 Logo.jpg ( 25839 bytes ) INFORMAES SOBRE ALGUMAS DOENAS

 * ENDOMETRIOSE * MIOMA * CLCULO BILEAR

 * REFLUXO GASTROESOFGICO * HERNIA * APENDICITE

 * LCERA * HEPATITE * HELICOBACTER PYLORI

 * SALMONELLA * INCONTINNCIA URINRIA * CISTITE

 ENDOMETRIOSE

 [ INLINE ] Endometriose significa a presena de endomtrio ( camada

 interna do tero que  eliminada no fluxo menstrual ) em outros locais ,

 como ovrios , as trompas de falpio e os ligamentos que sustentam o

 tero , podendo atingir o intestino , bexiga ou a vagina .
 A doena

 provoca dores plvicas crnicas , dificuldade para engravidar , dores

 durante a relao sexual , alm de alteraes urinrias e intestinais

 no perodo de mentruao .
 A endometriose ocorre de 5 a 10 % das

 mulheres em idade reprodutiva ,  rara na infncia e aps a menopausa .

 Aproximadamente 25 % das pacientes com endometriose no apresenta

 sintomas , ou estes se confundem com os provocados por alteraes

 hormonais .
 Estas pacientes acabam tendo a doena detectada durante

 exame ginecolgico ou procedimento cirrgico .

 Por isso , lembre-se : a consulta freqente ao seu mdico

 ginecologista  a melhor forma de evitar doenas e manter a sade em

 dia .

 Embora vrias drogas possam ser utilizadas no tratamento da

 endometriose , a que fornece os melhores resultados  a que leva ao

 hipoestrogenismo mais intenso .

 MIOMAS

 [ INLINE ] Os Miomas so ndulos benignos de tecido muscular que

 aumentam ou deformam o tero e , as vezes o colo .
 Miomas se originam

 das clulas de msculo liso da parede do tero .
 Na maioria dos casos

 existem miomas mltiplos , mas ocasionalmente pode ocorrer um mioma

 nico .. Foto Estima-se que ocorram miomas uterinos em uma em cada

 quatro mulheres americanas .
 .
 Geralmente , miomas tendem a se

 desenvolver nas mulheres que esto entre 30 e 40 anos de idade , e

 diminuem depois da menopausa .
 A maioria no requer tratamento .
 No

 entanto , podem causar sangramento uterino excessivo , dor , sensao de

 presso em baixo ventre , e , menos frequentemente , esterilidade ,

 aborto , e parto prematuro .
 A causa exata dos miomas no  clara , mas

 h evidencias que necessitem de estrgeno para crescer .
 Por exemplo ,

 crescem com maior velocidade durante a gravidez quando o corpo produz

 mais estrgeno .
 Durante a menopausa quando os nveis de estrgeno

 diminuem , o crescimento dos miomas diminui .

 Tipos de Miomas

 Podem ser divididos em trs categorias : Subserosos : se localizam na

 parede externa do tero , respondem por 55 % dos casos .
 Intramurais : so

 encontrados nas camadas musculares da parede uterina , 40 % dos casos .

 Submucosos : localizam-se dentro da cavidade uterina , somente 5 % .

 Sintomas

 Muitas mulheres com miomas no tm sintomas .
 No entanto ,

 aproximadamente um tero possuem sangramento uterino anormal , sensao

 de presso ou dor na parte baixa do abdome , ou a presena de uma

 tumorao palpvel .

 Sangramento Uterino Anormal : Este  o sintoma mais comum e est

 presente em um tero  metade das mulheres que necessitam cirurgia .

 Grandes miomas podem aumentar a cavidade uterina , e isto cria uma

 grande rea para o sangramento menstrual .
 Miomas tambm alteram a

 circulao local fazendo com que o endomtrio sangre excessivamente .

 Dor : Quando um mioma comea a crescer rapidamente , sua necessidade de

 suprimento sangneo aumenta e s vezes se torna insuficiente ,

 podendo levar o mioma  um processo de degenerao.Isto leva  uma dor

 bastante aguda e as vezes  uma cirurgia de urgncia .
 A degenerao

 miomatosa no raramente ocorre na gravidez porque os miomas crescem

 rapidamente j que os nveis de estrgeno esto elevados .

 Compresso de orgos adjacentes : Grandes miomas podem produzir presso

 em vrios rgos plvicos como a bexiga , ureteres e reto .

 Consequentemente , a necessidade de urinar frequentemente pode ocorrer

 em razo da menor capacidade da bexiga .
 A contnua compresso desses

 rgos pode tambm causar danos nos rins se os miomas no forem

 removidos .
 Quando localizados na parte baixa do tero , podem comprimir

 o intestino grosso e reto , o que pode resultar em obstipao ou

 hemorridas .

