sadias e originando novos tumores .

 J os tumores chamados benignos no possuem essa capacidade .
 Eles apresentam um

 crescimento mais lento , no ultrapassando certo tamanho , alm de no se

 espalharem por outros rgos .
 Tambm so comuns na regio das mamas .
 Inclusive ,

 a maioria dos ndulos que aparecem nessa regio so tumores benignos , como os

 cistos e os fibroadenomas , por exemplo .
 Os cistos so ndulos dolorosos e

 aumentam antes da menstruao .
 Os fibroadenomas no se transformam em cncer ,

 e , se necessrio , podem ser facilmente retirados por meio de uma pequena

 cirurgia , geralmente feita com anestesia local .
 Os tumores benignos no se

 transformam em cncer .

 A grande preocupao , portanto ,  com os tumores malignos , como o cncer de

 mama , que crescem rapidamente e sem dor .
 Eles devem ser diagnosticados o mais

 rpido possvel para evitar a perda da mama ou mesmo a perda da vida .

 DETECO PRECOCE

 As formas mais eficazes para deteco precoce do cncer de mama so o

 auto-exame , o exame clnico e a mamografia .

 O AUTO-EXAME DAS MAMAS ( AEM )

  a tcnica por meio da qual a mulher examina as suas prprias mamas .
 A

 recomendao  que ele seja feito mensalmente , sete dias aps a menstruao .

 Para as mulheres que no menstruam , como , por exemplo , aquelas que j se

 encontram na menopausa , ou as que se submeteram a histerectomia ( retirada do

 tero ) , ou ainda aquelas que esto amamentando , deve-se escolher

 arbitrariamente um dia do ms e realizar o auto-exame todo ms nesse dia .
 Esse

 artifcio serve para que a mulher crie o hbito e no esquea de realizar o

 auto-exame das mamas .

 Esse exame permite a descoberta de ndulos de mama tanto benignos quanto

 malignos .
  imprescindvel que a mulher sempre procure um mdico para avaliao

 de qualquer alterao encontrada .
 Ressaltamos que , por meio do exame

 sistemtico e peridico das mamas , feito pela prpria mulher ,  possvel

 encontrar tumores malignos de pequenas dimenses , o que permite um tratamento

 adequado e , conseqentemente , um bom prognstico .

 Se detectado no estgio inicial , o cncer de mama tem cerca de 90 % de chance de

 cura , e o auto-exame constitui um dos meio mais eficazes .
 De acordo com os

 dados do Instituto Nacional do Cncer ( INCA ) , as mulheres que praticam o

 auto-exame tm 75 % a mais de chance de sobrevida , contra 57 % entre as no

 praticantes .

 O EXAME CLNICO DAS MAMAS

 O exame clnico , quando realizado por um mdico ou enfermeiro treinado ,  capaz

 de detectar tumores superficiais de pequeno volume ( 1cm ) .
 Ele deve ser

 realizado anualmente , e o mdico indicar a necessidade ou no de mamografia .

 A MAMOGRAFIA

  um exame radiolgico especial da mama , que dever dar esclarecimentos

 necessrios sobre a existncia de um cncer de mama .
 A exposio dos raios dos

 aparelhos radiolgicos  muito reduzida nos aparelhos modernos .

 O FATOR DE RISCO

 Infelizmente , qualquer mulher pode vir a ter um cncer de mama .
 No entanto , h

 determinados grupos de mulheres com maiores possibilidades de terem a doena .

 Essas mulheres possuem em comum certas caractersticas denominadas fatores de

 risco .
 Vale dizer que elas apresentam condies favorveis ao desenvolvimento

 da doena , mas no obrigatoriamente tero o cncer de mama ; apenas h maior

 probabilidade de t-lo quando comparadas com a populao feminina em geral , que

 no apresenta esses fatores .

 O cncer de mama ocorre com muito maior freqncia nas mulheres que nos homens ,

 numa proporo de 100 casos femininos para 1 masculino .
 Nas mulheres , a doena

  mais freqentemente descoberta entre os 40 e os 60 anos de idade .

 O histrico familiar constitui o fator de risco mais importante , especialmente

 se o cncer ocorreu na me ou em irm , se foi bilateral e se se desenvolveu

 antes da menopausa .
 Outro fator de risco  a exposio  radiao ionizante

 antes dos 35 anos .
 A menopausa tardia ( alm dos 50 anos , em mdia ) est

 associada a uma maior incidncia , assim como a primeira gravidez aps os 30

 anos de idade .
 No entanto , ainda no est comprovado se a mulher que retarda

 intencionalmente a gravidez para depois dos 30 anos tem maior risco de que

 aquelas cuja gravidez no pde ocorrer espontaneamente .

 Continua sendo alvo de muita controvrsia o uso de contraceptivos orais no que

 diz respeito  sua associao com o cncer de mama .
 Aparentemente , certos

 subgrupos de mulheres , com destaque para as que usaram plulas com dosagens

 elevadas de estrognios ou por longo perodo de tempo , tm maior risco .
 Outro

 fator de risco  a ingesto regular de lcool , mesmo que em quantidade

 moderada , que gera um aumento moderado do risco de cncer de mama .

 FATORES DE RISCO HORMONAIS E REPRODUTIVOS

 Reprodutivos e hormonais - As caractersticas reprodutivas associadas a um

 maior risco de cncer de mama incluem menarca precoce ( primeira menstruao

 antes dos 11 anos de idade ) , menopausa tardia ( ltima menstruao aps os 55

 anos ) , idade do primeiro parto aps os 30 anos , nuliparidade ( nenhuma

 gestao ) .