 Miomas e a Esterilidade

 Miomas podem contribuir para um problema de esterilidade .
 No entanto ,

 so causa de apenas de 2 a 3 % dos casos de esterilidade .
 Por isso ,

 mulheres e seus parceiros devem fazer uma minuciosa investigao para

 identificar adicionais causas dos problema de fertilidade .

 Esterilidade pode resultar de miomas por diversas razes .
 Mudanas no

 endomtrio podem fazer com que a parede uterina no esteja preparada

 de forma correta para que o vulo fertilizado se prenda  ela .
 Uma ou

 ambas as trompas de falpio podem ser comprimidas ou bloqueadas ,

 impossibilitando a chegada dos espermatozides ao vulo. foto O

 aumento do risco de abortos e parto prematuro podem ser associados aos

 miomas , dependendo do tipo , tamanho e localizao dos mesmos .

 Diagnstico

 Os miomas podem geralmente ser diagnsticados durante o exame

 ginecolgico .
 No entanto , como os miomas podem ser confundidos com

 tumores ovarianos , massas intestinais e gravidez prematura ,

 provavelmente ser necessria a utilizao de outros exames , tais como

 Ultra-som

 CLCULO BILIAR

 [ INLINE ] Sintomas :

 Grande parte dos portadores de litase vesicular so assintomticos .

 Os pacientes sintomticos podem apresentar dor na parte superior e

 central do abdome ( regio epigstrica ) ou no quadrante superior

 direito do abdome .
 Na clica biliar a dor costuma iniciar-se

 subitamente e termina gradativamente .
 A dor geralmente  intensa ,

 contnua , com perodos de exacerbao , as vezes irradiando para as

 costas .

  freqente a presena de nuseas e vmitos .

 Devido a localizao e irradiao da dor , pode ser confundida com

 problemas do estmago , renais ou at mesmo da coluna vertebral .

 Tratamento :

 I - O tratamento de eleio da litase vesicular  a cirurgia

 ( colecistectomia ) .
 Mesmo aqueles pacientes assintomticos devem ser

 operados .
 Constituem excees os pacientes com elevado risco

 operatrio ou com pouca expectativa de vida .

 II - Apesar de ser uma cirurgia simples e comum , esta deve ser

 realizada por cirurgio experiente e que saiba abordar a via biliar

 quando necessrio .

 III - A cirurgia pode ser realizada pelo mtodo tradicional , existindo

 diferentes opes de incises ( longitudinais , transversais ou

 oblquas ) e tamanhos variados de acordo com a preferncia do

 cirurgio , biotipo do paciente e dificuldade do caso .

 IV - Atualmente a maioria das cirurgias  realizada por

 Videolaparoscopia independente da gravidade do caso .
 Alm da vantagem

 esttica ( cicatrizes mnimas ou imperceptveis ) , possibilita um curto

 perodo de internao e uma rpida recuperao , no necessitando

 afastamento prolongado do trabalho e das atividades fsicas .

 Qual a funo da vescula biliar e onde est localizada ?

 Sua principal funo  armazenar a bile produzida pelo fgado e

 concentr-la .
 Quando a pessoa se alimenta , a vescula biliar se

 contrai ocorrendo liberao de bile , que passa por um canal chamado

 coldoco , at chegar ao intestino e encontrar o alimento .
 Ela est

 localizada sob o lobo heptico direito e tem o formato de uma pra .

 Qual a funo da bile ?

 A bile  uma secreo do fgado com vrias funes .
 No processo

 digestivo ela participa do processo de digesto da gordura promovendo

 a emulsificao da mesma , facilitando assim a ao das enzimas

 digestivas .

 O que acontece com a pessoa que opera da vescula ( extrai a vescula ) ?

 Ter algum problema digestivo ?

 No .
 O Fgado de um adulto produz diariamente em torno de 900 ml de

 bile ( quase 1 litro ) .
 Mesmo sem a vescula , a bile produzida pelo

 fgado alcanar seu destino final que  o intestino , percorrendo um

 trajeto normal que  a via biliar principal .
 Os canais biliares

 passaro a desempenhar o papel da vescula .
 Podemos comparar a

 liberao de bile com o fornecimento de gua para uma casa .
 A vescula

 desempenharia o papel de uma caixa d'gua .
 No caso de um paciente

 operado ( sem vescula ) , corresponderia  uma casa sem caixa d'gua , na

 qual nunca faltaria o fornecimento de gua da rede ( pois a produo de

 bile pelo fgado nunca para ) .
 A gua das torneiras da casa viria

 direto da gua da rua e no da caixa d'gua .
 Como esta casa sempre tem

 gua quando precisa , assim tambm um paciente operado no teria

 prejuzo no processo digestivo .

 O que pode acontecer com pessoas com clculos que no so operadas ?

 Isso depende do estado de sade do paciente e do tamanho dos clculos .

 De uma maneira geral os clculos podem bloquear a sada de bile da

 vescula biliar promovendo um aumento de presso da mesma , causando

 crises de Clica Biliar que podem cessar , repetindo de tempos em

 tempos .
 No entanto pode evoluir com inflamao e possivelmente uma

 infeco .
 Esse quadro  chamado Colecistite Aguda .
 A colecistite aguda

 pode evoluir com necrose da parede da vescula e consequentemente

 perfurao .
 Muitas vezes evolui para empiema ( secreo purulenta no

 interior da vescula ) .
 Pode evoluir para infeces graves com risco de

 sepses ( infeco generalizada ) , sendo mais grave nos diabticos e

 idosos .
 A colecistite aguda pode ainda evoluir para uma forma crnica

 com possibilidade de perodos de agudizao .
 Quando a vescula est

 inflamada ( Colecistite ) , ela pode ser bloqueada por uma ala

 intestinal que adere a parede da mesma , e uma fstula ( comunicao )

 entre estas duas estruturas pode ocorrer .
 Os clculos existentes mesmo

 de grande tamanho podem migrar para o intestino .
 Estes clculos

 maiores podem causar uma obstruo intestinal ( leo biliar ) .

 Como podem ser diagnosticados estes clculos ?

 A ultra-sonografia abdominal  o mtodo de escolha , pois alm de um

 mtodo simples , indolor e de baixo custo , faz o diagnstico na maioria

 dos casos .

 Os clculos de vescula podem desaparecer sem cirurgia ?

 Dificilmente .
 Em algumas situaes , pequenos clculos podem migrar

 para a via biliar principal ( coldoco ) , atravessar a papila e atingir

 o intestino .
 No entanto existe possibilidade destes clculos pararem

 no coldoco , causando obstruo biliar .
 Ou ainda pior , podem encravar

 na papila ocluindo tambm o fluxo de suco pancretico , ocorrendo assim

 a pancreatite .

 REFLUXO GASTROESOFGICO

 [ INLINE ] Por que ocorre Refluxo de cido do Estmago para o Esfago ?

 O refluxo ocorre na dependncia de diversos fatores , desde alimentares

 at anatmicos , estando muitas vezes associado  hrnia hiatal , mas a

 falha do Esfncter Esofagiano Inferior parece ser a principal causa .
 A

 musculatura da regio inferior do Esfago tem um maior tnus ,

 estabelecendo uma zona de maior presso , que  chamada de EEI

 ( Esfncter Esofagiano Inferior ) .
 Quando nos alimentamos , logo aps a

 deglutio ocorre uma onda peristltica esofgica que impulsiona o

 bolo alimentar em direo ao estmago .
 O esfncter esofagiano inferior

 se relaxa com a chegada desta onda peristltica permitindo que o

 alimento passe para o estmago , mas logo aps isso , ele se fecha

 novamente , impedindo que haja refluxo de contedo gstrico para o

 esfago .
 Assim , este esfncter inferior do esfago funciona como uma

 vlvula , permitindo a passagem de contedo em uma s direo .
 Voc

 pode observar que pessoas normais com o estmago cheio pode ficar de

 ponta cabea ( " plantar bananeira " ) que o contedo gstrico no retorna

 para o esfago .
 O contedo gstrico s retornaria se a pessoa

 provocasse vmitos .

 Muitas pessoas tm refluxos espordicos , no sendo estes suficientes

 para provocar uma doena .
 A salivao e peristalse secundria do

 esfago , so mecanismos para combater a ao lesiva do contedo

 gstrico ( cido ) refludo sobre a mucosa esofgica .
 Alm disso , a

 mucosa do esfago produz uma quantidade mnima de bicarbonato que

 participa em pequena escala na sua proteo .
 Entretanto estes

 mecanismos tm limites na neutralizao do refluxo .
 Quando o refluxo 

 freqente e prolongado , temos um quadro patolgico chamado Doena do

 Refluxo Gastroesofgico ( DRGE ) .
 Geralmente isso ocorre devido ao

 funcionamento incorreto do EEI .
 A Esofagite  o principal sintoma da

 DRGE , podendo variar desde esofagite grau leve , at casos mais graves

 com lceras esofgicas ou estenoses .
 Por outro lado a DRGE pode

 apresentar-se com sintomatologia extra-esofgica , j que o refluxo

 pode acometer outras reas alm do esfago .