 O papel da lactao ainda no foi claramente estabelecido nem no aumento do

 risco nem na proteo para o desenvolvimento do cncer de mama .
 O mesmo ocorre

 com o uso de plula anticoncepcional e da terapia de reposio hormonal para o

 tratamento da menopausa .

 As mulheres que se submetem  terapia de reposio hormonal com uma combinao

 de estrognio e progesterona tm um maior risco de desenvolver cncer de mama

 do que as que usam apenas estrognio , de acordo com um estudo divulgado pela

 American Medical Association ( AMA ) .

 Freqentemente , os mdicos prescrevem estrognio para as mulheres na menopausa ,

 a fim de reduzir conhecidos sintomas , como ondas de calor .
 O estrognio parece

 tambm reduzir a incidncia de risco cardaco e de ossos fracos nas mulheres em

 menopausa .

 Mas , depois que o uso dessa substncia foi vinculado ao cncer de mama , muitos

 mdicos prescrevem uma combinao de estrognio e progesterona visando reduzir

 as chances de se contrair cncer no tero .

 Em um estudo publicado na revista da AMA , o mdico Walter Willett , da Harvard

 School of Public Health , disse : " Em geral , revelou-se , tanto nesse estudo como

 em outros , que realmente as mulheres que tomam ou tomaram recentemente

 hormnios tm um risco maior de cncer de mama " .
 ( ...
 ) " Uma das boas coisas 

 que , depois de suspender os hormnios , dentro de apenas uns poucos anos o risco

 adicional parece desaparecer " , completou .

 O estudo revelou que mulheres na menopausa , que usam a combinao de estrognio

 e progesterona , tm um risco de desenvolver cncer de mama 20 % maior do que

 aquelas tratadas com apenas estrognio .

 O estudo envolveu mais de 45 mil mulheres em perodo ps-menopausa .
 Embora o

 risco de cncer ainda seja baixo entre as mulheres que tomam os dois hormnios ,

 o estudo recomenda que as mulheres discutam com seus mdicos o tratamento mais

 adequado .

 Entre os fatores que devem ser considerados , ao tratar com o mdico , como os

 benefcios e riscos da terapia de reposio de hormnio , a paciente deve pedir

 conselho sobre outros fatores , incluindo seu peso , condio cardaca e

 histrico familiar .

 Os pesquisadores tambm recomendam que as mulheres falem abertamente com seus

 mdicos sobre drogas alternativas e sobre mudanas na dieta e o exerccio , com

 a finalidade de reduzir os riscos de doenas cardacas e osteoporose .

 CNCER DE MAMA E MORTALIDADE

 No Brasil , o cncer de mama  o tumor mais letal que acomete a populao

 feminina .
 Entre 1979 e 1998 , o ndice de mortalidade pela doena subiu 68 % .
 Sua

 expanso , que reflete uma tendncia internacional , pode ser explicada pela

 crescente urbanizao e pela valorizao da carreira profissional , que leva a

 mulher a adiar a primeira gravidez ou at abrir mo da maternidade .
 Em So

 Paulo e no Rio Grande do Sul , a incidncia de cncer de mama chega a 81 casos

 por 100 mil habitantes .
 Estados menos urbanizados , como Amazonas , Mato Grosso e

 Gois , convivem com taxas menores , de cerca de 18 casos por 100 mil habitantes .

 Em 1999 , foram registradas 8.104 mortes decorrentes desse tipo de cncer e , dos

 337.535 novos casos de cncer com previso de serem diagnosticados em 2002 , o

 cncer de mama ser o principal a atingir a populao feminina , sendo

 responsvel por 36.090 novos casos .

 Nos consultrios particulares , cerca de 80 % das mulheres procuram ajuda quando

 o tumor ainda est em fase inicial e as chances de cura so elevadas .
 J , nos

 servios pblicos , 65 % das pacientes chegam aos consultrios em estgios

 avanados , sofrem grandes mutilaes e correm maior risco de morte .

 CNCER DE MAMA TAMBM ATINGE HOMENS

 Uma doena rara em homens , o cncer de mama atrai cada vez mais a ateno dos

 especialistas .
 Os casos em homens representam apenas 1 % de todos os casos desse

 tipo de cncer .
 Apesar disso , um monitoramento realizado por uma equipe do

 Hospital do Cncer / INCA ( Instituto Nacional do Cncer ) com os 111 casos

 notificados no hospital nos ltimos 56 anos mostra que o nmero de casos por

 ano mais do que dobrou .

 No perodo de 1943 a 1979 , foram registrados 61 casos ( 1,6 por ano ) .
 Entre 1979

 e 1991 , houve 23 casos ( 1,9 por ano ) .
 Na ltima fase , de 1991 a 1997 , foram

 notificados 27 casos ( 3,9 por ano ) .

 Homens tambm tm glndula mamria , mas ela  atrofiada .
 Quando ocorre um

 tumor , a glndula cresce , provocando inchao .
 Esse inchao resultante do tumor ,

 porm , no deve ser confundido com a ginecomastia , ou seja , o crescimento da

 mama masculina pelo acmulo de gordura .
 Todos os homens devem fazer auto-exames

 peridicos apalpando a mama .
 Outros sintomas de um possvel cncer de mama no

 homem so : coceira , feridas no mamilo e ndulos na axila .

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