 Sintomas da DRGE

 O sintoma principal da Doena do Refluxo Gastroesofgico ( DRGE ) ,  a

 piroze ou sensao de queimao na regio retroesternal .
 Podemos ter

 dores torcicas de diferentes grau de intensidade , muitas vezes sendo

 confundida com problema cardaco .
 Halitose em alguns pacientes pode

 ser secundria  DRGE. Disfagia ( dificuldade na deglutio ) e

 odinofagia ( dor  deglutio ) podem ocorrer conseqente a inflamao

 ou at mesmo estreitamento do esfago .
 Salivao excessiva pode estar

 presente em muitos pacientes devido a reflexos vagais aumentados ,

 estimulados pela presena de cido no esfago .
 Regurgitao ( refluxo

 de contedo gstrico at esfago superior ou at mesmo  boca ) ocorre

 em muitos pacientes sendo mais grave no perodo noturno , j que pode

 atingir e lesar outras estruturas como a rvore respiratria , laringe ,

 orofaringe e boca .
 Assim podem existir manifestaes extradigestivas

 como tosse , rouquido , faringite crnica , laringites , bronquite de

 repetio , gengivite e desmineralizao do esmalte dentrio , alm de

 asma e pneumonia .
 Dor de ouvido pode ocorrer em casos raros de otite .

 Anemia pode ocorrer em decorrncia de Hemorragia crnica da mucosa

 esofgica inflamada .
 Por outro lado a DRGE pode ser assintomtica ,

 mesmo causando leses de gravidade varivel .

 O Refluxo Gastroesofgico  desencadeado ou agravado com :

 Situaes que aumentam a presso intra-abdominal como esforos

 fsicos , obesidade , gravidez ;

 Aumento da presso intra-gstrica como refeies volumosas acompanhada

 de ingesto de lquidos excessivos , principalmente gasosos ;

 Consumo de substncias que exercem efeito relaxante no esfncter

 esofagiano inferior como caf , lcool , gorduras , chocolate , fumo , etc .

 Estresse .

 Fatores agressores da mucosa como uso de medicamentos

 antiinflamatrios ou ingesto de alimentos com temperaturas extremas

 ou muito condimentados

 A posio deitada pode favorecer o refluxo , pois h menor efeito da

 ao da gravidade sobre o lquido refludo .
 Entretanto , pode ocorrer

 refluxo na posio sentada e at mesmo em p , pois no trax temos uma

 presso negativa que favorece a entrada de ar nos pulmes durante a

 respirao , e essa presso torcica negativa tende sugar o contedo

 gstrico para o esfago , principalmente quando h incompetncia do

 EEI .

 Como  o tratamento clnico da DRGE ?

 O tratamento consiste em mudanas de hbitos alimentares ,

 comportamentais , alm de medicamentos .

 Dieta .

 Devem ser evitadas substncias que promovem relaxamento do esfncter

 esofagiano inferior ( como caf , lcool , gorduras , chocolate , fumo ,

 etc. ) .
 Refeies copiosas ( volumosas ) acompanhadas de muito lquidos

 tambm devem ser evitadas .
 Evitar agressores da mucosa como uso de

 medicamentos antiinflamatrios e alimentos em temperaturas extremas

 ( muito quente ou muito gelado ) .
 Quando fizer uso destes ltimos ,

 coloc-los na boca aos poucos e deglut-los vagarosamente .

 Medidas comportamentais

 Esforo fsico ou deitar-se aps alimentao deve ser evitado .

 Atividades onde trabalha-se abaixado , deitado ou inclinado para frente

 como jardinagem , devem ser evitadas .
 Elevar os ps da cabeceira da

 cama ou deitar-se com o tronco mais elevado pode ser til em casos em

 que o refluxo predomina no perodo noturno ou deitado .
 Mastigar bem os

 alimentos tambm  recomendvel .
 O Estresse deve ser evitado quando

 possvel .

 Medicamentos .

 Anticidos ( em lquidos ou em comprimidos mastigveis ) podem ser

 usados , mas tm efeito temporrio , devendo ser ingerido vrias vezes

 ao dia .
 Eles tem a finalidade de neutralizar o cido produzido pelo

 estmago .

 Inibidores da secreo de cido : bloqueadores H2 ( cimetidina ,

 ranitidina , famotidina ) e os inibidores da bomba de prtons -

 I.B.P. ( omeprazol , lanzoprazol , pantoprazol e rabeprazol ) sendo estes

 mais eficazes e recomendvel nos casos mais graves e incio de um

 tratamento .

 Procinticos .

 Medicamentos que tm a finalidade de aumentar a presso do Esfncter

 esofagiano inferior e a velocidade de esvaziamento gstrico .
 Entre

 eles incluem : Bromoprida , metoclopramida , domperidona , e cisaprida .

 Pacientes devem fazer acompanhamento endoscpico peridico , realizando

 o exame no mnimo 1 vez por ano mesmo sem sintomatologia , ou com menos

 tempo nos casos mais complicados ou no agravamento dos sintomas ,

 sempre seguindo orientao mdica .

 HRNIA

 [ INLINE ] O que  uma Hrnia ?
 Por que ocorrem ?

 Primeiramente para saber o que  uma Hrnia , temos que entender que as

 vsceras abdominais ( intestinos , estmago , bao , fgado , epploon ,

 etc. ) esto contidas dentro de uma cavidade ( peritoneal ) que 

 protegida por diversas estruturas sendo : posteriormente pela coluna

 vertebral e msculos , superiormente pelo diafragma , lateral e

 anteriormente por msculos e inferiormente pelos ossos da bacia e

 msculos .
 Quando ocorre uma fraqueza em determinada rea , isso pode

 permitir que o contedo intra-abdominal cause uma protuso , ficando

 saliente e visvel na parede abdominal .

 Essa rea de fraqueza pode ocorrer por diversos motivos : Defeitos

 congnitos ou adquiridos .
 Os adquiridos podem ocorrer por esforo

 fsico ( at tosse e espirros ) , traumatismos ou incises cirrgicas .

 Ento hrnia poderia ser definida como uma rea de fragilidade da

 parede abdominal que possibilita a sada de contedo intra abdominal ,

 provocando um abaulamento ou protuso .
 O contedo abdominal ( vsceras )

 ficaria contido apenas pela pele .

 Ocorrem mais freqentemente , em regies onde temos orifcios naturais .

 Na regio inguinal ou virilha por exemplo , temos um canal por onde

 passa o funculo espermtico , dentro do qual percorre a artria e

 veias testiculares , fazendo um comunicao da cavidade abdominal com a

 bolsa escrotal .
 Temos tambm na regio femoral ( raiz da coxa ) um

 orifcio por onde passa a artria e veia femoral ( vasos sangneos dos

 membros inferiores ) .
 Na regio umbilical tambm podemos ter uma rea

 de fraqueza , j que a , durante o perodo fetal , passam artria e veia

 umbilical .

 Hrnias podem ser curadas sem Cirurgia ?

 No existe medicamento que possa curar uma hrnia .
 Uma vez com hrnia ,

 ela s poder ser curada com cirurgia .
 A tendncia natural , com o

 passar do tempo ,  ocorrer o seu aumento , que pode ser lento ou

 rpido , dependendo de vrios fatores .
 No h limite para crescimento

 de uma hrnia , podendo em alguns casos atingir grandes propores .

 Como posso saber se tenho Hrnia ?

 Muitas vezes  fcil perceber .
 Quando provoca-se um aumento da presso

 intra-abdominal , que acontece com esforos fsicos , levantamento de

 peso , tosse , esforo para evacuar , etc , poder notar um aumento de

 volume localizado em determinada regio do abdome .
 Este aumento de

 volume normalmente desaparece quando em repouso e deitado e as vezes

 com a ajuda manual para reduo .
 Pode ser acompanhada de dor de

 intensidade variveis ou at mesmo ser indolor .

 Que riscos existe para quem no  operado ?

 O perigo maior de uma hrnia ocorre quando uma poro de intestino

 fica encarcerada , no sendo possvel mais seu retorno para o interior

 da cavidade abdominal , podendo sofrer desta forma um " estrangulamento "

 ( falta de suprimento sangneo ) , evoluindo com isquemia , necrose e

 perfurao .
 Nesse estgio geralmente a dor  intensa e pode ser

 acompanhada de nuseas e vmitos .
 Caso isso ocorra deve-se procurar

 imediatamente um servio mdico .

 APENDICITE

 [ INLINE ] A Apendicite ( inflamao do apndice cecal )  uma doena

 relativamente freqente , sendo a causa mais comum de abdome agudo .
 A

 apendicectomia representa aproximadamente 6 % das operaes em

 hospitais gerais .

 A apendicite pode ocorrer em qualquer faixa etria , desde crianas at

 idosos , sendo mais comum na segunda dcada de vida .
 Em torno de 7 % da

 populao ou mais , desenvolver apendicite em alguma fase de sua vida .

 Estatisticamente mais de 10 % dos homens e mais de 20 % das mulheres vo

 a uma cirurgia para retirada do apndice ( apendicectomia ) durante suas

 vidas .
 Esse alto ndice ocorre porque muitos pacientes ( especialmente

 mulheres ) so apendicectomizados sem apresentar apendicite , devido

 principalmente as dificuldades no diagnstico .
 Esses pacientes so

 levados a cirurgia com suspeita de apendicite e na operao no 

 constatado inflamao externa evidente do apndice , assim , a

 apendicectomia  realizada na dvida da existncia de processo

 inflamatrio apendicular em fase inicial ( interno ou intraluminar ) , ou

 com finalidade profiltica , evitando apendicite futura .

 Apesar dos avanos tecnolgicos em exames complementares , a histria

 clnica e o exame fsico so as principais armas para se fazer o

 diagnstico .
 Muitas vezes exames complementares so solicitados para

 excluir a possibilidade de estarmos frente a uma outra doena .
 Podemos

 ter pacientes com apendicite aguda e exames complementares de

 diagnstico ( exame de laboratrio , Rx , ultra-som ) normais .
 Assim , o

 diagnstico de certeza geralmente s  tido aps a visualizao direta

 do apndice durante uma cirurgia ( laparotomia ) ou laparoscopia .

 O prognstico dos pacientes com apendicite depende muito da fase em

 que  realizado o tratamento cirrgico , sendo melhor quanto mais cedo

 ocorre .
 Evita-se desta forma , fases mais complicadas da doena .
 A

 apendicite pode evoluir com necrose , perfurao , abscessos , peritonite

 generalizada e at sepses .
 Normalmente , pacientes operados em fases

 adiantadas da doena tem um perodo de hospitalizao prolongado e

 incidncia maior de complicaes ps operatrias .

 Assim , diante de forte uma suspeita clnica  recomendvel uma

 interveno cirrgica .
 E a laparoscopia tem sido til para confirmao

 do diagnstico e tratamento da apendicite , j que  comum existir

 dificuldades no diagnstico .

 Existem vrias doenas que podem ser confundidas com apendicite aguda ,

 algumas delas so de tratamento cirrgico ( ex : lcera perfurada ) e

 outras de tratamento clnico ( ex : pielonefrite ) .
 Consequentemente

 podem ocorrer erros ao se indicar cirurgias que podem no ser

 teraputicas ( na ausncia de apendicite ) , assim como na no indicao

 de uma cirurgia necessria ( na presena de apendicite ou de outra

 afeco cirrgica ) .

 Quais so os sintomas de uma apendicite aguda ?

 Os sintomas so variados , entre eles citamos : dor abdominal , hiporexia

 ( diminuio do apetite ) , febre , etc. , existindo pacientes que

 apresentam poucos sintomas .

 * A dor abdominal inicialmente ocorre na regio epigstrica , ou 

 difusa , no bem localizada , confundindo-se com um problema

 gstrico ou digestivo .
 Posteriormente ela localiza-se no quadrante

 inferior do abdome , quando o apndice j est inflamado .
 A dor 

 exacerbada com os movimentos , tosse , espirro , quando j existe uma

 peritonite .

 * O localizao da dor pode variar dependendo da localizao do

 apndice e da presena ou no bloqueio inflamatrio .
 Por exemplo

 um apndice retrocecal pode levar a dor no flanco ou na regio

 lombar direita .

 * A distenso abdominal ocorre em casos complicados .

 LCERA GASTRODUODENAL

 [ INLINE ] A lcera pptica gastroduodenal era uma doena de evoluo

 em geral crnica , multifatorial , com surtos de ativao e perodos de

 acalmia , resultante da perda circunscrita de tecido da mucosa e de

 ocorrncia nas regies do trato digestivo que entram em contato com a

 secreo cloridropptica do estmago .
 A identificao do Helicobacter

 pylori , em 1983 , revolucionou de tal forma nossos conhecimentos sobre

 a etiologia das infeces gastroduodenais , que hoje podemos considerar

 a imensa maioria das lceras gastroduodenais como afeco infecciosa ,

 que tem como fator etiolgico principal o Helicobacter pylori e que se

 cura com a erradicao do microorganismo .

 A dor epigstrica  , de longe , o sintoma mais freqente da lcera

 duodenal .
  muitas vezes discreta , raramente intensa , sendo que os

 pacientes relatam queimao , sensao de fome ou vago mal-estar ,

 localizado no epigstrio ou andar superior do abdome .
 s vezes  to

 circunscrita que o paciente indica a sua localizao apontando-a com a

 ponta do dedo .
 Uma caracterstica importante  sua ritmicidade e

 periodicidade .
 A ritmicidade est relacionada com o ciclo alimentar ,

 sendo que em geral a dor  aliviada em poucos minutos pelo alimento ou

 anticido .

 Outra caracterstica importante da dor  que ela acorda o paciente de

 madrugada , em geral entre 1 e 3 horas .

 Os episdios de dor podem durar dias , semanas ou meses e a remisso

 pode durar de semanas a anos .
 s vezes , as recidivas ocorrem na

 ausncia da dor .

 As complicaes mais importantes da lcera gastroduodenal so

 hemorragia , perfurao e obstruo .

 A hemorragia  a complicao mais comum , ocorrendo em cerca de 15 % dos

 pacientes ulcerosos , especialmente naqueles em uso de

 antiinflamatrios .

 HEPATITE

 [ INLINE ] O termo hepatite significa inflamao no fgado .
 A

 hepatite pode ser causada por infeces , intoxicaes ( principalmente

 pelo lcool ) , medicamentos , distrbios do metabolismo e doenas da

 imunidade .
 A causa mais conhecida e freqente  a hepatite viral .

 Existem muitos vrus que podem ser responsveis pelas hepatites agudas

 e crnicas , sendo denominados pelas letras do alfabeto : A , B , C , D , E ,

 F , e G .
  provvel que outros vrus ainda no identificados sejam

 tambm causadores de hepatites virais , agudas e crnicas , de etiologia

 no definida .

 A principal via de transmisso do vrus C  a transfuso de sangue

 total ou de seus derivados ( plasma , concentrado de hemcias ,

 plaquetas , etc .
 ) .

 O uso de agulhas e seringas compartilhadas em grupo por usurios de

 drogas injetveis ilcitas , causa a prevalncia de infeco de at 90

 % nestes indivduos .

 A realizao de tatuagens e a colocao de " piercing " tem contribudo

 com muitos casos de infeco , pois geralmente so realizados por

 pessoas no habilitadas .

 Por terem contato dirio e direto com todo o tipo de doentes , expostos

 a se espetarem com agulhas e instrumentos cortantes e pelo manuseio de

 secrees e dejetos contaminantes , os mdicos , dentistas , enfermeiros ,

 tcnicos de laboratrio e outros profissionais de sade constituem um

 grupo de risco para a infeco pelo virus C .

 Os tratamentos de acupuntura devem ser feitos com material de uso

 exclusivo do paciente , assim como o instrumental odontolgico deve ser

 corretamente esterilizado para evitar contaminaes .

 Instrumentos cortantes de uso pessoal , como lminas de barbear ou de

 depilao e escovas de dente , devem ser de uso exclusivo .
 Os

 profissionais como pedicuros , manicures e barbeiros devem saber

 esterilizar seus instrumentos ( alicates , navalhas , tesouras , pinas e

 outros ) para no transmitirem a doena de um cliente para outro .

 Aproximadamente 15 % das pessoas infectadas pelo vrus C podem se curar

 naturalmente , como em qualquer outra infeco , porm , o restante

 evoluir para forma crnica de hepatite , mais ou menos grave .
 Dos que

 evoluem para a cronicidade , aproximadamente 20 % atingiro formas mais

 graves de doena heptica , como a cirrose , aps 15 a 20 anos de doena

 e o risco aumentado de tumor maligno .

 HELICOBACTER PYLORI

 [ INLINE ] O Helicobacter pylori  uma bactria que est presente em

 grande nmero de pacientes com gastrite e em torno de 98 % de pacientes

 com lcera duodenal .
 Em 1983 dois pesquisadores australianos chamados

 Marshall e Warren isolaram pela primeira vez o Helicobacter pylori .

 Hoje , estima-se que aproximadamente metade da populao mundial tem

 esta bactria .
 A grande maioria das pessoas adquire na infncia .
 O ser

 humano  o nico portador desta espcie , portanto o meio de

 transmisso  atravs de pessoas contaminadas .

 Acredita-se que a bactria sozinha no  capaz de causar a doena pois

 existe um grande nmero de pessoas que mesmo estando infectadas no

 tem qualquer sintoma ou doena .
 Outros fatores associados podem

 desencadear o incio da doena como idade , tabagismo , fatores

 genticos , nvel de secreo cida do estmago , dieta e muitos outros .

 O tratamento  feito com vrios esquemas de antibiticos atravs de

 critrios pessoais escolhidos pelo mdico especialista .
 As pessoas no

 tratadas da bactria tem em torno de 80 a 95 % de chance de voltar a

 ter lcera ou gastrite em um ano .
 Pessoas tratadas tem prximo a 99 %

 de cura sem recidiva da doena .

 SALMONELLA

 [ INLINE ] As salmoneloses podem ser provocadas por cerca de 2.400

 tipos distintos da Salmonella .
 As mais conhecidas so a Salmonella

 enteritidis e a Salmonella typhi , que transmite a bastante antiga e

 conhecida Febre Tifide .

 A Salmonella enteritidis  uma bactria poderosa que se alastrou

 devido ao processo de criao , com uma grande quantidade de frangos

 muito juntos em uma pequena rea , o que facilita a disseminao , e ao

 uso de antibiticos na rao , que fez que ela ficasse resistente .
 Esta

 bactria est arraigada na gema do ovo e na carne do frango , podendo

 provocar quadro diarreico grave e bito , principalmente em crianas e

 idosos , ou adultos com baixa imunidade ou , ainda , complicaes

 crnicas como a artrite .

 O ovo mal cozido ou cru , mousses e todos os alimentos que levam ovos

 so perigosos , pois podem conter a bactria .
 Voc s elimina a

 bactria se fritar ou cozinhar bem at o ovo ficar duro .

 No se pode dizer que todos os frangos estejam contaminados , mas

 sabe-se que matrizes americanas de frangos que vieram para o Brasil

 disseminaram a bactria para boa parte do pas , registrando-se vrios

 surtos , inclusive em So Paulo .

 INCONTINNCIA URINRIA

 [ INLINE ] Incontinncia Urinria  perda involuntria de urina que

 atinge ambos os sexos em qualquer idade .

  Acomete 10 % da populao geral .

  Atinge 25-30 % das mulheres no perodo frtil .

  Mais de 40 % das mulheres ps-menopausa .

  At 50 % de mulheres na terceira idade principalmente as que vivem em

 casas para idosos .

 Sua prevalncia aumenta com a idade , obesidade , nmero de partos , uso

 de medicamentos , cirurgias , doena neurolgicas .

 Tipos :

  Incontinncia de esforo ( STRESS ) : ao tossir , espirar , rir e

 levantar pesos .

  Incontinncia de urgncia : desejo incontrolvel de urinar , no dando

 tempo de chegar ao toalete .

  Mista : associao dos tipos anteriores .

 Diagnstico :

  Atravs de conversa detalhada com seu mdicos .

  Avaliao do dirio miccional .

  Exame fsico adequado com teste do absorvente .

  Radiografias vesicais ( uretrocistografia ) .

  Estudo Urodinmico .

 Tratamento :

  Quase todos os casos podem ser controlados ou curados .
 O sucesso do

 tratamento depende do diagnstico correto ( conhecer a causa

 especfica ) , chegando a mais de 90 % .

  Terapia comportamental : reeducao da bexiga , orientao diettica

 ( por exemplo , evitar : frutas ctricas cidas , cafena , condimentos e

 lcool so irritantes para o aparelho urinrio ) .

  Fisioterapia do assoalho plvico :

  Exerccios para fortalecimento dos msculos : Exerccios de Kegel ,

 Est .
 Eltrica , Biofeedback , Terapia Comportamental , treinamento com

 aparelhos , Eletroestimulao , Neuromodulao e Terapia com cones .

  Tratamento com medicamentos : indicados principalmente na

 incontinncia de urgncia .

  Cirurgias : indicadas nos casos moderados a severos com ndices de

 cura em torno de 90 % .

  Tratamento minimamente invasivo .

 Injeo de substncias ( Teflon , Colgeno , Silicone , Partculas de

 Carbono , Urovive ) em volta da uretra .

 CISTITE

 [ INLINE ] Quando a bexiga torna-se inflamada , geralmente pela

 presena de uma infeco bacteriana , esta condio  conhecida como

 cistite .
 Qualquer pessoa pode ser vtima deste processo , mas ele

 ocorre com maior freqncia em mulheres e crianas .

 Sintomas mais Comuns da Cistite :

 Sensao de queimao na uretra , ao urinar ;

 Necessidade mais freqente e urgente de urinar ;

 Dores no baixo ventre e eventualmente , sangue na urina .

 O diagnstico realizado com exame de urina e urocultura .
 Se a

 infeco persistir , requer o estudo do trato urinrio com imagens .

 O tratamento deve seguir orientao mdica com antibitico selecionado

 e tempo adequado .

